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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

sábado, 7 de setembro de 2019

Honda NSX: O carro de Ayrton Senna

7 de Setembro 2019 | Enzo De Carlo | News F1 - newsf1.it


Um carro icônico, ainda mais famoso por seu incrível dono

Há pessoas que são lembradas pelos carros que possuíam, mas, na minha opinião, um dos poucos casos em que um carro foi "divulgado" por seu proprietário foi o Honda NSX.



Já que o grande Ayrton não era apenas um simples proprietário, mas contribuiu significativamente para o seu desenvolvimento e afinação (ajuste fino), um deles foi que ele convenceu os técnicos da Honda a apertar o chassi. Épicas são as imagens de seu "on board" em Suzuka quando as câmeras emolduravam seus mocassins marrons com meias brancas, fazendo magníficos "punta-taco", parecendo quase uma dança! Como se quase todas as saídas de curva contrastava com o volante. Essa colaboração nasceu porque naquela época seu carro de F1 estava equipado com motores Honda.



Mas não se tratava apenas de "anunciar" o NSX, cujo acrônimo significa New Sportcar Experimental, realmente adotou novas soluções para um carro de estrada, resultado da experiência dos técnicos da Honda adquirida ao longo dos anos na F1. Por exemplo, o chassi e a suspensão eram totalmente em alumínio, um avanço significativo em termos de peso, onde o aço era usado para esses carros.

Especificações do motor: era um 3.0cc v6 aspirado naturalmente (evoluiu para 3,2 cc nas edições subseqüentes) com um sistema v-tec patenteado pela honda que gritava até 8000 rotações/minuto, fornecendo uma potência de cerca de 270hp, também neste campo os técnicos da Honda se inspiraram na F1, na verdade a hélice usava as bielas de titânio, uma novidade absoluta para a época, para poder atingir altas velocidades de rotação, também graças ao VTEC patenteado pela Honda.

Na época, esse carro era definido como um "supercarro cotidiano", que é de alto desempenho, mas com o conforto necessário para ser usado todos os dias, ao contrário da Ferrari ou Lamborghini, onde o desempenho era maior, mas eles sacrificavam muito o conforto no uso diário. Já que, mais do que apenas focar no desempenho, este carro era a combinação certa de motor, dirigibilidade e segurança, e conduzia divinamente! Por outro lado, como não poderia ter sido assim desde que Ayrton o testou!

Uma curiosidade: esse foi o carro usado no filme Pulp Fiction (Em português - Pulp Fiction: Tempo de Violência) de Quentin Tarantino pelo Sr. Wolf. No final, deixo o vídeo de como Ayrton colocou fogo no circuito de Suzuka, sempre é bom ver vídeos como esses, mas se tem alguém que ainda não viu, sugiro que assista, agradeça-me depois!




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Honda NSX: l’auto di Ayrton Senna

7 Settembre 2019  Enzo De Carlo

Un’auto iconica, resa ancora più celebre dal suo incredibile proprietario

Ci sono persone che vengono ricordate per le auto che hanno posseduto, ma secondo me uno dei pochi casi dove un’auto si sia fatta “pubblicità” per il suo proprietario è stata la Honda nsx.

Già perchè il grande Ayrton non era solo un semplice proprietario ma ha contribuito in maniera significativa al suo sviluppo e messa a punto, uno su tutti convinse i tecnici Honda ad irrigidire il telaio. Epiche sono le immagini del suo ” on board” a Suzuka quando le telecamere inquadrarono i suoi mocassini marroni con calzini bianchi fare dei “punta/tacco” magnifici sembrava quasi una danza! Al pari di come quasi ad ogni uscita di curva controsterzava con il volante. Questa collaborazione nacque perchè in quel periodo la sua monoposto di F1 era equipaggiata con i motori Honda.

Ma non si trattava solo di “pubblicità” la NSX la cui sigla sta per New Sportcar Experimental , adottava veramente delle soluzioni inedite per una vettura stradale, frutto dell’esperienza dei tecnici Honda maturata in anni di F1.  Ad esempio il telaio e  le sospensioni erano completamente in alluminio, un passo avanti notevole in termini di peso, dove per vetture del genere si usava l’acciaio.

Capitolo motore: si trattava di un 3.0cc v6 aspirato ( evoluto a 3.2 cc nelle edizioni successive) con sitema v-tec brevettato da honda che urlava fino ad 8000gir/min ,erogava una potenza di circa 270cv, anche in questo campo i tecnici Honda presero spunto dalla F1, infatti il propulsore utilizzava le bielle in titanio, una novità assoluta per l’epoca, questo per poter, raggiungere elevati regimi di rotazione, anche grazie al VTEC brevettato da Honda.

All’epoca quest’auto era definita come una  “everyday supercar” ossia auto dalle prestazioni elevate ma con il comfort necessario per essere usata tutti i giorni, al contrario di Ferrari o Lamborghini, dove si le prestazioni erano più elevate, ma sacrificavano molto il confort nell’uso quotidiano. Già perchè più che puntare solo sulle prestazioni, quest’auto era un giusto mix tra motore , guidabilità e sicurezza, tradotto si guidava divinamente! D’altronde come non poteva essere così visto che Ayrton l’ha collaudata!

Una curiosità era l’auto usata nel film Pulp Fiction di Quentin Tarantino  da mr wolf, in fine vi lascio il video di come Ayrton la mise a ferro e fuoco sul circuito di Suzuka, è sempre bello rivedere video come questi, ma se tra di voi c’è qualcuno che non l’ha ancora visto vi consiglio di guardarlo, dopo mi ringrazierete!

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FONTE PESQUISADA

CARLO, Enzo de. Honda NSX: l’auto di Ayrton Senna. Disponível em: <https://www.newsf1.it/honda-nsx-lauto-di-ayrton-senna/>. Acesso em: 07 de setembro 2019.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Jornal do Brasil: Senna lamenta estrear carro novo na Espanha 14/02/1992


Senna revelou para o amigo Chico Serra que terá muito trabalho pela frente. "As Williams estão treinando muito e nós vamos ter que alcançá-los", afirmou.

A conversa entre os pilotos acabou seguindo para um dos assuntos prediletos do tricampeão mundial, a preparação física. "Descansei muito nestas férias e me preparei para a temporada", afirmou Senna.

Aproveitando a presença das câmeras de TV, Senna, ao final da visita, resolveu mostrar as qualidades de seu carro, cantando os pneus do Honda NSX preto que dirigia – o carro foi avaliado por Senna em US$ 180 mil. "Só nesta arrancada ele queimou, por baixo, US$ 1 mil em pneus", brincou Senna, que espera ter o modelo à disposição de seus clientes em breve.

*Senna ganhou esse e outros carros da Honda, por ser um dos consultores/desenvolvedores do modelo.

Leia a reportagem completa:




FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL - Senna lamenta estrear carro novo na Espanha. Jornal do Brasil, 14 de fevereiro de 1992, Esportes/Turfe, 2º edição, página 11.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Carros de Senna

Murilo Góes/UOL
Divulgação/McLaren Divulgação/McLaren

Nos 25 anos da morte de Ayrton, testamos as máquinas do tricampeão
Eugênio Augusto Brito, João Anacleto
Do UOL, em São Paulo (SP)


Senna Day
Data da morte é convertida em dia de memória

Domingo, 1º de maio de 1994. Talvez um dos dias mais tristes da história do esporte, com a morte de Ayrton Senna da Silva. Mas, 25 anos depois, a data virou um dia para celebrar a memória do piloto que o Brasil aprendeu a reverenciar a cada alegria nos domingos de vitórias e títulos.

Esta data tornou-se o "Senna Day", com direito a festival que dura o dia todo na pista do Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), com música, mini-eventos esportivos, venda de lembrancinhas e, claro, muita troca de informação sobre campeonatos de corrida e sobre automóveis.

UOL Carros aproveita este dia, uma quarta-feira em 2019, para falar não de tristeza, mas do legado deixado pelo tricampeão de Fórmula 1. E da melhor forma possível: vamos mostrar e acelerar os carros de uso pessoal, peças raríssimas deixadas na garagem por nosso Ayrton Senna... do Brasil.

Legado do tricampeão
UOL Carros, S4 Avant, NSX-R e McLaren Senna em Interlagos


Toni Pires/Folhapress Toni Pires/Folhapress


Senna, um amante de carros
Ayrton desenvolveu, usou e ainda inspira ícones automotivos

Considerado um piloto de essência refinada, Senna era arrojado não apenas nos circuitos de corrida, mas também quando o assunto era carro de passeio. Vidrado em máquinas potentes para seu uso pessoal na Europa, o piloto também dirigia modelos poderosos nas ruas brasileiras. Em sua garagem, dois ícones: Honda NSX Type R e Audi S4.

UOL Carros teve acesso aos modelos após cinco meses de negociação, iniciada ainda às vésperas do Salão do Automóvel de São Paulo 2018, que aconteceu em novembro do ano passado, e encerrada apenas há duas semanas. Durante aquele evento, a McLaren Brasil apresentou o Senna, supercarro de R$ 8,5 milhões (o valor original em euros segue tendo seu câmbio ampliado pela perda de poder do real), 800 cavalos de potência e força equivalente a mais de 10 Chevrolet Onix Joy somados, em ação coordenada com o Instituto Ayrton Senna.

Essa foi a ponte para que tivéssemos, finalmente, o aval de Leonardo Senna, irmão do piloto e guardião legal dos carros de Ayrton. A partir daí, foi tentar colocar os carros para rodar em local digno: conseguimos um espaço no autódromo de Interlagos, passando por trechos do antigo traçado, que curiosamente foi deixado de lado por conta das reformas pedidas por Senna (com a construção do "S" da curva que leva o nome do piloto) para o retorno da Fórmula 1 nos anos 1990.

Murilo Góes/UOL Murilo Góes/UOL


Uma luz que volta a se acender

Desenvolvido na Inglaterra, o McLaren Senna (que já tem duas versões) contou com participação pontual do piloto Bruno Senna, sobrinho do tricampeão, no acerto de detalhes dinâmicos durante seu desenvolvimento. Bruno, aliás, tornou-se dono de uma unidade do bólido. Apesar de dar nome ao carro, honraria inédita entre os campeões de Fórmula 1, Ayrton Senna nunca soube ou participou de qualquer ação da McLaren para o desenvolvimento de algum carro de passeio.

Mas fez isso, no final dos anos 1980 para a Honda, que era fornecedora dos motores para a equipe de Fórmula 1 da McLaren, time pelo qual o brasileiro conquistou três títulos e as principais de suas 65 pole positions (a primeira posição no grid de largada de uma corrida) e 41 vitórias. Sim, Senna ajudou a desenvolver o Honda NSX. E uma unidade da versão mais potente, a NSX Type R (ou NSX-R), virou carro pessoal do piloto em São Paulo. Outra unidade estava à disposição na Europa, mas acabou leiloada com o passar dos anos.

Não é exagero dizer, porém, que a chegada do McLaren Senna ao Brasil reacendeu uma curiosidade sobre essa história de paixão do piloto pelos carros de rua, bem como o interesse de muita gente sobre o que piloto guardou durante a vida em sua garagem.

Murilo Góes/UOL Murilo Góes/UOL


Perfeccionista

Falar do legado do Senna para os carro de passeio é falar de sua obsessão pela perfeição -- algo emocionanante para os apaixonados por carros, e claro, apaixonados por Senna. Basta olhar para os dois carros que Ayrton mantinha aqui no Brasil, em ótimo estado de conservação até hoje.

Deixa para falarmos de novo do Honda NSX 1991, modelo 1992, a lendária "Ferrari japonesa" que Ayrton ajudou a desenvolver. Melhor: ajudou a salvar de um possível fracasso. Foi Senna quem fez os ajustes finais do NSX. Mas a primeira parte do desenvolvimento teve participação ativa de Satoru Nakajima, piloto japonês de Fórmula 1, companheiro de Senna nos tempos de Lotus, e que em cinco anos de competição a categoria máxima ficou conhecido por não somar pontos e colecionar trapalhadas.

Não tinha como dar assim tão certo para quem conhece a história.

Com protótipo pronto, Senna pegou o carro para acelerar alguns dias na lendária pista de Nürburgring (Alemanha), área preferencial para testes de supercarros, e deu as dicas para o sucesso. Deu tão certo, que a marca japonesa guardou as indicações passadas pelo brasileiro e as utilizou, acredite você ou não, na segunda geração do NSX, que só ganhou vida 22 anos após a morte do piloto.

Foi o primeiro esportivo de verdade da marca, com motor central traseiro e tração traseira, por coincidência a mesma concepção do McLaren Senna hoje. O motor V6 de 3 litros gerava 270 cv e 30 kgfm de torque só em 5.500 rpm, rotações bem altas e dignas de carros feitos para a pista.

Com isso, era mais rápido que a Ferrari 328, custando a metade do preço. Ia de 0 a 100 em 5,9 segundos e chegava aos 272 km/h de máxima, um absurdo para um carro japonês da época.

Esse carro tinha uma posição de guiar espetacular, controle de tração que era algo bem raro na época, faróis escamoteáveis, um câmbio manual magnífico e algumas coisas especiais que nos anos 1990, só gente com a grana e a importância do Ayrton Senna poderiam exigir.

Caso do sistema de som Bose, com equalizador Kenwood e som tridimensional padrão Dolby (em dobradinha nipo-americana), bem como do... telefone celular onboard. Sim, um telefone móvel no carro, que tinha sinal via antena colocada no alto do cockpit.

Carro pronto, Senna recebeu uma unidade para uso em São Paulo em 1991, ano de seu terceiro e último título com a imbatível dupla McLaren-Honda na F-1, e na placa tratou de homenagear sua mais importante conquista, a do primeiro mundial, em 1988.

Na placa cinza do carro estão as letras BSS. Elas significam "Beco", apelido de família, "Senna" e "Silva". O numeral 8888 faz referência à primeira conquista e também ao apreço de Senna pelo número 8. Só isso já tornaria o exemplar único e especial, na raridade sem preço que é. Aliás, Senna também usou padrão parecido em outro modelo, este com a placa BSS-8855.

Murilo Góes/UOL Murilo Góes/UOL


Negócio com os alemães

Visionário, Senna parecia antever a onda de utilitários esportivos que hoje unem todo tipo de comprador de carros no Brasil e no mundo. Seu outro carro era a perua Audi S4 Avant 1993, um dos primeiros Audi importados para o Brasil, ainda da linha 100.

Senna e seu irmão Leonardo decidiram, após conversa com um executivo alemão ligado ao Grupo Volkswagen, apostar na vendas de carros: iriam iniciar a importação de modelos da Audi, mas só com exemplares "completões" de série. Com a morte de Senna, o irmão tocou o negócio primeiro total, depois parcialmente, até devolver as últimas ações de controle aos alemães em 2005.

Daí a maior curiosidade sobre a S4 Avant: Ayrton Senna a escolheu para ser o carro de imagem da marca porque era o primeiro modelo com motor V8 para o Brasil; e a unidade de Ayrton, que também era levada a eventos de divulgação, tinha rodas exclusivas, modelo "Avus", com seis raios, aro de 16 polegadas, que faziam alusão ao protótipo Avus, que muito tempo depois daria vida ao R8.

Mas Senna também a escolheu porque era um dos poucos veículos que o permitiam levar os aeromodelos que tanto gostava no porta-malas. Naquela época não tinha essa onda SUV por aqui, né? Carro bom de porta-malas era perua e essa tinha 390 litros. Não só espaço para bagagem: o compartimento escondia ainda, sob o assoalho, dois bancos extras, voltados para trás, de forma "invertida", somando espaço para sete pessoas.

Falando do poderio, o motor V8 de 280 cv era pareado a câmbio manual de seis marchas e tração interal, com bloqueio de diferencial traseiro. Esportividade que era a cara de Senna, seja para se deslocar em São Paulo, seja para viajar com a família quando esteve de férias no Brasil entre o fim de 1993 e o começo de 1994.

Essa station wagon podia ir de 0 a 100 km/h em apenas 6,6 segundos, mas não se pode duvidar que nas mãos do Senna poderia até fazer menos. Certamente, quando viajava sozinho, Ayrton aproveitava para desfrutar o som de fitas K7 no sistema Bose ou então algum de seus CDs na disquteira para 10 discos instalada em um nicho no porta-malas.

Murilo Góes/UOL Murilo Góes/UOL


Fonte de inspiração

Nessa viagem pelo legado de Ayrton Senna, retornamos ao presente e ao McLaren Senna. Praticamente feito à mão, tem chassi e carroceria de fibra de carbono, 1.198 kg, 42 kg mais leve do que um Audi A3 Sedan, modelo fabricado pela Audi no Brasil.

Feito para acelerar nas pistas, o Senna tem aparência até meio estranha, e aquela asa de apenas 5 kg ali atrás suporta nada menos do que 500 kg de peso. Com tudo isso, faz o 0 a 100 kmh em 2,8 segundos e chegar aos 200 km/h antes que você termine esta frase: só 6,3 segundos. O motorzaço V8 de 4 litros biturbo gera 800 cv e 81,6 kgfm de torque.

Tudo transmitido para as rodas traseiras por um câmbio automatizado de 7 marchas, de embreagem única e não dupla. Sim, monoembreagem, mas desse automatizado ninguém ousará falar mal. Nunca!





Fichas técnicas

Audi 100 S4 Plus Avant

Ano/modelo: 1992/1993. Motor: V8, 4.2. Potência: 280 cv. Torque: 40,8 kgfm. Câmbio: 6 marchas, manual. Velocidade máxima: 250 km/h. 0-100 km/h: 6,6 s. Comprimento: 4,79 m. Entre-eixos: 2,69 m. Porta-malas: 390 litros. Preço: ND
Imagem: Murilo Góes/UOL

Honda NSX Type R
Ano/modelo: 1991/1992. Motor: V6, 3.0, aspirado. Potência: 270 cv. Torque: 30 kgfm. Câmbio: 5 marchas, manual. Velocidade máxima: 272 km/h. 0-100 km/h: 5,1 s. Comprimento: 4,43 m. Entre-eixos: 2,53 m. Porta-malas: 157 litros. Preço: ND
Imagem: Murilo Góes/UOL
   
McLaren Senna
Ano/modelo: 2018/2018. Motor: V8, 4.0, biturbo. Potência: 800 cv. Torque: 81,6 kgfm. Câmbio: 7 marchas, automatizado. Velocidade máxima: 340 km/h. 0-100 km/h: 2,8 s. Comprimento: 4,74 m. Entre-eixos: 2,67 m. Porta-malas: "dois capacetes, dois macacões e, talvez, dois sanduíches". Preço: R$ 8,5 milhões
Imagem: Murilo Góes/UOL

UOL Carros agradece: Leonardo Senna, Instituto Ayrton Senna, McLaren Brasil, Charles Marzanasco e Interlagos Motor Clube.





FONTE PESQUISADA


BRITO, Eugênio Augusto; ANACLETO, João.  Os carros de Ayrton Senna. Disponível em: https://www.uol.com.br/carros/reportagens-especiais/carros-de-senna/index.htm#senna-day>. Acesso em: 29 de julho 2019.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Alto Giro Blog Avista Honda NSX de Ayrton Senna Rodando Por São Paulo (Vídeo)

[Alto-Giro Avistamentos] Honda NSX de Ayrton Senna

Honda NSX


O post de hoje serve para mostrar para certas "publicações especializadas" o que é um um Honda NSX de verdade, ao contrário do que foi publicado na reportagem mostrada recentemente no post aqui do Alto-Giro.

Tive o imenso prazer de avistar esse espetacular esportivo nipônico rodando nas ruas, em um dia ensolarado normal na capital paulista. Ainda bem que eu não o confundi com um reles Mitsubishi 3000 GT! Muito pelo contrário, tive o prazer imenso de reconhecê-lo como um NSX muito especial.

Sob o apelido de "Ferrari Japonesa" atribuído por muitas dessas "publicações especializadas", esses esportivos por si só já são uma atração à parte, muito raros em ruas brasileiras, e muito especiais em qualquer lugar do mundo.


Mas este, além disso tudo, é talvez o Honda NSX mais valioso do mundo inteiro, e que guarda os sentimentos e a história do automobilismo do nosso país inteiro nele:
Este veículo de placa BSS-8888, senhores, é nada menos do que o Honda NSX que pertenceu a Ayrton Senna da Silva.



Nosso lendário piloto possuiu este exato Honda NSX preto, que eu tive o privilégio de filmar e fotografar, em plena Marginal Pinheiros. Pelo fato deste carro ainda ser patrimônio da família Senna, creio que seus ocupantes possam ser da mesma linhagem do nosso eterno campeão. Me sinto um grande privilegiado pelo simples fato de poder ter rodado ao lado do carro que tantas vezes levou Ayrton em corridas citadinas.



O projeto NS-X foi idealizado em 1984, tendo como objetivo, elevar a imagem da Honda com a criação de um novo esportivo que equivalesse ou excedesse o desempenho da Ferrari 328. Esse objetivo foi revisado, já que no final do projeto a Ferrari 328 foi substituída pela 348, passando ser este o novo alvo da Honda.
Além de ser superior ao esportivo de Maranello, o Honda deveria oferecer a confiabilidade japonesa e preço de entrada menor. Daí veio o tão famoso apelido de "Ferrari Japonesa". Mas a Honda pretendia que a "sua Ferrari" fosse superior às Ferraris propriamente ditas, e para isso, tinha uma carta na manga tão preciosa, que só ela tinha esse recurso no mundo: Ayrton Senna da Silva.

Sendo a fornecedora de motores para a equipe Mclaren, que levou Ayrton ao tricampeonato mundial de Fórmula 1, a Honda tinha em mãos o maior piloto de todos os tempos à disposição, e não desperdiçou essa oportunidade para refinar o acerto de seu novo esportivo. No projeto NS-X, o carro teve o privilégio de ter seu chassi, motor e suspensão acertados pelos sentidos ultra-aguçados do nosso gênio tricampeão, que convenceu a engenharia a enrijecer o chassis após testes severos com protótipos no circuito de Suzuka. Tal feito pode ser apreciado e admirado no vídeo abaixo. É de tirar o fôlego a tranquilidade como Ayrton conduz o carro, mostrando como seus limites são muito superiores aos do carro.


Assim, após intenso e longo desenvolvimento, a Honda lançava em 1990 seu novo superesportivo de motor central-traseiro, já devidamente nomeado de NSX (sem o hífen de NS-X que nomeava o projeto, de New Sportscar Experimental).
Extremamente avançado, utilizava massivamente o alumínio na sua estrutura, sendo o primeiro carro de produção a utilizar o chassi todo feito deste leve material. Aplicava a elegante e elaborada suspensão de duplos braços sobrepostos (double wishbones) em todas as rodas, fazia-se uso de bielas de titânio, de alta resistência, para permitir que o motor girasse livremente até altas rotações, sendo o mesmo controlado pelo consagrado sistema de variação de abertura de válvulas VTEC da Honda. A Honda superava a Ferrari nas pistas, e agora desafiava-a nas ruas.

E como agradecimento, a Honda presentou Ayrton Senna com dois exemplares do NSX, sendo que o único que permanece na família é este exemplar preto de 1993. As letras da placa BSS-8888 era em homenagem às iniciais Beco (um apelido de infância) Senna Silva, e os númerais 8, eram em referência ao ano de 1988, que Senna conquistou pela primeira vez o título de campeão mundial de Fórmula 1.
Na época, com o custo do uso extensivo de fibra-de-carbono ainda mais proibitivo do que hoje em dia, a Honda conseguiu um grande feito ao manter o baixo peso do NSX, graças ao alumínio. Assim, com um desenho futurista, um V6 3.0L controlado pelo sistema VTEC com 274 cv @ 7100 rpm, e 30 kgmf @ 5300 rpm instalado na posição central-traseira de um conjunto que somava apenas 1350 kg, o NSX colocava a Honda no rarefeito mundo dos fabricantes de supercarros. O NSX passava a ser, provavelmente, o único esportivo japonês categorizado popularmente como um "superesportivo". Talvez o único esportivo japonês antes dele tenha sido o raríssimo e belíssimo Toyota 2000GT. E hoje, quem sabe, o ultra-capaz Lexus LFA.



Ao longo de sua longa jornada, o NSX não teve alterações significativas - somente uma remodelação leve em 2002, junto com motor 3.2 L um pouco mais potente. E suas vendas nunca foram muito expressivas. Mas seu objetivo já havia sido plenamente alcançado: mostrar que a Honda era capaz sim, de fazer uma Ferrari melhor que os próprios italianos.
Apesar de abandonar os entusiastas, como há muito a Honda vem fazendo, já não fazia mais tanto sentido melhorar o NSX, já que os benefícios de imagem a Honda já havia alcançado, e o projeto não traria mais lucros pra empresa devido ao caro processo de desenvolvimento.

É com um misto de nostalgia e saudade, que encerro esse post. Afinal, não é todo dia que me deparo com um pedaço da história automotiva mundial, quanto mais sendo este também um pedaço da história automobilística nacional. Gostaria de prestar minha homenagem a este campeão que deixou tantos órfãos, e que criou tantos sonhos de uma nação inteira.


- Jackson


FONTE PESQUISADA

JACKSON. [Alto-Giro Avistamentos] Honda NSX de Ayrton Senna. Disponível em: <http://alto-giro.blogspot.com.br/2011/08/alto-giro-avistamentos-honda-nsx-de.html>. Acesso em: 10 de agosto 2017.




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

sábado, 8 de outubro de 2016

Honda NSX: O Legado de Ayrton Senna (Com Vídeo)

Holandês fez uma emotiva homenagem a ligação de Ayrton Senna com o Honda NSX


Publicado a 2016-10-07 por Luís M. Mota
Auto.Monitor - automonitor.pt

A ligação do piloto Brasileiro ao superdesportivo NSX da Honda é recuperada agora numa curta-metragem de homenagem realizada por Robbert Alblas.

Considerado um dos melhores e mais influentes piloto de Fórmula 1 de todos os tempos, Ayrton Senna começou a sua carreira no desporto motorizado no karting seguindo-se a Fórmula 3. Em 1984 faz a sua estreia na Fórmula 1 com a Toleman-Hart e no ano seguinte muda-se para Lotus-Renault. O primeiro contacto com a Honda dá-se em 1987 (Lotus-Honda) e continua em 1988 - ano em que ganha o seu primeiro Campeonato do Mundo - com a mudança para a McLaren-Honda.

A ligação à marca Nipónica durou cinco anos (até 1992, sendo que em 1993 a McLaren optou por motores Ford) e levou a que Senna ajudasse os engenheiros Japoneses no desenvolvimento daquele que se tornaria num dos superdesportivos icónicos da Honda: o NSX. O piloto Brasileiro conduziu o NSX em vários testes e acabou por ser determinante para os melhoramentos ao nível do chassis e da suspensão.

A curta-metragem que dura pouco mais de três minutos é uma homenagem do realizador Holandês à ligação de Ayrton Senna ao NSX:


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NSX, o legado de Ayrton Senna


Uma união que agora passou a filme

2016-10-06 16:20

Como piloto da McLaren-Honda, Ayrton Senna participou no desenvolvimento do icónico superdesportivo da marca japonesa: o NSX.

Essa união foi agora passada a vídeo num curto filme de Robbert Alblas com o título (já traduzido) «O legado de Senna: o NSX».

Esta curta-metragem une um NSX mostrado aos poucos dentro de um armazém à projeção de imagens de Senna. E a algumas palavras históricas do brasileiro que também se ouve.


Até que o NSX faz aquilo para que foi feito. Sai para a estrada e acelera. Sempre com o espírito de Senna presente.

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FONTES PESQUISADAS

MOTA, Luís M.. Honda NSX: O legado de Ayrton Senna (com vídeo). Disponível em: <http://automonitor.pt/2016/10/07/marcas/honda-nsx-o-legado-de-ayrton-senna-com-video/>. Acesso em: 08 de outubro 2016.

TVI24 - NSX, o legado de Ayrton Senna. Disponível em: <http://www.tvi24.iol.pt/motores/honda/nsx-o-legado-de-ayrton-senna>. Acesso em: 08 de outubro 2016.