Entrevista com Cecília Yoshizawa, Ex-Assessora de Imagem do Ayrton Senna
25 de outubro de 2021, Canal do Youtube Josi TV
Entrevista com Cecília Yoshizawa, Ex-Assessora de Imagem do Ayrton Senna
25 de outubro de 2021, Canal do Youtube Josi TV
São Paulo, SP
Publicação 01/08/18 | 16:12
Um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro, Ayrton Senna foi novamente lembrado pelo mundo do automobilismo. Em entrevista ao podcast oficial da F1, Martin Brundle, ex-piloto e atual comentarista da Fórmula 1 na televisão inglesa, relembrou um momento marcante que teve quando tinha o brasileiro como um dos seus principais rivais.
"Jamais vou me esquecer de um dia em que Ayrton me ultrapassou na F3, em Silverstone. Estava chovendo muito, ele foi por fora de mim na curva Stowe. A chuva era muito intensa mesmo e eu estava na liderança da prova. Ele foi com tanta força, e eu lembro que, naquele momento, eu dizia para mim mesmo ‘você não vai conseguir completar’.De forma impressionante, Ayrton fez toda a trajetória aberta e saiu na minha frente. Na hora, eu me perguntei como ele tinha feito aquilo”,
“Depois disso, eu segui Ayrton e terminei em segundo. No pódio, eu aproveitei e falei pra ele ‘A sua linha na Stowe na segunda parte da corrida não funcionou, não?’ Ele disse: ‘Não sei, não tentei. Estava muito molhado.’ Ele tinha esse conhecimento, esse dom, a experiência que eu não tinha”, continuou Brundle.
Por fim, o comentarista destacou que, para ele, Senna mesclava arrogância com enorme talento. "Todas as características que vi em Ayrton em 1983, eu também presenciei depois na F1. Ele era muito convencido de que todo o mundo estava contra ele, e que a FIA estava contra ele. Mas ele tinha um talento muito grande, como na história de Silverstone. Lá, ele sabia exatamente o que fazer. Na minha opinião, ele é o maior piloto de todos os tempos".
FONTE PESQUISADA
GAZETA ESPORTIVA - Ex-piloto britânico relembra momento marcante com Ayrton Senna. Disponível em: <https://www.gazetaesportiva.com/motor/formula-1/ex-piloto-britanico-relembra-momento-marcante-com-ayrton-senna/>. Acesso em: 11 de Julho de 2023.
Do UOL, em São Paulo
uol.com.br
10/09/2021 00h38
Nelson Piquet diz que Schumacher fazia 'muita coisa errada' na pista
Nelson Piquet comentou sobre alguns pilotos que marcaram história na Fórmula1. Ao analisar a trajetória de Michael Schumacher no campeonato deautomobilismo, o tricampeão mundial disse que o alemão teve algumas atitudeserradas em determinadas disputas, o que colocava a vida de outros profissionais em risco.
"O Schumacher fazia muita coisa errada. O Senna também. Eu não arriscarianunca a vida de um competidor. Jogar o carro em cima do outro, fazer umacidente. Naquela velocidade tudo pode acontecer", começou por dizer ele,que completou:
"Ele fez muito isso, em várias ocasiões. Apesar do valor dele e tudo que ele fez,não eram certas essas atitudes", no 'Agora com Lacombe', na Rede TV.
Campeão do mundo sete vezes, Schumacher sofreu grave acidente enquantoesquiava na estação de Meribel, nos Alpes Franceses, no dia 29 de dezembrode 2013. Ele bateu a cabeça em uma pedra e, mesmo de capacete, entrou emcoma. Desde então, sua família optou por manter o estado de saúde de em sigilo.
Recentemente, o site Race Fans publicou ontem (8), algumas frases de Corinna,esposa de Schumacher, que estarão no documentário sobre o piloto, produzidopela Netflix. De acordo com o portal, Corinna afirmou que o alemão "está aqui",mas de maneira diferente. Além disso, ressaltou que todos da família sentem falta de Michael.
Mas Michael mostrou algum medo depois que seu rival Ayrton Senna morreu em um acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994.
Com apenas 34 anos, o piloto brasileiro Senna bateu ao
tentar ficar à frente de Michael na corrida, com seu carro batendo em um muro
de concreto a 234 km por hora.
Ninguém sabia se Senna estava morto – se isso fosse
declarado, a corrida teria sido interrompida, mas Michael acabou vencendo.
Com a saída de Senna, Michael se tornou a figura número um
na Fórmula 1, mas a morte de seu rival trouxe para casa os perigos do esporte.
Imagens históricas de Michael mostram que quando ele correu
ele começou a pensar, “este é o lugar onde eu poderia estar morto”.
“Eu não tinha certeza se conseguiria dirigir sem pensar
nisso”, acrescenta.
“Isso foi algo muito estranho. Eu acordo durante a
noite e durmo talvez três horas por noite, coisas assim. ”
Relembrando o incidente de maio de 1994, Corinne revela a
extensão das lutas de Michael durante esse período.
“Nós nos perguntamos como isso poderia ter acontecido - e
Michael realmente se perguntou se todos estavam agindo corretamente”, diz ela.
“Foi muito difícil. Foi uma luta real para ele, mas ele
era um mestre em bloquear as coisas.
"Ele foi capaz de se concentrar tão intensamente em
tudo o que estava fazendo que bloqueava todo o resto."
By Natasha Wynarczyk
10:58, 8 Sep 2021 | UPDATED 11:02, 8 Sep 2021
But Michael did show some fear after his close rival Ayrton
Senna died in a crash at the 1994 San Marino Grand Prix.
Aged just 34, Brazilian driver Senna crashed as he tried to
stay ahead of Michael in the race, with his car running into a concrete wall at
145 miles per hour.
Nobody knew if Senna was dead - if this had been declared
the race would have been stopped, but Michael went on to win it.
With Senna gone, Michael became the number one figure in
Formula One, but his rival’s passing brought home the dangers of the sport.
Historic footage of Michael shows that when he raced he
started thinking, “this is the place I could be dead”.
“I wasn’t sure if I could drive without thinking that,” he
adds.
“That was something very strange. I wake up during the night
and I sleep maybe three hours a night, stuff like this.”
Recalling the May 1994 incident, Corinne reveals the extent
of Michael’s struggles during that period.
“We asked ourselves how it could have happened - and Michael
really asked himself if everyone was acting correctly,” she says.
Michael Schumacher's wife Corinna said her husband struggled in the aftermath of racing rival Ayrton Senna's death at the 1994 San Marino Grand Prix.
(Image: ALPHA-©Alpha Press)
“It was really difficult. It was a real struggle for him,
but he was a master at blocking things out.
“He was able to focus so intently on whatever he was doing
that he blocked out out everything else.”
Por Joel Ribeiro -22 de Outubro, 2020
GAZETA DAS CALDAS - gazetadascaldas.pt
Sónia Ito acompanha Ayrton Senna numa das conferências de imprensa de um Grande Prémio do Japão, em Suzuka | DRCaldense é tradutora-intérprete no automobilismo nipónico e trabalhou com o astro brasileiro, a quem atribuiu grande parte da responsabilidade do gosto que ganhou pela atividade que mantém
O grande circo da Fórmula 1 regressa este fim de semana a Portugal, mais de 24 anos após a última presença em solo luso. O brasileiro tricampeão do mundo Ayrton Senna é, ainda hoje, uma das grandes figuras do desporto e uma caldense teve a oportunidade de trabalhar com ele de perto.
A luso-japonesa Sónia Ito é natural de Lisboa e caldense adotiva, mas aos 13 anos partiu para Nagoya, no Japão, com os pais. Formada em Antropologia, trabalhar no automobilismo, e mais precisamente na categoria rainha, foi algo que surgiu por acaso.
Nagoya é relativamente perto do circuito de Suzuka, propriedade da Honda, e em 1986 estava a pedir tradutores em part-time. Sónia Ito tinha, então, 17 anos e viu oportunidade para ter algum contacto com pessoas de outras nacionalidades, o que não era comum naquela região, na altura. “Seria giro e ainda ganharia algum dinheiro”, recorda.
Foi escolhida para trabalhar como tradutora, fazer o apoio no contacto entre os media estrangeiros e a organização japonesa dos eventos, “porque poucos japoneses falavam Inglês nessa altura”, conta.
Um ano depois, em 1987, Suzuka voltou a receber o Grande Prémio do Japão de Fórmula 1, após um hiato de 10 anos. “Na altura o Ayrton Senna era só mais um entre os pilotos”, recorda. O então jovem brasileiro corria pela Lotus Honda, mas só no ano seguinte atingiria todo o seu potencial ao volante do mítico McLaren Honda MP4/4.
É nessa altura que Ayrton Senna se torna um fenómeno global, e muito em especial no Japão. “A Honda gostava muito dele e todos os espetadores japoneses o admiravam. Era uma pessoa com muita garra, que tinha um sonho e sabia o que tinha que fazer para lá chegar”, descreve.
É também a partir dessa altura que Sónia Ito teve um contacto mais próximo e frequente com o piloto, que visitava muitas vezes o país para testes e visitas à fábrica do construtor japonês.
“Tive a oportunidade de conhecer as duas facetas que ele tinha”, diz Sónia Ito. Por um lado, o competidor feroz, por outro a pessoa sensível e “muito humana”.
Nos cinco anos de ligação entre a McLaren, a Honda e Ayrton Senna, o brasileiro conquistou três títulos, numa altura em que a corrida japonesa era uma das últimas do calendário e na qual muito se decidiu. Sónia Ito lembra as festas no final das corridas em que venceu, num bar que existia no autódromo. “Foram grandes festejos, com karaoke, juntava-se toda a gente, conversava-se e ele divertia-se”, recorda. E lembra também, em 1989, que “estava furioso” após o incidente com Alain Prost e a decisão da FIA em retirar-lhe a vitória e a hipótese de lutar pelo título.
Em 1994, ano da morte do piloto, houve duas corridas no Japão e Sónia Ito esteve com Ayrton Senna no Grande Prémio do Pacífico, uma semana antes do acidente que o vitimou, em Ímola. E até tem um episódio curioso. “Tinha comprado uma câmara, o Ayrton tinha um fotógrafo que era meu amigo e ele ficou com a minha câmara para nos tirar fotografias. Não as revelei logo e deu-se o acidente. Curiosamente, todas as fotografias em que ele está estão tremidas, como se fosse uma premunição”, conta.
Sónia Ito diz que o brasileiro foi um dos responsáveis pelo gosto que ganhou pela atividade, que mantém até aos dias de hoje. E em todo o seu percurso na Fórmula 1 diz que não encontrou outro piloto como o brasileiro. “Tinha um carisma, uma presença, que nunca mais vi em nenhum piloto. E trabalhei com grandes campeões, como o Schumacher, o Vettel e o Hamilton”, sublinha. É isso que faz com que, ainda hoje, seja um dos pilotos mais admirados, muito particularmente no Japão, onde Senna passou a ser nome próprio.
“Nas corridas de promoção já começam a aparecer jovens japoneses com esse nome”, sublinha.
“A” Ayrton Senna
Sónia Ito tem duas histórias curiosas e que são mais dois pontos na ligação estreita que teve com Ayrton Senna.
A primeira passou-se em 1994, quando o piloto foi homenageado em Suzuka. “A irmã, Viviane, foi representá-lo e quando nos vimos exclamámos que somos mesmo parecidas, talvez fosse um pouco por isso que se sentia tão em casa aqui”, conta Sónia Ito.
O outro é que Sónia se desloca de forma frequente de mota e, com o capacete posto, como só se vêem os olhos, muitas vezes os japonenses lhe chamavam a Ayrton Senna. “Ficava toda feliz”, exclama Sónia Ito.
FONTE PESQUISADA
RIBEIRO, Joel. Sónia Ito recorda Ayrton Senna na semana do regresso da F1 a Portugal. Disponível em: <https://gazetadascaldas.pt/sociedade/sonia-ito-recorda-ayrton-senna-na-semana-do-regresso-da-f1-a-portugal/>. Acesso em: 22 de outubro 2020.
TÓQUIO (IPC Digital) – Até hoje Ayrton Senna é referência no Japão, quando perguntado aos japoneses.
Tamanha admiração de um país tão distante do Brasil é devido a três fatores, segundo profissionais japoneses ligados à Fórmula 1, que conviveram com o tricampeão brasileiro:
FATOR 1) Senna não era europeu, era alguém que vinha de fora, e isso era visto como um desafio, segundo o jornalista Masuhiro Owar;
FATOR 2) Os japoneses não gostam de gente política, como Prost, e Senna também não gostava.
FATOR 3) Senna chegou em um momento em que a F-1 estava crescendo, com o retorno do GP do Japão e o início das transmissões com a TV Fuji em 1987. E como não havia grandes pilotos, era preciso escolher um herói. Na época Senna estava pilotando para a Honda, foi fácil para os japoneses escolher.
Apesar da identificação ter sido fácil e rápida, o que começou como uma torcida acabou se tornando uma espécie de idolatria muito em função do jeito de ser do brasileiro, semelhante ao dos japoneses em alguns aspectos.
“Mesmo depois de 20 anos, não há ninguém como ele. Nossos heróis nunca foram fortes fisicamente, mas sim mentalmente. O judô tem como princípio fazer com que o mais fraco bata o mais forte. Nós somos assim: pessoas normais, mas fortes mentalmente. E apreciamos isso.”
O fotógrafo Fujio Hara concorda. “Ele era magro e as corridas não eram fáceis para ele fisicamente. Então ele sempre pesquisava o que poderia fazer para aguentar todo o fim de semana. Ele era muito forte nesse aspecto: sabia dividir a energia em cada sessão.”
Trabalhando com a montadora, o fotógrafo conseguiu um acesso especial ao tricampeão. E também despertou sua curiosidade. “Quando ele estava na pista, sabia quem era cada fotógrafo. E me perguntava por que eu ficava escondido lá no fundo, com uma lente maior que a dos outros. Eu gosto de tirar foto mais de longe para tirar fotos mais naturais, e ele dizia ‘você quer me pegar desprevenido!’. Mas sempre pedia para ver como tinham ficado as fotos”, conta.
“As pessoas na FIA não gostavam muito dele na época. Os japoneses sabiam que ele não se sentia bem com isso e ficavam do lado dele. Gostavam dele por sua maneira de ser, porque ele não estava satisfeito com aquilo, mas aguentava e dava sempre seu melhor, assim como os japoneses fazem. Eles gostam de gente que não reclama explicitamente, mas que se ‘vinga’ com resultados.”
Outra testemunha desta paixão é Sonia Ito, que mudou-se com a família de Portugal para o Japão em 1982 e, desde 1987, trabalha como tradutora em Grandes Prêmios. A profissional acredita, contudo, que não eram as palavras que aproximavam o piloto brasileiro dos japoneses.
“Vai além da barreira da linguagem, tem a ver com o jeito de ser. Tínhamos o Prost, que tinha muita garra e era muito bom, mas o Senna passava algo diferente e os japoneses sentiam isso. Eles são muito sensíveis, não falam muito, então esse tipo de comunicação sem palavras é importante para eles. Eles gostavam do Prost como piloto, mas nada como o Ayrton”, contou Sonia ao UOL Esporte.
“Ele sempre dava muita atenção aos jornalistas japoneses porque sabia que representava a Honda. As pessoas o amavam. Eles nunca tiveram esse tipo de paixão por outro piloto. O Michael [Schumacher] acabou ficando muito famoso também por aqui, mas o amor que eles têm pelo Ayrton é diferente, é como no Brasil.”
FONTE: UOL ESPORTE
FONTE PESQUISADA
IPC.DIGITAL - Conheça de onde veio idolatria por Senna no Japão e no quê ele se parecia com os japoneses. Disponível em: <https://ipc.digital/conheca-de-onde-veio-idolatria-por-senna-no-japao-e-no-que-ele-se-parecia-com-os-japoneses/>. Acesso em: 22 de outubro 2020.