segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Denúncia: Governo Repassa Recursos Para Instituto Ayrton Senna e Outras ONGs Mas Ensino Público Brasileiro Continua Uma Calamidade


Isso não é novidade, a educação pública brasileira está péssima nesses 20 anos do IAS como sempre esteve. Não melhorou nada nesse tempo todo!


Por Larice Sena
Sabatina 180

O piauiense Daniel Solon, Jornalista e candidato


24/08/2014 às 12h30
180 Graus - 180graus.com

Leia o trecho da entrevista do jornalista e candidato a governador do Piauí Daniel Solon onde ele fala sobre os repasses do governo as ongs como o IAS e a situação desastrosa do ensino brasileiro:

O senhor acha que reduzir cursos seria uma boa maneira de melhorar a situação da UESPI (Universidade Estadual do Piauí)?

Solon - A única forma de melhorar a UESPI é garantir investimentos necessários para que ela se mantenha. Começaríamos cumprindo a lei. É um absurdo, a constituição estadual diz que tem que ser investidos pelo menos 30% dos recursos do estado na educação. Todo governador no ato de assumir o posto ele jura defender a constituição estadual, mas nenhum deles cumpriu até hoje, eles investem até 25% da receita em educação, e isso sobre os olhos do TCE, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, que não cobram do governo o cumprimento da legislação estadual. É importante também considerar que grande parte desses recursos destinados a educação estadual não vão para educação pública, vão para as escolas privadas, para instituições filantrópicas, como o Instituto Ayrton Senna, entre vários outros. Você visita uma escola, como o Liceu Piauiense, que é tido como a menina dos olhos do governo, a principal escola e a mais conhecida do estado do Piauí. Se você vai ao Liceu hoje, você encontra problemas desde o mais elementar, que é a falta de acessibilidade, até problemas na cobertura, no teto, que tem goteira, risco de desabamento, imagine essa situação mais concreta em relação ao estudante, falta professor efetivo, não tem laboratório suficiente, não tem livros na biblioteca, os professores recebem péssimos salários, então essa é a realidade da principal escola pública, e a mais vista na capital e no Piauí como um todo. Se essa é a realidade no Liceu, imagine como será nas demais escolas espalhadas pelo interior do estado. 

A pergunta é: pra onde está indo todo esse dinheiro? E porque esses recursos não vão direto para o educação ao invés de serem destinadas a essas ongs?

Continuando a entrevista:

Voltando para a UESPI, a luta é de garantir a autonomia financeira e administrativa da Universidade. Há uma luta todo ano por orçamento, o melhor orçamento na Universidade e esse orçamento nem é executado. Basta ver que ano passado o previsto era de cerca de R$ 180 milhões para UESPI, e não chegou a ser aplicado nem R$ 130 milhões, ou seja os recursos que estavam previstos para UESPI foram desviados para outros setores. Nós defendemos que seja garantido um repasse decente, que a Universidade tenha liberdade de a partir desse recurso ela possa investir onde achar melhor, criando cursos se for necessário, para garantir as condições de funcionamento e realizar um sonho da Universidade que é o de ter uma política decente de acesso estudantil. Os estudantes não tem nem o mínimo, como por exemplo um restaurante universitário, um consultório, dormitórios, bolsas de trabalho, não tem passe livre para chegar até a Universidade, e o que a gente ver diariamente é as pessoas desistindo do sonho e direito de estudar na Universidade porque quando chegam lá não tem condições e nem dinheiro para comprar uma xerox que o professor pede, até mesmo porque não existe uma biblioteca decente. Em vez de biblioteca chama-se ‘xeroteca’. Para garantir a melhoria da Universidade, precisamos garantir repasse decente, contratar professores efetivos, existe uma carência de pelo menos 300 professores efetivos, melhorar salários dos técnicos, melhorar estrutura, e de repente a partir de uma discussão com a comunidade universitária ver como expandir em alguns setores. Uma carência vista é a questão de médicos no interior. Como ter mais médicos nas regiões em que precisam? Estimulando que essas regiões tenham o curso de medicina. Se a UESPI apresentar um projeto discutido coletivamente sobre a criação do curso de medicina em Corrente, Picos, São Raimundo Nonato, e em diversos grandes polos, é possível levar não só medicina, mas diversos outros da área da saúde, interiorizando a oferta da formação de pessoas na região, e eles com certeza se manteriam em sua cidade, porque ninguém sai de sua cidade por querer, mas sim por obrigação, por necessidade. Mas também não dá para esperar, tem a questão emergencial, pois seriam necessários cerca de 10 anos para termos os primeiros médicos formados, os enfermeiros. Deve existir também uma melhoria dos hospitais regionais, melhorias no salário dos trabalhadores de saúde, para que os profissionais possam de fato ficar nesses locais. Nós visitamos Floriano, Parnaíba, as pessoas reclama exatamente disso, os hospitais não tem condições mínima de funcionamento e atendimento.

Clique Aqui para ler a entrevista completa

Um trecho em vídeo da entrevista do candidato:


FONTE PESQUISADA

SENA, Larice. SABATINA 180: 'Vamos legalizar e controlar qualquer droga'. Disponível em: <http://180graus.com/eleicoes-2014/sabatina-180-vamos-legalizar-e-controlar-qualquer-droga>. Acesso em: 25 de agosto 2014.

Canal do Youtube: Portal 180 Graus

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