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sábado, 26 de junho de 2021

Senna foi contra o primeiro carro de rua da McLaren, mas seu chefe ignorou

O piloto brasileiro era um visionário e o desenvolvimento e produção do McLaren P1 realmente prejudicaram o desempenho da equipe na F1 nos anos seguintes

Por Charles Marzanasco 25 jun 2021, 09h51
Quatro Rodas - quatrorodas.abril.com.br

O protótipo foi adesivado com as cores do carro da F1 Divulgação/Divulgação

Esta nem o Google sabe. Entrei no gigante das buscas da internet para ver se ele me indicava alguma notícia a respeito, e nada. Estou falando do conselho que o Ayrton Senna deu a Ron Dennis, seu chefe e dono da equipe McLaren, para que ele não fizesse o tão sonhado McLaren de rua.

A conversa se passa entre 1989 e 1990, tempo em que os carros da equipe inglesa eram quase imbatíveis  nas pistas da Fórmula 1. A McLaren faturou quatro campeonatos de construtores seguidos: 1988, 1989, 1990 e 1991. E eu soube dessa história pelo Leonardo Senna, irmão do piloto. Ele contou que, na ocasião, o Ayrton alertou o patrão de que o carro de rua dividiria a atenção da McLaren entre as corridas e a fábrica do superesportivo, o que certamente prejudicaria os resultados nas pistas.

Mas não adiantou. Ron Dennis seguiu em frente e, em maio de 1992, lançou o McLaren F1, um superesportivo que foi uma grande sensação na estreia e até hoje é cultuado por entusiastas do mundo todo.

Mclaren Senna em seu lançamento no Brasil, no autódromo de Interlagos Divulgação/Quatro Rodas 

386,7 km/h graças à aerodinâmica revolucionária e ao baixo peso, de 1.140 kg, com chassi de fibra de carbono e motor de alumínio (BMW V12 6.1 com 600 cv). Só não foi um sucesso nas vendas porque era realmente muito caro.

O tempo, porém, mostrou que o Senna estava certo. Já em 1991, ele teve que se virar nos trinta para conquistar o seu terceiro título mundial (o primeiro foi em 1988 e o segundo, em 1990), lutando contra o Williams de Nigel Mansell e o Ferrari de Allan Prost.

E ele sentia que ficaria ainda mais difícil ganhar outros títulos a partir do ano seguinte, quando a McLaren começaria a produzir o carro de rua cujo projetista, tirado do time de competição, foi ninguém menos que Gordon Murray, conhecido como “o mago dos projetos da Fórmula 1”.

Nos anos seguintes, mesmo com o piloto operando milagres conseguindo vitórias em pistas de rua e nas corridas com chuva, o desempenho da McLaren foi decepcionante, principalmente quando comparado com a Williams do campeão de 1992, Nigel Mansell, e do tetra de Prost, em 1993. Sabe quando a McLaren voltou a ser campeã? Somente sete anos depois, em 1998, com Mika Hakkinen, justamente no ano em que parou de produzir o superesportivo.

O carro foi customizado com as cores do McLaren utilizado por Ayrton Senna nos anos 1990 
Divulgação/Quatro Rodas

O Ayrton sempre me impressionou por ter uma visão bem acima da média. E esse caso do McLaren não foi o único. Nunca me esqueço da vez em que lhe fiz uma pergunta, após a coletiva de imprensa do GP Brasil de 1991 – quando ele ganhou pela primeira vez em Interlagos, com aquele final eletrizante
depois de ter ficado com apenas a sexta marcha: “Na coletiva, você falou que seu McLaren ainda precisa melhorar para se tornar mais competitivo, mas como assim se você fez as poles e venceu as corridas dos dois primeiros GPs da temporada?” E a resposta dele foi a seguinte: “O carro sempre precisa ficar mais competitivo e, quando a gente começa a ganhar, é comum os integrantes da
equipe darem uma relaxada. Como eu sei que muitos deles acabam lendo as matérias, é sempre bom alertá-los de que ainda é preciso melhorar até o que já pode estar bom” , disse o piloto, que sempre dividia suas vitórias e conquistas com todos os integrantes da equipe. Mesmo sendo um visionário, porém, duvido que naquela época o Ayrton imaginaria que um dia um dos carros de rua da McLaren teria seu sobrenome mais famoso. Embora sempre envolvida com projetos especiais de carros de rua, desde o tempo de Bruce McLaren, o sucessor do F1, o P1, surgiu apenas em 2013. O McLaren Senna teve o seu lançamento oficial no Salão de Genebra, em março de 2018, cerca de dez meses depois de Ron Dennis ter se desligado da McLaren. Com preço nada acessível – de aproximadamente R$ 8 milhões –, as 500 unidades que seriam produzidas foram comercializadas rapidamente.

O McLaren F1 é cultuado até hoje por entusiastas do mundo todo Divulgação/Divulgação

Tempos depois, a marca SENNA trouxe um protótipo desse carro, na cor laranja, para o Salão do Automóvel de São Paulo. E, antes da exposição que aconteceu entre os dias 8 e 18 de novembro, mais precisamente no dia 30 de outubro, justamente na data dos 30 anos do primeiro título do piloto, em
Suzuka, no Japão, foi feita a apresentação pública do carro no Brasil, em um evento na loja da McLaren, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Essa estreia foi um sucesso e chamou atenção para o estande da SENNA no Salão. Mas a maior repercussão ainda estava por vir. Ela ocorreu meses depois, no Senna Day, um dia criado pela Fundação Ayrton Senna, em Interlagos, no dia 1º de maio de 2019, para marcar os 25 anos da despedida de nosso maior piloto. Nesse dia, convidados como o redator-chefe da QUATRO RODAS, Paulo Campo Grande, puderam dirigir o protótipo que foi adesivado
reproduzindo a pintura do McLaren MP4/6, com o qual o Airton conquistou o tricampeonato. Eu me orgulho muito de ter participado da elaboração desse evento e, em particular, de ter convidado o jornalista Ernesto Paglia, da TV Globo, para ser o primeiro a andar no carro. Explico: Paglia foi o último repórter a pilotar um veículo com o Senna em Interlagos, antes do fatídico acidente em Ímola,
na Itália. Foi um dia antes dos treinos do GP do Brasil de 1994, o Senna fez uma matéria com o Paglia, que o levou a dar uma volta em Interlagos de Ford Verona, que era usado como carro de apoio pela FIA (Race Control Car). A matéria ficou muito engraçada, com o Senna no banco do passageiro comentando a volta do repórter na pista. Recordando dessa reportagem, sugeri à diretora do Fantástico, Roberta Belluomini, que o Paglia poderia ser o primeiro a dirigir o McLaren Senna, em Interlagos. O resultado não poderia ter sido melhor, porque o Fantástico misturou as cenas dos dois eventos, em uma reportagem emocionante.

Jornalista, trabalhou nove anos, como repórter na QUATRO RODAS, dez anos como assessor do piloto Ayrton Senna e 25 anos na Audi Divulgação/Divulgação

Para a QUATRO RODAS, eu tentei levar o carro para um teste completo de desempenho na pista da revista. Mas os ingleses não autorizaram tirarmos os números do protótipo, já muito usado e sem os engenheiros da fábrica por perto.



FONTE PESQUISADA

MARZANASCO, Charles.  Senna foi contra o primeiro carro de rua da McLaren, mas seu chefe ignorou. Disponível em: <https://quatrorodas.abril.com.br/especial/senna-foi-contra-o-primeiro-carro-de-rua-da-mclaren-mas-seu-chefe-ignorou/>. Acesso em: 26 de junho 2021.


domingo, 20 de junho de 2021

Exclusivo: como incêndio criminoso destruiu perua Mercedes que foi de Senna

Rodrigo Mora                                                                                      Colunista do UOL                                                                                19/06/2021 04h00



(SÃO PAULO) - Premidos pela efeméride, a cada 1º de maio nos dispomos a formular a lista de carros que Ayrton Senna teve fora das pistas. Por ter contado com a memória de Leonardo, irmão do piloto, a mais completa provavelmente seja a que UOL Carros elaborou ano passado.

Um NSX 1991 preto e um S4 Avant 1993 prata - os dois últimos carros que usou no Brasil - sempre protagonizam esse elenco. O Honda encontrou a garagem do piloto em São Paulo no ano em que Senna conquistou seu terceiro e último título na Fórmula 1, pela McLaren, então embalada por motores da marca japonesa. A perua chegou dois anos depois, quando Ayrton e Leonardo se tornaram importadores da Audi.

Endeusados, transcendem a condição de meros automóveis. Dificilmente sairão das mãos da família Senna e saem da toca apenas em situações excepcionais, quando saem. Eu mesmo já estive tête-à-tête com o Audi e confesso que dá um tremelique. 

Nada famoso, quase desconhecido, foi um 300 TE 1986 azul. Segundo Leonardo, "o Ayrton ficou bastante tempo com uma perua Mercedes-Benz. Ele gostava muito daquele carro e principalmente de peruas, por causa do porta-malas generoso para levar os aviões de controle remoto dele".

Viva, ainda sob os cuidados do antigo curador em um galpão na Zona Oeste de SP Imagem: Murilo Góes/UOL

Pena que a perua não gozou da mesma vida de holofotes, zelos e paparicos da dupla nipo-germânica: um incêndio reduziu toda a vanguarda tecnológica e a elegante sisudez dos Mercedes dos anos 1980 a um esqueleto torrado. O que no passado fora o porta-malas que carregou o hobby de um dos esportistas mais famosos do mundo virou um cinzeiro gigante.

Foto feita a partir do boletim de ocorrência dá noção de como ficou a perua da Mercedes Imagem: Rodrigo Mora

A coluna teve acesso exclusivo ao boletim de ocorrência que resume o que aconteceu na noite de 4 de outubro de 2019: "dois indivíduos desconhecidos adentraram ao local dos fatos, renderam o vigia, dispararam um tiro para o alto, e mandaram que o vigia abrisse as portas do barracão. O vigia informou que não tinha as chaves e o prenderam no 'quartinho' nos fundos do barracão e atearam fogo no local".

Nas páginas seguintes, o B.O. se desenrola: "o vigia escutou alguns barulhos no local e passado algum tempo, cerca de oito minutos, ouviu um barulho de porta se abrindo. Então alguém teria perguntado a ele 'quem está aí', 'o que está acontecendo'. Foi então que o vigia respondeu que estava rendido e trancado no local. Após isto, ele teria aberto o portão do quartinho, se identificado e liberado o vigia. O GCM estava com uma arma de fogo nas mãos e de toalha de banho". 

A casa do Guarda Civil Metropolitano ficava nos fundos do galpão e dava acesso ao local. Tempos atrás, era ele quem tomava conta dos veículos, de acordo com fontes ouvidas pela coluna.

Ainda segundo o B.O., "ouvimos também um dos proprietários dos carros que estavam no local. Em resumo, ele teria se desentendido com o guarda civil, pois este estava levando pessoas sem sua autorização para ver a coleção de carros. Ainda teria proibido o vigia de guardar o veículo seu e de sua esposa no interior do barracão. Fato que foi desrespeitado por algumas vezes. Ainda de acordo com o depoimento, o guarda não teria gostado dessa atitude de proibir que seus carros não pudessem ser guardados no interior do local".

O documento também aponta que o guarda estava com as chaves do quartinho onde o vigia foi trancado e que não atendeu a intimação para depor, tampouco justificou sua ausência. Também não há sinais de arrombamento, e câmeras de segurança da empresa oposta ao galpão não apresentam imagens que sugiram invasão. 

"Já no início das investigações, por meio de depoimentos informais colhidos até aquele momento, havia a suspeita de que o vigia poderia estar envolvido no crime de incêndio e de disparo de arma de fogo", revela o B.O.

Consta ainda que os agentes da GCM que atenderam a ocorrência localizaram o estojo do projétil deflagrado, mas não o apresentaram para devida apreensão - o guarda tomou o estojo da mão de um colega, alegando que poderia ser seu, pois havia dado alguns tiros no local em outra ocasião. 

O inquérito policial está encerrado. Concluiu que o incêndio foi criminoso, mas que o autor é indefinido. Agora cabe ao Ministério Público dar ou não sequência nas investigações para indiciar suspeitos. 

Mas, afinal, como um Mercedes-Benz que pertenceu a um tricampeão mundial de Fórmula 1 foi parar num galpão em Limeira?

Coleção J.O.R.M. 

Eram pra lá de ambiciosos os planos para a coleção J.O.R.M.: convertê-la em um museu de três andares, desenhado por Oscar Niemeyer, incrustado sob o heliponto do Autódromo de Interlagos. Isso segundo o curador do acervo, Paulo "Loco" Figueiredo. 

José Oswaldo Ribeiro de Mendonça era o proprietário dos veículos e, em nome do anonimato, incumbiu Figueiredo, personagem famoso na cena antigomobilista nacional, de constituir a coleção, cujo valor, segundo especialistas, é incalculável. 

Tudo começou quando Mendonça comprou de Figueiredo um High Boy 1929.

"Com o passar do tempo, ele começou a gostar de carros e partimos para compras de veículos históricos da indústria nacional, da indústria europeia, carros de pilotos. Nos tornamos amigos e uma hora virei curador. O mais importante é que ele não fez isso por vaidade ou investimento financeiro", revelou Figueiredo à reportagem de UOL Carros em 2017, momento em que o acervo somava 500 peças. 

Entre elas, além do Mercedes 300 TE de Senna, um Porsche 911 com cara de GT1, que pertenceu a Paulo Maluf; um Brabham 1972 pilotado por Wilson Fittipaldi na F-1, um Opel Olympia de Getúlio Vargas, um raríssimo Lister Storm de 1.200 cv, além de um punhado de Bentleys, Rolls-Royces e Ferraris. 

Mas nada saiu como o planejado: Figueiredo e Mendonça, herdeiro do Grupo Colorado - empresa do setor agroindustrial sediada em Orlândia, no interior de São Paulo -, se desentenderam e a união foi desfeita. Quando o empresário morreu, em dezembro de 2017, a família resolveu se desfazer dos carros. 

Eles então foram alocados em um galpão em Limeira (SP), sob cuidados do então namorado da filha de Mendonça - o personagem interrogado pela polícia e que teria se desentendido com o segurança.

A reportagem procurou os envolvidos para esclarecer quantos carros havia no galpão e quais foram queimados junto com a perua de Senna. Também questionar de quem eram os veículos no momento do incêndio e por que a coleção não estava mais sob os cuidados de Figueiredo. 

A família Mendonça respondeu, por meio de advogado, que "exercerá seu direito de não manifestar a respeito dos fatos e não responderá os questionamentos apresentados".

Figueiredo também ignorou os apelos da coluna.


FONTE PESQUISADA

MORA, Rodrigo. Exclusivo: como incêndio criminoso destruiu perua Mercedes que foi de Senna. Disponível em: <https://www.uol.com.br/carros/colunas/mora-nos-classicos/2021/06/19/exclusivo-como-incendio-criminoso-destruiu-perua-mercedes-que-foi-de-senna.htm>. Acesso em: 20 de junho 2021.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

MOVIDOS A DESAFIOS: OS ENCONTROS ENTRE SENNA E A EMBRAER

Nos 25 anos de despedida do tricampeão da Fórmula 1, relembramos nossos momentos mais marcantes com o piloto

Por João Marcos Massote, Diretor Criativo

01/05/2019 10:53


Legenda: Senna no cockpit de um EMB 312 Tucano durante a Farnborough Air Show, em 1986

Chovia. A pista encharcada estendia-se intimidadoramente. Enquanto os carros esquentavam seus motores, um olhar de desânimo estampava o rosto da maioria dos pilotos. Eles sabiam que ali ao lado havia alguém de capacete amarelo envolto num silêncio confiante. Pois, quanto mais desafiador era o caminho, mais ele se destacava.

Ayrton Senna da Silva: pura determinação e disciplina combinadas a criatividade e ousadia instintivas. Sua capacidade de desafiar o status quo, sua paixão por máquinas velozes e sua busca incansável por excelência são valores profundamente compartilhados por sua conterrânea, a Embraer. Inevitavelmente, as trajetórias do piloto e da empresa acabariam se cruzando. Destacamos aqui os momentos mais marcantes.

Legenda: Senna no cockpit de um EMB 312 Tucano durante a Farnborough Air Show, em 1986

Jovem promessa


Em 1986, época em que o jovem Senna, aos 26 anos, em sua Lotus preta pegava a Fórmula 1 de surpresa, o brasileiro visitou o estande da Embraer na feira de aviação Farnborough Air Show, no Reino Unido. Conheceu de perto a aeronave de treinamento EMB 312 Tucano (entusiasmando-se com a funcionalidade de sua cabine), entrou no cockpit do EMB 120 Brasília e posou para foto em frente ao jato AMX. Durante toda a visita, autografou bonés e conversou com colaboradores da Embraer. "Ele exibia uma expressão tranqüila de quem confiava no futuro", confidenciou um deles.



Uma visita ilustre


O tricampeão da Fórmula 1 visitou o hangar da Embraer em São José dos Campos, em 1992

Em dezembro de 1992, já tricampeão de Fórmula 1 pela McLaren, Senna apareceu na fábrica da Embraer em São José dos Campos. Queria se inteirar da tecnologia empregada nas aeronaves, buscando pontos em comum com os carros de corrida. Senna demonstrou particular interesse na área de materiais compostos, que visavam tornar as aeronaves cada vez mais leves e eficientes. Passou pelos hangares onde era produzido o EMB 110 Bandeirante e o EMB 120 Brasília; pilotou os rigs eletrônicos do caça AMX e da aeronave CBA 123, a mais avançada na categoria. Por onde passava, a reação das pessoas era imediata, e ele fazia questão de atender a todos com atenção. Ao final da visita, foi surpreendido por uma multidão de colaboradores que aguardavam ansiosos por uma chance de ver o ídolo de perto.

Revista Bandeirante da época

Paixão por asas

Senna pilotava aeromodelos com muita habilidade. Ele possuía uma bela coleção dessas máquinas voadoras, entre as quais figurava um modelo do EMB-312 Tucano. Mesmo nos momentos de lazer, o piloto buscava se aperfeiçoar. Segundo ele, ao manobrar seus modelos ele exercitava também seus reflexos, tão fundamentais na Fórmula 1. "É um hobby apaixonante e nos dá muita destreza e acuidade visual", explicava.

Senna e seus aeromodelos
Foto: Reprodução | www.ayrtonsennavive.blogspot.com

Ganhando asas

Um coração foi traçado no céu, no dia 5 de maio de 1994. Em seguida, logo acima dele, o famoso S do Senna. Uma homenagem dolorida, realizada por um EMB-312 Tucano da Esquadrilha da Fumaça, no momento do enterro do ídolo. Na época, Ozires Silva, cofundador e presidente da Embraer, remeteu à família do corredor a seguinte carta:

"Estou seguro que além de falar em meu próprio nome, faço-o em nome de todos os empregados da Embraer que ao longo dos anos vêm acompanhando a vida e o sucesso do hoje grande líder nacional Ayrton Senna. Muita coisa poderia ser dita sobre sua curta e frutífera vida, mas cremos que dela tiramos os grandes exemplos da capacidade humana de realizar. Entusiasmo, fé, dedicação, disciplina, trabalho e amor ao próximo, enfim são muitas as lições que o jovem Ayrton nos deixa. Esperamos que todos nós, cidadãos brasileiros, possamos aprender com essas lições e praticá-las ao longo da vida. Ele nos faz muita falta e seguramente à sua família, que abraçamos com carinho, desejando que a sua imagem seja sempre um estímulo para cada um de nós fazer de cada dia o melhor."

Nos céus do país

Em 2014, a companhia aérea brasileira Azul, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, emocionou os céus do país ao pintar o lendário capacete amarelo de Senna na fuselagem dianteira de um Embraer E195. Uma homenagem muito justa àquele que elevou o orgulho de uma nação a alturas raramente alcançadas. E uma grata surpresa para aqueles que deram vida à aeronave.

Foto: Gianfranco Beting

Senna, para sempre

Felizmente, ainda que por curtos momentos, Senna nos deu a honra de sua presença nessa jornada fantástica. Com certeza, teria participado muito mais das décadas que se seguiram, quando a Embraer também alcançaria a liderança mundial (neste caso, na produção de jatos regionais). Mas resta uma certeza: sempre que estiverem reunidas máquinas incríveis e pessoas que colocam o coração em tudo que fazem, ele estará presente, como eterna motivação na arte de se desafiar, criar e superar.

Phenom 300 - Tributo a Senna



Lotus Preta e McLaren






FONTE PESQUISADA

MASSOTE, João Marcos. MOVIDOS A DESAFIOS: OS ENCONTROS ENTRE SENNA E A EMBRAER. Disponível em: <https://journalofwonder.embraer.com/br/pt/142-movidos-a-desafios-os-encontros-entre-senna-e-a-embraer>. Acesso em: 24 de setembro 2019. 

domingo, 15 de setembro de 2019

Pilotos de F1 que ajudaram a desenvolver carros de rua

Rafaela Borges: 15.09.2019 - 12:00
Jornal dos Carros - Estadão - jornaldocarro.estadao.com.br

Senna, Schumacher, Vettel e Hamilton estão entre os pilotos de F1 que já colaboraram com montadoras

SCHUMACHER E A ENZO
Crédito: Musei Ferrari/Divulgação

O perfil do Museu da Ferrari no Instagram publicou nesta sexta-feira (13) uma foto de Michael Schumacher sentado ao lado do emblemático superesportivo Enzo (confira detalhes abaixo). Junto com a imagem, contou que o heptacampeão participou do desenvolvimento do carro. Além de Schumacher, alguns outros pilotos de F1 já desempenharam função semelhante.

É comum as montadoras que atuam na Fórmula 1 usarem seus pilotos em campanhas para promover novos carros. No entanto, são poucos os que, de de fato, tiveram participação realmente ativa no desenvolvimento de alguns modelos.

Durante a apresentação do Project One, protótipo que deu origem ao superesportivo elétrico Mercedes One, Lewis Hamilton afirmou que participou do desenvolvimento do carro. O pentacampeão esteve na apresentação do modelo, durante o Salão de Frankfurt (Alemanha) de 2017.

À época, a reportagem apurou, nos bastidores, que, de fato, Hamilton dirigiu o carro antes da apresentação, e até deu alguns palpites. A participação dele no desenvolvimento do supercarro, de mais de 1.000 cv e com motorização de F1, foi bem discreta.

Ainda entre os pilotos de F1 da atualidade, Sebastian Vettel fez contribuição mais profunda para a Infiniti. A marca de luxo da Nissan foi usado junto ao nome da Red Bull quando esta ainda tinha os motores da Renault.

Vettel, piloto da Red Bull à época,  dava alguns pitacos nos carros de alto desempenho da marca. A coisa, no entanto, era bastante informal.

Isso até 2013, quando, durante o Salão de Nova York, nos EUA, a Infiniti anunciou que Vettel havia sido nomeado diretor de Performance da marca. Sua função: participar ativamente do desenvolvimento dos carros de rua.

O alemão tetracampeão participou do desenvolvimento do Q50. Essa parceria, no entanto, só durou até o fim de 2014, quando Vettel anunciou sua transferência para a Ferrari.

Desde então, pilotos de F1 já não participam do desenvolvimento dos Infiniti – que também deixou de ser parceira da Red Bull.

Pilotos de F1 do passado
O caso mais emblemático de participação de pilotos de F1 no desenvolvimento de carros de rua envolve Ayrton Senna. É bem conhecido o papel que o brasileiro desempenhou junto ao primeiro Honda NSX. Sobre essa história, você lerá mais abaixo.

Schumacher, por sua vez, teve papel fundamental no desenvolvimento da interação homem interação entre homem e carro, no caso da Ferrari Enzo. É o que explica o post no perfil do museu da montadora italiana.

Além da Enzo, Schumacher trabalhou também no desenvolvimento da F430 F1 Scuderia. O heptacampeão “afinou” o superesportivo – algo semelhante ao papel realizado por Senna com o NSX.

Senna e o NSX
Essa história é a mais famosa entre as que envolvem colaborações entre pilotos de F1 com montadoras. A Honda era fornecedora de motores para a McLaren, equipe de Ayrton Senna.

A fabricante estava trabalhando no desenvolvimento de seu esportivo, o NSX. Em 1989, Senna testava motores Honda em seu McLaren de corrida no circuito de Suzuka. O pessoal da divisão de automóveis da fabricante também estava por ali, testando o protótipo NSX, com Satoru Nakajima ao volante.


Senna então dirigiu o carro. De cara, disse ao pessoal da Honda que ele parecia muito frágil. Diante do palpite, foram feitas mudanças no projeto. E Senna passou a colaborar com ele, lapidando o carro.

O brasileiro acabou se tornando proprietário de um NSX preto, que até hoje pertence à sua família. Ele circulava com outro, vermelho, em Portugal. Este, no entanto, pertencia à frota da Honda.

Sistemas de carros
Há ainda os pilotos de F1 que não ajudaram no desenvolvimento de carros, mas desenvolveram sistemas e componentes.

É o caso do escocês Jackie Stewart. Ele idealizou o macacão antichamas e o capacete que cobre toda a cabeça.

Schumacher e Enzo no Instagram
A foto postada pelo museu da Ferrari no Instagram está gerando grande repercussão desde sexta-feira. Já é a mais curtida da história do perfil do museu.

Mais repercussão ainda causou ao ser repostada no perfil Michael Schumacher – administrado em homenagem ao heptacampeão. Por lá, já é também a foto mais curtida dos últimos tempos – já são quase 90 mil “likes”.





FONTE PESQUISADA

BORGES, Rafaela - Pilotos de F1 que ajudaram a desenvolver carros de rua. Disponível em: <https://jornaldocarro.estadao.com.br/fanaticos/pilotos-de-f1-desenvolver-carros/>. Acesso em: 15 de setembro 2019. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Ex-McLaren diz que Senna “sempre pensou” que Prost recebia equipamento melhor

21/08/2019 13:49
GRANDE PRÊMIO / REDAÇÃO GP, DO RIO DE JANEIRO

Jo Ramírez, coordenador da McLaren durante muitos anos, lembrou um pouco da relação entre Ayrton Senna e Alain Prost no fim dos anos 1980. Segundo Ramírez, Senna sempre achou que Prost recebia favorecimento da equipe - e o francês pensava a mesma coisa




Ayrton Senna e Alain Prost foram companheiros de equipe por apenas dois anos na McLaren, mas a rivalidade desta época perdura mesmo após 30 anos da saída do francês para a Ferrari. E os personagens daquele contexto na então imbatível esquadra inglesa ainda falam sobre o assunto vez ou outra. Jo Ramírez, coordenador-técnico da McLaren daqueles tempos, afirmou que Senna sempre achou que Prost carregava consigo melhores motores e partes de carro em geral.

A história, para quem não lembra, começou com a chegada do brasileiro, em 1988. Senna foi campeão naquele primeiro ano, enquanto Prost ficou com a conquista de 1989. Irritado com a situação, o francês, que era até acionista do time, deixou a McLaren para tentar levar a Ferrari de volta às conquistas - o que não aconteceu.

Ramírez lembrou que mesmo a relação entre os dois era de muita desconfiança mesmo antes do pacto de Ímola, em 1989, quando Senna ultrapassou Prost na primeira volta do GP de San Marino quando os dois tinham um acordo de não-agressão na primeira volta das corridas. Segundo Ramírez, bem antes disso Senna acusava a McLaren de favorecer o francês.



Alain Prost e Ayrton Senna (Foto: Reprodução/F1)

"Pode parecer que começou em Ímola, claro, quando Ayrton não respeitou o pacto. Mas antes disso Ayrton sempre pensou que dávamos o melhor material e os melhores motores a Prost, mas os motores eram sempre iguais", disse ao podcast 'Beyond the Grid'.

"Um dia, os mecânicos de Prost escolheram o motor para Ayrton e vice-versa. Na realidade, os carros eram como duas gotas d'água, sempre completamente iguais. Mas os dois tinham personalidades muito difíceis. Um sempre pensava que o outro recebia melhor material", recordou.

O mexicano ainda falou que ele conversava com Ayrton em portunhol, mas apenas quando não tinham consigo outros membros da McLaren.

"Quando estávamos sozinhos, normalmente falávamos em portunhol, metade português e metade espanhol. Tínhamos nosso próprio idioma. Ele falava muitos idiomas também, mas quando estávamos em equipe, aí o idioma oficial era inglês", finalizou.



FONTE PESQUISADA


GRANDE PRÊMIO - Ex-McLaren diz que Senna “sempre pensou” que Prost recebia equipamento melhor. Disponível em: <https://www.grandepremio.com.br/f1/noticias/ex-mclaren-diz-que-senna-sempre-pensou-que-prost-recebia-equipamento-melhor>. Acesso em: 26 de agosto 2019.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Ayrton Senna na Minardi? Isso mesmo. Poderia ter acontecido...


Voando Baixo — Rio de Janeiro
05/05/2019 08h00  Atualizado há 2 dias

Foto: Reprodução

Sabe aquelas coisas que se te contarem você não acredita? Então... Procurando histórias diferentes sobre Ayrton Senna, na semana em que a morte do piloto completa 25 anos, acabei me deparando com essa. O tricampeão na Minardi, uma das equipes pequenas mais queridas pelos fãs na história da Fórmula 1? Poderia ter acontecido. Pelo menos é o que conta Giancarlo Minardi, fundador do extinto time, que foi comprado pela Red Bull e deu origem ao que hoje é a STR na categoria.

Antes de voltar ao passado, vamos ao presente. No último dia 1º de maio, o ex-dirigente da equipe organizou um festival em homenagem à memória de Ayrton Senna no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola. O Ayrton Day contou com vários carros usados pelo brasileiro em sua carreira, além de modelos mais recentes da Fórmula 1, além de uma exposição de fotos e o lançamento do livro "Senna Inedito", de Pino Allievi, Roberto Boccafogli, Carlo Cavicchi, Giorgio Piola e Carlos Sanchez.

Ayrton Day movimentou o Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, no dia 1º de maio — Foto: Divulgação

Depois disso, então, voltemos ao passado. Ayrton Senna e Giancarlo Minardi sempre tiveram uma boa relação de amizade nos bastidores da Fórmula 1. Como é tradição na categoria, aliás, as pequenas equipes normalmente são as melhores em termos de comida no paddock. No caso da Minardi, não era diferente. A equipe de Faenza, pequena cidade italiana de pouco mais de 53 mil habitantes localizada na região da Emilia-Romagna, tinha como marca registrada um cardápio típico de sua área na Itália. E volta e meia alguns pilotos, incluindo Senna, ia no motorhome do time para fazer uma boa refeição.

A relação de Senna com a Minardi, contudo, começou muito antes. Em 1982, quando o brasileiro disputava a Fórmula Ford na Inglaterra, Giancarlo Minardi fez um convite para Ayrton Senna correr por sua equipe na Fórmula 2. Paolo Barilla, que viria a ser piloto da equipe na F1, foi o responsável por notar o talento do brasileiro e o recomendar.

Uma das idas de Ayrton Senna ao motorhome da Minardi, em 1989 — Foto: Reprodução

- No fim de semana de Hockenheim, convidei o jovem Senna para um jantar no hotel. Ofereci 50 milhões de liras para ele correr para a gente na Fórmula 2, mas ele recusou educadamente. Ele me agradeceu porque eu fui o primeiro a oferecer um contrato remunerado para ele correr. Desde aquele dia, nas etapas em que a F2 e a Fórmula Ford dividiam os fins de semana, ele vinha ao nosso motorhome para jantar. E a boa relação começou ali - relembrou Minardi ao livro "Forza Minardi".

Apesar da amizade, Giancarlo evitou que Senna corresse por sua equipe em 1993. Naquele ano, o brasileiro passava por problemas na McLaren e estava insatisfeito com o carro e pelo fato de o time ter perdido os motores Honda e comprado os fracos Ford HB para a temporada. Outra história famosa daquele ano, contada por meu amigo Fred Sabino no blog F1 Memória, é a de que Senna teria chegado a abrir negociações com a Jordan para 1993, segundo o próprio Eddie Jordan.

- A gente se falava muito pelo telefone quando ele estava no Brasil. Nos GPs, ele vinha escondido para jantar no nosso motorhome. E no começo de 1993, por causa dos problemas na McLaren, ele tinha decidido correr pela Minardi, mas o convenci de não tomar essa decisão. Depois disso, ele fechou o famoso acordo de "US$ 1 milhão por corrida", naquela que talvez tenha sido sua melhor temporada na Fórmula 1 - disse Minardi.



Uma das conversas entre Ayrton Senna e Giancarlo Minardi na F1 — Foto: Reprodução 

Mas a história não parou por aí. Em uma entrevista na época, Milton Senna da Silva, pai do tricampeão, disse que o brasileiro queria correr pela Minardi depois de se sagrar pentacampeão na F1. A história que ficou famosa, porém, contada até pelo francês Jean Todt, então chefe da Ferrari e atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), era que o brasileiro iria correr por um time italiano após a Williams, mas pela tradicional Ferrari. Giancarlo conta que não era bem assim.

- Senna me disse em varias ocasiões, acho que em tom de brincadeira, que depois de conquistaro pentacampeonato bater seu ídolo (Juan Manuel) Fangio, ele correria uma temporada conosco para encerrar sua carreira. Se seu pai não tivesse revelado essa história, eu nunca teria falado sobre isso. Seria como trair um amigo - completou Minardi.

Mais um dos vários encontros de Ayrton Senna com Giancarlo Minardi no paddock — Foto: Reprodução

Os trágicos acontecimentos daquele 1º de maio de 1994 não deixaram que o mundo visse se essa história ia realmente se materializar um dia na Fórmula 1. Mas admita: você não ficou curioso para saber como seria uma temporada de Ayrton Senna na Minardi? Eu fiquei.



FONTE PESQUISADA

LOPES, Rafael. Ayrton Senna na Minardi? Isso mesmo. Poderia ter acontecido.... Disponível em: <https://globoesporte.globo.com/blogs/voando-baixo/post/2019/05/05/ayrton-senna-na-minardi-isso-mesmo-poderia-ter-acontecido.ghtml>. Acesso em: 07 de maio 2019.


segunda-feira, 6 de maio de 2019

É Senhor Matheus, o Senhor Estava Certo!


Matheus Schneider foi o primeiro patrocinador da vida profissional de Senna. Na ocasião Ayrton Senna pediu esta foto a Matheus Schneider e ele respondeu:

"Algo me diz que um dia serei eu que vou querer uma foto com você"

sábado, 16 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Dia em que Ayrton Senna Correu em Natal (RN)


Largada do piloto nos anos 80. Foto: Instituto Ayrton Senna


Em um fim de semana de 1979 em Natal, o ex piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna correu de kart numa pista onde hoje é o CEASA, no bairro de Lagoa Nova. O piloto tinha apenas 19 anos.

Este acontecimento foi trazido para a cidade por um empresário do ramo de confecções chamado Antônio Gentil, em parceria com uma outra marca de roupas que patrocinava o piloto.

O pesquisador e historiador Rostand Medeiros relembra com muita empolgação esse dia:


“Foram uns amigos da minha família que incentivaram a vinda de Ayrton para Natal. O Luis de Barros (o “Barrinho) era grande amigo do meu pai, e e era um incentivador de kart juntamente com Franklin Nunes, homem que presidia uma associação de kart em Natal.” disse ele o Curiozzzo com exclusividade.

O piloto Ayrton Senna na época, exibindo seu patrocinador no carro.

“Eu tinha apenas 12 anos e estava lá no dia da corrida. Apesar de muito novo eu me lembro de muita coisa. Meu pai até fechou seu comércio mais cedo pra gente poder ir. Ayrton era muito novo, e a pista era super rudimentar. Eles deram, creio eu, em torno de umas 15 voltas. E eu me lembro em especial dele [Ayrton] como um cara muito simpático com as pessoas à sua volta.” Completou.

Neste mesmo ano, Ayrton Senna conquistou uma série de títulos, são eles:

Vice-campeão Mundial – Portugal (Estoril) – Categoria Inter
Vice-campeão Sul-americano – Argentina (San Juan) – Categoria Inter
Campeão do Campeonato de San Marino – Categoria Inter
Vice-campeão Paulista
Vice-campeão Brasileiro
Campeão das Três Horas de Kart

A destreza de Ayrton Senna impressionou Angelo Parilla, um dos melhores fabricantes internacionais de kart:

“Eu nunca havia visto um piloto como este”. 

E aqui está talvez o único registro épico desse dia:



Sugerido pelo leitor: Wagner Silva. Fonte: Rostand Medeiros e ayrtonSenna.com.br

CURIOSIDADES SOBRE A FOTO:

Beth Lins Do lado esquerdo percy, do lado direito Franklin Nunes.

João Ricardo Do lado esquerdo de boné Hyam.


Isabel Nunes Meu marido Franklin Nunes de macacão azul a direita da foto . Ayrton ficou hospedado no Hotel Samburá , foi até nossa casa , e manteve correspondência com Franklin . Na época era campeão brasileiro de Kart , nem sonhava ser campeão mundial de fórmula um!


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FONTE PESQUISADA

CURIOZZZO - O DIA EM QUE AYRTON SENNA CORREU EM NATAL (RN). Disponível em: <https://curiozzzo.com/2018/05/30/o-dia-em-que-ayrton-senna-correu-em-natal/>. Acesso em: 15 de fevereiro 2018.