quinta-feira, 6 de junho de 2013

CAMINHO DAS BORBOLETAS - O carinho entre Adriane Galisteu e Ayrton Senna


Numa dessas fugas estratégicas, a dois, fomos de jet ski até a praia dos Macacos. Caminhamos de mãos dadas, acobertados pela natureza selvagem. Foi sempre assim o nosso amor: algumas palavras essenciais e muito silêncio. Os gestos, os toques, os olhares tinham a equivalência carinhosa de um dicionário de verbetes românticos. Ele continuou a caminhar, enquanto eu me esticava numa canga preta, com estampas de Bali. Ele parou e veio deitar-se a meu lado. Espremidinhos naquele pedaço de pano, sem trocar palavras, adormecemos. Se alguém passasse por perto não haveria de acreditar que um sono plácido embalava, numa tarde de sol, o tricampeão de velocidade - um homem sobressaltado pela obrigação do desempenho e da vitória. Ele dormiu, eu dormi - duas, três horas. Quando despertamos, Vênus já brilhava e a noite começava  a dominar o céu.
Ele abriu o olho:
- Viajei... Você me fez viajar, com seu peso-pena em cima de mim.

Pode haver imagem mais bonita para guardar na memória?

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