sábado, 12 de agosto de 2023
domingo, 3 de julho de 2022
JORNAL DO BRASIL: Senna Terá Um Plano Especial de Exercícios (25 de março de 1984)
domingo, 18 de abril de 2021
Senna bate sua marca na pista de atletismo
O Globo, 22 de Janeiro de 1988
ALBERTO LUDUVIG
SÃO PAULO – De calção branco, tênis e sem camisa, Ayrton Senna entrou na pista do Centro Olímpico do Ibirapuera e foi logo brincando com o professor Nuno Cobra:
-É para quebrar o recorde de ontem?
-Você tem condições para isso - respondeu o professor. ·
Eram ainda 9h30, mas a temperatura já estava a 35 graus quando o piloto começou a correr as 20 voltas programadas para ontem. A cada volta, Nuno Cobra anunciava o tempo e incentivava Senna a manter o ritmo, mesmo sob o calor de um dos dias mais quentes do verão paulista.
Terminado o treino, Senna, que nesta temporada defenderá a McLaren ao lado de Alain Prost no Mundial de Fórmula-1, superou em dois segundos sua marca do dia anterior. Se o piloto estava contente por vencer mais um desafio, o professor também estava satisfeito por ter colocado Senna em boas condições físicas após 21 dias de trabalho, que deverá continuar por pelo menos mais duas semanas, antes do início da preparação do carro para o Grande Prêmio do Brasil, em abril.
Senna fez, também, três sessões por semana de ginástica localizada, para fortalecer os músculos dos braços, ombros e pescoço. O piloto quer voltar à Europa no auge de sua capacidade física, alcançada em 86. Na época, morava em Esher, localidade muito arborizada, perto de Londres. Lá, o piloto obedeceu às recomendações de Nuno Cobra, que irá este ano a Montecarlo – para onde Senna se mudou –, para definir um novo programa de treinamento. Depois disso, a preocupação do piloto será a de manter o condicionamento físico adquirido no Brasil.
-Mas isso não será difícil. Na pista ou fora dela, procuro sempre dar o máximo de mim. Se quiser resultados, sei que é preciso trabalhar com seriedade em todos os sentidos.
Quanto a isso, Nuno Cobra não tem qualquer dúvida e, entre os muitos atletas com quem trabalhou, considera Senna um dos mais disciplinados. Segundo Nuno, o piloto surpreende pela disposição com que chega para os treinos e nunca reclama do horário ou da quantidade de exercícios que é preciso cumprir. Senna, por sua vez, mesmo com tantos treinos, acha que esse é seu melhor período de férias desde sua entrada no "circo" da F-l.
- E a primeira vez que consigo passar dois meses inteiros no Brasil. Isso está sendo muito bom e quero aproveitar o máximo possível.
FONTE PESQUISADA
LUDUVIG, Alberto. Senna bate sua marca na pista de atletismo. O Globo, 22 de Janeiro de 1988, Matutina, Esportes, página 23.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Jornal do Brasil: Senna lamenta estrear carro novo na Espanha 14/02/1992
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Ayrton Senna: Um Excelente Processador de Dados
Quinta-feira, 03 de abril de 2014
Aqui está a nossa segunda reportagem para celebrar o 20º aniversário da trágica morte de Ayrton Senna. Conversamos com o Dr. Jacques Dallaire, o cérebro por trás do treinamento físico e mental de Senna durante toda a sua carreira de Fórmula 1.
Dr. Jacques Dallaire, especialista em desempenho com um doutorado em fisiologia do exercício, trabalhou em estreita colaboração com vários atletas profissionais e olímpicos, além de centenas de profissionais ocupacionais de alto desempenho.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
'Grande piloto e pessoa muito simpática', diz ex-atleta que puxava treinos de Ayrton Senna, 30 anos após 1º título
sábado, 23 de setembro de 2017
Nuno Cobra Chora Muito ao Deixar Prisão (Vídeo)
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
O Globo: Senna, Um Corpo Que Corre 24 02 1984
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
"A reputação leva uma vida inteira a construir e pode ser destruída em segundos." - William Shakespeare
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Ministério Público pede a condenação de ex-preparador de Ayrton Senna por violação sexual durante voo
O comentarista da SporTV, Sérgio Xavier Filho, descreveu bem Nuno Cobra na maneira de ser e tratar as pessoas:
"Nuno Cobra passou a vida tocando nos outros. Abraços demorados, por exemplo. Antes de condená-lo ou absolvê-lo, sugiro mais calma." -
Publicado em 04/09/2017, 16:30
Atualizado em 04/09/2017, 16:37
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terça-feira, 22 de agosto de 2017
'O Ayrton era maravilhoso mas o Senna não,' diz Nuno Cobra (Vídeo)
RedeTV - Programa A Tarde é Sua com Sônia Abrão - Publicada: 21/08/2017
sábado, 19 de agosto de 2017
"Senna Era Muito Difícil, Quase Não Falava Com Ninguém" - Nuno Cobra, Preparador Físico e Mental de Ayrton Senna
Do “Correio Braziliense”
Nuno conta que o segredo das conquistas de Senna está ligado à descoberta do prazer de viver. Com o treinamento baseado em respiração, alimentação adequada e condicionamento físico, o piloto superou um suposto problema cardíaco e deixou de ser chamado de "franzino Ayrton Senna". O apelido era odiado pelo ídolo, segundo conta o preparador físico, que também treinou Mika Hakkinen e Christian Fittipaldi.
Todo método de Nuno Cobra está resumido no livro "A Semente da Vitória", da Editora Senac. Na publicação de sucesso, o treinador explica que não existe segredo no resgate das raízes de um vencedor. Formado em educação física
Nuno conversou com o Correio na semana em que a morte de Senna completa dez anos.
O bate-papo aconteceu depois de mais uma palestra sobre qualidade de vida, proferida para funcionários do Banco do Brasil,
CORREIO BRAZILIENSE
NUNO COBRA – Foi uma experiência luminosa na minha vida. Admito que não foi o meu caso mais emocionante. Foi, sem dúvida, o mais notório. Os trabalhos mais emocionantes de toda minha carreira foram com presidiários e com excepcionais, há mais de 40 anos.
CORREIO – Senna era uma pessoa fácil de trabalhar?
COBRA – Ao contrário. Ele era muito difícil, quase não falava com ninguém. Era como dar aula para uma pedra.
CORREIO – Essa imagem é muito diferente do que passava para o público aqui no Brasil.
NUNO – Mas acredite. Algumas vezes eu ficava até quatro horas com Senna, trabalhando a auto-estima dele, e o máximo que eu ouvia era um "oi" atravessado no início do encontro. Em outros momentos, ele só me observava com o canto dos olhos e não falava uma palavra. Se tivesse aparecido na minha vida antes, eu não teria feito esse trabalho com ele. Não estaria pronto para alcançar um bom resultado.
CORREIO – O senhor pensou em desistir?
NUNO – Eu não, mas meu filho ficava arrasado. Ele era meu ajudante na época e depois de horas de trabalho com Senna chegava em casa e chorava. Ficava realmente arrasado. Nós dois crescemos muito com o trabalho com Senna.
CORREIO – Como vocês se conheceram?
NUNO – Ele me procurou na Universidade de São Paulo (USP). Veio por um jornalista que conhecia meu trabalho com outros atletas, principalmente de tênis e vôlei. O Ayrton tinha lido algumas entrevistas minhas e me procurou.
CORREIO – Ele queria melhorar o condicionamento físico quando te procurou?
NUNO – Na verdade ele achava que tinha problemas graves no coração, porque ainda no início da carreira, quando corria na Fórmula 3, ele desmaiava no fim das provas. Ele era muito fraquinho, sem massa muscular.
CORREIO – Mas ele tinha problemas cardíacos?
NUNO – Não. A primeira coisa que verifiquei foi o coração dele. Depois de vários anos confirmei que ele não tinha nada mesmo. Nesse momento, tive minha primeira conversa franca com ele. Contei para o Ayrton que ele tinha coração de passarinho, que bate, bate mas não manda sangue suficiente para todo o corpo.
CORREIO – E como ele superou isso?
NUNO – Ele se envolveu muito no treinamento. Uma dedicação máxima que eu nunca tinha visto igual. Por exemplo, era comum o Ayrton estar acordado ainda às 2 da manhã. Aos poucos fomos mudando seus hábitos. Mas, para chegar ao ponto de ir para cama à meia-noite, demorou meses. Me lembro que em um dia, em 1991, liguei para ele em Angra antes de 21 horas e ele já estava dormindo. No dia seguinte, ele me contou que tinha descoberto o enorme prazer de dormir cedo e bem.
CORREIO – O que o treinamento fez com ele?
NUNO – Quando ele começou na Fórmula 1, Ayrton era frágil e se irritava porque os jornais o chamavam de franzino Ayrton Senna. Ele odiava isso. Em dez anos, o consumo máximo de oxigênio de Senna subiu de 34ml para 80ml. Isso possibilitou que ele corresse mais, se movimentasse mais e ganhasse massa muscular. Senna ficou mais aberto, comunicativo e carinhoso. Ayrton descobriu o prazer de viver, de mastigar bem os alimentos e sentir o gosto da comida.
(jornal O Globo em 13 de janeiro de 1990).
Documentário "Ayrton Senna do Brasil" do programa "Esporte Espetacular" da TV Globo, ano 2014.































