segunda-feira, 3 de junho de 2013
A HISTÓRIA DE UM HOMEM QUE NÃO ACEITAVA PERDER
A emocionante trajetória de Ayrton Senna parecia estar escrita. Desde sua infância, o tricampeão mundial dava sinais de que era um predestinado e impressionava a todos ao demostrar o quanto amava a velocidade. Beco, como era conhecido nas pistas de kart, tinha dez anos quando arrancou risos da professora ao lhe entregar uma redação na qual se apresentava como futuro piloto de Fórmula 1. A tia da escola estava enganada: não era fantasia de criança. Seu pai, Milton da Silva, teve sensibilidade para perceber isso e foi o primeiro a incentivar o jovem Ayrton a se tornar um vencedor. Deu-lhe o primeiro kart construído em sua metalúrgica. Após vencer sua primeira corrida de Kart em 1º de julho de 1973, Senna não parou mais. Não lhe bastava o invejável currículo de vitórias no kart, na fórmula Ford 2000 e na Fórmula 3.
A F1, seu maior sonho, tinha de ser o principal palco. Ali se transformaria no melhor piloto de todos os tempos.
A primeira máquina de Fórmula 1 que Senna pilotou, em 1983, era uma Williams bem semelhante a última que guiou no GP de San Marino. Em dez anos de carreira, foi o carro que mais lhe despertou ambição. Aliás, esse era um sentimento que emergia em sua personalidade singular, marcada ainda pela firmeza de caráter. Mas foi a ambição que apagou a palavra limite de seu vocabulário. "Preciso sempre refazê-los. Quando os alcanço, quero logo superá-los", dizia ele. A vontade de ganhar levava a correr riscos friamente calculados nas curvas mais vertiginosas. Tal obstinação por vitórias acabou lhe dando uma coleção de rivais. Desafiou em 1989 o poderoso Jean-Marie Balestre, presidente da Fisa até 93, por denunciar fraudes no campeonato. Foi chamado de homossexual em bate-boca como rival Nelson Piquet, também tricampeão, e levou um soco do leão Nigel Mansell em 1987, após uma sucessão de confusões dentro das pistas. Seu grande inimigo de corridas, foi porém, o francês Alain Prost. Ambos se tornaram adversários quando pertenciam à equipe da McLaren. A guerra continuou quando prost vetou a entrada de Senna na Williams.
Pouco antes da morte do piloto brasileiro, Prost e Senna apertaram as mãos.
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