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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

PETER DE BRUIJN: “O PILOTO QUE IMPEDIU AYRTON SENNA DE CONCRETIZAR UM SONHO”


Peter de Bruijn é dos poucos pilotos que se pode orgulhar de ter ganho a Ayrton Senna. Em 1980, o holandês relegou o brasileiro para o segundo posto no Campeonato do Mundo de Karting, impedindo assim o futuro Campeão de Fórmula 1 de alcançar o único título que lhe escapou das mãos ao longo da sua carreira. Vinte e quatro anos depois, Peter de Bruijn recordou-nos em Braga esses momentos, depois de ter visto o seu filho sagrar-se Campeão Europeu de Karting. “Já lá vão uns anos, mas lembro-me que foi uma corrida muito difícil”, começa por falar Peter de Bruijn. O contacto do holandês com Ayrton Senna começou no Campeonato do Mundo disputado em 1979 no Estoril, onde “depois de ter vencido a primeira corrida, uma corrente partida, na segunda, tirou-me qualquer possibilidade de ser campeão. Ayrton Senna viria a ganhar a terceira corrida, tendo mesmo no final comemorado a vitória, só que o fator de desempate, o melhor tempo na qualificação, acabaria por dar a vitória a Martin Koene”.

No ano seguinte, o brasileiro e o holandês voltaram a perfilar-se como grandes candidatos à vitória no “Mundial” que iria ocorrer em Nivelles, Bélgica, e que contaria ainda com a presença de um espectador muito especial. Então com 11 anos, Michael Schumacher estava pela primeira vez a assistir a uma competição internacional. Ayrton Senna era piloto oficial da DAP, marca de chassis que também construía os seus próprios motores, enquanto Peter de Bruijn recorria ao chassis Swiss Hutless e propulsores Parilla. Apesar do holandês ter feito a “pole position”, um problema nas mangas de qualificação levou o holandês a recuperar de 23º para segundo.

Na segunda corrida, De Bruijn voltaria a classificar-se na mesma posição. À entrada para a terceira e derradeira final, eram cinco os candidatos a novos Campeões do Mundo, entre os quais se contavam o brasileiro e o holandês. “A corrida até começou bem para Senna, mas acabei por ser eu a sagrar-me Campeão do Mundo”, relata Peter de Bruijn, que relembra o brasileiro “como um piloto fora da pista era igual a tantos outros, apesar de já se notar o seu
apego à competição, pois estava sempre com os mecânicos. Em corrida era muito rápido e tinha uma postura que o tornava um piloto distinto e muito difícil de ultrapassar”. Depois desta derrota, Ayrton Senna ainda tentaria a conquista do “Mundial” por mais duas vezes, mas o desfecho seria sempre o mesmo.

O desgosto de nunca ter conquistado o título mundial de karting levou-o mesmo a ponderar abandonar os fórmulas.

A importância e a paixão pelo karting seriam anos mais tarde confirmadas pelo próprio Ayrton Senna: “Nunca a pilotagem foi tão divertida como os anos em que eu andei no karting. Muitas coisas que uso na Fórmula 1, são provenientes da aprendizagem nos karts”.

Enquanto Peter de Bruijn continuava a sua carreira no karting, primeiro como piloto e depois como uma dos mais cotados preparadores e nível mundial, Ayrton Senna colecionava títulos atrás de títulos. Primeiro na Fórmula Ford, depois na Fórmula 3 e por fim na Fórmula 1. Foi já como grande estrela do automobilismo mundial, que Peter de Bruijn encontraria Ayrton Senna, em 1993, a disputar o Masters de Karting em Bercy: “Tantos anos depois, eu até pensava que ele não me conhecia. Mas foi precisamente o contrário. Estivemos ali imenso tempo a contar histórias da altura em que corríamos juntos. Foi a última vez que o vi…”. 


FONTE PESQUISADA

AUTOSPORT - PETER DE BRUIJN: “O PILOTO QUE IMPEDIU AYRTON SENNA DE CONCRETIZAR UM SONHO”. Disponível em:<https://www.autosport.pt/karting/peter-de-bruijn-o-piloto-que-impediu-ayrton-senna-de-concretizar-um-sonho/>. Acesso em: 06 de agosto 2021.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

"Treinei duas vezes durante a semana em Silverstone e os carros, o novo e o velho, tiveram comportamento idêntico na pista". (Fórmula Ford 2000, 1982)

"Treinei duas vezes durante a semana em Silverstone e os carros, o novo e o velho, tiveram comportamento idêntico na pista. Por isso resolvemos trazer os dois para Zelweg, onde podemos até realizar alguns testes durante a corrida." (sexta-feira, 13 de agosto de 1982)



Senna está tranquilo no Europeu – e mais tranquilo ainda no inglês, onde venceu todas as provas – pois lidera a competição com 66 pontos, 16 a mais que o holandês Cor Euzer, segundo colocado. Ayrton está com um carro novo mas só escolherá o que utilizará na corrida após os treinos de hoje. Os dois carros estão com rendimento idêntico na pista.

– Treinei duas vezes durante a semana em Silverstone e os carros, o novo e o velho, tiveram comportamento idêntico na pista. Por isso resolvemos trazer os dois para Zelweg, onde podemos até realizar alguns testes durante a corrida."

Jornal do Brasil, sábado, 14/08/1982


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FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Ayrton Senna corre para impressionar. Jornal do Brasil, 14 de agosto de 1982, Esportes, Amador, página 2.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

"Diminui o ritmo e quando fui completar a primeira volta recebi a bandeirada de suspensão de prova, que só recomeçou depois de uma hora" (Fórmula Ford 2000, 1982)


Como tem acontecido na maioria das provas, Senna, líder, também do Campeonato Inglês da mesma categoria, obteve a pole position e a melhor volta para o circuito de Hockenheim, além de vencer a prova, o que o coloca como principal favorito ao título da temporada. A prova teve duas largadas devido a um sério acidente.

– Larguei bem e me distanciei rápido do grupo. Na metade do circuito olhei pelo retrovisor e vi a batida que envolveu vários carros. Diminui o ritmo e quando fui completar a primeira volta recebi a bandeirada de suspensão de prova, que só recomeçou depois de uma hora – afirmou Senna que teve bons pegas com Euzer e o inglês Calvin Fisch.






FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Senna é atração em Hockenheim. Jornal do Brasil, 09 de agosto de 1982, Esportes, Amador, página 6.



quarta-feira, 28 de agosto de 2019

"Foi bom pois assim recuperei o costume de ganhar" (Fórmula Ford 2000 - 1982)


"Tudo esteve muito bem para mim hoje e os pequenos problemas que tivemos com o motor ontem desapareceram. O que nos levou a mais essa vitória. Foi bom pois assim recuperei o costume de ganhar." (sábado, 03/07/1982)



Senna volta a ganhar prova

O brasileiro Ayrton Senna conseguiu mais uma vitória na Europa. Agora, correndo na preliminar do GP da Fórmula-1, numa prova de Fórmula Ford-2000 ele obteve um triunfo tranquilo depois de lutar apenas por uma volta com os holandeses Cor Euser e Jan Van Silfhout. Já na segunda volta Ayrton conseguiu uma vantagem tranquila com seu Van Diemen-RF a partir da segunda volta.

– Tudo esteve muito bem para mim hoje (ontem) e os pequenos problemas que tivemos com o motor ontem (anteontem) desapareceram. O que nos levou a mais essa vitória. Foi bom pois assim recuperei o costume de ganhar."

Jornal do Brasil, domingo, 04/07/1982. 

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FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Senna volta a ganhar. Jornal do Brasil, 04 de julho de 1982, Esportes, Amador, página 9.


sexta-feira, 9 de março de 2018

O Globo: Senna Reinicia Testes na F-3 em Silverstone 27 02 1983



O Globo, 27 de fevereiro de 1983



FONTE PESQUISADA

O GLOBO - Senna reinicia testes na F-3 em Silverstone. O Globo, 27 de fevereiro de 1983, Esportes, página 42.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vitória de Ayrton Senna na Mercedes Cup em 1984 (Vídeo)





TRADUÇÃO LIVRE

Na inauguração do novo e mais curto circuito da época, Nürburgring, em 1984, uma corrida com carros idênticos foi realizada, com antigos e actuais pilotos de F1 ao volante. O então piloto desconhecido Ayrton Senna ficou em primeiro lugar.

IDIOMA ORIGINAL


1984 Mercedes Cup Nurburgring Senna 190E Full Race


At the inauguration of the new, shorter Nürburgring in 1984, a race with identical cars was held, with former and current F1 pilots at the wheel. A then unknown Ayrton Senna took first place.






1984 Mercedes Cup Nurburgring Senna 190E (Corrida Completa)




Na inauguração do novo e mais curto circuito da época, Nürburgring, em 1984, uma corrida com carros idênticos foi realizada, com antigos e atuais pilotos de F1 ao volante. O então piloto desconhecido Ayrton Senna ficou em primeiro lugar.


1984 Mercedes Cup Nurburgring Senna 190E Full Race

At the inauguration of the new, shorter Nürburgring in 1984, a race with identical cars was held, with former and current F1 pilots at the wheel. A then unknown Ayrton Senna took first place.







domingo, 10 de janeiro de 2016

Engenheiro Lembra Teste De Senna Na Indy: Incrivelmente Rápido


Por: René Fagnan, Jornalista
Motorsport - br.motorsport.com
10 de janeiro de 2016

Em dezembro de 1992, a lenda da Fórmula 1 Ayrton Senna testou um carro Penske da Indy. Engenheiro do brasileiro naquele dia, Nigel Beresford, contou a Rene Fagnan a história de um dia em que dois dos grandes nomes do automobilismo juntaram forças

Ayrton Senna sabia que a temporada 1993 de Fórmula 1 era suscetível a terminar em enorme decepção. Sua equipe McLaren tinha perdido os motores Honda, e o tricampeão sabia que a Ford seria impotente em comparação a Williams-Renault de seu rival Alain Prost.

Senna estava ponderando suas opções, e queria sentir o que um carro de Indy poderia oferecer - um carro sem todos os aparelhos eletrônicos que caracterizaram as máquinas de F1 no início dos anos 90.

Nigel Beresford, hoje o diretor técnico da Dragon Racing na Fórmula E, atuou como engenheiro de Senna naquele dia - e ele contou a história que se desenrolou em 10 de Dezembro de 1992.

"Nós tínhamos planejado para testar a nova Penske PC22 por três dias", disse Beresford ao Motorsport.com.

"O primeiro era para ser realizada no Firebird Raceway Ocidente, um circuito de estrada muito curto de 1,1 milha. Tivemos uma Penske 1992 para usar como um carro de comparação e como linha de base."

Um acordo de última hora

Poucos dias antes do teste, Emerson Fittipaldi e a Marlboro chegaram a um acordo para Senna dirigir o carro de 1992.

"Foi um acordo de última hora", lembrou Beresford "Senna chegou quase sozinho.; apenas com John Hogan da Marlboro".

"A última vez que eu o tinha visto foi no Grande Prêmio da Austrália, em Adelaide, 1991. Para ver alguém como ele em um lugar tão comum um ano depois ainda parecia surreal."

Emerson Fittipaldi começou o dia dirigindo o Penske 92. "Estava frio e a pista estava escorregadia", disse. "Emmo sofreu com os pneus frios, mas finalmente encontrou o carro muito bem equilibrado e apenas faltava aderência geral".

"Ele entrou, nós mudamos os pneus, e ajustamos o equilíbrio do freio um pouco mais para trás. Ele completou uma rodada de 12 voltas e uma rodada de 13 voltas, estabelecendo um melhor tempo de 49,7 segundos duas vezes."

A vez de Senna

Depois de uma pequena pausa, Senna deslizou na cabine estreita do carro Penske Indy.

"Normalmente, pilotos de Fórmula 1 pegam o ritmo imediatamente", disse Beresford. "Ayrton começou a fazer algumas voltas muito lento inicialmente, o que foi uma surpresa".

"Este carro tinha um câmbio sequencial, e Senna teve de se acostumar com a manipulação de uma alavanca de câmbio novamente. Se não, ele perderia o seu caminho através das marchas. Ele iria parar o carro completamente, selecionar a primeira marcha e depois ir novamente".

Ayrton Senna teve de se acostumar com as características de um carro turbo. Depois de completar 14 voltas, ele voltou para os boxes com uma melhor volta de 49,5 segundos.

"Ele me disse que achou o carro muito pesado - não tão ágil quanto um carro de F1 muito mais leve - e acrescentou que não sabia as rotações que ele estava puxando porque o motor soou muito diferente", acrescentou Beresford.

"Firebird tem curvas moderadamente rápidas, e Senna estava apenas começando a forçar o carro através delas. Ele podia sentir o peso do carro. Ele não queria empurrá-lo ao limite. Não era o lugar nem o tempo para fazer isso".

"Ele queria ver a sensibilidade do carro, por isso, colocou molas mais macias na parte de trás, desconectado da barra estabilizadora traseira, e adicionou 20 litros de metanol."

Incrivelmente rápido

O tricampeão de Fórmula 1 fez outra rodada de 10 voltas com o mesmo conjunto de pneus, e definiu um melhor tempo em 49,09 segundos.

Ele voltou para os boxes e disse: 'muito obrigado, eu aprendi o que eu preciso saber'. Ele saiu do carro e foi isso ", continuou Beresford.

"Senna não me decepcionou em qualquer nível. Ele era apenas incrivelmente rápido. A melhor volta de Emmo foi um 49,7 em comparação com Senna de 49,09".

"No final do dia, Emerson fez um 48,5 no novo Penske, e que foi apenas 0,6s mais rápido do que Senna. Isso foi muito bom considerando que Ayrton estava dirigindo um carro velho com pneus velhos".

"Para mim isso indicou o quão extraordinariamente rápido ele foi capaz de adaptar-se e aproximar-se de tempos competitivos."

Vídeo:
Ayrton Senna testando o F Indy da Penske em 1992 Emerson Fittipaldi



FONTE PESQUISADA

FAGNAN, René. Engenheiro lembra teste de Senna na Indy: incrivelmente rápido. Disponível em: <http://br.motorsport.com/indycar/news/engenheiro-lembra-teste-de-senna-na-indy-incrivelmente-rapido-666945/>. Acesso em: 10 de janeiro 2016.



sábado, 21 de novembro de 2015

Quatro Rodas: Ayrton Senna, O Campeão Dos Campeões - Junho 1984













FONTE PESQUISADA

OLIVEIRA, Jader. Ayrton Senna, o campeão dos campeões. Quatro Rodas, São Paulo, edição 287, ano 24, p. 152 – 153. Junho de 1984.