terça-feira, 4 de junho de 2013

CAMINHO DAS BORBOLETAS - Ayrton Senna estava animado antes da prova de Ímola

Emerson Fittipaldi, Braguinha, Senna e Mauricio Gugelmin


Minha sorte foi que o Braga apareceu, finalmente. Sorte minha, azar dele - que, moído, exausto, arrebentado em mil caquinhos física e emocionalmente, ainda teve de se submeter ao meu detalhado interrogatório:
- Qual era o estado de ânimo do Béco antes da prova?
-  Excelente, ótimo humor. Fomos juntos para a pista. Conversou muito com o Nick Lauda. Até com o Prost ele  brincou. E me falou de você.
- Mas, os outros, como estava todo mundo?
-  O  clima da Fórmula 1 naquele dia estava pesado admitiu o Braga, do alto de seus anos e anos de janela. - Mas você sabe como é: o piloto está lá, o que ele tem de fazer é correr.
Comentei com o Braga a longa conversa que o Béco e eu tínhamos tido, na madrugada de sábado, depois da morte do austríaco Roland Ratzenbergen De seu desânimo, de seu choro convulsivo:
- Sei de tudo, garotinha.
E de muito mais. Senna tinha no Braga um amigão do peito.

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