Emerson Fittipaldi, Braguinha, Senna e Mauricio Gugelmin
Minha sorte foi que o Braga apareceu, finalmente. Sorte
minha, azar dele - que, moído, exausto, arrebentado em mil caquinhos física e
emocionalmente, ainda teve de se submeter ao meu detalhado interrogatório:
- Qual era o estado de ânimo do Béco antes da prova?
- Excelente, ótimo humor. Fomos juntos para a pista.
Conversou muito com o Nick Lauda. Até com o Prost ele brincou. E me falou
de você.
- Mas, os outros, como estava todo mundo?
- O clima da Fórmula 1 naquele dia estava pesado
admitiu o Braga, do alto de seus anos e anos de janela. - Mas você sabe como é:
o piloto está lá, o que ele tem de fazer é correr.
Comentei com o Braga a longa conversa que o Béco e eu
tínhamos tido, na madrugada de sábado, depois da morte do austríaco Roland
Ratzenbergen De seu desânimo, de seu choro convulsivo:
- Sei de tudo, garotinha.
E de muito mais. Senna tinha no Braga um amigão do peito.

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