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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Por Que as Poles de Ayrton Senna Ainda Impressionam Tanto?


POR DANIEL MÉDICI
grid.blogfolha.uol.com.br
14/06/2017  06:00

No último GP do Canadá, Lewis Hamilton igualou a histórica marca de 65 pole positions de seu ídolo de infância, Ayrton Senna. O inglês comemorou, agradeceu e chorou ao receber um capacete do piloto brasileiro em homenagem ao feito.

Interessante notar que o número nem sequer mais é um recorde. Antes tido como imbatível, foi superado por Michael Schumacher, no GP de San Marino de 2006. Ao fim da carreira, o heptacampeão somava 68 vezes em que largou na primeira posição.

Ainda assim, Senna é a referência quando se fala em treinos de classificação. Pode-se argumentar que Ayrton demorou 75 GPs a menos para chegar ao mesmo número que Schumacher, e só parou de fazer pole positions depois de um acidente fatal.

Mas desconfio que os números não contam toda a história.

Quando Senna estreou na F-1, nos anos 1980, a posição de largada era quase uma formalidade. Os resultados finais da corrida praticamente independiam do grid, exceto em circuitos muito travados, como Mônaco. De resto, dada a facilidade com que eram feitas as ultrapassagens, teria sido até razoável trocar as sessões de qualificação em Silverstone ou Kyalami por um sorteio.

Senna, por sua vez, adotava uma estratégia à época bastante particular nas suas provas. Ele havia percebido que tirava melhor proveito do carro, em relação aos adversários, nas primeiras voltas, quando temperaturas de freios, pneus e óleo estavam longe do ideal. Assim, se largasse na frente, poderia estabelecer uma grande vantagem de início e controlar a liderança. Foi isso o que fez, sempre que possível, pelo resto da carreira.

Quem viu Senna correr, ou que trabalhou com o brasileiro, porém, diz que a motivação do piloto ia muito além. Conseguir a melhor volta em uma sessão era uma obsessão pessoal —mesmo que ninguém ameaçasse chegar perto de sua melhor marca, Ayrton costumava insistir em ir para a pista, se sentisse que poderia melhorar.

“Senna sempre queria ir mais rápido, não necessariamente porque alguém havia batido seu tempo —apenas porque ele queria ir mais rápido sempre que ia para a pista”, disse um dos engenheiros do piloto na McLaren, Tyler Alexander, ao biógrafo Tom Rubython.

Alexander, em seu depoimento, afirmou que a equipe sabia quando Ayrton estava muito motivado para fazer uma volta rápida porque ele pedia para que apertassem ainda mais o cinto de segurança, como se para estar em maior sintonia com o carro.

Senna estreia marcando a pole position pela McLaren no GP Brasil de 1988 (Jorge Araújo/Folhapress)

Em duas horas de corrida, ninguém pilota no limite o tempo todo, mas isso é perfeitamente possível em uma única volta rápida, explicava Senna. Por isso, ele tinha uma relação quase mística com as sessões de classificação.

Às vezes, até literalmente mística: nos treinos para o GP de Mônaco de 1988, Senna declarou que, volta após volta, sentia-se cada vez mais focado, como se estivesse dentro de um túnel, ao longo de toda a pista. Naquele ano, não havia pneus de classificação nem limite máximo de voltas por sessão, de forma que os pilotos podiam dar várias voltas seguidas nos treinos oficiais. De repente, em meio ao quase nirvana que depois relatou, se deu conta do perigo que corria ao perder a noção do seu próprio limite, entrou nos boxes e não voltou à pista. Não era necessário: havia cravado um tempo 1s427 melhor que o segundo colocado, ninguém menos que Alain Prost, com um carro idêntico.

Para muitos, essa foi a melhor volta de classificação já feito pelo brasileiro, talvez só igualada pela que registrou no GP do Japão de 1989. Em Suzuka, sua diferença, foi de 1s730, outra vez para Prost. Foi a maior diferença percentual para o segundo no grid que Senna marcou na F-1.

Para completar a lista de melhores poles, a jornalista alemã Karin Sturm escreve, na biografia que fez sobre o tricampeão, que Ayrton considerava ter superado seus limites nos treinos para o GP de Portugal de 1985 (o mesmo no qual marcaria a primeira vitória), o GP da Itália de 1990, o da Espanha de 1990 (após o acidente gravíssimo de Martin Donnelly), o do Brasil de 1991 e o da Austrália de 1993.

Os portugueses também se lembram das derrapagens controladas no Estoril em 1986. E muita gente de peso, como Helmut Marko, considera inesquecível a penúltima pole da sua vida, no GP do Pacífico de 1994, em Aida. Mas o próprio Senna, na coletiva de imprensa após sair do carro, demonstrou não compartilhar da mesma opinião quanto a última.

Hamilton deve quebrar o recorde de Schumacher ainda em 2017. Mas não será surpresa caso não se emocione tanto quanto o fez em Montreal.



FONTE PESQUISADA

MÉDICI, Daniel. Por que as poles de Ayrton Senna ainda impressionam tanto?. Disponível em: <http://grid.blogfolha.uol.com.br/2017/06/14/por-que-as-poles-de-ayrton-senna-ainda-impressionam-tanto/>. Acesso em: 14 de junho 2017.


sábado, 12 de setembro de 2015

F-1 Tinha Carros Para Homens, e Senna Era "Melhor Que Todos Nós", Diz Berger

Companheiro do tricampeão na McLaren, ex-piloto austríaco afirma que Fórmula 1
atual é para "moças". Inglês relembra "boicote" do brasileiro na Lotus em 1986

11/09/2015 14h27 - Atualizado em 11/09/2015 14h33
Por SporTV.comRio de Janeiro


Neste sábado, o Canal Brasil estreia o documentário "Ayrton - Retratos e Memórias", sobre o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto após acidente em 1994, no GP de San Marino, em Ímola. Em um dos depoimentos, o austríaco Gerhard Berger rende homenagens ao brasileiro, seu companheiro na McLaren entre 1990 e 1992. O ex-piloto afirma que, naquela época, os carros eram mais potentes e havia mais dificuldade. E Senna era o melhor.
- As pessoas que conhecem o esporte hoje não conseguem entender o que era um motor de 1.200 cavalos. Com pneus de treino, sem áreas de escape, em curvas de alta, de lado, indo embora, o que ele fazia melhor que todos nós. Era um carro para homem. Agora são carros para moças. Em carros para homens, com toda aquela potência, rodas grandes, sem câmbio automático, sem apoio de computador. Eram da pesada - disse o austríaco.

Ayrton Senna, na Lotus, venceu o GP de Portugal em 1985: sua primeira vitória na F-1 (Foto: Reprodução)

Berger lembra que, quando Senna ainda estava na Lotus, entre 1985 e 1987, conseguia ser o mais rápido nos treinos, mesmo com um carro inferior. Ayrton largou em primeiro lugar 16 vezes na equipe inglesa, somando as três temporadas.

- Se você disser "Ayrton Senna" para mim, o que vem à minha mente, além do amigo, é sua velocidade natural, suas voltas de classificação na Lotus, um dia depois do outro, uma semana depois da outra, sempre pole position. E não com um carro pole position. Ele é que levava o carro à pole position. Ele fazia o tempo todo, no último segundo do treino oficial, com grande força mental, num jeito inacreditável. 

Foi na Lotus, em 1985, que Ayrton Senna conseguiu sua primeira vitória na Fórmula 1, no GP de Portugal. No fim daquela temporada, acabou na quarta posição do Mundial. A equipe decidiu trocar o italiano Elio de Angelis pelo inglês Derek Warwick. Mas o brasileiro vetou a presença do britânico na equipe.

- Foi uma momento difícil para mim. Assinei um contrato com a Lotus, para ter tratamento igual ao de Ayrton em 1986. Nós revezaríamos o carro reserva. Eu já tinha escolhido meus mecânicos, engenheiros, tudo. Então, recebi um telefonema em dezembro, para ir à fábrica. Achei que era para assinar contrato e receber meu primeiro pagamento. Mas senti que o clima estava diferente e me disseram que, infelizmente, não poderiam fechar comigo. Disseram que Ayrton não me queria como companheiro de equipe. Ele sabia que a equipe não tinha dinheiro, capacidade, mecânicos, engenheiros, para se concentrar em dois pilotos. Então aconteceu algo muito estranho. Recebi uma carta de Ayrton, me desejando tudo de bom para 86 - relembrou Warwick.

Derek Warwick seria o piloto da Lotus em 1986, mas foi vetado por Ayrton Senna (Foto: Getty Images)



FONTE PESQUISADA

F-1 tinha carros para homens, e Senna era "melhor que todos nós", diz Berger. Disponível em: <http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2015/09/f-1-tinha-carros-para-homens-e-senna-era-melhor-que-todos-nos-diz-berger.html>. Acesso em: 12 de setembro 2015. 



terça-feira, 7 de abril de 2015

O Piloto Com Maior Número de Pole Positions no GP Brasil de F1 Foi Ayrton Senna

Hoje pela manhã, o instagram do GP Brasil homenageou Ayrton Senna, relembrando que o piloto é o detentor do recorde de mais pole positions no GP Brasil


O piloto com maior número de pole positions no GP Brasil de F1 foi Ayrton Senna, que largou na frente em 6 ocasiões.


FONTE PESQUISADA

Disponível em: <https://instagram.com/p/1LZ7OuHLAw/>. Acesso em: 07 de abril 2015.



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ayrton Senna Revive em Vídeo da McLaren

McLaren Relembra Senna em Vídeo


print do vídeo

Publicado em 08-05-14 às 10h28 por Nicolas Tavares 
Car And Driver Brasil - caranddriverbrasil.uol.com.br

Classificação do GP de Mônaco de 1988 é o tema, com palavras do piloto



Uma das homenagens mais legais dos 20 anos da morte de Ayrton Senna foi da McLaren, sua casa na Fórmula 1 durante seis anos. A equipe relembrou, em um vídeo, um dos momentos mais marcantes do piloto, quando ele conquistou a pole position no Grande Prêmio de Mônaco em 1988.

Para os mais novos que não conhecem a história, contamos o que aconteceu: Senna estava no seu primeiro ano na McLaren e era companheiro de equipe de Alain Prost, na época bicampeão. Senna começou a correr na classificação e acelerou tanto que marcou 1:23.998, o único piloto a chegar nessa marca. A distância entre Senna e Prost chegou a 1,4 segundo, enquanto o terceiro colocado, Gerhard Berger, ficou 2,7 segundos atrás.

No vídeo, temos um dublê fingindo ser o Senna se preparando para a corrida. No fundo, temos trechos de uma entrevista que o piloto deu após a classificação, contando como ele estava dirigindo por instinto e além de sua compreensão. Senna disse que aquele foi o seu momento máximo e que nunca mais sentiu o que passou naquele dia. 



FONTE PESQUISADA

TAVARES, Nicolas. MCLAREN RELEMBRA SENNA EM VÍDEO. Disponível em: <http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/automobilismo/mclaren-relembra-senna-em-video/7751>. Acesso em: 13 de janeiro 2015.

sábado, 31 de maio de 2014

Qual a melhor das 65 poles de Ayrton Senna na F1?

Por Adauto Silva
sábado, 26 de abril de 2014 às 20:32
autoracing.com.br

Ayrton Senna -  Lotus

A grandeza de Senna não está nas estatísticas, embora ele tenha números impressionantes na carreira. Ela é muito mais baseada na força irresistível com que ele dominou uma época da Formula 1.

A morte de Senna em 1 de maio de 1994 mudou a F1 para sempre em vários aspectos.

Para muitos, Senna redefiniu o que era possível em um carro de F1. Ele guiava com uma fúria somada a uma habilidade que eu diria que nunca mais foi igualada.

Senna dominou seus carros tão vigorosamente, empregando um estilo de condução tão único e conseguindo níveis de desempenho tão espetaculares, que seus criadores mal acreditavam ser possível.

Talvez o melhor exemplo disso tenham sido suas pole-positions – e foram muitas – quando em todo e qualquer circuito, incluindo o público e seus próprios rivais, ficavam em silêncio nos minutos finais dos treinos de classificação, quando Senna ia à pista para destruir o cronômetro.

Algumas de suas poles foram simplesmente inacreditáveis. O Autoracing separou três que certamente estão entre as melhores voltas que um ser humano já conduziu um carro de corrida…

A primeira é em Monaco 1988, quando ele colocou 1,4s em cima de Alain Prost num carro igual. A outra (minha predileta) é em Suzuka em 1989, quando o brasileiro guiou de maneira quase sobrenatural para colocar 1,7s no mesmo Alain Prost com o mesmíssimo carro!

E finalmente a terceira é em Jerez 1990, onde ele também guia com uma fúria muito parecida com a volta de 89 em Suzuka.

Infelizmente não encontramos um vídeo com a volta em Monaco 88, mas Suzuka 89 e Jerez 90 estão logo abaixo em sequência. E depois você tem a lista de todas as pole-positions do inesquecível Ayrton Senna.



Jerez de la Frontera – 1990



Todas as 65 pole-positions de Ayrton Senna

Ano
País (Circuito)
Tempo
Média (km/h)
1985
Austrália (Adelaide)
1’19″843
170,434
1985
Estados Unidos (Detroit)
1’42″051
141,917
1985
Europa (Brands Hatch)
1’07″169
225,479
1985
Itália (Monza)
1’25″084
245,405
1985
Monaco (Monte Carlo)
1’20″450
148,206
1985
Portugal (Estoril)
1’21″007
193,317
1985
San Marino (Imola)
1’27″327
207,771
1986
Brasil (Rio)
1’25″501
211,829
1986
Espanha (Jerez)
1’21″605
186,077
1986
Estados Unidos (Detroit)
1’38″301
147,331
1986
França (Paul Ricard)
1’06″526
206,337
1986
Hungria (Budapeste)
1’29″450
161,457
1986
México (Cid. do Mexico)
1’16″990
206,723
1986
Portugal (Estoril)
1’16″673
204,244
1986
San Marino (Imola)
1’27″327
207,771
1987
San Marino (Imola)
1’25″826
211,404
1988
Alemanha (Hockenheim)
1’44″596
233,940
1988
Austrália (Adelaide)
1’17″749
175,027
1988
Bélgica (Spa)
1’53″718
219,701
1988
Brasil (Rio)
1’28″096
205,589
1988
Canadá  (Montreal)
1’21″681
193,484
1988
Espanha (Jerez)
1’24″067
180,627
1988
Estados Unidos (Detroit)
1’40″606
143,969
1988
Hungria (Budapeste)
1’27″635
164,893
1988
Itália (Monza)
1’25″974
242,864
1988
Japão (Suzuka)
1’41″853
207,087
1988
México (Cid. do México)
1’17″468
205,447
1988
Monaco (Monte Carlo)
1’23″998
142,632
1988
San Marino (Imola)
1’27″148
208,198
1989
Alemanha (Hockenheim)
1’42″300
239,191
1989
Austrália (Adelaide)
1’16″665
177,499
1989
Bélgica (Spa)
1’50″867
225,351
1989
Brasil (Rio)
1’25″302
212,323
1989
Espanha (Jerez)
1’20″291
189,122
1989
Estados Unidos (Phoenix)
1’30″108
151,737
1989
Inglaterra (Silverstone)
1’09″999
249,022
1989
Itália (Monza)
1’23″720
249,403
1989
Japão (Suzuka)
1’38″041
215,139
1989
México (Cid. do México)
1’17″846
204,371
1989
Monaco (Monte Carlo)
1’22″308
145,561
1989
Portugal (Estoril)
1’15″468
207,505
1989
San Marino (Imola)
1’26″010
210,952
1990
Alemanha (Hockenheim)
1’40″198
244,206
1990
Austrália (Adelaide)
1’15″671
179,831
1990
Bélgica (Spa)
1’50″365
226,376
1990
Brasil (Interlagos)
1’17″277
201,483
1990
Canadá (Montreal)
1’20″399
196,569
1990
Espanha (Jerez)
1’18″387
193,716
1990
Itália (Monza)
1’22″533
252,989
1990
Japão (Suzuka)
1’36″996
217,456
1990
Monaco (Monte Carlo)
1’21″314
147,339
1990
San Marino (Imola)
1’23″220
218,025
1991
Austrália (Adelaide)
1’14″041
183,790
1991
Bélgica (Spa)
1’47″811
231,739
1991
Brasil (Interlagos)
1’16″392
203,817
1991
Estados Unidos (Phoenix)
1’21″434
164,448
1991
Hungria (Budapeste)
1’16″147
187,595
1991
Itália (Monza)
1’21″114
257,415
1991
Monaco (Monte Carlo)
1’20″344
149,119
1991
San Marino (Imola)
1’21″877
221,601
1992
Canadá  (Montreal)
1’19″775
199,212
1993
Australia (Adelaide)
1’13″371
185,468
1994
Brasil (Interlagos)
1’15″962
204,970
1994
Japão (Aida)
1’10″218
189,848
1994
San Marino (Imola)
1’21″548
222,494


FONTE PESQUISADA

SILVA, Adauto. Qual a melhor das 65 poles de Ayrton Senna na F1?. Disponível em: <http://www.autoracing.com.br/qual-a-melhor-das-65-poles-de-ayrton-senna-na-f1/>. Acesso em: 31/05/2014.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Ayrton Senna Fatura 2 Carros e 7 Vespas por haver largado o maior número de vezes na pole position 04 12 1985

Ayrton Senna por conta de seu belíssimo desempenho nas pistas e trabalho fatura 1 Mercedes-Benz, 1 Santana e 7 motos vespas da empresa italiana Piaggio com isso sua frota particular chegou a 12 veículos.

Ayrton Senna comemorando em Monza em cima de uma das suas 7 vespas ganhas por conta do maior número de poles em 1985
Foto: site Warmup


Veja 04 de Dezembro de 1985
Edição 900

LEIA:

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Ayrton Senna era um fã do T5, que em outros países é conhecido como Pole Position, porque ele fez-se sete "pólos" no Campeonato do 85 e todas as vezes que lhe dava um T5

Ayrton Senna, fue fan de la T5, y que en otros paises se la conoce como Pole Position, porque hizo hasta siete "poles" en el campeonato del 85 y cada vez que hacia uno le daban una T5 

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FOTO DO DIA

quinta-feira, 2 de maio de 2013 - 13:35

Flávio Gomes - Warmup

Foto: site Warmup

SÃO PAULO (dois tempos, vejam só…) – Eu tinha guardado essa aqui para ontem por causa da Vespinha e acabei esquecendo. Para quem não lembra, nos anos 80 neguinho fazia a pole e levava uma motoneta da Piaggio para casa. Senna montou uma enorme coleção. Não sei o que fez com elas…



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T5: O Troféu de Ayrton Senna

Scooteria Paulista

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Foto: Reprodução

Essa foto é uma indicação do vespista Gustavo Delacorte, de quando o paulistano Ayrton Senna, com o lendário Lotus John Player Special, conquistou a Pole Position do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, no Circuito de Monza. Pelo feito, ele foi premiado com uma Vespa T5, o mais novo lançamento da Piaggio naquele ano de 1985... Ela conquistaria o mundo, assim como o garoto em cima dela. Senna teve uma estreita relação com a Piaggio. O ex-gerente de um restaurante de Campinas (SP) escrevera  no site da Globo EPTV sobre a essa proximidade, e a frase que ouviu do próprio Ayrton Senna da Silva: "Pois devia comprar uma Vespa, Você vai adorar dirigir uma, tenho certeza". 



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T5: O Troféu de Ayrton Senna #2

Scooteria Paulista

quarta-feira, 21 de março de 2012

Foto: Reprodução



Se estivesse vivo Ayrton Senna teria completado 52 anos ontem. Ele era um fã da Vespa, ganhou algumas modelo T5 em 1985 (86 não sei...) quando corria pela John Player Special. Esse modelo havia sido lançado naquele ano, e tinha 125 cilindradas. Senna naquela temporada fez sete poles, imagine a sua garagem... Essa foto puxei do site Vespa Forever, e o prêmio se chamava "Piaggio Vespa Pole Position Trophy".

"Pois devia comprar uma Vespa, Você vai adorar dirigir uma, tenho certeza". 


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Ayrton Senna

O mês era julho, o ano é 1986. Como cenário, o restaurante Allegro, um dos mais bonitos que Campinas já teve.

Texto de um ex-gerente de um restaurante de Campinas (SP)

23/04/2007 - 15:35

Globo EPTV

O mês era julho, o ano é 1986. Como cenário, o restaurante Allegro, um dos mais bonitos que Campinas já teve. A última sala estava reservada para um grupo de empresários, que tinha como convidado o piloto Ayrton Senna, garoto-propaganda da marca italiana Piaggio, fabricante da Vespa, então em fase de lançamento no Brasil - e já vendendo feito água, graças ao carisma de Senna. Ainda sem nenhum título dos três que ganharia em sua brilhante carreira na Fórmula 1, Senna já era assediado pela imprensa de uma maneira que deixaria qualquer um maluco - menos ele, um homem de alguma maneira certo de seu papel e de suas convicções, cujo sorriso jamais foi fácil, mas que era de uma sinceridade desconcertantemente transparente.

Atendeu todo mundo com cortesia e simpatia, se deixou fotografar em vários ângulos e falou sobre todos os assuntos. Só pediu para parar quando percebeu que o maître se aproximara para tirar os pedidos da mesa com mais de vinte pessoas. Como gerente da casa, coube a mim perguntar-lhe o que gostaria de comer. Diante do cardápio fixo e das três sugestões fixas sugeridas pela casa, ele me pediu uma dica. Como era inverno - e ainda que a temperatura estivesse mais para a de um veranico extemporâneo -, indiquei três pratos: a famosa vitela recheada com espinafre e cozida no leite, o filé mignon aos três molhos (mostarda, pimenta e passas) e o linguado à belle meunière. Ficou com a terceira sugestão, pedindo que a guarnição fosse composta de vegetais cozidos no vapor.

O almoço já ia pelo meio, quando ele me pergunta, sem mais rodeios: "E você? Tem carro?". Eu, que tinha 25 anos, e que só fui tirar a minha carteira de motorista aos 35, respondi que não. "Mas você anda de ônibus?", devolveu ele. Disse-lhe que sim, mas que, quando calhava, pegava uma carona com um dos irmãos ou com vizinhos. "Pois devia comprar uma Vespa. Você vai adorar dirigir uma, tenho certeza", garantiu ele, como se fosse o próprio dono da fábrica italiana - aliás, sempre admirei a maneira como Senna vestia a camisa de suas escuderias e de sua nada fácil vida de piloto, metendo-se dentro daquele cubículo e aguentando tanto barulho, fumaça e, pior de tudo, aquela agenda estafante de viagens, treinos, festas sociais e profissionais.

Respondi que, quem sabe, talvez, uma hora dessas eu iria até a concessionária para conhecê-la de perto. Mas ele insistiu. "Você sabe que pode comprar uma Vespa em até 12 parcelas?". Vivíamos os primeiros seis meses do Plano Cruzado e o preço das coisas estavam, por assim dizer, congelados. De qualquer forma, não era má idéia: comprar um veículo próprio, pagar em prestações fixas e ainda ficar com aquela cara de italiano que todos ficam quando sobem em cima de uma Vespa - no meu caso, que usava gravata todos os dias (e adorava), era o caso de me sentir o próprio personagem de Fellini. Ayrton Senna não desistiu: "Vá lá hoje, não perca tempo!" - e eu, que era o descendente de árabes do pedaço, fiquei espantado com a capacidade de convencimento do futuro tricampeão. Tão espantado (e convencido de que era um negócio e tanto) que entrei na concessionária três horas depois do almoço, quase no final do expediente da loja, para comprar a primeira das três Vespas que eu teria na vida, todas com nome de atrizes italianas (Sophia Loren, Claudia Cardinalle e Monica Vitti; todas tão belas quanto talentosas).

Jamais vi Ayton Senna novamente: depois de nossa despedida na porta do Allegro, ele com o mesmo sorriso franco e firmeza nas atitudes, tive a certeza de que conhecera alguém realmente de valor, mas tão à vontade consigo mesmo e com suas idéias, que nada nele soava em descompasso, pelo contrário. No primeiro domingo de maio de 1994, oito anos depois do nosso encontro, estava como repórter enviado à Ilha de Comandatuba, quando, na volta de um passeio de catamarã, percebi aquela praia, antes lotada, tão deserta. Caminhando na direção do hotel, comecei a ver alguns hóspedes estrangeiros chorando.


http://www.viaeptv.com/epnoticia/lazerecultura/NOT,0,0,171701,Ayrton+Senna.aspx


FONTES PESQUISADAS

Gente. Veja, São Paulo, edição 900, p. 108-109. 04 de dezembro 1985.


GOMES, Flávio. Foto do dia. Disponível em: <http://flaviogomes.warmup.com.br/tag/senna/page/2/>. Acesso em: 26 de janeiro 2014.

T5: O Troféu de Ayrton Senna. Disponível em: <http://scooteriapaulista.blogspot.com.br/2011/12/ayrton-senna-numa-vespa-t5.html>. Acesso em: 26 de janeiro 2014.

T5: O Troféu de Ayrton Senna #2. Disponível em: <http://scooteriapaulista.blogspot.com.br/2012/03/ayrton-senna-e-sua-vespa-pole-position.html>. Acesso em: 26 de janeiro 2014.

Ayrton Senna: O mês era julho, o ano é 1986. Como cenário, o restaurante Allegro, um dos mais bonitos que Campinas já teve. Disponível em: <http://www.viaeptv.com/epnoticia/lazerecultura/NOT,0,0,171701,Ayrton+Senna.aspx>. Acesso em: 26 de janeiro 2014.

domingo, 6 de outubro de 2013

“Senna ainda é o melhor quando o assunto é classificação”, diz Alain Prost

Publicado em 05/10/2013 - 16:42 por Gioras Xerez

Alemão Sebastian Vettel possui 42 poles na carreira. Faltam 26 para igualar Michael Schumacher.

O alemão Sebastian Vettel conquistou neste sábado (5), no circutio Korea Internacional Circuit, a sua 42ª pole-position na carreira. E segundo especialistas automotivos, o alemão tem tudo para quebrar o recorde de Michael Schumacher, que possui 68 poles. No entanto, para o francês Alain Prost, dono de “apenas” 33 poles-positions ao lado de Jim Clack, Ayrton Senna ainda é o que possui a genialidade e capacidade de ser rápido em classificação.
“Mas no que diz respeito ao que ele fazia em corrida, não aprendi nada com ele. Para Ayrton, o ‘qualifying’ era tudo que importava. Ele olhava o que eu fazia e depositava todo seu esforço na classificação. Era seu ponto forte. Se ele tinha um, era esse. Vou ser franco: muitas vezes, o que ele conseguia nos treinos me surpreendia. Até mesmo em carros inferiores nos tempos da Lotus, por exemplo. Uma coisa é ser pole com um carro bom, dealto nível. A outra é em carros de qualidade mediana ou ruim. Me espantava, às vezes. Em corrida, Ayrton nunca me impressionou. Mas em classificação, sim.“, disse o professor certa vez.

Para o rival, o francês, Alain Prost, Senna ainda é o melhor quando o assunto é classificação. Entre o fim da temporada 1988 e o início do campeonato de 1989, o brasileiro conquistou oito poles consecutivas.

Sebastian Vettel bateu diversos recordes e é dominante na atual Fórmula 1. Em 2011 ele surpreendeu. Ao todo, ele conquistou 15 das 19 poles possíveis. Com isso, se tornou o piloto com maior número de poles em uma mesma temporada, superando Nigel Mansell, que havia conquistado 14 em 1992. Sobre o recorde batido, Nigel Mansell já se pronunciou em 2012.
“Sem dúvida nenhuma Vettel é muito bom piloto. Rápido e competente. Mas, na minha época, do Neslon Piquet, Alain Prost, Ayrton Senna, por exemplo, a temporada tinha menos provas e as pistas eram diferentes. Não se tinham áreas de escape. Só tinha areia e muita. Em um treino se você errasse caia nessa areia e demorada muito para voltar para pista/treino além de prejudicar a estrutura do carro“, disse o “Leão” Nigel Mansell.

Em 2011, Vettel conquistou 15 das 19 poles possíveis. Com isso, se tornou o piloto com maior número de poles em uma mesma temporada, superando Nigel Mansell, que havia conquistado 14 em 1992

Recorde de Senna
As cinco poles no ano, por exemplo, credenciam ainda o piloto a tentar buscar o recorde de Ayrton Senna. Entre o fim da temporada 1988 e o início do campeonato de 1989, o brasileiro conquistou oito poles consecutivas. Para igualar o recorde de Senna, Vettel precisa ser pole de forma consecutiva até o fim da temporada. Faltam apenas seis provas. Sebastian Vettel já chegou perto. Nas temporadas 2010 e 2011 (GP de Abu Dhabi de 2010–GP da Turquia de 2011) Vettel conquistou cinco poles. Repetiu o feito em 2011 (GP da Hungria de 2011–GP do Japão de 2011). Vamos aguardar.
Recorde de poles consecutivas
1º  Ayrton Senna – 8. GP da Espanha de 1988 – GP dos Estados Unidos de 1989.
2º  Ayrton Senna (90/91), Alain Prost (93) e Michael Schumacher (2000/2001) – 7.
3º Niki Lauda (74), Ayrton Senna (88), Nigel Mansell (92), Mika Häkkinen (99), Stirling Moss (60)
Phil Hill (61), Alain Prost (93) e Jacques Villeneuve (96/97) – 6.

FONTE

Diário do Nordeste – Blog Jogada






sábado, 7 de setembro de 2013

Os Adversários pensaram que Senna Estava Fora do Regulamento de Tão Rápido Que Ele Era



Patrick Head, traumatizado com uma diferença que, nos treinos oficiais de Detroit, deixara Senna a inacreditável 1s08 do velocíssimo Nigel Mansell, o segundo colocado, com sua Williams-Honda, não resistiu e procurou Ducarouge para levantar a suspeita:
- Vocês estão fora do regulamento.
Ducarouge já estava cansado de se explicar e perdeu a paciência:
- Vamos fazer o seguinte: vocês param o carro de Ayrton logo depois de uma volta de qualificação. Levem para seu boxe e chequem tudo o que quiserem. Fiquem uma hora com o carro e façam todas as medidas. Depois, façam o seguinte: não percam mais tempo procurando irregularidades que vocês não vão encontrar. Se vocês querem desclassificar alguma coisa, desclassifiquem o piloto por ser rápido demais! Porra!
Patrick Head obviamente não aceitou fazer a acareação. Havia outras evidências de que algo extraordinário realmente acontecia quando Senna saía para a pista em busca da pole position. O companheiro de equipe, De Angelis, um piloto reconhecidamente veloz, não conseguia chegar nem perto. John Watson deu um depoimento que entrou para a história da Fórmula 1 dos anos 80, ao descrever a sensação de ser ultrapassado por Ayrton durante uma daquelas voltas:
- Era como se ele tivesse quatro mãos e quatro pernas. Freava, trocava de marcha, girava o volante, bombeava o acelerador e o carro parecia estar no fio da navalha, à beira do descontrole.
No domingo, 15 de setembro, Spa-Francorchamps assistiu a uma continuação do espetáculo do treino, a segunda vitória da carreira de Senna. E até Nelson Piquet deixou o cimento de lado:
"Ele correu maravilhosamente. Teria vencido qualquer um, por melhor que fosse o carro.”
Uma semana depois, de acordo com Christopher Hilton, em seu livro As Time Goes By [Enquanto o Tempo Passa], Senna foi até a sede da Lotus, em Norfolk, acompanhado de Maurício Gugelmin e surpreendeu Peter Warr ainda entusiasmado com os feitos na Bélgica:
- Ayrton, agora você tem nível de um campeão mundial.
- Não, Peter. Eu sempre tive nível de campeão mundial. É a equipe que tem de chegar a esse nível.
Gugelmin não encontrou nenhum local onde pudesse ficar, a uma distância segura, do imenso constrangimento que tomou aquela ala do castelo de Ketteringham Hall.

FONTE

Livro Ayrton, o herói revelado


Ayrton Senna, uma fantástica história sobre o rei das poles



O Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps (1985), uma semana depois, foi, para Peter Warr, a maior demonstração do talento e do perfeccionismo de Ayrton. No primeiro treino, sexta-feira, Senna conseguiu um tempo um segundo e meio mais rápido do que o resto. No sábado, os outros pilotos se aproximaram do tempo dele, mas estavam longe de igualá-lo, quanto mais de ultrapassá-lo. Como sempre, Ayrton fez a primeira tentativa - um bom tempo - e voltou aos boxes. Hora de trocar o turbo, operação que levava quase 40 minutos. Peter Warr percebeu que ele continuou no cockpit e se aproximou. A explicação:
- Não estou feliz com o meu tempo.
- Tudo bem, relaxa um pouco fora do carro. Vão levar 40 minutos para trocar o turbo.
- Vou ficar aqui. Quero fazer a volta em 1m16s09.
E lá ficou Senna, amarrado pelo cinto de segurança, olhos fechados dentro do capacete, concentrado, pensando na volta em 1m16s09 e acompanhando pelo monitor as tentativas, inúteis, dos outros pilotos de melhorar o tempo dele. Faltando 15 minutos para o fim do treino, ninguém chegara nem perto de seu tempo. Mas ele fez um sinal para Peter Warr, dando a entender que queria ir para a pista:
- Estou pronto.
- Não é necessário!
- Quero ir...
-Você está louco?
Ayrton não ligou, saiu para mais uma volta voadora e cravou exatamente o tempo que achou que poderia conseguir: 1m16s09. No retorno ao boxe, emoldurou a façanha com um sorriso maroto, de dentro do capacete, para o perplexo Warr.

FONTE

Livro Ayrton, o herói revelado