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sexta-feira, 19 de julho de 2019

O Liberal: Senna Prevê Maior Disputa 26/01/1989

O Liberal
Belém, quinta-feira, 26 de janeiro de 1989


1989

"O fantasma da falta de gasolina acabou, mas os pilotos precisarão de cuidado, principalmente na hora de ultrapassar, porque não existirá mais a sobra de potência e as ultrapassagens ficarão perigosas, emocionalmente e acidentadas" (sobre mudança dos motores turbos para aspirados)


Grande Prêmio de Mônaco 1989

"A McLaren e a Honda já se adaptaram à troca e, se éramos os melhores com o motor turbo, também seremos com os aspirados" - (As alterações o deixaram com mais vontade de vencer)


Grande Prêmio da Inglaterra 1989

"Temos que mostrar que somos os melhores, porque no final o que está sempre em jogo é o sucesso" - (Sobre a importância da renovação que os aspirados irão trazer a Fórmula 1.)


Grande Prêmio da Alemanha 1989

"Se copiei, copiei para melhor, porque bati o recorde de pole position e fui campeão" - (Respondendo declaração de Piquet, que o acusou de copiar o carro de Alain Prost, na última temporada, Senna foi malicioso na resposta)


Ayrton Senna construindo seu aeromodelo na sua fazenda de Tatuí em 1989. Foto: Norio Koike

"Eu queria isso há muito tempo, mas a constante troca de equipe me impedia" - (A temporada de 89 começará com Ayrton Senna descansado e psicologicamente recuperado. Desde que terminou o GP do Japão ano passado, Senna não pega num carro.)


Ayrton Senna correndo em 1988

"Eu corro todas as manhãs e depois faço musculação" - (Esse tempo parado possibilitou que Senna retornasse em apenas 15 dias a sua forma física.)

"Poderei dar tudo de mim" - (Segundo ele, essa preparação fará com que esteja em plena capacidade física quando a temporada começar.)


Xuxa e Ayrton Senna no autódromo de Jacarepaguá 1989

"Ainda estamos nos conhecendo" - (Sobre namoro com a Xuxa)

"Beijinhos, beijinhos, tchau, tchau" - (Brincou)






Reportagem completa




FONTE PESQUISADA

O LIBERAL - Senna prevê maior disputa. O Liberal, 26 de janeiro de 1989, Esportes, página 10.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Família Senna Presenteia Xuxa Com "Pulseira de Ayrton Senna


Xuxa mostrou nas redes sociais uma pulseira com as cores do capacete de Ayrton Senna presenteada por Viviane Senna e sua filha Bianca. Data: 10/10/2016. Preferida da família, a apresentadora mantém contato com eles até hoje, diferentemente da companheira de Ayrton Senna na época, Adriane Galisteu, que fizeram questão de cortar qualquer tipo de contato desde a morte de Ayrton.


 "O que nos unia a Adriane era Ayrton", ousou afirmar Viviane Senna da Silva Lalli. "Meu irmão desaparecido, todos esses links = conexões (com Adriane) ão ido com ele." - Revista francesa Paris Match, 1995.

Adriane Galisteu se dava muito bem com Viviane antes da tragédia e gostava muito da filha dela, a Bianca, a modelo chegou a falar dela com muito carinho em seu livro: "Zaza (apelido de dona Neyde, mãe de Ayrton), Bia, a sobrinha mais velha, e eu, lá fomos nós - depois, jantamos todos no apartamento do Pacaembu. Nosso convívio na Europa me dava a idéia de fazer parte da família. A Bia - Bix, eu a chamava - era como uma irmã mais novinha."

Canal de Ayrton Senna gerido pela família no youtube fez um vídeo em homenagem a Xuxa no último dia 15 de setembro. Rodrigo França, jornalista que trabalha no Instituto Ayrton Senna, compartilhou o vídeo nas redes sociais.


Bianca de mãos dadas com Xuxa no velório do tio. A sobrinha de Ayrton não deu a mínima para Adriane depois da morte dele, assim como sua mãe Viviane (fotos abaixo)






As duas no Show do Milton Nascimento no final dos anos 90



Viviane, Xuxa e Bianca Senna (atrás da mãe) no Show de Milton Nascimento no final dos anos 90 

Viviane Senna ama Xuxa, e nesses anos todos demostrou a estima que tem pela apresentadora










segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Xuxa Não Estava Sozinha Quando Proibiu Entrada de Ayrton Senna em Casa em Nova York

Mais um capítulo do Natal de 1989...

Xuxa viajou com as amigas, o casal de lésbicas, Simone e Ísis, sem avisar o então namorado Ayrton Senna, revela revista.



Ainda namorando Ayrton Senna, Xuxa havia viajado no natal de 1989 para Nova York na companhia das amigas, a cantora Simone e de sua então mulher, a atriz Ísis de Oliveira. Sabendo disso, Ayrton foi para a cidade americana atrás da namorada para tentar uma reconciliação, já que o namoro deles estava estremecido. Ao chegar lá, Xuxa proibiu a entrada dele na casa que estava hospedada com as amigas. Foi nessa época que começaram os boatos de que a "rainha dos baixinhos" seria também lésbica.

Não se sabe porque, mas essa informação foi omitida pelo biógrafo de Ayrton, Ernesto Rodrigues, em uma biografia que escreveu sobre o piloto em 2004 intitulada "Ayrton, o herói revelado". 

Xuxa com as amigas lésbicas assumidas, Ísis de oliveira, a atriz Lucia Veríssimo e Simone em 1989


Simone, cantora de destaque na MPB, casou com Ísis de Oliveira em um ritual religioso alternativo na década de 80. O casamento durou 7 anos.





Revista Caras, 04 de maio de 1994




FONTE PESQUISADA

CARAS - As mulheres do bom rapaz. Revista Caras, São Paulo, Especial Nº 2, Ano 1, Editora Abril, p. 04 de maio 1994.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ex-Banqueiro Conta Em Livro Que Xuxa Magoou Ayrton Senna em Plena Época de Natal

Xuxa Magoou Ayrton Senna no Natal de 1989


O ex-banqueiro Braguinha, amigo pessoal de Ayrton Senna, contou em livro quando a apresentadora humilhou Ayrton em Nova York, poucos dias antes do natal


Trecho do livro “Ayrton, o herói revelado”

"Faltavam poucos dias para o Natal de 1989. Ayrton, no auge da decepção com a Fórmula 1, já estava no Brasil, preparando-se para esquecer as pistas por mais um verão. Num encontro com Braguinha (Antonio Carlos de Almeida Braga, ex-banqueiro e amigo de Senna), revelou:

Vou a Nova York ver a Xuxa.

Ela sabe que você vai?

Não, vou fazer uma surpresa para ela.

(...)

Xuxa estava em uma casa em Hampton Bays, reduto da elite nova-iorquina, formado por pequenas vilas à beira-mar. Ele seguiu para lá e, antes de bater à porta, de acordo com o relato que fez a Braguinha, se vestiu de Papai Noel. Ao toque da campainha, a surpresa foi dele. Ayrton relatou depois aos amigos, à família e a pelo menos uma de suas futuras namoradas que Xuxa não quis que ele entrasse:

O que você está fazendo aqui? Eu não te chamei, por favor, vá embora. Você não vai entrar aqui.

Ayrton não insistiu. Voltou para o Brasil, decepcionado."

Foto: Reprodução



FONTE PESQUISADA


RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Xuxa Diz Que Ela e Ayrton Senna Brigavam Muito




Xuxa fala sobre brigas com Ayrton Senna, inclusive chega a dizer que não sabia se iria continuar muito tempo ao lado dele (o que viria a se concretizar)


Xou da Xuxa 1990 - Entrevista sobre brigas com Ayrton Senna

domingo, 1 de março de 2015

Xuxa Não Aceitou Ser "Trocada" Por Adriane Galisteu

Por Douglas Nascimento
TV Foco - otvfoco.com.br
01 de março de 2015

Xuxa nos anos 90
Foto: Sutton Images

Xuxa já se envolveu com artistas renomados na mídia, mas o esporte foi o que mais movimentou seus relacionamentos. Ex de Pelé, o rei do futebol e Ayrton Senna, campeão mundial de Fórmula 1, Xuxa ganhou bastante destaque na imprensa enquanto namorava tais nomes.

No mais polêmico, com Senna, Xuxa ainda possivelmente adquiriu grande rixa com outra apresentadora de TV, Adriane Galisteu.  Em entrevista, a  apresentadora alega que mesmo depois do namoro com o atleta, os dois ainda encontravam-se às escondidas, o que parou de acontecer após ele se relacionar mais seriamente com outra garota (Adriane Galisteu).

Segundo os comentários da época, Xuxa não aceitava ter sido trocada por uma “simples menina da Lapa”.


Ayrton Senna e Adriane Galisteu em viagem de lua de mel no Taiti. Eles moraram juntos durante um ano e meio, do começo de 1993 até a morte de Ayrton


Vídeo
Xuxa Revela Porque Não Suporta Adriane Galisteu


Xuxa confessa que depois que Ayrton Senna conheceu Adriane Galisteu não quis saber mais dela. Xuxa conta que ela e Senna se "pegavam" de vez em quando e depois Senna não estava mais interessado em sexo casual pois tinha se apaixonado de verdade e a garota que ela fala no video, mesmo não citando nomes, é Adriane Galisteu. Esse é o motivo que as duas não se "bicam" até hoje. Xuxa não suporta de ter sido "trocada" por uma simples menina da Lapa. (Senna Channel Youtube)

Programa chileno “Noche de Ronda” 1996


FONTE PESQUISADA

DOUGLAS. Top 5: Confira as maiores polêmicas da carreira de Xuxa Meneghel. Disponível em: <http://otvfoco.com.br/audiencia/top-5-confira-as-maiores-polemicas-da-carreira-de-xuxa-meneghel/#.VPOMXNYXWF8.twitter>. Acesso em: 01 de março 2015.




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

20 anos da morte de Ayrton Senna: "ele queria ser pai", afirma Galisteu

Quinta-feira, 01 de Maio de 2014

Por Fábio Lau - informações de agências

O casal era apaixonado

RIO DE JANEIRO - Última namorada de Ayrton Senna, Adriane Galisteu relembrou o tempo que viveu com o piloto 20 anos após sua morte. A apresentadora revelou que o atleta tinha três sonhos. Ainda nesta reportagem, Fábio Lau revela os bastidores de uma trama midiática que tentava transformar Xuxa, e não Galisteu, na viúva de Ayrton Senna:

"Meu período com Ayrton foi uma grande história de amor. Ele era amado ao redor do mundo mais do que ele jamais soube. Sua memória nunca será apagada. Para mim foi especial, mas agora eu sou casada e tenho filho. Isso quer dizer que não posso dizer que ele foi o amor da minha vida. Ayrton tinha três sonhos. O primeiro era encerrar a carreira na Ferrari, o segundo era conhecer a Disney World, e o terceiro era ser pai. Ele era mais do que um campeão. Ele tinha um coração enorme, um modo simples de viver e tinha sonhos simples. Em casa, ele era como criança. Ele era cheio de alegria", disse ao "Daily Mail".

Galisteu: família de Ayrton a ignorou

A loira relembrou que Senna não estava bem no dia de sua última corrida no GP de San Marino, de 1994. "Ele me ligou. Ele não estava bem. Sua cabeça não estava bem. Rubens Barrichello, seu amigo, estava no hospital. Ele estava muito chateado com a morte de Roland Ratzenberger. Ayrton me disse: 'Estou muito triste'. Eu havia visto ele angustiado antes, mas nunca ouvido a voz dele como estava aquele dia. Me lembro de dizer a ele: 'Ayrton, não entra nesta corrida'. Quando tentei dizer a ele para não correr em Imola, ele me disse que amava sua profissão e que não poderia simplesmente desistir da corrida."

A dor da perda e o preconceito da família Senna

Galisteu ainda contou que teve dificuldade em perceber que seu então namorado tinha falecido. "Eu vi o acidente e não achei nada. Na verdade, eu pensei: 'Bom, ele vai voltar mais cedo, ainda bem'. Mas aí eu vi que era mais sério do que eu imaginei a princípio. Eu fiquei em frente à TV e olhei o replay várias e várias vezes. Eu podia ver que o carro estava danificado, mas eu nunca imaginei que ele tinha morrido. Eu atendi o telefone e era a mulher do melhor amigo dele me dizendo que eu precisava ir para Ímola. Fomos em um jatinho de Lisboa. Eu entrei no avião pensando que ele ainda estava vivo. Machucado, mas não morto."

Xuxa posou de viúva embora não fosse mais namorada

E a loira continuou: "Quando o avião estava prestes a decolar, o piloto disse que havia uma ligação da torre. Eu imaginei que era o Ayrton dizendo: "Você não precisa vir, tudo está ok". Era uma amiga: "Adriane, você não precisa vir". "Uau, isso é bom", eu disse, pensando que ele deveria estar melhorando. "Não, ele morreu". Meu mundo parou naquele momento. Na minha cabeça era impossível, ele só poderia morrer de velhice.

Foi inacreditável que ele tenha morrido fazendo o que ele sabia fazer melhor na vida. Foi muito difícil para o Brasil, para o mundo todo, mas ainda mais para mim. Demorei muitos anos para recuperar minha vida, especialmente amorosamente. Eu fiquei o máximo que pude com seu corpo. Eu não fui para casa, eu não tomei banho. Eu fiquei com ele".

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Nesse trecho a seguir, o jornalista Flávio Lau faz uma ótima análise sobre a Globo e a família de Ayrton Senna querer fazer de Xuxa a viúva oficial do ex-piloto, ignorando totalmente o fato de ele viver com outra mulher há mais de um ano e que seria portanto sua viúva legítima, Adriane Galisteu. 

Concordei com quase tudo da análise do jornalista, exceto quando ele se refere a Senna como sendo um produto de marketing. Não concordo porque Senna realmente foi tudo isso que a mídia mostrou, e até bem mais do que foi mostrado. Quem o conheceu, conviveu com ele, ou até mesmo privou de sua companhia por alguns momentos, todos, dizem que Ayrton foi um homem muito especial. Aqui no blog existem muitos exemplos de sua generosidade, bondade, de seu caráter... deixo o próprio Senna responder ao jornalista: "Não construí a imagem de bonzinho sozinho. Muita gente me ajudou. Mas não há marketing que sustente um blefe. Tenho uma boa imagem porque sou uma pessoa boa.", frase dita por Senna em certa ocasião. 

Agora, sobre o mesmo que o jornalista disse da Xuxa é diferente, com certeza ela foi um produto de marketing, tanto é que não perdeu oportunidade de se promover, de aparecer como se fosse a viúva no enterro de Ayrton, mesmo não estando com Senna há anos e ele já esta praticamente casando com outra mulher (Galisteu). 

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Racha familiar

Por Fábio Lau

Ayrton Senna teve um envolvimento com Xuxa com ares de marketing. Fama de bom garoto, brasileirinho patriótico e adotado por Galvão, que não tinha boa entrada com outro ídolo, Nelson Piquet, Senna virou o queridinho da mídia e dos "Coxinhas" de então.

O namoro com Xuxa era algo como coroar os dois príncipes da Globo: Ela, a Rainha dos Baixinhos, e ele, o Rei das Pistas. Mas a falta de sal da relação ficou evidente. E logo veio o rompimento.

Mas a entrada em cena (opa!) de outra loura, mais bonita e temperada, tirou a mídia adocicada dos eixos. Xuxa foi para escanteio, embora a família, tocada por Viviane Senna, a irmã e cunhada, a preferisse.

A morte em Ímola ocorreu. E o enterro em São Paulo seria o derradeiro momento para sacramentar a relação não vivida no mundo real, mas que poderia se perpetuar em imagens. Xuxa foi posando de viúva, e lacrimejando como tal, enquanto era amparada pela família do piloto. Galisteu, bela e solitária, era confortada apenas por uma amiga.

 Xuxa e Viviane Senna: farsa desfeita no último ato

Mas quis o destino que os pilotos e amigos de Senna, entre eles Alain Prost, confortasse Galisteu, e não Xuxa, no velório. Para desespero da farsa midiática armada. Galisteu entrou para a história como a verdadeira e legítima viúva. Xuxa provou da derrota no último ato.

Gerard Berger presta sua solidariedade a viúva oficial de Ayrton Senna, Adriane Galisteu


O Hino da Vitória soou para Galisteu


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Fábio Lau




Editor do site Conexão Jornalismo, foi repórter da tevê Globo por dez anos. Passou pelos jornais O Globo e Jornal do Brasil.

Fábio Pinheiro Lau nasceu no Rio de Janeiro, no dia 31 de maio de 1965. Se formou jornalista pela Universidade Gama Filho (UGF) no Rio de Janeiro, em 1989.

Começou a carreira em 1986, como estagiário no jornal Ultima Hora. Em seguida atuou em jornais de bairro independentes e no Jornal O Dia, ainda como estagiário, três anos depois.
Foi repórter em O Globo e depois do Jornal do Brasil, ambos no Rio de Janeiro. Voltou para O Dia, onde foi chefe de reportagem entre os anos de 1998 e 1999.

Ficou por alguns anos na tevê Globo, onde exerceu a função de repórter investigativo por cerca de dez anos.

Em 2009, fundou a Talento & Expressão, produtora de conteúdo para rádio, tevê e jornal. Ainda pela agência, criou o site Conexão Jornalismo, do qual é editor responsável. O site conta com notícias das mais diversas editorias, porém sempre com foco na comunicação, além de ter uma rádio e uma tevê, ambas online. 

Atualizado em maio/2013 - Portal dos Jornalistas
Fonte: Informações fornecidas pelo jornalista

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FONTE PESQUISADA

LAU, Fábio. 20 anos da morte de Ayrton Senna: "ele queria ser pai", afirma Galisteu. Disponível em: <http://www.conexaojornalismo.com.br/programacao/-anos-da-morte-de-ayrton-senna-ele-queria-ser-pai,-afirma-galisteu-3-27254>. Acesso em: 29 de dezembro 2014.

Disponível em: <http://www.ayrtonsenna.com.br/frases/tenho-uma-vida-por-tras-dessa-imagem-nao-fiz-tudo-sozinho/>. Acesso em: 29 de dezembro 2014.


LAU, Fábio. Perfil: Fábio Lau. Disponível em: <http://www.portaldosjornalistas.com.br/perfil.aspx?id=13635>. Acesso em: 29 de dezembro 2014.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Namoro de Senna e Xuxa Foi Golpe Publicitário

Namoro de Senna e Xuxa foi um golpe publicitário! Foi essa a intuição que teve Jo Ramirez ao conhecer Xuxa e vê-la com Senna. Jo foi coordenador chefe da equipe McLaren e amigo de Senna. Essa passagem ficou tão marcada em sua memória que ele registrou em sua autobiografia lançada em 2005.

Senna e Xuxa


Leiam o trecho do livro:

O Grande prêmio do Brasil voltou para São Paulo em 1990, reduzindo o circuito de Interlagos de 7,96 para 4,35 quilômetros. Os dois pilotos da McLaren (Senna e Berger) estavam na fila da frente e Senna era claramente favorito para vencer em sua terra natal, onde muitos fãs usavam camisas que diziam: "Que se foda Balestre". Ayrton estava com sua nova namorada, Xuxa, uma bela loira, que tinha sido promovido por Pelé para ser a mulher mais famosa do Brasil. Xuxa teve um programa diário para as crianças, além de uma rede de lojas de roupas que levava seu nome. Devo admitir que adorava assistir seu programa de TV. Ela era tão cheia de vida, carisma e sex appeal, que apesar de ser um programa infantil, você não poderia mudar o canal ou parar de vê-la. Então, quando Ayrton me disse que ia leva-la ao circuito estava ansioso para conhecê-la, mas preocupado com a agitação que teria ao saberem que o homem e a mulher mais popular estavam em nosso território.

   Devo dizer que foi uma grande decepção; toda essa personalidade e carisma que mostrava, atrás das câmeras parecia não existir pessoalmente. Sua intenção era demasiada óbvia: eles (Senna e Xuxa) estavam um em cima do outro, quase como se quisessem chamar a atenção. Ela também foi para Mônaco e me passou pela cabeça que talvez tenha sido apenas um golpe publicitário para aumentar o potencial de negócios de ambos no Brasil. Fosse o que fosse, não durou muito tempo.


En Español:

El Gran Premio brasileño regresó a Sao Paulo, en 1990, con la reducción del circuito Interlagos de 7.96 a 4.35 kilómetros. Los dos pilotos de McLaren se encontraban en primera fila y Senna era el claro favorito para ganar en su tierra natal donde muchos fanáticos portaban camisetas que decían: "Que se joda Balestre". Con Ayrton estaba su nueva novia, Xuxa, una rubia hermosa, quien había sido promovida por Pelé para ser la mujer más famosa de Brasil. Xuxa tenía un programa diario para niños, además de una cadena de tiendas de ropa que llevaba su nombre. Debo admitir que me encantaba ver su programa de televisión. Estaba tan llena de vida, carisma y atractivo sexual, que pese a ser un programa para niños no podías cambiar de canal o dejar de verla. Así que cuando Ayrton me dijo que la iba a llevar al circuito estaba ansioso por conocerla, pero preocupado por la agitación que habría al saber que el hombre y la mujer más populares de Brasil estaban en nuestros fosos.


  Debo decir que fue una gran desilusión; toda esa personalidad y carisma que mostraba detrás de cámaras parecía no existir en persona. Su intención era demasiado obvia: estaban uno encima del otro, casi como si quisieran llamar la atención. Ella también fue a Mónaco y me cruzó por la mente que tal vez sólo era un truco publicitario para aumentar el potencial de negocios de ambos en Brasil. Cualquier cosa que fuera, no duró mucho tiempo.



Print da página do livro de Jo Ramirez:





Trecho extraído da autobiografia de Jo Ramírez: Mi vida em la fórmula uno, em inglês: Jo Ramirez: Memoirs of Racing Man





FONTE PESQUISADA

RAMÍREZ, Jo. Mi vida em la fórmula uno. 1º Edição. Ibrain, 2005.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pessoas Próximas de Ayrton Senna Falam de Adriane Galisteu


Abaixo depoimentos retirados do livro “Ayrton, o herói revelado” de Ernesto Rodrigues:

Walderez Zanetti, hoje com 70 anos, cabelereira e amiga de Ayrton Senna


Para Walderez Zanetti, a fiel e discreta cabeleireira, Senna, no início, ficou "um pouco preocupado com o noticiário":
"Mas rapidinho ele começou a ser uma pessoa mais feliz, mais alegre, mais solta. A gente percebia nela uma pessoa sofrida. No contato com a Adriane, ele aprendeu a lidar com a vida profissional e também com a vida pessoal. Ele ficou uma pessoa pra melhor, com certeza.”
Outro sinal de que Senna estava realmente envolvido com Adriane era um pequeno e inédito detalhe: ele fez questão de dizer a Walderez que a nova namorada gostava do corte. A frase de Senna:
- Walderez, ela gostou. Disse que quem corta meu cabelo corta muito bem.
Para Nuno Cobra, Adriane foi um "marco" na vida de Ayrton, diferente das "menininhas" que ele tinha namorado. com ela, segundo Nuno, Senna agiu de forma diferente desde o início. E chegou a prever para Nuno:
- Com essa vai ser diferente. A imprensa não vai ter acesso. Eu vou proteger essa moça de qualquer maneira. Ela é inteligente, diferente, me ajuda muito e tem sempre umas idéias. Tem personalidade.
Nuno disse que estranhou, já que Ayrton nunca se comportara daquela maneira antes. E revelou que Adriane tinha muita "ação" sobre ele, "uma ação positiva, que deixava Ayrton solto, relaxado e contente":

"Ela fez o Ayrton sorrir, lutava para que o Ayrton ficasse mais presente na vida do Senna. O Senna era um saco, coitado.


Em uma única oportunidade, Takeo Kiuchi, o engenheiro da Honda que se tornou amigo, disse ter sentido "a sensação reconfortante de que Ayrton era um ser humano normal": um jantar em Suzuka, na semana do GP do Japão de 1993. Kiuchi já estava de volta ao Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda, no Japão, e recordou:
"Eu estava com a minha mulher, Yuki, e Ayrton com Adriane. Foi um encontro em três idiomas: japonês, inglês e português. Eu nunca vi Ayrton tão alegre e brincalhão como naquele dia.”
Walderez Zanetti, no penúltimo corte de cabelo, já em 1994, viu Ayrton "na época em que ele estava melhor como pessoa":
"Na hora de se despedir, Ayrton fez o que não costumava fazer. Parou na escadaria, virou-se para mim e mandou um beijo tão afetuoso que todo mundo no salão caiu de quatro.”






TRADUÇÃO LIVRE 


"Ayrton não era um homem alegre. Ele não tinha nenhum sentido natural do humor, se ele pudesse rir de uma piada, mesmo que ele não poderia dizer um. Eu acho que o fez rir - que me faz feliz -, mas não me atrevi a contar uma piada, uma vez que ele estava em modo de corrida. No entanto, no último ano de sua vida, Ayrton tinha uma nova namorada, muito mais jovem, Adriane Galisteu, que tinha 19 anos quando eles se conheceram. Seus pais nunca estavam satisfeitos com nenhuma de suas namoradas, mas Adriane fez Ayrton leve. Ela ia a pé para o circuito usando um top de biquíni, você pode imaginar! Ela era uma menina, vestida como uma menina e se comportou como uma menina. Isso é o que fez Ayrton feliz ". 

Betise Assumpção foi a única pessoa a fazer companhia constante a Adriane no velório e enterro de Ayrton Senna



Comandante Owen O'Mahony, piloto do jato de Ayrton Senna


O piloto Owen O'Mahony sabia, como poucos, como Senna conciliava, de um lado, a família e o Brasil, e de outro, Portugal, Adriane incluída. Ayrton, normalmente muito rigoroso com o desperdício de dinheiro, não abria mão do conforto de cruzar o Atlântico quando quisesse, na hora que quisesse e com quem quisesse. Nem mesmo os argumentos de Owen de que as viagens para São Paulo, às vezes duas por mês, eram um despropósito sensibilizavam o patrão: "com o dinheiro gasto em cada viagem, Ayrton poderia comprar todos os lugares da primeira classe de um Jumbo da British Airways ou da Varig. E ainda sobrariam dólares.”
Naquela caríssima ponte aérea de conciliação afetiva, Ayrton também manteve o costume de transportar encomendas ou presentes como se estivesse saindo de Tatuí para São Paulo. Ele gostava de levar queijos para a família e pedia para Maria Assunção, a governanta da casa de Sintra:
- Embrulha bem o queijo pra não cheirar.
Num dos vôos, já namorando Adriane e, lembrou Owen, "visivelmente entusiasmado", ele pediu uma ligação para Nova York. Eles sobrevoavam o Atlântico, entre a escala técnica em Cabo Verde e Londres. Owen não soube quem era a mulher do outro lado da linha, mas notou uma preocupação muito grande de Ayrton em explicar para ela que, daquela vez, não iria sofrer, que Adriane era "muito diferente da outra". Owen concluiu que, "muito provavelmente", Ayrton se referia a Xuxa.
O piloto sentiu, na condição de empregado de Senna, que, aos poucos, Ayrton também estava tomando decisões antes delegadas a Fábio Machado, o principal executivo da família. Como no dia em que lhe comunicou que ele, Senna, passaria a ser o único a tomar todas as decisões relacionadas com o jato. O avião custava, parado no chão, 250 mil dólares por ano. O que explicava a brincadeira a bordo, durante um vôo entre o Algarve e Paris. Pouco antes de pousar, Owen caminhou pela cabine até onde estava o casal e brincou:
- Mantenha sua mulher longe das lojas. Do contrário, ela vai acabar com o limite do seu cartão de crédito.
A resposta de Senna:
- Owen, ela custa para mim bem menos do que você.




"Quando era só brincadeira, a família achava ótimo. Quando começava a ficar mais sério, eles não gostavam.”
Braguinha, o autor da frase, era um dos amigos íntimos de Senna para quem o namoro com Adriane significou uma "emancipação afetiva". Para Linamara Battistella, Adriane "rompeu um pouco o círculo de pressão familiar ao qual Ayrton estava submetido".



A casa do Algarve, para Linamara Battistella, era uma espécie de território neutro. Morar no Algarve, ela acredita, era uma forma que Ayrton encontrara de conciliar o namoro com a família que ele não queria perder nem magoar. Era também uma forma de Adriane estar num país onde se falava o português e no qual Senna tinha amigos:
"O Ayrton me disse: morar em Portugal agora significa conciliar as duas situações.”
Antes da casa do Algarve, na opinião de Linamara, Senna não se dera "nem o direito de ter um endereço em São Paulo que não fosse o dos pais":
"Ele não queria magoar os pais, porque sabia que era muito esperado por todos. Até comprou o apartamento nos Jardins. Mas lembro que ele dizia: não quero que saibam que eu tenho esse apartamento.”


O radialista Luis Roberto, correspondente de Fórmula 1 do Sistema Globo de Rádio, já na viagem de volta de Mônaco para o Brasil, testemunhou um momento que, de acordo com ele, "parecia filme publicitário". Da sala de embarque do Aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, à espera da conexão para São Paulo, ele identificou, na pista, o jato de Senna, taxiando. Era Galvão Bueno, desembarcando para pegar a mesma conexão para o Brasil, depois de uma carona de luxo no avião do amigo:
"Ayrton e Adriane também desceram e, enquanto Galvão se afastava, os dois ficaram abraçados, trocando gestos carinhosos. Eu fiquei impressionado com a beleza daquele momento. Aquele namoro tinha mesmo uma luz diferente.”
Reginaldo Leme, ainda em processo de reaproximação com Senna, não apenas registrou aquele novo estado de espírito. Fez até uma cuidadosa provocação:
- Aí, cara, está descobrindo a vida, hein?
Jo Ramirez não hesitou ao apontar o ano de 1993 como o período mais feliz da vida de Senna, pelo menos nos seis anos em que os dois conviveram na McLaren:
"A partir do namoro com Adriane, Ayrton continuou muito competitivo, mas passou a encurtar suas conversas telefônicas relacionadas com treinos e corridas. Limitava-se a perguntar se estava tudo certo. E encerrava logo a conversa.”
Para Tereza Brown, a amiga e confidente, Ayrton resumiu aquela fase da vida com um comentário curto, mas para ela muito significativo:
- Estou bem, comadre.


Quando Ayrton e Adriane estavam no Brasil, o namoro misturava situações românticas e tensas. O piloto Nelson Loureiro confirmou que até bilhetes apaixonados eram motivo de viagens do helicóptero de Senna. Em uma delas, a pedido de Ayrton, Nelson levou Adriane para uma filmagem em Paraty, litoral do estado do Rio. Logo depois de pousar, quando ela disse que estava com saudade de Senna, àquela altura no escritório do edifício Vari, em Santana, Nelson, cúmplice, propôs:
- Escreve um bilhetinho que eu levo pra ele.
Adriane aceitou a sugestão, escreveu o bilhete e, minutos depois, ele estava voando de volta para São Paulo. Para surpresa de Ayrton, ao perceber o pouso antecipado do helicóptero no prédio:
- O que você está fazendo aqui?
- Trouxe esse bilhete aqui pra você.
Ayrton, segundo Nelson, pegou o bilhete e reagiu, preocupado:
- Você é louco. Meu pai me mata se souber disso. Aliás, mata você e eu.
- Mas você tem que responder ao bilhete, Ayrton.
Algum tempo depois, Nelson decolou novamente para Paraty, levando a resposta de Ayrton.
Para Nelson, um dos que perceberam o mal-estar na família deflagrado pelo namoro, a atitude de Milton da Silva era a de "um pai diante de um filho que fez escolhas de vida diferentes das que ele imaginava e queria". De acordo com ele, no final de 1993, as brigas haviam chegado a um ponto em que ele ouviu Ayrton flertar com uma alternativa inimaginável para quem conhecia sua profunda dependência emocional em relação ao Brasil, Tatuí e, principalmente, Angra dos Reis:
- Estou pensando até em não vir para o Brasil e ficar lá em Portugal com a Adriane.
Braguinha, um dos que perceberam não apenas os problemas com a família, mas também a mudança pessoal de Ayrton, deu, nove anos depois, uma explicação simples para a crise:
"O Miltão achava que todo mundo que se aproximava do Ayrton tinha interesses, queria tirar vantagens. Bastava um relacionamento durar mais para ele não gostar.”



FONTE PESQUISADA

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.

FOLLEY, Malcolm. Ayrton Senna died at Imola 20 years ago and his confidante Betise Assumpcao heads back to the scene of tragic death
Read.
Disponível em: <http://www.dailymail.co.uk/sport/formulaone/article-2608623/Ayrton-Senna-died-Imola-20-years-ago-confidante-Betise-Assumpcao-heads-scene-tragic-death.html>. Acesso em: 07 de maio 2014.


FOTOS ADRIANE GALISTEU E AYRTON SENNA