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domingo, 4 de março de 2018

Justiça Italiana Mostra o Que Matou Ayrton Senna

Inquérito da justiça italiana mostra que soldagem malfeita na coluna de direção foi a causa do acidente de Ayrton Senna


Veja, 01/05/1995

O carro continuou na sua trajetória reta quando Ayrton Senna virou o volante para a esquerda na curva Tamburello, no autódromo de Imola, na Itália. A coluna de direção da Williams-Renault quebrou-se, e o piloto ficou sem nenhum controle sobre sua máquina. Tirou o pé do acelerador, brecou em seguida, mas não houve jeito. Faz um ano que Senna se estatelou contra o muro de concreto a 216 quilômetros por hora. A coluna de direção partiu-se devido ao trabalho inepto da equipe da Williams, responsável por um remendo grosseiro na peça, que não suportou, o esforço ao qual foi submetida. Ao menos em teoria, Senna poderia ter escapado com vida, não fosse a seqüência de fatalidades que se desencadeou a partir da peça mal soldada. Com a violência da batida, a suspensão dianteira direita quebrou-se. Um dos braços da suspensão, uma haste de metal longa e fina, ainda presa à roda, foi arremessada contra a cabeça do piloto como uma lança e perfurou seu capacete exatamente no ponto de junção da viseira. Além do buraco que lhe abriu na altura do supercílio, afundando o cérebro, o impacto da baste de metal, com a roda junto, provocou fraturas na base do crânio. As lesões foram mortais.


Para chegar a essas conclusões, durante dez dias VEJA entrevistou em Bolonha, na Itália, doze peritos. técnicos e advogados ligados à investigação oficial das causas do acidente de Ayrton Senna. VEJA pôde ver também o relatório final das investigações, ainda não divulgado, incluindo fotos e desenhos espalhados em três grandes volumes e numa pasta vermelha. Os investigadores judiciais italianos convocaram vários peritos renomados e os dividiram em três grandes grupos de trabalho. O primeiro grupo analisou as condições da pista; o segundo, as medidas de segurança do autódromo; o terceiro, a parte mecânica do carro. O caminho que levou à hipótese de quebra da coluna de direção foi aberto peia experiência de um policial de trânsito que, se entendia pouco de Fórmula 1, estava acostumado a lidar todo ano com 3.000 acidentes na região de Bolonha: Marcello Gentile, chefe da Polizia Stradale, uma polícia rodoviária que executa também as tarefas de polícia técnica. Dois dias depois do acidente, revendo as imagens da televisão, Gentile notou que o volante e um pedaço da coluna de direção - aquele cano comprido que transmite o movimento giratório do volante para as engrenagens que fazem as rodas mudar de trajetória - estavam ao lado do carro acidentado enquanto Senna era atendido pelos médicos. Só então ficou sabendo que, para sair rapidamente do carro, os pilotos podem remover o volante, mas nunca se desloca a coluna de direção. "Naquele instante não tive mais dúvida de que a causa do acidente teria de estar relacionada com aquela coluna de direção, partida de maneira tão limpa", diz Gentile.

A comprovação da suspeita inicial foi feita por meio de exame da peça em um microscópio eletrônico - o Scanning Electronic Microscope, conhecido pela sigla Semi -, que mostrou sinais de "fadiga" no metal da haste da direção. Esse lado da investigação, a cargo de um ex-diretor de competição da Ferrari, Mauro Forghieri, e do presidente da Faculdade de Engenharia da Universidade de Bolonha, Enrico Lorenzini, avançou rapidamente. Menos de dois meses depois da morte, já havia testes de laboratório comprovando que a coluna de direção se quebrou antes da batida do carro contra o muro, e não depois. Os peritos, no entanto, aprofundaram a investigação, para provar que nenhuma outra causa poderia ter sido tão decisiva no acidente. Ou seja, dedicaram-se a eliminar hipóteses. As imagens de vídeo produzidas por câmaras dentro e fora do carro e os dados eletrônicos transmitidos de diversos sensores no carro para a equipe no boxe - a telemetria - provaram apenas que tudo funcionava quando a Williams se espatifou contra o muro. No caso, "tudo" significa as partes do carro monitoradas eletronicamente - rotação do motor, temperatura, pressão do óleo, consumo de gasolina, além de velocidade e comportamento da suspensão.

O estado do asfalto na curva Tamburello, uma das hipóteses iniciais para explicar o acidente, foi descartado depois que técnicos da polícia rodoviária e da Universidade de Bolonha colocaram algumas máquinas na pista de Imola, que permaneceu interditada até outubro. Realizadas com aparelhos ingleses, medições no local apontaram que a pista oferecia excelente aderência e não apresentava ondulação. "As marcas de batidas no chão que encontramos naquele trecho da pista não eram fortes o suficiente para explicar nenhuma quebra mecânica", diz o professor Alberto Bucchi, chefe do Instituto de Infra-Estrutura Viária e Geotécnica da Universidade de Bolonha, responsável pelo exame da pista de Imola. As medições feitas no local comprovam também que não havia problema com os pneus. Eram visíveis as marcas de freada, que teriam sido impossíveis caso os pneus tivessem apresentado qualquer defeito anterior ao choque.

Os dados da telemetria foram conclusivos em dois outros pontos, relevantes para entender o comportamento do piloto nos instantes que precederam a batida: Senna aliviou o pé do acelerador, reduzindo sua pressão em cerca de 40%, quando nada havia à sua frente que pudesse justificar essa atitude. A seguir, pisou violentamente no freio, provocando urna desaceleração brutal, calculada pela própria Williams em cerca de 4 g - cada "g", ou gravidade, eqüivale uma vez ao peso do corpo. A freada reduziu a velocidade de 310 para 216 quilômetros por hora em 1 segundo e 3 décimos. Frear numa curva na qual os pilotos costumavam passar em sexta marcha pisando ao máximo no acelerador significava que esse era o único, e desesperado, recurso de um profissional hábil como Senna para tentar escapar de uma situação de emergência. A constatação é reforçada pelas imagens de vídeo. Na câmara colocada dentro do carro, a mão de Senna tenta uma correção de trajetória para a esquerda, mas as rodas permanecem retas, perfeitamente alinhadas. Em outras palavras, o volante já não agia sobre o carro, e o breque era última escapatória. "Quando se tem um defeito mecânico, normalmente a única reação é pular no pedal do freio", diz Nelson Piquet.

Os peritos voltaram, então, à coluna de direção. Advogados da Williams ouvidos no inquérito admitiram que ela se quebrara, mas sustentaram que a coluna se rompeu quando o carro trombou no muro - foi decorrência do acidente, e não sua causa. Nessa hora, o testemunho dos especialistas foi decisivo. Eles explicaram que, quando um metal se rompe repentinamente, como no caso de um choque violento contra o muro, ele apresenta deformações em ângulos e formas característicos, facilmente verificáveis, através de microscópios. Mas a ruptura da haste poderia ter sido provocada pelo processo de "fadiga do material", expressão que se emprega quando um metal se rompe devido a solicitação ou esforço repetido. Se o rompimento é causado pela fadiga, há outro tipo de sinais característicos, as estrias. Essas marcas surgem a cada ciclo de solicitação, isto é, a cada vez que o metal é submetido a um tipo de esforço, como torção ou flexão. No caso da coluna de direção do carro de Senna, esses dois esforços ocorriam. A torção se dava quando ele virava o volante para manobrar o carro. E a flexão era produzida pela trepidação e vibração da Williams.

Colocada no microscópio eletrônico do Instituto de Metalurgia da Faculdade de Engenharia de Bolonha, a parte fraturada da coluna de direção do carro de Senna mostrou uma área com estrias de fadiga de 60%. "Esse método é usado em qualquer parte do mundo; do ponto de científico, não há como contestar os resultados", diz um técnico que participou do exame de laboratório. No dia 28 de junho, outros peritos, incluindo um engenheiro da Williams, foram chamados ao Instituto de Metalurgia. Na tela do microscópio, comparável à de uma televisão pequena, surgiram as estrias. "O engenheiro da Williams calou a boca imediatamente: qualquer um se lembra das lições elementares do tempo da faculdade", diz o técnico italiano. "Eu mesmo fiquei muito surpreendido com o que constatei, quando ouvia falar de Fórmula 1 pensava em tecnologia sofisticada, e o que vi não tinha nada disso."

Mas como foi possível que uma coluna de direção gasta, "fatigada", propensa a se partir, fosse instalada na FW16 de Senna? O erro começou a ser arquitetado nos primeiros testes do carro, no início de março, na França. Ao segurar o volante, as mãos de Senna raspavam na parte de fibra de carbono do cockpit. Havia duas alternativas para solucionar t problema. A primeira, mais trabalhosa, era refazer o cockpit. A outra, aumentar o comprimento da coluna de direção, aproximando o volante do piloto em alguns centímetros. A Williams se decidiu pela segunda alternativa, mais rápida e fácil de executar. A coluna de direção foi cortada pouco antes do suporte que a fixa no cockpit. A maioria dos carros de Fórmula 1 tem colunas de direção com ligas de titânio, material extremamente leve e resistente, desenvolvido pela indústria aeroespacial. A Williams utilizava material menos nobre: aço aeronáutico, que atende às especificações técnicas, ainda que mais pesado que o titânio.

A alternativa adotada pela Williams também deixou de lado princípios básicos da física e metalurgia. Os mecânicos fizeram o que um encanador chama de "luva", soldando-a numa das extremidades da coluna de direção já seccionada. O outro lado dessa luva, de diâmetro ligeiramente inferior ao da haste de direção, foi encaixado por dentro da coluna e soldado. Ocorre que a maior incidência de forças sempre se concentra na parte interna de um ângulo. Basta apoiar um garfo com força no prato para constatar onde ele dobra primeiro. Um ângulo reto surgiu quando foi feita a luva. "Qualquer estudante sabe que a fadiga começa sempre onde há um defeito de superfície", diz o técnico italiano que participou dos exames de laboratório. "E foi ali que a peça do carro de Senna começou a quebrar." A barra rompeu-se exatamente onde, segundo os manuais. teria de romper: antes da solda, próxima ao ângulo reto da luva. Para que não restasse nenhuma dúvida, os investigadores pediram uma contraprova. Assim, a mesma peça foi encaminhada ao laboratório do Centro dell'Aeronautica Militare di Pratica di Mare, em Pornezia, próximo a Roma. Seu microscópio eletrônico apontou que 70% do setor ao redor do local de fratura apresentava as famosas estrias de fadiga. Os engenheiros fizeram ainda outro cálculo, o dos fatores de intensificação de esforço. A conclusão é clara: Senna nunca teria terminado a prova em Imola. Isso porque é a velocidade, e não o raio da curva, que estabelece o maior esforço sobre a direção. Quanto maior a velocidade, maior o esforço para tirar as rodas de sua trajetória. "Uma peça de metal submetida a esse tipo de esforço e com apenas 30% de sua superfície ainda em ordem não agüentaria mais tempo", diz um dos peritos.

A fadiga poderia ter sido detectada com antecedência? Toda vez que um carro de Fórmula 1 termina uma competição é submetido a testes destinados a detectar fadiga de material. Um dos exames é o de magnetoscopia, que se aplica sobretudo a partes como componentes da suspensão, mas ninguém costuma fazer passar por ele a coluna de direção. A outra possibilidade seria examinar o veículo inteiro com equipamento de ultrasom, o mesmo utilizado em aviões quando há suspeita de fadiga de material. Lendo as declarações de Senna nos dias que precederam o acidente, os técnicos que participaram da comissão de investigação acham que o piloto havia detectado algo errado, mas não soubera determinar a causa. Senna falava de vibrações estranhas no carro e perdera um bom tempo ajustando suspensão e jogo de pneus. "No caso de fadiga em estado tão avançado, era essa vibração que ele sentia na mão, ao pegar o volante", diz um técnico.

A combinação de indícios e exames permitiu aos peritos chegar ao veredicto: as estrias de fadiga na coluna de direção (exames de laboratório), a mão de Senna que vai para a esquerda enquanto as rodas permanecem retas (imagens da câmara em seu carro), as marcas de frenagem (exame da pista na curva Tamburello) e a violenta desaceleração (registrada pela telemetria) mostram que o piloto sentiu que não controlava mais o carro. Só teve tempo de pisar no freio e reduzir uma marcha - estava deitado dentro de um sarcófago com quatro rodas, acoplado a um motor de 700 HP, e sem possibilidade de determinar sua direção.

Mesmo depois dos exames, a Williams continuou sustentando que a coluna de direção se rompeu depois, e não antes do choque. A equipe alega que não se pode provar num laboratório o segundo exato da quebra da peça. Portanto, se não está provado 100% que a peça se quebrou antes do acidente, não se pode excluir que ela se tenha partido depois do choque. A Williams apresentou simulações severas de testes de resistência feitos com a coluna de direção provando que ela resistiria às solicitações de esforço - mas eram peças nas especificações originais, e não a que foi remendada. Isso tem servido também de argumento na disputa judicial: "Enquanto não recebermos o carro, nós não poderemos apresentar nossas contraprovas", diz Claudio Naccarato, o advogado da Williams em Bolonha, onde o carro de Senna está interditado, dentro de um quartel da polícia.

Os médicos legistas admitem que, mesmo com a velocidade com que foi jogado contra o muro, Senna ainda assim poderia Ter sobrevivido. O carro formava um ângulo de 22 graus com o muro, o que consideram bom, pois o impacto não foi frontal. A fatalidade ocorreu no momento em que o braço da suspensão foi arremessado contra o piloto como uma lança, atravessou a viseira do capacete e provocou um afundamento do crânio na altura do supercílio direito. A força brutal do braço da suspensão, aliada ao peso da roda, jogou a cabeça do piloto para trás. O choque contra a proteção traseira do cockpit causou, segundo os médicos legistas, a fratura da base do crânio e de várias vértebras cervicais. A forma da haste de metal coincide exatamente com o tipo de buraco deixado na frente do capacete de Senna. Ainda todo ensangüentado, ele está guardado numa sala da sede da Polizia Stradale, em Bolonha. A parte de trás do capacete apresenta uma grande rachadura circular, causada pelo golpe contra a proteção atrás do cockpit.

Logo que examinaram Senna, instantes após sua chegada ao hospital, os médicos italianos achavam que ele não poderia ter sobrevivido, em conseqüência da violenta desaceleração. O laudo dos legistas, apresentado em 7 de maio do ano passado, apenas uma semana depois da tragédia, muda esse quadro. Não fosse a pancada do braço da suspensão em sua cabeça, Senna provavelmente teria escapado. Fora a série de traumatismos cranianos provocados pelo braço da suspensão, nenhum outro órgão vital do piloto apresentava ferimentos graves. O laudo dos legistas reforça também a tese da Williams, segundo a qual mesmo uma grave falha mecânica eludiria conseqüências fatais, não fosse a fatalidade de um braço de suspensão, acoplado a um pneu, voando em direção ao piloto e o atingindo no único ponto vulnerável do capacete.

O juiz Maurizio Passarini, encarregado da instrução do processo sobre a morte do piloto brasileiro, notificou judicialmente doze pessoas, cuja responsabilidade no acidente está sendo investigada. Entre os notificados estão o dono da equipe inglesa, Frank Williams e o projetista do carro, Patrick Head. Ao juiz cabem agora duas alternativas: arquiva o caso ou continua o processo, abrindo a via para que os eventuais culpados sejam incriminados.

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Todos ficaram contristados com a morte de Ayrton Senna — uma morte estúpida, trágica, de grande dramaticidade, e que havia sido prevista pelo próprio piloto brasileiro, de acordo com depoimento de sua namorada, Adriane Galisteu, a quem, em telefonema na véspera do enlutado acontecimento, Senna confessou que, se pudesse escolher, não participaria da prova fatídica.

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FONTE PESQUISADA

ASM TREINAMENTOS - Inquérito da justiça italiana mostra que soldagem malfeita na coluna de direção foi a causa do acidente de Ayrton Senna. Disponível em: <http://www.asmtreinamentos.com.br/ver.php?id=7>. Acesso em: 04 de março 2018.

Livro Anais da Câmara dos Deputados, Volume 20,Edição 11



domingo, 24 de setembro de 2017

Patrick Head e Betise Assumpção

Alguns brasileiros e fãs de Ayrton Senna acreditam que Patrick Head (apontado como um dos culpados pela morte de Ayrton Senna e que foi absolvido por falta de provas) se aproximou de Betise Assumpção, ex-assessora de imprensa de Ayrton, devido as investigações pela morte do piloto. E é isso que o jornalista Ialdo Belo se referiu na última entrevista concedida por Betise, ao perguntá-la sobre o começo do namoro com Head – logo após a morte de Ayrton –, e seu casamento (três anos depois) com ele, co-fundador da Williams e projetista do carro que matou Ayrton Senna.

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Ialdo Belo: Aí houve o funeral no Brasil e teve uma hora em que você teve que tomar a frente da história tipo quem ia carregar o caixão, a Adriane Galisteu...

Betise Assumpção: Tá tudo lá no blog...

Ialdo Belo: E você ficou no Brasil?

Betise Assumpção: Fiquei até agosto. Aí voltei para a Europa e fui pedir uma credencial para assistir ao GP em Spa. O Bernie se recusou. Quem conseguiu pra mim foi o Jayme (Brito, responsável pelas transmissões da F1 pela Rede Globo), ele me credenciou como se fosse uma produtora da TV. Fui assistir nos boxes da Williams.

Ialdo Belo: E daí reencontrou Sir Patrick Head...

Sir Patrick, o filho Luke e Betise


BA: Sim e depois de uns meses começamos a namorar. Ele já tinha me chamado para sair algumas vezes e eu havia recusado, mas aí de repente veio a química e ficou complicado.

Ialdo Belo: Por quê?

Betise Assumpção: Porque eu havia mudado para Paris no início de 1994. Queria uma mudança na minha vida. O Patrick morava em Londres e depois de um tempo eu disse pra ele que teríamos que tomar uma decisão e foi aí que nós casamos e voltei para a Inglaterra. Ficamos juntos por treze anos, tivemos um casal de filhos e hoje estamos divorciados.

Ialdo Belo: Os brasileiros são muito passionais, sabia que tem pessoas com raiva de você por ter se casado com Sir Patrick, condenado por homicídio involuntário pela justiça italiana no caso da morte do Senna, tipo "ela está dormindo com o inimigo?

Betise Assumpção: A minha relação com o Ayrton era puramente profissional. com Patrick é pessoal. Ainda existe, pois sou mãe de dois filhos dele.
O que aconteceu foi um acidente, ninguém queria matar o Ayrton. Ele correu porque quis. O Sid Watkins falou pra ele no sábado: "O Ratzenberger morreu na pista, esta corrida não deveria acontecer. Não corra. Vá pra casa, vá pescar. Largue a F1, você não precisa disso."
Ele quis correr assim mesmo. Aconteceu, foi uma fatalidade.

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Justiça não encontrou culpados pela morte de Senna

01 de maio de 2009 • 00h01 • atualizado às 02h26
Terra - esportes.terra.com.br

Foram abertos processos legais contra seis pessoas por causa da morte de Ayrton Senna, ocorrida em 1º de maio de 1994, no circuito de Ímola, na Itália. Os acusados foram Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey, da Williams; Fedrico Bendinelli, representando os proprietários do Autódromo Enzo e Dino Ferrari; Giorgio Poggi, como diretor do circuito, e Roland Bruynserarde, diretor de prova e que aprovou o circuito para a corrida.

A primeira sentença foi dada em 16 de dezembro de 1997, declarando como inocente todos os acusados de homicídio involuntário.

Segundo a Justiça, a morte de Senna ocorreu por causa de uma ruptura na barra de direção do carro do brasileiro. Ela havia sido cortada e soldada novamente a pedido de Senna, para que ele pudesse se acomodar melhor no cockpit do carro.

Logo após a decisão da corte, uma apelação foi apresentada por um procurador do Estado contra Patrick Head e Adrian Newey.

Em 22 de novembro de 1999, a corte de apelação absolveu Head e Newey de todas as acusações, afirmando que não havia nenhuma evidência contra a dupla (faltavam informações da caixa preta do carro de Senna, que havia se danificado, e 1s6 de vídeo da câmera instalada no carro do brasileiro - isso porque a transmissão de TV mudou para outra câmera pouco antes do acidente.

Diante da ausência de provas claras e de acordo com o Código Penal da Itália, o julgamento teve de ser declarado como "não-existente ou que já não estava em vigor".

Essa decisão foi anulada em janeiro de 2003, quando a Corte Suprema da Itália considerou que os artigos tinham sido mal interpretados. Um novo julgamento foi ordenado em 27 de maio de 2005, com Head e Newey sendo absolvidos novamente.

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Patrick Head eliminou provas em seguida a morte de Ayrton Senna

Patrick Head lutou para colocar as mãos nas caixas do gravador de dados (caixa preta do carro Williams FW16) imediatamente após o acidente de Senna.

Livro: Fatal Weekend escrito pelo jornalista britânico Tom Rubython, ano 2015.

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FONTES PESQUISADAS

BELO, Ialdo. Não gosto da F1 - diz em entrevista exclusiva Betise Assumpção. Disponível em: <http://www.formulai.us/2017/09/odeio-formula-1-desabafa-em-entrevista.html?spref=fb>. Acesso em: 20 de setembro 2017.

TERRA - Justiça não encontrou culpados pela morte de Senna. Disponível em: <http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/2009/interna/0,,OI3737135-EI12988,00-Justica+nao+encontrou+culpados+pela+morte+de+Senna.html>. Acesso em: 24 de setembro 2017.

RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.

terça-feira, 23 de maio de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

O Pressentimento de Senna: O Piloto Relata Problemas no Asfalto em Imola - Março 1994 - Imola Pista (Vídeo)





O pressentimento de Senna: o piloto relata problemas no asfalto da pista de Imola em Março de 1994.

Ayrton Senna, durante os testes em Ímola, quase dois meses antes da tragédia, reporta ao diretor do circuito, Giorgio Poggi, e o administrador do autódromo, Federico Bendinelli, os problemas no asfalto daquela pista. O vídeo foi filmado por Alberto Castioni, cinegrafista e então treinador do Jornal de Mantova. Foi exibido pela emissora italiana de TV RAI e propagado por outros jornais repercutindo em todo o mundo.

O vídeo mostra o brasileiro indicando alguns trechos potencialmente perigosos presentes no asfalto. Em maio de 1994, durante o Grande Prêmio de Imola o brasileiro morreu na curva Tamburello. (Alberto Castioni Video - Música de Chris Zabriskie)

l presentimento di Senna: segnala i problemi dell'asfalto a Imola
Marzo 1994, autodromo di Imola.

Ayrton Senna, durante i test sul circuito di Imola, quasi due mesi prima della tragedia, segnala al direttore del circuito, Giorgio Poggi, e all'amministratore della Sagis, Federico Bendinelli, i problemi dell'asfalto. Il video fu girato da Alberto Castioni, cineoperatore, allora tecnico della Gazzetta di Mantova. Fu trasmesso dalla Rai e ripreso da altre testate con una vasta eco in tutto il mondo.

Mostra il campione brasiliano che indica alcuni scalini presenti sull'asfalto, potenzialmente pericolosi. Il primo maggio del 1994 durante il Gran Premio di Imola il pilota brasiliano morì nella curva del Tamburello. (Video Alberto Castioni - Musiche di Chris Zabriskie)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

De Acordo Com Documentário, Senna Sabia Que Ratzenberger Havia Morrido Na Pista E Fia Manipulou Laudo Médico



Por Artur de Figueiredo
Publicado às 21:51 de 15/02/17
torcedores.com

Passados quase 23 anos de um dos piores GPs da história, quiçá, a corrida mais trágica de todos os tempos, em que vitimou o ídolo eterno Ayrton Senna e o piloto austríaco Roland Ratzenberger. A história de terror daquele fim de semana começa com uma batida assustadora do novato Rubens Barrichello no treino classificatório. A batida forte serviu de prévia para o pior que poderia vir e que de fato, aconteceu, consequentemente. Barrichello mesmo ter escapado ileso, já dava sinais que o Grande Prêmio de San Marino, tinha tudo pra dar errado. Já se questionava naquela época, em 1994, os moldes da Fórmula 1, com os carros que não davam sustentabilidade, segurança total aos pilotos e as pistas, sem as devidas proteções. O fim de semana que intercalava as datas de 30 de abril e o dia 1º de maio foram momentos divisores de água na categoria.

O que circula nos bastidores de Ímola é que o piloto Ayrton Senna sabia da morte do austríaco na pista, acontecida no treino classificatório (30) coisa que foi desmentida pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). O fato é grave e por si só já merece toda atenção. A suposta ideia de ‘morte na pista’ invalidaria a corrida. Sabendo disso, a maior entidade do automobilismo mundial, teria manipulado o resultado de ‘morte súbita’ na pista.

No dia seguinte, em clima de luto, Senna com sua garra e obstinação, faria sua derradeira corrida, justamente para homenagear o colega Roland Ratzenberger, prometendo a ele a vitória do GP de San Marino. Levava com ele, a bandeira da Áustria. A curva de Tamburello acabou com o sonho do piloto. Sonho que virou pesado no coração de cada brasileiro, fãs ao redor do planeta, com a batida trágica. O documentário de um dos jornalistas mais próximos do piloto, Roberto Cabrini, inclusive.

Em seu programa no SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), “Conexão Repórter”, na edição especial de 20 anos, sem Ayrton Senna, mostra detalhes da vida do piloto e os bastidores que envolveram a tragédia, do fim de semana mais triste da história da F1. O programa especial fala dos detalhes que envolveram aquela data, desde os acidentes ocorridos no “Qualifying” com Barrichello e de forma trágica, com Ratzenberger.

O documentário afirma ainda que Senna sabia do atual estágio do piloto austríaco após o acidente, afirmando que a Federação Internacional ignorou o fato do piloto ter morrido na pista, o que invalidaria a corrida, consequentemente. Além disso, o especial mostrou a relação do piloto com o repórter e amigo Roberto Cabrini, a vida íntima do piloto e todas as nuances da tragédia.

Confiram o teaser do especial “20 anos sem Ayrton Senna”





FONTE PESQUISADA

FIGUEIREDO, Arthur de. DE ACORDO COM DOCUMENTÁRIO, SENNA SABIA QUE RATZENBERGER HAVIA MORRIDO NA PISTA E FIA MANIPULOU LAUDO MÉDICO. Disponível em: <http://torcedores.com/noticias/2017/02/de-acordo-documentario-senna-ratzenberger-morrido-pista-fia-manipulou-laudo>. Acesso em: 21 de fevereiro 2017.












quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Biógrafo de Ayrton Senna Cita Irmão do Piloto Como Um Dos Culpados Por Sua Morte

Leonardo, irmão de Ayrton Senna

"Senna estava consternado pela conduta de seu irmão mais novo, Leonardo, que passou do limite ao interferir na vida pessoal de seu irmão, e ele deve assumir a culpa por desestabilizar seu irmão nos dias que antecederam o GP de San Marino" - trecho retirado do prefácio do novo livro de Tom Rubython, "Fatal Weekend", em  português "Fim de Semana Fatal", lançado no final de 2015.

Entenda a história aqui.

O jornalista britânico citou também outras pessoas que contribuíram para a morte de Ayrton Senna, todas envolvidas com a Fórmula 1, como Bernie Ecclestone, chefe da categoria, Patrick Head e Adrian Newey, membros da Williams, a equipe de Senna, dentre outros. Nos próximos artigos estarei dando mais detalhes.


Ayrton Senna minutos antes de largar no GP de San Marino em 1994




FONTE PESQUISADA


RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Processo Pela Morte de Senna Termina Sem Culpados

Família recebeu a notícia da absolvição dos réus por morte de Ayrton com aparente indiferença diz jornal. 

Eles não lutaram por justiça, pela condenação dos culpados!


Opinião blog Ayrton Senna Vive

*Gostaria de fazer alguns comentários pertinentes a essa reportagem. 

1) Durante o processo contra a Williams promotores italianos concluíram que de fato a barra de direção quebrou ANTES da colisão. Ou seja, foi a quebra da barra de direção que fez o carro do Ayrton perder o controle e bater no muro. E como desgraça pouca é bobagem, o carro quebrou justamente em uma curva sem a menor proteção. Conclusão: Promotores de acusação concluíram que a Williams juntamente com dono do Autódromo em Imola foram responsáveis pela morte do Ayrton. No que eles chamam de homicídio doloso (quando não há intenção de matar)

2) Por alguma razão MISTERIOSA o juiz do caso optou por inocentar os culpados, ignorando assim as provas levantadas pela promotoria que os consideravam culpados. Mas lendo a reportagem do Jornal do Brasil de 16 de dezembro de 1997 (deixarei a matéria completa no post), percebe-se PORQUE o juiz inocentou o pessoal da equipe Williams e o dono do autódromo, simples, por causa de $$$ dinheiro. Nessa reportagem tem um comentário do presidente da Fia: “Max Mosley, presidente da FIA, manteve até o final do julgamento a ameaça de afastar a Itália das corridas de F1 caso a equipe fosse punida por um acidente que ele considera típico do esporte. Mosley sempre disse que se os responsáveis pela Williams fossem condenados, outras equipes da F1 não se sentiriam “seguras” para seguir competindo em território italiano.” Em outras palavras: "Se a Williams for condenada a F1 nunca mais será realizada na Itália, uma vez que as escuderias vão ter medo de competir nesse país. Afinal vai que alguém morre em acidente e eles resolvem condenar a equipe inteira". Como sabemos e o próprio Ayrton dizia.. "F1 é política e dinheiro"

Com toda certeza meus amigos, a Itália, terra de Ferraristas (torcedores da equipe Ferrari), onde o automobilismo é bem popular e rende muito dinheiro não iam querer deixar de sediar F1 em seu país. A própria FIA não ia querer isso.

E o alemão Schummacher que nessa época já entrava na Ferrari foi o primeiro a dizer que era super contra a Williams ser incriminada.. que isso ia sujar a barra da Formula 1, que outras escuderias iam ter medo de correr na Itália e que portanto a morte do Ayrton não precisaria de julgamento por ter sido um mero acidente. Ou seja, lendo essa reportagem com discurso do presidente da FIA percebi que o “alemão” estava repetindo as mesmas palavras dele.

3) Nessa matéria também tem uma entrevista do irmão de Ayrton, Leonardo Senna, após a família receber a notícia da absolvição dos réus pela morte de Ayrton. Nela diz que a família NÃO acompanhou o processo pessoalmente, mandaram apenas um advogado para acompanhar o caso lá na Itália. O Leonardo afirmou para jornais que tem certeza que a barra de direção quebrou antes da colisão, porém esse mesmo jornal afirma que ao saber da decisão da justiça de inocentar todo mundo o Leonardo Senna não fez nada. Aí diz família agiu de forma fria ao processo: “A família de Ayrton Senna recebeu com aparente indiferença a sentença do juiz Antonio Constanzo, que inocentou os seis indiciados no processo”, essa forma fria, indiferente, é no sentido que eles pouco se lixaram pro resultado do processo.Tanto que ninguém da família foi pra Itália pra acompanhar pessoalmente. E também nem recorreram do processo. Estou chegando à conclusão que Ayrton foi traído não apenas porque família não aceitava seu relacionamento (com Adriane Galisteu), mas também porque família não se empenhou nas investigações de sua morte.

Me pergunto porque eles agiram assim: teriam feito um acordo financeiro (além do seguro milionário que receberam) com a equipe Williams? Lembrando que um ano após a morte de Ayrton, em 1995, Frank Williams (dono da Williams) visitou a família Senna em São Paulo, e revelou que a causa da morte de Ayrton foi realmente a ruptura da barra de direção.

Complicado, muito complicado! Acredito que a Fia e a Williams compraram esse julgamento e a Família Senna por algum motivo que a gente desconhece nada fez pra lutar pela verdade e fazer justiça pela morte de Ayrton. E pior ainda, anos mais tarde eles (a família) deixaram o Bruno Senna (sobrinho de Ayrton) correr na equipe onde o tio perdeu a vida.

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16 de dezembro de 1997 – Processo pela morte de Senna termina sem culpados

16/12/2009 - 00:01 | Enviado por: Thiago Jansen
Jornal do Brasil - Jblogs - www.jblog.com.br


A justiça italiana considerou inocentes todos os supostos responsáveis pelo acidente automobilístico que provocou a morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994, no Grande Prêmio de San Marino, Ímola. Após três anos e oito meses de investigações, inquéritos e processo, o juíz de Ímola, Antonio Costatitnzo, leu uma rápida sentença absolvendo os projetistas da Williams, Patrick Head e Adrian Newey, e o administrador do circuito Enzo e Din Ferrari, Federico Bendinelli.

A lei italiana dava à promotoria o direito de apelo da sentença em primeira instância mas ninguém no tribunal acreditava que o procurador Maurizio Passarini tivesse motivos para seguir com um processo já sem o apoio da opinião pública, e sem uma tese capaz de comprovar a responsabilidade de terceiros no acidente da curva Tamburello.

“Esperamos que esse processo não tenha continuidade. Acreditamos firmemente que este era o único resultado apropriado e agora estamos esperando a temporada de 1998 com confiança e entusiasmo”, disse uma nota oficial da equipe Williams.

Ao ler a sentença, o juiz Costanzo disse estar convencido que a coluna de direção do carro de Ayrton Senna se rompeu no choque contra o muro de concreto e não em plena curva, como indicava o laudo dos técnicos italianos guiados por Passarini. A decisão do juiz Costanzo afastou a possibilidade da FIA, organismo que controla a F1 e o automobilismo no mundo inteiro, retirar os GPs da Itália e de San Marino do calendário Internacional. Max Mosley, presidente da FIA, manteve até o final do julgamento a ameaça de afastar a Itália das corridas de F1 caso a equipe fosse punida por um acidente que ele considera típico do esporte. Mosley sempre disse que se os responsáveis pela Williams fossem condenados, outras equipes da F1 não se sentiriam “seguras” para seguir competindo em território italiano.

A justiça italiana cumpriu a promessa de dar ao caso Senna uma investigação e um processo legal dignos da fama e do carisma do piloto brasileiro. Por incompetência da promotoria ou devido à complexidade técnica da F1 a conclusão do julgamento em nada contribuiu para resolver o mistério da morte de Senna. Fãs italianos de Senna que acompanharam o julgamento na corte de Ímola sempre disseram que a busca da verdade era mais importante do que a punição aos eventuais responsáveis. Nem uma coisa nem outra foi atingida. Sem poder encontrar uma explicação do acidente acima de qualquer suspeita, a justiça italiana encerrou os trabalhos com a absolvição de todos.


A reação da família de Senna

A família de Ayrton Senna recebeu com aparente indiferença a sentença do juiz Antonio Constanzo, que inocentou os seis indiciados no processo que apurou responsabilidades na morte do piloto brasileiro no circuito de Ímola. Segundo Leonardo Senna, irmão mais novo de Ayrton, a família manteve um advogado na Itália, mas apenas para representá-los e acompanhar o andamento do processo. “Não tenho o que falar sobre a sentença e pelo menos para mim o caso está encerrado”, comentou.

Leonardo, no entanto, disse acreditar que a causa do acidente foi realmente a quebra da barra de direção e criticou as condições de segurança do autódromo. “A minha opinião é que a curva de Tamburello não oferecia a mínima condição de segurança. Piquet e Berger tinham sofrido acidentes graves no mesmo ponto e escaparam por sorte. Antes do acidente com Ayrton havia sinais de que algo muito grave poderia acontecer a qualquer momento e a curva não foi modificada”.

O irmão de Senna também fez críticas à FIA. “Eles sempre são rigorosos com o autódromo de Interlagos e todo ano fazem uma série de exigências. Mas em Ímola não tinha nada disso”.

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FONTE PESQUISADA

JANSEN, Thiago. 16 de dezembro de 1997 – Processo pela morte de Senna termina sem culpados. Disponível em: <http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=17883>. Acesso em: 12 de outubro 2015.

VEJA - Remendo fatal. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/050203/senna.html>. Acesso em: 06 de novembro 2015.










quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Peritos Recuperam a Outra Caixa-Preta do Carro de Ayrton Senna

Folha de São Paulo
São Paulo, domingo, 26 de junho de 1994

A caixa preta da Williams FW16 de Ayrton Senna

CLAUDIO JULIO TOGNOLLI
DA REPORTAGEM LOCAL


A falha mecânica apontada pela Justiça italiana está em imperfeições encontradas na suspensão traseira esquerda, e na barra de direção do carro de Ayrton Senna, revela o inquérito do caso.

Segundo Romeu Tuma Jr., essas peças passam por perícia na Universidade de Bolonha e no Instituto Aeroespacial italiano.

Outra novidade: uma das caixas-pretas do carro de Senna foi recuperada, e a outra, que se julgava inutilizada, está sendo reconstruída pelos peritos. As caixas foram resgatadas, segundo Tuma, numa operação secreta da Interpol, com autorização de uma juíza italiana –que no ofício só assinou um nome: "Signorina Salaredo".

As medidas da pista tomadas por Tuma Jr. revelam que, depois da quebra do carro, Senna teve a Williams arremessada ao alto por falha na pista, um aclive de 36 cm. "Depois que o carro saiu da pista e passou pela faixa de grama, encontrou ainda outro defeito, um declive de 37 cm, que projetou o carro com mais violência contra o muro", diz Tuma.

O muro da curva Tamburello tinha 84 cm de altura e 20 de espessura. Com o impacto, o muro sofreu uma curvatura de 2,8 cm.

Com o filme obtido da Benetton de Schumacher, que andava atrás de Senna, a Justiça italiana concluiu que, segundos antes de bater, o carro teve provavelmente uma quebra na suspensão traseira.

Nessa semana também surge outro passo das investigações: Tuma Jr. solicita à Rede Globo de Televisão, à pedido da Justiça italiana, uma fita em que, dois dias antes do acidente, Frank Williams teria dito a um perito, na presença de Ayrton Senna: "Faça o que o Senna quer, se ele tiver um acidente você vai ter sérios problemas".

A Justiça italiana quer ouvir Frank Williams e esse perito, para que revelem, em juízo, quais seriam as preocupações técnicas que Ayrton havia demonstrado. Finalmente, outra investigação começa a surgir: a de que houve suposta omissão de socorro a Senna. (CJT) 

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A investigação concluiu que Barra de Direção Causou Acidente de Ayrton Senna, leia:

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FONTE PESQUISADA

FOLHA SÃO PAULO - Peritos recuperam a outra caixa-preta. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/6/26/esporte/45.html>. Acesso em: 28 de outubro 2015.