Mostrando postagens com marcador Funeral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Funeral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Adriane Galisteu Recebeu um Tratamento Frio da Família de Ayrton Senna Logo Depois da Morte do Piloto




Trecho extraído do livro “The Life of Senna” escrito pelo jornalista britânico Tom Rubython

CAPÍTULO 32

Funeral em São Paulo

O longo adeus

O circo da Fórmula 1 deixou Ímola no domingo à noite e na segunda de manhã em transe. Para alguns, na semana seguinte haviam dois funerais pela frente. Quando Gerhard Berger chegou à sua casa na Áustria por volta das 21h do domingo, 1º de maio, ele se isolou. Ele estava sozinho em casa e não falou com ninguém, como ele se lembra: “Eu não falei com ninguém por dois dias. Eu olhava o telefone se enchendo de mensagens, mas eu não senti vontade de conversar com ninguém sobre isso, já que nada poderia mudar as coisas. Eu só queria passar algum tempo sozinho. Fiquei de fora das conversas por alguns dias e depois voei para o Brasil para o seu funeral. ”

Alain Prost queria comparecer ao funeral, mas não tinha certeza se deveria. Ele estava desesperadamente triste, mas também satisfeito por ter terminado a rivalidade com Senna antes de morrer. Ele lembrou: “Ayrton e eu tivemos uma história (rixa) tão longa que eu realmente não sabia como o povo brasileiro entenderia: eles ficariam chateados se eu fosse, chateados se eu não fosse, ou o que?” Prost voou de volta para Paris na noite do acidente e Jean-Luc Lagardère, o presidente da Matra, ligou para ele para perguntar sobre o acidente. A esposa de Lagardère era brasileira e Prost perguntou o que ele deveria fazer. Lagardère disse a ele que o povo brasileiro ficaria chateado se ele não fosse.

Julian Jakobi esperou até segunda-feira para voltar a Londres. Ele arrumou uma muda de roupa e depois voou direto para o Brasil para o funeral. Ele foi claro sobre o seu papel nos próximos dias: "Porque eu não era da família, mas eu tinha que manter a família (cuidar, ajudar, guardar a família). Então, a gente continuou, na verdade, com adrenalina e tudo mais ”.

Josef Leberer havia voltado para a Áustria naquela manhã. Ele planejava voltar junto com o caixão de Senna para São Paulo, mas não tinha certeza dos preparativos e esperou em casa por notícias.

Antonio Braga ficou em Bolonha para fazer os arranjos para devolver o corpo de Senna a São Paulo. As autoridades de Bolonha se recusaram a liberar o corpo imediatamente, insistindo em uma autópsia completa. Leonardo da Silva foi colocado no primeiro vôo de volta a São Paulo para estar com sua família. Sua dor era infinita, agravada pelo fato de que seu irmão tinha ido para o túmulo com os dois brigados por causa de Adriane (desentendidos / desentendimentos sobre Adriane).

Adriane Galisteu acordou na manhã de segunda-feira em transe. Ela dormira muito pouco. Quando ela abriu os olhos, não sabia se tinha tido um sonho terrível. Ela esperou e rezou que tivesse sido um sonho. Seu futuro estava em risco. Ela logo percebeu que era o pior tipo de realidade.

Na segunda-feira, o corpo de Senna foi transferido para a funerária de Bolonha, de acordo com a lei italiana. O necrotério estava cercado de fãs. O corpo de Roland Ratzenberger também estava lá, aguardando sua própria autópsia.

A casa de Braga em Sintra, Portugal, também foi cercada por repórteres, ansiosos por entrevistar Adriane. Imagens de fora da casa estavam sendo transmitidas ao Brasil. A mídia do mundo todo estava interessada na história, à medida que a enormidade do que aconteceu se instalou. Com a família imediatamente incomunicável, o foco estava todo na bela modelo loira de 21 anos, que, no que diz respeito à mídia, era efetivamente a viúva de Senna.

Quando Braga ligou a casa de Bolonha, Adriane disse que queria vir e ver o corpo de Senna. Ela disse a ele que sentia uma necessidade desesperada de evidências sólidas, ver com seus próprios olhos que ele estava morto.

Braga aconselhou-a que não o fizesse e achou improvável que ela fosse permitida. Ela aceitou o conselho dele, acreditando que ela seria capaz de vê-lo pela última vez em São Paulo antes do funeral. No Brasil era tradicional que o caixão ficasse aberto, ou pelo menos ter um tampo de vidro. O que ela não sabia era que o amasso na cabeça de Senna e a ferida causada pelo pedaço afiado de suspensão que havia penetrado no capacete eram desfigurantes. Especialistas em cosméticos se desesperaram em tentar fazer o rosto dele suficientemente bom. O caixão continuaria fechado.

Com o tumulto do lado de fora da casa, Braga aconselhou sua esposa Luiza que a melhor opção era organizar uma coletiva de imprensa improvisada na casa para a mídia e então eles iriam embora. Adriane concordou em fazê-la. Mas durante a coletiva de imprensa, Adriane recebeu algumas perguntas macabras, especialmente de jornalistas brasileiros que haviam ouvido falar sobre o rompimento com a família da Silva e estavam inseguros de seu status agora que seu namorado estava morto. Uma jornalista perguntou se ela tinha passagem de ida e volta para São Paulo e quem pagaria pela passagem. Adriane sentiu como se estivesse sendo vitimada por uma mídia hostil à procura de histórias exclusivas sobre o drama da morte de Senna. Ela não estava em condições de suportar isso.

Não era o caso de Miriam Dutra, que trabalhava para a TV Globo e fora enviada com urgência para cobrir a história. Dutra era muito simpática a Adriane, que estava claramente em grande angústia. Depois Adriane perguntou a Dutra se ela poderia ter todas as imagens do acidente que a TV Globo tinha. Ela queria ver tudo o que pudesse sobre o acidente.

A segunda-feira (Senna havia morrido no domingo) veio e foi para a adormecida (entorpecida) Adriane, e ela foi sedada para ajudá-la a dormir naquela noite. Os sedativos tiveram pouco efeito, já que Adriane ainda estava atordoada pelos acontecimentos.

Enquanto isso, Antonio Braga e Galvão Bueno tentavam desesperadamente organizar o retorno do corpo de Senna a São Paulo. Naturalmente a família queria que voltasse ao Brasil o mais rápido possível. Eles achavam que isso seria relativamente simples até que as autoridades italianas dissessem que a autópsia não aconteceria até terça-feira. O corpo seria libertado naquela noite.

Na manhã de terça-feira, Miriam Dutra recolheu a filmagem da corrida em vídeo VHS e no dia seguinte enviou-a por mensageiro a Adriane Galisteu em Sintra. Adriane sentou-se no sofá e ficou assistindo várias vezes, acompanhada pelas filhas de Braga, Maria e Joanna. Elas estavam obcecados em descobrir o motivo de seu acidente.

Adriane também telefonou para Angelo Orsi, o fotógrafo italiano que tirou fotos de Senna depois do acidente. Adriane sentiu uma necessidade desesperada de alguma prova física de que ele estava morto. Orsi conseguiu permissão da família para lhe enviar algumas fotos.

As autópsias de Senna e Ratzenberger ocorreram, como planejado, na manhã de terça-feira. Foi simples. As causas da morte não foram mais complicadas do que em qualquer vítima de acidente de trânsito.

Na hora do almoço, os corpos foram autorizados a serem removidos. Braga e Bueno trabalharam febrilmente nos preparativos para levar o corpo de Senna para casa naquele dia. Eles tinham duas opções: um voo direto com a Força Aérea Italiana ou via Paris com a Varig. Os italianos ficaram muito felizes em levar o caixão de volta para São Paulo.

No final, os pais de Senna decidiriam.

De volta a Sintra, Adriane sentia um vento frio da família Senna em São Paulo. Na segunda e na terça-feira, tentara telefonar para os pais de Senna. Ela foi informada pela empregada da família que ambos estavam sob sedação e não podiam ser perturbados. Depois de um tempo, isso a incomodou, e ela se perguntou o que ela tinha feito, especialmente porque compartilhara sua dor com Neyde no domingo. Na tarde de terça-feira, ela foi até (telefonou) o marido de Viviane, Flavio Lalli, que lhe disse que era uma situação muito difícil na casa da família e que ele estava tendo dificuldade em conversar com sua própria esposa, que se despedaçou ao ponto da falta de palavras. Lalli disse a ela que era impossível alguém ter qualquer tipo de conversa com Milton ou Neyde da Silva. Eles levaram a notícia pior do que qualquer outra pessoa. Os pais permaneceram sedados e virtualmente silenciosos, quase inconscientes do que estava acontecendo ao redor deles.


CHAPTER 32


Funeral in São Paulo
The long goodbye

The Formula One circus left Imola on Sunday evening and Monday morning in a daze. For some, in the coming week there were two funerals ahead. When Gerhard Berger reached his home in Austria at around 9pm on Sunday 1st May, he shut himself away. He was alone in the house and spoke to no one, as he remembered: “I didn’t talk to anyone for two days. I watched the telephone filling up with messages but I didn’t feel like talking to anyone about it as nothing could change things. I just wanted to spend some time alone. I stayed out of conversations for a few days and then flew to Brazil for his funeral.”

Alain Prost wanted to attend the funeral but he was not sure whether he should. He was desperately sad, but also pleased he had ended the feud with Senna before he died. He remembered: “Ayrton and I had such a history for so long that I didn’t really know how the Brazilian people would perceive it: would they be upset if I went, upset if I didn’t go, or what?” Prost flew back to Paris on the evening of the accident and Jean-Luc Lagardère, the chairman of Matra, called him to ask about the accident. Lagardère’s wife was Brazilian and Prost asked him what he should do. Lagardère told him the Brazilian people would be upset if he didn’t go.

Julian Jakobi waited until Monday to fly back to London. He packed a change of clothing and then flew straight out to Brazil for the funeral. He was clear about his role in the coming days: “Because I wasn’t family, but I had to keep the family going. So one kept going, really, on adrenalin and everything else.”

Josef Leberer had driven home to Austria that morning. He planned to return with Senna’s coffin to São Paulo but was unsure of the arrangements, and waited at home for news.

Antonio Braga stayed in Bologna to make the arrangements to return Senna’s body to São Paulo. The Bologna authorities refused to release the body immediately, insisting on a full autopsy. Leonardo da Silva was put on the first flight back to São Paulo to be with his family. His grief was unbounded, made worse by the fact that his brother had gone to his grave with the two on bad terms over Adriane.

Adriane Galisteu woke up on Monday morning in a daze. She had slept very little. When she opened her eyes, she was unsure whether she had had a terrible dream. She hoped and prayed it had been a dream. Her future hung in the balance. She soon realised it was the worst kind of reality.

On Monday Senna’s body had been moved to Bologna’s mortuary in accordance with Italian law. The mortuary was surrounded by fans. The body of Roland Ratzenberger was also there, awaiting its own autopsy.

The Braga house in Sintra, Portugal was also surrounded by reporters, anxious to interview Adriane. Pictures from outside the house were being broadcast back to Brazil. The whole world’s media was interested in the story, as the enormity of what had happened sank in. With the immediate family incommunicado, the focus was all on the beautiful 21-year-old blonde model, who, as far as the media were concerned, was effectively Senna’s widow.

When Braga rang the house from Bologna, Adriane told him she wanted to come and see Senna’s body. She told him she felt a desperate need for firm evidence, seen with her own eyes that he was dead.

Braga advised her against it, and thought it unlikely that she would even be admitted. She took his advice, believing she would be able to see him for the last time in São Paulo before the funeral. In Brazil it was traditional for the coffin to be left open, or at least to have a glass top. What she didn’t know was that the indent to Senna’s head and the wound caused by the sharp piece of suspension that had penetrated the helmet were disfiguring. Cosmetic experts were to despair in trying to make his face good enough. The coffin would stay closed.

With the bedlam outside the house, Braga advised his wife Luiza that the best option was to stage a makeshift press conference in the house for the media and then they would go away. Adriane agreed to do it. But during the press conference Adriane was asked some ghoulish questions, especially from Brazilian journalists who had heard about the rift with the da Silva family and were unsure of her status now her boyfriend was dead. One female journalist asked her if she had a return ticket to São Paulo and who would be paying for her ticket. Adriane felt like she was being victimised by a hostile media looking for exclusive stories on the drama of Senna’s death. She was in no state to withstand that.
Not so Miriam Dutra, who worked for TV Globo and had been dispatched urgently to cover the story. Dutra was very sympathetic to Adriane, who was clearly in great distress. Afterwards Adriane asked Dutra if she could have all the footage of the crash that TV Globo had. She wanted to see everything she could about the accident.

Monday came and went for dazed Adriane, and she was sedated to help her sleep that night. The sedatives had little effect, as Adriane was still stunned from events.

Meanwhile Antonio Braga and Galvao Bueno were desperately trying to organise the return of Senna’s body to São Paulo. Naturally the family wanted it returned to Brazil as soon as possible. They thought this would be relatively simple until the Italian authorities told them the autopsy, would not take place until Tuesday. The body would be released that evening.

On Tuesday morning, Miriam Dutra collected the footage of the race on VHS videotape and the following day sent it by messenger to Adriane Galisteu in Sintra. Adriane sat on the sofa and watched it over and over, accompanied by the Braga children, Luiza and Joanna. They were obsessed with finding the reason for his crash.

Adriane also telephoned Angelo Orsi, the Italian photographer who had taken pictures of Senna after the accident. Adriane felt a desperate need for some physical proof he was dead. Orsi got permission from the family to send her some photographs.

The autopsies of Senna and Ratzenberger both took place, as planned, on Tuesday morning. It was straightforward. The causes of death were no more complicated than in any road accident victim.

By lunchtime the bodies had been authorised for removal. Braga and Bueno worked feverishly on the arrangements to get Senna’s body home that day. They had two options: a direct flight with the Italian Air Force, or via Paris with Varig. The Italians were quite happy to fly the coffin straight back to São Paulo.

In the end Senna’s parents would decide.

Back in Sintra, Adriane was feeling a cool wind from the Senna family in São Paulo. On both Monday and Tuesday she had tried to telephone Senna’s parents. She was told by the family’s maid that both were under sedation and could not be disturbed. After a while this annoyed her, and she wondered what she had done, especially as she had shared her grief with Neyde on the Sunday. On Tuesday afternoon she got through to Viviane’s husband Flavio Lalli, who told her it was a very difficult situation at the family house and that he was having difficulty talking to his own wife, who was shattered to the point of speechlessness. Lalli told her it was impossible for anyone to have any sort of conversation with either Milton or Neyde da Silva. They had taken the news worse than anyone else. The parents remained sedated and virtually silent, almost unaware of what was going on around them.



FONTE PESQUISADA


RUBYTHON, Tom. The Life of Senna. 1º Edição Sofback. London: BusinessF1 Books, 2006.



sábado, 19 de maio de 2018

Adriane Galisteu Foi Protegida Por Amiga de Animosidade da Família de Ayrton Senna


Birgit Sauer e Adriane Galisteu no enterro de Ayrton Senna
Birgit Sauer e a jornalista Beatrice Assumpção, conhecida como Betise, são as melhores amigas de Adriane Galisteu, elas deram total apoio a modelo quando a família de Senna a destratou no funeral do piloto

Birgit Sauer, filha do ex-presidente da Volkswagen do Brasil, foi voluntária para cuidar de Adriane Galisteu e acompanhá-la ao funeral. A família Da Silva parecia querer não ter nada a ver com Adriane, e Birgit tentou protegê-la da óbvia animosidade. Birgit e Adriane eram amigas e tinham passado férias juntos e construíram uma amizade muito próxima. Elas estavam agora unidas em pesar.

Adriane e Birgit entraram em um microônibus junto com Gerhard Berger e Christian Fittipaldi. As cortinas do ônibus foram projetadas para proteger a privacidade dos passageiros. Ele seguia diretamente atrás do carro de bombeiros carregando o caixão de Senna. Um jovem garoto correu ao lado do ônibus até o cemitério.

Birgit Sauer, the daughter of the former president of Volkswagen Brazil, had volunteered to look after Adriane Galisteu and accompany her to the funeral. The Da Silva family seemed to want to have nothing to do with Adriane, and Birgit tried to protect her from the obvious animosity. Birgit and Adriane were friends and had holidayed together and forged a very close friendship. They were now united in grief.

Adriane and Birgit got into a minibus along with Gerhard Berger and Christian Fittipaldi. The bus’s curtains were drawn to protect passengers’ privacy. It followed directly behind the fire engine carrying Senna’s coffin. One young boy ran alongside the bus all the way to the cemetery.



FONTE PESQUISADA


RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.




Opinião Blog Senna Vive

Tinha a questão das boas aparências, status, posar com uma mulher rica e famosa ao lado deles como a Xuxa, como se ela fosse a viúva oficial do Ayrton. Mas o motivo real de terem se mantido a distância de Adriane tem a ver com a herança do Ayrton. Ficaram com medo de perder parte dessa herança caso a reconhecesse como mulher, companheira do Ayrton, publicamente, se assumissem que Ayrton tinha planos de se casar com ela. Há outros motivos também, claro, como a disputa que travavam com ela por Ayrton, pouco antes dele falecer – Adriane não sabia de nada –, queriam separá-los a todo custo. Mas não me restam dúvidas, vendo a atitude deles para com ela após a morte do Ayrton, que o principal motivo foi essa herança (dinheiro, imóveis, etc...). Tem até um artigo aqui no blog relatando o medo que tiveram dela querer ficar no apartamento do Ayrton, e sem dúvidas pelo mesmo motivo também a expulsaram da mansão que morava com o piloto no Algarve, em Portugal, no mesmo dia do falecimento dele. E dias depois do enterro colocaram a venda essa mansão inclusive. 



domingo, 22 de abril de 2018

A Emoção de Adriane Galisteu

A apresentadora, ex-namorada de Ayrton Senna, volta ao autódromo de Interlagos para o GP Brasil, 13 anos após a morte do piloto

Isto é Gente
29 de outubro de 2007

Acho que é uma superação estar aqui no autódromo. Pensei que não seria capaz de vir”, diz Galisteu

Antes mesmo de o finlandês Kimi Raikkonen receber o título de campeão mundial, Taís Araujo vibrou em seu passeio na pista de Interlagos Eram 12h30 de domingo 21, sol a pino e calor infernal em Interlagos, quando Adriane Galisteu pisou no autódromo no dia do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Levada pela promoter Alicinha Cavalcanti, Adriane não ficou para a largada que deu o título de campeão mundial ao finlandês Kimi Raikkonen, desbancando o britânico Lewis Hamilton e o espanhol Fernando Alonso. Era a primeira vez que ela voltava a Interlagos, 13 anos depois da morte de Ayrton Senna, em 1994. Adriane se emocionou com o ronco dos motores e todo o circo da Fórmula 1 na chegada ao Paddock Premium Club em Interlagos. “Eu já fiz parte desse mundo. Tenho vontade de chorar”, disse ela. No camarote do Hospital São Luiz, ela conheceu o ator mexicano Gael García Bernal, que estava entre os convidados, e bateu papo com Serginho Groisman, Taís Araújo e Ellen Jabour. Ao deixar o autódromo pouco antes do início da prova, ela disse a Gente que torcia por Felipe Massa e que tinha grande simpatia por Hamilton:

Por que você já está indo embora?

Eu fico muito emocionada quando começo a ouvir o ronco dos carros. Então prefiro ir embora antes da largada. É uma superação estar aqui. Achei que não fosse capaz de vir. Eu enrolei um tempo no carro, quando chegamos. O helicóptero chegou e eu falei, ah, eu não vou. Comecei a querer inventar milhões de desculpas para desistir. Acabei vindo pela amizade que tenho pela Alicinha. E assim supero também isso. Na minha vida eu não tenho traumas. Não sou uma mulher com esse tipo de coisa. E acho que, se eu assistir a uma largada, sou capaz de ver toda a corrida. Quem sabe no ano que vem?

Como foi a última vez em que você esteve em Interlagos?

Foi no ano da morte dele. Foi a última vez, depois não vim mais. Tinha prometido que não ia mais voltar.

Por quê?

É um universo que fez parte da minha vida por um tempo e que depois perdeu o sentido, total. Tinha todo um amor, eu gostava de vir. Eu parei de assistir, tudo. Eu só continuo na torcida. Pelo Rubinho, que é um cara que eu adoro, e conheço de muitos anos. E, agora pelo Felipe, que tem tido um desempenho sensacional. E por acaso, eu tenho muita simpatia pelo Hamilton.

Há 13 anos, você se lembra como foi a corrida no Brasil? 

Ayrton não ganhou naquela vez. Ele rodou. Foi a penúltima corrida dele. Foi a primeira corrida do campeonato, mas ele rodou na terceira ou quarta volta. Depois houve a do Japão, em que ele também saiu, Mika Rakkinem bateu nele.


"É um universo (o automobilismo, as corridas de Fórmula 1) que fez parte da minha vida por um tempo e que depois perdeu o sentido, total. Tinha todo um amor, eu gostava de vir (ela acompanhava Senna no circo da Fórmula 1 nas pistas do mundo inteiro). Eu parei de assistir, tudo (depois da morte de Senna)." - Adriane Galisteu






Como você se sente?

Não é mole voltar assim. Parece que eu peso uma tonelada, meu corpo pesa, é uma coisa incrível. Dá angústia, sinto vontade de chorar. Volta uma história muito difícil, não só pela morte dele, pelo acidente, pelo quanto foi trágico, mas também por tudo que eu vivi.

Adriane Galisteu chorando muito, desesperadamente, no velório de seu grande amor Ayrton Senna. Além da dor da perda do amado e então futuro marido, Adriane foi desprezada, rejeitada e humilhada pela família dele após a tragédia


INTERLAGOS ESTRELADO

De passagem pelo Brasil, o ator mexicano Gael García Bernal acompanhou de perto todas as emoções da final do Grande Prêmio de Fórmula 1, no domingo 21. O protagonista do filme O Passado esteve ao lado de Adriane Galisteu e Serginho Groismann no camarote do Hospital São Luiz. Taís Araujo, José Mayer e Ellen Jabour, também convidados do médico Ruy Marco Antônio, presidente do hospital, tiveram uma experiência um tanto inusitada. Antes da largada, fizeram um “reconhecimento da pista” e tiveram a oportunidade de dar uma volta pelo Autódromo de Interlagos. A bordo de um Porsche, experimentaram um pouco a sensação de aventura que pairava no ar durante todo o evento.




Carlos Casagrande e Fernanda Machado compareceram ao treino oficial realizado no sábado 20. O médico Ruy Marco Antônio (ao lado) recebeu convidados vips no camarote do Hospital São Luiz

O ator Paulinho Vilhena garantiu presença no camarote do Hospital São Luiz

 Antes mesmo de o finlandês Kimi Raikkonen receber o título de campeão mundial, Taís Araujo vibrou em seu passeio na pista de Interlagos



No paddock, a apresentadora Adriane Galisteu conheceu Gael García Bernal. Os dois conversaram antes da largada


Adriane Galisteu volta pela primeira vez a interlagos, 13 anos após a morte de Ayrton Senna. Capa Isto É, edição 426. 





FONTE PESQUISADA


ISTO É GENTE - A emoção de Adriane Galisteu. Disponível em: <https://www.terra.com.br/istoegente/edicoes/426/artigo64847-1.htm>. Acesso em: 22 de abril 2018.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Xuxa, Adriane Galisteu e Família Senna Chegando no Enterro de Ayrton Senna (Vídeo)


Sepultamento de Ayrton Senna, 5 de maio de 1994, Cemitério do Morumbi, São Paulo


Xuxa Meneghel chegando ao cemitério do Morumbi de Van com toda a família de Ayrton Senna para o enterro do piloto, enquanto Adriane Galisteu – namorada que morava com Ayrton havia 1 ano – chegou de ônibus acompanhada de sua melhor amiga Birgit.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Adriane Galisteu Foi Vetada Ao Acesso À Área Reservada À Família


"Eu fiz cobertura do velório e cerimônia do enterro dele. A [Adriane] Galisteu foi vetada ao acesso à área reservada à família e aos amigos vips (pilotos, empresários etc). A Xuxa ficou ao lado da irmã dele, o tempo todo. Por isso, acho estranho, não permitirem a história do namoro com ela [Xuxa / se referindo ao musical]." - Yoli Vianna (via facebook em 23/10/2017) sobre funeral de Ayrton Senna e musical que foi lançado em novembro.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Alexandre Garcia Sobre Adriane Galisteu no Velório de Ayrton Senna: "Chorou da Esquina"

Durante palestra no Rio de Janeiro, o jornalista e apresentador Alexandre Garcia, criticou o que se passou no enterro de Ayrton Senna entre Xuxa Meneghel e Adriane Galisteu.



"A gente [os brasileiros] adora um bom enterro", criticou. Com isto, lembrou do enterro televisionado de Tancredo Neves, ao som de Coração de estudante na voz de Milton Nascimento. Ainda, caçoou com a rivalidade de Xuxa Meneghel e Adriane Galisteu no velório de Ayrton Senna: "Uma chorando no caixão, enquanto a outra lamentava da esquina". Todo o pessimismo brasileiro, para ele, é reflexo do politicamente correto. 

************************

Mal-estar causado por família de Ayrton Senna

Não tiro a razão do Alexandre Garcia pelo comentário. Um verdadeiro circo dos horrores mesmo, bem desnecessário. Isso foi culpa da família do Ayrton Senna, por colocarem uma ex-namorada dele, a Xuxa, no lugar de Adriane Galisteu, pelo fato dela ser rica, famosa e estrela da maior emissora de TV do país, a Globo. Adriane, coitada, de origem humilde, foi totalmente ignorada por eles, mesmo sendo a oficial e fazendo Ayrton muito feliz, ao contrário de Xuxa que só o fez sofrer quando estiveram juntos. Bom, Xuxa não largaria nenhum dia sequer da vida dela para se dedicar a ele e ao relacionamento como Adriane fez durante mais de 1 ano. Todo mundo já sabe dessa história do Ayrton. Foi um verdadeiro desrespeito a memória do piloto e Adriane.




Xuxa recebeu todas as honras de viúva por parte da família de Ayrton Senna, em seu velório, ficou o tempo todo ao lado deles e do caixão do piloto, enquanto Adriane Galisteu sofria a morte do companheiro bem de longe, atrás das grades. Já no enterro aconteceu o mesmo, continuou ignorada pela família de seu grande amor. 


Adriane Galisteu foi desrespeitada no funeral do piloto





************************


FONTE PESQUISADA

COLETIVA.NET - "Tenho um rádio no lugar do coração", garante Alexandre Garcia. Disponível em: <https://coletiva.net/especiais-24-congresso-da-agert/-tenho-um-radio-no-lugar-do-coracao-garante-alexandre-garcia,230778.jhtml>. Acesso em: 01 de outubro 2017.

domingo, 3 de setembro de 2017

Kennedy, Lennon, Diana e Senna São Todos ícones



Prefácio do livro "Fatal Weekend"

Este foi um livro que me exigiu muito para escrever. Por duas vezes nos últimos anos eu o abandonei devido às dificuldades de escrever sobre um assunto tão carregado emocionalmente. Eventualmente, eu coloquei isto de lado e apenas segui com o que é um livro essencialmente acerca de quatro dias em 1994. São eventos que ocorreram 21 anos atrás, pelo qual deveríamos já ter esquecido, mas que de alguma forma hoje ainda é importante. No final, havia ainda muita coisa não dita.

Quinta-feira 28 de abril a domingo 1 de maio de 1994, foi o fim de semana mais famoso da história da Fórmula 1 e o terceiro evento mais infame do esporte mundial após o atentado terrorista de Munique em 1972 e o acidente de 24 horas de Le Mans em 1955.

Como na morte do presidente John F. Kennedy em 1963 e da princesa Diana em 1997, todos se lembram exatamente onde estavam e o que estavam fazendo quando souberam da morte de Ayrton Senna. A morte de Senna pôs o Brasil de joelhos, assim como a morte de Kennedy devastou os Estados Unidos da América e a morte de Diana abalou a Grã-Bretanha.

Felizmente, a morte inesperada de tais ícones de repente e em seu auge é rara. Na era moderna, Kennedy, Senna, Diana, John Lennon, Michael Jackson e Elvis Presley estiveram conosco um minuto e, literalmente, se foram no próximo [minuto]. Jackson e Presley morreram em circunstâncias suspeitas e quando eles estavam bem, além do melhor deles.

Mas Kennedy, Lennon, Diana e Senna são diferentes porque morreram no auge de seus poderes e cruelmente abatidos por eventos que não foram culpa deles. E, no entanto, por alguma coincidência estranha, cada um teve um papel inocente em suas próprias mortes. Kennedy deveria ter insistido em que a bolha de vidro à prova de balas fosse colocada em seu carro, especialmente no hostil estado do Texas, mas, por razões mais conhecidas por ele mesmo, não o fez. Lennon, uma das personalidades mais famosas do mundo, porque ele se mudou para Nova York sem segurança e deixou todos saberem onde ele morava, preparou-se para o lobo solitário. Mesmo as medidas de segurança mais simples teriam salvado a vida de John Lennon. Diana nunca deveria estar em um carro sendo conduzido em alta velocidade no final de uma noite de sábado em Paris. Nunca.

Senna, pelas mesmas razões, deveria ter insistido na proteção de barreira de pneus para o muro de concreto em Tamburello quando ele inspecionou o circuito no dia 9 de março.

Uma bolha de vidro, uma segurança básica, uma condução mais segura e algumas centenas de pneus velhos eram tão óbvias precauções para tomar contra o risco de morte que eles quase desafiam a crença. É justo dizer que, com tais precauções básicas rotineiras, todos os quatro estariam vivos e bem hoje, permitindo-lhes chegarem a velhice.

A morte de Ayrton Senna era tão inconcebível quanto a morte de John Kennedy e da princesa Diana. Os eventos inconcebíveis deixaram grandes legados e fizeram com que as pessoas passassem anos e anos tentando entender o porquê e como.

Algumas pessoas podem pensar que é bizarro comparar a morte de um estadista mundial como Kennedy e um ícone global como Diana com o de Ayrton Senna, que era apenas um piloto de corrida, um homem que dirigia carros em círculos para ganhar a vida. Mas o mérito de Senna é de um ícone que deu esperança ao Brasil, então um país muito pobre com milhões vivendo na pobreza. Como Julian Jakobi [antigo empresário de Senna] diz em outro lugar deste livro, você teria que ir ao funeral de Senna para apreciar esse fato.

Senna foi uma inspiração para todo um continente de sul-americanos. E ninguém deve duvidar de que a morte de Senna e seu funeral subseqüente significassem tanto para a América do Sul como a morte de Kennedy para América do Norte e a Princesa Diana para a Grã-Bretanha. E assim como a América foi roubada do futuro potencial de John Kennedy, então o Brasil foi roubado do futuro potencial de Senna.

A coisa mais triste é que, sob qualquer ângulo que se examine, Senna não deveria ter morrido. Ele correu na era mais segura da Fórmula 1. Ele correu em uma época em que era realmente muito difícil morrer em um carro da Fórmula 1. A era em que ninguém morreu em um carro de Fórmula 1, fora de 30 de abril/1 de maio de 1994, durava 30 anos. Tornou-se algo que é incrivelmente seguro de fazer.

Este livro registra a lista de circunstâncias que formaram a cadeia de eventos que levou à morte de Senna. É um dos mais longos.

Em primeiro lugar, os sistemas de suspensão ativa nunca deveriam ter sido removidos dos carros que foram projetados para os ter. A remoção tornou os carros (especialmente o Williams-Renault) instáveis. Os novos regulamentos foram bem intencionados e era o direito de fazer, mas deveriam ter sido introduzidos em 1995, dando às equipes aviso prévio para projetar carros novos. Por isso, Max Mosley deve assumir a culpa por impor à força esta alteração sem dar o devido aviso prévio. A forma como foi feito no Grande Prêmio de Canadá de 1993 foi pobre e mal pensada. Mosley e Charlie Whiting fizeram uma incrível quantidade de esforços para tornar a Fórmula 1 segura, mas eles baixaram a guarda a respeito da suspensão ativa.

Em segundo lugar, deveria ter havido uma série de pneus protegendo o muro de concreto em Tamburello. Por que não houve é um mistério inexplicável e, sobre isso, Ayrton Senna deve ter a culpa, ele realizou uma inspeção de segurança algumas semanas antes de seu acidente. Há muitas pessoas que também devem ter uma certa culpa por isso. Tamburello tinha sido o cenário de cinco acidentes importantes - deveria ter tido uma parede de pneu. 21 anos depois, ninguém quer discutir esta precaução de segurança bastante básica.

Em terceiro lugar, o sistema de direção do carro de Williams era suspeito e provavelmente falhou no momento do acidente. Se tivesse estado tudo em ordem [se estivesse top de linha], Senna provavelmente teria conseguido se afastar de problemas. A coluna de direção tinha fadiga de metal devido a uma modificação quase impossível, quase amadora, feita contra tudo o que a Fórmula 1 representava para manter a segurança nos carros. Embora não fossem diretamente responsáveis, Patrick Head e Adrian Newey devem assumir a culpa por isso.

A corrida nunca deveria ter ocorrido. Roland Ratzenberger bateu e morreu no dia anterior. O que quer que alguém tenha dito depois, Ratzenberger morreu na hora, e Sid Watkins deveria tê-lo declarado morto de acordo com a lei. No entanto, Watkins estava sob a pressão de Bernie Ecclestone para nunca declarar um piloto morto na pista e sempre levá-los ao hospital primeiro [fazer encenação caso fosse necessário]. Mas se Watkins tivesse atuado corretamente, a corrida teria sido cancelada e Senna não teria morrido naquele fim de semana. Watkins e Ecclestone devem compartilhar a culpa por isso.

O capacete de Senna quase certamente estava no limite da legalidade. Era de peso mais leve do que um capacete normal e também tinha uma viseira mais fina. Com um peso mais pesado de capacete, ele teria tido uma chance muito maior de sobrevivência e isso era inteiramente sua culpa, pois ele usava um capacete mais leve procurando por uma vantagem.

Senna estava sobrecarregando seu carro durante toda a temporada de 1994 para acompanhar Benetton de Michael Schumacher. Depois que a temporada terminou, o carro de Schumacher provaria ser ilegal por empregar controle de tração, o que lhe deu vantagem. Na volta sete do Grande Prêmio de São Marino, Senna estava sob a enorme pressão de ser perseguido por um carro muito mais rápido. Sem isso, ele poderia ter entrado em Tamburello com mais cautela e ter sido capaz de salvar sua própria vida. Por assim dizer, ele não deixou nenhuma margem de manobra. Por isso, as pessoas que dirigiram a equipe de Benetton devem ter a culpa, pois eles estavam indubitavelmente conscientes do que estava acontecendo e, infelizmente, contribuíram para a morte de Senna.

Senna ficou profundamente perturbado nesse fim de semana com a morte de Roland Ratzenberger e o grave acidente de seu compatriota Rubens Barrichello. Todos esses acidentes violentos perturbaram Senna, e esses dois dias sem dúvida o desequilibraram. Qualquer um que analisa as fotografias e o vídeo daquela manhã da corrida pode ver claramente que Senna não estava em condições de entrar em um carro de Fórmula 1.

A principal causa disso foi a morte de Ratzenberger. Ratzenberger não deveria ter morrido. A equipe Simtek não tinha dinheiro suficiente para competir na Fórmula 1 e, portanto, correu em um carro sub-padrão, o que, por uma série de razões, causou a morte de Ratzenberger e, por isso, muitas pessoas, incluindo o chefe da equipe, Nick Wirth, são culpados. A morte de Ratzenberger, como muitos acidentes na Fórmula 1, foi erroneamente responsabilizado por erro do piloto. Não foi nada disso. As fixações da asa dianteira falharam e fizeram com que a asa subisse no carro, negando a Ratzenberger a habilidade de guiá-lo.

Por fim, Senna estava perturbado com a conduta de seu irmão mais novo, Leonardo, que havia passado dos limites, interferindo na vida pessoal de seu irmão, e ele tem a culpa por desestabilizar seu irmão nos dias que antecederam o Grande Prêmio de São Marinho.

Então, o que podemos aprender 21 anos depois? Ainda há alguns erros que precisam ser concertados. O campeonato mundial de 1994 foi horrivelmente manchado pelos trapaças da equipe Benetton. A conquista do primeiro campeonato mundial de Michael Schumacher foi uma farsa, e não há dúvida de que Schumacher deveria ter sido excluído do campeonato por ter pilotado um carro ilegal.

A trapaça da equipe Benetton foi a mais flagrante já vista na Fórmula 1. Quando Johnny Herbert se juntou ao time mais tarde na temporada, ele deu uma volta no carro de Schumacher quando o controle de tração foi acidentalmente deixado e não podia acreditar na diferença no carro de Schumacher em comparação com o seu próprio Benetton-Ford.

O principal homem responsável pela flagrante fraude, Tom Walkinshaw, está morto agora, mas não é tarde demais para a FIA fazer algo retrospectivamente sobre o campeonato mundial de 1994. O resultado do campeonato de 1994 é um insulto contínuo à memória de Ayrton Senna.

A FIA poderia começar por despojar a equipe de Benetton e Michael Schumacher desse campeonato de 1994 e entregá-la a Williams e Damon Hill. Esse campeonato não pertence a Schumacher ou Benetton. Michael Schumacher provou mais tarde, seis vezes, que ele era o melhor motorista da Fórmula 1 [depois da morte de Senna], mas em 1994 não o fez.

Em muitos aspectos, o erro já foi corrigido. Embora Schumacher ganhasse o campeonato mundial sete vezes e, por esse motivo, deve ser considerado "o maior", ele não é. Em 2004, lembro que ainda havia muitos debates sobre o status de Senna na história da Fórmula 1. Agora, 11 anos depois, isso mudou e há unanimidade na opinião de que ele era o maior e mais rápido motorista de Fórmula 1. Assim, o verdadeiro legado de Ayrton Senna finalmente foi estabelecido, e ele foi reconhecido pelo que ele era e é "o maior".

E, finalmente, à medida que este livro é assinado para imprimir, menciono antecipadamente algo que você pode ler no livro e particularmente não gostar. Há algumas críticas leves do professor Sid Watkins mais tarde nessas páginas. Deixe-me explicar. Antes de morrer, falei mais de uma vez ao professor Watkins sobre o fim de semana de 1º de maio. Fiquei sempre mistificado com as lacunas nas respostas do professor. Ele foi o homem que tirou o capacete de Senna de sua cabeça antes das duas e meia da tarde de domingo, 1 de maio de 1994. Ele foi o primeiro a perceber que o maior piloto de todos os tempos estava morto. Mas o professor Watkins nunca chegou a falar sobre os detalhes da morte de Senna ou Ratzenberger. Agora, sabemos o porquê - de acordo com as regras médicas, os dois motoristas deveriam ter sido declarados mortos na pista. Verdade, ele conseguiu que o coração de Senna voltasse imediatamente, então havia uma razão válida para remover Senna para o hospital, mas certamente a existência do pulso de Ratzenberger estava apenas na imaginação do professor. Claro, se a morte de Ratzenberger tivesse sido tratada corretamente, o Grande Prêmio de São Marino teria sido cancelado, e Ayrton Senna provavelmente estaria vivo hoje, felizmente aposentado: um empresário bilionário e talvez um campeão mundial de seis ou sete vezes.

Temo de que o professor Watkins tenha cometido um erro ao não declarar Ratzenberger morto na pista e, de forma inconsciente, criando uma situação muito instável para o resto do fim de semana da corrida. Os médicos nunca mais devem ser submetidos a essa pressão apenas para garantir que a corrida continue.

Algumas coisas são mais importantes.

Tom Rubython
Olney Park
Buckinghamshire
25 de outubro de 2015


********************************************

FOREWORD

Kennedy, Lennon, Diana
and Senna are icons all

This has been a very demanding book to write. Twice in the past few years I abandoned it because of the difficulties of writing about a subject so emotionally charged. Eventually, I put that to one side and just got on with what is essentially a book about four days in 1994. They are events that happened 21 years ago, which we should have forgotten but that somehow today still really matter. In the end there was too much still left unsaid.

Thursday 28th April to Sunday 1st May 1994 was the most infamous weekend in Formula One history and the third most infamous event in world sport after the Munich Olympics terrorist attack in 1972 and the Le Mans 24 hours crash in 1955.

Like the death of President John F. Kennedy in 1963 and Princess Diana in 1997, everyone can remember exactly where they were and what they were doing when they heard about the death of Ayrton Senna. The death of Senna brought Brazil to its knees just as Kennedy’s death devastated the United States of America and Diana’s death shook Britain to its very core.

Thankfully, the unexpected death of such icons suddenly and at their peak is rare. In the modern age, there have been Kennedy, Senna, Diana, John Lennon, Michael Jackson and Elvis Presley who have been with us one minute and literally gone the next. Jackson and Presley died in suspicious circumstances and when they were well past their best.

But Kennedy, Lennon, Diana and Senna were different because they were killed at the very height of their powers and cruelly struck down by events that were no fault of their own. And yet, by some strange coincidence, each had an innocent role in their own deaths. Kennedy should have insisted that the bulletproof glass bubble be placed on his car, especially in the hostile state of Texas, but for reasons best known to himself he did not. Lennon, one of the most famous personalities in the world, because he moved around New York with no security and let everyone know where he lived, set himself up for the lone-wolf nutcase. Even the simplest of security measures would have saved John Lennon’s life. Diana should never have been in a car being driven at high speed late on a Saturday night in Paris. Never.

Senna, for very much the same reasons, should have insisted on tyre barrier protection for the concrete wall at Tamburello when he inspected the circuit on 9th March.

A glass bubble, some basic security, safer driving and a few hundred old tyres were such obvious precautions to take against the risk of death that they almost defy belief. It is fair to say that with such basic everyday precautions, all four would be alive and well today, old age permitting.

The death of Ayrton Senna was as inconceivable as was the death of John Kennedy and Princess Diana. The inconceivable events left large legacies and caused people to spend years and years trying to understand why and how.
Some people may think it bizarre to compare the death of a world statesman like Kennedy and a global icon like Diana to that of Ayrton Senna who was just a racing driver, a man who drove cars round in circles for a living. But Senna’s worth was as an icon who gave hope to Brazil, then a very poor country with millions living in poverty. As Julian Jakobi says elsewhere in this book, you had to go to Senna’s funeral to appreciate that fact.

Senna was an inspiration to a whole continent of South Americans. And no one should doubt that Senna’s death and his subsequent funeral meant just as much to South America as Kennedy’s death did to North America and Princess Diana’s to Great Britain. And just as America was robbed of the future potential of John Kennedy, so Brazil was robbed of the future potential of Senna.

The saddest thing is that, by any measure you care to use, Senna should not have died. He raced in the safest-ever era of Formula One. He raced in an age when it was actually very difficult to die in a Formula One car. The era when no one died in a Formula One car, outside of 30th April/1st May 1994, spanned 30 years. It has become something that is incredibly safe to do.

This book records the list of circumstances that formed the chain of events that led to Senna’s death. It is a long one.

Firstly, active suspension systems should never have been removed from cars that were designed to have them. Its removal made the cars (especially the Williams-Renault) unstable. The new regulations were well intentioned and were the right to do but should have been introduced in 1995, giving the teams due notice to design new cars. For this, Max Mosley must take the blame for railroading through this change without giving due notice. The way it was done at the 1993 Canadian Grand Prix was shabby and ill-thought through. Mosley and Charlie Whiting did an incredible amount of work to make Formula One safe, but they dropped the ball over active suspension.

Secondly, there should have been a treble row of tyres protecting the concrete wall at Tamburello. Why there wasn’t is an inexplicable mystery and, for this, Ayrton Senna must take the blame as he carried out a safety inspection himself a few weeks before his accident. There are a lot of people who must also take some of the blame for this. Tamburello had been the scene of five major accidents – it should have had a tyre wall. 21 years later, no one wants to discuss this pretty basic imperative safety precaution.

Thirdly, the Williams car’s steering system was suspect and probably failed at the point of the accident. If it had been in tip top order, Senna probably would have been able to steer himself out of trouble. The steering column had metal fatigue due to a scarcely believable, almost amateurish, modification made to it that went against everything Formula One stood for in maintaining safety in cars. Although they were not directly responsible, Patrick Head and Adrian Newey must take the blame for that.

The race should never have taken place at all. Roland Ratzenberger crashed and died on the previous day. Whatever anyone said afterwards, Ratzenberger was dead on impact, and Sid Watkins should have declared him dead in line with the law. However, Watkins was under pressure from Bernie Ecclestone never to declare a driver dead at the scene and always get them to hospital first. But if Watkins had acted properly, the race would have been cancelled and Senna would not have died that weekend. Watkins and Ecclestone must jointly share the blame for this.

Senna’s helmet was almost certainly on the limit of legality. It was of lighter weight than a normal helmet and also had a thinner visor. With a heavier weight of helmet he would have had a much better chance of survival and this was entirely his own fault as he wore a lighter helmet looking for an edge.

Senna was overdriving his car throughout the 1994 season to keep up with Michael Schumacher’s Benetton. After the season ended, Schumacher’s car was to prove to be illegal for employing traction control, which give him the advantage. On lap seven of the San Marino Grand Prix, Senna was under the huge pressure of being chased by a much faster car. Without that, he may have gone into Tamburello more cautiously and been able to save his own life. As it was, he left himself no leeway. For this, the people who ran the Benetton team must take the blame as they were undoubtedly aware of what was going on, and it sadly contributed to Senna’s death.

Senna was deeply troubled that weekend by the death of Roland Ratzenberger and the serious accident of his countryman Rubens Barrichello. Every violent accident upset Senna, and two in two days had undoubtedly unbalanced him. Anyone who studies the still photographs and video of that morning of the race can clearly see that Senna was in no state to get in a Formula One car.

The principal cause of that was Ratzenberger’s death. Ratzenberger shouldn’t have died. The Simtek team did not have enough money to go Formula One racing and therefore raced in a sub-standard car, which, for a myriad of reasons, caused Ratzenberger’s death and, for that, many people, including team principal Nick Wirth, must take the blame. Ratzenberger’s death, like many accidents in Formula One, was wrongly blamed on driver error. It was nothing of the sort. The front wing fixings failed and caused the wing to go under the car, denying Ratzenberger the ability to steer it.

Lastly, Senna was distraught over the conduct of his younger brother, Leonardo, who had stepped over the line by interfering in his brother’s personal life, and he must take the blame for destabilising his brother in the days leading up to the San Marino Grand Prix.

So what can we learn 21 years later? There are still a few wrongs that need righting. The 1994 world championship was horribly tainted by the shenanigans of the Benetton team. The winning of Michael Schumacher’s first world championship was a farce, and there is absolutely no doubt that Schumacher should have been thrown out of the championship for running an illegal car.
The Benetton team’s cheating was the most blatant ever seen in Formula One. When Johnny Herbert joined the team later in the season, he was given a run in Schumacher’s car when the traction control had been accidentally left on and could not believe the difference in Schumacher’s car compared with his own Benetton-Ford.

The man mainly responsible for the blatant cheating, Tom Walkinshaw, is dead now but it is not too late for the FIA to do something retrospectively about the 1994 world championship. The outcome of the 1994 championship is an ongoing insult to the memory of Ayrton Senna.

The FIA could make a start by stripping the Benetton team and Michael Schumacher of that 1994 championship and handing it to Williams and Damon Hill. That championship does not belong to Schumacher or Benetton. Michael Schumacher later proved, six times, that he was the best driver in Formula One but in 1994 he didn’t.

In many ways, the wrong has already been righted. Although Schumacher won the world championship seven times and for that reason alone should be regarded as ‘the greatest’, he is not. In 2004, I remember there was still a lot of debate about Senna’s status in the history of Formula One. Now, 11 years later, that has changed and there is unanimity of the opinion that he was the greatest and fastest Formula One driver. So Ayrton Senna’s true legacy has finally been established, and he has been recognised for what he was and is ‘the greatest.’

And finally, as this book is signed off for printing, I mention in advance something you may read in the book and not particularly like. There is some mild criticism of Professor Sid Watkins later in these pages. Let me explain. Before he died, I spoke at length, more than once, to Professor Watkins about the weekend of 1st May. I was always mystified with the gaps in the Professor’s answers. He was the man who lifted Senna’s helmet from his head just before half past two on the afternoon of Sunday 1st May 1994. He was the first man to realise that the greatest driver of all time was dead. But Professor Watkins was never completely forthcoming about the details of Senna’s or Ratzenberger’s death. Now we know why – according to medical rules, both drivers should have been declared dead at the scene. True, he did get Senna’s heart going again immediately so there was a valid reason to remove Senna to hospital, but certainly the existence of Ratzenberger’s pulse was only in the Professor’s imagination. Of course, if Ratzenberger’s death had been correctly handled, then the San Marino Grand Prix would have been cancelled, and Ayrton Senna would in all probability be alive today, happily retired: a billionaire businessman and maybe a six or seven times world champion.

I am afraid Professor Watkins erred in not declaring Ratzenberger dead at the scene and thereby unwittingly creating a very unstable situation for the rest of the race weekend. Doctors must never again be put under such pressure just to ensure that the race goes on.

Some things are more important.

Tom Rubython

Olney Park

Buckinghamshire

25th October 2015




FONTE PESQUISADA

RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.