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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Irvine descarta culpa por troca de socos com Senna no GP do Japão de 1993: “Ele só queria um motivo”


Eddie Irvine estreou na F1 já se desentendo com Ayrton Senna. No GP do Japão de 1993, o britânico tentou ‘tirar’ volta duas vezes, fazendo o brasileiro, líder, perder tempo. Senna se irritou e, após a corrida, deu um soco em Irvine durante discussão

WARM UP / REDAÇÃO GP, DE BERLIM

grandepremio.com.br
28/01/2019 06:43



Eddie Irvine teve uma estreia das mais agitadas na Fórmula 1 – no GP do Japão de 1993, o britânico terminou em sexto e chamou atenção do paddock. Mas o ponto mais marcante viria depois: acusado por Ayrton Senna de não abrir caminho enquanto levava volta, Irvine se viu em uma briga que incluiu gritos e socos. Agora, 26 anos depois, Eddie avalia: Ayrton “só queria um motivo” para arranjar uma briga.

Senna e Irvine começaram a se estranhar ainda nos treinos livres, quando o brasileiro reclamou de ser atrapalhado em voltas rápidas. Na corrida, Eddie ‘tirou’ volta de Senna em duas oportunidades, custando tempo de volta ao brasileiro, então líder e futuro vencedor do GP. Ayrton se sentiu prejudicado injustamente e deu um soco em Eddie durante discussão esquentada.

“Isso ofuscou minha estreia incrível, porque era a única coisa que as pessoas falavam”, disse Irvine, entrevistado pela ‘BBC’. “Eu fiquei pensando ‘poxa, eu terminei em sexto na minha estreia com uma Jordan, que basicamente não tinha pontuado o ano inteiro’. Eu nunca abaixei a cabeça para outras pessoas, nem nunca vou fazer. Acho que é por isso que essa situação foi tão longe. Eu sempre estou pronto para um desafio, sempre pronto para fazer diferente. Nunca estive conformado. Quando o Senna tentou me colocar no meu lugar me bloqueando [nos treinos livres], eu simplesmente fui lá e o bloqueei de volta na volta seguinte”, recordou.


“Eu não me importo com quem quer que você seja. Eu estou lá por mim, você está lá por você. Não tente me intimidar porque isso não vai funcionar. Mandei essa mensagem bem clara e ele ficou muito irritado. Depois fiz o que fiz na corrida, que foi a coisa certa. Damon Hill bloqueou o Senna, na verdade. Não fui eu, mas as coisas que aconteceram antes o deixaram tão enfurecido que eu acho que ele só queria uma desculpa [para brigar]. Eu não coloquei o rabinho entre as pernas, então no domingo ele tentou jogar a culpa em mim, sendo que era do Damon”, ponderou.

Senna quis que Irvine fosse punido pelos comissários, o que não aconteceu. Na corrida seguinte, o GP da Austrália, o brasileiro reconheceu que “nada justifica bater em alguém”, mas ainda alegando que o rival não agiu corretamente na pista.

Apesar do início de carreira conturbado, Irvine se consolidou como um bom piloto da F1. Competindo até 2002, o piloto teve como ponto alto o vice em 1999, sendo derrotado por pouco por Mika Häkkinen.






FONTE PESQUISADA

GRANDE PRÊMIO - Irvine descarta culpa por troca de socos com Senna no GP do Japão de 1993: “Ele só queria um motivo”. Disponível em: https://www.grandepremio.com.br/f1/noticias/irvine-descarta-culpa-por-troca-de-socos-com-senna-no-gp-do-japao-de-1993-ele-so-queria-um-motivo>. Acesso em: 29 de janeiro 2018.

domingo, 1 de abril de 2018

O Momento Mais Tenso da Relação Entre Ayrton Senna e Nelson Piquet

Há 30 anos, a Fórmula 1 se reunia para a abertura de mais uma temporada no Rio de Janeiro, semanas depois de uma bombástica troca de farpas envolvendo os ídolos brasileiros


O momento mais tenso da relação entre Ayrton Senna e Nelson Piquet
Por Fred Sabino, Rio de Janeiro

F1 Memória - GE globoesporte.globo.com
01/04/2018 07h00  Atualizado há 30 minutos

O começo de abril de 1988 marcou o primeiro fim de semana da temporada da Fórmula 1, no Rio de Janeiro. Dentro da pista, existia a expectativa para a estreia do tricampeão Nelson Piquet pela Lotus e também pela primeira corrida de Ayrton Senna como piloto da McLaren. Mas, há 30 anos, o que se falava mesmo nos bastidores era o mais conturbado momento na sempre tensa relação entre os dois ídolos do automobilismo brasileiro.

No dia 7 de março, quando ainda eram realizados os saudosos testes coletivos de verão no Rio de Janeiro, Senna deu entrevista ao "Jornal do Brasil" e fez uma provocação a Piquet. Quando o repórter Sérgio Rodrigues perguntou o motivo de Senna estar tanto tempo sem falar com a imprensa, o futuro tricampeão respondeu:

- Eu tinha que dar aos outros uma chance de aparecer um pouco. Afinal, não fazia sentido o cara ser tricampeão e eu continuar sendo assunto. Já que ninguém gosta muito dele, o único jeito era eu sumir para que ele pudesse aparecer um pouco.

Lotus-Honda de Nelson Piquet na temporada 1988 da Fórmula 1 (Foto: Getty Images) 

Embora Senna tenha deixado claro que era uma brincadeira, e a própria reportagem tenha destacado isso, afirmando que Ayrton até queria superar a rixa com Piquet, a manchete "Senna diz que sumiu para Piquet aparecer" teve resposta.

Nelson Piquet, cujo nome passava a batizar o Autódromo de Jacarepaguá, leu a matéria e chamou o jornalista Eloir Maciel para responder a Senna. A reportagem de título "Piquet reabre guerra particular com Senna" continha uma declaração que caiu como uma bomba:

- Senna estava desaparecido por esses meses não foi para me deixar aparecer. Foi para não ter de explicar à imprensa brasileira por que não gosta de mulher.

Ayrton, que já havia sido casado com Lílian de Vasconcellos e namorava na época Adriane Yamin, sem contar outros relacionamentos com modelos famosas da época [o jornalista se refere a Ayrton ter tido relacionamento com Yamin e outras mulheres ao mesmo tempo], ficou furioso. Chegou a querer partir para o box da Lotus e brigar com Piquet no autódromo de Jacarepaguá, mas acabou convencido a se acalmar, pois um confronto poderia render alguma punição antes ou durante o GP do Brasil, que seria disputado dia 3 de abril.


Largada do Grande Prêmio do Brasil de 1988, em Jacarepaguá (Foto: Getty Images)

Senna ameaçou entrar na Justiça contra Piquet, que foi convocado para esclarecimentos. Nelson, que no dia seguinte ao estouro da declaração chegara a confirmá-la, depois minimizou o caso, e o advogado Geraldo Gordilho alegou que houve uma interpretação equivocada do que havia sido dito. No âmbito judicial, a questão não prosseguiu e, enfim, os dois passaram a se concentrar em acelerar seus carros.

Com o brilhante modelo MP4/4 e o poderosíssimo motor Honda, que venceria 15 das 16 corridas daquele ano, Senna marcou a pole position em sua estreia pela McLaren, 1s991 mais rápido do que o quinto colocado Piquet, já enfrentando dificuldades com o péssimo chassis projetado por Gerard Ducarouge para a Lotus.

No fim da volta de apresentação, Senna ergueu os braços com problemas no câmbio da McLaren, e a largada foi abortada. Ayrton trocou de carro, o que era proibido pelo regulamento, e fez uma furiosa recuperação até subir do 21º ao quinto lugar em 16 voltas. Foi quando ele chegou em Piquet. A tensão chegava até a Galvão Bueno e Reginaldo Leme na cabine da Globo.

Piquet pilota Lotus-Honda na abertura da temporada de 1988 (Foto: Getty Images) 

- Agora é a hora da serenidade, porque sem dúvida o Senna vai chegar muito rápido no Piquet - disse Reginaldo.

- Foram muitas discussões, muitos problemas entre os dois brasileiros nas semanas que antecederam o grande prêmio. Como disse o Reginaldo, é hora da serenidade de parte a parte, essa é a nossa torcida. São dois grandes pilotos do Brasil brigando por uma posição - completou Galvão.

Na pista nem houve briga. Com muito mais carro, Senna engoliu Piquet no retão e assumiu o quarto lugar. Em mais dez voltas, Ayrton chegou à segunda posição, mas foi desclassificado por ter trocado de carro. Sem condições de brigar pela vitória, Nelson conduziu sua Lotus ao terceiro lugar, a 1m08s581 do vencedor Alain Prost.

Senna durante os treinos para o GP do Brasil de 1988, no Rio (Foto: Getty Images) 

No fim das contas, Senna conquistou seu primeiro título mundial, depois de vencer oito corridas e fazer 13 poles. Já Piquet, que se arrastou durante o ano com sua Lotus e os crônicos problemas de torção do chassis, não venceu na temporada, e foi apenas o sexto colocado, com suados três pódios.

Nos anos seguintes, o tom das declarações de ambos diminuiu, mas eles nunca chegaram a ser amigos. Em 1992, Ayrton gravou uma mensagem para Nelson, que se recuperava de um gravíssimo acidente nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. Dois anos depois, Piquet demonstrou muito abatimento com a morte do antigo rival.

- Várias vezes eu me peguei imaginando que quando os dois parassem de correr poderiam ter do lado de cá das pistas, porque um respeitava muito o talento do outro. E a minha esperança é de que com o tempo, todo esse passado fosse esquecido - disse Reginaldo Leme em um episódio do quadro Histórias da F1, em 2016.



FONTE PESQUISADA

SABINO, Fred. O momento mais tenso da relação entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2018/04/01/o-momento-mais-tenso-da-relacao-entre-ayrton-senna-e-nelson-piquet.ghtml>. Acesso em: 01 de abril 2018.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Jackie Stewart Fala Sobre a Famosa e Polêmica Entrevista Que Fez Com Ayrton Senna em 1990

[Série VIP] Jackie Stewart fala sobre Senna, Brasil e Fittipaldi

Em primeiro episódio da nossa série sobre automobilismo, o garoto propaganda da Heineken na F-1 veio ao Brasil e conversou com exclusividade para a VIP

Por Rodrigo França
30 nov 2017, 18h44

(Reprodução/YouTube/Fonte padrão)
  
Tricampeão do mundo de Fórmula 1, ex-chefe de equipe na principal categoria do automobilismo e sempre preocupado com a segurança dos pilotos.

Esse é Sir Jackie Stewart, escocês de 78 anos e uma das lendas do esporte a motor — às vésperas do GP Brasil de F-1, o britânico conversou com exclusividade com a VIP.

Depois de tanto tempo vivendo de corridas, algo que era impensável para muitos dos pilotos de sua época, nos anos 1960 e 1970 (os mais mortais da F-1), hoje Jackie vem aos GPs como “garoto propaganda” da Heineken, promovendo uma campanha de slogan conhecido – nunca beber antes de dirigir.

Não por acaso, a segurança sempre foi o tema central do papo com Jackie Stewart e um dos episódios mais curiosos sobre isso aconteceu em uma entrevista que ele fez com Ayrton Senna em 1990, logo após o piloto brasileiro tocar com Alain Prost na decisão do título mundial no Japão conquistado por Senna.



Foi uma espécie de troco pelo toque em 1989, quando o francês ficou com o título. Jackie discordou da atitude de Senna na pista e teve que ouvir a seguinte resposta do piloto brasileiro: ‘If you no longer go for a gap that exist, you no longer a racing driver’ (Se você não aproveitar o pequeno espaço que existe, você não vai durar muito como piloto de corrida).

Ao lembrar dessa entrevista com Senna, o escocês foi bem pensativo.

“Ele cometeu um erro, um erro de julgamento. Era um campeão mundial e ele sabia o que ele estava fazendo. Eu fui o único a dizer a ele que eu acreditava que ele havia feito intencionalmente (de tocar em Prost na largada) e ele rebateu. Disse que nunca mais falaria comigo de novo. Isso durou dois anos, até que uma noite ele me ligou e disse ‘Jackie, eu sei que eu disse que não falaria com você de novo, mas eu preciso te dizer algo sobre segurança em corridas: eu realmente sinto muito por aquilo. Podemos ser amigos agora?’ E eu disse ‘claro’. Naquela mesma noite nós nos encontramos no hotel e passamos 2h30 conversando sobre como um verdadeiro campeão deve prezar pela segurança e o Ayrton mostrou que se importava com isso”, disse Jackie.

Nas pistas, Stewart perdeu vários amigos e colegas de profissão. Para ele, seu grande ano de terror foi em 1968, quando houve a inaceitável média de morte de um piloto por mês: “Jim Clark em abril, Mike Spence em maio, Ludovico Scarfiotti em junho e Jo Schlesser em julho, tudo em quatro meses consecutivos. Isso era ridículo e teve que mudar! As pistas não eram seguras, não havia suporte médico com ambulâncias, nem bombeiros, os carros eram frágeis, as áreas de escape não existiam, então eram pistas perigosas. Hoje nós temos um esquema de segurança muito fantástico. Mesmo assim, é sempre preciso estar atento para o que pode acontecer, sempre será um esporte perigoso e isso está escrito na parte de trás do ingresso (para entrar na F-1).

Confira a primeira parte da entrevista



FONTE PESQUISADA

FRANÇA, Rodrigo. [Série VIP] Jackie Stewart fala sobre Senna, Brasil e Fittipaldi. Disponível em: <https://vip.abril.com.br/carros-motos/serie-vip-jackie-stewart-fala-sobre-senna-brasil-e-fittipaldi/>. Acesso em: 30 de novembro 2017.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sutton e Senna Cortam Relações Por Causa de Direitos Sobre Fotos

Segundo livro, Senna rompeu relação de amizade e trabalho com o inglês após ter sido enganado por ele


Sutton e Senna em 1981, depois de um jantar na Dinamarca para comemorar os bons frutos da parceria, no início de suas carreiras, como fotógrafo automobilístico e piloto automobilístico respectivamente. Amigos e parceiros no princípio, a amizade foi desfeita após traição por parte do fotógrafo inglês.


A seguir, trechos extraídos do livro "Fatal Weekend", lançado em novembro de 2015, escrito pelo jornalista britânico Tom Rubython:


TRADUÇÃO LIVRE


Senna era muito compreensivo com todos os jornalistas e fotógrafos que se aproximavam dele pelo caminho a exceção de um: Keith Sutton, um fotógrafo, que havia sido um assessor de relações públicas não oficial de Senna, quando ele veio pela primeira vez para a Inglaterra em 1981. Eles romperam relações quando Sutton relutou em dar acesso a Senna a todas as fotografias que tinha tirado dele como uma jovem promessa do automobilismo, mesmo que Senna lhe tenha pago por elas na época

A partir desse dia, Senna quase não trocou mais nenhuma palavra com Sutton e não gostava quando ele tirava fotos suas. Ele nunca esqueceu o que viu como uma traição. Depois que Senna morreu, Sutton lucrou com elas através de livros e exposições. Ele se tornou o fotógrafo de referência para fotografias do início da carreira de Senna no automobilismo - todas vendidas a taxas consideráveis.

Senna depois empregou o fotógrafo japonês Norio Koike para fazer esse trabalho e supostamente pagou a ele US$ 350,000 por ano para segui-lo ao redor capturando sua vida. Mas ele assegurou-se de que possuía os direitos autorais das fotos. Koike posteriormente tirou algumas fotos extraordinárias, encantando Senna para o resto de sua vida. Supostamente existem mais de 40.000 fotografias tiradas por Koike nos arquivos da Fundação Ayrton Senna.

O japonês Norio Koike se tornou o fotógrafo oficial de Ayrton Senna depois do piloto se decepcionar com Keith Sutton

No fim de 1993, Senna contratou outro fotógrafo para acompanhá-lo dentro e fora das pistas, o talentoso e famoso fotógrafo italiano, Gianni Giansantti, falecido em 2009. É de sua autoria, inclusive, o ensaio romântico de Ayrton Senna e Adriane Galisteu na fazenda do piloto, em Tatuí, São Paulo.



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Norio Koike, nascido no Japão era um fotógrafo de imprensa (repórter fotográfico) da Fórmula 1 antes de ir trabalhar exclusivamente para Ayrton Senna em 1985. Ele assumiu o lugar de Keith Sutton como fotógrafo oficial de Senna após Sutton ser demitido. Koike estava sempre com Senna, dentro e fora das pistas. Conhecido como um profissional introvertido, ele ficava maravilhado (tinha prazer) por cumprir as ordens de seu mestre e tirou mais de 40 mil fotografias de Senna em nove anos, que são agora de propriedade da Fundação Ayrton Senna. Em 1994, ele comprou uma nova Nikon F5. Depois da morte de Senna, ele perdeu a motivação e deu a câmera (a família de Ayrton, assim como as mais 40 mil imagens de Senna).

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Sua relação com os jornalistas estava longe de ser boa. Seus primeiros confidentes, o (jornalista) brasileiro Reginaldo Leme e o fotógrafo Keith Sutton, trabalharam próximos de Senna nos primeiros tempos, mas mais tarde (Senna) se decepcionou (com eles).

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Dennis Rushen, chefe da equipe de Senna na Fórmula Ford 2000, em 1982, e Keith Sutton, posam juntos durante a exposição "Senna: Photographs by Keith Sutton", organizado pelo fotógrafo, em Londres, 2014, nos 20 anos da morte do piloto brasileiro

Martin Brundle, rival de Senna na Fórmula 3, categoria anterior a Fórmula 1, e Keith Sutton, posam juntos durante a exposição "Senna: Photographs by Keith Sutton", organizado pelo fotógrafo, em Londres, 2014, nos 20 anos da morte do piloto brasileiro

Livro com fotos de Senna lançado por Sutton nos 20 anos da morte do piloto (Foto: Keith Sutton / Sutton Images)

Algumas fotos de Ayrton que fizeram parte da exposição "Senna by Sutton", em Londres (Reprodução / Proud Galleries)


IDIOMA ORIGINAL

Senna was very supportive of all the journalists and photographers who had been close to him on the way up with the exception of one: Keith Sutton, a photographer, who had been Senna’s unofficial PR man when he first came to England in 1981. They had fallen out when Sutton was reluctant to give Senna access to all the photographs he had taken of him as a young up-and-coming driver even though Senna had paid him at the time.

From that day, Senna hardly exchanged a word with Sutton and never liked him taking his photograph. He never forgot what he saw as a betrayal. After Senna died, Sutton cashed in on their relationship with books and exhibitions. He became the go-to guy for photographs of Senna’s early career in motor racing – all sold at very handsome fees.

Senna later employed the Japanese photographer Norio Koike to do that job and reportedly paid him $350,0000 a year to follow him around snapping his life. But he made sure he owned the copyright to the photos. Koike subsequently took some extraordinary photos, delighting Senna for the rest of his life. Reputedly there are more than 40,000 photographs taken by Koike in the Ayrton Senna Foundation archives.

Norio Koike, a native of Japan was a Formula One press photographer before going to work exclusively for Ayrton Senna in 1985. He took over from Keith Sutton as Senna’s official photographer after Sutton was fired. Koike went everywhere with Senna, on and off track. Known as an introvert, he was delighted to do his master’s bidding and took over 40,000 photographs of Senna in nine years, which are now the property of the Ayrton Senna Foundation. In 1994, he bought a new Nikon F5. After Senna’s death, he lost motivation and gave the camera away.

His relationship with journalists was far from good. His original confidants, Brazilian Reginaldo Leme and photographer Keith Sutton worked closely with Senna in the early days but later became disillusioned.


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FONTE PESQUISADA

RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Quando Ayrton Senna Deu um Soco no Piloto Eddie Irvine





Quando Ayrton Senna deu um soco no piloto Eddie Irvine
A assessora de imprensa e o piloto Rubens Barrichello lembram de quando o brasileiro socou o piloto irlandês após ser chamado de lento.

Canal Brasil - 27/10/2015










domingo, 27 de setembro de 2015

Jornalista Explica Motivos de Briga Entre Ayrton Senna e Nelson Piquet

Por Márcio Donizete Publicado em 25 de setembro de 2015 às 09:06
torcedores.com


O ano era 1988, pouco depois do tricampeonato do brasileiro Nelson Piquet, da Williams, na Fórmula 1. O compatriota Ayrton Senna, ascendente piloto da Lotus, tinha ficado em terceiro no Mundial anterior e chamado a atenção pela pilotagem arrojada. Por isso, passou a ser os holofotes da imprensa. A situação não foi bem vista por Piquet e desde então ambos começaram a esquentar ainda mais o clima nos bastidores da principal categoria do automobilismo. Quem explica melhor o que ocorreu por trás dos boxes é o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues, ex-Jornal do Brasil.

“Era uma temporada que o Senna estava fazendo a passagem da Lotus para a McLaren, uma passagem decisiva na carreira dele, era um momento muito decisivo para ele. Sabíamos que seria o último título do Nelson, e o Senna, entre o fim da temporada de 1987 e o início da temporada de 1988, desapareceu. Ele se recolheu e não deu entrevista para ninguém. Foi uma coisa combinada, ‘não vou falar'”, declarou Rodrigues ao programa “Ayrton – Retratos e Memórias”,série especial do Canal Brasil, da Globosat.

Depois, antes da primeira prova de 1988, o Grande Prêmio do Brasil, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, Senna reapareceu com Galvão Bueno, já narrador da Globo na época. “Não era dia de treino ainda. Era uma véspera de Grande Prêmio do Brasil e eu perguntei: ‘por que você sumiu por tanto tempo?’. Ele respondeu: ‘eu sumi para o outro lá [Nelson Piquet] aparecer, né, porque ele foi campeão e ninguém quer falar com ele, só querem falar comigo, então sumi para ele aparecer um pouco’. Perguntei a Senna se poderia publicar isso e ele falou que podia. De fato publiquei isso, mas como pé de página, uma brincadeira, e era uma brincadeira”, contou o escritor.

Porém a matéria não foi pé de página, e sim a manchete principal e que rendeu capa do JB. “Jamais seria manchete de página. Saiu como primeira página e foi um sucesso para o jornal, e o Piquet ficou puto Lógico, o cara é campeão do mundo e tiram onda dele na hora que é tricampeão do mundo?”, revelou.

O até então tricampeão jogou mais lenha na fogueira e rebateu, duvidando da sexualidade do rival em outra publicação. “O Piquet chamou o Eloir Maciel, também repórter do JB, que era muito próximo dele, e pediu para que colocasse no jornal que o Senna sumiu porque ele não sabe explicar o porque não gosta de mulher, porque ele é viado, Aí o Eloir: ‘pô, eu não posso publicar isso, está maluco?’. Aí ele: ‘se você não botar isso vou passar para ‘O Globo’. Ninguém queria tomar um furo jornalístico. Liguei para o Senna que a matéria ia sair e queria saber se ele tinha algo a declarar sobre a matéria. E Senna me perguntou: ‘sério que o Piquet falou isso?'”, relatou Rodrigues, que na sequência afirmou que Senna não falaria sobre o assunto até esperar o desfecho.

Crédito da foto: Reprodução



Márcio Donizete é colaborador no Torcedores.com


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A TRÉPLICA 

O que Piquet não sabia era que Senna havia tido um caso rápido com a então esposa dele, antes de os dois casarem

Cavalheiro, Ayrton Senna não usou o fato de ter tido um caso com a mulher de Nelson Piquet para se defender na ocasião, pois Senna não gostava de expor as mulheres que saía quando era solteiro. O tricampeão só responderia a difamação do rival dois anos depois. 

Trecho extraído do livro "Ayrton, o herói revelado":

Coube a Sérgio Rodrigues a tarefa de ligar para Ayrton. Quem atendeu foi o anfitrião Galvão Bueno (Ayrton estava hospedado na casa de Galvão em Búzios):

- O que você quer com ele?

Sérgio contou como seria a manchete com a resposta de Piquet. Galvão gelou e, de acordo com sua lembrança do episódio, reagiu com espanto:

- Cacete, isso vai dar uma cagada filha-da-puta. Becão (apelido de Ayrton), se vira aqui, porque o Sérgio Rodrigues está no telefone dizendo que o Piquet disse que você é veado e que isso vai sair no JB amanhã.

Ayrton pegou o telefone em estado de choque. Sérgio explicou a razão do telefonema:

- Estou te ligando para dizer que a gente está saindo amanhã com uma declaração do Piquet, que ele praticamente obrigou o repórter a reproduzir, dizendo que você não gosta de mulher.

- Eu não acredito que ele fez isso... E vocês vão publicar?

- Olha, vamos publicar. Fui voto vencido. Por isso, quero saber se você quer responder agora.

- Não.

Na lembrança de Galvão, o choro indignado de Senna, ao desligar o telefone, foi imediato. Lúcia, mulher de Galvão, queria vingança. E fez uma sugestão que Ayrton só acabou acatando dois anos depois, na entrevista que deu à jornalista Mônica Bergamo, da Playboy, em agosto de 1990: mandar Piquet perguntar à mulher, Katerine, se ele, Senna, gostava ou não de mulher. Lúcia se referia ao fato de Ayrton ter tido um caso rápido com Katerine. Senna recusou a sugestão.

Na entrevista que deu à Playboy em agosto de 1990, Ayrton chegou a pedir que a repórter Mônica Bergamo desligasse o gravador para fazer um desabafo emocionado sobre o golpe dado por Piquet. Depois, um pouco mais refeito, retomou a entrevista. E Mônica fez uma pergunta sobre o processo aberto na Justiça do Rio:

- "Você o processou por isso. A retratação dele na Justiça foi suficiente?”

- "Irrelevante. Ele negou que tinha dito. Foi tudo um jogo baixo, sujo.”

- "Você namorou a Katerine, atual mulher dele, antes de os dois casarem, não é?”

- "Não a namorei. Mas... eu a conheci.”

- "Conheceu como?”

Ayrton voltou a se emocionar:

- "Eu a conheci como mulher. E curto e grosso. Eu a conheci como mulher.”


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Série mostra estopim da rivalidade entre Senna e Piquet

Você é Sennista ou Piquetista?


Sennistas X Piquetistas



Por: Erick Gabriel, Redator/Repórter
26 de setembro de 2015, às 13:05

Episódio de "Ayrton - Retratos e memórias", exibida no Canal Brasil, relata famosa história de Nelson Piquet falando sobre a sexualidade de Senna em 1988

O automobilismo brasileiro vivia grande fase nos anos 1980. Nunca em período tão curto o país teve campeões mundiais de F1 tão presentes entre a torcida. A penetração de Ayrton Senna e Nelson Piquet em torno dos fãs fez com que se rotulasse os "sennistas" e os "piquetistas", fenômeno que ocorre até hoje em comentários de matérias que envolvam os dois pilotos, principalmente quando o assunto é a comparação entre eles.

O terceiro episódio da série "Ayrton - Retratos e Memórias", produzida pelo biógrafo de Senna, Ernesto Rodrigues e exibida pelo Canal Brasil, vai abordar neste sábado este assunto tão controverso. O que poderia servir de orgulho para qualquer país - ter dois campeões de F1 em tão pouco tempo - acabou dividindo os adeptos de cada um. O mais intrigante desta história, é que o autor do livro e da série sobre Senna, Ernesto Rodrigues, afirma que até antes de se envolver com os projetos, se considerava um "piquetista":

"Sou ex-piquetista, mas não virei sennista. Tem uma época na sua vida que você torce, mas depois, para. Fui um dos últimos a reconhecer (os méritos de Senna) porque fiz parte de um grupo que reagiu àquelas pessoas que não entendiam muito de F1 e faziam parecer que antes do Ayrton ninguém havia feito nada."

"Isso me incomodou muito. Não foi tanto pelo Ayrton, mas foi pelo carnaval que foi feito em cima dele. Então desenvolvi e dilapidei todos os argumentos esportivos, não de baixaria, para comparar os feitos dos dois e também engrandecer o Nelson", disse em entrevista exclusiva ao MOTORSPORT.COM.

É sabido que os dois tricampeões nunca foram amigos, mas o ponto alto da rivalidade foi nos treinos de Jacarepaguá na abertura da temporada de 1988, segundo Ernesto Rodrigues. De um lado, Nelson Piquet, que acabara de se tornar o primeiro brasileiro tricampeão da F1 e do outro, Ayrton Senna, que havia assinado contrato com a McLaren e contava com a expectativa de vencer o seu primeiro título.

"Tudo começou no treino de Jacarepaguá, a partir de uma provocação do Ayrton via imprensa, quando disse 'sumi para ele aparecer um pouco' e daí então o Nelson, já tricampeão, chutou o pau", explicou.

Quem conta a história detalhadamente na série, até por ter participado dela diretamente, quando trabalhava para o Jornal do Brasil, é Sergio Rodrigues:

"Entre o fim da temporada 87 e o início da seguinte, o Senna desapareceu, não deu entrevista a ninguém. No autódromo de Jacarepaguá ele apareceu ao lado do Galvão Bueno e perguntei a ele 'Por que você passou esse tempo todo sumido?' e ele respondeu:'eu sumi para o outro lá aparecer. Ele foi campeão e os jornais só querem falar comigo'."

Sergio ainda deu chance a Senna de voltar atrás da declaração:"Perguntei a ele:'posso publicar essa brincadeira?' e ele disse que podia", declarou o jornalista durante o capítulo da série de hoje.

"A matéria foi publicada e o Piquet ficou puto, porque o cara é campeão do mundo e vem outro tirar onda da cara dele. Daí ele chamou o Eloir Maciel, que também trabalhava no JB e disse 'eu quero que você bote lá no seu jornal que o Senna sumiu porque ele não sabe explicar para ninguém porque ele não gosta de mulher, porque ele é viado."

Ainda, segundo Sergio, Ayrton preferiu não dar resposta junto com a matéria. Celso Itiberê, que também participa do episódio, falou também que após o caso, Senna jurou que nunca mais falaria o nome Nelson Piquet.

Mesmo admirador de Piquet, Ernesto Rodrigues também falou sobre a transformação de sentimentos sobre o piloto de Brasília. Para o jornalista, a personalidade de Piquet mudou nos últimos anos quando o assunto é seu arquirrival brasileiro:

"Infelizmente ele está se revelando uma pessoa que tinha bom humor, mas que acabou virando amargura por tudo que ele fala sobre o Senna. Eu até brinco, dizendo que a única pessoa que ainda não aceitou a morte do Ayrton Senna é o Nelson Piquet, tão latente a raiva e o desprezo quando ele faz comentários sobre o Ayrton."

Independentemente de preferências, Ernesto também tinha a intenção de escrever a biografia de Piquet, mas que acabou não dando certo:

"Cheguei a mandar uma carta ao Nelson propondo uma biografia, super caprichada e ele nem respondeu. E foi até bom não ter acontecido", disse. Os motivos para o alívio são jornalísticos.

Segundo Ernesto, a distância que tinha com Ayrton ajudou na apuração e elaboração do livro e da série, coisa que talvez não poderia dar certo com Nelson, já que antes, o próprio se declarava "piquetista."

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FONTE PESQUISADA

DONIZETE, Márcio. Jornalista explica motivos de briga entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Disponível em: <http://torcedores.com/noticias/2015/09/jornalista-explica-motivos-de-briga-entre-ayrton-senna-e-nelson-piquet>. Acesso em: 26 de setembro 2015. 


GABRIEL, Erick. Série mostra estopim da rivalidade entre Senna e Piquet. Disponível em: <http://br.motorsport.com/f1/news/serie-mostra-estopim-da-rivalidade-entre-senna-e-piquet/>. Acesso em: 27 de setembro 2015. 

Revista Playboy 1990

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Entenda a Intriga Entre Nelson Piquet e Ayrton Senna

Entenda o Conflito Entre Ayrton Senna e Nelson Piquet


O jornalista Sérgio Rodrigues lembra da matéria que publicou que acabou incitando uma briga pessoal entre os dois pilotos

O jornalista lembra do conflito entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Na época, o Piquet foi tricampeão e, após uma declaração de Senna, ele começou com ataques pessoas, envolvendo até a sexualidade do piloto

Trecho extraído do documentário “Ayrton, Retratos e Memórias” da Canal Brasil - 24/09/2015 - 12:01





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CANAL BRASIL - Entenda a intriga entre Nelson Piquet e Ayrton Senna. Disponível em: <http://canalbrasil.globo.com/programas/ayrton-retratos-e-memorias/materias/entenda-a-intriga-entre-nelson-piquet-e-ayrton-senna.html>. Acesso em: 24 de setembro 2015.





terça-feira, 22 de setembro de 2015

Niki Lauda Fala da Primeira e Única Briga Com Ayrton Senna Fora Das Pistas

Canal Brasil - 17/09/2015 - 11:09

O tri-campeão mundial de Fórmula 1 conta como foi "intrigante" a forma que eles encontraram para se tornarem bons amigos.


O piloto Niki Lauda revela que em um dos treinos, Ayrton o atrapatrapalhou na hora de conseguir a pole position e depois, nos boxes, fez um gesto indecente. Mas o mundo deu voltas, e logo foi a vez de Niki Lauda devolver a "gentileza". Depois desse desentendimento, nunca mais tiveram problemas. 



Niki Lauda e Ayrton Senna


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CANAL BRASIL - Niki Lauda fala da primeira e única briga com Ayrton Senna fora das pistas. Disponível em: <http://canalbrasil.globo.com/programas/ayrton-retratos-e-memorias/materias/assista-ao-segundo-episodio-da-serie-ayrton-retratos-e-memorias.html>. Acesso em: 18 de setembro 2015. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Folha: Senna Agride Repórter Depois de Ver 'Herói Por Acidente' 01 05 1993


Piloto danifica equipamento do fotógrafo e grita 'vai procurar sua turma'


Folha de São Paulo
01 de maio de 1993

O tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna agrediu ontem à noite o repórter Otavio Cabral, 21, do jornal “Notícias Populares” e danificou o equipamento do fotografo Sérgio Andrade da “Folha da Tarde”.

Senna saia do cinema Liberts na avenida Paulista, às 21h45 depois de assistir o filme “Herói por Acidente”, acompanhado da modelo Adriane Galisteu, da agência Elite.

Ao se deparar com os jornalistas, Senna reclamou que os jornalistas estavam invadindo sua privacidade. O repórter perguntou se eram verdadeiros os rumores de que a modelo Marcella Prado estaria esperando um filho do piloto, “Vai se foder, vai procurar sua turma”, gritou Senna.

Em seguida o repórter falou que estava trabalhando, “Trabalhando o caralho”, retrucou Senna, desferindo um tapa na orelha de Cabral. Na seqüência, tomou a máquina fotográfica de Andrade e atirou-a na parede com força. Depois, ainda chutou o equipamento.

“Eu não posso me divertir que a imprensa vem atrás. Vocês vivem me caluniando. Primeiro dizem que eu não sou homem. Agora, inventam essa gravidez. Me deixem em paz”, gritou.

Enquanto o fotografo recolhia as peças da máquina, Senna exigiu que lhe fosse entrega o filme. Andrade deu um filme virgem ao piloto, que desenrolou a bobina. Os jornalistas se retiraram em seguida.

A modelo Adriane Galisteu conheceu Senna na boate Limelight, na festa da vitória do Grande Prêmio Brasil de 93, conquistado pelo brasileiro. Dias depois, Adriane viajou com ele para Angra dos Reis, onde passaram um fim-de-semana juntos. “Somos apenas bons amigos”, disse Adriane quando voltou para São Paulo. 

Uma correção:  Nessa matéria cita que Adriane Galisteu conheceu Ayrton Senna na boate Limelight, essa informação está errada, na verdade Adriane conheceu Ayrton no Grande Prêmio do Brasil 1993 de formula 1, realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo. No mesmo dia, ela foi na festa da vitória do GP Brasil 93, na boate Limelight, onde reencontrou Ayrton Senna.









Adriane cita o episódio em seu livro “Caminho das Borboletas”

Falamos uma hora e meia. Não disse uma palavra sobre a prova. Disse mil palavras sobre saudade, pressa de voltar, planos de me encontrar. Imaginem: eu estava num paraíso mas só pensava no meu amor. Vontade de  voltar rápido, rápido. E, de fato, dois dias depois nos encontramos no apartamento dele, da Paraguai, dispostos a recuperar o tempo perdido naquela semana de separação. Estávamos em clima total de namorados e, para isso,  nada melhor do que o escurinho de um cinema. Ele escolheu: Dustin Hoffman, paixão total do meu moço. Filme:  Herói por Acidente.

Meia dúzia de espectadores, no Cal Center - maravilha para um filme a dois. A saída, esperava por nós o inferno. Ayrton é dono de uma paciência oriental para com os fãs mais ansiosos. Mas não tolera o jeitão trêfego e insolente de uma certa imprensa. Fomos, de repente, sitiados. Ouvimos o primeiro clique - e ele segurou com força minha mão. Outro flash. Ele quis dialogar:

- Olha, eu vim aqui em busca de tranqüilidade. Podemos ir todos embora agora, não podemos?

Enquanto ele argumentava, novo flash. E a perigosa aproximação de um rapazinho, de bloco e Bic na mão, trazendo na ponta da língua aquele veneno que só as cascavéis e alguns jornalistas conseguem destilar:

- Essa história da gravidez da Marcella Prado... Afinal, a filha é sua ou não é?

Tipo da pergunta elegante para um sujeito que tinha uma namorada ao lado. Pela primeira vez, pressenti que ele ia dar vazão ao seu pedaço Incrível Hulk:

- Pergunte ao seu pai. - E, antes que o repórter puxasse o argumento "é meu trabalho", já levou um safanão que o derrubou. Ao fotógrafo, ele lascou um tapa na orelha que até hoje deve lhe soar como um telefone ocupado. Arrancou-lhe a máquina e a arremessou contra o vidro do cinema. Juntou gente e eu não sabia o que fazer. Segurei-lhe na mão, gelada, que tremia, e tentei arrastá-lo. Mas ele estava transtornado. Voltou atrás sobre seus passos:

- Me dá o filme.

Fotógrafo e repórter gaguejavam. Passaram-lhe um rolo, que ele puxou e expôs à claridade. Arremessou contra uma cesta de lixo. Caminhamos para a porta e ele ameaçou voltar:

- Cachorro! Tenho certeza de que o filme é outro. Era outro.

Um homem capaz de percorrer uma pista tortuosa a 350 quilômetros por hora caminhou até o carro com o rosto respingado de lágrimas, e ele chorava, chorava, até seu apartamento - chorava de raiva, chorava pela impossibilidade de ser um mero mortal como os outros, chorava com a indelicadeza daqueles que fazem de uma profissão bonita um ofício de abutres, chorava por ser indefeso, chorava por me expor, chorava pelo controle perdido, arrependido de entrar no jogo dos achacadores de novidades. Mais de uma vez eu o vi chorar. Nunca de medo. Sempre de raiva. Ele se metia nas brigas e, depois, se envergonhava. Mas, num mundo de má-fé, a lei dos punhos acaba tendo de se impor, às vezes. Chorei com ele. Percebi, ali, que já vivia plenamente a vida dele.



FONTES PESQUISADAS

FOLHA DE SÃO PAULO - Senna agride repórter depois de ver ‘Herói por Acidente’. Folha de São Paulo, São Paulo, 01 de maio 1993, p. 8.


GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994.