Angra, lá vou eu. Pela primeira vez, eu saía de casa a
passeio, não a trabalho. Na minha confusão momentânea, embaralhava-se a crise
conjugal com delírios profissionais - ir para Hong Kong, por exemplo, de
onde um amigo meu, também modelo, Sérgio Finetto, me acenava com perspectivas
de um mercado em expansão. Dei até um passo concreto: indicada pela Elite,
posei para a Playboy. No Guarujá - uma marina e um barco maravilhosos. O cachê
pagaria a passagem e os primeiros tempos de adaptação no Oriente. Cheguei a
comentar com o Ayrton, a caminho do heliporto. A reviravolta que aquela viagem
nem bem iniciada produziria na minha vida impediu que as fotos de Playboy
fossem publicadas.

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