- Não posso acreditar, Luiza. Ele não me deixou. Ele não fez
isso comigo. Ele sabe que não pode fazer. Sabe que não tem por que me deixar
aqui sozinha. Sabe que é muito especial para mim.
- Eu sei, eu sei - ela chorava e me consolava. -
Então, não me põe naquele quarto.
O nosso quarto, eu queria dizer. Luiza, solícita:
- Não, Adriane, você vai dormir na casa grande, aqui em
cima, bem ao meu lado. Mas nem assim: tudo me fazia lembrá-lo. Ainda
outro dia, tínhamos jantado naquela sala. Tínhamos rido, conversado, feito
planos com nossos adoráveis anfitriões. Minha cabeça rodava. Agora que eu
topava de frente com a tragédia, fazia questão de encará-la. Ayrton me disse,
uma vez: "Dri, o fraco não vai a lugar nenhum".
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