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terça-feira, 11 de julho de 2023

Ex-piloto britânico relembra momento marcante com Ayrton Senna

São Paulo, SP

Publicação 01/08/18 | 16:12

Ayrton Senna comemorando a vitória em Interlagos, na temporada de 1993 (Foto: Acervo Gazeta Press)

Um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro, Ayrton Senna foi novamente lembrado pelo mundo do automobilismo. Em entrevista ao podcast oficial da F1, Martin Brundle, ex-piloto e atual comentarista da Fórmula 1 na televisão inglesa, relembrou um momento marcante que teve quando tinha o brasileiro como um dos seus principais rivais.

"Jamais vou me esquecer de um dia em que Ayrton me ultrapassou na F3, em Silverstone. Estava chovendo muito, ele foi por fora de mim na curva Stowe. A chuva era muito intensa mesmo e eu estava na liderança da prova. Ele foi com tanta força, e eu lembro que, naquele momento, eu dizia para mim mesmo ‘você não vai conseguir completar’.De forma impressionante, Ayrton fez toda a trajetória aberta e saiu na minha frente. Na hora, eu me perguntei como ele tinha feito aquilo”,

“Depois disso, eu segui Ayrton e terminei em segundo. No pódio, eu aproveitei e falei pra ele ‘A sua linha na Stowe na segunda parte da corrida não funcionou, não?’ Ele disse: ‘Não sei, não tentei. Estava muito molhado.’ Ele tinha esse conhecimento, esse dom, a experiência que eu não tinha”, continuou Brundle.

Por fim, o comentarista destacou que, para ele, Senna mesclava arrogância com enorme talento. "Todas as características que vi em Ayrton em 1983, eu também presenciei depois na F1. Ele era muito convencido de que todo o mundo estava contra ele, e que a FIA estava contra ele. Mas ele tinha um talento muito grande, como na história de Silverstone. Lá, ele sabia exatamente o que fazer. Na minha opinião, ele é o maior piloto de todos os tempos".


FONTE PESQUISADA

GAZETA ESPORTIVA - Ex-piloto britânico relembra momento marcante com Ayrton Senna. Disponível em: <https://www.gazetaesportiva.com/motor/formula-1/ex-piloto-britanico-relembra-momento-marcante-com-ayrton-senna/>. Acesso em: 11 de Julho de 2023.



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Piquet diz que Schumi jogava carro em outros pilotos: 'Muita coisa errada'



Do UOL, em São Paulo 

uol.com.br

10/09/2021 00h38

Nelson Piquet diz que Schumacher fazia 'muita coisa errada' na pista

Nelson Piquet comentou sobre alguns pilotos que marcaram história na Fórmula1. Ao analisar a trajetória de Michael Schumacher no campeonato deautomobilismo, o tricampeão mundial disse que o alemão teve algumas atitudeserradas em determinadas disputas, o que colocava a vida de outros profissionais em risco.

"O Schumacher fazia muita coisa errada. O Senna também. Eu não arriscarianunca a vida de um competidor. Jogar o carro em cima do outro, fazer umacidente. Naquela velocidade tudo pode acontecer", começou por dizer ele,que completou:

"Ele fez muito isso, em várias ocasiões. Apesar do valor dele e tudo que ele fez,não eram certas essas atitudes", no 'Agora com Lacombe', na Rede TV.

Campeão do mundo sete vezes, Schumacher sofreu grave acidente enquantoesquiava na estação de Meribel, nos Alpes Franceses, no dia 29 de dezembrode 2013. Ele bateu a cabeça em uma pedra e, mesmo de capacete, entrou emcoma. Desde então, sua família optou por manter o estado de saúde de em sigilo.

Recentemente, o site Race Fans publicou ontem (8), algumas frases de Corinna,esposa de Schumacher, que estarão no documentário sobre o piloto, produzidopela Netflix. De acordo com o portal, Corinna afirmou que o alemão "está aqui",mas de maneira diferente. Além disso, ressaltou que todos da família sentem falta de Michael. 


FONTE PESQUISADA

UOL - Piquet diz que Schumi jogava carro em outros pilotos: 'Muita coisa errada'. Disponível em:<https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2021/09/10/piquet-diz-que-schumacher-e-senna-faziam-muita-coisa-errada-na-pista.htm>. Acesso em: 10 de agosto 2021.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Esposa revela reação de Michael Schumacher à Morte de Ayrton Senna

Por Natasha Wynarczyk
10:58, 8 de Setembro 2021

Mirror - mirror.co.uk

(Imagem: ALPHA-©Alpha Press)

Mas Michael mostrou algum medo depois que seu rival Ayrton Senna morreu em um acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994.

Com apenas 34 anos, o piloto brasileiro Senna bateu ao tentar ficar à frente de Michael na corrida, com seu carro batendo em um muro de concreto a 234 km por hora.

Ninguém sabia se Senna estava morto – se isso fosse declarado, a corrida teria sido interrompida, mas Michael acabou vencendo.

Com a saída de Senna, Michael se tornou a figura número um na Fórmula 1, mas a morte de seu rival trouxe para casa os perigos do esporte.

Imagens históricas de Michael mostram que quando ele correu ele começou a pensar, “este é o lugar onde eu poderia estar morto”.

“Eu não tinha certeza se conseguiria dirigir sem pensar nisso”, acrescenta.

“Isso foi algo muito estranho. Eu acordo durante a noite e durmo talvez três horas por noite, coisas assim. ”

Relembrando o incidente de maio de 1994, Corinne revela a extensão das lutas de Michael durante esse período.

“Nós nos perguntamos como isso poderia ter acontecido - e Michael realmente se perguntou se todos estavam agindo corretamente”, diz ela.

“Foi muito difícil. Foi uma luta real para ele, mas ele era um mestre em bloquear as coisas.

"Ele foi capaz de se concentrar tão intensamente em tudo o que estava fazendo que bloqueava todo o resto."

 

IDIOMA ORIGINAL

By Natasha Wynarczyk

10:58, 8 Sep 2021 | UPDATED 11:02, 8 Sep 2021

But Michael did show some fear after his close rival Ayrton Senna died in a crash at the 1994 San Marino Grand Prix.

Aged just 34, Brazilian driver Senna crashed as he tried to stay ahead of Michael in the race, with his car running into a concrete wall at 145 miles per hour.

Nobody knew if Senna was dead - if this had been declared the race would have been stopped, but Michael went on to win it.

With Senna gone, Michael became the number one figure in Formula One, but his rival’s passing brought home the dangers of the sport.

Historic footage of Michael shows that when he raced he started thinking, “this is the place I could be dead”.

“I wasn’t sure if I could drive without thinking that,” he adds.

“That was something very strange. I wake up during the night and I sleep maybe three hours a night, stuff like this.”

Recalling the May 1994 incident, Corinne reveals the extent of Michael’s struggles during that period.

“We asked ourselves how it could have happened - and Michael really asked himself if everyone was acting correctly,” she says.

Michael Schumacher's wife Corinna said her husband struggled in the aftermath of racing rival Ayrton Senna's death at the 1994 San Marino Grand Prix.

(Image: ALPHA-©Alpha Press)

“It was really difficult. It was a real struggle for him, but he was a master at blocking things out.

“He was able to focus so intently on whatever he was doing that he blocked out out everything else.”

 


FONTE PESQUISADA

WYNARCZYK, Natasha. Michael Schumacher's wife says F1 star is 'different' in heartbreaking health update. Disponível em:<https://www.mirror.co.uk/sport/formula-1/michael-schumacher-documentary-corinna-health-24935338>. Acesso em: 06 de agosto 2021.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Sónia Ito recorda Ayrton Senna na semana do regresso da F1 a Portugal

Por Joel Ribeiro -22 de Outubro, 2020

GAZETA DAS CALDAS - gazetadascaldas.pt

Sónia Ito acompanha Ayrton Senna numa das conferências de imprensa de um Grande Prémio do Japão, em Suzuka | DR

Caldense é tradutora-intérprete no automobilismo nipónico e trabalhou com o astro brasileiro, a quem atribuiu grande parte da responsabilidade do gosto que ganhou pela atividade que mantém

O grande circo da Fórmula 1 regressa este fim de semana a Portugal, mais de 24 anos após a última presença em solo luso. O brasileiro tricampeão do mundo Ayrton Senna é, ainda hoje, uma das grandes figuras do desporto e uma caldense teve a oportunidade de trabalhar com ele de perto.

A luso-japonesa Sónia Ito é natural de Lisboa e caldense adotiva, mas aos 13 anos partiu para Nagoya, no Japão, com os pais. Formada em Antropologia, trabalhar no automobilismo, e mais precisamente na categoria rainha, foi algo que surgiu por acaso.

Nagoya é relativamente perto do circuito de Suzuka, propriedade da Honda, e em 1986 estava a pedir tradutores em part-time. Sónia Ito tinha, então, 17 anos e viu oportunidade para ter algum contacto com pessoas de outras nacionalidades, o que não era comum naquela região, na altura. “Seria giro e ainda ganharia algum dinheiro”, recorda.

Foi escolhida para trabalhar como tradutora, fazer o apoio no contacto entre os media estrangeiros e a organização japonesa dos eventos, “porque poucos japoneses falavam Inglês nessa altura”, conta.

Um ano depois, em 1987, Suzuka voltou a receber o Grande Prémio do Japão de Fórmula 1, após um hiato de 10 anos. “Na altura o Ayrton Senna era só mais um entre os pilotos”, recorda. O então jovem brasileiro corria pela Lotus Honda, mas só no ano seguinte atingiria todo o seu potencial ao volante do mítico McLaren Honda MP4/4.

É nessa altura que Ayrton Senna se torna um fenómeno global, e muito em especial no Japão. “A Honda gostava muito dele e todos os espetadores japoneses o admiravam. Era uma pessoa com muita garra, que tinha um sonho e sabia o que tinha que fazer para lá chegar”, descreve.

É também a partir dessa altura que Sónia Ito teve um contacto mais próximo e frequente com o piloto, que visitava muitas vezes o país para testes e visitas à fábrica do construtor japonês.

“Tive a oportunidade de conhecer as duas facetas que ele tinha”, diz Sónia Ito. Por um lado, o competidor feroz, por outro a pessoa sensível e “muito humana”.

Nos cinco anos de ligação entre a McLaren, a Honda e Ayrton Senna, o brasileiro conquistou três títulos, numa altura em que a corrida japonesa era uma das últimas do calendário e na qual muito se decidiu. Sónia Ito lembra as festas no final das corridas em que venceu, num bar que existia no autódromo. “Foram grandes festejos, com karaoke, juntava-se toda a gente, conversava-se e ele divertia-se”, recorda. E lembra também, em 1989, que “estava furioso” após o incidente com Alain Prost e a decisão da FIA em retirar-lhe a vitória e a hipótese de lutar pelo título.

Em 1994, ano da morte do piloto, houve duas corridas no Japão e Sónia Ito esteve com Ayrton Senna no Grande Prémio do Pacífico, uma semana antes do acidente que o vitimou, em Ímola. E até tem um episódio curioso. “Tinha comprado uma câmara, o Ayrton tinha um fotógrafo que era meu amigo e ele ficou com a minha câmara para nos tirar fotografias. Não as revelei logo e deu-se o acidente. Curiosamente, todas as fotografias em que ele está estão tremidas, como se fosse uma premunição”, conta.

Sónia Ito diz que o brasileiro foi um dos responsáveis pelo gosto que ganhou pela atividade, que mantém até aos dias de hoje. E em todo o seu percurso na Fórmula 1 diz que não encontrou outro piloto como o brasileiro. “Tinha um carisma, uma presença, que nunca mais vi em nenhum piloto. E trabalhei com grandes campeões, como o Schumacher, o Vettel e o Hamilton”, sublinha. É isso que faz com que, ainda hoje, seja um dos pilotos mais admirados, muito particularmente no Japão, onde Senna passou a ser nome próprio.

“Nas corridas de promoção já começam a aparecer jovens japoneses com esse nome”, sublinha.


“A” Ayrton Senna

Sónia Ito tem duas histórias curiosas e que são mais dois pontos na ligação estreita que teve com Ayrton Senna.

A primeira passou-se em 1994, quando o piloto foi homenageado em Suzuka. “A irmã, Viviane, foi representá-lo e quando nos vimos exclamámos que somos mesmo parecidas, talvez fosse um pouco por isso que se sentia tão em casa aqui”, conta Sónia Ito.

O outro é que Sónia se desloca de forma frequente de mota e, com o capacete posto, como só se vêem os olhos, muitas vezes os japonenses lhe chamavam a Ayrton Senna. “Ficava toda feliz”, exclama Sónia Ito.

A caldense com Masashi Yamamoto, responsável pelo programa de unidades de potência da Honda na F1 atual | DR


Um dos hóbis de Sónia Ito é o surf | DR


FONTE PESQUISADA

RIBEIRO, Joel. Sónia Ito recorda Ayrton Senna na semana do regresso da F1 a Portugal. Disponível em: <https://gazetadascaldas.pt/sociedade/sonia-ito-recorda-ayrton-senna-na-semana-do-regresso-da-f1-a-portugal/>. Acesso em: 22 de outubro 2020. 

Conheça de onde veio idolatria por Senna no Japão e no quê ele se parecia com os japoneses


TÓQUIO (IPC Digital) – Até hoje Ayrton Senna é referência no Japão, quando perguntado aos japoneses.

Tamanha admiração de um país tão distante do Brasil é devido a três fatores, segundo profissionais japoneses ligados à Fórmula 1, que conviveram com o tricampeão brasileiro:

FATOR 1) Senna não era europeu, era alguém que vinha de fora, e isso era visto como um desafio, segundo o jornalista Masuhiro Owar;

FATOR 2) Os japoneses não gostam de gente política, como Prost, e Senna também não gostava.

FATOR 3) Senna chegou em um momento em que a F-1 estava crescendo, com o retorno do GP do Japão e o início das transmissões com a TV Fuji em 1987. E como não havia grandes pilotos, era preciso escolher um herói. Na época Senna estava pilotando para a Honda, foi fácil para os japoneses escolher.

Apesar da identificação ter sido fácil e rápida, o que começou como uma torcida acabou se tornando uma espécie de idolatria muito em função do jeito de ser do brasileiro, semelhante ao dos japoneses em alguns aspectos.

“Mesmo depois de 20 anos, não há ninguém como ele. Nossos heróis nunca foram fortes fisicamente, mas sim mentalmente. O judô tem como princípio fazer com que o mais fraco bata o mais forte. Nós somos assim: pessoas normais, mas fortes mentalmente. E apreciamos isso.”

O fotógrafo Fujio Hara concorda. “Ele era magro e as corridas não eram fáceis para ele fisicamente. Então ele sempre pesquisava o que poderia fazer para aguentar todo o fim de semana. Ele era muito forte nesse aspecto: sabia dividir a energia em cada sessão.”

Trabalhando com a montadora, o fotógrafo conseguiu um acesso especial ao tricampeão. E também despertou sua curiosidade. “Quando ele estava na pista, sabia quem era cada fotógrafo. E me perguntava por que eu ficava escondido lá no fundo, com uma lente maior que a dos outros. Eu gosto de tirar foto mais de longe para tirar fotos mais naturais, e ele dizia ‘você quer me pegar desprevenido!’. Mas sempre pedia para ver como tinham ficado as fotos”, conta.

“As pessoas na FIA não gostavam muito dele na época. Os japoneses sabiam que ele não se sentia bem com isso e ficavam do lado dele. Gostavam dele por sua maneira de ser, porque ele não estava satisfeito com aquilo, mas aguentava e dava sempre seu melhor, assim como os japoneses fazem. Eles gostam de gente que não reclama explicitamente, mas que se ‘vinga’ com resultados.”

Outra testemunha desta paixão é Sonia Ito, que mudou-se com a família de Portugal para o Japão em 1982 e, desde 1987, trabalha como tradutora em Grandes Prêmios. A profissional acredita, contudo, que não eram as palavras que aproximavam o piloto brasileiro dos japoneses.

“Vai além da barreira da linguagem, tem a ver com o jeito de ser. Tínhamos o Prost, que tinha muita garra e era muito bom, mas o Senna passava algo diferente e os japoneses sentiam isso. Eles são muito sensíveis, não falam muito, então esse tipo de comunicação sem palavras é importante para eles. Eles gostavam do Prost como piloto, mas nada como o Ayrton”, contou Sonia ao UOL Esporte.

“Ele sempre dava muita atenção aos jornalistas japoneses porque sabia que representava a Honda. As pessoas o amavam. Eles nunca tiveram esse tipo de paixão por outro piloto. O Michael [Schumacher] acabou ficando muito famoso também por aqui, mas o amor que eles têm pelo Ayrton é diferente, é como no Brasil.”

FONTE: UOL ESPORTE


FONTE PESQUISADA

IPC.DIGITAL -  Conheça de onde veio idolatria por Senna no Japão e no quê ele se parecia com os japoneses. Disponível em: <https://ipc.digital/conheca-de-onde-veio-idolatria-por-senna-no-japao-e-no-que-ele-se-parecia-com-os-japoneses/>. Acesso em: 22 de outubro 2020. 

domingo, 29 de setembro de 2019

Ayrton Senna: Claire Williams revive o horror e as consequências do "Black Weekend" da F1

Black Weekend = Fim de Semana Negro

Hoje marca o 25º aniversário da morte de Senna em Ímola, depois de bater o seu Williams enquanto liderava o GP de San Marino

Philip Duncan

Quarta-feira 1 maio 2019 06:59
Independent - independent.co.uk

Ayrton Senna (E) com seu chefe de equipe da Williams na Fórmula 1, Frank Williams

Um quarto de século após a morte de Ayrton Senna em um carro com o nome de sua família, Claire Williams está revivendo a tragédia do dia mais sombrio da Fórmula 1.

"Cerca de um ano depois, lembro-me de estar em um pub", explica ela. "Não sei como ele sabia quem eu era, mas um completo estranho veio até mim e disse: 'Seu pai é um assassino'.

Pub é um tipo de bar. Leia mais sobre o Significado de Pub.

"Ele não havia realmente chegado a entender como as pessoas podem se sentir sobre o acidente. Isso não foi o que aconteceu [que o pai dela assassinou Ayrton Senna], mas eu acho que algumas pessoas são ignorantes.”


Senna era a estrela mais brilhante da Fórmula 1, um gigante do esporte, um ícone em seu país natal. Mas na volta sete do infeliz Grande Prêmio de San Marino - um fim de semana negro que já havia tirado a vida do austríaco Roland Ratzenberger - saiu da pista a 190 km/h e bateu em um muro de concreto. Ele morreu instantaneamente - Ele morreu na hora, aos 34 anos.

Hoje marca o 25º aniversário da morte de Senna em Ímola - a última vez que um piloto foi morto em uma corrida de Fórmula 1. Jules Bianchi morreu nove meses após seu acidente no Grande Prêmio do Japão de 2014.

Sir Frank Williams, fundador extraordinário da equipe, foi inocentado de acusações de homicídio culposo em 1997. A causa exata do acidente permanece inconclusiva.

"Frank nunca falou com ninguém sobre isso", diz Claire Williams, agora a chefe de fato da equipe britânica.

"Essa não é a personalidade dele. Ele não gosta de terapia ou de longas conversas. Ele internaliza e guarda tudo. É assim que ele foi criado, mas você pode ver a dor nos olhos dele toda vez que ele pensa no acidente. ”

A vida de Ayrton Senna foi tragicamente curta

Senna estava competindo apenas na sua terceira corrida pela Williams, que eram os reis da pista de Fórmula 1. Nigel Mansell havia galopado para o título dos pilotos em 1992. Alain Prost venceu o campeonato um ano depois. Williams então conseguiu o piloto pelo qual sonhava em assinar.

"Ayrton era um Deus em nossa casa e tinha sido por muitos anos, décadas até", diz Claire.

“Frank teve um caso de amor com Ayrton. Ele entrou em seu coração, entrou em sua mente e ele sempre quis colocá-lo em seu carro de corrida.

"O desejo do meu pai se tornou realidade, mas terminou da pior maneira possível."

Frank Williams continua sendo o chefe da equipe de um construtor que venceu 16 campeonatos. Mas seu título agora é amplamente apenas pelo nome.

O tetraplégico de 77 anos foi transportado por uma cadeira de rodas por mais de três décadas após um acidente de viação em 1986. Ele não viaja mais para as corridas, deixando sua filha Claire no comando. No entanto, naquele dia fatídico de maio, ela era uma estudante de 17 anos, se preparando para seus [exames] mock A-Levels.

[Ela estava se preparando para prestar simulados no Reino Unido chamados de International Group Mock Exams (Exames Simulados do Grupo Internacional)]


Ayrton Senna com seu troféu depois de vencer o Grande Prêmio de F1 de Mônaco de 1989 (AFP / Getty Images)


"Eu estava assistindo a corrida no meu quarto", diz ela. “Papai estava obviamente fora, e mamãe [Lady Virginia Williams] estava assistindo lá embaixo.

“Foi apenas um acidente horrível, e senti como se algo de repente viesse pela casa. Foi realmente estranho.

“Muito rapidamente, minha mãe subiu as escadas. Eu deveria voltar para o internato às 18h da noite e minha mãe disse para ir imediatamente. Eu soube então que algo sério estava acontecendo.

“Fui colocada em um trem e mandada embora. Meus pais preferiram nos proteger disso. Eles fizeram isso com o acidente do meu pai e também a morte de Ayrton. "

Sir Frank Williams ainda se recusa a conversar sobre o trauma da morte de Senna com sua família

Senna se juntou a Damon Hill na Williams para a temporada de 1994 (Getty)

Tragicamente para Williams, marcou a segunda vez que um motorista morreu em um de seus carros. Piers Courage perdeu sua vida em um inferno de bola de fogo em Zandvoort, Holanda, em 1970.

"Foi uma coisa torturante acontecer com o pai novamente", acrescentou Claire. “Ele foi ao funeral de Ayrton no Brasil, do qual, do ponto de vista da segurança, estávamos todos muito preocupados porque Ayrton era um herói enorme e morreu em nosso carro, mas Frank queria estar lá.

“Todos nós fomos ao serviço memorial em Londres. Sempre me lembrarei de minha mãe me dizendo: 'Não haverá choro neste dia, essa não é sua perda'.

Claire Williams abriu sobre o impacto que a morte de Senna teve sobre seu pai (Getty)

“No nosso filme [lançado em 2017], há uma cena em que Frank está no funeral de Ayrton, e eu nunca vi meu pai assim.

"Há uma linha extraordinária em que ele é questionado sobre como se sentiu naquele dia, e ele apenas diz: 'Longe de estar bem'.

"Eu acho que isso diz tudo. Tenho certeza de que ele se sentiu longe de estar bem por muitos, muitos e muitos anos, e ainda hoje ele não fala sobre ele [o acidente].

"Ele falará sobre o grande homem que Ayrton era, e que grande piloto ele era, mas nada a ver com o acidente."
Até hoje, Frank Williams não fala sobre o acidente que matou Senna (Getty)

Apesar da tragédia, Williams continuou. David Coulthard assumiu o lugar de Senna quando Damon Hill se tornou o principal piloto da equipe. Hill ficou apenas um ponto a menos que Michael Schumacher no campeonato.

"Tenho certeza de que houve dias em que meu pai pensou que não queria correr (a equipe Williams), quero me esconder embaixo do edredom", conclui Claire.

“Você só quer parar às vezes, e isso foi a coisa mais difícil. Mas as pessoas desse esporte são feitas de material severo, e Ayrton provavelmente queria que continuássemos correndo. ”

Claire Williams lembra muito desse tempo traumático


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Ayrton Senna: Claire Williams relives the horror and consequences of F1’s ‘Black Weekend’

Today marks the 25th anniversary of Senna’s death in Imola after he crashed his Williams while leading the San Marino Grand Prix


Philip Duncan

Wednesday 1 May 2019 06:59
Independent - independent.co.uk

A quarter of a century after Ayrton Senna was killed in a car bearing her family’s name, Claire Williams is reliving the tragedy of Formula One’s darkest day.

“It hadn’t really sunk in about how people might feel about the accident. That’s not what happened but I guess some people are ignorant.”

“About a year later I remember being in a pub,” she explains. “I don’t know how he knew who I was, but a complete stranger came up to me and said: ‘Your dad is a murderer’.

Senna was Formula One’s brightest star, a sporting giant, an icon in his native Brazil. But on lap seven of the ill-fated San Marino Grand Prix – a black weekend that had already claimed the life of Austrian Roland Ratzenberger – he ran off the road at 190mph and hit a concrete wall. He died instantly, aged 34.

Today marks the 25th anniversary of Senna’s death in Imola – the last time a driver was killed at a Formula One race. Jules Bianchi died nine months after his accident at the 2014 Japanese Grand Prix.

Sir Frank Williams, the team’s extraordinary founder, was cleared of manslaughter charges in 1997. The exact cause of the crash remains inconclusive.

“Frank never spoke to anyone about it,” Claire Williams, now the de facto boss of the British team, says.

“That isn’t his personality. He isn’t one for therapy, or having long conversations. He internalises and keeps it all in. That is how he has been brought up, but you can see the pain in his eyes every time he thinks about the accident.”

Senna was competing in just his third race for Williams, who were then the kings of the Formula One road. Nigel Mansell had galloped to the drivers’ title in 1992. Alain Prost won the championship a year later. Williams then landed the driver he had dreamt of signing.

“Ayrton was a God in our house and had been for many years, decades even,” says Claire.

“Frank had a love-affair with Ayrton. He got into his heart, got into his mind, and he always wanted to put him in his race car.

“Dad’s wish then came true, but it ended in the worst possible way.”

Frank Williams remains the team principal of a constructor which has won 16 combined championships. But his title is now largely in name only.

The 77-year tetraplegic has been consigned to a wheelchair for more than three decades after a road accident in 1986. He no longer travels to races, leaving his daughter Claire in charge. Yet on that fateful day in May, she was a 17-year old schoolgirl, preparing for her mock A-Levels.

Ayrton Senna with his trophy after winning the 1989 Monaco F1 Grand Prix (AFP/Getty Images)

“I was watching the race in my bedroom,” she says. “Dad was obviously away, and mum [Lady Virginia Williams] was watching it downstairs.

“It was just a horrific accident, and it felt as though something suddenly came over the house. It was really odd.

“Quite quickly, my mum came upstairs. I was due to go back to boarding school ?at 6pm that evening, and mum said you are going now. I knew then that something serious was going on.

“I was put on a train and sent away. My parents preferred to shelter us from it. They did that with dad’s accident and they did so with Ayrton’s death, too.”

Senna joined Damon Hill at Williams for the 1994 season (Getty)

Tragically for Williams it marked the second time a driver had died in one of his cars. Piers Courage lost his life in a fireball inferno at Zandvoort, Holland, in 1970.

“It was an excruciating thing to happen to dad again,” added Claire. “He went to Ayrton’s funeral in Brazil which, from a safety perspective, we were all very worried about because Ayrton was an enormous hero and he died in our car, but Frank wanted to be there.

“We all then went to the memorial service in London. I’ll always remember my mother saying to me: ‘There will be no crying on this day, this is not your loss’.

Claire Williams has opened up on the impact that Senna's death had on her father (Getty)

“In our film [released in 2017] there is a scene where Frank is at Ayrton’s funeral, and I have never seen my dad look like that.

“There is an extraordinary line where he is asked how he felt that day, and he just says: ‘Far from well’.

“I think that says it all. I am sure he felt far from well for many, many, many years, and still today he won’t talk about him.

“He will talk about what a great man Ayrton was, and what a great driver he was, but nothing to do with the accident.”

To this day Frank Williams will not talk about the crash that killed Senna (Getty)
Despite the tragedy, Williams carried on. David Coulthard took Senna’s seat as Damon Hill became the team’s lead driver. Hill fell just one point short of beating Michael Schumacher to the championship.

“I am sure there were days when dad may have thought I don’t want to go racing, I want to hide under my duvet,” Claire concludes.

“You just want to stop sometimes, and that was the hardest thing. But people in this sport are made of stern stuff, and Ayrton probably wanted us to keep racing.”

PA


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FONTE PESQUISADA

DUNCAN, Philip. Ayrton Senna: Claire Williams revive o horror e as consequências do "Black Weekend" da F1. Disponível em: <https://www.independent.co.uk/sport/motor-racing/formula1/ayrton-senna-death-25-anniversary-crash-f1-formula-one-claire-williams-video-a8893236.html>. Acesso em: 29 de setembro 2019. 


DUNCAN, Philip. Claire Williams reflects on F1 icon Ayrton Senna’s tragic death. Disponível em: <https://www.terra.com.br/esportes/lance/bau-do-esporte-relembra-vitoria-de-senna-no-gp-de-monaco-em-1992,f2bfc522a5361ac1a5b1b54e65da933azk5b7v9e.html>. Acesso em: 29 de setembro 2019. 



Após acidente de Donnelly, Senna fez reflexão histórica: "Até quando você vai resistir a tudo isso?"

Batida do inglês no circuito de Jerez de la Frontera deixou brasileiro abalado, e, após ver colega no hospital, piloto da McLaren deu depoimento a Galvão Bueno sobre os riscos da Fórmula 1

Rio de Janeiro

28/09/2019 06h00  Atualizado há 15 horas


Getty Images

Um dos momentos mais difíceis da carreira de Ayrton Senna aconteceu num dia 28 de setembro como hoje: em 1990, o brasileiro viu de perto o colega Martin Donnelly ficar entre a vida e a morte após um violentíssimo acidente na curva Ferrari do circuito de Jerez de la Frontera e, depois de ver o inglês em estado gravíssimo no centro médico da pista, fez uma reflexão histórica e inédita até então, numa entrevista a Galvão Bueno que iria ao ar no especial de 40 anos da F1 na TV Globo:

- Quando você vê situações como essa, pensa se... Até quando você vai resistir a tudo isso? Se você vai passar por tudo isso e sair ileso, sair bem, não só fisicamente, mas psicologicamente? Será que depois de tanto sucesso, não está na hora de... dar um tempo?

Martin Donnelly sofreu gravíssimo acidente em Jerez, em 1990 — Foto: Reprodução

Era o treino de classificação de sexta-feira do GP da Espanha, e Donnelly bateu a cerca de 250 km/h num guard rail pessimamente posicionado, com pouquíssima - para não dizer nenhuma - área de escape, sem caixa de brita, nada... Imediatamente, o inglês ficou desacordado, e, numa cena chocante, ficou estirado no meio da pista, com as pernas tortas. Nelson Piquet atravessou sua Benetton para impedir que algum outro carro atropelasse Martin.

Como seu companheiro na equipe Lotus, Derek Warwick, disse tempos depois, não era possível imaginar que Donnelly escapasse com vida. Mas o dr. Sid Watkins, médico oficial da Fórmula 1, agiu com rapidez e destreza. Ressucitou Martin de uma parada cardíaca ali mesmo, e o piloto foi levado para o centro médico. Lá já estava Ayrton Senna, que invadira o local.

Ayrton Senna conversa com Syd Watkins e Jackie Oliver após acidente de Martin Donnelly — Foto: Reprodução

Donnelly teve traumatismo craniano, fraturas na perna direita, clavícula direita, tíbia, fíbula e fêmur da perna esquerda, além de lesões pulmonares e no pescoço. Quando a condição foi minimamente estabilizada, o inglês foi transferido para o Hospital Virgen del Rocio de Sevilha, onde seguiu-se uma longa recuperação.

Enquanto isso, muita coisa se passava na cabeça de Ayrton Senna. Tido como arrojado e destemido, o campeão de 1988 via diante de si um questionamento sobre toda uma trajetória, iniciada com um kart construído pelo pai Milton e empurrado por um motor de um cavalo. Ver Donnelly de perto era, claro, uma preocupação de colega, mas também uma autoanálise.

Ayrton Senna antes de conquistar a pole em Jerez, em 1990 — Foto: Getty Images

Quarenta minutos após a bandeira vermelha, a pista foi liberada. Ayrton cerrou os dentes, entrou de novo na pista e foi o único a baixar o tempo da casa de 1m19 ao cravar o novo recorde do circuito, 1m18s900, contra 1m19s643 do companheiro Gerhard Berger, enquanto Alain Prost foi apenas o quarto, atrás de Jean Alesi.

No sábado, já com as notícias de que Donnelly estava num quadro mais estável, Ayrton fez uma volta ainda mais impressionante: 1m18s387, após desviar por milímetros dos carros de Olivier Grouillard e Nelson Piquet. Quinquagésima pole position na carreira, 0s437 à frente de Alain Prost.

Ayrton Senna abraça pai Milton após conquistar a pole em Jerez, em 1990 — Foto: Getty Images 

Depois de chorar, abraçar o pai Milton e de conversar com os jornalistas, Ayrton fez nova reflexão, em depoimento que foi ao ar no documentário "Senna", em 2011:

- Estava nos boxes quando ouvi que tinha havido um acidente, que era Donnelly, que era ruim, e fui para o local. Um milhão de coisas vieram para a minha cabeça, mas eu concluí que não iria desistir da minha paixão. Eu precisava apenas me controlar, andar e voltar ao carro de novo, fazer melhor do que eu já tinha feito até então. Era a forma de superar o impacto do acidente. Eu não estava pronto para desistir. Era a minha paixão, a minha vida. Ouvi que ele estava fora de perigo, o que era demais dado o que aconteceu, mas aquilo poderia acontecer com qualquer um de nós. Há coisas que você pode calcular, mas outras que são inesperadas. E são essas inesperadas que são mais perigosas... Espero que essas coisas não aconteçam no futuro.

Senna abandonou GP da Espanha de 1990 com problemas no carro — Foto: Getty Images

Senna podia conquistar o bicampeonato em Jerez de la Frontera desde que vencesse a corrida, independentemente do resultado de Prost. Independentemente disso, o francês deveria ganhar a prova ou terminar em segundo, desde que Ayrton não fosse o vencedor.

O brasileiro liderou a prova até a troca de pneus, mas Prost assumiu a liderança após um pit stop mais rápido da Ferrari. Depois, um radiador furado tirou Senna da prova, e o francês venceu, o que adiou a decisão do título para o Japão. Ironicamente, um acidente fortíssimo causado por Senna definiu o campeonato em favor do brasileiro.



FONTE PESQUISADA

SABINO, Fred. Após acidente de Donnelly, Senna fez reflexão histórica: "Até quando você vai resistir a tudo isso?". Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2019/09/28/apos-acidente-de-donnelly-senna-fez-reflexao-historica-ate-quando-voce-vai-resistir-a-tudo-isso.ghtml>. Acesso em: 29 de setembro 2019. 

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Senna Por Lionel Froissart

TRADUÇÃO LIVRE DO FRANCÊS

(Clique nas imagens para ler)













Capa da Revista


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FONTE PESQUISADA

DRO, Pascal. Senna par Lionel Froissart. Disponível em: <https://grandprixmag.com/2014/05/08/senna-par-lionel-froissart-gp14/>. Acesso em: 27 de agosto 2019.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Último kart de Senna será leiloado; antigo dono conta a história da máquina


José Eduardo Martins
Do UOL Esporte, em São Paulo
04/09/2018 04h00

Uma máquina que faz parte da história do automobilismo pode deixar o Brasil. O último kart utilizado por Ayrton Senna, em um encontro com amigos em sua fazenda, em Tatuí, no interior do estado de São Paulo, no dia 19 de março de 1994, integra o lote de uma das principais casas de Leilão de Londres, na Inglaterra. Os interessados precisam fazer um cadastro para apresentar as ofertas nesta quarta-feira (5), a previsão é de que os lances fiquem entre R$ 268 mil e R$ 375 mil - sendo parte da renda destinada ao Instituto Ayrton Senna.

O tricampeão nunca escondeu que o kart era uma de suas maiores paixões. Por isso, quando construiu a sua propriedade, incluiu no projeto uma pista para acelerar nos fins de semana de folga com as pessoas mais próximas. Um de seus amigos era José Dirani. Dono de uma oficina, ele conhecia o astro há muitos anos e passou a ser o seu mecânico particular. A pedido do piloto da F-1, José separou alguns karts para que ficassem em Tatuí, e o de número 14 virou o xodó de Senna. 

"Meu pai [José Dirani] preparava também o meu kart e o do Senna. Ele tinha uma oficina e, quando o Ayrton Senna era adolescente, eles trocavam muita informação. O Ayrton já gostava bastante de carros nesta época e nada mais natural do que os dois ficarem amigos", contou Danilo Dirani, que compete hoje na Copa Truck e trabalha também como coach de pilotos.

Imagem: Arquivo pessoal

Depois do dia 19 de março de 1994, o kart não andou mais. Senna, como todos sabem, morreu no dia 1º de maio do mesmo ano, e a máquina ficou guardada na garagem até ser restaurada. Junto com o veículo, o vencedor do leilão vai receber uma série de imagens do tricampeão em ação com o bólido. O material serve para comprovar a autenticidade da máquina, que já foi acelerada por outro piloto. Considerado um dos jovens mais promissores de sua geração, Dirani foi o primeiro dono do kart número 14.

"Tenho muito carinho por esse kart, assim como por todos os equipamentos que usei. Tenho boas lembranças dele. Eu corria com ele, em 92 e 93. Ganhei muitas corridas com esse kart no campeonato do interior de São Paulo júnior menor. Em 94, usei um outro modelo, porque aquele estava ficando mais antigo. Então, meu pai passou para o Ayrton utilizar nas reuniões que ele fazia na fazenda. Ele usou no dia 19 de março, e depois ficou guardado até a ideia do leilão surgir", contou Danilo Dirani, que escolheu o número 14.

"O número 4 que era o número que o meu pai usava. Como já tinha um menino que utilizava no campeonato, coloquei o 1 na frente e fiquei com o 14", completou.

Danilo Dirani e Ayrton Senna, com o kart que será leiloado 
Imagem: Arquivo pessoal

Na infância, Danilo Dirani conviveu bastante com Ayrton e a sua família. Mesmo que as memórias não sejam tão nítidas, ele ainda recorda com carinho dos tempos em que corria com Senna e do que aprendeu com o tricampeão.

"Até os meus 10 anos a gente convivia bastante, lembro de muita coisa, mas não tão nitidamente. Porém, a essência daqueles dias estão guardadas. Não me lembro dele falando as palavras exatas, 'faça isso ou aquilo', mas quando você é criança as coisas entram no subconsciente, e com certeza ficam lá. É um cara que eu tinha uma admiração, é óbvio, era um ídolo. Não me lembro de nenhum ponto específico, mas vejo muitas coisas de atitudes de cotidiano que aprendi com ele e a família dele que ficaram no meu chip", afirmou Danilo Dirani, de 35 anos. 

[Será que o Danilo Dirani aprendeu com a família Senna a fazer crueldade com as pessoas também?]

Ficha do kart:

Fabricante: Kart Mini (chassi).
Ano de fabricação: entre 1991 e 1993.
Motorização: Komet (dois tempos); fabricado em 1990.
Combustível: gasolina.
Carburação: simples
Cilindrada: 125cc
Avaliação: entre R$ 268 mil e R$ 375 mil

Último kart de Ayrton Senna foi restaurado e será leiloado na Inglaterra 
Imagem: Divulgação



FONTE PESQUISADA

MARTINS, José Eduardo. Último kart de Senna será leiloado; antigo dono conta a história da máquina. Disponível em: <https://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2018/09/04/ultimo-kart-de-senna-sera-leiloado-antigo-dono-conta-a-historia-da-maquina.htm>. Acesso em: 04 de setembro 2018.