Portugal 1989, Circuito do Estoril: a equipe Ferrari com a equipe de Testes posa com o campeão do mundo Ayrton Senna.
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domingo, 19 de junho de 2022
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
GP às 10: Plano secreto de Ayrton Senna para futuro era mesmo encerrar carreira na Ferrari (Vídeo)
Ayrton Senna venceu pela segunda vez o GP do Brasil
(Foto: Rainer Nyberg)
Na edição do GP às 10 desta quinta-feira (27),
Flavio Gomes relembra entrevista feita com Ayrton Senna em 1993 e conta como o
tricampeão já tinha dados os primeiros passos para correr na Ferrari após a
passagem pela Williams
WARM UP / REDAÇÃO GP, DE CURITIBA
grandepremio.com.br | 27/09/2018
Flavio Gomes aproveitou os 25 anos da conquista do
quarto título mundial de Alain Prost para recordar uma entrevista exclusiva com
Ayrton Senna naquele mesmo fim de semana. Apesar da despedida do francês, as
atenções no Estoril estavam voltadas para o futuro do brasileiro, que já havia
assinado com a Williams, mas não podia falar sobre o acordo. Gomes, então, quis
saber sobre o que o tricampeão ainda queria fazer na F1. Anos mais tarde,
descobriu que o plano para o futuro incluía um contrato com a Ferrari.
O GP às 10 é a série que traz um comentário em vídeo dos jornalistas do GRANDE PRÊMIO, sempre às 10h (de Brasília), do dia e da noite.
O GP às 10 é a série que traz um comentário em vídeo dos jornalistas do GRANDE PRÊMIO, sempre às 10h (de Brasília), do dia e da noite.
FONTE PESQUISADA
GRANDE
PRÊMIO - GP às 10: Plano secreto de Ayrton Senna para futuro era mesmo encerrar
carreira na Ferrari. Disponível em: <https://www.grandepremio.com.br/f1/noticias/gp-as-10-plano-secreto-de-ayrton-senna-para-futuro-era-mesmo-encerrar-carreira-na-ferrari>.
Acesso em: 27 de setembro 2018.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Sonhos de um Campeão
"Um dia vou
casar com você, e eu vou correr na Ferrari."
Adriane Galisteu: Pouco antes da tragédia de Imola, Ayrton me disse: "Um dia eu vou casar com você, e eu vou correr na equipe Ferrari". “Mais dois anos”, ele calculou, “e a equipe italiana terá um carro mais competitivo. E mesmo que não tiver, é lá que eu quero ter minha última corrida e dar minha última volta.”"
Ayrton Senna e Adriane Galisteu no GP de Mônaco em 1993
Fonte: Revista Francesa VSD,
número 946, 12 de outubro de 1995.
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Senna negociou com a Ferrari dias
antes de morrer, diz dirigente
Do UOL, em São Paulo
30/04/2014 | 08h54
O presidente da Ferrari, Luca
di Montezemolo, revelou em entrevista ao site oficial da escuderia que o
tricampeão mundial Ayrton Senna "deixou claro" em um encontro com o
dirigente no dia 27 de abril de 1994, dias antes de sua morte, que terminaria a
carreira na equipe italiana.
"Ele quis vir para a Ferrari, e eu queria que ele viesse para a equipe. Quando esteve na Itália, para disputar o GP de San Marino, nos reunimos na minha casa em Bolonha na quarta-feira, 27 de abril. Me disse que gostou muito da posição que havíamos adotado contra o excesso do uso de ajudas eletrônicas na pilotagem, que não deixavam claro o real valor de cada piloto. Falamos durante um bom tempo e me deixou claro que queria terminar sua carreira na Ferrari", afirmou Montezemolo.
O dirigente disse ainda que Senna deixou pendente um novo encontro para tratar de uma possível ida para a Ferrari. "Ficamos de voltar a nos reunir logo, para tentar averiguar como poderíamos superar as obrigações contratuais que ele tinha naquele momento. Ambos estávamos de acordo que, para um piloto como ele, a Ferrari seria o lugar ideal para continuar com sua carreira, até aquele momento já brilhantíssima, única", disse o presidente da escuderia.
Senna morreu no dia 1° de maio de 1994 após sua Williams escapar na curva Tamburello do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, e atingir o muro de proteção a quase300
km/h . O brasileiro teve fraturas no crânio após um dos
braços da suspensão ser arremessado junto com uma das rodas em direção ao seu
capacete no momento da batida.
"Por desgraça, o destino nos roubou Ayrton e Roland Ratzenberger (morto no dia 30 de abril, em um acidente durante o treino classificatório) em um dos finais de semana mais tristes da história da Fórmula 1. Do Senna, recordo sua gentileza e simplicidade, quase timidez, em absoluto contraste com o Senna piloto, um lutador sempre decidido a tirar o máximo", concluiu Montezemolo.
"Ele quis vir para a Ferrari, e eu queria que ele viesse para a equipe. Quando esteve na Itália, para disputar o GP de San Marino, nos reunimos na minha casa em Bolonha na quarta-feira, 27 de abril. Me disse que gostou muito da posição que havíamos adotado contra o excesso do uso de ajudas eletrônicas na pilotagem, que não deixavam claro o real valor de cada piloto. Falamos durante um bom tempo e me deixou claro que queria terminar sua carreira na Ferrari", afirmou Montezemolo.
O dirigente disse ainda que Senna deixou pendente um novo encontro para tratar de uma possível ida para a Ferrari. "Ficamos de voltar a nos reunir logo, para tentar averiguar como poderíamos superar as obrigações contratuais que ele tinha naquele momento. Ambos estávamos de acordo que, para um piloto como ele, a Ferrari seria o lugar ideal para continuar com sua carreira, até aquele momento já brilhantíssima, única", disse o presidente da escuderia.
Senna morreu no dia 1° de maio de 1994 após sua Williams escapar na curva Tamburello do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, e atingir o muro de proteção a quase
"Por desgraça, o destino nos roubou Ayrton e Roland Ratzenberger (morto no dia 30 de abril, em um acidente durante o treino classificatório) em um dos finais de semana mais tristes da história da Fórmula 1. Do Senna, recordo sua gentileza e simplicidade, quase timidez, em absoluto contraste com o Senna piloto, um lutador sempre decidido a tirar o máximo", concluiu Montezemolo.
Na época piloto da Mclaren,
Senna aparece com Luca Cordero di Montezemolo, então presidente da Ferrari, num
jantar de gala, durante o fim de semana do GP de Mônaco, em 1992
Com a mudança de regulamento para a temporada de 1994, que baniu recursos eletrônicos, a Williams teve problemas no projeto do FW16, carro com o qual Ayrton Senna tentaria conquistar seu quarto título mundial. O piloto brasileiro não conquistou nenhum ponto nas duas provas anteriores, o GP do Brasil e o GP do Pacífico, após rodar em Interlagos e ser atingido por outro carro logo após a largada no circuito de Aida, no Japão.
A Ferrari vivia uma má fase
na Fórmula 1 desde a perda do título de Alain Prost, em 1990, justamente para
Senna. O brasileiro forçou uma batida no carro do francês logo na largada do GP
do Japão, em Suzuka, e garantiu o bi mundial. No ano seguinte, Prost foi
demitido da Ferrari antes do fim do campeonato por fazer duras críticas ao
carro da escuderia italiana, que o francês comparou a um
"caminhão".
A equipe italiana só voltaria
a viver dias melhores quando contratou o então bicampeão mundial Michael
Schumacher. Após uma temporada difícil de adaptação em 1996, o alemão disputou
o título até a última corrida em 1997 com Jacques Villeneuve, da Williams.
Perdeu e ainda teve o vice-campeonato cassado por provocar uma batida contra o
canadense. O jejum de títulos de pilotos da Ferrari só acabaria no ano 2000,
quando Schumi começou uma sequência de cinco títulos e uma era de domínio
absoluto do time de Maranello na categoria.
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FONTES PESQUISADAS
PARMENTIER, Frederic. Senna intime raconté
par Adriane. VSD, Paris, edição 946, ano 37, nº 15, p.78-81. 12 de outubro 1995.
UOL ESPORTE - Senna negociou com a Ferrari
dias antes de morrer, diz dirigente. Disponível em: <https://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2014/04/30/senna-disse-que-iria-terminar-a-carreira-na-ferrari-revela-montezemolo.htm#fotoNav=1>.
Acesso em: 26 de abril 2017.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
De Prost a Convite da Ferrari, Nuno Cobra Relembra Histórias de Senna
Preparador físico conta que
tricampeão o procurou após suspeitar de problemas cardíacos. Confira a
entrevista exclusiva
Bruno Gecys, iG São
Paulo | 31/05/2012 14:34:46 - Atualizada às 31/05/2012
17:20:46
esporte.ig.com.br
Nuno Cobra trabalhou com Ayrton Senna na F1, além de outros
nomes como Mika Hakkinen e Rubens Barrichello - Foto: Divulgação
Nuno Cobra é um nome muito
importante para o automobilismo brasileiro. E ele nunca entrou em um carro para
competir, nem fez parte de nenhuma grande equipe. Cobra, na verdade, foi
preparador físico de vários grandes pilotos, como Rubens Barrichello e Mika
Hakkinen. Mas o papel mais notável de sua carreira foi junto ao tricampeão
mundial Ayrton Senna.
Preparador físico do piloto
na época da Fórmula 1,
poucas pessoas conheceram tão bem o lado pessoal e profissional de Senna como
ele. Desde 1984, primeiro ano do tricampeão na categoria, passavam meses juntos
antes das temporadas, nas preparações para as provas que Senna enfrentaria
durante o ano.
Em entrevista exclusiva
ao iG, Nuno Cobra, aos 73 anos, relembra da época de convivência com o
piloto. Fala de como Senna o procurou após suspeitar de um problema cardíaco na
época da Fórmula 3 Britânica, sobre as duras preparações do tricampeão, a
rivalidade com Prost, convites da Ferrari e muito mais. Além disso, relembra
também o “ex-pupilo” Rubens Barrichello, que, aos 40 anos de idade, disputa sua
primeira temporada na Indy. Acompanhe a
seguir o bate-papo completo.
Ayrton Senna treina ao lado de crianças, observado por Nuno
Cobra (à esquerda) - Foto: Reprodução
Como foi seu contato inicial
com o Ayrton Senna?
O início do meu trabalho com
o Ayrton foi o encontro de duas pessoas que se complementaram muito bem. Eu
tinha realizado um trabalho que deu muito certo com a tenista Cláudia Monteiro
e repercutiu bastante no Brasil e na Europa. Saiu em uma revista na Áustria
sobre meu tratamento, mais voltado para o coração, e o Ayrton viu que eu era
brasileiro e se interessou.
Em uma coletiva de imprensa,
ele perguntou se alguém conhecia esse “tal” Nuno Cobra, e um jornalista nos
apresentou. Em janeiro de 1984, primeiro ano dele na F1, já começamos a
trabalhar juntos.
Por que ele se interessou a
começar a preparação física?
Ele achava que tinha problema
no coração enquanto estava na Fórmula 3 Inglesa, por isso me procurou. Não
aguentava nem uma corrida de 20 voltas e saía esgotado. E eu, que pouco
acompanhava automobilismo, nem o conhecia.
No primeiro encontro ele me perguntou
se eu poderia ajudá-lo, já que em algumas corridas ele saía de dentro do carro
desmaiado. Aquele corpo franzino, bem fraco naquela época. Fizemos alguns
exames e falei pra ele que o coração estava forte, ótimo. Só precisávamos
trabalhar mais, estava atrofiado, ele tinha pouca resistência aos esforços
físicos.
E como foram os primeiros
meses de trabalho?
O começo em 1984 foi no Clube
Pinheiros, enquanto eu treinava meus alunos de lá. Era o único tempo que eu
poderia atendê-lo, junto com alguns tenistas. Mas a insistência dele foi algo
que me impressionou. Ele queria de qualquer jeito melhorar aquela condição.
Ele, um piloto começando na Fórmula 1, ficava em uma sarjeta atrás das quadras,
que até ficou conhecida como a “Calçada do Ayrton” lá. Passava quarenta,
cinquenta minutos e ele esperava pacientemente e não saía de lá até que eu
pudesse atendê-lo.
No primeiro ano dele na
Fórmula 1, ele me contava que ainda desmaiava depois de algumas corridas,
tamanho o esforço. Na África do Sul, por exemplo, ele chegou a desmaiar. Em
Silverstone, ele também acabou passando mal. Mas o dom do “fazer” que ele tinha
foi ajudando muito com o tempo.
Os treinos aconteciam em que
época do ano?
Nossa preparação começava
quando o campeonato terminava e íamos até o início da outra temporada. Ele até
rejeitava correr em algumas provas de inverno fora do calendário na Europa para
se preparar. Dizia: “Eu tenho que cuidar do meu corpo. Tem gente competente
cuidando da máquina”. Ele não conseguia entrar no carro sem essa preparação que
a gente fazia de alguns meses antes da temporada. Mas aí, já começava as
corridas na ponta dos cascos.
E ele era muito rigoroso?
Chegava a ser “chato”?
Podemos dizer que sim. O
Ayrton era muito introspectivo, às vezes falava pouco, mas estava sempre
focando naquele trabalho, em melhorar. Os dias de preparação eram muito
importantes, ele era muito determinado. Antes das corridas, ele fazia um
cerimonial que nós combinávamos. Ele era pura concentração. O meu trabalho era
só um dificultador. Ele queria sair logo correndo nos exercícios, fazendo tudo.
O meu papel era o da disciplina. Fazê-lo começar com coisas fáceis, um trabalho
equilibrado.
Ficávamos vários meses juntos
e ele era bem focado em tudo que tinha que fazer. Acordava cedo, puxávamos bem
o ritmo de dia, e, quando chegava de noite, ele estava esgotado. Falava que ia
subir para dormir às oito da noite. E dormia dez horas seguidas, um sonho para
qualquer preparação.
Nessa preparação ele
comentava sobre o mundo da F1?
Às vezes, sim. Em 1986,
enquanto nos preparávamos perto de Londres, aconteceu algo curioso. O Enzo
Ferrari cansou de ir atrás dele para convencê-lo a ir para a Ferrari. Ele ainda
não era campeão, mas já tinha vencido corridas e a equipe viu o talento dele.
Além disso, o fator financeiro
era muito forte nas propostas. Mas não era o suficiente para ele. O Ayrton me
dizia que não aceitava, pois queria primeiro ser campeão algumas vezes da
Fórmula 1, para depois ir para a Ferrari conquistar mais títulos. Naquela
época, o carro da equipe estava em baixa. Mas era um plano que ele tinha.
Ele já chegou a contar como
via a rivalidade com o Alain Prost?
Claro, ele falava sim. Para
ele, o Prost era espetacular. Ele se esforçava muito para poder bater esses
caras, principalmente o Prost. Nos piques que dávamos, ele se cansava, mas
dizia que se lembrava do Prost e tirava determinação para continuar, para
chegar na F1 “matando” esses caras, no bom sentido. Nisso, o Prost acabou sendo
até motivador para o Ayrton.
Seu trabalho com o Senna foi
um marco na preparação na F1?
O nosso trabalho acabou
introduzindo mesmo essa novidade, porque não era só um trabalho físico. Eu
trato bastante do trabalho mental dos pilotos. Levantar pesos, alguns
levantavam. Eu brincava com ele que não adianta deixar o piloto forte e burro.
Ele mesmo me falava: “Os outros pilotos estão começando a se preparar, mas o
trabalho é diferente. Eu me emociono com essas conquistas”.
Como está a preparação de um
piloto hoje em dia?
A minha técnica, que já
divulgo há mais de dez anos, é um conjunto entre corpo, mente e espiritual.
Infelizmente, hoje em dia ainda focam bastante no físico. Um piloto não precisa
ser sarado. Tem que ser forte, nos pontos certos, além de dar confiança no
subconsciente. Por isso, eu sempre foquei em exercícios com metas, como barras,
aparelhos, em que os resultados poderiam ser palpáveis.
O psicológico então conta
bastante?
Muito. Se o atleta vê o
resultado, a conquista, nada o segura. Eu perguntava para o Ayrton o que ele
considerava impossível. Ele me dizia que era levantar o próprio corpo na barra
de exercícios. Um ano depois, ele dava giros em torno da barra. Quando ele
conseguiu, ele viu que impossível mesmo era ele. Se ele se propusesse a fazer,
ele seria impossível para os outros. Isso deu a ele um poder inenarrável.
Quanto maiores e mais desgastantes as corridas, mais ele se saía bem. Ele
conseguiu transformar um ponto fraco dele em algo fortíssimo. Esses são
exemplos que ficaram para os brasileiros. A entrega, a dedicação.
"Eu perguntava para o Ayrton o que
ele considerava impossível. Ele me dizia que era levantar o próprio corpo na barra de exercícios.
Um ano depois, ele dava giros em torno da barra" - Nuno Cobra
A preparação de um piloto
para a Indy é muito diferente da F1?
A Indy oferece muito mais
trabalho para ser feito no piloto. A força gravitacional é mais forte que na
F1, isso é uma coisa que desgasta muito o piloto. Com esses circuitos ovais, é
tudo muito complicado.
Você chegou a trabalhar com o
Rubens Barrichello, que agora está lá. Como vê ele hoje, aos 40 anos de idade?
Hoje vejo o Rubinho na Indy e
ele parece uma criança. Recentemente, ele comentou que está conseguindo correr,
fazer exercícios, graças ao trabalho que fizemos lá atrás, isso é muito
gratificante. Ele ficou comigo pouco menos de dois anos, mas conseguimos um
ótimo trabalho.
Infelizmente, o Rubinho não
conseguiu se tornar um campeão da Fórmula 1. Na minha opinião, ele era muito
melhor que o Schumacher. Se eles combatessem em condições iguais, o Rubinho que
seria sete, oito vezes campeão mundial. Ele acertava o carro para o Schumacher.
E o Schumacher? A idade está
pesando?
A idade não conta tanto
assim, não. Um corpo de 40 anos produz a mesma quantidade de substâncias que um
de 20. A preparação muda bem pouco. Agora, o Schumacher está mostrando quem ele
verdadeiramente é. Apenas comum.
FONTE PESQUISADA
GECYS, Bruno. De Prost a
convite da Ferrari, Nuno Cobra relembra histórias de Senna. Disponível em: <http://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/2012-05-31/de-prost-a-convite-da-ferrari-nuno-cobra-relembra-historias-de-s.html>.
Acesso em: 15 de fevereiro 2015.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Galvão Bueno Tenta Convencer Senna a ir Para a Escuderia Ferrari
Trecho extraído do livro “Ayrton, o herói revelado”:
Senna e Galvão eram grandes amigos
Foi Galvão Bueno quem atendeu
ao telefone na casa de Senna no Algarve (Portugal), em setembro (de 1993), dias depois do Grande
Prêmio da Itália.
Do outro lado da linha,
Flavio Briatore, diretor da Benetton, em desespero:
- Não deixe Senna assinar
contrato sem antes falar comigo! Galvão respondeu que não sabia como Ayrton
poderia ser localizado.
Briatore insistiu:
- Mas eu sei que ele está
aqui em Londres...
- Mas eu não sei onde ele
está.
- Como você, um amigo dele,
hospedado na casa dele, não sabe onde ele está?
- Não sei mesmo. Só sei que
ele ia pegar o avião e voltaria à noite. Na véspera, a decisão sobre o futuro
de Senna na Fórmula 1 fora o assunto predominante no jantar em que estavam
Ayrton, Adriane Galisteu, Galvão e a mulher Lúcia.
Galvão e sua mulher jantavam com Ayrton e Adriane na mansão do Algarve em Portugal quando o assunto Ferrari surgiu
Galvão tinha uma posição,
repetida com impaciência:
- Cara, vai para a Ferrari! É
o sonho da sua vida. E os caras estão loucos para ter você lá!
- Mas o carro é uma bosta!
- Eu sei que é. Mas faz um
contrato de três anos. Na coletiva de imprensa você promete que, no primeiro
ano, remonta a equipe, no segundo, consegue algumas vitórias e, no terceiro, é
campeão. Vai que acontece de você ser campeão no segundo ano. Hein? Sabe o que
acontece? Você vira Deus!
Ayrton parou, pensou e
revelou onde estaria no dia seguinte:
- Você está inteiramente
certo em tudo o que está falando, mas tem uma coisa: eu já estou há dois anos
sem ganhar. Não tenho o direito de passar mais um ano sem ser campeão.
Vou para a Williams, ganho
dois campeonatos e aí vou para a Ferrari pra ser o maior de todos...
Era exatamente o que Ayrton
estava fazendo naquele momento: assinando com a Williams. Tarde demais para
Briatore, cujos carros dariam a Michael Schumacher os dois títulos que Ayrton
estava planejando conquistar na Williams. O mesmo Schumacher que, na Ferrari,
realizaria o plano de Senna de ser "o maior de todos".
Ilustração de Senna correndo pela equipe de F1 Ferrari
FONTE PESQUISADA
RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora
Objetiva, 2004.
sábado, 5 de julho de 2014
Montezemolo Ricorda Senna
Ayrton Senna e Luca di Montezemolo
Foto: Angelo Orsi
Autosprint
autosprint.corrieredellosport.it
30 aprile 2014
Nei giorni della morte di
Ayrton Senna, anche il presidente della Ferrari,Luca
di Montezemolo ricorda il grande campione brasiliano.
“Avevo sempre apprezzato il
modo di correre di Ayrton – dice Montezemolo - Come in tutti i grandi
campioni anche in lui c’era sempre un’enorme voglia di vincere, non si stancava
mai di inseguire la perfezione e cercava di migliorarsi continuamente, era
straordinario in qualifica ma anche un gran combattente in gara, sempre con il
coltello fra i denti”.
Di Senna Motezemolo ricorda,
dal punto di vista umano “la gentilezza e la sua semplicità che sembrava
quasi timidezza, in netto contrasto con il Senna pilota, un combattente sempre
determinato ad ottenere il massimo”.
Che Montezemolo sognasse di
portare Senna in Ferrari non è un mistero. Più volte il campione brasiliano,
sia a metà degli Anni ’80, sia fra il 1990 e ’91 era stato vicino a passare al
Cavallino. Fiorio firmò anche con lui un pre-contratto. Ora Montezemolo
racconta che anche nel 1994 la Ferrari era tornata a interessarsi a Senna.
“Lui voleva la Ferrari e io
– dice ancora il Presidente – lo volevo in squadra. Poiché era in
Italia per il Gran Premio di San Marino, ci incontrammo nella mia casa di
Bologna mercoledì 27 aprile. Mi disse che apprezzava molto la posizione che
avevamo preso contro l’eccesso nell’utilizzo degli ausili elettronici per la
guida che non facevano emergere il reale valore dei singoli piloti. Parlammo a
lungo e mi disse in modo chiaro che voleva chiudere la sua carriera alla Ferrari
dopo esserci andato vicino qualche anno prima. Ci accordammo per rivederci
presto in modo da capire come superare i vincoli contrattuali che aveva in quel
momento (con la Williams, ndr). Entrambi concordavamo sul fatto che
per un pilota come lui la Ferrari sarebbe stata il normale sbocco per rendere
la sua carriera, già brillantissima, addirittura unica. Purtroppo il destino
portò via a tutti gli sportivi Ayrton e Roland Ratzenberger in uno dei weekend
più tristi della F1”.
Fonte: http://autosprint.corrieredellosport.it/2014/04/30/montezemolo-ricorda-senna/15074/
Data: 05/07/2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
James Hunt, Alain Prost, Keke Rosberg, Niki Lauda, Ayrton Senna and Denny Hulme
James Hunt, Alain Prost, Keke Rosberg, Niki
Lauda, Ayrton Senna and Denny Hulme
20 anos da primeira vitória de Denny Hulme na Ferrari
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Niki Lauda,
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Rivalidades
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
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