Senna testou um Escort no extinto autódromo de Jacarepaguá em 1983
Senna ao lado de um Escort em Jacarepaguá 1983
"Fácil, fácil, a 220 quilômetros por hora"
(Ayrton Senna sobre a velocidade que atingiria no fim do retão das arquibancadas
em um Fórmula 3 no antigo autódromo de Jacarepaguá. Detalhe que foi uma resposta ao repórter Paulo César Martins, que já estava apavorado no banco de carona do Escort.)
"Como esse carro não é de corrida, tenho que
aproveitar a pista toda" (Ayrton Senna ao repórter Paulo César Martins — seu carona que já estava morrendo de medo — após subir em uma "zebra"
no antigo autódromo de Jacarepaguá)
"O que eu posso fazer? Eu adoro
velocidade" (Ayrton Senna no fim do teste respondendo a um irritado engenheiro da Ford que havia o
pedido para ir mais devagar)
O Globo, 29 de julho de 1983
FONTE PESQUISADA
MARTINS, Paulo César. Um campeão em qualquer cockpit.
O Globo, 29 de Julho de 1983, Matutina, Esportes, página 23.
Quarta-feira, 23/03/2016 às 18:15 por Rafael Lopes
Blog Voando Baixo - globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/voando-baixo
Ayrton Senna Nelson Piquet GP do Brasil de 1986
Parece que foi ontem. Mas já se passaram 30 anos. No dia 23 de março de 1986, Nelson Piquet e Ayrton Senna protagonizaram a primeira dobradinha entre eles na Fórmula 1, com o então piloto da Williams em 1º e o da Lotus em 2º. O palco? O GP do Brasil, para delírio da torcida que lotou as arquibancadas do saudoso e infelizmente já extinto Autódromo de Jacarepaguá, hoje local do Parque Olímpico do Rio 2016.
Ayrton Senna e Nelson Piquet no pódio do GP do Brasil de 1986
Na época, a corrida no Brasil marcava, tradicionalmente, a abertura da temporada da F1. E em 1986, a Williams, favorita ao título, estreava o então bicampeão Nelson Piquet para fazer companhia ao veloz, mas irregular Nigel Mansell. Sua principal rival da escuderia seria a McLaren, campeã do ano anterior com Alain Prost (e bicampeão no fim daquele ano), que contava também com Keke Rosberg. Já a Lotus corria por fora, sofrendo com o beberrão motor Renault, apostando suas fichas no jovem promissor Ayrton Senna.
No treino classificatório, Senna, que já aparecia como um especialista em voltas lançadas, aproveitou o forte pacote da Lotus e o motor Renault de mais de 1.000 cv para as classificações e abriu o ano com a pole position. Atrás dele vieram as Williams de Piquet e Mansell. Na prova, porém, a maior experiência de Piquet e o melhor ritmo de corrida da Williams com relação à Lotus prevaleceram. Logo na largada, Mansell se precipitou ao tentar ultrapassar Senna, rodou e abandonou. Nelson, por sua vez, teve paciência e, três voltas depois, deixou o compatriota para trás para assumir a liderança. Depois disso, só saiu da ponta provisoriamente nas paradas nos boxes. Ao fim, cruzou a linha de chegada com 34s de vantagem sobre Senna. Jacques Laffite, da Ligier, completou o pódio.
Assista abaixo à íntegra do emocionante pódio do GP do Brasil de 1986:
FONTE PESQUISADA
LOPES, Rafael. Há 30 anos: Piquet, Senna e
a bandeira. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/voando-baixo/post/ha-30-anos-piquet-senna-e-bandeira.html>.
Acesso em: 23 de março 2016.
“Tenho uma carreira inteira
pela frente”. Foram essas as palavras ditas ao Estado há exatos 30 anos por um
jovem piloto que voltava para os boxes do Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de
Janeiro, após abandonar a corrida. Abreviada, a história de Ayrton Senna na
Fórmula 1 foi brilhante, intensa e vitoriosa. O primeiro capítulo da trajetória
de 162 corridas na categoria começou dia 25 de março de 1984. A acelerada
inicial do tricampeão mundial deu-se na Toleman, no primeiro Grande Prêmio da
temporada.
O resultado de Jacarepaguá
não foi o esperado pelo obstinado piloto. Com o motor Hart e ainda com o modelo
antigo da Toleman, Senna, que largou na 16.ª posição, deu apenas sete voltas no
circuito, parando depois com problemas mecânicos. Àquela altura, o jovem
brasileiro de cabelos esvoaçante, que havia completado 24 anos quatro dias
antes, esperava pelo modelo TG 184, mais potente e confiável. Era a chance de
incomodar as grandes equipes da Fórmula 1.
E foi exatamente isso que Ayrton Senna fez quase três meses depois, em Mônaco,
local onde chegou seis vezes ao lugar mais alto do pódio. Antes, foi sexto
colocado no GP da África do Sul, em Kyalami, conquistando seu primeiro ponto na
Fórmula 1. A performance foi repetida na Bélgica. Após não se classificar para
o grid de San Marino e abandonar o GP da França, mostrou todo o seu talento nas
ruas de Mônaco. Depois de largar na 13.ª posição e chegar na segunda colocação,
ameaçou o líder da prova – o futuro arquirrival Alain Prost – até a interrupção
da corrida pelo mau tempo no circuito de Monte Carlo.
Com a Toleman, Senna
conquistou 13 pontos na temporada de 1984, abandonando sete das 14 corridas. Ao
término do campeonato, ficou na nona colocação. Foi o bastante para chegar à
Lotus, onde conquistou a primeira vitória, no circuito de Estoril, dia 21 de
abril de 1985. Em 1988, após dois quartos lugares (1985/1986) e um terceiro em
1987, foi contratado pela Mclaren. Na equipe, viveu sua época de ouro, vencendo
35 corridas em seis temporadas.
PRIMEIRO TESTE
O primeiro teste de Senna em um Fórmula 1 ocorreu oito meses antes da corrida
de Jacarepaguá. O fato deu-se no dia 19 de julho de 1983, no circuito de Donnington
Park, na Inglaterra. O primeiro carro do mito brasileiro na categoria foi um
Williams FW08C, modelo com o qual Keke Rosberg vencera o campeonato do ano
anterior. Na equipe de Frank Williams, na qual correu pela última vez, Senna
despedindo-se da Fórmula 1, tragicamente, no dia 1ª de maio de 1994.
Antes disso, deu o que falar.
Nas dez primeiras voltas na categoria, igualou a melhor marca do carro – que
pertencia ao piloto oficial de testes, Jonathan Palmer. No total, deu mais 73
voltas em Donnington, o mesmo local onde dera sua maior demostração de talento,
dez anos antes, quando dirigia a Mclaren Ford de número 8.
FONTE PESQUISADA
Há exatos 30 anos, Ayrton Senna disputava
sua primeira corrida na F-1. Disponível em: <http://www.superinformado.com.br/brasil-mundo/ha-exatos-30-anos-ayrton-senna-disputava-sua-primeira-corrida-na-f-1/>.
Acesso em: 05 de abril 2015.
FOTOS GP BRASIL 1984 - AUTÓDROMO DE JACAREPAGUÁ - RJ - ESTREIA NA F1 FÓRMULA 1 - PHOTOS - PICTURES - IMAGE - IMAGES
Ayrton Senna polindo seu capacete antes do GP Brasil de 1984
Carreira do piloto brasileiro
tricampeão mundial começou na Toleman, em Jacarepaguá, em 25 de março de 1984
26 de março de 2014 | 5h 00
Diego Salgado - O Estado de S. Paulo
Foto do Macacão, capacete, balaclava e
sapatilha da estreia de Senna no GP do Brasil 1984 em Jacarepaguá
O uniforme completo que usou na estréia
da F1 no GP do Brasil de 1984, pela equipe Toleman
SÃO PAULO - "Tenho uma
carreira inteira pela frente". Foram essas as palavras ditas há exatos 30
anos por um jovem piloto que voltava para os boxes do Autódromo de Jacarepaguá,
no Rio de Janeiro. Abreviada, a história de Ayrton Senna na Fórmula 1 foi
brilhante, intensa e vitoriosa. O primeiro capítulo da trajetória de 162
corridas de Senna na categoria começou no dia 25 de março de 1984. O pontapé
inicial do tricampeão mundial deu-se na Toleman, no primeiro Grande Prêmio da
temporada 1984.
O resultado de Jacarepaguá
não foi o esperado pelo obstinado piloto. Com o motor Hart e ainda com o modelo
antigo da Toleman, Senna, que largou na 16.ª posição do grid, deu apenas sete
voltas no circuito, abandonando a corrida com problemas mecânicos. Àquela
altura, o jovem piloto, que havia completado 24 anos quatro dias antes,
esperava pelo modelo TG 184, mais potente. Era a chance de incomodar as grandes
equipes da Fórmula 1.
Senna estreou na Fórmula
1 no dia 25 de março de 1984
Foto: Alfredo Rizzutti / Estadão
Na primeira corrida
na Fórmula 1, Senna abandonou na 8.ª volta
Foto: Arquivo Estadão
Modelo da Toleman
número 19 usada por Senna na temporada 1984
Foto: Divulgação
Piloto brasileiro
largou na 16.ª posição no grid de largada de Jacarepaguá
Foto: Arquivo Estadão
Senna chegou à
Fórmula 1 após correr no kart, na Fórmula Ford 1600 e 2000, além da Fórmula 3
Foto: Arquivo Estadão
E foi exatamente isso que
Senna fez quase três meses depois, em Mônaco, local onde chegou seis vezes ao
lugar mais alto do pódio. Antes, foi sexto colocado no GP da África do Sul, em
Kyalami, conquistando seu primeiro ponto na Fórmula 1. A performance foi repetida
na Bélgica. Após não se classificar para o grid de San Marino e abandonar o GP
da França, mostrou todo o seu talento nas ruas de Mônaco. Depois de largar na
13.ª posição e chegar à segunda colocação, ameaçou o líder da prova - o futuro
arquirrival Alain Prost - até a interrupção da corrida devido ao mau tempo no
circuito de Monte Carlo.
Com a Toleman, conquistou 13
pontos na temporada 1984, abandonando sete das 14 corridas. Ao término do
campeonato, ficou na nona colocação. Foi o bastante para chegar à Lotus, onde
conquistou a primeira vitória, no circuito de Estoril, no dia 21 de abril de
1985. Em 1988, após dois quartos lugares (1985/1986) e um terceiro em 1987, foi
contratado pela Mclaren. Na equipe, viveu sua época de ouro, vencendo 35
corridas em seis temporadas.
O primeiro teste de Senna em
um Fórmula 1 ocorreu oito meses antes da corrida de Jacarepaguá. O fato deu-se
no dia 19 de julho de 1983, no circuito de Donnington Park, na Inglaterra. O
primeiro carro do mito brasileiro na categoria foi um Williams FW08C, modelo
com o qual Keke Rosberg vencera o campeonato do ano anterior. Senna mostrou a
que veio no carro de Frank Williams, onde correu pela última vez. Nas dez
primeiras voltas, igualou a melhor marca do carro - do piloto oficial de testes,
Jonathan Palmer. No total, deu mais 73 voltas no mesmo local onde completaria
umas das voltas mais perfeitas da Fórmula 1 dali a dez anos, quando dirigia a
Mclaren Ford de número 8.
FOTOS AYRTON SENNA NA TOLEMAN:
FONTE PESQUISADA
SALGADO, Diego. Há exatos 30 anos, Ayrton
Senna disputava sua primeira corrida na Fórmula 1. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,ha-exatos-30-anos-ayrton-senna-disputava-sua-primeira-corrida-na-formula-1,1144669,0.htm>.
Acesso em: 25 de março 2014.
Não é de hoje que as equipes
de Fórmula 1 realizam testes antes do início de um campeonato, a chamada
pré-temporada.
O Brasil, tanto em Interlagos
quanto no extinto Jacarepaguá, foi palco dos chamados testes de pneus que
muitas equipes utilizaram, sobretudo nas décadas de 70 e 80, por conta das
altas temperaturas de verão, que levavam os compostos à condições extremas de
durabilidade e desempenho.
A logística também era levada
em consideração, óbvio, uma vez que a abertura do campeonato normalmente
acontecia no Brasil ou na Argentina.
Claro, embora a ação
priorizasse os pneus, as escuderias também aproveitavam a ocasião para
desenvolver motores e apurar a aerodinâmica, em uma época em que os recursos
eletrônicos eram extremamente acanhados se comparados aos padrões atuais.
Em 1986, por exemplo,
Ferrari, McLaren, Lotus, Brabham, Willians, Benetton, Ligier, Arrows e RAM,
tiveram seis dias de treinos sob o escaldante calor carioca, visando o GP do
Brasil, que aconteceu no dia 23 de março, que teve dobradinha brasileira, na vitória
de Nelson Piquet (Williams-Honda) e o segundo lugar de Ayrton Senna
(Lotus-Renault). O francês Jacques Laffitte (Ligier-Renault), completou o
pódio, em terceiro.
A reportagem, da TVE do Rio
de Janeiro, ficou a cargo dos repórteres Sérgio Du Bocage e Tino Marcos, que
entrevistaram Nelson Piquet e Ayrton Senna. As equipes presentes ao circuito de
Jacarepaguá foram apresentadas na matéria, que destacou a revolucionária
Brabham BT-55.
O carro, de perfil
aerodinâmico extremamente baixo, com uma caixa de câmbio de sete marchas e
impulsionado pelo motor BMW turbo, acabou sendo um fiasco, marcando apenas dois
pontos no campeonato, ambos com Riccardo Patrese. O outro piloto da equipe,
Elio de Angelis, acabou morrendo em um acidente durante um teste no circuito francês
de Paul Ricard. A asa traseira da Brabham se soltou e ele bateu violentamente,
provocando um incêndio. De Angelis aspirou muita fumaça e não resistiu.
Ao término da temporada,
Alain Prost conquistou seu primeiro título, com dois pontos de vantagem para
Nigel Mansell, o vice-campeão. Nelson Piquet terminou em terceiro e Ayrton
Senna em quarto, em seu segundo pela Lotus, ainda preta e dourada. No ano
seguinte, a Lotus mudou de patrocinador, saindo a John Player Special e
entrando a Camel. A equipe inglesa, então, teve seus carros pintados de amarelo
e passou a contar com motores da Honda, no lugar da Renault.
Ainda sobre Senna e a Lotus, vale destacar que o brasileiro conquistou oito
poles em 1986, das 16 possíveis, mas venceu apenas dois GPs, na Espanha (Jerez)
e EUA (Detroit). O motor turbo da Renault, embora poderoso nas qualificações,
pecava pelo alto consumo de combustível e pouca durabilidade.
Curiosidades:
*
Embora e equipe RAM estivesse presente aos testes, onde enfrentou muitos
problemas, acabou não participando do campeonato.
* Na época, dois fornecedores
de pneus calçavam os carros da categoria, no caso a Pirelli e a Goodyear.
* Jacques Laffite encerrou
sua carreira na F1 naquela temporada, após um grave acidente na largada da nona
etapa, no GP da Gran-Bretanha, em Brands Hatch, quando fraturou os dois pés.
Sua equipe, a Ligier, contratou o também francês Phillippe Alliot, formando
dupla com o compatriota René Arnoux.
* A Benetton, que já exibira
seu layout multicolorido nos carros da Tyrrell e Alfa Romeo, formou
sua própria equipe para aquela temporada, comprando a Toleman, a mesma por onde
Ayrton Senna havia estreado dois anos antes.