quinta-feira, 6 de junho de 2013

CAMINHO DAS BORBOLETAS - Os lugares que Ayrton Senna e Adriane Galisteu moraram juntos


Saí dali, no começo da tarde, no helicóptero dele até o aeroporto de Angra. De lá, peguei o avião. Tinha um desfile em São Paulo. Não importava o que aconteceria a partir dali. Importava o que tinha acontecido.
Angra passou a ser minha casa - nossa casa. Compartilhei com ele vários lares. Moramos juntos no apartamento da Rua Paraguai, em São Paulo. Dividimos, certas noites, quarto e cama na casa dos pais dele, no Pacaembu, onde a Zaza me acolhia como uma filha e dava colo a muitas das minhas ingênuas confidências de menina de 20 anos. Estivemos juntos no apartamento de Mônaco, antes do GP de 1993. Viajamos pela Europa e pelo Oriente. Freqüentamos por longos períodos a fazenda Dois Lagos, em Tatuí, no interior de São Paulo, com toda a família, senhor Milton, a Zaza - ela já não me perdoaria a formalidade de um "dona Neide" -, o Leozinho, a Viviane, o marido dela, Lalli, os sobrinhos Bia, Paulinha e Bruno, o Fábio Machado, primo como se fosse um irmão, com a mulher, Nice, e os filhos Fábio, Fabiana e Fábia. Em Portugal, vivemos na casa do Algarve assim como passamos momentos inesquecíveis nesta quinta de Sintra, neste anexo que passará à posteridade como "Casa do Ayrton" - aqui onde hoje cada detalhe me dá conta de sua ausência, no silêncio de nosso quarto fechado, isso mesmo,  trancado a sete chaves, já que eu, covarde, nunca mais quis olhar o cenário de tão doloridas recordações.


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