Mostrando postagens com marcador Ron Dennis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ron Dennis. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

F1 1991 - Hungria, França e Espanha (Fotos)


O vencedor da corrida Ayrton Senna comemora no pódio.
Grande Prêmio da Hungria, Hungaroring, 11 de agosto de 1991

Data: domingo, 11 de agosto de 1991
Localidade: Hungaroring, Hungria
Fotógrafo: Sutton Images


Race winner Ayrton Senna celebrates on the podium.
Hungarian Grand Prix, Hungaroring, 11 August 1991

Date taken: Sunday, August 11, 1991
Location: Hungaroring, Hungary
Photographer: Sutton Images




O pódio (da esquerda para a direita): Alain Prost (FRA) Williams em segundo; Jean Marie Balestre, Presidente da FISA; Nigel Mansell (GBR) Williams, vencedor da corrida; O presidente francês François Mitterand; Ayrton Senna (BRA) McLaren (obscurecido).
Grande Prêmio da França, Magny-Cours, 7 de julho de 1991.

Data: domingo, 07 de julho de 1991
Fotógrafo: Sutton Images


The podium (L to R): Alain Prost (FRA) Williams second; Jean Marie Balestre President FISA; Nigel Mansell (GBR) Williams race winner; French President Francois Mitterand; Ayrton Senna (BRA) McLaren (obscured).
French Grand Prix, Magny-Cours, 7 July 1991.

Date taken: Sunday, July 07, 1991
Photographer: Sutton Images




Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, se prepara no grid.
Grande Prêmio da Espanha, Barcelona, 29 de setembro de 1991

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, prepares on the grid.
Spanish Grand Prix, Barcelona, 29 September 1991

Photographer: Sutton Images







Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, 5º lugar.
Grande Prêmio da Espanha, Barcelona, 29 de setembro de 1991

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, 5th place.
Spanish Grand Prix, Barcelona, 29 September 1991

Photographer: Sutton Images

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Desclassificação Mantida

Suzuka 1989

A McLaren defendeu Senna no processo, e Ron Dennis concedeu uma dura entrevista coletiva na qual destacou a jurisprudência de outros casos nos quais pilotos cortaram a chicane sem levar vantagem e não foram punidos. É claro que a FIA presidida por Balestre não aceitou a apelação da McLaren e manteve a desclassificação a Senna, que acusou os dirigentes de manipular o desfecho do campeonato.

Fonte: https://ayrtonsennavive.blogspot.com/2019/10/senna-x-prost-auge-da-guerra-teve.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

F1 1991 - França, Canadá e Brasil



Ron Dennis (GBR), Boss da McLaren, fala com seu piloto Ayrton Senna, à esquerda.
Grande Prêmio da França, Magny-Cours, 7 de julho de 1991

Data: domingo, 07 de julho de 1991
Fotógrafo: Sutton Images

Ron Dennis(GBR) Mclaren Boss talks with his driver Ayrton Senna, left.
French Grand Prix, Magny-Cours, 7 July 1991

Date taken: Sunday, July 07, 1991
Photographer: Sutton Images





 Ayrton Senna dá uma volta no paddock.
Grande Prêmio da França, Magny-Cours, 7 de julho de 1991

Data: domingo, 07 de julho de 1991
Fotógrafo: Sutton Images

Ayrton Senna takes a walk around the paddock.
French Grand Prix, Magny-Cours, 7 July 1991

Date taken: Sunday, July 07, 1991
Photographer: Sutton Images





Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6 lidera Alain Prost.

Grande Prêmio do Canadá, Montreal, 2 de junho de 1991

Fotógrafo: Sutton Images

Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6 leads Alain Prost.

Canadian Grand Prix, Montreal, 2 June 1991

Photographer: Sutton Images





Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, DNF.

Grande Prêmio do Canadá, Montreal, 2 de junho de 1991

Fotógrafo: Sutton Images

Ayrton Senna (BRA) McLaren MP4/6, DNF.

Canadian Grand Prix, Montreal, 2 June 1991

Photographer: Sutton Images





O vencedor da corrida Ayrton Senna lidera desde o início, quando Nigel Mansell dá o salto em seu companheiro de equipe Riccardo Patrese.

GP do Brasil, São Paulo, Brasil, 24 de março de 1991

Race winner Ayrton Senna leads the field from the start as Nigel Mansell gets the jump on his team mate Riccardo Patrese.

Brazilian GP, Sao Paulo, Brazil, 24 March 1991



terça-feira, 10 de setembro de 2019

Há 30 anos, Alain Prost venceu em Monza e, irritado com a McLaren, jogou troféu para torcida

Por Fred Sabino
Repórter do Grupo Globo e produtor do quadro Histórias da F1

Rompido com Ayrton Senna e Ron Dennis, francês fez gesto para provocar dirigente; na prova, contou com abandono do brasileiro, que liderava folgadamente desde as primeiras voltas


Rio de Janeiro

10/09/2019 07h00  Atualizado há 4 horas


Getty Images

O dia 10 de setembro de 1989, há exatos 30 anos, portanto, foi o da maior demonstração pública do conturbado divórcio entre Alain Prost e a McLaren. Após vencer o GP da Itália, o francês, já confirmado como piloto da Ferrari na temporada seguinte, fez uma afronta monumental ao chefão da equipe inglesa, Ron Dennis: simplesmente jogou o troféu da vitória para a torcida ferrarista - por contrato, as taças dos pilotos sempre iam para a coleção do time.

A revolta de Prost era por um suposto favorecimento da Honda, fornecedora de motores da McLaren, a Ayrton Senna. O francês acusava a montadora de produzir unidades mais adequadas ao estilo de pilotagem do brasileiro e ainda de fornecer propulsores piores para ele. Isso nunca ficou provado, mas o episódio em Monza foi mais um capítulo da guerra deflagrada na McLaren em 1989.


Alain Prost rompeu com Ayrton Senna e a McLaren durante a temporada 1989 — Foto: Getty Images

Depois de uma temporada de 1988 sem grandes dramas, a relação entre Senna e Prost se deteriorou após um episódio em San Marino, no qual o brasileiro tinha quebrado um acordo para que não houvesse disputas entre eles nas primeiras voltas das corridas. Insatisfeito, o francês, embora tenha tomado o comando do campeonato graças a vários abandonos de Senna, se acertou com a Ferrari.

Em Monza, Senna sabia que precisava da vitória a qualquer preço para seguir descontando a desvantagem em relação ao francês - naquela altura, de 11 pontos. Ayrton fez mais uma daquelas poles positions espetaculares, 1s014 à frente de Gerhard Berger (Ferrari) e com uma vantagem de 1s790 sobre Prost, apenas o quarto colocado.


Ayrton Senna acelera McLaren em Monza, em 1989 — Foto: Getty Images

Senna despachou todo mundo de cara e fez uma corrida à parte, sempre abrindo em relação aos seus adversários. Prost seguiu em quarto até a volta 21, quando finalmente passou Mansell na aproximação para a Variante della Roggia.

Apenas na 41ª de 53 voltas, o francês superou Berger na reta dos boxes para estabelecer a dobradinha da McLaren. Mas a essa altura, Senna já tinha humilhantes 22 segundos de vantagem para o francês. Nada parecia deter o brasileiro.


Nigel Mansell e sua Ferrari não chegaram ao fim da prova em Monza, em 1989 — Foto: Reprodução

Ironicamente, o motor Honda de Ayrton explodiu a nove voltas da bandeirada na aproximação para a Parabolica. O óleo nos pneus traseiros fez o brasileiro rodar e ficar ao contrário, para delírio dos torcedores italianos, que já viam Prost como seu novo ídolo mesmo sem ele ter estreado na Ferrari.

- Cinco voltas antes de eu abandonar, a lâmpada indicando problemas no circuito de óleo acendia às vezes, depois com mais e mais frequência. Reduzi significativamente meu ritmo, mas não havia mais nada a fazer - lamentou Senna.


Ayrton Senna pouco antes de abandonar o GP da Itália de 1989 — Foto: Getty Images

Com tranquilidade, Prost tocou tranquilo para a sua quarta vitória no campeonato, o que lhe fez abrir 20 pontos de vantagem sobre Senna. Uma diferença que parecia ser definitiva, pois só faltavam quatro corridas para o fim da temporada.

No pódio, o então bicampeão mundial comemorou com os ferraristas e decidiu provocar Ron Dennis na frente de milhares de pessoas. É claro que o dirigente ficou furioso, e chegou a ser aventada a possibilidade de Prost nem terminar a temporada pela McLaren. Depois, uma nota cheia de salamaleques esfriou a polêmica.


Alain Prost ergue o troféu no GP da Itália de 1989 antes de jogá-lo para a torcida — Foto: Reprodução

- Nossos dois motores não eram idênticos. Eu passo por idiota porque meus motores funcionam bem de tempos em tempos, às vezes muito mal. "Mau perdedor", eu ouço tudo... Estou cansado disso. O resto da temporada será horrível. Felizmente, com vinte pontos à frente hoje, tenho que ir até o fim! - comentou Prost.

Prost tinha razão ao dizer que o restante da temporada seria horrível, ainda mais com o acidente provocado por ele no Japão para impedir a vitória de Senna. Mas isso fica para outro post.



FONTE PESQUISADA

SABINO, Fred. Há 30 anos, Alain Prost venceu em Monza e, irritado com a McLaren, jogou troféu para torcida. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2019/09/10/ha-30-anos-alain-prost-venceu-em-monza-e-irritado-com-a-mclaren-jogou-trofeu-para-torcida.ghtml>. Acesso em: 10 de setembro 2019.




domingo, 1 de setembro de 2019

Mônaco 1990 e Austrália 1990 (Fotos)


Ayrton Senna (McLaren Honda), 1ª posição, se prepara para se classificar sob o olhar atento do chefe da equipe da McLaren, Ron Dennis.
Grande Prêmio de Mônaco 1990.
Monte Carlo, Mônaco.
25-27 de maio de 1990.
Direitos autorais do mundo: Steven Tee

1990 Monaco Grand Prix.
Monte Carlo, Monaco.
25-27 May 1990.
Ayrton Senna (McLaren Honda), 1st position, prepares to qualify under the watchful eye of McLaren team boss Ron Dennis, portrait.
World Copyright - Steven Tee


Ayrton Senna é entrevistado
GP da Austrália - Adelaide, Austrália, 4 de novembro de 1990

Ayrton Senna is interviewed
Australian GP - Adelaide, Australia, 4 November 1990


Ayrton Senna lidera desde o início
GP da Austrália - Adelaide, Austrália, 4 de novembro de 1990

Ayrton Senna leads away from the start
Australian GP - Adelaide, Australia, 4 November 1990


terça-feira, 16 de julho de 2019

Austrália 1990 (Com o Chefe da Equipe McLaren Ron Dennis) (Fotos)


Ayrton Senna com o chefe da McLaren Ron Dennis
GP da Austrália - Adelaide, Austrália, 4 de novembro de 1990

Ayrton Senna with McLaren supremo Ron Dennis
Australian GP - Adelaide, Australia, 4 November 1990


Ayrton Senna (BRA) McLaren e Ron Dennis (GBR), diretor executivo da Mclaren.
Grande Prêmio da Austrália, Adelaide, Austrália, 4 de novembro de 1990

L-R Ayrton Senna (BRA) McLaren and Ron Dennis (GBR) Mclaren Chief Executive.
Australian Grand Prix, Adelaide, Australia, 4 November 1990


Ayrton Senna (BRA), McLaren MP4-5B, GP da Austrália - Adelaide, Austrália, 4 de novembro de 1990

Ayrton Senna(BRA), McLaren MP4-5B, Australian GP - Adelaide, Australia, 4 November 1990


sexta-feira, 23 de março de 2018

Senna e Rubinho Juntos em 1993? Segundo Eddie Jordan, Houve Uma Sondagem


Ex-dono de equipe revelou que tricampeão chegou a conversar com ele sobre a possibilidade de correr na sua equipe, enquanto fazia "plano teatral" com Ron Dennis para ficar na McLaren


Por Fred Sabino, Rio de Janeiro
22/03/2018 13h00  Atualizado 22/03/2018 13h00
GloboEsporte.com - globoesporte.globo.com

Amigos, é com grande alegria que abro este novo espaço no GloboEsporte.com. O Memória F1 nasceu para relembrar histórias da categoria, com seções que vocês vão conhecer aos poucos, entrevistas com personagens históricos, bastidores e curiosidades, muitas curiosidades. E nesta semana em que Ayrton Senna completaria 58 anos, conto uma história muito curiosa, e quase desconhecida, do tricampeão.

Depois de um decepcionante quarto lugar no Mundial de 1992, com apenas três vitórias enquanto as "Williams de outro planeta" (como o próprio Ayrton as chamava) atropelavam a concorrência, Senna iniciou o ano de 1993 repleto de dúvidas: ficar na McLaren sem a Honda (que abandonara a F1) e com motor Ford de segunda especificação? Ir para a Fórmula Indy com ajuda do amigo Emerson Fittipaldi? Tirar um ano sabático como fizera o rival Alain Prost? Deixar de vez a Fórmula 1?

Nesse complexo cenário, Senna e o chefão da McLaren, Ron Dennis, desenvolviam um plano teatral para convencer a Marlboro, então patrocinadora principal da equipe, a pagar as exorbitantes exigências salariais de Ayrton, que, na real, queria testar primeiro o modelo MP4/8 com o confiável - mas não tão potente - motor Ford antes de tomar qualquer decisão. Enquanto se dava o complexo jogo de blefe e contra-blefe, surgiu uma sondagem que quase ninguém soube à época, e até mesmo depois disso não teve repercussão.

Barrichello durante o GP da África do Sul de 1993 (Foto: Getty Images) 

Em seu terceiro ano na Fórmula 1, a Jordan já havia anunciado o novato Rubens Barrichello, de 20 anos, como piloto titular, mas ainda tinha um cockpit vago. Para a maior parte dos pilotos era um assento interessante. A despeito de ter marcado apenas um ponto em 1992 com o terrível motor Yamaha, a Jordan era uma equipe bem organizada e com recursos bastante razoáveis. Teria um carro novo em folha projetado por Gary Anderson e os confiáveis motores Hart V10. Foi aí que, pasmem vocês, apareceu Ayrton Senna!

Em livro publicado apenas na Europa sobre a carreira de Rubens Barrichello (Editora Haynes, 2005), o experiente e renomado jornalista britânico David Tremayne - aliás, uma figura querida dos jornalistas brasileiros - revelou uma conversa que teve com Eddie Jordan, na qual o ex-dono de equipe e hoje comentarista contou que Senna chegou a abrir negociações com ele para 1993.

Sem saber se ficaria na F1, Sennna chegou a testar um Fórmula Indy no fim de 1992 (Foto: Reprodução / Twitter) 

Jordan tinha praticamente fechado com Martin Brundle, mas este foi para a Ligier na última hora, o que manteve a segunda vaga em aberto. Para quem não sabe ou lembra, Senna foi rival ferrenho de Eddie Jordan e de Brundle no épico campeonato inglês de Fórmula 3 em 1983, vencido pelo brasileiro. Mas a relação entre Senna e Jordan se manteve cordial, e o tricampeão fez contato, segundo Eddie.

Como todas as demais vagas importantes do grid estavam fechadas, Senna queria ter pelo menos na manga uma possibilidade de vaga (improvável, é verdade), e não ficar um ano parado caso naufragasse o plano teatral com a McLaren, que tinha confirmado Michael Andretti e já deixara de sobreaviso o futuro campeão Mika Hakkinen. Parece impensável ainda hoje, mas pelo menos segundo Eddie Jordan, a ideia de uma dupla entre Senna e Barrichello chegou a existir. Seria, claro, uma espécie de contrato-tampão, já que Ayrton queria mesmo a Williams, o que aconteceria apenas em 1994.


Ayrton Senna conquistou cinco vitórias em 1993, uma delas considerada uma atuação épica, em Donington Park (Foto: Divulgação/McLaren)

No fim das contas, Senna testou o McLaren-Ford e gostou. Conseguiu ainda êxito no plano teatral com Ron Dennis e arrancou 1 milhão de dólares por corrida da equipe, primeiro assinando contratos prova a prova, e, a partir da sétima etapa (França), com um compromisso até o fim do ano. Conquistou vitórias memoráveis, cinco no total, e conseguiu um vice-campeonato brilhante, a apenas 26 pontos de Prost, que tinha uma Williams-Renault no auge das forças, graças à potência do motor Renault e à eletrônica embarcada.

Como Ayrton infelizmente não está mais entre nós para comentar esse "causo", fica o dito pelo não dito, e essa negociação entre Senna e Jordan se torna uma daquelas famosas histórias de bastidores.

Mas que seria incrível ver Ayrton e Rubinho juntos, ah, isso seria...




FONTE PESQUISADA


SABINO, Fred. Senna e Rubinho juntos em 1993? Segundo Eddie Jordan, houve uma sondagem. Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/memoria-f1/post/2018/03/22/senna-e-rubinho-juntos-em-1993-segundo-eddie-jordan-houve-uma-sondagem.ghtml>. Acesso em: 23 de março 2018.

sábado, 23 de setembro de 2017

Ayrton Senna Faz Reunião Com Ron Dennis e Sai Chateado (Vídeo)

Cavalheiro, Ayrton abre a porta do carro para amada após deixarem a reunião


Ayrton Senna acompanhado de Adriane Galisteu faz reunião com Ron Dennis para tratar de contrato na McLaren F1 e saí muito chateado. Pode ser na ocasião que Ayrton não renovou o contrato com a equipe. O piloto é confortado por Adriane.

Inglaterra - Ano 1993.

Vídeo extraído do documentário Ayrton Senna Documentary da BBC de 1995.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ron Dennis, Ex-Chefe de Ayrton Senna, Deixa a McLaren

Depois de tanto tempo servindo a McLaren, Ron Dennis é chutado da equipe

Ron Dennis, Ex-Chefe de Ayrton Senna, Deixa a McLaren

Depois de 35 anos, Dennis foi afastado pelos sócios da equipe. Desde 1980, McLaren faturou na F1 dez títulos mundiais de pilotos e sete de construtores

Por Da redação access_time 15 nov 2016, 19h21 - Atualizado em 15 nov 2016, 19h50 

Ron Dennis e Ayrton Senna: três títulos para o brasileiro (Gamma-Rapho/Getty Images)

A McLaren confirmou nesta terça-feira a saída do antigo diretor executivo da escuderia, Ron Dennis. O dirigente foi obrigado a renunciar ao cargo na equipe onde trabalhava desde 1980, período em que liderou o time inglês em uma época bastante vitoriosa na Fórmula 1, como nos três títulos mundiais de Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991). Dennis é dono de 25% do grupo McLaren e as outras fatias pertencem ao magnata saudita Mansour Ojjeh (25%) e ao grupo de investidores do Bahrein chamado Mumtalakat, detentor de 50%. Ambos decidiram não renovar o contrato de Dennis, que acaba em janeiro. Assim, ele optou por sair da escuderia.

Em comunicado, Dennis criticou a decisão dos sócios. “Estou decepcionado com a decisão dos principais acionistas da McLaren. Eles me forçaram a assumir uma licença remunerada, apesar das recomendações do restante da equipe de gestores sobre potenciais consequências dessas ações no negócio.”

A McLaren viveu brigas internas pelo comando nos últimos anos. O próprio Dennis tentou apelar à Justiça contra a decisão dos demais sócios de afastá-lo. A imprensa inglesa especula que um grupo chinês deve comprar a equipe por cerca de 7 bilhões de reais.

Nos 36 anos de Ron Dennis como chefe, a McLaren faturou 10 títulos mundiais de pilotos e sete de construtores. Na atual temporada, com o inglês Jenson Button e o espanhol Fernando Alonso, a equipe é a apenas a sexta colocada no campeonato dos construtores.


(Com Estadão Conteúdo)



FONTE PESQUISADA

VEJA - Ron Dennis, ex-chefe de Ayrton Senna, deixa a McLaren. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/esporte/ron-dennis-ex-chefe-de-ayrton-senna-deixa-a-mclaren/>. Acesso em: 18 de novembro 2016.















domingo, 3 de abril de 2016

Adriane Galisteu Fala Sobre o Machismo Dentro do Circo da Fórmula 1

Mulheres

Por ADRIANE GALISTEU


São Paulo, domingo, 23 de outubro de 1994
Folha de São Paulo - folha.uol.com.br


Mulheres são figurantes. Já na minha primeira viagem aos bastidores do circuito, em Mônaco, a Fórmula 1 me ensinou essa lição. Sem meias palavras. O jogo é viril, o combustível fede e as estrelas fazem xixi de pé. Mulheres, namoradas, amantes enfeitam o cenário com seus rostinhos bonitinhos e corpinhos apetitosos. Se quiserem um papel menos subalterno, que tratem bem de seus companheiros –em casa.

Digo sem ressentimento, porque do meu namorado eu tinha o que queria: amor, atenção, carinho, mãos dadas, acesso a setores proibidos, beijos roubados atrás dos boxes. Éramos o casal in love por excelência. Mas que é diferente da Fórmula Indy, por exemplo –pelo menos da Fórmula Indy como se vê na TV, não há a menor dúvida. Na Indy, mulheres permanecem nos boxes, cronometram o tempo, torcem, vibram e pulam no pescoço de seus heróis vitoriosos. Vão vestidas para a festa, naquele estilo faroeste: botas, chapelões e cabelos de mecha.

Na Fórmula 1, o figurino é jeans, camiseta e tênis. E os primeiros roncos dos motores espaventam as companheiras. Elas se metem nos motorhomes, para assistirem pelos monitores, somem nos camarotes dos patrocinadores, recolhem-se ao decorativo dever de coadjuvantes, como aqueles grã-finos falsos das novelas do Gilberto Braga. Algumas, cansadas de fazer a bonequinha de luxo, nem comparecem aos autódromos.

Vi o chefão da McLaren, Ron Dennis, cortar um dia as asinhas da mulher de Michael Andretti, a Sandy, por sinal bela figura. Acostumada aos hábitos da Indy, ela achou que poderia extravasar sua emoção perto da pista. Em compensação, a Fórmula 1, quando as máquinas se calam, é um dos lugares de maior densidade erótica do planeta –paqueras e tietagens explícitas. Não por acaso, alguns pilotos de GP trocam de mulheres como trocam de pneus. Eu disse: alguns.

Trecho extraído do livro "Caminho das Borboletas"


FONTE PESQUISADA

GALISTEU, Adriane. Mulheres. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/10/23/esporte/10.html>. Acesso em: 03 de abril 2016.