Senna em Imola 1994
A coluna de direção quebrou, o que deixou o carro incontrolável, causando o acidente.
A fadiga poderia ter sido detectada com antecedência? Toda vez que um carro de Fórmula 1 termina uma competição é submetido a testes destinados a detectar fadiga do material. Um dos exames é o de magnetoscopia, que se aplica sobretudo a partes como componentes da suspensão, mas ninguém costuma fazer passar por ele a coluna de direção. A outra possibilidade seria examinar o veículo inteiro com equipamento de ultrassom, o mesmo utilizado em aviões quando há suspeita de fadiga de material. Lendo as declarações de Senna nos dias que precederam o acidente, os técnicos que participaram da comissão de investigação disseram que o piloto havia detectado algo errado, mas não soube determinar a causa. Senna falava de vibrações estranhas no carro e perdera um bom tempo ajustando suspensão e jogo de pneus. "No caso de fadiga em estado tão avançado, era essa vibração que ele sentia na mão, ao pegar o volante", diz um técnico.
FONTE: Revista Veja, 03 de maio de 1995
Senna conversa com engenheiros da Williams 1994


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