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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ayrton Senna em Retrospectiva da Supersérie "Os Dias Eram Assim" da TV Globo (Vídeos)

O maior ídolo do esporte brasileiro foi homenageado ontem no último capítulo de "Os Dias Eram Assim".


A trigésima terceira vitória de Ayrton Senna foi lembrada bem como sua morte




Vitória 33. Austrália 1991. 03 de novembro de 1991.

A pista de Adelaide foi interrompida 24 minutos após o início da corrida. No dia 03 de novembro Ayrton tornou-se tricampeão mundial de Fórmula 1.


Ayrton Senna em Retrospectiva da Supersérie Os... por ayrtonsennavideos



Antes disso, a primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1 e as "manhãs de domingo" (quando as famílias brasileiras se reuniam em frente a TV para assistir as corridas e vitórias do ídolo) também foram recordadas.

Vitória 1. Portugal 1985. 21 de abril de 1985.

A primeira vitória de Senna foi debaixo de chuva em 21 de abril no Estoril, quando ele estava pilotando uma Lotus 97T Renault.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ayrton Senna Narra o Drama e a Emoção de Vencer Pela Primeira Vez Um Grande Prêmio de F1 no Brasil



Depoimento extraído das colunas de Ayrton Senna publicadas na revista QUATRO RODAS

1991



Minha batalha depois da dura vitória

Edição 369 - Abril 1991


Apesar de todo cansaço, vou lembrar para sempre a emoção de receber a bandeirada em Interlagos.

Depois de conseguir em Interlagos uma das vitórias mais emocionantes da minha vida, eu não imaginava que teria um novo desafio em seguida: entrar na minha própria casa, no bairro de Cantareira, em São Paulo. Vocês podem não acreditar, mas foi uma missão quase impossível chegar perto dos meus familiares para comemorar a primeira conquista num GP do Brasil.

Nunca havia recebido tantas visitas. Para entrar pelo portão, eu e os policiais, que estavam escoltando a minha perua, ficamos pelo menos uns dez minutos esperando. Eu gostaria muito de sair do carro e falar com cada um dos meus fãs, mas com tanta gente no local seria mesmo impossível e até perigoso para todo mundo. As pessoas foram, então, se aglomerando em volta do carro. Lá dentro, a impressão era de que estavam amassando tudo. Comentei assustado com o meu irmão. Mas o Leonardo nem se preocupou. “Becão, não liga. Se amassarem, a gente guarda essa perua como troféu e compra outra.” Só mesmo uma vitória no GP do Brasil para ele brincar naquela situação. Se fosse em outro dia...

Acabei entrando em casa por volta das 18 h. Aí então pude, pelo menos, acenar por cima do muro para meus ilustres visitantes. Fiquei um bom tempo ali. Quatro horas depois ainda havia bastante gente no portão. Resolvi voltar e, com a eficiente ajuda dos policiais, pude ficar mais perto dos meus fãs.

Senna na porta da casa dos pais acenando para seus fãs depois da vitória inédita no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1

Estava realmente cansado. O GP em Interlagos foi a prova mais desgastante da minha carreira. Depois de enfrentar os problemas no câmbio a partir da 60.ª volta, cheguei ao pódio com espasmos musculares nos braços. Vocês nem imaginam o sacrifício que foi levantar o troféu. Acho que agradeceria se recebesse apenas uma medalha como na corrida dos Estados Unidos. Mas ganhar só isso não tem muito a ver. Acabei esquecendo a medalha no bolso do macacão. E ficou tudo por lá no caminhão da McLaren em Phoenix.

Ayrton Senna estava tão cansado e dolorido que não conseguia nem levantar o troféu

Apesar de todo cansaço, vou lembrar para sempre a emoção de receber a bandeirada em Interlagos. Principalmente por ter ficado apenas com a sexta marcha nas últimas voltas. Foi uma corrida tão especial que, após ser obrigado a passar por duas sessões de massagens com o fisioterapeuta da equipe (uma no boxe e outra em casa), ainda encontrei forças para assistir a todo o teipe do GP no vídeo. Só fui dormir às 2 h da madrugada.

Ayrton após a vitória dramática no GP Brasil 91

o piloto brasileiro durante a corrida

Na verdade, este início de temporada tem sido perfeito. O primeiro exemplo aconteceu logo na abertura, em Phoenix: vitória de ponta a ponta com pole. Sem contar a vantagem de mais de 40 segundos sobre o segundo colocado. Muitas pessoas dizem que eu forço demais o carro. Não é verdade. A vantagem aberta nos Estados Unidos foi porque o meu McLaren estava ótimo. E eu até poderia ter andado mais rápido. Mas já estava satisfeito com o desempenho do novo modelo MP4/6, que, quase sem nenhum teste, conseguiu colocar 2 segundos por volta em equipes que treinaram durante todo o final do ano passado.

Não me sentia tão bem desde 1988, quando a McLaren tinha um carro tão superior que vencemos quinze das dezesseis corridas. Nos Estados Unidos, ainda fiz minha tradicional escala em Miami, onde revejo uns amigos queridos e ainda aproveito para fazer umas comprinhas. No Brasil... Bem, no Brasil, comemorei meu 31.º aniversário na quinta, dia 21 de março, mas só fui receber o presente no domingo. E que presente!

O campeão já em casa descansando após ganhar pela primeira vez em seu país. Feliz e orgulhoso, ele exibi a garrafa de champanhe, troféu e medalha, símbolos da primeira conquista em sua terra natal. Ganhar um GP no Brasil era um sonho antigo de Ayrton Senna.




FONTE PESQUISADA

20 ANOS SEM SENNA
Edição: Marcio Ishikawa
Produção: Bruno Roberti
Texto e pesquisa: André Biernath, Gian Kojikovski, Rodrigo Furlan e Vitor Matsubara
Edição de arte: Abraão Marcos Corazza
Design: Juliana Moreira
Ilustrações: Felipe Thiroux e Juliana Moreira
Desenvolvimento: André Cabral, Allyson Kitamura, Cah Felix e Leonam Dias
Imagens: Dedoc Abril e Photo-4
Analista de Redes Sociais: Lucas Baranyi

QUATRO RODAS – A voz do ídolo. Disponível em: <http://quatrorodas.abril.com.br/20-anos-sem-senna/?fullsite#>. Acesso em: 08 de outubro 2015. 






quinta-feira, 13 de novembro de 2014

De Arrepiar: Torcida Grita Nome de Senna no GP Brasil 2014


 

Grito de Guerra da Torcida de Ayrton Senna: ♫ Ole Ole Ole Ola Senna Senna ♫ no GP Brasil 2014

♫ Oleee oleee oleee oleee, Sennaaa Sennaaaa. ♫ 

De arrepiar!!

GP Brasil 2014, Senna lembrado pela torcida.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Senna Foi De Barbada A Decepção Em Seu Último GP Do Brasil



03/11/2014 09h00min
São Paulo (SP)
gazetaesportiva.net

O Grande Prêmio do Brasil abriu a temporada de 1994 da Fórmula 1. A expectativa pelo desempenho de Ayrton Senna em sua estreia pela Williams era grande por causa do domínio da escuderia britânica nos dois anos anteriores do Mundial. Tanto que, após o brasileiro garantir a pole position, A Gazeta Esportiva celebrava em sua manchete – “A união do melhor carro com o melhor piloto não deixa dúvidas: o título deste ano já tem dono”.

Mas o desempenho de Senna no que seria sua última corrida diante do público brasileiro não foi como o jornal previra, nem como a torcida esperara. O tricampeão mundial esfriou o ânimo do público ao cometer um erro e rodar na 56ª de 71 voltas, abandonando o GP do Brasil. Pouco mais de um mês depois, morreu em um acidente no GP de Ímola, terceira etapa do campeonato.

Reprodução/A Gazeta Esportiva
Ayrton Senna andou na frente nos treinos e era considerado favorito para a prova de Interlagos em 1994

O otimismo para a temporada vinha pela mudança de equipe. Campeão do Mundial com a McLaren em 1988, 1990 e 1991, Senna deixara o time para correr pela Williams, dominante em 1992 e 1993. Na segunda-feira que antecedeu o GP do Brasil, 21 de março, seu aniversário, o piloto vistoriou as obras realizadas em Interlagos ao lado do então prefeito Paulo Maluf. Ouviu do político que as reformas eram um presente pelos 34 anos de idade e que no domingo seria sua vez de presentear a torcida.

No primeiro treino, na sexta-feira, ocorreu “o que todo o mundo esperava”, segundo A Gazeta Esportiva: Senna andou na frente, com o jovem Michael Schumacher na segunda colocação. O acontecimento extraordinário do dia em Interlagos foi a expulsão do diretor e ator José Mojica. Interpretando o personagem Zé do Caixão, ele entrevistava os bombeiros do autódromo quando sua credencial foi tomada pela organização da F-1. A justificativa relatada ao periódico foi que “ele não era uma pessoa normal, que parecia um demônio e que o autódromo era um lugar de trabalho”.

O bom trabalho de Senna no treino classificatório de sábado só fez aumentar a euforia da torcida brasileira, que no dia da prova pagava aos cambistas até US$ 400 por ingresso, cotado nas bilheterias originalmente a CR$ 110 URVs (moeda da época). Pilotando a Williams número 2, ele garantiu a pole position para o GP do Brasil. Na capa de sua edição de 27 de março, data da corrida, A Gazeta Esportiva já tinha certeza do resultado, “Senna: uma barbada”.

A expectativa da torcida e do piloto brasileiro não se confirmou. O novo contratado da Williams já tinha até planejado a comemoração. Preocupado porque as emissoras de televisão não queriam dar publicidade gratuita ao personagem Senninha, produto no qual investira US$ 2 milhões do próprio bolso, Ayrton Senna pedira ao desenhista Ridaut Dias Júnior para pintar um bandeirão com a ilustração. Era cruzar a linha de chegada, levar o carro à reta e brincar com o público para fazer com que a versão para quadrinhos do piloto fosse focalizada pelas câmeras de TV.

Mas Schumacher, com a Benetton, deixou Senna para trás e assumiu a primeira colocação da corrida. O brasileiro aumentou o ritmo na parte final de prova, tentando alcançar o rival alemão e acabou cometendo um erro quando passava na Curva da Junção pela 56ª vez. Rodou 90º e ficou parado na pista, abandonando a prova em Interlagos.

Senna admitiu o erro. Acelerou cedo demais na entrada da curva e derrapou. Com o carro parado, não conseguiu colocar a marcha certa, tentou sair em terceira ou quarta e o motor morreu. O brasileiro assistiu ao restante da prova ainda na parte interna do circuito e só retornou aos boxes depois da bandeirada final. “Foi uma pena porque o segundo lugar era garantido”, afirmou o piloto.

O resultado da corrida, de acordo com o periódico, foi “um banho de água fria na legião de fãs”, mas nem todos os brasileiros deixaram Interlagos decepcionados. Em sua segunda temporada na Fórmula 1, o jovem Rubens Barrichello levou a Jordan ao quarto lugar – foi superado por Schumacher, Damon Hill e Jean Alesi - e facilmente classificou o domingo de 27 de março. “O dia mais feliz da minha vida”, disse, a um mês da morte de Ayrton Senna.

Reprodução/A Gazeta Esportiva
Brasileiro rodou na 56ª volta e acabou abandonando sua última prova diante do público brasileiro



FONTE PESQUISADA

Senna foi de barbada a decepção em seu último GP do Brasil. Disponível em: <http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2014/11/formula-1/senna-foi-de-barbada-a-decepcao-em-seu-ultimo-gp-do-brasil.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter>. Acesso em: 03 de novembro 2014.










 




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Itiberê: Senna Foi O Último Personagem Capaz De Agregar A Torcida Brasileira

Rafael Monteiro - Rádio Nacional do Rio de Janeiro 20/10/2014


No dia em que o tricampeonato de Ayrton Senna completa 23 anos, o jornalista Celso Itiberê analisa o legado desta conquista, a marca até então inalcançável deixada pelo piloto, e por que o automobilismo brasileiro não soube crescer depois do interesse gerado após a passagem de Senna pela Fórmula 1

Ouça:






FONTE PESQUISADA

MONTEIRO, Rafael. Itiberê: Senna foi o último personagem capaz de agregar a torcida brasileira. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/esportes/galeria/audios/2014/10/itibere-senna-foi-o-ultimo-personagem-capaz-de-agregar-a-torcida>. Acesso em: 21 de outubro 2014.