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sexta-feira, 3 de maio de 2024

Longe dos holofotes, Ayrton Senna tinha locais preferidos para relaxar em momentos de folga

Rotina leve e afetiva ditava momentos de férias de Ayrton Senna, que exercia novas facetas com pausa na velocidade das pistas

Revista CARAS Publicado em 03/05/2024, às 10h00

Em fevereiro de 1994, ele curte o término das férias em sua fazenda em Tatuí, no interior de SP - FOTOS: GETTY IMAGES

A velocidade era a grande paixão de Ayrton Senna (1960-1994), mas fora das pistas o ídolo dividia esse amor com outros interesses. Nas férias, por exemplo, a casa de Angra dos Reis, no litoral fluminense, era um de seus destinos favoritos. Por lá, ele conseguia colocar em prática hobbies como andar de jetski. “Ele era competitivo até nas brincadeiras e não gostava de perder de mim, que levava vantagem por ser mais leve. Por isso, sempre arrumava um jeito de fazer um motor mais forte no jet ski dele”, comentou o sobrinho, Bruno Senna (40).

Precursor da preparação física no automobilismo, Senna costumava se sair bem em quase todos os esportes, exceto no futebol! Era fã de ciclismo, tênis e corridas. O aeromodelismo também tinha lugar de destaque. “Claro que nem sempre tudo saía perfeito. Uma certa vez, ele chegou todo contente com um helicóptero de controle remoto novo e foi para o jardim pilotar. A brincadeira durou pouco: tudo o que ele conseguiu foi decolar o helicóptero acima do telhado da casa e vê-lo se espatifar no chão!”, recordou a mãe, dona Neyde (84).

Já em sua fazenda em Tatuí, no interior de SP, ele mandou construir uma casa separada da residência principal. A ideia era guardar ali todos seus brinquedos de ‘gente grande’: motos, bugues, quadriciclos e um barco. Tinha ainda uma prateleira com carros, um hovercraft, além de um helicóptero, sete aviões e duas lanchas, seus brinquedos de controle remoto. Para completar uma coleção de miniaturas: de carros, é claro. Ele ainda se aventurava na pesca e chegou a passar um dia inteiro aprendendo lições sobre pesca esportiva.

“O que eu mais gosto é ficar em casa”, dizia ele. Amante da boa mesa, seu prato favorito era o macarrão ao sugo. E, como bom brasileiro, também não dispensava o clássico arroz, feijão, bife e batata frita. A curiosidade é que, diferentemente da rotina nas pistas, o piloto comia devagar, fazendo suas garfadas em ‘primeria marcha’! Para adoçar o paladar, não dispensava um profiterole.







FONTE PESQUISADA

CARAS - Longe dos holofotes, Ayrton Senna tinha locais preferidos para relaxar em momentos de folga. Disponível em: <https://caras.uol.com.br/revista/longe-dos-holofotes-ayrton-senna-tinha-locais-preferidos-para-relaxar-em-momentos-de-folga.phtml>. Acesso em: 24 de junho de 2024.

sábado, 17 de agosto de 2019

Fotos Inéditas da Construção da Fazenda Dois Lagos (Em Construção)

Em 1988, Senna comprou, a nordeste de São Paulo, uma fazenda onde está construindo a casa de seus sonhos. "Me apaixonei por este recanto cheio de lagos naturais. Aqui produzimos nosso própria leite, queijo e manteiga."


Fonte: Revista Manchete, 16 de junho de 1991, nº 1991, ano 39.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Último kart de Senna será leiloado; antigo dono conta a história da máquina


José Eduardo Martins
Do UOL Esporte, em São Paulo
04/09/2018 04h00

Uma máquina que faz parte da história do automobilismo pode deixar o Brasil. O último kart utilizado por Ayrton Senna, em um encontro com amigos em sua fazenda, em Tatuí, no interior do estado de São Paulo, no dia 19 de março de 1994, integra o lote de uma das principais casas de Leilão de Londres, na Inglaterra. Os interessados precisam fazer um cadastro para apresentar as ofertas nesta quarta-feira (5), a previsão é de que os lances fiquem entre R$ 268 mil e R$ 375 mil - sendo parte da renda destinada ao Instituto Ayrton Senna.

O tricampeão nunca escondeu que o kart era uma de suas maiores paixões. Por isso, quando construiu a sua propriedade, incluiu no projeto uma pista para acelerar nos fins de semana de folga com as pessoas mais próximas. Um de seus amigos era José Dirani. Dono de uma oficina, ele conhecia o astro há muitos anos e passou a ser o seu mecânico particular. A pedido do piloto da F-1, José separou alguns karts para que ficassem em Tatuí, e o de número 14 virou o xodó de Senna. 

"Meu pai [José Dirani] preparava também o meu kart e o do Senna. Ele tinha uma oficina e, quando o Ayrton Senna era adolescente, eles trocavam muita informação. O Ayrton já gostava bastante de carros nesta época e nada mais natural do que os dois ficarem amigos", contou Danilo Dirani, que compete hoje na Copa Truck e trabalha também como coach de pilotos.

Imagem: Arquivo pessoal

Depois do dia 19 de março de 1994, o kart não andou mais. Senna, como todos sabem, morreu no dia 1º de maio do mesmo ano, e a máquina ficou guardada na garagem até ser restaurada. Junto com o veículo, o vencedor do leilão vai receber uma série de imagens do tricampeão em ação com o bólido. O material serve para comprovar a autenticidade da máquina, que já foi acelerada por outro piloto. Considerado um dos jovens mais promissores de sua geração, Dirani foi o primeiro dono do kart número 14.

"Tenho muito carinho por esse kart, assim como por todos os equipamentos que usei. Tenho boas lembranças dele. Eu corria com ele, em 92 e 93. Ganhei muitas corridas com esse kart no campeonato do interior de São Paulo júnior menor. Em 94, usei um outro modelo, porque aquele estava ficando mais antigo. Então, meu pai passou para o Ayrton utilizar nas reuniões que ele fazia na fazenda. Ele usou no dia 19 de março, e depois ficou guardado até a ideia do leilão surgir", contou Danilo Dirani, que escolheu o número 14.

"O número 4 que era o número que o meu pai usava. Como já tinha um menino que utilizava no campeonato, coloquei o 1 na frente e fiquei com o 14", completou.

Danilo Dirani e Ayrton Senna, com o kart que será leiloado 
Imagem: Arquivo pessoal

Na infância, Danilo Dirani conviveu bastante com Ayrton e a sua família. Mesmo que as memórias não sejam tão nítidas, ele ainda recorda com carinho dos tempos em que corria com Senna e do que aprendeu com o tricampeão.

"Até os meus 10 anos a gente convivia bastante, lembro de muita coisa, mas não tão nitidamente. Porém, a essência daqueles dias estão guardadas. Não me lembro dele falando as palavras exatas, 'faça isso ou aquilo', mas quando você é criança as coisas entram no subconsciente, e com certeza ficam lá. É um cara que eu tinha uma admiração, é óbvio, era um ídolo. Não me lembro de nenhum ponto específico, mas vejo muitas coisas de atitudes de cotidiano que aprendi com ele e a família dele que ficaram no meu chip", afirmou Danilo Dirani, de 35 anos. 

[Será que o Danilo Dirani aprendeu com a família Senna a fazer crueldade com as pessoas também?]

Ficha do kart:

Fabricante: Kart Mini (chassi).
Ano de fabricação: entre 1991 e 1993.
Motorização: Komet (dois tempos); fabricado em 1990.
Combustível: gasolina.
Carburação: simples
Cilindrada: 125cc
Avaliação: entre R$ 268 mil e R$ 375 mil

Último kart de Ayrton Senna foi restaurado e será leiloado na Inglaterra 
Imagem: Divulgação



FONTE PESQUISADA

MARTINS, José Eduardo. Último kart de Senna será leiloado; antigo dono conta a história da máquina. Disponível em: <https://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2018/09/04/ultimo-kart-de-senna-sera-leiloado-antigo-dono-conta-a-historia-da-maquina.htm>. Acesso em: 04 de setembro 2018.


















sábado, 4 de agosto de 2018

Ayrton Senna com o "Milho Campeão" (Foto)

Senna com o milho chamado campeão

Na fazenda “Dois Lagos” que pertencia a Ayrton Senna há uma plantação de milho doce, raro no Brasil, que é comido com manteiga feita de leite caseiro e suco de caju colhido no pé. 


Senna em cima da colheita no caminhão em 1994

Senna ao lado de Chiquinho Japonês, então funcionário de sua fazenda






FONTES PESQUISADAS

MOURA, Marcelo. A casa dos brinquedos de Ayrton Senna. Disponível em:
<https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/a-casa-dos-brinquedos-de-ayrton-senna/>. Acesso em: 04 de agosto 2018.

COLOMBARI, Emanuel. Ex-funcionário homenageia Senna com "milho campeão" em SP. Disponível em: <https://www.terra.com.br/esportes/automobilismo/formula1/ex-funcionario-homenageia-senna-com-milho-campeao-em-sp,eec647ea2d8b5410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html>. Acesso em: 01 de agosto 2018.

domingo, 22 de abril de 2018

Fazenda Dois Lagos - 23 de Junho de 2016

Foto da Fazenda Dois Lagos que pertenceu a Ayrton Senna e hoje é da família dele. A propriedade está localizada no Vale dos Lagos, em Tatuí, interior de São Paulo.




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Adriane Galisteu e Ayrton Senna em Tatuí - Fevereiro de 1994


Ayrton Senna e sua companheira Adriane Galisteu a cavalo em Tatui, Brasil, em 15 de fevereiro de 1994. (Foto de Gianni GIANSANTI / Gamma-Rapho via Getty Images)



Ayrton Senna com porcos em uma fazenda perto de São Paulo em 15 de fevereiro de 1994, no Brasil. (Foto de Gianni GIANSANTI / Gamma-Rapho via Getty Images)



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Origem da Paixão de Ayrton Senna Por Aeromodelismo


Aeromodelismo - Passatempo famoso de Senna. Foi cultivado na Inglaterra, enquanto ele corria na Fórmula Ford e na Fórmula 3 (começo dos anos 80, entre 1981 e 1983), ao lado do amigo Maurício Gugelmin. O hobby continuou nos tempos de Fórmula 1, na Europa e no Brasil - incluindo brincadeiras com um primo, sobrinhos e amigos.


Ayrton e Maurício no quintal de casa em Esher na Inglaterra em 1985 ajustando um aeromodelo para em seguida brincarem com o aparelho.



Batalhas aéreas a 150 km/h por Fábio Machado da Silva, primo de Ayrton

Ayrton com seu primo Fábio brincam de aeromodelismo na fazenda do campeão, "Dois Lagos", em Tatuí, interior de São Paulo. Foto: Gianni Giansantti, 1994.

Um dia Ayrton veio da Europa com um modelo de isopor, com motor e controle remoto. Foi no começo dos anos 80, talvez na época da Fórmula 3. A gente não sabia usar mas foi tentando, quebramos vários. Eu praticava mais, porque ele passava muito tempo na Europa. Mas ele tinha uma enorme habilidade para assimilar os controles, então voava melhor que eu. Meu controle tinha acelerador do lado esquerdo e o dele, do lado direito, e mesmo assim ele conseguia usar os dois normalmente. As pessoas sabiam que ele gostava de pilotar, então mandavam aviões de presente - um para ele e outro para mim, com controles invertidos [Senna era canhoto e Fábio é destro]. A equipe de motores da Honda, que trabalhou com o Ayrton na Lotus e na McLaren, também se envolvia. Arrumavam, não sei de onde, um combustível especial para melhorar o desempenho dos aviõezinhos. E todo ano faziam um evento em Tóquio, que rendia um aeromodelo. Após o Grande Prêmio de Suzuka, a gente ficava mais uma semana no Japão. Domingo corria, segunda brincava de aeromodelo e, da terça em diante, negócios. Nunca os negócios invadiam a agenda de segunda, nem a brincadeira se estendia para terça. Um funcionário da Honda montava um avião e entregava para o Ayrton experimentar. Ficavam 20 ou 30 pessoas da equipe, voando também ou só assistindo. Era uma festa. No fim da tarde, eles embrulhavam o avião e mandavam para o Brasil. O hidroavião da foto é um deles, o Ayrton ganhou um dia depois do bi mundial. Esse ritual com o pessoal da Honda continuou mesmo após saírem da Fórmula 1. A gente vivia cheio de peças, tinha mais do que numa loja. Reunimos tudo numa casa na fazenda. Era terminar o jantar e ir para lá, aprontar os aviões durante a noite para brincar no dia seguinte. Esses aeromodelos voam a 150 km/h, têm comando muito sensível e, conforme passa por cima de você, o que era direita vira esquerda. Manter sob controle é uma adrenalina. Mas voar já não era suficiente para ele, então ia criando desafios novos. Deixava o avião se perder nas nuvens, soltava e esperava para ver onde estava caindo, para então recuperar o controle. Gostava de voar com vento forte, de perseguir os passarinhos... Numa das brincadeiras, eu decolava e ele vinha atrás, tentando me derrubar. Num espaço aéreo de centenas de metros, com dois aviões tão rápidos e ágeis, ele tentava acertar o ponto onde eu estaria no próximo instante. Uma vez ele conseguiu. Meu avião caiu como se fosse uma pedra, foi reto para o chão. O dele ficou avariado e foi caindo também, mas o Ayrton não lamentou. Foi o dia mais feliz, ele pulava de alegria, não parava de rir. Com a morte do Senna, os aviões da casa na fazenda ficaram parados. Apenas a moça da limpeza mexe. Dez anos depois, meu filho pediu para ensiná-lo. Voltei a voar, mas com outros modelos. Aqueles, que eu usava com o Senna, nunca mais. 


 Ayrton com o controle na mão e Fábio de braços cruzados do lado direito no Japão brincando de aeromodelismo em 1990.  "Após o Grande Prêmio de Suzuka, a gente ficava mais uma semana no Japão. Domingo corria, segunda brincava de aeromodelo e, da terça em diante, negócios.", recorda Fábio. 


Senna e o primo Fábio tratando de negócios no Japão após as brincadeiras com os aviãozinhos em 1991



"A gente vivia cheio de peças, tinha mais do que numa loja. Reunimos tudo numa casa na fazenda. Era terminar o jantar e ir para lá, aprontar os aviões durante a noite para brincar no dia seguinte." - Fábio Machado 






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 


UOL - Ayrton Senna, de A a Z. Disponível em: <https://esporte.uol.com.br/f1/album/2014/05/01/ayrton-senna-de-a-a-z.htm>. Acesso em: 11 de janeiro 2017.

MOURA, Marcelo. Ayrton em cena. Quatro Rodas, São Paulo, edição 607, ano 50, p. 210 – 217. Agosto de 2010.