Nossa primeira viagem internacional incluiu uma vitória,
muita alegria e muito amor. Era hora de voltar à realidade - e, por mais que eu
tivesse certeza de meu amor, não tinha a menor certeza de que realidade seria
essa. Mas o próprio Béco - eu já podia chamá-lo assim, sem medo de parecer
abusadamente íntima - me deu uma dica e uma lustrada na vaidade:
- Quero você sempre assim como você é.
- O que você quer dizer com isso? - vacilei.
- Por favor, não mude jamais. Se eu tivesse que lhe pedir
alguma coisa, seria ser exatamente o que você é. Só não precisa tomar tanta
Coca-Cola, freqüentar tanto McDonald's e, agora, falando sério, acho que você
deveria estudar inglês.
Senti que estava implícito, ali, o convite para acompanhá-lo
no circuito internacional. Foi o avião tocar o chão em Cumbica, dia 26 de maio,
e eu corri para festejar com a minha melhor e mais incondicional confidente,
minha mãe: - Foi um sonho!

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