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sexta-feira, 26 de julho de 2019

FF2000 1982 (Hockenheim e Oulton Park) - Fotos


Campeonato EFAD Euroseries FF2000 1982.
Hockenheim, Alemanha. 7 a 8 de agosto de 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen - Nelson RF82), 1ª posição, retrato.

1982 EFDA Euroseries FF2000 Championship.
Hockenheim, Germany. 7th - 8th August 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen- Nelson RF82), 1st position, portrait.



Campeonato Britânico de Fórmula Ford 2000 de 1982.
Oulton Park, Inglaterra. 4 de setembro de 1982.
Ayrton Senna (Van Diemen - Nelson RF82), 1ª posição, ação.

1982 British Formula Ford 2000 Championship.
Oulton Park, England. 4th September 1982.
Ayrton Senna (Van Diemen- Nelson RF82), 1st position, action.


Campeonato EFAD Euroseries FF2000 1982.
Hockenheim, Alemanha. 7 a 8 de agosto de 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen - Nelson RF82), 1ª posição, ação.

1982 EFDA Euroseries FF2000 Championship.
Hockenheim, Germany. 7th - 8th August 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen- Nelson RF82), 1st position, action.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Jyllandsring e Oulton Park, Fórmula Ford 2000, 1982 (Fotos)


Fórmula Ford 2000
Vencedor do campeonato e corrida Ayrton Senna (BRA) Rushen Green.
Campeonato EFDA Formula Ford 2000, Jyllandsring, Dinamarca, 22 de agosto de 1982.

Formula Ford 2000
Race and championship winner Ayrton Senna (BRA) Rushen Green.
EFDA Formula Ford 2000 Championship, Jyllandsring, Denmark, 22 August 1982.


Campeonato Britânico de Fórmula Ford 2000 de 1982.
Oulton Park, Inglaterra. 4 de setembro de 1982.
Ayrton Senna (Van Diemen - Nelson RF82), 1ª posição, ação.

1982 British Formula Ford 2000 Championship.
Oulton Park, England. 4th September 1982.
Ayrton Senna (Van Diemen- Nelson RF82), 1st position, action.


Campeonato EFAD Euroseries FF2000 1982.
Hockenheim, Alemanha. 7 a 8 de agosto de 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen - Nelson RF82), 1ª posição, ação.

1982 EFDA Euroseries FF2000 Championship.
Hockenheim, Germany. 7th - 8th August 1982. Rd 6.
Ayrton Senna (Van Diemen- Nelson RF82), 1st position, action.



terça-feira, 2 de julho de 2019

Primeira Vitória em um Monolugar e Mallory Park 1981 (Fotos)


Fórmula Ford 1600
Ayrton Senna da Silva (BRA) afirmou sua primeira vitória em um monolugar.
Campeonato de Fórmula Ford 1600 de Townsend Thoresen, Brands Hatch, Inglaterra, 15 de março de 1981.
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Formula Ford 1600
Ayrton Senna da Silva (BRA) claimed his first single seater victory.
Townsend Thoresen Formula Ford 1600 Championship, Brands Hatch, England, 15 March 1981.



Ayrton Senna da Silva (Van Diemen RF81), ação.
Campeonato de Fórmula Ford 1600 Britânica 1981.
Mallory Park, Inglaterra. 11 de outubro de 1981.
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1981 British Formula Ford 1600 Championship.
Mallory Park, England. 11th October 1981. 
Ayrton Senna da Silva (Van Diemen RF81), action.

domingo, 10 de março de 2019

“Um carro Fórmula-1 é uma obra prima e para se chegar a ele é necessário aprender bastante. É isso que estou fazendo.” (Fórmula Ford 2000 - 1982)



*Ayrton com seu Padre-Padrone (título de um livro e um premiado filme italiano de 1977) como uma revista italiana se referia ao pai dele, Milton da Silva, na época de sua morte.


“Estou num ótimo momento de minha carreira e as oportunidades realmente estão surgindo. Tenho que ter calma e paciência para decidir. Tem surgido várias propostas mas sei que devo seguir um processo. Não posso ir direto à Fórmula-1. Tenho grandes chances de fazer ainda este ano algumas provas de Fórmula-3, onde devo correr em 83.”

“Um carro Fórmula-1 é uma obra prima e para se chegar a ele é necessário aprender bastante. É isso que estou fazendo.”






FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Ayrton assina. Jornal do Brasil, 24 de julho de 1982, Amador, Esportes, página 2.

Senna no Rio (Reportagem)



Jornal do Brasil, 22 de julho de 1982



FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Senna no Rio. Jornal do Brasil, 22 de julho de 1982, Amador, Esportes, página 3.



"Foi bom pois assim recuperei o costume de ganhar." - (Fórmula Ford 2000 - 1982)





“Tudo esteve muito bem para mim hoje e os pequenos problemas que tivemos com o motor ontem desapareceram, o que nos levou a mais essa vitória. Foi bom pois assim recuperei o costume de ganhar.”






FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Senna volta a ganhar prova. Jornal do Brasil, 04 de julho de 1982, Amador, Esportes, página 9.




segunda-feira, 4 de março de 2019

"Ambientei-me rapidamente ao carro, que, na minha opinião, tem as mesmas características de dirigibilidade do kart" (Fórmula Ford 2000 - 1982)



"Ambientei-me rapidamente ao carro, que, na minha opinião, tem as mesmas características de dirigibilidade do kart. Tenho uma extensa programação de treinamentos ainda pela frente, razão pela qual creio que vou andar ainda mais, nas provas do dia 27, em Oulton Park, e dia 28, em Silverstone." (08 de março de 1982)

Ayrton chegou no dia da corrida, pôde andar em seu carro, um Super Ford Van Diemen RF 82, apenas duas vezes, o que valorizou ainda mais sua vitória.






Print da reportagem





FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – McLaren sonda Ayrton Senna. Jornal do Brasil, 08 de março de 1982, Esportes, 1º caderno, página 19.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Morre Alfonso Toledano, o Primeiro Companheiro de Equipe de Ayrton Senna

Toledano e Senna nos tempos de Fórmula Ford

Morreu nessa manhã, aos 56 anos, o mexicano Alfonso Toledano, primeiro companheiro de equipe de Ayrton Senna - correram juntos na equipe Van Diemen, Fórmula Ford, na Inglaterra, em 1981.


Toledano sobre Senna: "Ele não nos ganhou apenas na terra, nos ganhou também no céu. Viveu, ganhou e morreu como deveria ser o sonho do melhor da história." Lindas palavras, parabéns Toledano por sua humildade, você prova que é um grande ser humano e com certeza teve a honraria de ser amigo de um gênio.

 Descanse em Paz "Negro"!


Toledano e Senna nos tempos de Fórmula Ford

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Meses antes de completar 20 anos da morte de Ayrton Senna, em 31 de julho de 2013, Toledano relembrou emocionado do ex-parceiro de equipe ao SporTV. Leia um trecho da reportagem:

O que Toledano guarda não são as derrotas, mas sim a boa convivência e as fotos, muitas fotos. O mexicano exibe orgulhoso no tablet as lembranças da época em que um futuro ídolo do automobilismo chamava a atenção de todos:

- Meu  chefe Ralph Firman disse que se esse garoto não tivesse nenhum problema e chegasse à Fórmula 1 seria campeão não uma vez, mas várias vezes, que era o maior talento que ele havia visto. Então, ele disse: não se desespere, é melhor aprender e deixar de ser o número 1 para ser o número 2. A verdade é que foi uma grande experiência ter convivido com Ayrton. Grandes experiências, tanto o que contar...

Entre tantas curiosidades, uma revelação surpreendente: Toledano diz que Ayrton não esperava sequer chegar à Fórmula 1.

No primeiro encontro eu  perguntei a ele o que esperava. Ele disse que talvez não chegasse à Fórmula 1 porque era muito difícil, mas aprenderia tudo para passar tudo ao seu filho (quando fosse pai) e levá-lo a ser campeão do mundo. Ele não  pensava em chegar à Fórmula 1 – comentou Alfonso.

Leia a reportagem completa e assista o vídeo


Toledano não conseguiu chegar a Fórmula 1, mas viu o antigo companheiro de equipe, Ayrton Senna, não só ingressar na categoria máxima do automobilismo, bem como conquistar as pistas e o mundo inteiro

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Relembre a Amizade de Maurício Gugelmin e Ayrton Senna


Ayrton Senna teve um grande amigo durante o processo de transição entre Fórmula Ford, Fórmula 3 e Fórmula 1: Maurício Gugelmin, que completa 53 anos neste dia 20.

Em Norwich e Esher, cidades inglesas, os dois dividiram casas – no caso da primeira, alugada, o valor era dividido entre os pilotos, ajudando assim a manter o orçamento dentro do previsto no país conhecido por seu alto custo de vida.

Ayrton competia na Fórmula Ford 2000 e Gugelmin ingressava na F-Ford 1600. Relembre alguns trechos do livro “Uma estrela chamada Senna”, de Lemyr Martins, onde Gugelmin conta as curiosidades do dia a dia com o ídolo brasileiro.

“O Becão (apelido de Senna) era um cara solidário. Muito divertido com os íntimos. Era brincalhão, mas essa faceta do seu caráter ficou escondida, porque a maioria só conheceu o Ayrton Senna piloto. O tipo sério, dedicado e superprofissional que maravilhou a gente com seu talento na pista. O moleque, esse era um perigo. Comer ao lado dele exigia a atenção de uma largada. Se bobeasse, o prato da gente ficava cheio de vinagre ou o copo de leite apimentado. Pasta de dente e creme para barba eram guardados em cofre, para você não ficar com o rosto todo melecado e com a boca espumando”.

Ayrton Senna, Maurício Gugelmin, Leonardo (irmão de Ayrton) e Armando Botelho (amigo e empresário de Ayrton)

“Era meados de 1985, eu corria na Fórmula 3000 e o Ayrton estava na Lotus John Player Special. Em vez do Alfasud caindo aos pedaços, nosso primeiro automóvel na Inglaterra, a gente já desfilava de Escort, depois de Renault, Honda e Mercedes-Benz. E se na nossa primeira casa, em Norwich, as 360 libras de aluguel eram divididas, no casarão de Esher eu não pagava nada. O Becão (apelido de Senna) comprou a propriedade e não me cobrava aluguel. Morei um bom tempo no vácuo”.

“Lembro também que na nossa fase de vacas magras, entre 1981 e 1982, ele na Fórmula 2000 e eu na Fórmula Ford, os prêmios por vitória eram de 100 e 200 libras, mais ou menos 400 e 800 reais neste começo de milênio. Então a gente tirava a barriga da miséria. Fazíamos um banquete no histórico restaurante Doric, o único de Snetterton e onde o Ralph Firman, dono da Van Diemen, levava todos os pilotos brasileiros para acertar os contratos”.

“Na nossa casa a culinária era uma tragédia. O melhor que saía era um macarrão com creme de leite que até hoje não sei como podia ficar tão duro. Só dava para comer na hora, quente, depois virava um tijolo. Comida boa e cheirosa só quando a dona Neyde, mãe do Becão, visitava o filho”, disse Gugelmin, que participou de 74 GPs na F-1 e teve seu grande momento na categoria em 1989, quando subiu no pódio no GP do Brasil.


FONTE PESQUISADA

AYRTON SENNA - Relembre a amizade de Maurício Gugelmin e Ayrton Senna. Disponível em: <http://www.ayrtonsenna.com.br/noticias/relembre-a-amizade-de-mauricio-gugelmin-e-ayrton-senna/?utm_source=facebook_post_200416&utm_medium=facebook&utm_campaign=as_historia>. Acesso em: 20 de abril 2016.


Senna e Gulgemin na casa que dividiam na Inglaterra


Fittipaldi, Braga, Senna (época da McLaren) e Gugelmin 

Gugelmin e Senna (Época da Lotus)

Senna (na Fórmula 3) e Gugelmin

terça-feira, 12 de abril de 2016

Britânico Conta Como Era Ser Rival De Senna Na Fórmula Ford

Rick Morris, Ayrton Senna e o mexicano Alfonso Toledano na Fórmula Ford 1600 em 1981

Por: Andrew van Leeuwen 
12/04/2016

Muito antes das disputas com Alain Prost, Ayrton Senna enfrentou uma grande rivalidade na Fórmula Ford. Andrew van Leeuwen conversou com Rick Morris, este rival às vezes esquecido do tricampeão de Fórmula 1

Você pode não ter ouvido falar de Rick Morris. Um piloto de carreira na Fórmula Ford, Morris pode não ser um nome familiar. Mas, de volta aos anos 1980, Morris foi um espinho para Ayrton Senna.

O ano era 1981. Senna, que havia mudado do Brasil para o Reino Unido para perseguir o seu sonho de Fórmula, foi contratado como piloto de fábrica da Van Diemen para correr na Fórmula Ford 1600.

Até então, o britânico Rick Morris já havia se tornado parte da cena europeia da Fórmula Ford. O que começou como uma corrida com a Motor Racing Stables levou Morris a comprar um Formula Ford de 400 libras no início de 1970, antes que ele fosse convocado para a equipe de fábrica Hawke, em 1975.

Após um breve período com a PRS, Morris foi atraído para a Royale na temporada de 1980 para trabalhar ao lado de jovem engenheiro Pat Symonds - hoje na Williams. Morris foi promovido ao status de piloto de fábrica em 1981, com o objetivo principal de levar sua experiência a Van Diemen e ao novato vindo do kart brasileiro, Ayrton Senna.

"Passei o ano lutando com Alfonso Toledano e Senna", lembra Morris. "Meu carro era melhor nos circuitos mais rápidos. Eu ganhei as corridas em Thruxton, venci duas das corridas em Silverstone e eu bati Ayrton ambas as vezes em Brands".

"Nós tivemos um monte de pegas. Ele era completamente autocentrado neste ano”

"Nós costumávamos chamá-lo de Harry, porque seu mecânico Paddy, um lendário mecânico da Van Diemen com cabelo muito longo, começou a chamá-lo de Harry".

Uma lição de determinação

De acordo com Morris, correr contra Senna foi um esforço implacável. Entre o talento natural do brasileiro, e seu compromisso com a arte, Senna não desistiu. E Morris teve que aprender a jogar o jogo, se quisesse competir.

"Van Diemen tinha essa coisa de eles (Senna e Toledano) poderem sempre usar o circuito de Snetterton às 17h30, quando todos os outros já estavam em casa, e eles faziam isso por meia hora ou 45 minutos. Então, eles ficavam dando voltas e voltas", explica Morris.

"Mas isso me ensinou muito. Havia a velha curva Russell; que era uma chicane flat-out com frenagem de ambos os lados. Eu percebi que se o carro não estivesse muito rigidamente saltado, você poderia passar por ela direto. Isso doía, porque o carro ficava saltando sobre os freios, mas isso significava que eu poderia continuar na Van Diemens".

"Eles sempre me deixavam para trás no hairpin antes da ponte, particularmente Ayrton com a sua experiência de kart. Ele era ótimo naquela curva, mas eu não conseguia fazer, eu apenas não tinha a tração na Royale. Mas eu o acompanhava através de Coram, me aproximava na Russell, então eu poderia ficar na sua cola para a reta".

"Ele me ensinou que há sempre um caminho. Se você está determinado o suficiente, você vai encontrar um caminho. "

Relacionamento

Embora tenha sido Senna o melhor em 1981, (Morris: "Eu estava levando a maior parte do ano, então eu tive um acidente que me complicou"), a rivalidade com o inglês deixou uma gosto ruim na boca do brasileiro.

O que mais irritava Senna era que Morris não era um profissional. Ele era um homem de família, com seus 20 anos, e com outro trabalho durante o dia. Senna, por sua vez, já estava dedicando sua vida ao esporte a motor - e não tinha ainda sido levado ao limite por um companheiro.

"Quando eu estava na disputa com Ayrton, eu ganhei a rodada em Brands antes do Festival. Eu tinha uma foto dele muito puto. Ele depois escreveu para mim e disse: 'Eu realmente odiava tudo aquilo!", lembra Morris.

Uma vez que não estavam mais competindo um contra o outro, no entanto, a relação de Morris e Senna mudou.

"Nós eventualmente tornarmos amigos, mas somente depois que a temporada de 1981 tinha acabado e Ayrton tinha se mudado para FF2000”.

"A amizade veio através de Maurício Gugelmin. Ele e eu éramos grandes amigos. Ele era muito talentoso também, mas um temperamento completamente diferente de Ayrton”

"Ele estava vivendo com Ayrton, eles tinham uma casa perto de Virginia Water no Reino Unido. Então, eu passei muito tempo com Ayrton durante 1982; ele estava correndo da FF2000, e se as corridas não coincidissem, ele acompanhava o Gugelmin nas corridas de 1600”.

"Ayrton ainda estava começando a ir bem, mas as pessoas começaram a lhe dar coisas. Lembro que ele ganhou uma corrida de Mercedes em algum lugar, e ganhou um 190 2.3 16 válvulas. Ainda me lembro que ele veio até mim em Brands, quando estávamos correndo 1600, e a alegria no rosto ... 'Rick, vem e olha para isto. Eles me deram isso. Você tem que ver isso'".

"De qualquer forma, eu tenho fotos do meu filho Stevie, que nasceu em 1981, sentado nos ombros do Ayrton no paddock em 82. Ayrton tem um grande sorriso em seu rosto, ele gostava de crianças."

Era óbvio, mesmo nessa fase, o quão bom ele seria?

"Sim, mas você tinha muitos destes garotos chegando", diz Morris. "Ele era, obviamente, o melhor entre eles naquele momento, mas eu não sabia que ele iria se tornar a lenda que foi."

Os bons velhos tempos

Depois de quatro décadas desde que iniciou sua carreira, Morris ainda está correndo. Ele regularmente viaja do Reino Unido para a África do Sul onde corre de Fórmula Ford contemporânea, e ele recentemente viajou para a Austrália para competir em Phillip Island em um grid de 50 carros históricos.

Mas ele também reconhece que o mundo do automobilismo mudou.

O final dos anos 70 e começo dos 80 eram dias inebriantes para um júnior. Categorias como Fórmula Ford não tinham um chassi de controle, o que significava que os fabricantes realmente tinham equipes de fábrica genuínas e empregavam jovens pilotos.

Foi uma corrida armamentista, mas significava oportunidades genuínas para jovens talentos se desenvolverem sem terem um grande orçamento.

"Nós costumávamos viver com os carros", diz Morris. "Passei muito tempo como um piloto de fábrica e desenvolvimento para Hawke, por PRS, por Reynard, e por Royale ... e estávamos testando um par de vezes por semana".

"Não que eu nunca fizesse isso em tempo integral. Eu costumava ter um emprego também, para pagar a hipoteca. Era um pouco diferente".

"Naqueles dias, era tudo sobre o talento. Você não poderia comprar um motor melhor, você não poderia comprar um carro melhor. Os carros eram tão simples. A engenharia era muito básica".


"Eu comecei sem nenhum dinheiro. Mas a coisa boa era, se você provocasse um impacto, e se você fosse visto como sendo potencialmente bom, os fabricantes tinham dinheiro entrando, e os construtores de motores queriam emprestar os motores para que você pudesse fazer o seu caminho"


Ayrton Senna e Rick Morris quando corriam pela Formula Ford 1600, Brands Hatch, 29 de setembro de 1981. Foto: Sutton.


Ayrton Senna e Rick Morris quando corriam pela Formula Ford 1600, Brands Hatch, 29 de setembro de 1981. Foto: Sutton.

Ayrton Senna, Rick Morris e o piloto mexicano Alfonso Toledano na posição de largada quando corriam pela Formula Ford 1600, Oulton Park, 27 de junho de 1981. Foto: Sutton.


RICK MORRIS HOJE:

Rick Morris no evento Phillip Island Classic Car Festival of Speed em 13 de março de 2016.
Foto: Herb Powell

Rick Morris no evento Phillip Island Classic Car Festival of Speed em 13 de março de 2016.
Foto: Herb Powell

Rick Morris no evento Phillip Island Classic Car Festival of Speed em 13 de março de 2016.
Foto: Herb Powell



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

LEEUWEN, Andrew van. Britânico conta como era ser rival de Senna na Fórmula Ford. Disponível em: <http://br.motorsport.com/f1/news/britanico-conta-como-era-ser-rival-de-senna-na-formula-ford-686611/>. Acesso em: 12 de abril 2016.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Creighton Brown, O Descobridor De Senna

Por Flávio Gomes
Coluna do Flávio Gomes - Grande Prêmio - http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br
TERÇA-FEIRA, 22 DE AGOSTO DE 2006 - 14:23

SÃO PAULO (um minuto de silêncio) – Morreu domingo em Edimburgo, na Escócia, Creighton Brown, um dos sócios da Project 4 com Ron Dennis, dono da McLaren. Ele tinha câncer e era casado com uma brasileira. Passou os últimos anos vivendo em Santa Catarina. Era muito amigo de Tarso Marques e de seu pai, Paulo de Tarso.

Brown foi quem convidou Senna para correr na McLaren, ainda na época em que o brasileiro estava na F-Ford inglesa. Teve uma equipe de F-2 e um de seus pilotos foi Chico Serra.

Em 1988, quando Ayrton finalmente foi para a equipe, tornou-se grande amigo de Creighton, a ponto de ser padrinho de sua filha Allie.

Brown juntou-se à P4 em 1978. Ele, Dennis e John Barnard assumiram a McLaren em 1980. Foi diretor da equipe até 1992. Em 1990, com Gordon Murray, foi encarregado de montar a McLaren Cars, que deu no espetacular McLaren F1, um protótipo de rua caríssimo que chegou a fazer algum sucesso nas pistas.

As informações acima e a foto abaixo foram passadas por Carlos Eduardo Ramoa, amigo de Brown, que nos últimos anos vinha desenvolvendo o projeto de montar uma fábrica de carros esportivos fora-de-série no Brasil.

Conheci-o bem. Era uma doce pessoa.



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Saudades do Amigo Creighton Brown



Por Mario Alberto Bauér
Postado em 20/08/2007 
Motor Sport Consult - motorsport-consult.com

Figura querida e amável, sempre gentil e mostrando um sorriso simpático, Creighton Brown era um verdadeiro gentleman. Hoje, no primeiro aniversário da sua morte, quero aproveitar para lembrar esta pessoa magnífica que deixou muita saudade.


Creighton começou no automobilismo como piloto na Inglaterra, mas logo entendeu que sua verdadeira habilidade é a de empreendedor, era um verdadeiro imã de patrocinadores e logo fundou a Ardmore Racing, equipe que disputou o campeonato europeu de Fórmula 2 e se tornou uma das mais bem sucedidas da categoria com sete campeonatos e mais de 100 vitórias.


 

No fim de 1978, no auge da Ardmore, Brown juntou-se a Ron Dennis e dois anos depois fundaram a Project 4 Racing que iniciou um joint-venture com a McLaren para depois, com a fundação da McLaren International da qual Brown e Dennis eram acionistas, assumir o controle da equipe de Fórmula 1.

Uma de suas maiores amizades na F-1 foi com Ayrton Senna, com quem trabalhou junto entre 1988 e 1990. O brasileiro era, inclusive, padrinho de Allie, filha de Brown. No ano do bicampeonato de Senna, Creighton deixou a diretoria da McLaren International para fundar a McLaren Cars Ltd para a qual Gordon Murray projetou a McLaren F1, o superesportivo que em sua versão de corrida venceu as 24 Horas de Le Mans em 1995 e dominou a categoria GT nos anos seguintes.



Eu o conheci em 2000, quando era redator-chefe da Formula1.com, o site oficial da F1 no qual Creighton tinha participação antes de ser vendida para a Formula One Management de Bernie Ecclestone no ano seguinte. Ele era casado com uma catarinense, além de uma fazenda no Rio Grande do Sul tinha propriedades em Florianópolis e batalhou durante anos para realizar um sonho: A construção da primeira fábrica de automóveis de Santa Catarina em Joinville, a South American Sports Cars Ltda. A montadora iria fabricar em licença da inglesa TVR o Tuscan com motor V8. O esportivo seria tanto vendido no Brasil, por US$ 90 mil, como exportado para os ademais mercados da TVR.

Mudei-me da Europa para Santa Catarina no final de 2002 na expectativa de poder participar do projeto, já que em anexo à fábrica estavam planejando uma pista de testes de 4.5 kms de extensão com planos de expansão para um autódromo homologado e escola de pilotagem. Como se sabe, o sonho virou fumaça graças às picaretagens diversas e Creighton sofreu alguns calotes também. O terreno rural de 2,7 milhões de metros quadrados no km 52 da BR-101, adquirido por Creighton sozinho, acabou sendo leiloado.

Poucas pessoas sabiam de seu verdadeiro estado de saúde, já que sempre se apresentava da mesma forma sorridente e positiva. Fiquei em estado de choque quando recebi um e-mail da família em meados de agosto do ano passado que estaria em estado terminal de câncer. Era totalmente inesperado, ainda tinha conversado com ele sobre o seu mais novo projeto na véspera da etapa de abertura da Stock-Car em Interlagos. A idéia então era a produção de um carro urbano brasileiro no estilo do Smart projetado pelo novo sócio, o Gordon Murray.

Creighton partiu deste mundo da forma soberana e distinta como sempre se apresentava. Sobrevivendo somente com a ajuda das aparelhagens nas quais estava conectado, tinha pedido à família de antemão de lhe poupar um fim sem controle sobre si, sem dignidade. Aproveitou para ouvir todas as mensagens de apoio e solidariedade que ainda recebeu nesta ultima semana, a família respondeu que Creighton recebeu cada mensagem com um sorriso típico dele. Na tarde do dia 20 de agosto de 2006, na presença de seus entes queridos, a jornada de Creighton Brown neste mundo recebeu a bandeirada final em um hospital em Edimburgo na Escócia.


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FONTE PESQUISADA

GOMES, Flávio. CREIGHTON BROWN, O DESCOBRIDOR DE SENNA. Disponível em: <http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br/2006/08/creighton-brown-o-descobridor-de-senna/>. Acesso em: 05 de dezembro 2015.


BAUÉR, Mario Alberto. Saudades do amigo Creighton Brown. Disponível em: <http://motorsport-consult.com/2007/08/20/saudades-do-amigo-creighton-brown/>. Acesso em: 06 de dezembro 2015.