domingo, 20 de agosto de 2017

Encontro de Ídolos



Jornal O Globo, 20 de outubro de 1993 





Entrevista Senna e Zico Para Fuji TV 1993

Assista:
  

Entrevista feita em 19 de outubro de 1993, transmissão 14 de novembro. Entrevistador Carlos Toshiki. Fuji TV. 









FONTE PESQUISADA

O GLOBO - Encontro de ídolos. O Globo, 20 de Outubro de 1993, Matutina, Esportes, página 30.



O Globo: Um Casamento de Campeões 12-10-1993








FONTE PESQUISADA


LONGO, Luiz José. Um casamento de campeões. O Globo, 12 de Outubro de 1993, Matutina, Esportes, página 28.




Ayrton Senna Caí no Samba 1992


Ayrton Senna caí no Samba!

Ayrton Senna desfilou na Estácio de Sá em 1992 e caiu no Samba em outras oportunidades também como mostra a foto abaixo.





sábado, 19 de agosto de 2017

"Senna Era Muito Difícil, Quase Não Falava Com Ninguém" - Nuno Cobra, Preparador Físico e Mental de Ayrton Senna

Entrevista: Nuno Cobra, preparador físico



"Dava aula para um pedra"

Erika Klingl,
Do “Correio Braziliense”

03 de junho de 2004

Poucas pessoas eram tão próximas a Ayrton Senna como o preparador físico Nuno Cobra, com quem o piloto conviveu intimamente nos últimos dez anos de sua vida. Nuno não disfarça o orgulho de ter participado das vitórias. Ele lembra que, ao chegar a seu consultório pela primeira vez, em São Paulo, Ayrton era um homem tímido e fechado. "Dava aula para uma pedra", confessa, ao destacar que Senna foi um dos casos mais difíceis da sua carreira de quase 50 anos.

Nuno conta que o segredo das conquistas de Senna está ligado à descoberta do prazer de viver. Com o treinamento baseado em respiração, alimentação adequada e condicionamento físico, o piloto superou um suposto problema cardíaco e deixou de ser chamado de "franzino Ayrton Senna". O apelido era odiado pelo ídolo, segundo conta o preparador físico, que também treinou Mika Hakkinen e Christian Fittipaldi.

Todo método de Nuno Cobra está resumido no livro "A Semente da Vitória", da Editora Senac. Na publicação de sucesso, o treinador explica que não existe segredo no resgate das raízes de um vencedor. Formado em educação física em São José de Rio Pardo, no interior paulista, ele defende que o corpo, a mente e o espírito devem ser trabalhados em conjunto. E garante que quem é feliz não adoece.

Nuno conversou com o Correio na semana em que a morte de Senna completa dez anos.

O bate-papo aconteceu depois de mais uma palestra sobre qualidade de vida, proferida para funcionários do Banco do Brasil, em Brasília.

CORREIO BRAZILIENSE
­– Como foi trabalhar com Senna?
NUNO COBRA
­– Foi uma experiência luminosa na minha vida. Admito que não foi o meu caso mais emocionante. Foi, sem dúvida, o mais notório. Os trabalhos mais emocionantes de toda minha carreira foram com presidiários e com excepcionais, há mais de 40 anos.

CORREIO ­– Senna era uma pessoa fácil de trabalhar?
COBRA
­– Ao contrário. Ele era muito difícil, quase não falava com ninguém. Era como dar aula para uma pedra.

CORREIO ­– Essa imagem é muito diferente do que passava para o público aqui no Brasil.
NUNO
­– Mas acredite. Algumas vezes eu ficava até quatro horas com Senna, trabalhando a auto-estima dele, e o máximo que eu ouvia era um "oi" atravessado no início do encontro. Em outros momentos, ele só me observava com o canto dos olhos e não falava uma palavra. Se tivesse aparecido na minha vida antes, eu não teria feito esse trabalho com ele. Não estaria pronto para alcançar um bom resultado.

CORREIO ­– O senhor pensou em desistir?
NUNO
­– Eu não, mas meu filho ficava arrasado. Ele era meu ajudante na época e depois de horas de trabalho com Senna chegava em casa e chorava. Ficava realmente arrasado. Nós dois crescemos muito com o trabalho com Senna.

CORREIO ­– Como vocês se conheceram?
NUNO
­ – Ele me procurou na Universidade de São Paulo (USP). Veio por um jornalista que conhecia meu trabalho com outros atletas, principalmente de tênis e vôlei. O Ayrton tinha lido algumas entrevistas minhas e me procurou.

CORREIO ­– Ele queria melhorar o condicionamento físico quando te procurou?
NUNO
­– Na verdade ele achava que tinha problemas graves no coração, porque ainda no início da carreira, quando corria na Fórmula 3, ele desmaiava no fim das provas. Ele era muito fraquinho, sem massa muscular.

CORREIO ­– Mas ele tinha problemas cardíacos?
NUNO
­– Não. A primeira coisa que verifiquei foi o coração dele. Depois de vários anos confirmei que ele não tinha nada mesmo. Nesse momento, tive minha primeira conversa franca com ele. Contei para o Ayrton que ele tinha coração de passarinho, que bate, bate mas não manda sangue suficiente para todo o corpo.

CORREIO ­– E como ele superou isso?
NUNO
­– Ele se envolveu muito no treinamento. Uma dedicação máxima que eu nunca tinha visto igual. Por exemplo, era comum o Ayrton estar acordado ainda às 2 da manhã. Aos poucos fomos mudando seus hábitos. Mas, para chegar ao ponto de ir para cama à meia-noite, demorou meses. Me lembro que em um dia, em 1991, liguei para ele em Angra antes de 21 horas e ele já estava dormindo. No dia seguinte, ele me contou que tinha descoberto o enorme prazer de dormir cedo e bem.

CORREIO ­– O que o treinamento fez com ele?
NUNO
­– Quando ele começou na Fórmula 1, Ayrton era frágil e se irritava porque os jornais o chamavam de franzino Ayrton Senna. Ele odiava isso. Em dez anos, o consumo máximo de oxigênio de Senna subiu de 34ml para 80ml. Isso possibilitou que ele corresse mais, se movimentasse mais e ganhasse massa muscular. Senna ficou mais aberto, comunicativo e carinhoso. Ayrton descobriu o prazer de viver, de mastigar bem os alimentos e sentir o gosto da comida. 



Fonte: correioweb.com.br, 03 de junho de 2004.


Leonardo Senna sobre o temperamento fechado do irmão : "Ele é imprevisível, nunca sabemos (ele, Leonardo Senna e família) se está aborrecido ou alegre." 
(jornal O Globo em 13 de janeiro de 1990).


"Ayrton Senna era uma pessoa muito difícil de relação", diz Nelson Piquet, rival dentro e fora das pistas do piloto paulista.



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"O momento mais feliz da vida do Senna com uma pessoa foi quando ele conheceu a Adriane Galisteu. Ele estava apaixonadérrimo, ele estava feliz da vida, ele fazia tudo para ficar com ela'." - Nuno Cobra


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"Alegre, ele estava, quando ele conheceu Adriane Galisteu. Ele ficou outra pessoa. Mais alegre, mais falante, mais solto, dava para perceber uma diferença no Ayrton." - Walderez Zanetti (Amiga e Cabeleireira de Ayrton Senna)

Assista: 



Documentário "Ayrton Senna do Brasil" do programa "Esporte Espetacular" da TV Globo, ano 2014.

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Ayrton Senna Diz Que é Muito Feliz Com Adriane Galisteu 

Assista:


Vídeo de 1993

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FONTES PESQUISADAS

KLINGL, Erika. Entrevista: Nunco Cobra, preparador físico. Disponível em: <http://www.correioweb.com.br/hotsites/senna/entrevista.htm>. Acesso em: 19 de agosto 2017.

BERNARDO, A.A., 1998. Efeito Tamburello: um estudo antropológico sobre as imagens de Ayrton Senna. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. Santa Catarina. Brasil.


DE MORAES, Marcelo. Férias com a família e muito esporte à beira-mar. O Globo, 13 de Janeiro de 1990, Matutina, Esportes, página 26

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Conheço muito bem os homens para ignorar que...

"Conheço muito bem os homens para ignorar que muitas vezes o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais" Jean Jacques Rousseau (Filósofo e escritor suiço 1712-1778)



Adriane Galisteu rezando no velório de Ayrton Senna, com quem vivia havia mais de 1 ano. A então modelo, por ser pobre, foi preterida e humilhada pela família do amado. Eles não queriam que Adriane ficasse perto deles no velório, preferiram Xuxa, apresentadora rica e famosa, ex-namorada do piloto. Além disso, a família, assim que Ayrton faleceu, expulsou Adriane da casa que viviam no Algarve, em Portugal, e ainda bloqueou a conta conjunta que os dois tinham, impossibilitando Adriane de pagar sua passagem de volta ao Brasil. Ela foi acolhida pela família Braga, do ex-banqueiro Antônio Carlos de Almeida Braga, um grande amigo de Ayrton. A esposa de Braga, Luísa, buscou Adriane no Algarve e levou a modelo para a casa de sua família em Sintra, também em Portugal. Dalí em diante Adriane ficou sobre a poteção de Braga e família. O ex-banqueiro Braga revelou em um livro que a família de Ayrton pediu para que não levasse Adriane ao funeral. 

Senão bastasse a dor por perder Ayrton Senna, Adriane Galisteu sofreu nas mãos de seus parentes

Adriane foi abandonada a própria sorte pela família de Ayrton



Viviane Senna, irmã de Ayrton, de mãos dadas com Xuxa no enterro do piloto. E na foto abaixo a apresentadora aparece com toda a família no funeral.



Senão fosse Braga e sua esposa Luísa só Deus sabe o que poderia ter acontecido com Adriane Galisteu sozinha em Portugal

Braga e Ayrton poucos dias antes do acidente fatal do tricampeão


Ayrton e Adriane foram muito felizes juntos. O dia 1º de maio de 1994 era para ser uma data especial para o jovem e apaixonado casal, o piloto de Fórmula 1 marcou um encontro com a amada na noite daquele dia para pedi-la em casamento, porém, horas antes do esperado encontro, Senna sofreria um acidente fatal nas pistas de corrida.






quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ayrton Senna Durante Entrevista em Phoenix em 1990 (Vídeo)


Ayrton Senna during an interview in Phoenix in 1990.


Repórter: Ayrton, nova temporada começa, você esqueceu de tudo que aconteceu em 1989?

Senna: Esse é um bom começo para a entrevista... Eu acho que 1990 e 1990 e estamos aqui em Phoenix para correr e é isso que deve acontecer... Será uma longa temporada e muito competitiva... mais do que antes e acho que vai excitante para todos e difícil para quem busca a vitória..

Repórter: Você prefere uma temporada com equipes fortes ou apenas correr para o campeonato?

Senna: Eu acho que a competição em bom para o esporte e F1, não sempre bom para o piloto competidor mas isso faz cada vitoria mais gostosa, ou seja, pela dificuldade você tem o prazer.

Repórter: se você não amasse automobilismo você não voltaria apos os 'problemas' no inverno certo?

Senna: Sim, acho que você pode dizer isso... eu passei por momentos difíceis mas aqui estamos e vamos ver o que acontece agora...

Repórter: Na entrevista desta manhã alguém perguntou se você tinha algum sentimento e você ficou em silêncio...

Senna: O mesmo para você agora...

Repórter: Vamos falar da corrida no Brasil.... sua cidade natal... você nunca correu no Brasil certo?

Senna: Nunca corri no Brasil, somente em karts.. nunca corri em Interlagos... Eu apenas comecei a correr no Brasil na F1 em 1984 e ha era no Rio de Janeiro.... vai ser minha primeira corrida em casa e vamos ver...

Repórter: Eu já fui a várias corridas e a pista antiga de Interlagos era fantástica... e quanto a nova pista, pois você esteve lá alguns dias atrás.

Senna: A nova pista e completamente nova... não só a pista mas também as estruturas... e eu acho que vai proporcionar um bom show para todos e vai ser boa para pilotar também.... o traçado e bem legal... subidas, descidas.. curvas velozes e lentas... as estruturas para as equipes trabalhar ... tudo é muito bom e vamos ter um ótimo final de semana lá...



terça-feira, 15 de agosto de 2017