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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dia Do Cão: Relembre Vários Cachorros Que Receberam Carinho De Ayrton Senna

04/10/2016
Ayrton e Bucks, o "cachorro aguático", em 1984

O dia dos cães é celebrado no Brasil em 4 de outubro e quem era fã dos cachorros era Ayrton Senna, que teve vários deles como amigos ao longo de sua vida. Fosse em São Paulo, Angra dos Reis ou até na Europa, o tricampeão sempre tinha um pet por perto para fazer companhia.
Relembre vários cachorros que estiveram com Ayrton Senna:

Ford


Desde muito cedo Ayrton teve convívio com animais e principalmente cachorros. Morando na Zona Norte de São Paulo, as ruas não eram tão movimentadas como hoje e havia vários terrenos vazios onde as crianças costumavam brincar. Senna tinha como companheiro o cão Ford, que tinha orelhas grandes e energia de sobra para gastar com as crianças.

Cachorro do amigo Sérgio


Sérgio, Ayrton e o Dog Alemão em 1975. Ayrton tinha 15 anos na época.
Foto: Memorial Ayrton Senna

Um amigo de adolescência do tricampeão tinha um Dog Alemão gigantesco e bravo.

Quem chegava perto do portão levava um susto porque ele rosnava e intimidava.

Um certo dia, Ayrton foi até a casa do seu amigo Sérgio e não encontrou ninguém.

Não teve dúvida, pulou o portão para esperar e quando a família chegou ele estava tranquilamente brincando com o cachorrão.


Bucks


Foto: Memorial Ayrton Senna

O famoso "cachorro aquático" de Senna.

Bucks era muito inteligente e se divertia pulando na piscina quando tinha alguém por perto.

Ele não conseguia sair da água sozinho, por isso somente entrava na água com alguém da família.

Bucks era bastante bravo quando chegou na casa de Ayrton, não gostava de sair do sofá, mas logo ficou obediente com todos da casa.

Mouse e Kinda
Foto: Memorial Ayrton Senna

Na virada da década de 80 para 90 surgiram duas cadelas irmãs: Mouse e Kinda. Eram da raça schnauzer de manto preto. Apesar de muito dóceis com os membros da família, elas não se suportavam, viviam brigando entre si. Por isso, a Mouse foi para a Europa na casa do Ayrton e a Kinda ficou em Angra dos Reis. Ela adorava passear de jet ski com o piloto.

Samanta

Foto: Memorial Ayrton Senna

Outra cachorrinha que conviveu com a família foi a Samanta. De porte pequeno, era meiga e se divertia muito os sobrinhos de Ayrton e todas as crianças que tinha contato.

Cachorro de um casal de amigos

Foto: Memorial Ayrton Senna

No convívio com um casal de amigos na Itália, Ayrton teve contato com dois buldogues (um macho e uma fêmea). Às vezes um deles ficava “barrando” a entrada da casa para a visita que tinha ido passear no jardim. Senna conseguia brincar com eles como poucos conseguiam, já que ambos eram muito bravos. Ayrton tinha realmente afinidade com os cães.

Kinda, o último animal de estimação de Ayrton Senna e a mais famosa


Kinda era a guardiã da mansão de Angra dos Reis e uma grande amiga de Ayrton. A cadelinha adorava lhe fazer companhia. Quando o piloto saia de casa sem ela, de lancha ou jetski, ao retornar, Kinda pulava na água para recebê-lo. Após a morte do piloto ela ia todos os dias até o píer da casa esperando seu dono regressar. Um ritual de espera inútil. A cadelinha morreu de câncer em 2002, apesar de todos os esforços da mãe de Ayrton, dona Neyde Senna, para salvá-la.




Adriane, Ayrton e Kinda eram inseparáveis em Angra dos Reis




Kinda adorava passear de jet ski com o piloto



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FOLHA DE SÃO PAULO - Senna faz passeio de lancha. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 de março 1993, Dinheiro, p. 20.

Site Ayrton Senna

Revista Caras





segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tricampeão Derrapava na Escola



O Estado de S. Paulo, 22 de outubro de 1991






FONTE PESQUISADA

RAMOS, Luiz Carlos. Tricampeão Derrapava na Escola. O Estado de S. Paulo, 22 de outubro de 1991, Geral, página 16.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

As Quatro Residências Onde Ayrton Senna Morou Em São Paulo Na Infância e Adolescência

Vários endereços

Senna e seu cão dobermann Bucks na piscina da residência que morou com os pais até a juventude, antes de partir rumo a Europa, está localizada na av. Nova Cantareira no Tremembé

1º/Mai/2014
ZN na linha - znnalinha.com.br

Se Galvão Bueno tornou famosa a expressão “Ayrton Senna do Brasil”, para alguns ele era mesmo o “Ayrton Senna da Zona Norte”. "A gente sentia que ele era mais nosso do que dos outros brasileiros", disse Renata Franco, moradora do Tremembé, em entrevista ao Estadão logo após o terrível acidente. Ela, como tantos outros daqui, o conhecia bem. Senna cresceu na região, onde morou em quatro casas. Neste 1º de Maio se completam 20 anos sem nosso mais ilustre morador.

FAMÍLIA NA ZN – Ayrton Senna nasceu a 21/03/1960. Seu pai, Milton da Silva, foi funcionário administrativo do Instituto Florestal, no Horto, antes de iniciar uma bem sucedida carreira de empresário, dono da fábrica de autopeças Univel, na Vila Albertina. Seu avô, Antônio Teodoro da Silva, havia trabalhado no Horto Florestal como motorista  do diretor do I.F. (A ligação com carros vem de longe...)


CAMPO DE MARTE - O livro "Ayrton – O Herói Revelado", de Ernesto Rodrigues, relata que até os quatro anos o piloto morou na rua Aviador Gil Guilherme com a Av. Santos Dumont. Naquela época a esquina devia ser muito tranquila. Hoje os pequenos sobrados são usados em sua maioria para escritórios, pois a região é uma das mais movimentadas de Santana.


JARDIM SÃO PAULO - Dos quatro até os 12 anos, segundo o mesmo livro, Senna morou na rua Condessa Siciliano. Há alguns anos o portal entrevistou a moradora Maria Rachas. A família Senna vendeu a casa para um alemão, que depois a vendeu para dona Maria, há quase 30 anos. Uma casa confortável, ao lado do tradicional mirante de Santana.



RUA PEDRO - Pré-adolescente, Senna mudou com a família para um sobrado na rua Pedro, Tremembé. O livro "Ayrton Senna, o Eleito", de Daniel Piza, mostra a carteira escolar de Senna, onde se lê: "Colégio Rio Branco, 1974, 8ª série 1, nº 7, rua Pedro 817, Tremembé, f. 298-4186". Claudia Castelhano, então vizinha do piloto, lembra quando ele descia a rua Pedro testando o kart. "Ele ouvia o barulho do motor e depois levava o kart para a garagem, para ajustar", recorda.


NOVA CANTAREIRA - Com os negócios prosperando, a família mudou para um imóvel maior, bem próximo, na av. Nova Cantareira. A casa, recuada em relação à rua, está até hoje na memória das centenas de pessoas que foram para o seu portão comemorar a 1ª vitória de Senna em Interlagos, em 24/03/1991. Essa casa era vizinha de fundo com a casa de Cláudio Mosquetti, que tem um depoimento da humildade de Senna. "Um dia, já correndo na F1, ele parou o carro na banca de jornais da rua Conchília. Eu estava de moto, de capacete, e parei na esquina. Ele veio até mim e bateu nas minhas costas: ‘Fala Claudião!“.

CURIOSIDADES
  • Todas essas casas são na Zona Norte da cidade de São Paulo
  • Essa casa de Santana é pertinho do sambódromo do Anhembi onde a Indy correu recentemente. 
  • A da Av Nova Cantareira aparece no filme dele "Senna", lançado pela família em 2010. Os fãs se reuniram na frente da casa da família para comemorar sua primeira vitória no Grande Prêmio do Brasil em 1991. Senna subiu no muro para saudar aos fãs e os seguranças e policiais fizeram sua proteção.
  • A continuação dessa Rua Condessa Siciliano, onde Senna viveu dos quatro aos doze anos, é a Pedro Madureira. Quem desce essa ladeira de rolimã ou bicicleta, faz a “eau rouge” de pé embaixo com uma mão só.
  • Muitos consideram a ZN como a região mais homogênea e organizada de São Paulo. Além de ser menor que as outras, o que facilita em termos de deslocamento.
  • Ayrton Senna começou na Fórmula 1 em 1984. Estava em sua 11ª temporada quando morreu, em 1ª de Maio de 1994. 
  • Foi tricampeão mundial em 1988, 1990 e 1991, sempre na equipe McLaren.
  • Venceu 41 corridas (3º maior vencedor) e fez 65 pole-positions (2º maior detentor). Possui até hoje o recorde de oito pole positions sucessivas. 
  • A família mudou-se do Tremembé para o bairro do Pacaembu pouco tempo antes da morte do piloto.
  • Faleceu na 3ª corrida da temporada de 1994, dirigindo uma Williams-Renault. Apesar de não ter pontuado nas duas corridas iniciais, foi pole position nas três provas.
  • A fábrica Univel, que ficava na Vila Albertina, foi vendida para a multinacional italiana Valeo, e que depois mudou-se do bairro.  Hoje as grandes instalações da fábrica estão abandonadas.
  • Vários depoimentos sobre o Ayrton Senna morador, como os acima citados, foram obtidos junto aos membros do Rotary Club Tremembé, que o conheceram de perto.
  • Após um longo trâmite na Assembléia Legislativa, foi decretado o nome oficial da estação de metrô como Estação Jardim São Paulo – Ayrton Senna. A casa onde Senna morou no bairro fica a 500 metros da estação. 
  • O corpo do piloto está sepultado no cemitério do Morumbi, na Zona Sul da capital.



Eau Rouge é a uma das curvas mais lendárias e perigosas do automobilismo. A curva é um “S” de alta antecedido por uma generosa descida. Está localizada na Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps, um dos preferidos de Ayrton Senna.




FONTES PESQUISADAS



RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.

Livro Ayrton Senna, O Eleito (Daniel Piza)

ZN NA LINHA - 20 ANOS SEM O AYRTON SENNA DA ZN. Disponível em: <http://www.znnalinha.com.br/portalnovo/index.php/20-anos-sem-o-ayrton-senna-da-zn>. Acesso em: 31 de dezembro 2015.

BARATA, Juliano. Os desafios da Eau Rouge, em Spa-Francorchamps. Disponível em: <http://www.flatout.com.br/os-desafios-da-eau-rouge-em-spa-francorchamps/>. Acesso em: 31 de dezembro 2015.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Senna em Fotos de Infância e Adolescência

3 Anos, 3 Years


5 Anos, 5 Years


7 Anos, 7 Years


10 Anos, 10 Years


13 Anos, 13 Years


17 Anos, 17 Years


19 Anos, 19 Years


20 Anos, 20 Years


ADULTO

29 Anos, 29 Years

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Memória: O Descobrir de Ayrton Senna

Publicado 20 de setembro de 2014
Por Lemyr Martins
lemyrmartins.com.br

Lucio “Tchê) Pascual, com Ayrton Senna nos tempos do kart

Tchê, o Lucio Pascual Gascon por extenso, um mestre no preparo de kart não conseguiu se segurar. Saiu da lateral da pista e num salto tomou a bandeira quadriculada das mãos do diretor da prova e, eufórico, consagrou o vencedor. Tudo isso para marcar a vitória de Ayrton Silva – na época ainda não assinava Senna — no dia 1o de julho de 1974, às 3 da tarde, na corrida de kart novatos, em Interlagos.

Foi Tchê, espanhol de Segovia, quem descobriu no menino Ayrton a vocação de grande campeão.

Ele  lembra em detalhes a primeira vez que viu Ayrton. Foi na tarde de 26 de junho de 1974, que aquele menino de 14 anos bateu no balcão da pequena oficina que Tchê ,tinha na rua Tabajara, no bairro da Mooca, em São Paulo.

“Era um pirralho franzino, desajeitado, mas objetivo e foi direto ao assunto”, resume Tchê, garantindo que havia alguma coisa de especial naquele moleque. Numa quase ordem disse ao preparador que precisava que o mecânico arrumasse imediatamente o seu motor quebrado.
Tchê nunca entendeu porque varou duas madrugadas seguidas para entregar o motorzinho ao freguês petulante. Aprontou o motor e vibrou com a corrida de Ayrton que, largando em 3º e chegou à vitória sem suar. Proeza que Tchê carrega na carteira, nos cartões de visita que imprimiu com  a foto da, sua única, mas famosa bandeirada.

Tchê guardava tudo que lembrava Ayrton Senna. Ou o que sobrou do assalto à oficina em 1991. Levaram troféus e taças, mas ficou o que ele considera a maior relíquia de Senna: a carta de próprio punho em Ayrton confidência ao mestre as corridas europeias de kart. Felizmente ele tinha o original guardado no cofre Também foi Tchê quem sugeriu que o Ayrton tirasse partido de ser canhoto.

Como o menino tinha muita força na mão esquerda, completava uma curva a 125 km/h, só com a mão esquerda no volante, deixando a direita livre para dar gás no motor com maior facilidade, porque o carburador – a época — ficava no lado direito do kart.

“Era lindo vê-lo chegar na curva, soltar a mão direita, balançar o kart, não frear, ficar de lado e quando acelerava o kart já estava em linha reta, era só dar gás” – recorda  Tchê com o rosto iluminado.

Uma das grandes frustrações do preparador foi não ter acompanhado Ayrton nos campeonatos mundiais de Portugal e da Bélgica. Para Tchê ele perdeu os campeonatos nas duas vezes porque faltou a ele um chefe de equipe. A DAP-Parrilla, a quem a Federação Brasileira de Kart pediu que apoiasse Ayrton, era somente a fábrica que fornecia o equipamento. E, por ser italiana, não estava habilitada a interceder por um piloto brasileiro”.

“Em Portugal – relembra Tchê –, ele venceu o holandês Peter Koene, foi anunciado campeão do mundo, mas acabaram dando o título ao Koene. Para tirar-lhe a conquista, descobriram um 4 centésimos de uma bateria de classificação em que o gringo foi mais rápido.. E como a Comissão Internacional só aceita reclamação se ela partir do chefe de equipe, o Ayrton foi roubado e ainda teve que calar o bico.

Na Bélgica, no Autódromo de Nivelles-Baulers, houve um jogo de equipe contra o Ayrton. Ele estava em segundo e o Marcel Gysin, um suíço que podia ser campeão, estava em terceiro, porém não acompanhava o ritmo do Ayrton. Aí armaram uma emboscada para o menino. O piloto que estava em primeiro, também suíço,  mas sem chance ao título, fechou o Ayrton de maneira a permitir que o Gysin pudesse ultrapassar os dois a uma volta e meia do fim da bateria. O Ayrton ainda foi reclamar com o comissário que estava na curva da pancada, mas acabou sendo advertido e tendo de escutar se ele não tinha chefe de equipe. Faltou a bandeira brasileira para ele ser respeitado”. (LM)


FONTE PESQUISADA

MARTINS, Lemyr. Memória: O descobrir de Ayrton Senna. Disponível em: <http://lemyrmartins.com.br/site/?p=434>. Acesso em: 10 de fevereiro 2015.