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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Como uma briga envolvendo Senna ajudou Galvão Bueno a sair da Globo

 tvhistoria.com.br

 22 de setembro de 2021 | 00:45

Após muitas décadas, a Globo deixou de exibir Fórmula 1 neste ano, perdendo os direitos de competição para a Band após não chegar a acordo com a Liberty Media, proprietária da categoria.


A história da competição com a emissora carioca teve início nos anos 1970, quando Emerson Fittipaldi corria pela Lotus e faturava o primeiro título para o Brasil. Desde então, fomos testemunhas do sucesso de Nelson Piquet e de Ayrton Senna (1960-1994), além das vitórias de Rubens Barrichello e Felipe Massa. A Globo investia muito nas transmissões e o esporte caiu no gosto popular graças às conquistas dos pilotos brasileiros nas pistas do mundo.

Sem sombra de dúvidas, existem dois personagens que ajudaram a popularizar a F1 no Brasil: Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Os dois comandaram inúmeras e memoráveis transmissões, com uma química forte, seja na narração apaixonada do Galvão, seja nos comentários técnicos de Reginaldo. Porém, esse “casamento” teve seus altos e baixos e quase teve uma ruptura por conta de uma briga envolvendo Ayrton Senna.



Em 1990, Senna disputava o bicampeonato contra Alain Prost, ganhador do campeonato do ano anterior de forma nenhum pouco esportiva. Naquele GP do Japão, antes da primeira curva da volta inicial, Senna bateu em Prost e os dois saíram da corrida, fazendo com que o piloto brasileiro se tornasse bicampeão.

Reginaldo, que estava cobrindo o evento no Japão, não poupou críticas à atitude de Senna na corrida, o que irritou Galvão, amigo do piloto. Durante a exibição, eles não trocavam palavras, o contato era mínimo.



No livro Ayrton – O Herói Revelado, de Ernesto Rodrigues, a irritação de Galvão foi tão grande que ele ameaçou abandonar a narração, sendo impedido por Marco Mora, coordenador da transmissão.

O auge das críticas de Reginaldo a Senna foi durante o pódio do grande prêmio, vencido por Nelson Piquet. O comentarista elogiou Piquet e afirmou: “Nelson Piquet: é de gente como você, é de homem como você que o esporte brasileiro precisa”, alfinetando o rival. Galvão ignorou e exaltou Senna, dizendo que ele era, de fato, o campeão do ano.

Ayrton soube dos comentários e rompeu com Reginaldo: a partir disso, os dois não se falaram mais. A solução encontrada pela Globo foi contratar Roberto Cabrini, que fazia a cobertura do campeonato pelo SBT, para entrevistar o piloto brasileiro. Na temporada de 1991, a emissora carioca teve que fazer malabarismo por conta de toda essa briga.


Esse desentendimento pesou nos planos de Galvão para sair da Globo e seguir o caminho de Luciano do Valle que, além de narrador, era também um empresário do esporte.

Para esse tipo de trabalho, não haveria espaço para ele na emissora. Galvão acabou indo para a pequena Rede OM, em 1992, cuidando do departamento de esporte e transmitindo a Libertadores da América daquele ano.

Essa empreitada não deu certo e, em 1993, Galvão voltou para a Globo. Em 1992, Reginaldo Leme fez as pazes com Ayrton Senna e voltou às boas também com o narrador, tendo trabalhado no canal até 2019. Atualmente, está justamente na Band, trabalhando na cobertura da categoria.


FONTE PESQUISADA

MARCKEZINI, Fabio. Como uma briga envolvendo Senna ajudou Galvão Bueno a sair da Globo. Disponível em:<https://tvhistoria.com.br/senna-ajudou-galvao-bueno-sair-globo/>. Acesso em: 22 de setembro 2021.

domingo, 29 de setembro de 2019

Após acidente de Donnelly, Senna fez reflexão histórica: "Até quando você vai resistir a tudo isso?"

Batida do inglês no circuito de Jerez de la Frontera deixou brasileiro abalado, e, após ver colega no hospital, piloto da McLaren deu depoimento a Galvão Bueno sobre os riscos da Fórmula 1

Rio de Janeiro

28/09/2019 06h00  Atualizado há 15 horas


Getty Images

Um dos momentos mais difíceis da carreira de Ayrton Senna aconteceu num dia 28 de setembro como hoje: em 1990, o brasileiro viu de perto o colega Martin Donnelly ficar entre a vida e a morte após um violentíssimo acidente na curva Ferrari do circuito de Jerez de la Frontera e, depois de ver o inglês em estado gravíssimo no centro médico da pista, fez uma reflexão histórica e inédita até então, numa entrevista a Galvão Bueno que iria ao ar no especial de 40 anos da F1 na TV Globo:

- Quando você vê situações como essa, pensa se... Até quando você vai resistir a tudo isso? Se você vai passar por tudo isso e sair ileso, sair bem, não só fisicamente, mas psicologicamente? Será que depois de tanto sucesso, não está na hora de... dar um tempo?

Martin Donnelly sofreu gravíssimo acidente em Jerez, em 1990 — Foto: Reprodução

Era o treino de classificação de sexta-feira do GP da Espanha, e Donnelly bateu a cerca de 250 km/h num guard rail pessimamente posicionado, com pouquíssima - para não dizer nenhuma - área de escape, sem caixa de brita, nada... Imediatamente, o inglês ficou desacordado, e, numa cena chocante, ficou estirado no meio da pista, com as pernas tortas. Nelson Piquet atravessou sua Benetton para impedir que algum outro carro atropelasse Martin.

Como seu companheiro na equipe Lotus, Derek Warwick, disse tempos depois, não era possível imaginar que Donnelly escapasse com vida. Mas o dr. Sid Watkins, médico oficial da Fórmula 1, agiu com rapidez e destreza. Ressucitou Martin de uma parada cardíaca ali mesmo, e o piloto foi levado para o centro médico. Lá já estava Ayrton Senna, que invadira o local.

Ayrton Senna conversa com Syd Watkins e Jackie Oliver após acidente de Martin Donnelly — Foto: Reprodução

Donnelly teve traumatismo craniano, fraturas na perna direita, clavícula direita, tíbia, fíbula e fêmur da perna esquerda, além de lesões pulmonares e no pescoço. Quando a condição foi minimamente estabilizada, o inglês foi transferido para o Hospital Virgen del Rocio de Sevilha, onde seguiu-se uma longa recuperação.

Enquanto isso, muita coisa se passava na cabeça de Ayrton Senna. Tido como arrojado e destemido, o campeão de 1988 via diante de si um questionamento sobre toda uma trajetória, iniciada com um kart construído pelo pai Milton e empurrado por um motor de um cavalo. Ver Donnelly de perto era, claro, uma preocupação de colega, mas também uma autoanálise.

Ayrton Senna antes de conquistar a pole em Jerez, em 1990 — Foto: Getty Images

Quarenta minutos após a bandeira vermelha, a pista foi liberada. Ayrton cerrou os dentes, entrou de novo na pista e foi o único a baixar o tempo da casa de 1m19 ao cravar o novo recorde do circuito, 1m18s900, contra 1m19s643 do companheiro Gerhard Berger, enquanto Alain Prost foi apenas o quarto, atrás de Jean Alesi.

No sábado, já com as notícias de que Donnelly estava num quadro mais estável, Ayrton fez uma volta ainda mais impressionante: 1m18s387, após desviar por milímetros dos carros de Olivier Grouillard e Nelson Piquet. Quinquagésima pole position na carreira, 0s437 à frente de Alain Prost.

Ayrton Senna abraça pai Milton após conquistar a pole em Jerez, em 1990 — Foto: Getty Images 

Depois de chorar, abraçar o pai Milton e de conversar com os jornalistas, Ayrton fez nova reflexão, em depoimento que foi ao ar no documentário "Senna", em 2011:

- Estava nos boxes quando ouvi que tinha havido um acidente, que era Donnelly, que era ruim, e fui para o local. Um milhão de coisas vieram para a minha cabeça, mas eu concluí que não iria desistir da minha paixão. Eu precisava apenas me controlar, andar e voltar ao carro de novo, fazer melhor do que eu já tinha feito até então. Era a forma de superar o impacto do acidente. Eu não estava pronto para desistir. Era a minha paixão, a minha vida. Ouvi que ele estava fora de perigo, o que era demais dado o que aconteceu, mas aquilo poderia acontecer com qualquer um de nós. Há coisas que você pode calcular, mas outras que são inesperadas. E são essas inesperadas que são mais perigosas... Espero que essas coisas não aconteçam no futuro.

Senna abandonou GP da Espanha de 1990 com problemas no carro — Foto: Getty Images

Senna podia conquistar o bicampeonato em Jerez de la Frontera desde que vencesse a corrida, independentemente do resultado de Prost. Independentemente disso, o francês deveria ganhar a prova ou terminar em segundo, desde que Ayrton não fosse o vencedor.

O brasileiro liderou a prova até a troca de pneus, mas Prost assumiu a liderança após um pit stop mais rápido da Ferrari. Depois, um radiador furado tirou Senna da prova, e o francês venceu, o que adiou a decisão do título para o Japão. Ironicamente, um acidente fortíssimo causado por Senna definiu o campeonato em favor do brasileiro.



FONTE PESQUISADA

SABINO, Fred. Após acidente de Donnelly, Senna fez reflexão histórica: "Até quando você vai resistir a tudo isso?". Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/blogs/f1-memoria/post/2019/09/28/apos-acidente-de-donnelly-senna-fez-reflexao-historica-ate-quando-voce-vai-resistir-a-tudo-isso.ghtml>. Acesso em: 29 de setembro 2019. 

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Galvão Bueno Tentou Promover Xuxa Como Viúva Oficial de Ayrton Senna


SENNA VIVE OPINIÃO
*As opiniões mais relevantes dos fãs, dadas através dos canais de comunicação do Senna Vive.



"Também guardo este exemplar, como forma de reverenciar uma parte da história do maior ídolo brasileiro. O Galvão pegou outra viúva [ela se refere a Xuxa] debaixo do braço e tentou enfiar goela abaixo dos brasileiros. Não adiantou. Todos sabiam quem era NAMORADA dele. Lembro-me perfeitamente, que no dia do velório a Globo transmitia tudo e entrevistava pessoas próximas ao Ayrton. Um depoimento, me marcou muito. O do preparador físico dele, o Nuno Cobra. Disse ele: O Ayrton estava estimulando a Adriane a aperfeiçoar o Inglês, queria a sua companhia a todo instante. Ainda finalizou dizendo que 'Isso são desejos de quem está com intenções de dar maiores passos numa relação, como casar e constituir uma família.' E que ele percebia que quando o Ayton estava com a Adriane ele era mais feliz. - Dulce Cordoni (05/06/2017)

Xuxa e Galvão no velório de Ayrton Senna

Isso do Galvão também percebi, ele tentou promover a Xuxa como viúva do Ayrton, assim como a família do piloto. Ficou o tempo todo ao lado da Xuxa no velório e puxando o saco da família, aceitando tudo aquilo que a família estava fazendo com Adriane. Em nenhum momento foi falar com Adriane, confortá-la, dar os pêsames para ela. Galvão era amigo do casal e frequentava a casa do Ayrton no Algarve. Ele e a esposa dele jantaram várias vezes com o casal. Depois fingiu que nunca tinha visto a Adriane na vida no velório. Ele é maior baba ovo dessa gente (família do Ayrton), diga-se de passagem. Até no livro “Ayrton, o Herói Revelado”, ele exaltou a Xuxa de uma forma muito exagerada e diminuiu a Adriane na única vez que falou dela na entrevista para o livro. Ele e um dos antigos donos do falido Banco Nacional, Marcos Magalhães Pinto. Ambos amigos do Casal Senna e Galisteu. Os dois babaram tanto o ovo da Xuxa no livro que deu nojo. Esse outro tal de Marcos - Marquinhos do Banco Nacional fez igualzinho o Galvão no livro. Depois de tudo que fez, hoje fica se fazendo de inocente e que gosta da Adriane. Falso! 

Ele é muito falso, não acredito também quando chora pela morte do Ayrton.

*Tem vídeos do Galvão abraçando, confortando, a Xuxa no funeral, ao lado da apresentadora e também ao lado da família do Ayrton. Depois estarei postando.