quinta-feira, 6 de junho de 2013

CAMINHO DAS BORBOLETAS - Adriane Galisteu é apresentada aos amigos de Ayrton Senna


Da praia, Norio disparava seus cliques incansáveis. Uma multidão aportou por lá, à noite. Gente para ficar, gente só de passagem. O proverbial estilo recatado de Ayrton não economizava gentileza quando se tratava de receber os amigos. O QG da animação era o salão de jogos, que ficava num plano um pouco mais alto em relação ao casarão principal. Sinuca, pebolim, pingue-pongue, um telão magnífico, com videolaser, sofás tão aconchegantes como colo de mãe, mesas para a gente escorar o pé -  muito conforto numa atmosfera de descontração praiana. Eu cheguei num vestidinho branco, tênis branco, cabelo molhado do banho, cara limpa. Estava queimada de sol. Estava feliz e me sentia bonita. Fazia tempo que eu não me dava o direito de viver impunemente, de um jeito tão leve, tão gostoso, esse sentimento.
- Você toma o quê? - ele se achegou, gentil. - Não bebo nada. Coca-Cola, talvez.
- Eu a acompanho.
Não só na bebida. Foi me conduzindo pelo salão, apresentando-me um a um de seus amigos. "Meu irmão, Leonardo" - e ele me estendeu a mão. "Esse aqui é o Jaça"  - e eu, meio sem graça, "já conheço". Galera animadinha, divertida. Jogamos pebolim, eu e ele. Vi que não era meu esporte. Ele se divertia à minha custa. Vamos dançar, vamos dançar. Dançamos. Horas a fio. Carinho nos gestos e nas palavras. Beijinho de tchau. Até amanhã.


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