sábado, 25 de julho de 2015

Família Queria Convencer Ayrton Senna a Não Se Casar Com Adriane Galisteu

Família Senna armou para fazer Ayrton desistir de se casar com Adriane

Ayrton Senna e Adriane Galisteu muito felizes

Felicidade ao lado do grande amor

Seu último relacionamento foi com a então modelo Adriane Galisteu. Os amigos mais próximos dizem que Senna nunca esteve tão feliz ao lado de uma mulher como estava com Adriane, e queria se casar com ela.


Senna queria se casar com Adriane Galisteu


O Casamento


Galisteu estava no Algarve, onde Senna a iria encontrar depois do Grande Prémio de São Marino para a pedir em casamento (“Tenho muito a dizer-lhe. A propor. A oferecer”, prosseguiu. – “Devo estar aí às 20h30, por aí. Quero passar a noite em claro. Vamos conversar até o amanhecer. Quero convencê-la de que sou o melhor homem de sua vida”.

Ri, com aquele comentário inesperado.

- Você não conhece os outros... - brinquei.

- Vou provar-lhe que sou o melhor.” Ayrton para Adriane”, em Caminho das Borboletas, de Adriane Galisteu).


Ayrton Senna planejava oficializar a união com Adriane Galisteu em 1994


Armação da família para fazer Senna desistir do casamento

Seu irmão, Leonardo, estava hospedado (na casa de Ayrton em Portugal) até domingo e estaria vindo com ele para Imola. Leonardo estava em uma missão de sua família para tentar convencê-lo a desistir de Adriane. Por vários tipos de razões a família, com exceção de sua mãe Neyde, que amava o que ele amava, detestava Adriane. Eles consideravam-na como pouco melhor do que uma camponesa, e não bom o suficiente para seu filho, o herói do Brasil. A verdade é que era da conta deles, que Senna amava a menina e, provavelmente, pedir-lhe para casar com ele quando esta temporada terminasse. 


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No sábado (véspera da tragédia com Ayrton), Senna presenciou pela primeira vez um companheiro perder a vida nas pistas. Coisa absolutamente incomum naquela época, foi visitar Rubinho no centro de atendimento médico e também o local do acidente de Ratzenberger (o que lhe rendeu uma advertência formal da direção da prova).

À noite, viu o irmão, a mando da família, tentar convencê-lo de que a namorada Adriane Galisteu lhe era infiel. 

O plano da família não deu certo, Senna ficou furioso


Leonardo Senna, a mando da família, levou uma fita de áudio de conversas grampeadas de Adriane Galisteu. Na noite do dia 30 de abril de 1994, véspera do acidente fatal de Ayrton, Leonardo mostrou ao irmão. Segundo amigos de Ayrton, que ouviram a fita, não havia nenhum indício de traição da modelo. 

O fato da família ter mandado grampear os telefones de seu apartamento em São Paulo e de sua casa em Angra dos Reis terá o desgostado muito, a ponto de, segundo informações da biografia “Ayrton Senna do Brasil” escrito por Francisco Santo, lhe terem provocado uma reação para depois de Imola, que jamais aconteceu.

Senna brigou com o irmão por causa da armação, morreu extremamente triste e chateado com a família.

Não deve ter sido uma noite de sono reparador para Senna, uma pessoa já naturalmente sujeita a insônias.

 
Foto: Ayrton deixa o circuito de Imola, na tarde de sexta-feira, 29 de abril, 1994, junto com seu irmão Leonardo. Naquele dia, Rubens Barrichello teve seu acidente, que impactou Ayrton. Leonardo não pouparia o estado do irmão, que estava triste e chocado pelo acidente de Barrichello e a morte de Ratzenberger, e lhe infernizaria suas últimas horas de vida tentando convence-lo a desistir de Adriane.

Família Senna armou para separar o casal


O plano falhou e aproximou ainda mais o casal

Após ouvir a fita, Senna telefona para Adriane Galisteu e dá indícios que iria a pedir em casamento:


“Tenho muito a dizer-lhe. A propor. A oferecer”, prosseguiu. – “Devo estar aí às 20h30, por aí. Quero passar a noite em claro. Vamos conversar até o amanhecer. Quero convencê-la de que sou o melhor homem de sua vida”

Em última conversa, Ayrton dá indícios que iria propor casamento a amada

O irmão de Senna, Leonardo, recebe a notícia da morte do piloto

A médica [doutora Fiandri que atendeu Senna] fala sobre o momento em que deu a notícia: "Eu me lembro de seu irmão, não sei se ele tinha noção da gravidade da situação. Eu o levei para ver os resultados dos exames. Expliquei que já não havia mais atividade elétrica. Mas quem assumiu o controle de tudo foi uma moça, que parecia tomar as decisões naquele momento (ela se refere a Betise Assumpção, então assessora de imprensa de Senna, hoje casada com Patrick Head, um dos sócios da Williams)".

Não houve nenhuma chance de sobrevivência quando a equipe médica viu o resultado do eletro. Mas, pela lei ele não estava morto, era preciso esperar o coração parar de bater. Mas não havia nenhuma esperança mesmo. Foi imediata a profundidade do coma na batida.

Nesse dia a dra Fiandri só conseguiu dormir tomando umas 20 gotas de Valium... "Ele era um jovem, um piloto, ele em particular, herói, carismático. Eu recebi muitas cartas do Brasil, gente me perguntando se ele tinha recuperado a consciência. As pessoas tinham necessidade de saber algo".

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Disponível em: <http://lenabello.fotopages.com/?entry=136749>. Acesso em: 25 de julho 2015. 

RUBYTHON, Tom. The Life of Senna. 1º Edição Sofback. London: BusinessF1 Books, 2006.

 AYRTON SENNA DA SILVA, Super Speedway - Tributo II. Disponível em: <http://www.superspeedway.com.br/f_um/pilotequip/senna_fotos_inc.asp>. Acesso em: 25 de julho 2015.

O ACIDENTE. Disponível em: <http://www.gptotal.com.br/entrevista/1demaio3.htm>. Acesso em: 25 de julho 2015.

LIMA, João Gabriel de. Os segredos de Senna. Veja, São Paulo, edição 1849, ano 37, nº 15, p.70-77. 14 de Abril 2004.  

SANTOS, Francisco. Ayrton Senna Saudade. Edição Brasileira. São Paulo: EDIPROMO, 1999.

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 












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