Em março passado, poucos dias depois de ter amargado uma frustrante estréia pela Williams no GP do Brasil em Ingerlagos, Ayrton Senna deu a volta por cima promovendo um grande show para mostrar seu último empreendimento: a comercialização, pela Senna Import, dos sofisticados carros Audi, da Volkswagen alemã. O show trouxe 2 mil convidados VIP ao aeroporto de Cumbica (SP), com direito a participação de Jô Soares e a um grande espetáculo pirotécnico. Esse show, de certa forma, foi a coroação da atividade empresarial que o piloto desenvolvia fora das pistas. Como na F1, Senna pilotava seus negócios com rara destreza: só em 1993, suas empresas movimentaram US$ 50 milhões.
Uma holding, a Ayrton Senna Promoções e Empreendimentos (Aspe), dirigida pelo pai Milton da Silva, o irmão Leonardo e o primo Fábio, controla as empresas do grupo. A primeira e principal é a Ayrton Senna Licensing (ASL), criada para comercializar a imagem do piloto. Aliás, a menina dos olhos de Senna era a revista em quadrinos “Senninha e sua turma”, em que o personagem principal é um garoto de 8 anos inspirado no piloto. A revista saiu em março com uma tiragem de 150 mil exemplares e deveria ser lançada no Japão. A ASL é responsável também pelo barco Senna 417 Sport Cruiser – à venda por US$200 mil – e por um videogame protagonizado pelo piloto que já vendeu 800 mil cartuchos. Em 1993, o piltoo se associou à italiana De Longhi num negócio de importação de eletrodomésticos. No mesmo ano, Senna comprou uma concessionária de veículos Ford, em São Paulo. A morte do piloto pode jogar uma ducha de água fria num ambicioso projeto do grupo italiano Cagiva/Ducati, que planejava para o segundo semestre deste ano o lançamento de uma supermoto de 1.000 cilindradas. Seu nome: Senna.
Senna em uma Ducati 1991


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