No início de sua carreira, Ayrton
Senna usava o número 42 em seus karts e carros de fórmulas menores. Na
Fórmula 1, nunca usou o número, mas chegou a 41 vitórias.
Qual a relação de tudo isso,
afinal? A lenda japonesa que cerca esses números.
Bem, os motivos: o número 4, em japonês, é pronunciado “shi”, ao passo que o 2
é “ni”. Se forem pronunciados juntos, shini, formam a palavra ‘morte’ na língua
nipônica.
O grupo inglês Coldplay até mesmo fez uma música com o título “42”, em alusão à crença dos
japoneses.
Os versos principais: “Aqueles que estão mortos, não estão mortos: eles apenas
vivem na minha mente”
Senna começou a usar o “42”
em seu carro na época do kart, por acaso: ao se inscrever para a categoria
Júnior, ele foi o 42º da lista. Pronto, esse era seu número para competir. Ele
passou a ficar conhecido assim em Interlagos, inclusive: “ah, o 42!”
Segundo conta-se, Senna teria sido abordado por um mecânico apelidado “Japa”,
depois do Campeonato Paulista de Kart de 1976: ele pediu a Ayrton que deixasse
de usar o número.
Na cultura japonesa, os homens devem celebrar seus aniversários de 25 e 42 anos
de modo bastante efusivo pois as idades anteriores representam os anos de
calamidade (Yakudoshi).
A mística, para os japoneses (acredito que eles fossem o povo que mais
idolatrou Senna no mundo, porque lá Senna não tinha tantos críticos como aqui –
isso é apenas uma constatação), fica ainda mais forte ao lembrarmos o número de
triunfos conquistados por Senna em corridas, e mais ainda se pensarmos que ele
chegou a, de fato, vencer duas outras etapas, mas não levou nenhuma delas: e
ambas aconteceram em solo japonês.
O Preparador de Karts Tchê segurando a placa que indicava o
42 no Kart de Senna
FONTE PESQUISADA
42. Disponível em: <http://gptotal.com.br/?p=1584>.
Acesso em: 01 de fevereiro de 2013.