Mostrando postagens com marcador Milton da Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Milton da Silva. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de maio de 2025

Explicando a Cena do Gravador da Série Senna da Netflix (Spoiler: Não Tem Nada a Ver Com Grampos Telefônicos)

Não assisti essa série Senna da Netflix (E nem pretendo!), apenas alguns trechos. Essa cena do gravador não tem a ver com os grampos no telefone do apartamento de Senna e Galisteu, nos Jardins, São Paulo. Na cena dessa série, Ayrton recebe um gravador de uma jornalista fictícia, personagem criada apenas para a série (com perguntas, para gravar uma entrevista). Na verdade, isso se refere as gravações de entrevistas que Ayrton fazia para os meios de comunicação (Viviane Senna, a irmã do piloto, revelou essa informação em entrevista para a revista Autosprint em 2014. E como ela deu depoimentos para os produtores da série, contou essa informação, assim como fez na revista Autosprint). Viviane contou que após a morte de Senna, o pai dele, Milton da Silva, passou a ouví-las (essas fitas), como uma lembrança do filho. É isso que a série está retratando. Sim, nessas fitas, tem também telefonemas de Ayrton para Adriane, pois, o telefone do casal foi grampeado, assim, gravando também as conversas entre os dois. Ou seja, o pai dele até o fim da vida passou a ouvir seu filho se declarando para a Adriane, a mulher que ele fez de tudo para separar seu filho dela. 

Senna e Adriane

Senna e seu pai Milton

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

"O pai e a mãe do Ayrton era quem mandava nos negócios dele.", Gigi, Amigo de Ayrton Senna e Dono de Restaurante no Algarve

 

Como o Ayrton Senna?

A chegada do Ayrton foi engraçada. A casa dele é comprada na mesa 8 do Gigi, veio um banqueiro brasileiro, o Braguinha, com o pai e com a mãe do Ayrton que era quem mandava nos negócios dele. 

Recorda-se do que dia em que o Ayrton morreu?

Sim. Estava a Adriane Galisteu cá a dormir na casa dele da Quinta do Lago, eu fui lá a casa. No dia da morte dele quando lá fui, a Adriane estava deitada triste para caramba porque já sabia. Ele morreu na hora, a barra da direção tirou-lhe metade da massa encefálica. As pessoas ainda diziam que era mentira porque a corrida tinha continuado e tudo. O fax dele tinha aqueles rolinhos, o gabinete estava cheio de rolinhos espalhados pelo gabinete. É a imagem que tenho do 1º. de maio daquele ano. 


FONTE PESQUISADA

MADRINHA, Mariana; RAINHO, Vítor. Gigi: “As melhores redes sociais são as dos pescadores da Quarteira”. Disponível em: <https://sol.sapo.pt/2016/09/21/gigi-as-melhores-redes-sociais-sao-as-dos-pescadores-da-quarteira/>. Acesso em: 07 de agosto de 2025.






terça-feira, 20 de junho de 2023

Família Cobrou Tudo de Ayrton Senna

Antes de mais nada, vocês estão perguntando, a personagem de Adriane Galisteu até agora não foi confirmada na série da Netflix. Mas, uma outra questão, que não sei se estará na série é que o Ayrton Senna disse em entrevista a um livro biográfico sobre ele, chamado, "Ayrton Senna - A Face do Gênio", que devolveu ao seu pai, Milton da Silva, o Miltão, tudo que o mesmo gastou com ele desde as categorias de base até começar a ganhar dinheiro na Fórmula 1, no caso a partir do seu ingresso na Lotus, no ano de 1985. Ou seja, eles, a família, cobrou todo o dinheiro que gastou.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A Última Mulher Que Amou Ayrton Senna

*Grande jornal da Espanha, da cidade de Madrid, destaca ausência de Adriane Galisteu no festival Senna Day

A família do piloto nunca aceitou seu relacionamento com Adriane Galisteu, 13 anos mais nova que ele

Ayrton Senna e Adriane Galisteu, em 1993 - Justin Thomas

Verónica Goyzueta
@goyzuet4
Correspondente em Sao Paulo - Atualizado: 04/05/2019 16: 55h

As homenagens organizadas pela família ao piloto Ayrton Senna, 25 anos após sua fatídica morte no circuito italiano de Ímola, foram marcadas em 1 de Maio pela ausência de Adriane Galisteu, sua última namorada e a mulher com quem o atleta passou os últimos dois anos de sua vida. A renomada atriz, que hoje tem 46 anos, viveu seu luto afastada, rejeitada pela mãe e pela família do piloto, que nunca reconheceram a relacionamento.

Em seu lugar, assim como foi no funeral de 1994 [funeral do Ayrton], quando Adriane foi obrigada a entrar na fila gigantesca de fãs para dizer adeus a seu companheiro, os Senna escolheram como viúva oficial a apresentadora da televisão brasileira, Xuxa Meneghel, que foi namorada piloto entre 1988 e 1990 [dezembro de 1988 a janeiro de 1990]. Xuxa (56 anos) tornou-se o centro das homenagens a familiares, amigos e imprensa, que teve lugar esta semana no autódromo de Interlagos, onde o tricampeão mundial levantou grande parte de seus troféus. "Neste momento no país, onde tantas coisas erradas acontecem, você precisa de um ídolo como ele", disse Xuxa, que hoje é uma das celebridades mais conhecidas do Brasil.

Críticas à família

Muitos seguidores [fãs] de Senna criticaram a atitude da família, que apagou Adriane das fotos e das homenagens divulgadas [e transmitidas] no Festival Senna Day, incluindo uma que estava ao lado da cantora Tina Turner, que foi editada. "Que desrespeito!", exclamou um fã. "Nesse dia ele estava com Galisteu", disse outro. "Onde está Adriane?", perguntou um terceiro na rede social do Instituto Ayrton Senna. "Senna a amava, quer queiram ou não", acrescentou outro ao coro de reprovações.


Os pais do piloto (Neyde Senna e Milton da Silva), junto com sua neta Bianca - REUTERS

Em entrevista ao portal "GShow" por ocasião deste aniversário [da morte de Ayrton Senna], Galisteu recordou os momentos felizes ao lado do piloto, a quem conheceu quando tinha 19 anos e com quem conviveu dois anos de sua vida, quando era uma jovem modelo de revista, com uma carreira insignificante em comparação à de Xuxa que, como Ayrton, se destacou internacionalmente. "Tudo o que sei é que ninguém vai me tirar nossa história", afirmou Adriane, que herdou do ídolo um pijama, uma camisa e uma escova de dentes que ele deixou em sua casa na noite em que estiveram juntos [na verdade eles moravam juntos]. Senna também deixou um pequeno Fiat, que lhe presenteou e que foi seu primeiro carro, e um relógio.

Em novembro de 1994, Galisteu publicou "O caminho das borboletas", um livro que já está na décima segunda edição, onde ela conta em primeira pessoa sua história de amor com Senna. "Eu tinha 19 anos, ele tinha 34 anos. Nós nos divertimos muito e acho que lhe dava jovialidade à sua rotina, que era cheia de responsabilidades. O maior legado que Ayrton me deixou foi ter força para realizar meus sonhos ", resumiu a modelo, que sofreu muito com a morte repentina do campeão. "Eu nunca imaginei que ele poderia morrer fazendo o que mais amava e o que melhor sabia fazer", revelou. E sentenciou: "Em um piscar de olhos, tudo muda e não volta mais".

Descendente de malaguenhos (o pai de Adriane nasceu em Málaga, na Espanha), Galisteu teve uma vida difícil. Com um pai alcoólatra, que morreu quando era uma debutante, aos 9 anos começou a desfilar como modelo infantil para ajudar a mãe e nunca mais parou de trabalhar.

Acostumada a lutar, ela nunca desmoronou com a grosseria dos Senna, pelo contrário: tirou forças para empreender uma elogiada carreira como modelo, apresentadora e atriz. Ela usou a fundo o mantra do piloto para conquistar uma vida luxuosa por seus próprios méritos.

Atualmente, está casada com o empresário de moda Alexandre Iódice, com quem tem um filho pequeno, Vittorio. «Eu falo muito sobre ele [Ayrton] ao meu filho. E meu marido, como todo brasileiro, era muito fã dele ", disse ela ao GShow. E concluiu: "Ninguém jamais quis apagar meu passado [se referindo ao marido] e meu senso de gratidão é por ter vivido tudo o que eu vivi com um ser humano único".


 Senna e Galisteu em foto do jornal ABC impresso (a reportagem saiu também na versão digital, no site do jornal) 


FONTE PESQUISADA

GOYZUETA, Verónica. La última mujer que amó a Ayrton Senna. Disponível em: <https://www.abc.es/estilo/gente/abci-ultima-mujer-ayrton-senna-201905040033_noticia.html>. Acesso em: 04 de maio 2019.


sábado, 4 de maio de 2019

La última mujer que amó a Ayrton Senna

La familia del piloto nunca aceptó su relación con Adriane Galisteu, 12 años menor que él

Ayrton Senna y Adriane Galisteu, en 1993 - Justin Thomas

Verónica Goyzueta
@goyzuet4
Corresponsal en Sao Paulo - Actualizado: 04/05/2019 16:55h
ABC - abc.es

Los homenajes organizados por la familia al piloto Ayrton Senna, 25 años después de su fatídica muerte en el circuito italiano de Imola, estuvieron marcados el pasado 1 de mayo por la ausencia de Adriane Galisteu, su última novia y la mujer con la que el atleta pasó los últimos dos años de su vida. La reconocida actriz, que hoy tiene 46, vivió su luto arrinconada, rechazada por la madre y la familia del piloto, que nunca reconocieron la relación.

En su lugar, así como fue en los funerales de 1994 -cuando Adriane fue obligada a formar la gigantesca fila de admiradores para despedirse de su pareja-, los Senna eligieron como viuda oficial a la presentadora de la televisión brasileña, Xuxa Meneghel, quien fue novia del piloto entre 1988 y 1990. Xuxa (56 años) se convirtió en el centro del homenaje para familiares, amigos y la prensa, que tuvo lugar esta semana en el autódromo de Interlagos, donde el tricampeón mundial levantó buena parte de sus trofeos. «En este momento del país, en que tantas cosas equivocadas ocurren, hace falta un ídolo como él», declaró Xuxa, quien ahora es una de las celebridades más conocidas de Brasil.

Críticas a la familia

Muchos seguidores de Senna han criticado la actitud de la familia, que ha borrado a Adriane de las fotos y de los homenajes difundidos en el Senna Day Festival, entre ellas, una donde estaba al lado de la cantante Tina Turner, que fue editada. «¡Qué falta de respeto!», exclamó un fan. «Ese día él estaba con Galisteu», declaró otro. «¿Dónde está Adriane?», preguntaba un tercero en la red social del Instituto Ayrton Senna. «Senna la amaba, quieran o no», añadía otro al coro de reprobaciones.

los padres del piloto (Neyde Senna y Milton da Silva), junto a su nieta Bianca - REUTERS

En una entrevista al portal «GShow» con motivo de este aniversario, Galisteu recordó los momentos felices al lado del piloto, al que conoció cuando tenía 19 y con quien convivió dos años de su vida, cuando era una joven modelo de revista, con una carrera insignificante en comparación a la de Xuxa quien, como Ayrton, destacó internacionalmente. «Lo único que sé es que nadie va a quitarme nuestra historia», afirmó Adriane, quien heredó del ídolo un pijama, una camiseta y un cepillo de dientes que él dejó en su casa la última noche en que estuvieron juntos. Senna también le dejó un pequeño Fiat, que le regaló y que fue su primer coche, y un reloj.

En noviembre de 1994, Galisteu publicó «El camino de las mariposas», un libro que ya va por la duodécima edición, donde cuenta en primera persona su historia de amor con Senna. «Yo tenía 19, él 31. Nos divertíamos mucho y creo que le daba jovialidad a su rutina, que estaba llena de responsabilidades. El mayor legado que Ayrton me ha dejado ha sido tener fuerza para realizar mis sueños», resumió la modelo, quien sufrió mucho la muerte repentina del campeón. «Jamás me imaginé que pudiera morir haciendo lo que más amaba y lo que mejor sabía hacer», reveló. Y sentenció: «En un parpadeo, todo cambia y no vuelve más».

Descendiente de malagueños, Galisteu tuvo una vida difícil. Con un padre alcohólico, que falleció cuando ella era una quinceañera, a los 9 años comenzó a desfilar como modelo infantil para ayudar a su madre y ya nunca dejó de trabajar.

Acostumbrada a luchar, jamás se vino abajo con los desplantes de los Senna, al contrario: sacó fuerzas para emprender una elogiada carrera como modelo, presentadora y actriz. Empleó a fondo el mantra del piloto para conquistar una lujosa vida por sus propios méritos.

Actualmente, está casada con el empresario de moda Alexandre Iodice, con quien tiene un hijo pequeño, Vittorio. «Le hablo mucho de él [de Ayrton] a mi hijo. Y mi marido, como todo brasileño, era muy fan suyo», contó al «GShow». Y concluyó: «Nunca nadie quiso borrar mi pasado y mi sensación de gratitud es por haber vivido todo lo que viví con un ser humano único».



FONTE PESQUISADA

GOYZUETA, Verónica. La última mujer que amó a Ayrton Senna. Disponível em: <https://www.abc.es/estilo/gente/abci-ultima-mujer-ayrton-senna-201905040033_noticia.html>. Acesso em: 04 de maio 2019.

domingo, 10 de março de 2019

“Um carro Fórmula-1 é uma obra prima e para se chegar a ele é necessário aprender bastante. É isso que estou fazendo.” (Fórmula Ford 2000 - 1982)



*Ayrton com seu Padre-Padrone (título de um livro e um premiado filme italiano de 1977) como uma revista italiana se referia ao pai dele, Milton da Silva, na época de sua morte.


“Estou num ótimo momento de minha carreira e as oportunidades realmente estão surgindo. Tenho que ter calma e paciência para decidir. Tem surgido várias propostas mas sei que devo seguir um processo. Não posso ir direto à Fórmula-1. Tenho grandes chances de fazer ainda este ano algumas provas de Fórmula-3, onde devo correr em 83.”

“Um carro Fórmula-1 é uma obra prima e para se chegar a ele é necessário aprender bastante. É isso que estou fazendo.”






FONTE PESQUISADA

JORNAL DO BRASIL – Ayrton assina. Jornal do Brasil, 24 de julho de 1982, Amador, Esportes, página 2.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Pai de Ayrton Senna Foi o Autor dos Grampos no Telefone do Piloto, Afirma Biógrafo

Milton da Silva, no velório do filho Ayrton Senna, olhando para seu caixão. O que estaria passando pela cabeça do seu Milton? O pai de Ayrton fez diversas armações para separá-lo de Adriane Galisteu como grampear telefones das residências do piloto, para assim tentar descobrir algo comprometedor sobre a modelo, que o ajudasse a fazer Ayrton se afastar dela. Não descobriu absolutamente nada. As últimas palavras trocadas com o filho foram bem ásperas, os dois tiveram uma discussão horrível ao telefone, Milton deixou claro seu total descontentamento pelo relacionamento do filho com a modelo. Ayrton morreu brigado com o pai.


Milton da Silva queria separar o filho Ayrton Senna da mulher que amava, portanto, para conseguir seu objetivo, não mediu esforços, arquitetando diversos planos contra o casal como contou em entrevista o biógrafo do piloto, o jornalista Ernesto Rodrigues:








terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ayrton Senna Discutiu Com a Irmã Viviane Por Causa de Adriane Galisteu


Na realidade Ayrton Senna discutiu com a família inteira por causa da Adriane Galisteu. Com seu pai Milton da Silva, e os irmãos, Viviane e Leonardo Senna, como já foi postado aqui no blog – acredito que menos com a mãe dona Neyde Senna. 


Adriane Galisteu foi o verdadeiro amor do Ayrton, o grande amor da vida dele. Quando, em sua vida, o Ayrton brigaria com a família, que ele tinha uma ligação fortissíma, por causa de uma mulher, como aconteceu com Adriane Galisteu? Nunca! Jamais! Em tempo algum! Antes, a família era mais importante do que qualquer outra mulher. Agora, Adriane era a pessoa mais importante e o que ele tinha de mais importante na vida. 



Ayrton Senna discutiu com a irmã Viviane por causa de Adriane Galisteu




Extraído do livro “Noventa e quatro. Os últimos dias de Ayrton Senna”, escrito por Martin Zustak.

De acordo com Assumpção [assessora de imprensa de Ayrton Senna], ele estava simplesmente cansado de fazer negócios enquanto atendia às demandas dos pilotos de F1 e exigia um sacrifício (em algum momento devido à diferença de fuso horário entre Europa e América, ele estava conversando com o Brasil às duas e meia da manhã). No entanto, a expressão ausente dos olhos sugeriu que a causa do seu humor tinha raízes mais profundas do que a fadiga. 

Senna encontrou-se na encruzilhada da vida, tendo que enfrentar vários problemas fundamentais de uma só vez, e isso inevitavelmente refletiu em seu comportamento cotidiano, incluindo negócios. Apenas alguns dias antes da apresentação foram alongadas discussões por telefone com sua irmã Viviane, que após a morte de seu irmão confirmou que ele estava muito triste, deprimido e tendo brigas com a família. "Mas eu não vou te dizer por quê." 

Embora Viviane nunca tenha confirmado, o motivo foi a namorada de Senna, Adriane Galisteu, uma modelo de 21 anos, a quem ele conheceu no GP do Brasil. O termo modelo sugere imediatamente uma linda figura em uma forma que lembra uma garrafa de Coca-Cola e uma cabeça vazia, mas Senna não teria gostado por tanto tempo, se isso fosse tudo. Galisteu era muito mais. Ayrton com Adriane era doce, delicado, autêntico, e foi muito feliz no amor com ela. O piloto Mahoney e outras pessoas próximas estavam convencidos disso. O casamento dos dois se torna provável. Ainda mais porque ele sempre falou sobre seu desejo de ter filhos e que maravilhosa experiência de vida deve ser. Provavelmente não por coincidência, poucos dias antes de Imola tocou sobre o tema do casamento.

O amor por Adriane, no entanto, se deparou com uma desaprovação categórica da família. Galisteu veio de uma camada [estirpe] social completamente diferente e como uma potencial parceira de vida de Ayrton Senna estava longe de ser ideal. O irmão Leonardo foi especialmente enviado para a Europa para persuadir Senna a terminar com ela. Sua ascensão resultou em uma tempestade na véspera da corrida e uma ruptura em público entre os irmãos.

Senna estava no coração de uma típica família latino-americana e alinhada com a cultura sulista, ele tinha laços emocionais profundos com seus próprios parentes. Sempre que a situação permitia, ele estava retornando entre os grandes apreços para os pais, o que é um entendimento Europeu um pouco distante [depois estarei falando sobre essa diferença entre as culturas]. Família para ele, era um dos valores centrais da vida, e muitas vezes ele não esquecia de enfatizar. Havia agora um sentimento por Adriane, com quem Senna estava sempre por perto, seu primeiro amor verdadeiro. Era difícil para seu pai, sua mãe e Viviane suportarem o fato de que o seu Ayrton não só decidiu passar o verão na Europa sem eles e não voltar para sua terra natal, mas ele também decidiu levar Adriane para casa no Algarve. O que nos primeiros meses eles passaram levemente como flertar em comum agora mudou rapidamente em sério conhecimento. Senna teria que resolver esse difícil dilema. Qual voz você prefere? Existe um terceiro caminho? Um homem para quem outrora a vitória significa mais do que qualquer outra pessoa, de repente, ele estava ciente de quão difícil este Grande Prêmio Privado seria uma corrida difícil para vencer.











REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ZUSTAK, Martin. Devadesát čtyři. Poslední dny Ayrtona Senny. Primeira edição. 1999.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

No Vácuo do Campeão



ROBERTO BASCCHERA, de São Paulo 

Jornal do Brasil, dezembro 1994

Como vivem os irmãos e pais de Ayrton Senna sete meses após a morte do piloto

Nos sonhos que perseguem Leonado Senna da Silva, o irmão Ayrton bate seu Williams a mais de 200 quilômetros por hora num muro de concreto, o carro rodopia e para. Segundos depois, ao contrário do desastre de 1° de maio em Ímola, na Itália, o tricampeão mundial destrava o cinto de segurança e deixa rapidamente o cockpit destroçado, tentando se livrar do possível impacto de outros carros que participam do Grande Prêmio de San Marino. O sonho – na verdade um grande pesadelo – é a única ligação que o empresário Leonardo e toda a família Senna da Silva dizem manter com as corridas de automóveis nesses sete meses que se seguiram à morte do maior e mais conhecido ídolo do esporte nacional depois de Pelé.


Apesar da tragédia de Ímola, não se pode dizer que os Senna da Silva abdicaram da emoção da velocidade. Aproveitando a oportunidade oferecida pelo Salão do Automóvel, na última semana de outubro, Leonardo arrematou para os momentos de lazer, numa opção aos videogames que mantém em seu amplo apartamento dos Jardins, um Lamborghini Diablo VT, um bólido equipado com motor de 12 cilindros e que vai da imobilidade aos 100 quilômetros por hora em pouco mais de quatro segundos. O brinquedo, recomendado apenas para os iniciados, custa US$ 391 mil, o preço de um bom apartamento na Zona Sul de São Paulo. "É quase um carro de pista, como eu sempre quis", afirmou Leonardo, radiante e ao mesmo tempo incomodado com a descoberta de sua compra.


A irmã Viviane optou por abandonar temporariamente os clientes de seu consultório de psicologia para se dedicar exclusivamente a organizar a Fundação Ayrton Senna. Por conta desses compromissos, tem passado a maior parte do tempo no exterior, representado a família nas centenas de homenagens que pipocaram em memória do piloto. Quando está em São Paulo, ela é protegida por uma secretária fiel e pouco humorada, responsável pela triagem da correspondência e das ligações que chegam ao escritório no bairro de Santana. Ao fax enviado pelo Jornal do Brasil com um pedido formal de entrevista, Viviane respondeu tão gentil quanto negativamente. "Devido ao próprio estabelecimento da Fundação, estou dedicando todo o meu tempo disponível para isso, não sendo possível atendê-lo no momento."

A família Senna continua vivendo em função de Ayrton não somente em razão dos inúmeros negócios iniciados pelo piloto, como a venda dos automóvies alemães Audi e dos eletrodomésticos italianos DeLonghi. Tudo o que cerca os Senna da Silva continua sendo notícia. Coincidência ou não, a velocidade permanece como o principal mote. A revista inglesa Autosport trouxe na edição de duas semanas atrás a informação de que o Grupo Ayrton Senna estaria estudando a viabilidade econômica de montar sua própria equipe de Fórmula-1. A família, porém, mantém silêncio sobre o caso – que agita a Europa e desperta a cobiça de muitos pilotos endinheirados e desempregados pelo mundo.


Os símbolos de status e riqueza que se tornaram marcas registradas do piloto quando vivo continuam ativos, embora de forma bem menos cinematográfica. O helicóptero Esquilo utilizado pelo piloto para as fugas à mansão de Angra dos Reis hoje transporta a família para os fins de semana na fazenda de Tatuí. O Lear Jet 35, que durante muito tempo serviu como opção aos aborrecidos vôos comerciais que Ayrton era obrigado a frequentar é o meio mais prático de levar os executivos da Senna Import em inauguração de concessionárias Audi pelo país.

A mansão de US$ 4 milhões em Angra ainda serve como refúgio para Leonardo e amigos nos fins de semana prolongados e de muito calor.

A vida social da família Senna da Silva também mudou, mas não radicalmente. Milton e Neyde, os pais de Ayrton, continuam tão arredios quanto antes do acidente. Eles se preocupam com assaltos e sequestros, motivos que levaram o casal a se mudar, há dois anos, da ampla casa da Avenida Cantareira, Zona Norte, para um apartamento duplex no Pacaembu.

O casal cumpre poucos compromissos, geralmente em família, e se refugia na fazenda de Tatuí nos fins de semana – foi lá, por sinal, que Milton da Silva fraturou o fêmur numa queda na sauna, semanas antes da tragédia de Ímola. Ele não recobrou totalmente os movimentos da perna, mas já não usa bengala.

Dona Neide continua se dedicando aos assuntos familiares. A mãe do Senna e a irmã dele sempre andam acompanhadas de motoristas e seguranças. Milton da Silva voltou a trabalhar na semana seguinte à tragédia que se abateu sobre a família. Do alto da torre de vidro de 16 andares que Ayrton construiu no bairro de Santana há três anos, ele continua atuando como "conselheiro" nos negócios tocados por Leonardo, pelo genro Flávio Lalli e pelo sobrinho Fábio Machado.

Às saídas noturnas de Leonardo Senna continuam sendo frequentes. Leonardo frequenta semanalmente a boate Gallery e é uma das figuras mais requisitadas da casa. Ultimamente, tem requisitado também os bons restaurantes para divulgar os resultados dos negócios da família, que vão muito bem, obrigado.

Uma das tarefas mais penosas que se seguiram à morte de Ayrton foi localizar a modelo e mais famosa namorada do tricampeão. Ela andava nesses meses todos totalmente reclusa. Portugal? Campinas? São Paulo? Onde esteve Adriane?

Nos últimos sete meses, Adriane praticamente não teve contato com a família do ex-namorado, em especial com dona Zaza (como trata dona Neyde, mãe de Ayrton), mas nega que senha sido simplesmente ignorada pelos Senna da Silva. Diplomaticamente, justifica a distância com o argumentos que "perdeu Ayrton depois de um ano e meio, enquanto os pais e a família o perderam depois de 34 anos". Adriane também não gosta de falar no episódio do cancelamento, por parte de Leonardo Senna, da conta conjunta que mantinha com o namorado. "Isso tudo é abobrinha. E ponto final", encerra, irritada.





FONTE PESQUISADA

BASCCHERA, Roberto. No vácuo do campeão. Jornal do Brasil, dezembro de 1994, páginas 35 - 38.


quinta-feira, 22 de março de 2018

Família Senna: Uma Família de Bons e Maus

Pai (Milton da Silva), irmã (Viviane Senna) e irmão (Leonardo Senna) de Ayrton Senna tramaram para separá-lo da mulher que amava, Adriane Galisteu


O que aconteceu na suíte 200: as últimas horas de Ayrton Senna?


Revista Play Ground Magazine, 22 de março de 2018

TRADUÇÃO LIVRE DO ESPANHOL

Entre a frase "não corra amanhã" e um movimento da cabeça que nos confundiu a todos: este foi o fim de um campeão irrepetível

Macarrão com tomate, presunto, salada, água e um copo excepcional de vinho. Esse foi o último jantar de Ayrton Senna na Trattoria Romagnola em Castel San Pietro Terme, não muito longe de Bolonha e muito perto do circuito onde ele perderia a vida, o de Ímola. Era sábado, 30 de abril de 1994.

Dois fatos das horas que antecederam aquele jantar marcariam os últimos momentos do tricampeão mundial brasileiro , conforme relato da reconstrução do jornalista italiano Giorgio Terruzzi, A Última Noite de Ayrton Senna , publicado agora por Contra . No treino de qualificação daquele dia, o austríaco Roland Ratzenbergerperdeu a vida quando saiu da pista e bateu de frente numa parede. O choque adicional foi que a Fórmula 1, o espetáculo de risco permanente, se tornara desacostumada à morte. Pelo menos durante um final de semana do Grande Prêmio: não houve nenhum acidente fatal por 12 anos.

Assim que descobriu, Senna sentiu que precisava fazer alguma coisa. Ele entrou no carro de segurança e chegou ao local onde os médicos tentaram impedir a morte do austríaco. O que Senna fez foi proibido e a federação sancionou-o por isso. Mas além do maior defensor público da segurança dos pilotos, o brasileiro sabia que era um líder . Eu só tinha que estar lá, com Ratzenberger.

Sid Watkins, o anjo da guarda neurocirurgião da F1, disse-lhe: "Ayrton, não corra amanhã, vamos pescar, eu me aposentado com você". De fato, o brasileiro pediu que a organização suspendesse a corrida no dia seguinte. A resposta: “não”.


Do circuito, Ayrton telefonou para sua namorada, Adriane Galisteu. Eles estavam juntos há um ano. Ele lhe disse que não queria correr [a prova de Ímola no dia seguinte]. Ele foi para o hotel onde sempre ficava antes do Grande Prêmio de Ímola, sempre no mesmo quarto, Suite 200 .

Hall da suite 200 do Hotel Castello 


O quarto está idêntico, apenas o que mudou foi o televisor.

suite 200 


Lá seu irmão Leonardo apareceu, pouco antes do jantar, Leonardo lhe trouxe uma fita com uma gravação telefônica na qual Adriane falava com um ex-parceiro. Não era segredo para o piloto que sua família - uma família de bons e maus - não aprovava o relacionamento com a garota que trabalhava como modelo e grid girl. 

A sétima volta o esperava na manhã seguinte [Senna bateu e morreu na 7ª volta]. A curva de Tamburello. Ele era líder [saíra na pole position]. O planeta prendeu a respiração diante da televisão. Um aceno de cabeça que todos nós queríamos acreditar como prova de que Ayrton estava bem.

[Ayrton mexeu a cabeça mas foi apenas um espasmo muscular - movimentos involuntários]

****************

O membro da família que dona Neyde Senna tinha afinidade era com seu filho do meio, Ayrton

Diferente dos outros três da família – Milton, Viviane e Leonardo –  Neyde e o filho Ayrton sempre tiveram atitudes de compaixão com o próximo. Ela diz que o ex-piloto era o único de seus filhos que seguiu seus ensinamentos (mas ela frisa que na verdade isso já era dele mesmo).

"...eu sou suspeita, viu? (emocionando-se muito). Ele tinha um sentimento muito pronunciado, muito forte (...) na escola, quando ele brigava, geralmente era (...) para defender o que estava apanhando. Então, ele se metia no meio das brigas. Acho que isso é uma coisa nata na pessoa e foi colocado para os três (filhos) igual. Eu criei os três iguais, mas ele tinha essa coisa, assim, mais forte."

Dona Neyde Senna falando sobre o filho Ayrton Senna em entrevista concedida em 1998.

****

Adriane Galisteu foi vitíma de um complô de pai e irmãos do homem que amava, mas mãe de Ayrton teve uma bela e muito digna atitude com a modelo nos últimos encontros que as duas tiveram. 

No portão (do prédio de Senna), enquanto Adriane entrava no carro, Neyde agradeceu Antônio Braga (ex-banqueiro, melhor amigo de Ayrton) e Luiza (esposa do ex-banqueiro) por cuidarem dela e a pediu desculpas pela forma como o restante de sua família havia se comportado. Quando Neyde se foi, Braga virou-se para sua esposa e disse-lhe: "É daí que Beco [Ayrton] saiu (Braga quis dizer que Ayrton puxou a mãe)." Luiza assentiu (concordou). Ela não precisava perguntar o que seu marido quis dizer; ela soube instintivamente.

Retirado do artigo "A despedida de Neyde Senna e Adriane Galisteu", leia na íntegra.

****


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

BERNARDO, A.A., 1998. Efeito Tamburello: um estudo antropológico sobre as imagens de Ayrton Senna. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. Santa Catarina. Brasil.

Play Ground Magazine, 22 de março de 2018



domingo, 18 de março de 2018

Pai de Senna Acusado de Manter Trabalho Escravo



Pai de Ayrton Senna acusado de manter trabalho escravo - Jornal Extra - 13.02.2008 





FONTE PESQUISADA

MOURA, Bernardo. Pai de Senna acusado de manter trabalho escravo. Extra, 13 de fevereiro de 2008, Economia, página 16.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Palmas no Tremembé

Milton Guirado Theodoro da Silva sempre foi o primeiro a dizer que jamais planejou ou sonhou que o filho se tornasse um piloto de competição, mesmo quando construiu para ele, em seis meses, o kart equipado com freios a disco e o motor de picadeira de cana que permitia uma velocidade de até 60 quilômetros por hora. No início, era mesmo uma brincadeira a mais para o filho inquieto e agitado, facilitada pelo fato de Milton ser dono de uma metalúrgica.


Um homem de origem simples, filho de um motorista do Horto Florestal de São Paulo, Milton começou a construir sua fortuna pessoal no ramo de compra e venda de automóveis, negociando com as lojas situadas nas proximidades do complexo penitenciário do Carandiru, no bairro de Santana, Zona Norte de São Paulo.

Milton e seu filho Ayrton de carro

Habilidoso e rigoroso no trato com o dinheiro, Milton não demorou a acumular um capital que lhe permitiu não só financiar os donos das lojas como ampliar os negócios e montar a metalúrgica Universal, que o transformou num próspero fornecedor da nascente indústria automobilística brasileira. Milton também entrou no ramo da construção civil e, anos depois, tornou-se proprietário de dezenas de fazendas e milhares de cabeças de gado na região Centro-Oeste e na Bahia.




Milton acendendo uma bombinha para Ayrton no aniversário da filha Viviane

"Miltão", como sempre foi tratado pelos amigos e pela família, incluindo a mulher, dona Neyde, gostava de carros e de corridas. Por mais que gostasse, no entanto, é possível afirmar que nunca passou por sua cabeça que Ayrton pudesse se tornar piloto de competição.

Nem no âmbito sul-americano o automobilismo brasileiro era uma força. As poucas corridas, naquele início dos anos 60, eram muito perigosas e às vezes fatais, para pilotos e espectadores, principalmente quando disputadas em circuitos de rua, como os de Piracicaba, Petrópolis e Rio de Janeiro.

Um retrato da época: num fim de semana de outubro de 1964, no circuito da Barra da Tijuca, houve um episódio que muitos do esporte consideram um acontecimento único no automobilismo mundial: um mesmo carro, uma Alfa-Giulia, matou duas pessoas, na mesma corrida, em dois momentos diferentes, com dois pilotos diferentes ao volante.

No primeiro acidente, o piloto Mário Oliveti atropelou dois guardas da Polícia Militar, um dos quais morreria dias depois. Depois, Carlos Augusto Lamego assumiu a direção da mesma Alfa-Giulia para concluir a corrida, mesmo não estando inscrito na prova. Derrapou, perdeu o controle do carro e foi em direção aos espectadores. Uma jovem morreu na hora.

O kart era para ser, portanto, um brinquedo. Uma alternativa às bicicletas e carrinhos de rolimã daquele menino que nascera de parto normal no início da madrugada do dia 21 de março de 1960, na tradicional maternidade Pró Matre, na Bela Vista, região central da cidade.

Ayrton bebê e sua mãe Neyde

A casa em que Ayrton passou os primeiros quatro anos de vida pertencia a João Senna, pai de dona Neyde, e ficava na esquina da rua Aviador Gil Guilherme com avenida Santos Dumont, a menos de 100 metros do Campo de Marte, uma grande área onde funcionavam o Parque de Material da Aeronáutica e um aeroporto.

1963 - Ayrton Senna brincando de carrinho na Rua Aviador Gil Guilherme aos 3 anos



FONTE PESQUISADA


 RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.