Além de Betise Assumpção, outros amigos do piloto como Owen
O'Mahony, Galvão Bueno, Nuno Cobra, Walderez Zanetti e Reginaldo Leme revelaram
histórias do ícone da fórmula 1
Ayrton Senna e Adriane Galisteu
22/10/2015 às 14:30 POR: Karina Kuperman
Heloisa Tolipan - heloisatolipan.com.br
O programa “Ayrton – Retratos e Memórias”,
do Canal Brasil, reuniu diversas personalidades importantes da vida do piloto
para relembrar histórias e falar do passado. Entre sorrisos e lágrimas, o
último capítulo contou com revelações importantes sobre as ainda misteriosas
relações pessoais do ícone da fórmula 1. Entre depoimentos de amigos como Nuno
Cobra, da cabeleireira Walderez Zanetti, do piloto executivo Owen O’Mahony,
Galvão Bueno e Reginaldo Leme, a ex-assessora de Ayrton, Betise Assumpção,
declarou que o namoro com Adriane Galisteu o transformou em uma pessoa melhor.
“Ela era uma mulher alegre, autêntica, expansiva. Falava o que queria, ria de
tudo e trouxe uma leveza que acho que mudou ele substancialmente. Apesar dos 19
anos e da vida difícil – ela não tinha as facilidades dele, era batalhadora,
ajudava a mãe e o irmão, ela estava sempre com palavras boas e isso afetava
ele. Adriane o ajudava a relaxar e esquecer de tudo”, contou.
Betise não foi a única que reparou a
mudança do piloto. Mesmo quem não convivia diariamente com ele podia notar.
Walderez Zanetti é prova disso mas ressaltou que, nas últimas vezes que o viu,
Ayrton estava triste e tenso [devido aos problemas na nova equipe Williams, mas continuou feliz e fazendo muitos planos com Adriane segundo o que apurou o biógrafo britânico Tom Rubython]. “Quando ele
conheceu a Adriane Galisteu virou outra pessoa, mais alegre, falante e solto.
As últimas vezes que ele foi cortar o cabelo o vi muito nervoso, falava muito
no celular e até chegou a comentar comigo como era ruim não poder dizer a
verdade. Mas eu o deixava em paz, com privacidade”, explicou.
Owen O’Mahony, que dirigia o jato de
Ayrton, afirmou que ele era diferente dos outros: “Geralmente essas pessoas são
egocêntricas e ele era tão discreto que chegava a ser tímido. Quando entrava no
avião eu não sabia dizer se tinha ganhado ou não a corrida. Ele foi uma das
três pessoas mais corretas com quem já trabalhei. Eu chamava ele para pilotar o
jatinho e não tinha que ensinar muita coisa. Ele já dirigia helicóptero e tinha
muita sensibilidade com isso”, contou, sem deixar de citar a namorada do
piloto. “Ayrton passava muito tempo no rádio do avião conversando com Adriane,
que estava no Brasil. Quando acabava, me devolvia o microfone e eu sempre dizia
‘sei ver um cara apaixonado’, ele ria. Não acredito que Adriane Galisteu fosse
a pessoa com quem a família queria vê-lo”, opinou.
A história com Xuxa não foi muito lembrada
durante o programa. Betine Assumpção disse que Ayrton pouco mencionava a
apresentadora. “A única vez que ele falou dela pra mim foi em 1994. Estávamos
no escritório fazendo mil coisas e, em um jornal em cima da mesa, ele viu a
foto da Xuxa e fez um único comentário: ‘Ela continua vivendo a vida nos
jornais’. Não era uma crítica, nem nada. A impressão que eu tenho dos outros
contando é que a Xuxa queria ter uma vida em público e ele não. Tudo que ele
pudesse preservar da privacidade ele fazia. A vida dela era na mídia, exposta.
Ele não gostava”, contou.
Se essa foi o motivo do término entre os
dois não se sabe, mas a assessora garantiu que a relação dele com a imprensa
era conflituosa. “Ele falava besteira, a relação era
meio drástica. Se alguém publicava algo que ele não gostava, ele ficava brabo, queria tomar satisfação. Ele achava que ia ter uma relação de discutir as coisas, sabe? Quando comecei a trabalhar com ele, Ayrton já tinha tido experiências ruins. Ele me dizia que ia falar algo e eu respondia: ‘você quer saber a minha opinião ou ouvir o que você quer?’”, relembrou.
meio drástica. Se alguém publicava algo que ele não gostava, ele ficava brabo, queria tomar satisfação. Ele achava que ia ter uma relação de discutir as coisas, sabe? Quando comecei a trabalhar com ele, Ayrton já tinha tido experiências ruins. Ele me dizia que ia falar algo e eu respondia: ‘você quer saber a minha opinião ou ouvir o que você quer?’”, relembrou.
Ao lado de Reginaldo Leme, Galvão Bueno
recordou outro fato marcante da vida do piloto: o convite para a Ferrari. “Ele
ia fechar com a Williams e a Ferrari estava atrás dele. Mesmo sabendo, ele
disse que só iria depois que ganhasse dois títulos mundiais. Ele estava há dois
anos sem ganhar campeonato e disse que não tinha o direito de passar mais um
sem ganhar. Acabou que o Schumacher foi campeão no carro que a Ferrari ia dar
para o Ayrton”, lamentou o narrador.
FONTE PESQUISADA
KUPERMAN, Karina. Ex-assessora de Ayrton
Senna relembra passado e fala das relações pessoais do piloto em programa de
televisão. Disponível em: <http://www.heloisatolipan.com.br/toliblog/ex-assessora-de-ayrton-senna-relembra-passado-e-fala-das-relacoes-pessoais-do-piloto-em-programa-de-televisao/>.
Acesso em: 10 de fevereiro 2016.
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