terça-feira, 20 de novembro de 2018

Adriane Galisteu exibe bota que ganhou de Ayrton Senna [e que ele achou]: “Feia e de machona”



SAULLO BRENNER

20/11/2018 14:43

Metropoles - metropoles.com

A atriz namorou o ex-piloto, morto em 1994, e se emocionou ao relembrar o presente em um vídeo no YouTube

Adriane Galisteu abriu o closet de sua casa e revelou uma infinidade de botas guardadas, admitindo ser viciada em sapatos. Em um vídeo publicado no YouTube, a atriz mostrou suas 72 botas, inclusive uma peça que ganhou do ex-namorado Ayrton Senna, morto em 1994.


A loira, toda contente, exibiu uma bota para lá de especial, comprada no Texas, Estados Unidos [na verdade foi na Alemanha], pelo ex-piloto de Fórmula 1. “O Ayrton me deu. Ele estava em uma corrida na Alemanha. Me deu um revival agora. A gente andando na rua e eu só tinha uma bota e estava começando a me machucar e falei pra ele: ‘Quero outra bota’. Mas achava tudo muito careta”, relembrou.
“Entrei em uma loja da Harley Davidson e olhei para essa bota e ele falou: ‘Essa não. Você não vai ter essa bota’. Ele não queria comprar. Achou feia e de machona. Naquela época mulheres usavam coisas mais delicadas, tanto que enchi o saco dele, que ele comprou e no final falou: ‘Você sabe que ficou estiloso’. E ele gostou”, contou Adriane.

Fonte: https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/celebridades/adriane-galisteu-exibe-bota-que-ganhou-de-senna-feia-e-de-machona
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O Ayrton gostava de ver Adriane bem feminina. Ela é uma mulher muito feminina. Ele não gostava de vê-la com relógios grandes como os de surfistas que ela adorava, preferia que ela usasse um relógios rosinha, bem delicado da Tag Heuer, que ele lhe deu também de presente, quando notou que ela preferia essas relógios grandes. Achou a bota que ela escolheu "feia e de machona". Ele adorava o cabelo da Adriane, achava que mulher tinha que usar cabelos compridos.
Mas Adriane não baixava a cabeça para Ayrton não, como aconteceu na ocasião da bota, ela quando queria fazer algo mesmo, ela fazia. Os dois conversavam também, chegavam a um comum acordo, quando era uma decisão mais importante, como ela ter concordado em largar o emprego dela e ir acompanhá-lo nos circuitos de Fórmula 1.

domingo, 18 de novembro de 2018

Adriane Galisteu Tinha Certeza Que Seria Pedida em Casamento Por Ayrton Senna


Naquela entrevista que Adriane Galisteu concedeu a Miriam Dutra, então correspondente da TV Globo na Europa, ao ser perguntada sobre os planos do casal, se eles falavam sobre casamento e filhos, Adriane respondeu: "Nós tínhamos muito o que conversar e muito o que se falar. Muito o que ser feliz." Por que ela disse isso? Por causa das últimas conversas que os dois tiveram. Em uma outra entrevista ela falou que nesses últimos dias os dois disseram coisas que não diziam no começo do namoro. A relação foi ficando muito séria, o amor muito forte, a relação foi crescendo muito. Em seu livro Adriane descreve um trecho dessas duas conversas – que somadas duraram mais de 4 horas. Nesse trecho fica claro que Ayrton iria a propor em casamento naquele mesmo dia que morreu, que seria também o dia que os dois se reencontrariam em Portugal e começariam uma nova vida na Europa:

"Tenho muito a lhe dizer. A lhe propor. A lhe oferecer - prosseguiu. - Devo estar aí às 20h30, por aí. Quero passar a noite em claro. Vamos conversar até o amanhecer. Quero convencê-la de que sou, disparado, o melhor homem de sua vida."

O amor dos dois era muito forte, eram muito felizes, portanto esse era o caminho natural mesmo dessa relação. 




Algumas questões sobre essa decisão do Ayrton:

Quanto a família Senna vocês podem imaginar porque e o quanto estavam tão tensos, nervosos, preocupados, tentando separá-los. Eles não queriam esse casamento. O casal morava em São Paulo e se mudaram para Portugal, para ficarem bem longe da família dele. E lá Ayrton pediria Adriane em casamento, no dia que se reencontrassem.

Outra coisa, sobre a imprensa: eles já perturbavam o Ayrton quanto a vida pessoal dele, imagina se soubessem que ele iria se casar. Ele tentou despistá-los.



"Desde pequena eu sonhei com casamento. Sempre imaginei aquela coisa da Igreja, do vestido branco. Cresci achando que esse dia iria chegar. Com todos os meus namorados eu achei que ia casar. Aos 14 anos eu coloquei uma aliança no dedo e cheguei em casa dizendo que estava noiva. Quase levei uma surra do meu pai. No final, não rolou casamento e eu quase morri. Achei que nunca mais encontraria alguém. Depois conheci outro e pensei “ah, é com ele que eu vou casar”. O engraçado é que nunca pensei em namorar, relaxar. Sempre quis casar. Eu tive namoros longos, sempre com o pé no altar, tomando susto do destino. Com o Ayrton, com quem eu tinha certeza que iria casar, levei uma trombada de frente.
" - Adriane Galisteu (Revista Trip, 1998).



FONTE PESQUISADA

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 

Revista Trip, #66, Ano 12, 1998



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Ayrton Senna e Adriane Galisteu em Angra dos Reis 1993 (Fotos)



Adriane Galisteu Contou a História de Bota Que Ela Ganhou de Presente do Ayrton Senna (Vídeo)


Adriane Galisteu contou a história de bota que ela ganhou de presente do Ayrton Senna
#SemFiltro Canal de Adriane Galisteu - 14 de novembro de 2018






"Senna era fascinante", diz Williams


FÁBIO SEIXAS
da Reportagem Local 
São Paulo, Domingo, 22 de Agosto de 1999

Folha de São Paulo - folha.uol.com.br


DIRETO AO PONTO! OS TRECHOS QUE FRANK WILLIAMS FALA SOBRE AYRTON SENNA:

Para dono da equipe que completa 30 anos na categoria, tricampeão tinha "intelecto para vida e negócios"

No Brasil, porém, Frank Williams será sempre lembrado como o dono do carro em que Ayrton Senna morreu, em 1994.

Em entrevista exclusiva à Folha, ele fala sobre o atual momento ("não estamos bem"), sobre a rival McLaren ("admiro a maneira como eles operam") e sobre Senna ("há uma responsabilidade enorme sobre nosso ombros").


Folha - O senhor trabalhou com alguns pilotos brasileiros: José Carlos Pace...
Williams - 
Um grande piloto.

Folha - Nelson Piquet e Ayrton Senna...
Williams - 
Todos eles eram grandes pessoas.

Folha - Como o senhor pode comparar esses pilotos?
Williams - 
Eram bem diferentes. E correram em eras diferentes. Mas cada um tinha um talento. Ayrton tinha um intelecto incomum, não só para correr, mas para os negócios, para a vida e para a filosofia. Uma pessoa fascinante.

Folha - Uma questão que precisa ser feita diz respeito à morte de Ayrton Senna...
Williams - 
Posso falar pouco sobre isso, porque foi um acidente. Há duas ou três teorias, mas até agora nada foi provado, nada foi descartado. É claro que há uma responsabilidade enorme sobre nossos ombros, e, quando fui para seu funeral, entendi o que sua morte significou para o Brasil. Foi a maior demonstração de amor, simpatia e respeito que já vi.

Folha - O senhor chegou a ter algum sentimento de culpa?
Williams - 
Não divido minhas emoções com ninguém e não vou fazer isso hoje. Foi um dia triste para a Williams, para a McLaren, para a F-1 e para o Brasil. Foi um dos piores dias da história da F-1.




"Senna era fascinante", diz Williams



Para dono da equipe que completa 30 anos na categoria, tricampeão tinha "intelecto para vida e negócios"

FÁBIO SEIXAS
da Reportagem Local 
São Paulo, Domingo, 22 de Agosto de 1999
Folha de São Paulo - folha.uol.com.br


No início do ano, ele recebeu da rainha da Inglaterra o título de "sir", recompensa pelos "serviços prestados ao automobilismo".

Segundo conta, "foi o reconhecimento pelas conquistas da equipe na história da categoria".

Frank Williams, 57, completa nesta temporada 30 anos na F-1.

Estreou no GP da Espanha de 1969 comprando um Brabham, que cedeu para um amigo íntimo, o piloto inglês Piers Courage, morto em um acidente em Zandvoort, Holanda, no ano seguinte.

Foi o primeiro momento de baixa de sua equipe. De 1970 até hoje, a Williams, equipe mais vencedora da história da categoria -nove títulos de construtores-, viveu outros períodos difíceis.

Ou "curvas de aprendizado", como prefere definir.

"Em 84, por exemplo, estávamos em curva de aprendizado, adaptando-nos ao turbo e mudando para uma fábrica nova."

Hoje, a equipe, segundo ele, passa por situação parecida. Campeã de construtores e pilotos em 1997, viu seu rendimento cair no ano passado, quando perdeu os motores da Renault.

Em 1999, vive uma temporada de espera, preparando-se para iniciar, no próximo Mundial, uma parceria com a BMW.

No Brasil, porém, Frank Williams será sempre lembrado como o dono do carro em que Ayrton Senna morreu, em 1994.

Em entrevista exclusiva à Folha, ele fala sobre o atual momento ("não estamos bem"), sobre a rival McLaren ("admiro a maneira como eles operam") e sobre Senna ("há uma responsabilidade enorme sobre nosso ombros").

Folha - No ano passado, a Wil- liams foi a terceira colocada no Mundial de Construtores. Que possibilidades o senhor enxerga para a equipe nesta temporada?
Sir Frank Williams - 
Neste início de ano, não estamos muito bem. Mas acho que podemos ficar em quarto, quinto...

Folha - O senhor pode fazer uma comparação entre o carro deste ano e o de 1998?
Williams - 
Não muito. É um carro diferente. Os pilotos dizem que é muito melhor que o carro de 1998, mas isso é competição. Os outros times também evoluíram.

Folha - A Williams neste ano está com o Alessandro Zanardi, que foi bicampeão na Indy, mas que parece ainda estar com algumas dificuldades na F-1...
Williams - 
Não se trata de dificuldades dele. O problema é que nosso carro ainda não é suficientemente confiável. Ele é um excelente piloto, foi bem em testes recentes. Acho que ainda ninguém viu seu verdadeiro potencial.

Folha - Há especulações sobre uma eventual quebra de contrato da Williams com o Zanardi. O que há de verdade nisso?
Williams - 
Temos um contrato de três anos e não vamos interrompê-lo nem trocar pilotos. Não pensamos nisso. É óbvio que algumas vezes os jornalistas escrevem essas coisas. Acho que deveriam escrever sobre o que vêem.

Folha - O colombiano Juan Pablo Montoya foi seu piloto de testes e agora vem conseguindo sucesso na Indy. O senhor não se sente tentado a buscá-lo?
Williams - 
Não. Ele tem um contrato de três anos com a equipe Ganassi. Não é algo que tem que partir da gente.

Folha - Esse relacionamento com a Ganassi é algo que surgiu de uma eventualidade ou vocês estão pensando em uma espécie de intercâmbio permanente?
Williams - 
Não é bem assim. Ele (Montoya) foi nosso piloto de testes, e sua carreira é dirigida pelo David Sears (dono da Supernova, de F-3.000). E foi o David que achou que ainda era cedo para colocá-lo na F-1, especialmente neste ano, em que estamos nos despedindo de um motor (os Supertec, que equipam a Williams, serão substituídos pelos BMW no próximo ano). Acho que na Indy ele vai ganhar confiança.

Folha - A McLaren hoje ocupa uma posição que por algum tempo foi da Williams, o de melhor equipe da F-1. Como o senhor vê o futuro da McLaren?
Williams - 
Não falo sobre outros times, mas gostaria de dizer que eu admiro a maneira como a McLaren opera. Estou na F-1 há 30 anos, e a McLaren sempre foi nossa maior rival. Agora, a Wil- liams vive um período de baixa, mas vamos voltar ao topo.

Folha - Desde o ano passado, vocês usam gasolina fornecida pela Petrobras. Como o senhor avalia o trabalho da empresa?
Williams - 
Em primeiro lugar, nosso relacionamento com eles, até do ponto de vista pessoal, é muito bom. Eles são muito sinceros. E a tecnologia de combustível da Petrobras é muito forte, impressionante. Conseguiram bons resultados nos Supertec e agora estamos olhando para o futuro.

Folha - Como está o trabalho com a BMW para o ano 2000?
Williams - 
Estamos tentando cobrir a maior área possível. Eles estão aplicando recursos substanciais muito importantes, pessoal e tecnologia nesse programa. Vai ser difícil por um período, isso nós sabemos. Nosso plano é encurtar essa fase. Estamos muito, muito felizes de estar com eles.

Folha - O senhor trabalhou com alguns pilotos brasileiros: José Carlos Pace...
Williams - 
Um grande piloto.

Folha - Nelson Piquet e Ayrton Senna...
Williams - 
Todos eles eram grandes pessoas.

Folha - Como o senhor pode comparar esses pilotos?
Williams - 
Eram bem diferentes. E correram em eras diferentes. Mas cada um tinha um talento. Ayrton tinha um intelecto incomum, não só para correr, mas para os negócios, para a vida e para a filosofia. Uma pessoa fascinante.

Folha - Uma questão que precisa ser feita diz respeito à morte de Ayrton Senna...
Williams - 
Posso falar pouco sobre isso, porque foi um acidente. Há duas ou três teorias, mas até agora nada foi provado, nada foi descartado. É claro que há uma responsabilidade enorme sobre nossos ombros, e, quando fui para seu funeral, entendi o que sua morte significou para o Brasil. Foi a maior demonstração de amor, simpatia e respeito que já vi.

Folha - O senhor chegou a ter algum sentimento de culpa?
Williams - 
Não divido minhas emoções com ninguém e não vou fazer isso hoje. Foi um dia triste para a Williams, para a McLaren, para a F-1 e para o Brasil. Foi um dos piores dias da história da F-1.

Folha - Continuando a falar sobre brasileiros, o senhor conversou com Rubens Barrichello em 94 e no ano passado. Porque ele nunca chegou à Williams?
Williams - 
É sempre complicado. Algumas vezes você quer um contrato, mas o piloto não pode. Outras vezes um piloto que nos interessa nos procura, mas aí nós é que estamos de mãos atadas.

Folha - Os pilotos hoje reclamam dos pneus com sulcos. Qual é sua opinião sobre isso?
Williams - 
Eu nunca pilotei esses carros, então acho que não sou qualificado para falar sobre esse assunto. É uma questão entre os pilotos, a FIA (entidade máxima do automobilismo) e a empresa que fabrica os pneus.

Folha - Como o senhor pode comparar a F-1 dos anos 60, quando o senhor iniciou sua equipe, com a de hoje?
Williams - 
Hoje há muito mais gente, tecnologia, recursos financeiros. Provavelmente, está mais competitiva, mais difícil.



FONTE PESQUISADA

SEIXAS, Fábio. "Senna era fascinante", diz Williams. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk22089931.htm>. Acesso em: 15 de novembro 2018.