sexta-feira, 7 de junho de 2013

CAMINHO DAS BORBOLETAS - A imprensa marrom




Hoje entendo mais do que nunca. No dia seguinte ao tetra do Brasil, fui festejar com um grupo de amigos na Praça Luís de Camões, em Cascais, aqui pertinho de onde me hospedei. Ninguém tanto como eu torceu e se contorceu pela vitória. Num vídeo gravado pela Globo, os futuros tetracampeões dedicavam a Copa a Senna. Eu festejei. Uma jornalista rancorosa, com quem eu já tinha tido um bate-boca, me chamou de "viúva alegre". Um jornal carioca que já foi sério reproduziu, sem me ouvir. Enfim, mais uma lição de bom jornalismo e de integridade de caráter. Às tantas, dizia a reportagem que eu usava um short cavado e mostrava uma felicidade excessiva.
A abaixo-assinada "viúva alegre" usava jeans e casaco de moletom. Era tarde da noite e o verão de Sintra tem seus momentos de Alasca. E, aos 21 anos, sinto-me dona do direito de me vestir como quiser. As aparências nem sempre exprimem o que se passa nas profundezas do espírito. Se tem coisa que exijo, hoje, é que respeitem  a minha dor.


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