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domingo, 19 de janeiro de 2025

"Ayrton Senna Não Queria Correr", Josef Leberer (Vídeo)


Josef Leberer, ex-fisioterapeuta de Ayrton Senna, que estava com ele em Ímola, revela a sensação que teve na véspera da morte do piloto

"Este é o verdadeiro lado do caráter de Senna. Ele não era um cara rude. Ele era um homem sensível. Ele se preocupava com a segurança de seus colegas. Senna estava diferente naquela manhã. Como se estivesse se perguntando o que ele estava fazendo ali. Sim, o que ele estava fazendo ali. Talvez ele não quisesse correr. Não fazia sentido, quando um piloto tinha acabado de morrer. Essa é a sensação que tive."

Extraído do documentário Le Ultime 24 Ore


quarta-feira, 7 de agosto de 2024

"Adriane estava deitada triste para caramba porque já sabia", Gigi, Dono de Restaurante no Algarve

Mariana Madrinha, Vítor Rainho

21 de Setembro 2016 às 21:59



Recorda-se do que dia em que o Ayrton morreu?

Sim. Estava a Adriane Galisteu cá a dormir na casa dele da Quinta do Lago, eu fui lá a casa. No dia da morte dele quando lá fui, a Adriane estava deitada triste para caramba porque já sabia. Ele morreu na hora, a barra da direção tirou-lhe metade da massa encefálica. As pessoas ainda diziam que era mentira porque a corrida tinha continuado e tudo. O fax dele tinha aqueles rolinhos, o gabinete estava cheio de rolinhos espalhados pelo gabinete. É a imagem que tenho do 1º. de maio daquele ano. 

Gigi, Dono do "Restaurante do Gigi" no Algarve, Portugal


FONTE PESQUISADA

MADRINHA, Mariana; RAINHO, Vítor. Gigi: “As melhores redes sociais são as dos pescadores da Quarteira”. Disponível em: <https://sol.sapo.pt/2016/09/21/gigi-as-melhores-redes-sociais-sao-as-dos-pescadores-da-quarteira/>. Acesso em: 07 de agosto de 2025.










terça-feira, 24 de outubro de 2023

'A Fórmula 1 está morta': em série do Star+, ex-chefão revela o que ouviu após perda de Senna

Ayrton Senna no grid antes do GP de San Marino em 1994 Getty Images


ESPN.com.br

2 de mar, 2023, 05:00


Chefão da Fórmula 1 por décadas, Bernie Ecclestone tem uma história recheada de polêmicas. Uma das maiores diz respeito à morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994.


Na série documental Lucky, e que conta a história completa do empresário, o inglês relembrou detalhes do trágico dia e revelou até mesmo uma "profecia" que escutou de seu braço direito.


A conturbada ida de Senna para a Williams

Após o seu terceiro título de campeão mundial em 1991, Senna viveu dois anos na sombra de uma nova equipe dominante. Tradicional no grid, a Williams chegou para 1992 com grandes inovações tecnológicas que tornaram seu carro quase imbatível, como o sistema de controle de tração e o ABS.


O resultado foi apenas um: supremacia. Nigel Mansell dominou a temporada e se sagrou campeão com cinco corridas de antecedência. Sem ver chances pilotando a McLaren, Senna começou a dar declarações públicas de que queria se juntar à rival inglesa.


Mesmo assim, a Williams optou por Alain Prost, que largou a aposentadoria para voltar ao grid e, em troca, teria exigido que o brasileiro não fosse contratado (os dois tiveram fortes desavenças nos tempos de McLaren).


A decisão irritou o tricampeão mundial, que chegou a fazer testes na Fórmula Indy no início de 1993, mas foi convencido a seguir na F1 pela Philip Morris, empresa dona da Marlboro, que patrocinava a McLaren, graças a uma proposta para ganhar US$ 1 milhão por corrida.


Naquele ano, Prost conquistou seu quarto título mundial e decidiu se aposentar novamente, deixando sua vaga livre para Senna, que, enfim, assinou com a Williams. O que o brasileiro não esperava, porém, era que a FIA mudaria algumas regras da categoria, proibindo o uso de certos sistemas que foram adotados no carro, como o controle de tração e o ABS. Tudo isso com apoio de Ecclestone.


“Nós perdemos algo que eu achava, e ainda acho, muito importante na F1: que um piloto dirija um carro completamente sem ajuda. Então, ele entra no carro. E a partir de então, são suas decisões. Se ele ganha ou perde, ou sofre uma batida, ou o que quer que aconteça, cabe a ele”, disse o empresário no episódio 6 da série documental.


Ayrton Senna, na McLaren, durante uma sessão de treinos na F1 Mike Hewitt/Getty Images

O trágico final de semana em Ímola

O início de temporada 1994 para a Williams não foi dos melhores. Nas duas primeiras corridas, a segunda delas no Brasil, a equipe teve problemas com Senna, que largou na pole-position, mas não conseguiu terminar a corrida.


No terceiro final de semana, o GP de San Marino foi recheado de problemas. Na sexta-feira, 29 de abril, Rubens Barrichello sofreu acidente grave que o tirou da prova. Naquele mesmo dia, Ayrton começaria a dar sinais de que não considerava as condições da pista saudáveis para os pilotos.


“Os carros, de imediato, são um pouco mais instáveis. Ali, a gente talvez veja mais carros rodando, mais emoção para o público. Para a gente, até o ponto que não acontece nada. Quando acontece alguma coisa, não é muito confortável”, afirmou o brasileiro.


No dia seguinte, durante a classificação, Roland Ratzenberger sofreu acidente que acabou levando a seu falecimento, aumentando ainda mais a tensão para a prova de domingo. Foi então que, no dia 1º de maio, o pole position Ayrton Senna bateu na curva Tamburello, na sétima volta, e morreu por conta da intensidade da batida.


Getty Images

Ecclestone contou como viu o acidente na série. “Como foi no início da corrida, eu estava meio que fazendo o que normalmente faço durante esse tempo e meio que peguei uma maçã para comer e ia ver alguém. E então ouvi que Ayrton não tinha aparecido, então fui até a torre de controle para descobrir o porquê. Tudo o que sabiam é que tinha sido um acidente".


"Então liguei para Sid Watkins nos nossos rádios. Eu disse: ‘o que aconteceu?’ Então, Sid disse: ‘bem, é a cabeça dele’. E eu pensei que ele disse que estava morto. Então, desci da torre de controle e vi o irmão do Ayrton. E disse: ‘sinto muito que ele esteja morto’. Joguei a maçã fora e falei com uma ou duas outras pessoas", afirmou.


"Eles falaram sobre parar a corrida ou não. E eventualmente ficou claro que seria a pior coisa para o promotor na Itália que a corrida fosse interrompida, por lei, seria ruim se fizéssemos isso, porque seríamos totalmente responsáveis, mesmo que não fôssemos. E então descobri, obviamente, ele tinha morrido”, completou.


O fato de ter dado a notícia para o irmão de Senna antes da confirmação gerou uma crise entre Ecclestone e a família do piloto, amigo pessoal do empresário britânico.


“Minha esposa quis ir ao enterro, porque ela era muito próxima do Ayrton. Eu não era muito popular. Seu irmão havia relatado ao resto da família que achava que eu era um pouco insensível e não dava a mínima. Fiquei no hotel e assisti pela televisão”, afirmou.


Seu braço-direito desde à chegada na F1 e então presidente da FIA, Max Mosley disse, então, a ele uma frase que ele nunca se esquece ao ver o fim do quarteto dourado formado por Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost e Ayrton Senna. “Max (Mosley) me disse: ‘Agora, a Fórmula 1 está morta”.


Ecclestone seguiu como manda-chuva da Fórmula 1, se tornando dono da companhia no início da década de 2000 até a venda para o grupo Liberty Media, em janeiro de 2017, quando passou a ocupar um cargo honorário até 2020.


'Bernie' Ecclestone no GP da Áustria de 2018 Getty Images



FONTE PESQUISADA


ESPN - 'A Fórmula 1 está morta': em série do Star+, ex-chefão revela o que ouviu após perda de Senna. Disponível em: <https://www.espn.com.br/f1/artigo/_/id/11695285/formula-1-esta-morta-ex-chefao-revela-star+-o-que-ouviu-perda-senna>. Acesso em: 24 de Outubro de 2023.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Adriane Visita Curva Tamburello

São Paulo, sexta-feira, 28 de abril de 1995

RICARDO VALLADARES

DO NP

A modelo Adriane Galisteu esteve na semana passada na curva Tamburello, no circuito de Imola, o local onde Ayrton Senna morreu em 1º de maio de 94.

Ainda revoltada pela tragédia, ela relembra os últimos momentos ao lado do namorado.

NP - Como é voltar ao lugar onde Senna se acidentou?

Adriane Galisteu - (emocionada) Foi neste lugar o último ar que o Ayrton respirou.

NP- Que imagem vem à sua lembrança?

Adriane - A horrível cena da batida.

NP - O que você fez na hora do acidente?

Adriane - Tive vontade de sair correndo.

NP - Quem você culpa pela tragédia?

Adriane - Tenho certeza que quem levou Ayrton foi a falta de segurança do autódromo. Não foi a equipe Williams, não foi o Bernie Ecclestone (presidente da Associação dos Construtores de F-1). Agora eu vejo o autódromo diferente, com escapes para todos os lados, pneus de proteção, a Tamburello completamente modificada. Exatamente como o Ayrton achava que tinha que ser. Deviam pôr fogo em Imola.

NP - Você vai prestar alguma homenagem ao Senna no dia 1º de maio?

Adriane - Eu presto homenagem a ele todos os dias.

NP - Vocês iam ficar noivos no dia em que ele morreu?

Adriane - Naquele dia a gente ia virar a noite em claro para conversar. Não sei se era noivado, se era casamento. Nunca saberei a resposta.


Leia também:

Adriane Galisteu Visita Local de Acidente Trágico de Ayrton Senna 1994




FONTE PESQUISADA

VALLADARES, Ricardo. Adriane visita curva Tamburello. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/4/28/esporte/19.html>. Acesso em: 04 de Setembro de 2023.

domingo, 9 de julho de 2023

Imola 1994: testemunha ocular de um fim de semana de corrida amaldiçoado

Ayrton Senna aparece em dúvida se correria e preocupado antes do início do fatídico GP de Ímola
Foto: Georges de Coster


NOS Esporte • Domingo, 1º de novembro de 2020, 8h12

Louis Decker
repórter F1

Foto: AFP


A Fórmula 1 está de volta neste fim de semana ao circuito italiano onde o destino atingiu dois dias seguidos em 1994: Ímola. Roland Ratzenberger e Ayrton Senna não sobreviveram ao fim de semana escuro como breu no Autódromo Enzo e Dino Ferrari. A morte do tricampeão mundial Senna da Silva foi a que mais impactou devido ao seu status de herói.

Georges de Coster foi testemunha ocular dos últimos dias de Senna nas pistas. O fotógrafo belga registrou dezenas de rolos no box da Williams-Renault. Um olhar para trás.


Bandeira Austríaca

“Eu sabia que Ayrton tinha uma bandeira austríaca no cockpit, com a qual queria homenagear Ratzenberger. Vi isso quando ele entrou. Senna ia ganhar a corrida para Roland. Isso tinha que acontecer e iria acontecer. Ele não estava com vontade de correr depois do acidente fatal de Ratzenberger, mas sabia que não tinha escolha.”

A última volta de Ayrton Senna em Ímola
Foto: Georges de Coster

Georges de Coster banhou-se em opulência incomparável em Ímola. "Recebi um 'passe de acesso a todas as áreas' especiais da Williams. Sempre fui bem-vindo em todos os lugares. Isso não era para todos, mas eu tinha uma missão para a Renault. Eles queriam ser grandes no Grande Prêmio da Bélgica naquele ano."

"Eles precisavam de muitas fotos de Ayrton. Eu queria especialmente retratar meu bom amigo como uma pessoa especial em um dia normal de trabalho em seu ambiente familiar. Nós nos conhecíamos tão bem que eu sabia exatamente quando deixá-lo sozinho. Nenhuma conversa era necessária para isso. Um olhar era o suficiente."

Sem Atitudes 

(*Em vários países da Europa quando se diz que uma pessoa é "Sem Atitudes" significa que é despretensioso, simples) 

"Era muito fácil trabalhar com Senna. Sem atitude. Um objeto grato com olhos marcantes (expressivos). Fotogênico, muito carismático. A alegria sempre foi extremamente expressiva com ele, mas quando ele perdia ou estava com raiva ele não escondia. Com Ayrton você tinha todas as emoções. Ele poderia dizer algo sem falar. Senna olhava em sua alma."

"Eu me certifiquei de estar sempre em seu box no início de uma sessão. Você não quer perder momentos importantes. Isso foi muito difícil na época. Agora eu tiro milhares de fotos por sessão de treinamento, mas em 1994 eu tinha que cronometrar bem e prestar atenção. Mudar um rolo no momento supremo era desastroso."

Ayrton Senna aparece em dúvida se correria e preocupado antes do início do fatídico GP de Ímola
Foto: Georges de Coster

Havia muita coisa acontecendo em Ímola. Ayrton não estava se sentindo bem e estava fora do normal. Tenso, nervoso. O sorriso jovial estava ausente. Seus olhos eram diferentes. Não funcionou. Ele chegou a Ímola com zero pontos na temporada (campeonato). Michael Schumacher havia vencido os primeiros GPs e Ayrton percebeu que tudo estava errado com a Benetton-Ford. Ele estava exasperado, mas também super motivado. "Meu campeonato começa aqui, disse ele na manhã de sexta-feira."

Georges de Coster exibirá suas mais belas fotos de Senna em Bruxelas ou Spa-Francorchamps. Os preparativos estão a todo vapor, mas devido à crise do corona, a exposição será adiada para 2021.

"Pouco depois veio o primeiro momento de choque. Uma batida (acidente) horrível de Rubens Barrichello: de cabeça para baixo na pilha de pneus. Vi o choque e o desespero nos olhos de Senna. Ele viu seu jovem compatriota rastejar pelo buraco da agulha. Foi um milagre que a lesão de Barrichello não foi tão grave. Ayrton sentiu isso como um sinal. Um aviso."

Rastejar pelo buraco da agulha: Proverbio Holandês que significa "Escapar por pouco de um grande perigo".


Discussões acaloradas

"O acidente gerou discussões acaloradas sobre segurança. O fim de semana da corrida estava sob pressão, mas a classificação continuou normalmente. Até o próximo acidente: Ratzenberger. Senna viu ao vivo nas telas (monitores, televisores) e soube imediatamente: fatal. Você também pode ver isso na foto. Os pilotos têm noção disso."

Acidente de Rubens Barrichello durante treino em Ímola em 1994
Foto: Georges de Coster

A corrida tornou-se algo (ou um assunto) secundário: era tudo sobre os acidentes. Tive a sensação de que mais problemas viriam. Algo estava no ar. À noite, disse a um companheiro de mesa: "amanhã morrerá outro. Um grande (um piloto importante)."

"Ayrton recebeu conselhos urgentes de vários ângulos para não correr, mas não se deixou persuadir. Tirei fotos quando ele se preparava para a largada. Dá para ver a dúvida e a preocupação. Um olhar vazio."

"No dia da corrida, uma quantidade inimaginável de coisas deu errado. Lehto parado. Lamy batendo nele (Lehto) na largada. Lesões na torcida. A corrida que continuou atrás do safety car. Depois a pancada de Senna, a bandeira vermelha e a corrida reiniciada novamente. Alboreto que perdeu uma roda na troca de pneus e machucou os mecânicos. Que fim de semana de merda."

Vencer

"Senna não bateu na minha frente. Eu estava na última curva antes da largada e vi que essa foi a última vez que ele liderou o pelotão. Ele foi ao extremo e estava convencido de que ia vencer. Com muita vontade, determinação, enquanto ele sabia que a patota de Schumacher estava trapaceando."

"Horas depois, recebemos oficialmente a má notícia na sala de imprensa, mas eu já sabia. Na curva onde eu estava, havia um posto médico. Os médicos foram todos ao local do acidente e eu os vi voltar em lágrimas. Médicos chorando com roupas ensanguentadas. Então você sabe que horas são (Proverbio Holandês = "Saber como são as coisas", nesse caso, ele sabia que Ayrton morreu). Fiquei surpreso que a corrida não tenha terminado. Isso mostrou pouco respeito."

Em processamento

Levei anos para processar este maldito fim de semana, mas as fotos de Ayrton continuam poderosas. A última vez que ele coloca as luvas. Mente no zero, olhar para o infinito. Tenho orgulho de ter compartilhado esse momento com ele."

Às 13h10 haverá corrida em Ímola esta tarde. Max Verstappen larga do P3. 


FONTES PESQUISADAS

DEKKER, Louis. Imola 1994: ooggetuige van een vervloekt raceweekend. Disponível em: <https://nos.nl/artikel/2354702-imola-1994-ooggetuige-van-een-vervloekt-raceweekend>. Acesso em: 09 de Julho de 2023.

DBNL - Nederlandse spreekwoorden, spreekwijzen, uitdrukkingen en gezegden(1923-1925)–F.A. Stoett–rechtenstatus Auteursrecht onbekend. Disponível em: <https://www.dbnl.org/tekst/stoe002nede01_01/stoe002nede01_01_1747.php>. Acesso em: 09 de Julho de 2023.

ENSIE - Dan weet je wel hoe laat het is. Disponível em: <https://www.ensie.nl/spreekwoord/dan-weet-je-wel-hoe-laat-het-is>. Acesso em: 09 de Julho de 2023.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

"Ele não queria correr" - Adriane Galisteu

No sábado, telefonou a namorada e disse que estava com um mau pressentimento.

Jornal da Tarde, 2/5/1994.



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Esposa revela reação de Michael Schumacher à Morte de Ayrton Senna

Por Natasha Wynarczyk
10:58, 8 de Setembro 2021

Mirror - mirror.co.uk

(Imagem: ALPHA-©Alpha Press)

Mas Michael mostrou algum medo depois que seu rival Ayrton Senna morreu em um acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994.

Com apenas 34 anos, o piloto brasileiro Senna bateu ao tentar ficar à frente de Michael na corrida, com seu carro batendo em um muro de concreto a 234 km por hora.

Ninguém sabia se Senna estava morto – se isso fosse declarado, a corrida teria sido interrompida, mas Michael acabou vencendo.

Com a saída de Senna, Michael se tornou a figura número um na Fórmula 1, mas a morte de seu rival trouxe para casa os perigos do esporte.

Imagens históricas de Michael mostram que quando ele correu ele começou a pensar, “este é o lugar onde eu poderia estar morto”.

“Eu não tinha certeza se conseguiria dirigir sem pensar nisso”, acrescenta.

“Isso foi algo muito estranho. Eu acordo durante a noite e durmo talvez três horas por noite, coisas assim. ”

Relembrando o incidente de maio de 1994, Corinne revela a extensão das lutas de Michael durante esse período.

“Nós nos perguntamos como isso poderia ter acontecido - e Michael realmente se perguntou se todos estavam agindo corretamente”, diz ela.

“Foi muito difícil. Foi uma luta real para ele, mas ele era um mestre em bloquear as coisas.

"Ele foi capaz de se concentrar tão intensamente em tudo o que estava fazendo que bloqueava todo o resto."

 

IDIOMA ORIGINAL

By Natasha Wynarczyk

10:58, 8 Sep 2021 | UPDATED 11:02, 8 Sep 2021

But Michael did show some fear after his close rival Ayrton Senna died in a crash at the 1994 San Marino Grand Prix.

Aged just 34, Brazilian driver Senna crashed as he tried to stay ahead of Michael in the race, with his car running into a concrete wall at 145 miles per hour.

Nobody knew if Senna was dead - if this had been declared the race would have been stopped, but Michael went on to win it.

With Senna gone, Michael became the number one figure in Formula One, but his rival’s passing brought home the dangers of the sport.

Historic footage of Michael shows that when he raced he started thinking, “this is the place I could be dead”.

“I wasn’t sure if I could drive without thinking that,” he adds.

“That was something very strange. I wake up during the night and I sleep maybe three hours a night, stuff like this.”

Recalling the May 1994 incident, Corinne reveals the extent of Michael’s struggles during that period.

“We asked ourselves how it could have happened - and Michael really asked himself if everyone was acting correctly,” she says.

Michael Schumacher's wife Corinna said her husband struggled in the aftermath of racing rival Ayrton Senna's death at the 1994 San Marino Grand Prix.

(Image: ALPHA-©Alpha Press)

“It was really difficult. It was a real struggle for him, but he was a master at blocking things out.

“He was able to focus so intently on whatever he was doing that he blocked out out everything else.”

 


FONTE PESQUISADA

WYNARCZYK, Natasha. Michael Schumacher's wife says F1 star is 'different' in heartbreaking health update. Disponível em:<https://www.mirror.co.uk/sport/formula-1/michael-schumacher-documentary-corinna-health-24935338>. Acesso em: 06 de agosto 2021.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Livro de Flavio Gomes expõe desafios jornalísticos diante da morte de Senna

Jornalista lança 'Ímola 1994', obra que aborda sua carreira na cobertura de F1

Luciano Trindade

12.mai.2021 às 23h15

Folha de São Paulo - folha.uol.com.br

O dia 1º de maio de 1994 marca uma tragédia para os brasileiros: a morte do tricampeão de F1 Ayrton Senna. Enquanto fãs choravam, jornalistas buscavam entender o que causou o acidente.

Esse e outros questionamentos permeavam a mente de Flavio Gomes, à época enviado pela Folha à Itália para cobrir o GP de San Marino. Ele é autor do recém-lançado "Ímola 1994", obra em que narra a trajetória dele como jornalista até a cobertura de um dos piores momentos do esporte.

​Publicado pela editora Gulliver, o livro traz em formato de crônicas os bastidores do trabalho do repórter em veículos como a Folha e a revista Placar. De seus tempos no jornal da alameda Barão de Limeira, ele se recorda da liberdade que tinha para exercer seu ofício.

Acidente de Ayrton Senna no autódromo de Ímola, na Itália, durante o GP de San Marino de 1994 - 1.mai.94/Reuters

Gomes relembra ter sido designado para cobrir uma briga entre o jornal e o Sindicato dos Jornalistas sobre a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão. Na ocasião, teve seus textos lidos diretamente pelo então diretor de Redação, Otavio Frias Filho (1957-2018), "que aprovava tudo sem mudar uma vírgula”, segundo ele.

A atenção aos detalhes lhe renderam boas entrevistas, como a última conversa com Senna antes do GP de San Marino. Do bate-papo, extraiu algo que hoje soa como um prenúncio:

"O maior problema da Williams é a falta de estabilidade em pisos irregulares. O carro ‘salta’ muito e não desfruta de seu potencial aerodinâmico. A suspensão, muito dura, agrava os defeitos de nascimento do projeto, originalmente concebido para utilizar um sistema computadorizado, que mantém o carro a uma altura constante do solo (eletrônica proibida naquele ano pelo regulamento da F1)", escreveu em trecho do texto publicado no periódico e reproduzido no livro.

Em 2007, a Suprema Corte italiana concluiu que a causa do acidente foi “a ruptura da barra de direção, causada por modificação mal projetada e executada”. Patrick Head, então diretor técnico da Williams, foi condenado por homicídio culposo (sem a intenção de matar), mas não cumpriu pena porque o crime prescrevera.

As causas da batida no muro de concreto logo após a curva Tamburello, porém, ainda são controversas entre alguns pilotos da época, como cita em trecho do livro que traz entrevista com Damon Hill, companheiro do brasileiro.​

"Ele [Senna] estava para uma parada [nos boxes], com o carro pesado e muito rápido, pneus frios, pressão baixa. Se numa curva daquela o carro oscila por alguma razão, é muito fácil perder o controle. Dá para ver claramente pela câmera do [Michael] Schumacher que o carro de Senna bate no chão."

Além da condição do carro, Gomes relata que o tricampeão estava “mais tenso do que o normal naquele fim de semana” por não ter pontuado nas duas corridas que fez na temporada.

Capa da Folha do dia 2 de maio de 1994, dia seguinte à morte de Ayrton Senna - Reprodução

Na segunda-feira pós-acidente, o desafio imposto aos jornalistas era de conseguir informações da Williams, da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e das autoridades italianas, que, afirma o jornalista, "se fecharam num silêncio sepulcral".

Antes do translado até o Brasil, o corpo do piloto passou pelo IML (Instituto Médico Legal), local onde o repórter tentou buscar informações sobre o ocorrido.

Por coincidência, uma antiga namorada dele, a italiana Maria Cristina Gervasi, fazia na época especialização em Medicina Legal. Os professores dela eram justamente os médicos que fizeram a autópsia em Senna.

Cristina contou detalhes de tudo o que pôde acompanhar. Segundo ela, “no estudo das meninges cerebrais, foram encontradas lesões que lembravam ferimentos típicos de soldados que morreram em conflitos militares por explosões próximas de bombas".

Ela disse, ainda, que o macacão usado pelo piloto naquele dia foi entregue à família pelos médicos, que antes tiveram de submetê-lo a várias lavagens para retirar todo o sangue.

Após essa apuração, Flavio esperava retornar ao Brasil para fazer a cobertura do velório, mas, segundo conta no livro, a ordem da Secretaria de Redação da Folha era para que ele ficasse na Itália para acompanhar o inquérito do acidente.

O jornalista diz ter argumentado que uma investigação como essa levaria anos e não faria sentido permanecer lá, mas não houve concordância com a chefia do jornal, e ele acabou desobedecendo a instrução de permanecer na Itália.

O conflito acabaria por encerrar a passagem dele na Folha. Gomes foi desligado oficialmente no dia 9 de maio de 1994, por insubordinação, segundo conta.

Ficha técnica

Título: Ímola 1994 — A trajetória de um repórter até o acidente que chocou o mundo

Autor: Flavio Gomes

Número de páginas: 263

Editora: Gulliver

Preço: R$ 69,90, disponível no site da editora: https://gullivereditora.com.br/

Capa do livro Ímola 1994 - Divulgação


FONTE PESQUISADA

TRINDADE, Luciano. Livro de Flavio Gomes expõe desafios jornalísticos diante da morte de Senna. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2021/05/livro-de-flavio-gomes-expoe-desafios-jornalisticos-diante-da-morte-de-senna.shtml>. Acesso em: 14 de maio 2021. 


quinta-feira, 4 de março de 2021

OS ENIGMAS DE IMOLA

 


No horário da Itália, eram 13h27 do dia 1º de maio de 1994, quando Ayrton surgiu dos fundos do boxe da Williams, macacão amarrado à cintura, pronto para entrar no carro e seguir para o grid de largada. Como fazia em todas as corridas, o cinegrafista Armand Deus, da TV Globo, apertou o botão de sua câmera Betacam e começou a captar as imagens.

 

Procedimento de rotina. Não era uma transmissão ao vivo.

 

As imagens seriam usadas para ilustrar a reportagem sobre a corrida que o correspondente Roberto Cabrini editaria no final do dia, a tempo de ser gerada para o Rio de Janeiro e exibida no programa Fantástico.

 

Não era um dia de sorrisos para ninguém no autódromo de Imola.


Menos ainda para Ayrton, que havia anos já assombrava mecânicos, engenheiros, jornalistas e namoradas com sua capacidade de se concentrar nos momentos que antecediam à largada, tornando todos à sua volta rigorosamente invisíveis e inaudíveis. Seu olhar, naqueles momentos, parecia estar em outra dimensão. Sua seriedade formava uma muralha da qual poucos ousavam se aproximar, não importando a patente familiar ou a relação contratual.

 

Para alguns, naqueles momentos ele antecipava curvas e movimentos dos adversários. Para outros, rezava. Outros ainda achavam que aquela era uma travessia sensorial para um mundo cheio de fúria que só cabia e existia no cockpit. Uma travessia sem volta até que a corrida, a dele, terminasse.

 

A câmera de Armand Deus continuava gravando quando Ayrton se aproximou da parte traseira de sua Williams e pousou as mãos sobre o aerofólio.

 

Teve uma rápida conversa sobre a suspensão traseira com o engenheiro David Brown. Depois, seu olhar passou a se alternar entre o nada e a Williams, ainda suspensa nos cavaletes, sem as rodas, recebendo os últimos ajustes dos mecânicos.

 

Era mais do que a concentração de sempre. Havia uma contida inquietação. E também uma tristeza solene e impotente. Estavam ausentes, no seu semblante, como desde o início daquele ano, a intensidade e aquele olhar de predador dos tempos da Lotus e da McLaren. Nem mesmo o rápido comentário de Patrick Head, o diretor da Williams, pareceu diminuir a distância que ele mantinha de tudo que o rodeava.

 

Algum pensamento finalmente o resgatou daquela estranha dispersão para o ritual do cockpit: balaclava, capacete, macacão fechado até o pescoço e uma espera disciplinada, de pé, com as mãos cruzadas sobre a cintura, pela ordem de entrar no carro e ajustar o cinto de segurança.

 

As imagens gravadas por Armand Deus no boxe da Williams e, minutos depois, as que foram feitas no grid de largada, quando Ayrton mudou a rotina e tirou o capacete, se tornaram históricas. Deflagraram o sofrido exercício ao qual milhões de pessoas, especialmente os brasileiros, se entregaram nos dias seguintes: o que estava por trás daqueles últimos olhares, gestos e silêncios?

 

Havia muitas respostas possíveis, sozinhas ou combinadas. Dentro e fora da pista.

Schumacher estava ali, quase ao lado, mais do que nunca disposto a destroná-lo. Roland Ratzenberger morrera depois de uma batida centenas de metros à sua frente, no dia anterior, e o fizera, pelo menos por algumas horas, desistir de correr. Rubens Barrichello, que ele vinha tratando como uma espécie de irmão mais novo das pistas, sobrevivera a um acidente assustador, na sexta-feira. Aquela Williams que ele chamava de "cadeira elétrica", um carro arisco e difícil de guiar, estava consumindo pneus com preocupante rapidez.

 

A placa de um minuto foi erguida.

 

Vinte e cinco motores de Fórmula 1 começaram a rugir.

 

Ayrton, na hora de acelerar, costumava deixar todas as preocupações de lado. Não trocava as emoções do cockpit por nada da vida. Em mais alguns segundos, ele se entregaria de novo à aventura que tinha começado aos quatro anos de idade, ao soar de um motor de picadeira de cana, com três cavalos de potência.


FONTE PESQUISADA

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.

 









sábado, 2 de maio de 2020

VECTRA PODE TER CONTRIBUÍDO PARA O ACIDENTE FATAL DE AYRTON SENNA?

Teoria explica a possível influência do sedã da Chevrolet na colisão sofrida pelo tricampeão mundial de Fórmula 1 no GP de San Marino, em 1994

por RODRIGO RIBEIRO


01/05/2020 10h17 - atualizado às 10h17 em 01/05/2020




Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4 (Foto: Divulgação)

O VECTRA USADO NA FÓRMULA 1 ERA DE PRIMEIRA GERAÇÃO, VENDIDO NO BRASIL PELA CHEVROLET (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Hoje, 1º de maio, completam-se 26 anos do acidente que tirou a vida de Ayrton Senna, durante o GP de San Marino da Fórmula 1. O motivo da morte do piloto foi revelado logo após a colisão: uma parte da suspensão dianteira se projetou como uma lança e perfurou o capacete do tricampeão.


Mas uma miríade de teorias tenta explicar o motivo de Senna ter perdido o controle na rápida, mas tecnicamente fácil, curva Tamburello. E um dos "culpados" pode ter sido um Chevrolet Vectra, vendido na Europa como Opel.

Para entender o que um simples sedã médio tem a ver com um dos momentos mais trágicos do esporte primeiro é preciso voltar ao regulamento da Fórmula 1.

No início dos anos 90 a competição tinha muito menos cuidados com a segurança: não havia limite de velocidade nos boxes, as equipes podiam circular no pitlane durante a prova e, quando ocorria um acidente, usavam-se apenas bandeiras amarelas enquanto era feito o resgate. Em casos mais graves, a corrida era interrompida.

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4 Safety Car (Foto: Reprodução)


O CARRO DE SEGURANÇA PASSOU A ASER USADO DE FORMA FIXA NA TEMPORADA DE 1994 (FOTO: REPRODUÇÃO)

Após alguns testes bem sucedidos no ano anterior, a FIA (Federação Internacional do Automóvel) resolveu tornar obrigatório o uso do safety car. A ideia era que um veículo à frente dos pilotos estabelecesse um ritmo mais lento, sobretudo no local onde fiscais e médicos faziam o atendimento de acidentes.

Em cada prova era utilizado um veículo diferente, e o modelo escolhido para o GP de San Marino de 1994 foi um Opel Vectra 2.0 turbo 4x4. A versão era a topo de linha para o sedã na época, e a exposição à frente dos carros de Fórmula 1 seria uma excelente forma de publicidade para a fabricante alemã.

E o sedã entrou em ação logo após a largada daquele dia 1º de maio, quando Pedro Lamy bateu no carro parado de J.J. Lehto e espalhou detritos pela pista. E aí começa a teoria de como o Vectra pode ter contribuído para o acidente fatal de Senna.

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4  (Foto: Divulgação)


A VERSÃO DO VECTRA USADA NA FÓRMULA 1 TINHA MOTOR 2.0 TURBO E TRAÇÃO 4X4, QUE NUNCA FORAM OFERECIDOS NO BRASIL (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quem vê pela TV pode ter a sensação de que os monopostos de Fórmula 1 andam bem devagar atrás do safety car. Mas é só impressão: apesar de a velocidade, de fato, ser reduzida, os pilotos sempre trafegam acima dos 100 km/h, exceto quando estão em curvas fechadas ou se precisam passar muito próximos dos profissionais de resgate.

O principal motivo para isso é que os radiadores de um Fórmula 1 não são projetados para refrigerar o motor com o veículo parado. Isso os deixa menores e mais leves, pois também não há ventoinha para jogar ar frio quando o carro está imobilizado.

Esse é um dos motivos pelo qual a primeira medida a se realizar quando o piloto é recolhido aos boxes é colocação de ventiladores nos radiadores, para resfriá-los.

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4 Safety Car (Foto: Divulgação)


O VECTRA LIDEROU O PELOTÃO NAS CINCO PRIMEIRAS VOLTAS DO GP DE SAN MARINO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Voltemos a 1994. Naquela época, essa limitação técnica dos carros da Fórmula 1 não era motivo de preocupação, até por conta do quase ineditismo do safety car — que chegou a ser utilizado em eventos do passado, mas nunca de forma obrigatória.

Por conta disso, os organizadores consideraram que o Vectra turbo, com 204 cv de potência e capaz de chegar aos 225 km/h, seria suficiente para liderar o pelotão.

Só que o sedã sofria para manter o comboio liderado por Ayrton Senna a velocidades satisfatórias. E isso perdurou por quase cinco voltas, até que o safety car fosse recolhido e a corrida continuasse.

Duas voltas depois, ocorreria o acidente que marcou a memória de uma geração de brasileiros.

Sem pressão

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4  (Foto: Divulgação)


PEDIMOS DESCULPAS PELA FOTO MACHISTA: RETRATOS DE UMA ÉPOCA QUE, FELIZMENTE, NÃO VOLTA MAIS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Já vamos chegar na suposta culpa do Vectra. Mas antes é preciso reforçar outra característica da Fórmula 1. Seus pneus são preenchidos com nitrogênio a uma pressão muito menor do que em um carro de passeio.

Nas últimas temporadas, a pressão regulamentada poderia variar, em média, entre 15 lb/pol² a 24 lb/pol². Como referência, um automóvel convencional normalmente parte de 28 lb/pol², e facilmente ultrapassa as 30 lb/pol².

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4  (Foto: Divulgação)

A VERSÃO 2.0 TURBO 4X4 ERA A TOPO DE LINHA DO VECTRA EM ALGUNS MERCADOS NA ÉPOCA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Esses valores menores tornam os compostos proporcionalmente muito sensíveis à qualquer variação de pressão. E todo o ajuste de aerodinâmica e suspensão é feito levando em conta o tamanho que o pneu terá durante a corrida — o ar quente expande, e muda o formato da borracha como em um balão.

Aí entra a teoria do "safety car" inadequado. Segundo essa explicação, as cinco voltas percorridas por Ayrton Senna em baixa velocidade atrás do Vectra fizeram com que seus pneus esfriassem muito e, por sua vez, perdessem pressão.

O volume menor dos pneus também teria deixado o carro mais baixo. Isso teria feito com que o assoalho do Williams FW16 batesse no chão pouco após a Tamburello, levando Ayrton Senna a perder o controle e colidir contra a mureta de proteção.

Opel Vectra 2.0 Turbo 4x4  (Foto: Divulgação)

O MOTOR 2.0 TURBO ALCANÇAVA OS 204 CV, INSUFICIENTES PARA MANTER A ALTA VELOCIDADE QUE OS F1 PRECISAM (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Apesar de usar elementos técnicos verdadeiros, essa teoria já foi desmitificada por especialistas há anos.

Além de nenhum outro piloto ter sofrido o mesmo problema na ocasião, foi comprovado que uma solda malfeita na barra de direção do Williams levou à quebra da coluna, provocando o acidente.

Por outro lado, as críticas em torno da lentidão do safety car perduraram, e só foram completamente sanadas em 1999, quando a FIA fechou um acordo com a Mercedes e passou a usar somente esportivos da marca alemã para liderar os monopostos.

Mercedes-AMG GT R Safety Car Fórmula 1 (Foto: Divulgação)

ATUALMENTE UM GT R DE 585 CV FAZ AS VEZES DE SAFETY CAR. E HÁ QUEM DIGA QUE NÃO É O SUFICIENTE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

E não pense que isso resolveu todas as críticas. Mais de uma vez pilotos como Lewis Hamilton reclamaram que o piloto Bernd Mayländer não dirigia o Mercedes-AMG GT R de 585 cv rápido o suficiente para manter pneus (e freios) dos monopostos aquecidos. Não é nada fácil estar à frente de um pelotão de carros da F1, afinal.




FONTE PESQUISADA

RIBEIRO, Rodrigo. VECTRA PODE TER CONTRIBUÍDO PARA O ACIDENTE FATAL DE AYRTON SENNA?. Disponível em: <https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2020/05/vectra-pode-ter-contribuido-para-o-acidente-fatal-de-ayrton-senna.html>. Acesso em: 02 de maio 2020. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

F1 1994 - Pacífico e Brasil (Fotos)




Tanaka International, Aida, Japão.
15-17 de abril de 1994.
Ayrton Senna (Williams FW16 Renault), retrato.

Campeonato: Fórmula 1 1994
Evento: GP do Pacífico
Data: domingo, 17 de abril de 1994
Piloto: Ayrton Senna
Equipe: Williams

Tanaka International, Aida, Japan.
15-17 April 1994.
Ayrton Senna (Williams FW16 Renault), portrait.

Championship: Formula 1 1994 (Formula 1, 1994)
Event: Pacific GP
Date taken: Sunday, April 17, 1994
Driver: Ayrton Senna
Team: Williams






Ayrton Senna

Campeonato: Fórmula 1 1994
Evento: GP do Pacífico
Data: domingo, 17 de abril de 1994
Localização: Circuito Internacional de Okayama, Japão
Fotógrafo: Rainer Schlegelmilch

Ayrton Senna

Championship: Formula 1 1994 (Formula 1, 1994)
Event: Pacific GP
Date taken: Sunday, April 17, 1994
Location: Okayama International Circuit, Japan
Photographer: Rainer Schlegelmilch



Ayrton Senna, Williams FW16 Renault.

Campeonato: Fórmula 1 1994
Evento: GP do Brasil
Data: domingo, 27 de março de 1994
Localização: Autódromo José Carlos Pace, Brasil

Ayrton Senna, Williams FW16 Renault.

Championship: Formula 1 1994
Event: Brazilian GP
Date taken: Sunday, March 27, 1994
Location: Autódromo José Carlos Pace, Brazil