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sábado, 24 de novembro de 2018

GP Brasil 1994 (Fotos)


Ayrton Senna
1994: O piloto da Williams Renault, Ayrton Senna, do Brasil é levado de volta aos boxes depois de sair da pista durante o Grande Prêmio do Brasil no circuito de Interlagos, em São Paulo, Brasil. Crédito Obrigatório: Pascal Rondeau / Allsport

Ayrton Senna
1994: Williams Renault driver Ayrton Senna of Brazil is driven back to the pits after spinning off the track during the Brazilian Grand Prix at the Interlagos circuit in Sao Paulo, Brazil. \ Mandatory Credit: Pascal Rondeau/Allsport

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ayrton Senna no GP Brasil de Fórmula 1 de 1994 - Fotos: Gazeta Press

Ayrton Senna(D), piloto da equipe Williams, no boxe, conversa com os mecânicos de sua equipe antes do treino oficial para o GP Brasil de Fórmula 1 de 1994. Cidade/Estado: São Paulo/SP. País: Brasil Local: Autódromo José Carlos Pace (Interlagos). Crédito: /Gazeta Press.



Ayrton Senna(D), piloto da equipe Williams, no boxe, se prepara para entrar no carro antes do GP Brasil de Fórmula 1 de 1994. Cidade/Estado: São Paulo/SP. País: Brasil    Local: Autódromo José Carlos Pace (Interlagos). Crédito: /Gazeta Press.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Especial Senna Eterno




Globo Esporte BA faz homenagem a Ayrton Senna pelos 24 anos de sua morte

Série de matérias mostra a relação de Ayrton Senna com a Bahia

Esquecido e batizado de Fumaça, safety car usado por Senna em 1993 será restaurado


Carro de segurança em que Ayrton Senna desfilou no histórico GP do Brasil é encontrado por empresário baiano no interior de São Paulo e vai passar por restauração em Itabuna, na Bahia

Confira a primeira reportagem de uma série especial que homenageia o piloto.

TV Globo - Globo Esporte BA - 16 de maio de 2018






"Senna eterno": conheça o baiano que convidou o piloto para correr em Salvador





Série de matérias mostra a relação de Ayrton Senna com a Bahia. Conheça a relação de amizade do piloto com o baiano Paulo Soares

Em 1979, Senna esteve em Salvador para participar de uma prova, a convite do então piloto Paulo Soares. Desde então, eles se tornaram muito amigos.

O Globo Esporte continua com a série de matérias sobre a relação de Ayrton Senna com a Bahia. Nesta quinta-feira, conheça a história do baiano Paulo Soares, amigo do piloto, que o convidou para disputar uma prova de kart em 1979 em Salvador. E Senna, é claro, venceu a corrida, que era disputada no antigo kartódromo do Stiep.

Globo TV - Globo Esporte BA - 17/05/2018


Ge traz a segunda reportagem da série 'Senna Eterno'




TV Globo - Bahia Meio-Dia - Salvador - 17 mai 2018


'Senna Eterno': conheça o homem que participou de momento importante da carreira do ídolo


André Mendonça atualmente é bancário, mas já trabalhou como comissário de pista na Fórmula 1.

TV Globo - Globo Esporte BA - 18 de maio de 2018


domingo, 1 de abril de 2018

O Momento Mais Tenso da Relação Entre Ayrton Senna e Nelson Piquet

Há 30 anos, a Fórmula 1 se reunia para a abertura de mais uma temporada no Rio de Janeiro, semanas depois de uma bombástica troca de farpas envolvendo os ídolos brasileiros


O momento mais tenso da relação entre Ayrton Senna e Nelson Piquet
Por Fred Sabino, Rio de Janeiro

F1 Memória - GE globoesporte.globo.com
01/04/2018 07h00  Atualizado há 30 minutos

O começo de abril de 1988 marcou o primeiro fim de semana da temporada da Fórmula 1, no Rio de Janeiro. Dentro da pista, existia a expectativa para a estreia do tricampeão Nelson Piquet pela Lotus e também pela primeira corrida de Ayrton Senna como piloto da McLaren. Mas, há 30 anos, o que se falava mesmo nos bastidores era o mais conturbado momento na sempre tensa relação entre os dois ídolos do automobilismo brasileiro.

No dia 7 de março, quando ainda eram realizados os saudosos testes coletivos de verão no Rio de Janeiro, Senna deu entrevista ao "Jornal do Brasil" e fez uma provocação a Piquet. Quando o repórter Sérgio Rodrigues perguntou o motivo de Senna estar tanto tempo sem falar com a imprensa, o futuro tricampeão respondeu:

- Eu tinha que dar aos outros uma chance de aparecer um pouco. Afinal, não fazia sentido o cara ser tricampeão e eu continuar sendo assunto. Já que ninguém gosta muito dele, o único jeito era eu sumir para que ele pudesse aparecer um pouco.

Lotus-Honda de Nelson Piquet na temporada 1988 da Fórmula 1 (Foto: Getty Images) 

Embora Senna tenha deixado claro que era uma brincadeira, e a própria reportagem tenha destacado isso, afirmando que Ayrton até queria superar a rixa com Piquet, a manchete "Senna diz que sumiu para Piquet aparecer" teve resposta.

Nelson Piquet, cujo nome passava a batizar o Autódromo de Jacarepaguá, leu a matéria e chamou o jornalista Eloir Maciel para responder a Senna. A reportagem de título "Piquet reabre guerra particular com Senna" continha uma declaração que caiu como uma bomba:

- Senna estava desaparecido por esses meses não foi para me deixar aparecer. Foi para não ter de explicar à imprensa brasileira por que não gosta de mulher.

Ayrton, que já havia sido casado com Lílian de Vasconcellos e namorava na época Adriane Yamin, sem contar outros relacionamentos com modelos famosas da época [o jornalista se refere a Ayrton ter tido relacionamento com Yamin e outras mulheres ao mesmo tempo], ficou furioso. Chegou a querer partir para o box da Lotus e brigar com Piquet no autódromo de Jacarepaguá, mas acabou convencido a se acalmar, pois um confronto poderia render alguma punição antes ou durante o GP do Brasil, que seria disputado dia 3 de abril.


Largada do Grande Prêmio do Brasil de 1988, em Jacarepaguá (Foto: Getty Images)

Senna ameaçou entrar na Justiça contra Piquet, que foi convocado para esclarecimentos. Nelson, que no dia seguinte ao estouro da declaração chegara a confirmá-la, depois minimizou o caso, e o advogado Geraldo Gordilho alegou que houve uma interpretação equivocada do que havia sido dito. No âmbito judicial, a questão não prosseguiu e, enfim, os dois passaram a se concentrar em acelerar seus carros.

Com o brilhante modelo MP4/4 e o poderosíssimo motor Honda, que venceria 15 das 16 corridas daquele ano, Senna marcou a pole position em sua estreia pela McLaren, 1s991 mais rápido do que o quinto colocado Piquet, já enfrentando dificuldades com o péssimo chassis projetado por Gerard Ducarouge para a Lotus.

No fim da volta de apresentação, Senna ergueu os braços com problemas no câmbio da McLaren, e a largada foi abortada. Ayrton trocou de carro, o que era proibido pelo regulamento, e fez uma furiosa recuperação até subir do 21º ao quinto lugar em 16 voltas. Foi quando ele chegou em Piquet. A tensão chegava até a Galvão Bueno e Reginaldo Leme na cabine da Globo.

Piquet pilota Lotus-Honda na abertura da temporada de 1988 (Foto: Getty Images) 

- Agora é a hora da serenidade, porque sem dúvida o Senna vai chegar muito rápido no Piquet - disse Reginaldo.

- Foram muitas discussões, muitos problemas entre os dois brasileiros nas semanas que antecederam o grande prêmio. Como disse o Reginaldo, é hora da serenidade de parte a parte, essa é a nossa torcida. São dois grandes pilotos do Brasil brigando por uma posição - completou Galvão.

Na pista nem houve briga. Com muito mais carro, Senna engoliu Piquet no retão e assumiu o quarto lugar. Em mais dez voltas, Ayrton chegou à segunda posição, mas foi desclassificado por ter trocado de carro. Sem condições de brigar pela vitória, Nelson conduziu sua Lotus ao terceiro lugar, a 1m08s581 do vencedor Alain Prost.

Senna durante os treinos para o GP do Brasil de 1988, no Rio (Foto: Getty Images) 

No fim das contas, Senna conquistou seu primeiro título mundial, depois de vencer oito corridas e fazer 13 poles. Já Piquet, que se arrastou durante o ano com sua Lotus e os crônicos problemas de torção do chassis, não venceu na temporada, e foi apenas o sexto colocado, com suados três pódios.

Nos anos seguintes, o tom das declarações de ambos diminuiu, mas eles nunca chegaram a ser amigos. Em 1992, Ayrton gravou uma mensagem para Nelson, que se recuperava de um gravíssimo acidente nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. Dois anos depois, Piquet demonstrou muito abatimento com a morte do antigo rival.

- Várias vezes eu me peguei imaginando que quando os dois parassem de correr poderiam ter do lado de cá das pistas, porque um respeitava muito o talento do outro. E a minha esperança é de que com o tempo, todo esse passado fosse esquecido - disse Reginaldo Leme em um episódio do quadro Histórias da F1, em 2016.



FONTE PESQUISADA

SABINO, Fred. O momento mais tenso da relação entre Ayrton Senna e Nelson Piquet. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2018/04/01/o-momento-mais-tenso-da-relacao-entre-ayrton-senna-e-nelson-piquet.ghtml>. Acesso em: 01 de abril 2018.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Um Certo 7 de Abril, o "Sinal Verde" do Reginaldo Leme e a Ansiedade Por Informações da F1 Antes da Internet

Por Marcos Júnior Micheletti - 07/04/2017 16:46
Terceiro Tempo - terceirotempo.bol.uol.com.br


A estreia de Senna na Lotus em 1985 em Jacarepaguá foi frustrante, mas traz boas lembranças

A foto que ilustra a crônica é de 7 de abril de 1985.

Estou em uma acanhada arquibancada, para ser generoso, no extinto autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Dizem que o inferno é quente. Duvido que haja mais calor por lá do que aquele que passei nos três dias em que estive na cidade.

Um dia antes desta foto cheguei ao Rio, vindo de São Paulo, após adquirir um pacote turístico para assistir o GP do Brasil de 1985, que marcaria a estreia de Senna na Lotus. Aquela, preta e dourada.

É difícil para que alguém que tenha menos de 30 anos entenda hoje o que seja obter informações em tempos analógicos.

O mundo existia sem internet, mas em outra velocidade, em que pese a rapidez com que passaram aqueles carros diante das minhas retinas naquele fim de semana. A primeira vez que vi carros de F1 de perto.

Cheguei ao Rio na sexta-feira, depois do treino livre, portanto, sem qualquer informação do que havia acontecido, no caso, Elio de Angelis (companheiro de Senna na Lotus) ficado em primeiro lugar e Senna em segundo.


De ônibus, fui direto para o hotel, na Barra da Tijuca, pertinho da pista. 

"La Cache" era o hotel, na verdade um ex-motel transformado em hotel que tinha camas redondas e espelho no teto.

Tirando o clima quase burlesco do lugar, o ar condicionado funcionava muito bem, o que me fez pensar em desistir de colocar o "bico" para fora do quarto, mas havia o que fazer naquela sexta-feira.

A primeira coisa era obter alguma informação do que havia acontecido.

Não há celular. Não há computador. No quarto, liguei o rádio, mas somente emissoras FM estavam sintonizadas.

Assim, e sem TV no quarto, restava ir à recepção onde havia um aparelho e aguardar o "Sinal Verde", boletim informativo da Globo apresentado por Reginaldo Leme antes do `Jornal Nacional´. Foi ali que eu e mais uns vinte malucos por F1 ficamos sabendo o resultado do treino.

Uma certa decepção no ar para quem achava que Senna trucidaria De Angelis logo de cara, mas o brasileiro, depois de um ano espetacular pela Toleman, acabou levando quase sete décimos do italiano, que já estava no time inglês há cinco temporadas.

Fomos jantar em uma churrascaria e voltamos ao hotel para descansar e encarar o dia seguinte em que ficaríamos por horas no autódromo, para o último treino livre a a classificação.

Mais decepções, com a liderança de Alboreto (Ferrari) no treino livre e no treino que definiu o grid e Senna largando em quarto, uma posição atrás de De Angelis. Não vou entrar em detalhes. Eles estão aqui, em matéria especial que fiz sobre a prova.

Naquele mesmo sábado, após um bom banho no confortável "La Cache" (procurei para saber se ainda existia e não o encontrei), fomos jantar no Hotel Glória. Um jantar bem legal, o hotel estava bem caído mas sua arquitetura clássica enchia os olhos e a comida estava excelente.

Dalí, nosso guia turístico nos deu duas opções: o manjadíssimo Bondinho do Pão de Açúcar ou voltarmos para o hotel. Alguns preferiram a primeira opção, poucos a segunda, e uma meia dúzia de malucos, incluindo eu, sugerimos uma terceira via, o Maracanã, onde naquela noite jogariam América e Santos pelo Brasileirão...

E lá fomos nós ao verdadeiro Maracanã, gigante, no meio da torcida do "Diabo", torcer contra o Santos, em vão, pois o Peixe acabou vencendo por 3 a 2. O público, segundo o "Almanaque do Santos", de Guilherme Nascimento, foi de 3.490 pessoas. Eu, um deles...

No dia seguinte, o GP.

Senna abandonou por problemas elétricos (era o terceiro colocado e certamente subiria ao pódio), Piquet também ficou fora logo no começo e Prost venceu.

Pior do que a decepção por conta da jornada de Senna e também de Piquet (havia vários `Piquetistas´no grupo), foi a superlotação da arquibancada e os sacos de urina arremessados por aqueles que estavam mais acima.

Eu frequentava estádios desde os cinco ou seis anos de idade, mas nunca havia visto nada mais absurdo em minha vida em se tratando de espetáculo esportivo.

Hoje, 32 anos depois, guardo a camisa preta (da John Player Special) e o boné que aparecem na foto. Ambos me servem perfeitamente, pois tenho o mesmo peso e altura.

Guardo também uma saudade enorme do tempo em que embora os carros fossem rápidos, o mundo corria de outra forma.

Havia ansiedade pelas informações, o que havia acontecido.

Assistir o Reginaldo Leme na tevê — hoje um bom amigo, que me chama de "Marcão" —, nos dando em primeira mão aquilo que havia acontecido no treino, tinha um sabor doce, um frescor que nenhum whatsapp é capaz de proporcionar hoje em dia...

E é muito bom agora, tanto tempo depois, ainda assistir o Reginaldo no seu "Sinal Verde", em outro formato, porque tem de ser assim mesmo, mas sempre perfeito. 

E só lamento não ter guardado o telefone da menina que aparece atrás de mim na foto, a única da nossa excursão.

Sabia tudo de F1 a mocinha que estava com um boné igual ao meu...



FONTE PESQUISADA

MICHELETTI, Marcos Júnior. UM CERTO 7 DE ABRIL, O "SINAL VERDE" DO REGINALDO LEME E A ANSIEDADE POR INFORMAÇÕES DA F1 ANTES DA INTERNET. Disponível em: <http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/um-certo-7-de-abril-o-sinal-verde-do-reginaldo-leme-e-a-ansiedade-por-informacoes-da-f1-antes-da-internet?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter>. Acesso em: 07 de abril 2017.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

22 Anos Depois, Ernesto Paglia Volta a Interlagos Para Lembrar Reportagem Com Ayrton Senna (Vídeo)

Reportagem especial sobre Ayrton Senna



No próximo domingo (13), dia do Grande Prêmio do Brasil 2016, será exibida uma reportagem especial sobre Ayrton Senna no programa Esporte Espetacular da TV Globo. Vocês se lembram daquela volta em um Verona - carro que era usado como Safety Car - que Senna deu em Interlagos com o Jornalista Ernesto Paglia nas vésperas do Grande Prêmio do Brasil de 1994? Então! 22 anos depois, Ernesto Paglia volta a Interlagos para lembrar essa reportagem com o Ayrton. 


22 anos depois, Ernesto Paglia volta a Interlagos para lembrar reportagem em que deu volta com Ayrton Senna pelo circuito. É neste domingo no Esporte Espetacular.

Esporte Espetacular - 08/11/2016




Às véspera do Grande Prêmio do Brasil de 1994, Ayrton Senna, muito bem-humorado, deu uma volta no autódromo de Interlagos com o jornalista Ernesto Paglia

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ayrton Senna - GP Brasil de F1 1990 - Rede Globo (Vídeo)


Desde 1981, o GP do Brasil era disputado no Rio de Janeiro.
Em 1990, o GP voltou para Interlagos e Senna faria sua primeira prova em São Paulo como piloto de F1 (25/03/1990).

Ayrton Senna não esconde sua emoção com a pergunta de Reginaldo Leme e vai as lagrimas pouco antes da largada.
Um momento único na carreira do tri-campeão.

Tive sorte de assistir a F1 na época em que Ayrton Senna corria.
Vencedor dessa prova foi Alain Prost.

Dedico este vídeo ao meu pai.

Por Fabio Marckezini


FONTE PESQUISADA

MARCKEZINI, Fabio. Ayrton Senna - GP Brasil de F1 1990 (Rede Globo). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=DNVDL6Iy0W8>. Acesso em: 08 de junho 2016.


sábado, 14 de novembro de 2015

Senna Num Começo de Ano Desastroso

José Inácio - joseinacio.com
13 de novembro de 2015

Senna abandona o GP do Pacífico 1994

Em 1994 Ayrton Senna teve um início de ano desastroso. Na primeira corrida da temporada (GP do Brasil) Senna rodou com sua Williams e saiu da corrida ao tentar alcançar um Michael Schumacher que corria com um carro alegadamente irregular – tinha controle de tração proibido e o abastecimento de seu carro era mais rápido do que os dos rivais por não utilizar um filtro obrigatório no cano de abastecimento.

Na segunda etapa, em Aida, no Japão, de onde temos as imagens, Senna foi tocado na primeira curva e sai da corrida novamente, com cara de poucos amigos pois sabe que está desperdiçando pontos importantes no campeonato. Na corrida seguinte todos sabemos o que aconteceria… Veja o vídeo amador editado dos momentos pré-GP, da largada malfadada do brasileiro que sai do carro abalroado insatisfeito e do pódio final – o primeiro, aliás, dos 68 que Rubens Barrichello anotaria em sua longeva carreira de 326 GP´s.




FONTE PESQUISADA

INÁCIO, José. Senna num começo de ano desastroso. Disponível em: <http://joseinacio.com/2015/11/13/senna-num-ano-desastroso/>. Acesso em: 13 de novembro 2015.






quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ayrton Senna Narra o Drama e a Emoção de Vencer Pela Primeira Vez Um Grande Prêmio de F1 no Brasil



Depoimento extraído das colunas de Ayrton Senna publicadas na revista QUATRO RODAS

1991



Minha batalha depois da dura vitória

Edição 369 - Abril 1991


Apesar de todo cansaço, vou lembrar para sempre a emoção de receber a bandeirada em Interlagos.

Depois de conseguir em Interlagos uma das vitórias mais emocionantes da minha vida, eu não imaginava que teria um novo desafio em seguida: entrar na minha própria casa, no bairro de Cantareira, em São Paulo. Vocês podem não acreditar, mas foi uma missão quase impossível chegar perto dos meus familiares para comemorar a primeira conquista num GP do Brasil.

Nunca havia recebido tantas visitas. Para entrar pelo portão, eu e os policiais, que estavam escoltando a minha perua, ficamos pelo menos uns dez minutos esperando. Eu gostaria muito de sair do carro e falar com cada um dos meus fãs, mas com tanta gente no local seria mesmo impossível e até perigoso para todo mundo. As pessoas foram, então, se aglomerando em volta do carro. Lá dentro, a impressão era de que estavam amassando tudo. Comentei assustado com o meu irmão. Mas o Leonardo nem se preocupou. “Becão, não liga. Se amassarem, a gente guarda essa perua como troféu e compra outra.” Só mesmo uma vitória no GP do Brasil para ele brincar naquela situação. Se fosse em outro dia...

Acabei entrando em casa por volta das 18 h. Aí então pude, pelo menos, acenar por cima do muro para meus ilustres visitantes. Fiquei um bom tempo ali. Quatro horas depois ainda havia bastante gente no portão. Resolvi voltar e, com a eficiente ajuda dos policiais, pude ficar mais perto dos meus fãs.

Senna na porta da casa dos pais acenando para seus fãs depois da vitória inédita no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1

Estava realmente cansado. O GP em Interlagos foi a prova mais desgastante da minha carreira. Depois de enfrentar os problemas no câmbio a partir da 60.ª volta, cheguei ao pódio com espasmos musculares nos braços. Vocês nem imaginam o sacrifício que foi levantar o troféu. Acho que agradeceria se recebesse apenas uma medalha como na corrida dos Estados Unidos. Mas ganhar só isso não tem muito a ver. Acabei esquecendo a medalha no bolso do macacão. E ficou tudo por lá no caminhão da McLaren em Phoenix.

Ayrton Senna estava tão cansado e dolorido que não conseguia nem levantar o troféu

Apesar de todo cansaço, vou lembrar para sempre a emoção de receber a bandeirada em Interlagos. Principalmente por ter ficado apenas com a sexta marcha nas últimas voltas. Foi uma corrida tão especial que, após ser obrigado a passar por duas sessões de massagens com o fisioterapeuta da equipe (uma no boxe e outra em casa), ainda encontrei forças para assistir a todo o teipe do GP no vídeo. Só fui dormir às 2 h da madrugada.

Ayrton após a vitória dramática no GP Brasil 91

o piloto brasileiro durante a corrida

Na verdade, este início de temporada tem sido perfeito. O primeiro exemplo aconteceu logo na abertura, em Phoenix: vitória de ponta a ponta com pole. Sem contar a vantagem de mais de 40 segundos sobre o segundo colocado. Muitas pessoas dizem que eu forço demais o carro. Não é verdade. A vantagem aberta nos Estados Unidos foi porque o meu McLaren estava ótimo. E eu até poderia ter andado mais rápido. Mas já estava satisfeito com o desempenho do novo modelo MP4/6, que, quase sem nenhum teste, conseguiu colocar 2 segundos por volta em equipes que treinaram durante todo o final do ano passado.

Não me sentia tão bem desde 1988, quando a McLaren tinha um carro tão superior que vencemos quinze das dezesseis corridas. Nos Estados Unidos, ainda fiz minha tradicional escala em Miami, onde revejo uns amigos queridos e ainda aproveito para fazer umas comprinhas. No Brasil... Bem, no Brasil, comemorei meu 31.º aniversário na quinta, dia 21 de março, mas só fui receber o presente no domingo. E que presente!

O campeão já em casa descansando após ganhar pela primeira vez em seu país. Feliz e orgulhoso, ele exibi a garrafa de champanhe, troféu e medalha, símbolos da primeira conquista em sua terra natal. Ganhar um GP no Brasil era um sonho antigo de Ayrton Senna.




FONTE PESQUISADA

20 ANOS SEM SENNA
Edição: Marcio Ishikawa
Produção: Bruno Roberti
Texto e pesquisa: André Biernath, Gian Kojikovski, Rodrigo Furlan e Vitor Matsubara
Edição de arte: Abraão Marcos Corazza
Design: Juliana Moreira
Ilustrações: Felipe Thiroux e Juliana Moreira
Desenvolvimento: André Cabral, Allyson Kitamura, Cah Felix e Leonam Dias
Imagens: Dedoc Abril e Photo-4
Analista de Redes Sociais: Lucas Baranyi

QUATRO RODAS – A voz do ídolo. Disponível em: <http://quatrorodas.abril.com.br/20-anos-sem-senna/?fullsite#>. Acesso em: 08 de outubro 2015.