Eu passava por um período de grande confusão na minha vida.
Aquele dia magnífico em Angra, o sol, o mar, o cenário, as pessoas, tudo aquilo
me fazia esquecer passado, presente, futuro. Vivia o momento - era o que
importava. Escorrendo de suor, branquelo que só ele, de short e carregado de
máquinas, Norio fotografava sem parar. Ouvi um clique quando, no final da
tarde, na lancha, voltando do Saco do Céu, Ayrton me surpreendeu com uma
prolongada carícia no cabelo - e, logo, um beijo. É possível que, sensível
que é, Norio tenha retratado também a felicidade que minha alma buscava
inutilmente esconder.

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