quinta-feira, 19 de maio de 2016

"Ayrton Era Triste e Adriane o Deixou Mais Feliz" - Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha

Revista Isto é, edição 1522, 02 de dezembro de 1998
Matéria da jornalista Marta Goés

Print retirado da revista “Isto é”, edição 1522

"Ayrton era triste e ela o deixou mais contente", Antônio Carlos de Almeida Braga

Amigos generosos a ajudaram. Um deles foi o empresário Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, sócio do grupo Icatu, que tinha veneração por Ayrton Senna e se encarregou dos primeiros socorros afetivos e financeiros a Adriane. "Não fiz mais do que a minha obrigação, já que Adriane estava muito desamparada e fez muito bem ao Ayrton", ele disse por telefone, na semana passada, das Bahamas. "Ele era um sujeito formidável, mas triste. E depois que conheceu Adriane ficou muito mais alegre", recorda. Outro porto seguro foi a mãe, dona Ema. Ela viu pela televisão Adriane desembarcar com os Braga para o funeral. Não podia deixar o filho para ir ao seu encontro, mas fez chegar às mãos de Adriane um bilhete que ela ainda guarda: "Filha querida, eu daria um pedaço de mim para não vê-la nesse estado (...) Lembre que você foi muito feliz ao lado dele. Agora está doendo muito mas a lembrança do amor vai ficar."

Print retirado da revista “Isto é”, edição 1522


O ex-banqueiro Braguinha, amigo íntimo de Ayrton Senna, disse que Ayrton era triste e Adriane o deixou feliz

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Livro Ayrton Senna do Brasil, autor Francisco Santos  jornalista português 

Conselhos para conquistar a alegria

Como simples amigo que fui nos últimos dez anos de vida do Ayrton acho que o talento natural que ele desde cedo mostrou que tinha só era superado por um monumental esforço, um dedicação quase sem limites ao trabalho duro e à compreensão de tudo que se relacionasse com a máquina que ele dirigia.

As pessoas talentosas, em geral, não são tão dedicadas, enquanto as esforçadas, muitas vezes tentam superar a falta de jeito. Ele era diferente, mesmo.

No entanto, cobrei dele muitas vezes uma melhor relação com a vida e com os outros. Apesar de brincalhão dentro de um círculo muito restrito de amigos, ele era uma pessoa em geral tensa e pouco à vontade com estranhos. Nas nossas conversas cara a cara, insistia com ele que era fundametal gozar a vida, aproveitar a popularidade, viver o sucesso com mais prazer. Eu dava-lhe o exemplo do Emerson (Fittipaldi), que atendia a imprensa e os fãs com muita paciência e com humor. Em resumo, aconselhava o Ayrton a tentar ser um pouco mais feliz. Uma pessoa como ele, tão jovem e que já tinha conseguido ter tanto sucesso, tinha tudo para ser mais alegre. Acho que no último ano ele conseguiu isto, sem perder nada do seu lado profissional.

Duas semanas antes do acidente, em Paris, onde estivémos assistindo ao jogo Brasil X Paris St. Germain, notei o quanto ele ficou encantado ao ser aplaudido como um verdadeiro ídolo na terra do seu maior adversário.

António Carlos de Almeida Braga

Print retirado do livro "Ayrton Senna do Brasil" de 1994


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Adriane Galisteu foi humilhada, rejeitada e abandonada pela família de seu amado



Após a morte de Ayrton Senna, Adriane Galisteu foi abandonada pela família dele. Ela encontrou conforto e proteção na família Braga: Braguinha, Luiza e as filhas do casal. Braguinha foi grande amigo de Ayrton Senna. Depois do sepultamento de Ayrton, ela foi para uma fazenda da família Braga em Campinas/SP, onde passou uns dias junto a mãe Ema Galisteu e de lá para a Quinta da Penalva, Sintra/Portugal.

"Faz 15 anos que Ayrton (Senna) morreu, e aquele primeiro ano que passei aqui (Portugal), depois da morte dele, me marcou muito. Portugal é um lugar muito especial para mim. Na época mais difícil de minha vida, em que não tinha nada, o país me acolheu. Sou muito grata a tudo o que aconteceu aqui. Especialmente a Carlos de Almeida Braga (empresário, 83, conhecido por Braguinha), que me deixou morar de favor na casa dele em Sintra naquela época e me apresentou a pessoas maravilhosas." - Adriane Galisteu (Revista Contigo, 2009)



Adriane Galisteu na casa do amigo Braguinha em Portugal – onde estava morando de favor – folheando uma revista com fotos suas e de seu amado Ayrton Senna, após a morte do piloto. 


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Pai de Ayrton Senna Não Gostou do Apoio de Braguinha a Adriane Galisteu


Milton da Silva, o pai de Ayrton Senna

ESTADO DE SÃO PAULO 17 DE JUNHO DE 1994

Apoio Irrestrito
Por Cesar Giobbi


Adriane Galisteu esta sendo esperada no final do mês em Portugal. Ela vai ficar na propriedade da família Braga em Sintra. E aproveita para decidir se aceita ou não ser representante da Marca Guess? no Brasil.

Quem não gosta nada do apoio de Antônio Carlos de Almeida Braga a Adriane é o patriarca Milton da Silva, pai de Ayrton Senna, que já comunicou sua contrariedade via embratel (Telefone).

Braguinha, contam os frequentadores de sua casa, não entende o porquê do casal Senna da Silva andar fazendo tanta campanha contra a menina. Acha o caráter da moça impecável.

A matéria do Jornal

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Adriane Galisteu, Ayrton Senna e Braga no Grande Prêmio de Mônaco em 1993


Fotos Senna e Braga




Braga hoje! Neste ano de 2016 ele fará 90 anos.


FONTES PESQUISADAS

GÓES, Marta. Cara e Coragem. Isto é, São Paulo, edição 1522, p. 72 - 78. 02 de dezembro 1998.

SANTOS, Francisco. Ayrton Senna do Brasil. 4ª Edição. São Paulo: EDIPROMO, novembro 1994.

Revista Contigo 2009

GIOBBI, César. Apoio Irrestrito. O Estado de São Paulo, São Paulo, 17 de junho 1994. Cad. 2, p. 74.



 




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