Mostrando postagens com marcador Gerard Berger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gerard Berger. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de novembro de 2016

Pilotagem Pura: Onboard Mostra Última Prova De Senna Com Câmbio Manual (Vídeo)


Postado em 4 de novembro de 2016  por Bernardo Berch


O dia 1º de março de 1992 marcou a saideira! Foi a última vez que Ayrton Senna guiou um carro de Fórmula 1 com câmbio manual e também a última primeira fila deste tipo de transmissão. O novo chassis MP4/7, que tinha câmbio semi-automático, não ficou pronto e a multicampeã Weissman-McLaren de seis marchas transmitiu os 750 cavalos do Honda V12 para o asfalto.


Senna fez uma pequena mágica para marcar 1min16s227, sete décimos pior que Nigel Mansell na Williams de outro planeta. Na largada, porém, Riccardo Patrese mostrou toda a diferença do controle de tração para pular de quarto para segundo.

No onboard, dá para ver a força que Senna faz para tentar retomar a posição da Williams. Nas grandes retas, o V12 ajuda contra o Renault V10, mas a eletrônica embarcada faz toda a diferença para o FW14 do meio para a saída das curvas. Senna freia para lá do ai meu Deus, mas Patrese traciona sempre melhor, além de gastar menos pneus.

O resultado foi Mansell em primeiro, com 24s3 para Patrese, com Senna em terceiro. O brasileiro chegou a 34s6, muito longe das Williams, mesmo tendo colocado 13s em Schumacher, na Benetton.

No GP do Brasil, a McLaren levou quatro carros, dois MP4/6b e dois MP4/7, tamanha a indecisão sobre a performance dos bólidos. A verdade é que, mesmo com câmbio semi-automático, suspensão reativa (sem toda a eletrônica da Williams) e controle de tração, o MP4/7 nunca foi um postulante ao título. Ficaram algumas vitórias, três de Senna e duas de Berger.



FONTE PESQUISADA

BERCHT, Bernardo. Pilotagem pura: onboard mostra última prova de Senna com câmbio manual. Disponível em: <http://www.correiodopovo.com.br/blogs/pitlane/2016/11/30493/pilotagem-pura-onboard-mostra-ultima-prova-de-senna-com-cambio-manual/>. Acesso em: 04 de novembro 2016.








quarta-feira, 29 de junho de 2016

Berger Revela Como Teve Engenheiro ‘Roubado’ Por Senna


Motorsport - br.motorsport.com
29 de junho de 2016

Companheiros na McLaren de 1990 até 1992, austríaco viu engenheiro que indicou ser colocado no carro do brasileiro

Dono de apenas três vitórias nos três anos que esteve ao lado de Ayrton Senna na McLaren, Gerhard Berger revelou em uma coluna ao site oficial da McLaren que o time acabou lhe preterindo após a indicação do engenheiro Giorgio Ascanelli para a equipe.

Enfrentando um início difícil de temporada em 1990, ele falou com o chefe da equipe, Ron Dennis, sobre seu trabalho com Ascanelli na Ferrari. Sua indicação foi levada a sério, mas não da maneira que ele imaginava.

“O carro foi construído para o Prost, por isso com o meu tamanho... Na verdade, isso não deveria ser uma desculpa, mas haviam algumas coisas que não eram boas para mim. Mas quero deixar bem claro: Ayrton foi o melhor que eu”, falou. “Só estou dizendo que enfrentei algumas coisas.”

“E aqui está outra coisa. Quando eu estava na Ferrari, meu engenheiro era Giorgio Ascanelli. Nós trabalhamos bem juntos, e ele entendia exatamente o que eu precisava. Eu dizia a ele, 'o carro está fazendo isso aqui’, e depois ia embora para a festa. Voltava no dia seguinte e o carro estava mudado completamente, graças às ideias do Giorgio.”

“Quando vim para a McLaren Eu tinha um engenheiro muito bom, Steve Hallam. Mas ele estava acostumado a trabalhar com o Prost, que falava: "preciso que você altere o roll-bar, altere as molas e etc’. Prost era da velha escola, e eu estava acostumado com a nova escola, os com computadores e com os engenheiros fazendo os cálculos. Então, eu me vi tendo um pouco de dificuldade em acertar o carro. Estava faltando o Giorgio.”

“Então eu fui para o Ron Dennis e disse: 'tinha um grande engenheiro na Ferrari, e eu acho que devemos contratá-lo. Acho que realmente melhoraria as coisas para mim’. Então, Ron o trouxe a bordo e começou a trabalhar com Ascanelli. Mas um dia, Ron veio até mim e disse: 'tenho uma boa notícia e uma má notícia, o que você gostaria de ouvir primeiro?’ Eu disse: 'a boa notícia, claro’. Ele disse: 'Ascanelli está vindo’. Eu disse: 'Fantástico! E qual é a má notícia?’ E Ron disse: ‘A má notícia é que ele vai estar no carro do Ayrton...”

“Isso para mim foi um ponto crucial. Assim, o peso ficou cada vez mais do lado do Ayrton, e eu estava cada vez mais com dificuldades. No entanto, eu mantive meu temperamento. Eu vi os pontos fortes de Ayrton, e vi que, em geral, toda a equipe foi fantástica comigo. Eu tinha um ótimo relacionamento com Mansour Ojjeh (acionista da McLaren), mas também com a mecânica. Eles eram a minha família. Com Ayrton, pensei apenas tentar ser melhor, eu não culpo a equipe ou a Honda ou qualquer outra coisa.”

A boa ação mal recebida

No GP do Japão de 1991, no qual Senna se sagrou campeão pela terceira vez, Berger estava na pole mas acabou sendo superado pelo brasileiro no meio da prova. Com o título garantido após o abandono de Nigel Mansell no início da corrida, Ayrton deixou Berger passar após um pedido do chefe, Ron Dennis.

Berger disse que não sabia do acerto dos dois, e achou o episódio injusto. “No Japão, eu estava na pole e estava liderando a corrida. Mas tive um escapamento quebrado.”

“Ayrton me ultrapassou. Estava em segundo e ainda com o escapamento quebrado, quando ele ficou lento no final. Eu pensei que ele tinha tido um problema de combustível ou algo assim. Pensei que aquela ultrapassagem era justa, então passei.”

“Eu não sabia naquela hora que ele estava me deixando vencer. Eu não gosto disso. Se eu soubesse, teria freado. Nós teríamos parado ambos os carros antes da linha de chegada, e talvez quem estivesse atrás ganharia a corrida.”


FONTE PESQUISADA

MOTORSPORT - Berger revela como teve engenheiro ‘roubado’ por Senna. Disponível em: <http://br.motorsport.com/f1/news/berger-revela-como-teve-engenheiro-roubado-por-senna-793452/>. Acesso em: 29 de junho 2016.










quarta-feira, 16 de março de 2016

Há 25 Anos, Senna Dava "Troco" Em Prost e Se Tornava Bicampeão Da F-1

21/10/2015 04h00 - Atualizado em 21/10/2015 10h45

Com controversa batida logo na primeira curva do GP do Japão de 90, piloto brasileiro
"deu o troco" no rival francês por mágoa guardada do desfecho da temporada anterior

Por Túlio Moreira
Rio de Janeiro
Globo Esporte - globoesporte.globo.com

O circuito de Suzuka, a cerca de 300km de Tóquio, foi um dos lugares mais marcantes da carreira de Ayrton Senna. Foi no circuito japonês que o piloto da McLaren ganhou seus três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991. A conquista do segundo deles, no dia 21 de outubro de 1990, completa 25 anos nesta quarta-feira e se mantém até hoje como um dos episódios mais polêmicos da história da Fórmula 1. Em um dos momentos mais controversos de sua carreira, Senna forçou um acidente envolvendo a Ferrari do arquirrival Alain Prost logo na primeira curva e acabou com as chances de o francês conquistar o título. O brasileiro “deu o troco” em uma manobra de circunstâncias semelhantes feita pelo adversário na igualmente polêmica decisão da temporada anterior, também ocorrida em Suzuka, quando ainda eram companheiros na McLaren.


Em 1990, Suzuka foi palco do famoso 'troco' de Ayrton em Prost, que garantiu o título para o brasileiro (Foto: Getty Images)

O acidente lançou questionamentos da imprensa e de alguns torcedores sobre a ética de Senna na Fórmula 1. Mas o episódio também foi visto como uma forma de “desabafo” encontrada pelo brasileiro, que se sentia perseguido pelo homem mais poderoso da categoria à época, Jean-Marie Balestre, presidente da extinta FISA, que era a entidade responsável por organizar os eventos de automobilismo.

Senna e Prost já haviam interrompido o convívio amistoso que marcou o primeiro ano da parceria e estavam em pé de guerra na reta final da temporada 1989. No GP do Japão, o francês provocou uma batida no brasileiro para garantir seu terceiro título. Senna pediu para que os fiscais empurrassem o carro, parou nos boxes, trocou o bico e conseguiu voltar para a pista para vencer a corrida, mas o francês recorreu a Balestre para desclassificar o rival e assegurar o campeonato.

A rivalidade chegou a níveis extremos após a polêmica decisão de 1989. A situação de Prost ficou insustentável na McLaren, que manteve Senna e contratou o austríaco Gerhard Berger, enquanto o francês rumava para a Ferrari. Inconformado com o título perdido, o brasileiro disparou duras críticas às atitudes de Balestre, que exigiu um pedido de desculpas público para que o piloto pudesse obter a superlicença para disputar o campeonato de 1990. Convicto da parcialidade do dirigente, Senna se recusou a fazer a retratação até o último momento, quando a McLaren enfim distribuiu um comunicado assinado por ele. Em 1991, Senna revelou que o pedido de desculpas não havia sido redigido com seu consentimento.

Todo o impasse envolvendo Prost e Balestre se tornou fonte de uma grande mágoa para Senna, que se sentia injustiçado. A chance de extravasar a raiva veio na etapa japonesa de 1990. Prost precisava vencer para conquistar o título. A direção da prova negou a Senna, pole position, o direito de largar do lado esquerdo, o mais limpo e emborrachado da pista. Prost, segundo colocado no grid, largou pelo lado de fora, enquanto Senna seria prejudicado pela sujeira do lado interno da pista. E o brasileiro, a cerca de 250 km/h, simplesmente não freou para a primeira curva, como revelaria a telemetria. O campeonato estava decidido, com Ayrton bicampeão mundial.


Ayrton Senna Alain Prost Suzuka GP do Japão 1990 (Foto: Getty Images)
Prost disse que, após acidente, sua vontade era "pegar o capacete e acertar na cabeça" de Senna (Foto: Getty Images)

Os dois carros foram parar na caixa de brita da área de escape, e os pilotos escaparam sem ferimentos. Autor do livro "Ayrton, o herói revelado", o escritor Ernesto Rodrigues descreve com riqueza de detalhes o acidente. Prost ficou furioso com a atitude de Senna e disse que, ao sair do carro, sua vontade era "pegar o capacete e acertar na cabeça dele". O francês estava convicto de que Ayrton havia provocado o acidente de forma deliberada. Em uma entrevista naquele dia, Senna dedicou o título "a todos aqueles que lutaram contra mim no ano passado e me machucaram muito”. O brasileiro ainda provocou: “Este ano, está aí a demonstração para eles de quem é o campeão".

Corrida marcou também a última dobradinha brasileira na Fórmula 1

A corrida foi vencida por Nelson Piquet, da Benetton, que foi seguido pelo amigo Roberto "Pupo" Moreno, que disputou a prova no lugar de Alessandro Nannini, que sofrera um acidente de helicóptero. Foi a última dobradinha brasileira na F-1 até hoje. Mas o protagonista da etapa japonesa foi mesmo Senna. O piloto da McLaren recebeu muitas críticas de jornalistas especializados, mas ficou especialmente incomodado com os comentários do tricampeão Jackie Stewart, um dos mais atuantes na busca por melhorias nas condições de segurança da Fórmula 1. O veterano escocês condenou a manobra de Senna e chegou a dizer que o brasileiro não tinha "ética nem humanidade". Ao tomar conhecimento dos comentários, Senna respondeu que "piloto gente não ganha campeonatos ou títulos. Você tem de ser agressivo".


Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno na última dobradinha brasileira da F-1, no GP do Japão de 1990 (Foto: Reprodução)
Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno na última dobradinha brasileira da F-1 (Foto: Reprodução)

Muitos anos mais tarde, Prost descreveu o que ocorreu no GP do Japão de 90 como o pior momento de sua relação com Senna. “Eu perdi o campeonato na largada e o fato de ter feito e reconhecido no ano seguinte que aquilo foi de propósito. Eu sabia que foi de propósito, mas ouvir aquilo foi muito difícil para mim”, disse o francês, que só concretizaria o sonho do tetracampeonato em 1993, pela Williams.


No auge da rivalidade, Senna e Prost se chocam no GP de Suzuka de 1989 (Foto: Getty Images)
Um ano antes, ainda na McLaren, Prost provocou acidente com Senna no mesmo circuito de Suzuka (Foto: Getty Images)

Nas pistas, o circuito de Suzuka voltou a cruzar a história de Senna na conquista de seu tricampeonato, em 1991. Naquela temporada, o brasileiro precisou conter o poderio da Williams de Nigel Mansell e conseguiu explorar ao máximo sua McLaren para chegar ao GP do Japão, penúltima etapa, com uma boa margem de pontos. Com 16 a mais que o rival inglês, Ayrton precisou apenas do segundo lugar para garantir o terceiro título. Por causa da ampla vantagem, a McLaren solicitou que Senna, a contragosto, cedesse a vitória para o companheiro Gerhard Berger.

A rivalidade entre Senna e Prost permaneceria nos anos seguintes. Mas, no encerramento da temporada de 1993, que teve o francês enfim conquistando seu quarto título e Senna como vice-campeão, um cumprimento entre os eternos rivais no pódio do GP da Austrália mostrou que os ressentimentos haviam sido superados. Em Adelaide, a relação mais explosiva do automobilismo mundial finalmente ganhava um desfecho amigável.

Quando a carreira de Ayrton foi interrompida de forma precoce, no fatídico GP de San Marino de 1994, a relação entre os dois já era de amizade e confiança. O brasileiro passou a telefonar para Prost com frequência, e os dois trocavam confidências e impressões sobre os novos rumos da F-1. Pouco antes da largada em Ímola, o brasileiro, pole position, mencionou o antigo adversário em uma mensagem de rádio para uma emissora de TV francesa, que tinha o tetracampeão como comentarista para aquela corrida: “Um alô especial para nosso querido amigo Alain. Nós sentimos sua falta, Alain”. Prost, por sua vez, ficou muito abalado com o acidente fatal do rival das pistas e esteve presente no enterro do brasileiro, em São Paulo.


Alain Prost e Ayrton Senna fazem as pazes no GP da Austrália de 1993 (Foto: Getty Images)


FONTE PESQUISADA

MOREIRA, Túlio. Há 25 anos, Senna dava "troco" em Prost e se tornava bicampeão da F-1. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2015/10/ha-25-anos-senna-dava-troco-em-prost-e-se-tornava-bicampeao-da-f-1.html>. Acesso em: 16 de março 2016.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Na Garagem: Senna Realiza Teste Secreto Com Carro Da Penske Em Phoenix

20/12/2015 06:00


Sem fazer alarde, Ayrton Senna pegou um avião rumo ao Arizona em dezembro de 1992 para testar, em Phoenix, com o carro da Penske na Indy. E bateu o tempo do campeão Emerson Fittipaldi por meio segundo

WARM UP
RENAN DO COUTO, de São Paulo
Grande Prêmio - grandepremio.uol.com.br

Ayrton Senna não queria correr para a McLaren em 1993 — e um dos estágios da novela daquela intertemporada da F1 envolveu uma viagem para o deserto do Arizona em dezembro de 1992.

No dia 20 de dezembro, o tricampeão da F1 entrou no cockpit do carro que a Penske usava na CART para um teste secreto em Phoenix.

O arranjo para a atividade envolveu o bicampeão Emerson Fittipaldi, que corria para Roger Penske na época. E também marcou presença John Hogan, o homem que assinava o chefe da Marlboro tanto para a McLaren, quanto para a Penske.

Ayrton Senna queria ter encerrado o ciclo na McLaren ao final de 1992, junto do amigo Gerhard Berger (Foto: McLaren)

Se Senna não queria ficar na McLaren para 1993, também não queria ir para a Indy naquele momento. Era um plano para o futuro. De qualquer forma, a incerteza se dava porque a Honda havia deixado o time que dominou a F1 entre 1988 e 1991, e seria preciso utilizar motores comprados da Ford. O pacote dificilmente seria páreo para o da Williams Renault de Alain Prost — que havia bloqueado sua transferência para lá.

Senna observou Fittipaldi dar algumas voltas no oval antes de sentar para fazer seu treino no misto — Roger achava que seria melhor desta forma.

No misto, Emerson cravou sua melhor volta em 49s7. Senna, em seu primeiro contato com o carro, deu 28 voltas e cravou 29s25.

Ayrton Senna em 1993 (Foto: Getty Images)

“Ele voltou para os boxes e disse ‘obrigado, aprendi o que eu precisava aprender’. Saiu do carro e foi isso”, conta o engenheiro Nigel Beresford. “Ele gostou bastante. Disse que ficou bastante impressionado com a aceleração. Não estava contente depois da primeira saída, mas na segunda foi muito rápido”, comentou Fittipaldi.

Naturalmente, a notícia vazou, causando ainda mais especulações a respeito do que Senna faria. Em 27 de janeiro, a Penske anunciou Fittipaldi e Paul Tracy como titulares. E, em 10 de fevereiro, a inscrição da FIA indicou Michael Andretti e Mika Häkkinen como os pilotos da McLaren. Mas, como se sabe, houve espaço para o retorno de Ayrton em 1993 e as últimas cinco vitórias de sua carreira.


FONTE PESQUISADA

COUTO, Renan do. Na Garagem: Senna realiza teste secreto com carro da Penske em Phoenix. Disponível em: <http://grandepremio.uol.com.br/indy/noticias/na-garagem-senna-realiza-teste-secreto-com-carro-da-penske-em-phoenix>. Acesso em: 21 de dezembro 2015.







sábado, 12 de dezembro de 2015

No Ano Do Tri, Senna Foi Quarto e 'Pegou Carona' Em Silverstone

Na continuação do especial de 20 anos do tricampeonato de Senna na F1, o iG conta como foi o GP da Inglaterra em 1991. Relembre

iG São Paulo | 07/07/2011 11:36
IG - esporte.ig.com.br

Foto: Getty Images
1991 foi o ano do tri de Senna

Neste domingo (10) acontece o Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, pela nona etapa da temporada da Fórmula 1. Dando sequência ao especial de 20 anos do tricampeonato mundial de Ayrton Senna, o iG conta a história da corrida britânica em 1991 – confira como foram os GPs na Austrália, na Espanha, em Mônaco e no Canadá.

O GP da Inglaterra foi a oitava etapa da temporada de 1991. Das sete primeiras corridas, Senna havia vencido quatro e subido ao pódio em seis – o brasileiro não ficou entre os três primeiros apenas no Canadá, onde abandonou por problemas no carro.

Em Silverstone, tudo se encaminhava para mais um pódio de Senna, que ocupava a segunda colocação até a última volta. Mas, nos metros finais da pista inglesa, a McLaren do piloto ficou sem combustível. Por ter completado 58 das 59 voltas, o brasileiro ainda ficou com a quarta colocação. O incidente foi responsável por imortalizar umas das cenas mais marcantes da história da Fórmula 1: Senna pegando uma ‘carona’ no carro de Nigel Mansell, vencedor daquela prova.

No embalo de sua primeira vitória na temporada conquistada no GP anterior, na França, Nigel Mansell fez o melhor tempo do classificatório e garantiu a pole position. Senna, que havia feito quatro poles no ano, confirmou sua boa fase nos sábados e ficou logo atrás do rival da Williams.

Foto: Getty Images
Ayrton Senna assumiu a liderança do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1991 na largada

Ayrton Senna assumiu a liderança do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1991 na largada
A disputa entre os dois foi grande na largada, quando Senna ultrapassou o rival com uma bela manobra pela direita. Mas, ainda na primeira volta, Mansell deu o troco no brasileiro e reassumiu a ponta, para delírio da torcida britânica.

Ainda no giro inicial, o outro piloto da Williams, Riccardo Patrese, que ocupava a terceira colocação no Mundial, sofreu toque na traseira de seu carro e abandonou a prova, o que selaria a briga pelo título entre Senna e Mansell até o fim da temporada.

Jean Alesi e Alain Prost, na Ferrari, largaram na terceira fila e, com a escuderia italiana em má fase, nada puderam fazer a fim de parar Mansell ou Senna. Na Benneton, Nelson Piquet havia largado na oitava posição e não ameaçava os pilotos do pelotão frontal.

Após a briga na largada e na primeira volta, Mansell conseguiu se distanciar e venceu a prova com tranquilidade. A mesma calmaria não teve Senna, que manteve a segunda posição até o giro final. Mas, no finalzinho da corrida, uma pane seca parou a McLaren do brasileiro.

Com isso, Gerhard Berger, companheiro de Senna, cruzou a linha de chegada em segundo e o ferrarista Alain Prost, que viu o pódio cair em seu colo, foi o terceiro. Como já tinha marcado 58 voltas, Senna ainda garantiu a quarta colocação e conquistou três pontos, metade do que marcaria se ficasse em segundo. Piquet ficou uma posição atrás.

Depois de sair do carro, Senna, longe do paddock, aproveitou que o vencedor da prova encostou ao seu lado para subir na lataria de seu carro e pegar uma carona com Mansell. O britânico comportou o brasileiro atrás do cockpit e recebeu dois tapinhas no capacete antes de partir e continuar acenando para o público. Um funcionário da prova até tentou coibir a ação de Senna, mas já era tarde. O brasileiro o afastou e seguiu de carona com o britânico para protagonizar uma das cenas mais tradicionais da Fórmula 1.

A prova serviu para apimentar a briga pelo título da temporada, pois era o segundo triunfo consecutivo do britânico da Williams, que baixou de 25 para 18 a diferença no Mundial de Pilotos.

Foto: Reprodução
Senna pega carona no carro de Mansell, cena clássica da Fórmula 1


FONTE PESQUISADA

IG - No ano do tri, Senna foi quarto e 'pegou carona' em Silverstone. Disponível em: <http://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/no+ano+do+tri+senna+foi+quarto+e+pegou+carona+em+silverstone/n1597068315598.html>. Acesso em: 12 de dezembro 2015.










terça-feira, 12 de maio de 2015

Fórmula 1: Senna Pensou em Eliminar a Curva Tamburello

Por Ismael Paulino
01 de maio de 2015
Blasting News - pt.blastingnews.com

Faz hoje 21 anos que o tricampeão faleceu num acidente nessa curva do circuito de Imola.

Senna e Berger

Faz hoje 21 anos que Ayrton Senna faleceu num acidente na curva Tamburello, na pista de Imola, em Itália, durante o GP San Marino de Fórmula 1. Os carros passavam ali a 300 km/h, e estima-se que o tricampeão tenha conseguido reduzir para 200 km/h até ao momento do embate contra o muro. Contudo, Senna já havia pensado em alterar ou eliminar a curva, mas a ideia não chegou a avançar. É Gerhard Berger, amigo próximo e colega de Senna na McLaren durante 3 anos, que conta a história, numa entrevista que hoje recordamos aqui na Blasting News.

No GP San Marino de 1989, Berger teve um acidente muito grave nessa mesma curva. Tal como Senna, o austríaco perdeu o controlo do Ferrari e bateu a alta velocidade no muro; o carro incendiou-se e passaram-se longos segundos de angústia até à chegada de socorro. Berger escapou quase ileso, mas aponta que o acidente lhe deixou sequelas psicológicas, nunca mais tendo arriscado em pista da mesma forma.

À data, Senna e Berger já eram amigos próximos, embora o austríaco só viesse a juntar-se ao piloto de S. Paulo na McLaren no ano seguinte. Algumas semanas depois, Senna (que vivia na Europa durante a temporada de F1) desafiou o amigo a ir inspecionar a curva e ver como poderiam aumentar a segurança ali. Ambos foram até Imola e entraram a pé, ao longo da pista, indo até à curva.

Nessa altura, não existiam fotos aéreas, de satélite ou Google Maps. Hoje, é fácil para qualquer pessoa ver aquilo que Senna e Berger, que não viviam em Imola nem sequer em Itália, não sabiam ainda: passa um pequeno rio do lado de fora da curva Tamburello, entalado no fundo de um pequeno vale. Os pilotos saltaram o muro de proteção, pensando que a escapatória poderia ser aumentada. Mas ainda que as árvores (situadas atrás do muro, claro) pudessem ser cortadas, a área de segurança ficaria praticamente do mesmo tamanho. E seria impossível fazer algum aterro para aumentar a escapatória.

"E fazer uma chicane, como se fez em 1995?" pergunta o entrevistador. A resposta de Berger foi sincera e desconcertante. "Não nos ocorreu, não nos passou pela cabeça", disse. "À data, não era habitual a colocação de curvas muito lentas para diminuir a velocidade em zonas rápidas. Nem sequer pensámos nisso." Em 1989 já existiam algumas chicanes desse género, nomeadamente nas pistas de Monza (Itália), Hockenheim (Alemanha) e Suzuka (Japão). 


Gerhard Berger foi um dos pilotos mais devastados pessoalmente pelo GP San Marino de 1994. Além de perder um amigo muito próximo em Senna, perdeu também o amigo e compatriota Roland Ratzenberger, morto no dia anterior, e numa curva onde também se veio a colocar uma chicane em 1995. Berger disputou ainda 3 Grandes Prémios em Imola, com chicanes nas curvas onde morreram Senna e Ratzenberger, antes de se reformar no final de 1997. A pista de Imola foi remodelada e modernizada após 2007, mas atualmente não recebe a Fórmula 1.

FONTE PESQUISADA

PAULINO, Ismael. Fórmula 1: Senna pensou em eliminar a curva Tamburello. Disponível em: <http://pt.blastingnews.com/desporto/2015/05/formula-1-senna-pensou-em-eliminar-a-curva-tamburello-00373433.html>. Acesso em: 12 de maio 2015.







segunda-feira, 6 de abril de 2015

O Dia Que Galvão e Senna Trollaram Berger no Trem

Confira trecho de "Fala, Galvão", autobiografia de Galvão Bueno que será lançada nesta semana.



DATE 6 Abril 2015
AUTHOR Bruno Vicaria
Red Bull - redbull.com.br

O RedBull.com.br teve acesso a um dos capítulos do livro "Fala, Galvão", livro de memórias do locutor Galvão Bueno em conjunto com o jornalista Ingo Ostrovsky, que será lançado nesta semana pela Editora Globo. Neste trecho, Galvão fala sobre uma brincadeira que pregou em cima do piloto austríaco Gerhard Berger, em conjunto com o amigo e também piloto Ayrton Senna.

Mais informações sobre o livro podem ser encontradas no site www.falagalvao.com.br. Segue abaixo o trecho autorizado pela editora:

Em 1991, o ano do tricampeonato, pegamos o trem‐bala para ir de Tóquio ao autódromo em Suzuka. No Japão, a cultura é diferente e cada pessoa carrega a sua mala. Pode ser o campeão do mundo, não interessa. Ayrton corria com Gerhard Berger — que acabou virando seu grande amigo na Fórmula 1 e é meu amigo até hoje — e ambos estavam no trem.

Ayrton Senna brincando com o amigo Gerhard Berger quando eram companheiros na McLaren

Berger adormeceu logo. Olhei para Ayrton, fiz um gesto com a cabeça, ele fez um sinal de positivo — a gente se entendia por olhares na hora da bagunça. Ele jogou para mim um tubo de gel de barba. Eu fui até a mala de Berger, abri, e a primeira coisa que vi foi um sapato. Berger só andava de tênis, mas tinha esse sapato por causa de um evento naquela noite, que exigia terno. Enchi os dois pés do sapato de gel.

Eu também tinha sido convidado para o evento da noite. Estávamos todos no hotel do circuito de Suzuka e lá fomos, Ayrton e eu, bater no quarto de Berger. Ele abriu a porta e saiu correndo atrás de nós, três malucos numa carreira até a recepção do hotel. Depois, a esposa de Berger, Ana, uma portuguesa, me contou que ele tinha se arrumado todo, enfiado os dois pés no gel — shplaft, shplaft — e começado a gritar “Galibao! Galibao!”, a coisa mais próxima de Galvão que ele conseguia falar.

Chegamos para o jantar com Ron Dennis e os patrocinadores e Berger, de terno e tênis, mostrando o dedo do meio para mim toda vez que me via. “Você se deu mal”, me disse o Ayrton. “As nossas brincadeiras são de criança, você não sabe do que ele é capaz.”

No domingo, Joseph Loeberer, um austríaco, funcionário da McLaren, me ofereceu um suco de laranja. Eu cheguei a estender a mão, mas alguma coisa me fez dizer “não, obrigado”. Loeberer era nutricionista, massagista, personal trainer, era ele quem fazia o café da manhã da equipe nos dias de corrida. Ficou nosso amigo, falava algumas palavras em português, uns palavrões que eu e Ayrton tínhamos ensinado a ele. Joseph insistiu: “Papagaio, tá calor, aceita um suco de laranja geladinho, acabei de fazer”. Quando ele veio pela segunda vez, aí é que eu resolvi não tomar mesmo, e pensei: “Aí tem o dedo do Berger."

Ayrton Senna e Galvão Bueno

Fiz a corrida, Ayrton ganhou o tricampeonato. Foi a corrida em que ele deixou Berger passar no final, situação que rendeu meu único memorando de advertência de Boni na vida. Quando Senna abriu para Berger, comecei a gritar “Eu já sabia! Eu já sabia!”. Tomei um esporro enorme de Boni: “Se você sabia, por que não contou antes? Era sua obrigação profissional”.

Boni estava certo mais uma vez. Pelas conversas antes da corrida, eu tinha entendido que eles tinham montado uma estratégia, e que Ayrton, se tivesse o título garantido, deixaria Berger vencer. Mas eu tinha que ter explicado isso na hora certa e não fiz...

À noite, depois do jantar de comemoração, Ron Dennis olhou para mim: “Você não tá com sono?”

Aí Ana, mulher de Berger, me contou: “Você não sabe do que escapou. Gerhard botou uns quatro, cinco comprimidos para dormir no suco de laranja.”

Se eu tivesse tomado, a tv Globo teria gasto dinheiro para eu ir até o Japão e transmitir o tricampeonato e eu teria dormido na cabine. Já pensou?

Eu no chão, dormindo, apagado, e Ayrton vencendo...

Assim eram as brincadeirinhas de Berger. Na festa, ele ainda me disse: "Você tá me devendo uma, Galibao”.

Estou devendo até hoje.


FONTE PESQUISADA

VICARIA, Bruno. O dia que Galvão e Senna trollaram Berger no trem. Disponível em: <http://www.redbull.com/br/pt/motorsports/f1/stories/1331715282108/o-dia-que-galv%C3%A3o-e-senna-trollaram-berger-no-trem>. Acesso em: 06 de abril 2015.

sábado, 21 de março de 2015

SENNA: 55 HOJE

Betise Sports World - betisesportsworld.net
21 de março de 2015

Hoje Ayrton teria feito 55 anos. Milhões de fãs foram para o Twitter celebrar a data, demonstrar seu saudosismo, prestar suas homenagens. Eu, obviamente, compartilho de  tudo isso. E mais. Escrevendo sobre ele, escrever sobre é falar da minha própria vida também, bem como: meus sentimentos, as minhas experiências, a minha vida profissional. Passei a semana inteira debatendo comigo mesmo se  deveria registar qualquer coisa neste dia. Eu não gosto de chamar a atenção para mim mesmo; Eu realmente não gosto de pessoas que tentam ser mais importante que a pessoa que eles estão realmente trabalhando  (acho que vocês sabem o que quero dizer). Mas só ontem, depois de uma conversa com um produtor japonês para NHK, que eu percebi que honestamente falando não estou confortável revivendo tudo isso, e no processo, expondo á mim e Ayrton.

FOTO: Berger e Senna: A melhor amizade da Formula 1. Esta foto foi tirada no aniversário de Berger em 1993.

Quando eu finalmente consegui assistir o documentário - meses depois de ter saído dos cinemas -, em vídeo em casa acompanhada de uma garrafa de vinho, eu estava realmente vendo  um pouquinho sobre minha vida no filme. Bem, uma parte importante, poderosa e intensa, de qualquer maneira. A medida que o filme foi passando, eu estava passando por todas as minhas memórias de cada evento; como Ayrton sentia-se realmente passando por esses instantes, os percalços que ele compartilhou comigo, os risos, raivas e o estresse em  todas essas ocasiões que o atingiam e á todos aqueles que o rodeiam. Eu passei por dezenas de suas expressões faciais, seus maneirismos, sua maneira de ser profundamente carismática. E eu sentia falta dele como um inferno. Acima de tudo, sinto-me dolorosamente triste por sua vida perdida. Pela primeira vez em 20 anos, machuquei-me novamente. E enquanto escrevo isso, dói novamente.

Foto: A única vez que eu segurei esse guarda-sol, foi um tanto quanto constrangedor

Foto: Uma tomada nos testes de Silverstone em 1991, eu acho.

Adriane Galisteu e eu em um jantar de despedida dado pelos mecânicos da McLaren para Ayrton, Austrália 1993


FONTE PESQUISADA

ASSUMPÇÃO, Betise. SENNA: 55 TODAY. Disponível em: <http://betisesportsworld.net/2015/03/21/senna-55-today/>. Acesso em: 21 de março 2015.