quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Família Senna Humilhava Trabalhadores Humildes na Fazenda de Tatuí, Diz Neta de Ex-Funcionários

Neyde Senna e o filho Ayrton Senna

Infelizmente acabei me deparando com esse perfil [que denigre Senna e Galisteu] em uma rede social, é incrível a parcialidade, porém as coisas de Deus são perfeitas e surgiu uma seguidora, que pasmem, confirmou exatamente com dados fidedignos o que esse blog afirma com veemência, como a família Senna é cruel para com os pobres, exceto Dona Neyde, que conforme a seguidora, é uma senhora muito distinta e humilde ( o filho teve a quem puxar). Sim, o fato a que me refiro, que a seguidora expôs : a familia dela, trabalhava para os Senna, em Tatuí e confirmou o quão a irmã e o irmão de Senna tinham asco e pavor aos pobres e trabalhadores da Fazenda, tendo inclusive humilhado muitos deles - inclusive pessoas da família da seguidora- e que isso perturbava muito Ayrton, que era tão simples e acessível a todos, tendo inclusive vezes, em que ele pegava sua moto e ia até a casa de uma trabalhadora tomar café e bater papo e que Dona Neyde também era do mesmo jeito. E que hoje a Fazenda encontra-se tristemente abandonada. (Mensagem Anônima ao Blog Senna Vive - 29/10/2018)


Milton da Silva, Viviane Senna e Leonardo Senna

Agora leia o depoimento revelando como a família Senna trata seus empregados:



Foi postada essa foto acima de Dona Neyde Senna, mãe de Ayrton, com ele, e então uma seguidora comentou

A única depois da morte de Senna,que tratou todos os trabalhadores da fazenda tatuí bem..inclusive meus avós e meus pais..tenho admiração por essa mulher..pena que o marido [Milton],o Leonardo,a Viviane e os filhos [dela: Bianca Senna Lalli, Bruno Senna Lalli e Paula Senna Lalli] sejam tão diferentes. Odeiem tanto os pobres trabalhadores..Que muitas vezes foram humilhados por eles(inclusive minha família). Senna nunca teria aceitado isso..pelo contrário,era igual a mãe. De uma humildade sem fim..comia no meio dos peões,se sujava todo ajudando na construção da pista..nunca vi estrelismo por parte dele..Faz muito falta.. (Carol Medeiros via Instagram - 29/10/2018)

Sim..ele era um ser incrível...Meus pais e meus avós,até hoje não se conformam com a perda..Doi muito para eles..Becó detestava estrelismo ou que tratassem ele diferente por ser famoso..Muitas vezes ele pegava a moto e ia tomar café lá na casa de Dona severina e as crianças do campo rodiavam ele..Tempos bons que não voltam mais..Hoje em dia aquela fazenda ficou sombria.. (Carolina Medeiros via Instagram - 29/10/2018)

(Carol Medeiros via Instagram - 29/10/2018)


Esse é o segundo depoimento de ex-funcionários da Fazenda Dois Lagos, em Tatuí, relatando os maltrados que recebiam da família Senna. Confira o outro depoimento.

Em 2007, o pai de Ayrton Senna, Milton da Silva foi processado pelo Ministério Público do Trabalho por praticar trabalho escravo em uma outra propriedade da família, a Fazenda Campo Aberto.



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PÁGINAS MISÓGINAS





Misóginos atacam Adriane Galisteu na internet e redes sociais.

Existem na internet páginas, blogs, redes sociais misógenas, de supostos fãs de Ayrton Senna, espalhando ódio contra Adriane Galisteu.

“Será que eles acham que desconstruindo um relacionamento os fazem mais valorizados? Acho que não, isso so demonstra a pequenez de caráter...isso é triste! Digno de pena.” (Comentário Anônimo ao Blog – 31/10/2018)

Pois é! Coisa de louco. Só falam mal da Adriane Galisteu. 80% das postagens são de ódio, mentiras, difamações e calúnias sobre a Adriane.  E ainda diz estar com COMPROMISSO com a MENTIRA VERDADE. Hahaha, essa é boa! Como assim: defendendo a família do Ayrton Senna, que foram extremamente cruéis com ela e omitindo fatos, esses sim , verdadeiros, sobre eles (família Senna) e as ex-namoradas recalcadas que eles defendem. Única e exclusivamente para atacar e prejudicar a Galisteu. Por isso não perco meu tempo dando ibope para esse tipo de página hipócrita. Páginas misógenas, cheias de ódio, machismo, intolerância e tudo mais que não presta. Tenho coisas mais produtivas para fazer. Se você gosta da Adriane Galisteu, é mulher ou respeita as mulheres não sigam, visualizem ou acompanhem esse tipo de página.

Defendem a família de Ayrton Senna e dizem que estavam certos ao maltratar Adriane. Eles e todos que fizeram mal a mulher que Ayrton amava, eles defendem e dizem que estão certos. Apoiam também quem xinga, mente, calunia e difama a Adriane. Cúmulo do absurdo!


SAIBA MAIS SOBRE MISOGINIA






Um bom amigo é mais digno e leal do que cem familiares

Ayrton Senna e Antônio Carlos de Almeida Braga 


Frase adaptada de Cícero (63 a.C.)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Galvão Bueno se emociona ao lembrar de Ayrton Senna no programa Vozes: "Herói nacional"

[Galvão Bueno sempre forçado. Forçando o choro quando fala de Senna na TV. Agora deu pra isso.]

Trajetória espetacular é passada a limpo pelo narrador e também amigo: "Gênio"

Por Sportv — Rio de Janeiro
30/10/2018 14h21

Baú do Esporte: Galvão Bueno relembra tricampeonato de Ayrton Senna na Fórmula 1

- Acabei mudando o nome dele. Ele passou a ser Ayrton Senna do Brasil. Que sobrenome bonito, espetacular. Porque o Ayrton passou da condição de ídolo. Era uma espécie de herói nacional.

Galvão Bueno não conteve a emoção no programa Vozes que foi ao ar nesta terça-feira, no Sportv. A trajetória do gigante do automobilismo mundial foi repassada pelo amigo com lembranças de narrações e bastidores.

 No Vozes, Galvão lembrou dos grandes momentos de Ayrton Senna — Foto: Sportv

- Era nosso herói das manhãs de domingo. Gênio.

Galvão contou tudo no Vozes, um dos programas da faixa Baú do Esporte que vai ao ar diariamente às 8h15 no SporTV, com reapresentação durante o dia no SporTV 2.


O programa resgata o início de Senna no automobilismo como uma "atividade lúdica mexendo em parafusos do kart", chegando à primeira vitória, ainda em meados da década de 1980. A trajetória espetacular narrada por Galvão foi lembrada pelo próprio, que enfrentou mais uma vez as imagens e dores daquela corrida na Itália em 1994, quando Senna partiu.

- Aquela corrida não podia ter acontecido. Foi o dia mais difícil da minha vida.

Ayrton Senna foi tema do Vozes desta terça-feira — Foto: Sportv



FONTE PESQUISADA

SPORTV - Galvão Bueno se emociona ao lembrar de Ayrton Senna no programa Vozes: "Herói nacional". Disponível em: <https://sportv.globo.com/site/programas/bau-do-esporte/noticia/galvao-bueno-se-emociona-ao-lembrar-de-ayrton-senna-no-programa-vozes-heroi-nacional.ghtml>. Acesso em: 30 de outubro 2018.

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32


Ontem acordei com essa passagem bíblica na cabeça, e pensei nela durante o dia inteiro.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O VERDADEIRO AMOR PROVOCA ÓDIO EM PESSOAS INFELIZES

Ayrton Senna feliz com seu grande amor Adriane Galisteu

NÃO SIGAM PÁGINAS NAS REDES SOCIAIS (INSTAGRAM, FACEBOOK E ETC..) QUE DENIGREM GALISTEU E SENNA

Existem pessoas que não gostam de ver a felicidade das outras. A felicidade e o amor do casal Senna e Galisteu incomoda até hoje muita gente. Despertando, assim, muito ódio, ciúmes e inveja nelas, pessoas infelizes e maldosas. Daí passam a insultar-falar-postar apenas mentiras, coisas bem baixas e negativas. 

Quem são essas pessoas?

Ex-namoradas do Ayrton, a empregada Juracy (que se aliou a Viviane Senna e a família Senna), supostos fãs do Ayrton, usando de falácias para enganar as pessoas (em livros, redes sociais, etc...). Em alguns livros tem mentiras, não vão ter nas redes sociais? Então, se você gosta deles, só sigam páginas (do instagram, facebook, blog e outras redes sociais) verdadeiras, que postem coisas positivas, pois eles (Senna e Galisteu) não tem nada de negativo. Eles foram um casal feliz, que se amavam, cheios de luz, de coisas boas. O mundo inteiro sabe disso. Taí aí fotos, vídeos, reportagens, capas de revistas, para provar.

Será que só tem mentiras, falácias, fofocas, coisas negativas dos dois para postar? Não tem nada de positivo sobre o casal? Que estranho! Só bobo para não notar isso! Querem fazer o povo de besta!

E ainda defendendo a família do Ayton Senna, depois de tanta maldade que fizeram. Agora tu vê!

Sobre outros relacionamentos dele, esses SIM, tem muitas coisas negativas para postar, mas são omitidas, essas como: Xuxa tratava Senna com desprezo quando estavam juntos; Cristine Ferracciu namorou com Ayrton ao mesmo tempo que o mesmo namorava a portuguesa Vera; Yamin foi muito traída, a mesma admitiu e tem provas e provas pela internet afora, vídeos e fotos, de mulheres com ele na mesma época que namorou com ela. E ele nunca escondeu; Lilian teve um casamento arranjado com Ayrton e a mesma era deixada de lado por ele por causa de sua dedicação automobilismo. 

Inventam coisas sobre Senna e Galisteu, mas escondem a verdade sobre outros relacionamentos que ele teve. Apenas para atacar e prejudicar a Galisteu, e o Senna também.

Como confiar? Um verdadeiro fã, uma pessoa do bem, tem que ser isento. Postar só por ódio pela Galisteu, para prejudicá-la. Postar coisas que não tem provas. São apenas mentiras, fofocas. E dizer que não tem lado algum (tem sim, o lado do ódio pela Adriane Galisteu). Essa pessoa é muito burra. Pois, com tantas coisas verdadeiras e positivas sobre eles, posta apenas coisas negativas, mentiras, reportagens com teor distorcido. Vai ficar bem na cara né? Essas postagens carregadas de ódio, pois o casal se amou e foi muito feliz, ou seja, o que mais tem são coisas belas, positivas, para postar. Pelo menos disfarça um pouco. Mas o ódio é tão grande que não consegue postar nada bom sobre o casal. Então fica muito na cara...

São pessoas maldosas que não tem o que fazer...

Ela foi o amorzinho do Senna, faziam um casal lindíssimo, se amaram muito, foram muito felizes, não adianta lutar contra isso. 




domingo, 28 de outubro de 2018

FAKE NEWS! FALSAS NOTÍCIAS SOBRE ADRIANE GALISTEU E AYRTON SENNA CIRCULANDO NA INTERNET



Tem pessoas maldosas espalhando falsas informações (mentiras) sobre esse lindo e querido casal nas redes socias, como Instagram. Supostamente fãs do Ayrton Senna que criaram páginas para denigrir o Ayrton e Adriane, a história deles. Não caiam nessa! Só acreditem, principalmente, no livro da Adriane Galisteu e nas entrevistas dela, como também o que é postado aqui no Instagram Senna e Galisteu ou no blog ayrtonsennavive.blogspot.com.br. Além de acontecer a tragédia com Ayrton, ainda tem gente que faz esse tipo de maldade, inventando coisas que não são verdade. Já foi desmentido tudo que estão postado. Tem mentiras até em alguns livros sobre o Ayrton, depoimentos de ex-namoradas recalcadas, gente maldosa, etc... não teria nas redes sociais? Em plena era das Fake News? Bem antes já haviam espalhado falsas informações na internet. Não sigam esse tipo de conta no Instagram, facebook, quando verem esse tipo de postagem. São mentiras, informações distorcidas, etc... Quem gosta deles, não sigam páginas nas redes sociais assim. Pura inveja da Adriane Galisteu! Só um alerta!

sábado, 27 de outubro de 2018

Senna e Galisteu Sonhavam com Bebês


Quando Adriane pensava que estava grávida, e comunicava ao Ayrton, eles brincavam de escolher nomes do filho ou filha. Que fofo!



Com Adriane, foi diferente. Pela primeira vez, Senna imaginou um dia ser pai de família. Adriane disse com grande modestia: "Sonhamos com filhos. Nós nos divertíamos procurando nomes. Ele sempre falou que se fosse menina se chamaria Adriane. Então, ele dizia, terei duas de você."



Fonte: Entrevista de Adriane Galisteu, Revista francesa Télé 7 Jours, 13 de Outubro 1995.



FONTE PESQUISADA

BARON, Claude. La fiancée de Senna: “Nous rêvions d’enfants”. Télé 7 Jours, nº 1845, p.116-117. 13 de Outubro 1995.





Ayrton Senna Apoiaria Jair Bolsonaro?



Viviane Senna sempre apoia, faz alianças com candidatos, principalmente os que tem chances de vencer as eleições. Pensado, claro, em seus interesses pessoais: o Instituto dela e negócios de sua família. Ela tem relação com muitos políticos. 
Foto: Viviane declarou seu apoio a Jair Bolsonaro



As pessoas estão falando que Ayrton, assim como sua irmã, apoiaria Jair Bolsonaro. Na verdade, pelo que eu sei sobre o Ayrton, ele não apoiaria ninguém, nem Jair Bolsonaro, nem Fernando Haddad e nem político nenhum. O Ayrton odiava politica, odiava os políticos, tem aqui no blog uma de suas últimas entrevistas, ele falando isso com todas as letras. Ele era apartidário. Ele Achava que a política não iria resolver os problemas do país. Mas ele já apoiou políticos e foi por isso que passou a ter esse sentimento quanto a eles. Em 1986, ele apoiou o empresário Antônio Ermírio de Moraes para Governador de São Paulo e em 1989, Collor, o Fernando Collor de Mello, para Presidente da República. Depois, todos sabem o que aconteceu na gestão do Collor, que era uma espécie de esperança do Brasil na época (não comparando a Bolsonaro). E então Senna ficou decepcionado com a política, com os políticos. Ele se arrependeu profundamente de ter apoiado o Collor. Porque ele desejava uma mudança para o povo brasileiro. Ele era um homem que pensava muito no próximo, não nele, pois já tinha a vida bem estruturada, podia até ir embora, viver no exterior, ele mesmo dizia isso. Aí, ele decidiu não mais apoiar político algum.

E o Paulo Maluf? Pois tem gente que fala que ele era "Malufista". A relação dele com o Maluf era devido o GP Brasil, o autódromo de Interlagos, que desde sempre teve diversos problemas. Assim como tinha também com Erundina, prefeita antes do Maluf. Ele nunca apoiou nenhum dos dois.

Ayrton Senna com o ex-presidente Collor em Brasília

O piloto Ayrton Senna anuncia apoio ao empresário, engenheiro e industrial brasileiro Antônio Ermírio de Moraes ao governo do estado de São Paulo, em abril de 1986





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Acidente doméstico faz Viviane Senna cancelar ida ao Lide Ceará

Por Jocélio Leal
OUTUBRO 25, 2018 7:26 PM
O Povo - opovo.com.br

Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna. (Foto: Mauri Melo-O POVO).

Fortaleza – Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, não virá mais a Fortaleza para um café-debate do LIDE Ceará, nesta sexta (26). A empresária declarou ter sofrido um pequeno acidente doméstico e que precisará ficar em observação.

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Logo ela que não gosta de pobre, destaque do jornal O Povo, um jornal popular. Aliás, único lugar na imprensa brasileira onde foi noticiado o acidente dela.

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FONTE PESQUISADA


LEAL, Jocélio. Acidente doméstico faz Viviane Senna cancelar ida ao Lide Ceará. Disponível em: <http://blogs.opovo.com.br/jocelioleal/2018/10/25/viviane-senna-cancela-ida-ao-lide-ceara-por-acidente-domestico/>. Acesso em: 26 de outubro 2018.

Uma Explicação...



Uma explicação para quem não sabe alguns detalhes dessa história.

A postagem anterior se refere a pressão que Ayrton sofreu a vida inteira e uma delas foi para ele largar o automobilismo aos 21 anos. Mostrei com aquele vídeo, que se encontra nessa outra postagem, como se comportava a família em uma situação onde eles queriam algo diferente para ele. Eles tinham medo de acidente sim, principalmente a mãe dele, mas também queriam que ele trabalhasse nos negócios do pai.  Ele foi criado para ser um sucessor natural do pai nos negócios da família, por ser o filho homem mais velho, era assim que o pai dele pensava. Achavam que o automobilismo não ia dar em nada, só gastos financeiros, mesmo Ayrton tentando suprir esses gastos seja ganhando dinheiro ao vencer corridas de Kart para se manter na Europa, rifando objetos que ele ganhou de presente nessas corridas – como fez uma vez com um relógio, ele fez uma rifa desse objeto no colégio onde estudava em São Paulo.   ou vendendo peças de Kart na Europa e no Brasil. Sobre a Adriane Galisteu eles perturbaram a cabeça do Ayrton antes de uma corrida para ele terminar o relacionamento com ela, ou seja, podiam ter provocado um acidente com ele. E de fato ele faleceu, logo depois, naquele acidente horrível. Os pais tinham era que apoiar a felicidade do filho, não infernizá-lo. Ele era um ótimo filho, não merecia passar por isso. Tinham que ter mais diálogo e compreensão com ele. Isso já falei muitas vezes aqui.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Família Opressora e Autoritária



Ayrton Senna sofreu uma pressão enorme da família para se separar de seu grande amor Adriane Galisteu. Ainda mais intensa da que fizeram no começo da carreira dele, para tentar fazê-lo deixar o automobilismo. Essa era a maneira deles agirem, sempre querendo impor a força o que queriam para o Ayrton.



Ayrton Senna Falando de Pressão de Sua Família Para Ele Deixar o Automobilismo:


Globo Repórter 1988 sobre o primeiro Título Mundial de Ayrton Senna na Fórmula 1. Dona Neyde Senna, mãe do Ayrton, e o piloto foram entrevistados pela reportagem.


Túnel do Tempo SporTV: 30 Anos do Primeiro Título de Ayrton Senna na Fórmula 1




Dia 30 de outubro, 17h30. Segunda edição do túnel do tempo SporTV: GP do Japão de 1988 e os 30 anos do primeiro título de Ayrton Senna na Fórmula 1













terça-feira, 23 de outubro de 2018

Os últimos dias no Algarve



26 de abril de 1994, 16h00. Um helicóptero levanta do Aeródromo de Tires. A bordo, Ayrton Senna acena simpaticamente para a câmara de filmar. José Pinto, jornalista da RTP requisitara um helicóptero a um amigo para filmar a participação de Senna na gravação de um spot publicitário para a Sega. «Mantínhamos uma boa relação e disse-me porque é que eu não aproveitava e ia com ele no seu avião para Imola. Já tinha tudo tratado com as viagens da RTP e acabei por recusar», recorda o comentador de F1 e autor dos programas «Rotações» e «Máquinas».

O helicóptero de Ayrton Senna levava-o de volta ao Algarve, à sua Casa da Quinta do Lago, condomínio de luxo que André Jordan criara uns anos antes e onde Ayrton podia gozar da privacidade, do contacto com a natureza e do clima ameno para fazer o seu escrupuloso jogging. A casa da Quinta do Lago, avaliada atualmente em dez milhões de euros, era uma espécie de réplica europeia da sua casa em Angra dos Reis.

Ao contrário do que era habitual, Ayrton passava cada vez mais tempo no Algarve, sob os cuidados da fiel Juracy, que lhe preparava as lendárias canjas de galinha, cuidava da casa e do jardim e ainda lhe servia de competente motorista. Tudo aquilo que Ayrton chamava de «dieta espiritual» e que lhe permitia descomprimir como em nenhum outro lugar.

Ayrton parecia fugir da pressão familiar, que aumentava à medida que a sua relação com Adriane Galisteu parecia evoluir para coisa mais séria. Apenas a mãe, Neyde, parecia aceitar a relação com a plebeia de São Paulo.



Já que Ayrton se refugiava na Europa, a pressão familiar decidiu vir ter com ele, sob a forma do seu irmão Leonardo, que iria acompanhá-lo ao GP de São Marino – talvez uma das razões pelas quais Ayrton preferiu que Adriane fosse esperar por ele ao Algarve, evitando conflitos e a exposição da sua vida privada no paddock de línguas afiadas.



Ayrton estava certo. A missão do seu irmão Leonardo era convencê-lo de que aquela relação com Adriane era um erro. Naquela noite, durante o jantar preparado por Juracy, os dois irmãos discutiram, o que deixou Ayrton perturbado e irritado – ele não conseguia entender a animosidade da sua família com Adriane. O que fizera soar os alarmes fora um Fiat Uno prateado que Ayrton oferecera a Adriane e que despoletou no pai Milton uma preocupação explicada por António Almeida Braga, o Braguinha: «O Miltão achava que todo o mundo que se aproximava do Ayrton tinha interesses, queria tirar vantagens. Bastava um relacionamento durar mais para ele não gostar.» Agora sabemos de quem Ayrton herdou o seu caráter desconfiado.

No dia seguinte, 27 de abril, uma quarta-feira, Ayrton acordou mais bem disposto, apesar da hora madrugadora. Senna gostava de dormir 10 a 12 horas quando não estava nas corridas – aí não dormia mais de quatro horas.

Na sua espaçosa suíte no Algarve não podia entrar nem um ponto de luz. Ayrton sofria de fotofobia e tivera de ser a própria Juracy a isolar milimetricamente todas as fontes de luz que pudessem perturbar o sono do seu patrão. Ayrton não ficou totalmente satisfeito, porque descortinou um minúsculo ponto de luz pelas frestas do armário. Em entrevista a Monica Bergamo da revista Playboy, Ayrton confessou que costumava ser assaltado por um sonho: «Por vezes sonho que tenho um acidente, outras que estou oferecendo um bouquet de flores para a minha namorada». 

Naquela manhã solarenga, Senna acordou bem disposto e disse a Juracy: «Já viu como a vida é bela quando a gente se sente bem?». Depois de tomarem o pequeno-almoço no terraço junto à piscina, ele e o seu irmão foram conduzidos por Juracy até ao Aeroporto de Faro. Na pista, o comandante Owen O ´ Mahoney esperava por ele com o seu BAe HS125 jet, o jato particular que naquele dia o iria a levar a cruzar os céus de meia europa num autêntico air show de compromissos comerciais. Primeira escala em Munique para uma reunião com executivos da Audi, para discutir os pormenores do negócio que pretendia tornar a empresa de Senna a representante da marca alemã no Brasil. Depois do almoço, o comandante acionou os motores do jato e levantou voo. Próxima escala, Aeroporto de Forli, próximo de Bolonha. Owen O ´ Mahoney, que achara o seu patrão particularmente sorumbático naquele dia, despediu-se com o a habitual saudação antes de cada Grande Prémio: «Eu fiz o meu trabalho agora é a sua vez». Seria a última vez que faria aquele cumprimento.

Dali, Ayrton partia num helicóptero para Pádua, onde estaria presente no lançamento de uma nova bicicleta em fibra de carbono da marca Carraro com o logótipo do duplo esse de Senna.

Na conferência de imprensa que se seguiu à apresentação da bicicleta foi instado a comentar a vantagem da Benetton e de Michael Schumacher naquele início de campeonato, que Ayrton Senna desconfiava ser fruto de uma ilegalidade com o sistema de tração do Benetton:« É difícil falar de algo que não podemos provar.»

As desconfianças públicas de Ayrton Senna deviam-se ao péssimo arranque de temporada da Williams, contrastando com a eficácia da Benetton. Cumpridas que estavam duas provas do mundial – Brasil e GP do Pacífico em Aida –, Ayrton ainda não havia somado qualquer ponto, abandonando nas duas corridas, enquanto Schumacher somara duas surpreendentes vitórias.

Neste momento, e como noticiava o Autosport inglês, o campeonato estava «Michael 20 – Ayrton 0».

Senna, que tanto lutara para chegar à Williams, estava agora no centro da panela de pressão e afirmava que o campeonato iria começar em Imola, palco da terceira prova daquele mundial de 1994.

Os problemas da Williams manifestaram-se logo desde os testes de inverno no Paul Ricard e no Estoril, que levaram Ayrton a confessar aos seus amigos mais próximos: «Este carro é uma merda».

Com efeito, a Williams perdera a sua vantagem baseada na eletrónica, porque a FIA havia banido todos os dispositivos que haviam dado a ponta do pelotão tecnológico à equipa de Didcot – suspensão ativa, controlo de tração, ABS, etc. Numa tentativa de travar a escalada tecnológica e devolver ao piloto o papel principal na F1, a FIA acabara de criar sérios problemas às equipas e aos pilotos. As primeiras foram obrigadas a um retrocesso tecnológico que, em última análise, comprometia a segurança. Os segundos tiveram de adaptar de novo a sua técnica pilotagem a carros que dispensavam ajuda eletrónica.

Mas mesmo um piloto com as extraordinárias qualidades e capacidade de adaptação de Ayrton se via a braços com um carro «mal nascido». O chassis do Williams FW16, supervisionado por Patrick Head, era instável e difícil de controlar e o pacote aerodinâmico, desenvolvido por Adrian Newey, estava longe de poder disfarçar as imperfeições do conjunto.

Nem mesmo o poderoso motor V10 da Renault, o mais potente de todos os carros da F1, conseguia dar ao FW16 um temperamento vencedor. A Williams estava consciente das deficiências do seu monolugar e na fábrica testavam-se afincadamente novas evoluções que permitissem a Ayrton Senna diminuir o fosso que o separava do Benetton de Michael Schumacher. Além da fraca competitividade do seu carro, Ayrton estava seriamente desconfiado da legalidade do Benetton.

No paddock circulava o rumor de que a equipa italiana estava a utilizar um sistema de controlo de tração no motor, que ficava à margem das regras impostas pela FIA no início daquele ano. Ayrton ligava várias vezes ao seu antigo rival Alain Prost, fazendo queixas da Williams e manifestando a sua desconfiança com a superioridade do Benetton: «Naqueles dois ou três meses antes de Imola, o comportamento do Ayrton comigo mudou radicalmente. Eu deixara de ser uma ameaça, agora era seu confidente. Ligava-me várias vezes e ficávamos falando imenso tempo. Ele estava preocupado com o Williams e com a segurança na F1, queria que eu integrasse uma comissão de pilotos para as questões de segurança», explicou o francês, em entrevista a uma série da BBC dedicada a lendas da competição automóvel.

Às 17h30 daquele dia 27 de abril, depois de terminar os seus compromissos comerciais em Pádua, Ayrton Senna apanhou de novo o helicóptero, agora com destino ao circuito de Imola, onde aterrou por volta das 18h00. Foi de imediato às boxes da equipa Williams, onde cumprimentou, como sempre, todos os membros da equipa.

Esteve alguns minutos à conversa, desta vez não com Giorgio Ascanelli, o seu engenheiro de pista da McLaren, mas com David Brown, que tinha as mesmas funções na Williams. Ayrton queria inteirar-se das evoluções que a equipa trazia para Imola e que testara no início da semana em Nogaro com o seu companheiro de equipa, Damon Hill.

Além de novos acertos aerodinâmicos, os engenheiro da Williams elevaram a posição do volante, o que obrigava os pilotos a expor mais os seus ombros, conforme depois notaria Emerson Fittipaldi.

Ayrton estava preocupado e sabia que apesar de o campeonato ainda estar na sua fase inicial, a vantagem de Schumacher era já preocupante. Senna queria acreditar que Imola iria marcar o ponto de viragem daquele campeonato, mas não estava muito confiante: «O carro é muito difícil de guiar, é tão duro que qualquer ondulação do piso faz ele saltar.»

O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, perto da cidade de Imola, a quatro quilómetros da cidade de Bolonha e a 80 quilómetros da sede da Ferrari, em Maranello, era justamente considerado a «casa» da Ferrari e um dos mais perigosos e traiçoeiros circuitos do mundial. Ao contrário da maioria dos circuitos, este corria-se em sentido inverso aos ponteiros do relógio. Era um circuito de média-alta velocidade, com um ponto muito perigoso: a curva Tamburello.

Era uma curva de alta velocidade, normalmente feita de acelerador a fundo, com o ponteiro dos conta-quilómetros a passar dos 300 km/ h. As pequenas ondulações e ressaltos aconselhavam a que a suspensão fosse regulada com maior distância ao solo e que o apoio aerodinâmico fosse mais incisivo. O problema é que essa afinação mais segura para Tamburello iria penalizar o comportamento do monolugar nas zonas mais rápidas do circuito, fazendo-o perder velocidade de ponta e, logo, tempo, o bem mais precioso da Fórmula 1. Mas o principal problema da curva era a sua exígua escapatória, tendo em conta a velocidade que os carros atingiam naquela zona.

As dezenas de metros de brita não eram suficientes para travar embates com o muro de betão, conforme tão amargamente experimentara Gerhard Berger em 1989, quando o seu Ferrari embateu no muro e se incendiou. O austríaco foi retirado do carro em chamas e sobreviveu ao terrível acidente. No ano seguinte, ele e Ayrton Senna fizeram uma vistoria a pé à fatídica curva, na tentativa de identificar uma solução que permitisse torná-la mais segura. Quando espreitaram para lá do muro de betão, viram que por ali passava um ribeiro. Não havia nada a fazer e os dois amigos conformaram-se com a inevitabilidade daquele perigo que continuariam a desafiar todos os anos.

Depois de partilhar uma macarronada com alguns jornalistas brasileiros na motorhome da Williams, Ayrton Senna dirigiu-se ao Castello, o hotel onde habitualmente se hospedava desde os tempos da McLaren na pequena estância termal de Castel San Pietro. À sua espera, atempadamente reservado, o quarto número 200. Ayrton era um animal de hábitos e gostava de jantar nos mesmos restaurantes de sempre e ficava quase sempre nos mesmos hotéis. Gostava desta familiaridade, ainda que fictícia. Naquela noite, depois de jantar com o irmão Leonardo, com o seu empresário Julian Jakobi, com o seu amigo e preparador físico Josef Leberer, com o seu compagnon de route António Almeida Braga e com outros amigos brasileiros, igualmente hospedados no hotel, Ayrton Senna retirou-se, cansado de um dia de frenéticas viagens. Ligou para Adriane, no Brasil, que preparava as malas para embarcar no dia seguinte para Lisboa.




FONTE PESQUISADA

PELEJÃO, Rui. A paixão de Senna. Edição 1. Editora Leya Portugal. S.A., julho de 2014. 

Viviane Senna Visita Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro


ALIANÇA!

Viviane Senna apoia candidato Jair Bolsonaro


Viviane Senna faz aliança com Bolsonaro

Na última sexta-feira (19), Viviane Senna esteve na casa de Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro para fazer uma visitinha ao canditado que venceu o primeiro turno das eleições para a presidência do Brasil e lidera as pesquisas do segundo. Ou seja, senão tiver nenhuma reviravolta, Bolsonaro poderá ser o presidente. Ela não perde tempo!



Presidente do Instituto Ayrton Senna com Jair Bolsonaro e Joice Hasselmann


Aliança entre Jair Bolsonaro e Viviane Senna


Com isso Viviane Senna tenta vincular a imagem do irmão Ayrton Senna, o Herói do Brasil, a de Jair Bolsonaro e assim angariar mais votos para o presidenciável




Fã do piloto, o filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, durante o encontro, ficou o tempo todo chorando agarrado ao capacete de Ayrton Senna 

Assista ao vídeo:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Libertinagem e bom coração

Ayrton Senna

O motor diesel do velho Mercedes 240 trepidava impaciente na fila de táxis, alinhada à porta do Aeroporto da Portela. João Justino, um antigo chauffer da embaixada sueca em Lisboa, esperava a sua vez para recolher um cliente, na esperança de ser uma boa corrida e não daquelas que ficam logo em Moscavide. Não ficaria desiludido. Um jovem «um pouco mal vestido, com casaco de ganga [casaco jeans] e óculos escuros, entrou no carro e pediu-me para o levar a Sintra.» O velho e fumegante Mercedes 240 lá cumpriu a missão e quando chegaram à porta de um grande casarão em Sintra o cliente perguntou quanto era a corrida. O taxista apontou para o taxímetro que marcava 2 500 dos velhos escudos. O cliente do blusão jeans pagou com cinco notas e despediu-se. João Justino, por respeito ao cliente, meteu as notas no bolso da camisa, sem as conferir. Só quando já regressava a Lisboa é que o taxista percebeu que o cliente se tinha enganado e lhe tinha pago em notas de 5 mil escudos em vez das de 500. «Ele confundiu-se. Em vez de me dar cinco notas de 500 escudos, pagou com cinco notas de cinco contos, dava um total de 25 contos, um balúrdio.» João Justino não caiu na tentação e inverteu a marcha do Mercedes. Pouco depois batia à porta da Quinta da Penalva em Sintra. Uma criada abriu a porta e Justino explicou que estava ali para devolver o excedente. «A criada foi lá dentro e voltou com um recado do patrão, a dizer que eu podia guardar o dinheiro. Era um prémio pela minha honestidade e pediu-me também o meu contacto». 

Mercedes 240
Foto: Ilustrativa

A partir dali João Justino tornou-se o motorista oficial do generoso cliente, nada mais, nada menos, do que o tricampeão do mundo de F1, Ayrton Senna, sempre que este precisava de se deslocar em Lisboa ou não tirar o carro da garagem. O motorista chegou mesmo a levar Ayrton Senna e Adriane Galisteu numa viagem entre Lisboa e o Algarve no final de 1993. 



Na foto, João Justino aparece ao lado do menino Renan, filho de um casal de passageiros brasileiros, ao conceder entrevista ao site SporTV da Globo.com

A generosidade e o bom coração de Ayrton eram características humanas, reconhecidas pelos seus amigos mais próximos e que contrastavam com a sua desconfiança natural ou com os súbitos ataques de mau humor, normalmente provocados pela sua lendária desconfiança ou por ciúmes, conforme explica Domingos Piedade: «Isso era uma coisa que o Ayrton sempre tinha – os conflitos com os amigos. Havia sempre um bocadinho de ciúme – e comigo foi por causa de Michele Alboreto, de quem eu era manager e muito amigo. Esteve quase dois anos só com um «bom dia, oi cara, como vai você» até que de repente, sem explicação nenhuma, um dia tudo ficou normal e ele volta e meia telefonava-me só para fazer conversa fiada. Lembro-me de uma noite, às 3h da manhã, tocar o telefone da minha casa em Estugarda. Apanhei um susto e quando fui atender do outro lado da linha era o Ayrton, naquele seu jeito: «Oi, que coisa você está fazendo, está dormindo?» Eu, fulo da vida: «Não, cara, que acha que eu estou fazendo às três da manhã?» E afinal aquele telefonema era só para me dizer: «Não cara, você não imagina. Tenho que falar com você. Eu hoje saí de manhã com o helicóptero, levei uma geladeira. Fui numa ilha, não tinha ninguém. Você não imagina como é bom ficar na areia, onde só tem pegada de ave» «Eu respondi: «Escuta, Becão, não dá para a gente falar disso amanhã?» «Não dá não, tenho de falar agora». Nessa altura eu pegava no telefone e descia para o andar de baixo, sentava-me num sofá e ficava, às três da manhã, a ouvi-lo contar o que tinha visto na natureza e meia hora depois se despedia: «Tchau, um beijão para você, depois a gente fala que agora vou jantar.»

Estes telefonemas National Geographic, além de revelarem um pouco da solidão do campeão, mostram o seu grande amor pela natureza e pelos animais. Além da fiel cadela Kinda, uma schnauzer preta nascida no Algarve, Ayrton passava algum tempo tratar das vacas e cavalos na fazenda de Tatuí e chegou a poupar a vida a uma galinha que uma vizinha do Algarve oferecera a Juracy para preparar a sua famosa canja. 

Depois de fechar a galinha na garagem, Juracy foi mostrá-la a Ayrton, que estendeu a mão com um pouco de pão que a galinha foi rapidamente debicar. Ayrton virou-se então para Juracy e disse-lhe: «Eu não vou comer galinha que come na minha mão, devolve ela.» A galinha morreu de velha, recordou Juracy a Ernesto Rodrigues no livro Ayrton Senna- o herói revelado. 

várias organizações de solidariedade social, especialmente com projetos de apoio a crianças de rua em São Paulo. Ayrton sempre preferiu manter essas doações sob anonimato, mas a partir de 1993 elas começaram a ganhar outra expressão, quando fez uma doação pública de 45 mil dólares a uma fundação que apoiava crianças doentes, cujo presidente era o seu amigo Sid Watkins. Terá sido esta doação a sugerir em Ayrton e na sua irmã Viviane a ideia de criar uma entidade que pudesse organizar o apoio a crianças e que acabaria por se transformar, após a morte do piloto, no Instituto Ayrton Senna, que gere o legado do piloto em favor de crianças desprotegidas, tendo prestado auxílio a mais de 200 mil crianças brasileiras. Foi também nesse ano que foi lançada a banda desenhada com o herói das corridas Senninha, mais um herói da criançada, com vilão e namorada loirinha. 

*Senninha foi lançado em janeiro de 1994, e não em 1992.

A namorada loirinha não era Cristine Ferracciu de quem Ayrton se separou naquele final de ano de 1992, ficando livre para mais umas recaídas com Xuxa e, sobretudo, para um ano de descomprometimento e libertinagem. Alguns amigos mais próximos consideram que 1992 foi o ano mais wild thing de Ayrton Senna fora das pistas. Era frequente vê-lo sempre acompanhado por diferentes beldades nos clubes mais badalados de São Paulo, Rio de Janeiro ou na sua privada discoteca em Angra dos Reis. Dançava até de madrugada bebendo o seu whisky preferido – Haig Gold Label – e depois saía sempre muito bem acompanhado. Naquele ano, Ayrton Senna não chegaria ao recorde de James Hunt, mas não seria por falta de esforço. 

A vida de playboy no longo verão brasileiro estava prestes a terminar e o tricampeão do mundo de Fórmula 1 sabia que a temporada de 1992 não ia ser moleza. 

*Em 2013, João Justino concedeu uma entrevista ao site do SporTV da Globo.com. Confira!


FONTE PESQUISADA

PELEJÃO, Rui. A paixão de Senna. Edição 1. Editora Leya Portugal. S.A., julho de 2014.