sábado, 1 de março de 2025

Ernesto Rodrigues, Antes de Lançar o Livro "Ayrton, o Herói Revelado", Enviou Uma Cópia Para Família Ler e Aprovar

Isso é o que chamamos de "testemunho de conveniência". Quando um autor precisa da bênção da família para publicar um livro, ele acaba dando voz apenas a quem vai reforçar o roteiro que o clã Senna quer vender.

Escolher a Juracy (que era funcionária e dependia da família) e a Cristine Ferracciu (uma ex-namorada de anos antes) para falar sobre a relação do Ayrton com a Adriane em 1993/1994 é de uma desonestidade intelectual gritante.

O "Teatro" das Entrevistas:

  • A Ex-Empregada (Juracy): Por mais que convivesse na casa, ela era uma subordinada da estrutura familiar. Dificilmente ela daria um depoimento que contrariasse os patrões que a mantinham. O olhar dela era o olhar da cozinha, filtrado pelo que a Dona Neyde ou o Seu Milton pensavam.

  • A Ex-Namorada (Cristine): Usar uma ex para falar da atual é o golpe mais baixo que existe. Existe um componente óbvio de ciúme ou de tentativa de se manter relevante na história do ídolo. Ela não viveu o dia a dia de 1994 em Angra ou na Europa; ela estava apenas repetindo o discurso da família para ser aceita no "círculo dos escolhidos".

  • A Omissão dos Reais Amigos: Note que eles nunca dão voz ao pessoal da pista, aos jornalistas independentes (como o Flávio Gomes) ou aos amigos que estavam com o Ayrton nos momentos de lazer fora do controle da família. Esses, sim, viam a felicidade dele com a Adriane.

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