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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Adriane Galisteu relembra viagem para o Japão com Senna: 'Emocionante'

Colaboração para Splash, em São Paulo 

10/07/2024 10h27 Atualizada em 10/07/2024 10h27

Splash - uol.com.br/splash

Adriane Galisteu relembra viagem para o Japão com Ayrton Senna
Imagem: Gianni GIANSANTI/Gamma-Rapho via Getty Images

Adriane Galisteu está curtindo férias com a família no Japão e relembrou sua primeira viagem para Tóquio com Ayrton Senna, em 1993.

O que aconteceu

  • A apresentadora relembrou que eles não conseguiam passear pelas ruas devido à multidão dos fãs do piloto. "A gente não conseguiu sair do hotel, de tão apaixonado que esse povo era e é por ele, porque eu sinto até hoje isso. Percebo que as pessoas têm interesse de falar do Ayrton, e quando você toca nesse nome, as pessoas ficam emocionadas. Mas tinha uma multidão na porta do hotel e a gente ficou três dias, só. Esses três dias foram dentro do hotel, então eu não posso nem dizer que eu conheci Tóquio. Eu fiquei com vontade de voltar para cá, sabe? Eu olhava da janela e falara para ele: 'Você não tem vontade de dar um rolê?' E ele dizia: 'Tenho, mas como?'. Não tinha como, era uma multidão", disse em entrevista ao perfil Samurai Life, no Instagram.

  • A artista ressaltou a importância de Senna no Japão: "Na época, o circuito de Fórmula 1 do Japão era muito importante. Ele corria com o motor Honda, então era uma coisa realmente muito emocionante para ele também. Foi uma experiência sensacional poder voltar aqui, agora com meu filho, minha família e retomar esse lugar foi muito bacana. Está sendo sensacional, as férias da minha vida. Eu falo que eu encontrei meu lugar no mundo. É um lugar que eu quero voltar sempre".
  • Durante quase todos seus anos como piloto na McLaren, Ayrton Senna usava um motor da montadora japonesa Honda, um dos motivos da sua proximidade com o Japão.



FONTE PESQUISADA

SPLASH UOL - Adriane Galisteu relembra viagem para o Japão com Senna: 'Emocionante'. Disponível em: <https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/07/10/adriane-galisteu-relembra-viagem-para-o-japao-com-senna-emocionante.htm>. Acesso em: 10 de julho de 2024.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Ayrton Senna no Pódio do GP do Japão 1988 (Foto)

Alain Prost, 2º colocado, Ayrton Senna, 1º colocado, e Thierry Boutsen, 3º colocado, no pódio.

Alain Prost, 2nd position, Ayrton Senna, 1st position, and Thierry Boutsen, 3rd position, on the podium.


 Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna - Japão 1988 (2 Fotos)


Gordon Murray e Ayrton Senna no pitlane.

Gordon Murray and Ayrton Senna in the pitlane.

 

Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna - GP do Japão 1988 (Foto)


 Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna - Coletiva - Japão 1988 (2 Fotos)

 

Ayrton Senna e Alain Prost em entrevista coletiva.

Ayrton Senna and Alain Prost in a press conference.



Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna e Alain Prost - Japão 1988 (Foto)

 Ayrton Senna e Alain Prost.

Ayrton Senna and Alain Prost.


Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna 1988 (Foto)

Detalhe da luva de Ayrton Senna. 

Detail of Ayrton Senna's glove.



Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Ayrton Senna em entrevista coletiva - GP do Japão 1988 (3 Fotos)

 

Ayrton Senna em entrevista coletiva.

Ayrton Senna in a press conference.


Ayrton Senna e Alain Prost em entrevista coletiva.

Ayrton Senna and Alain Prost in a press conference.


Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo




domingo, 15 de maio de 2022

Ayrton Senna Fala com a Imprensa - GP do Japão 1988 (2 Fotos)

 

Ayrton Senna fala com a imprensa.

Ayrton Senna talks to the press.


Ayrton Senna fala com a imprensa.

Ayrton Senna talks to the press.



Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo

Ayrton Senna e Soichiro Honda, Fundador da Honda 1988 (3 Fotos)

Ayrton Senna aperta a mão de Soichiro Honda, fundador da Honda, após garantir seu primeiro Campeonato Mundial de Pilotos.

Ayrton Senna shakes hands with Soichiro Honda, Founder of Honda, after securing his first World Drivers' Championship.

Ayrton Senna, Soichiro Honda, Alain Prost e Ron Dennis.

Ayrton Senna, Soichiro Honda, Alain Prost, and Ron Dennis.

Ayrton Senna, Soichiro Honda, and Alain Prost.

Ayrton Senna, Soichiro Honda e Alain Prost.



Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo

Ayrton Senna - Trem - Grande Prêmio do Japão (3 Fotos)

 


Ayrton Senna anda de escada rolante.

Ayrton Senna rides an escalator.



Ayrton Senna em uma estação de trem. Ao fundo do lado direito seu empresário na época e amigo Armando Botelho

Ayrton Senna at a train station.



Ayrton Senna embarca em um trem.

Ayrton Senna boards a train.


Campeonato: Fórmula 1 1988 (Fórmula 1, 1988)

Evento: GP do Japão

Data da tomada: domingo, 30 de outubro de 1988

Local: Suzuka, Japão

Fotógrafo: Ercole Colombo


Championship: Formula 1 1988 (Formula 1, 1988)

Event: Japanese GP

Date taken: Sunday, October 30, 1988

Location: Suzuka, Japan

Photographer: Ercole Colombo



quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Ayrton Senna (Brasil). Grande Prêmio do Japão, Suzuka, Japão, 23/10/1989


Ayrton Senna (Brasil). Grande Prêmio do Japão, Suzuka, Japão, 23/10/1989.

Ayrton Senna (Brazil). Japanese Grand Prix, Suzuka, Japan, 23/10/1989.


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Sónia Ito recorda Ayrton Senna na semana do regresso da F1 a Portugal

Por Joel Ribeiro -22 de Outubro, 2020

GAZETA DAS CALDAS - gazetadascaldas.pt

Sónia Ito acompanha Ayrton Senna numa das conferências de imprensa de um Grande Prémio do Japão, em Suzuka | DR

Caldense é tradutora-intérprete no automobilismo nipónico e trabalhou com o astro brasileiro, a quem atribuiu grande parte da responsabilidade do gosto que ganhou pela atividade que mantém

O grande circo da Fórmula 1 regressa este fim de semana a Portugal, mais de 24 anos após a última presença em solo luso. O brasileiro tricampeão do mundo Ayrton Senna é, ainda hoje, uma das grandes figuras do desporto e uma caldense teve a oportunidade de trabalhar com ele de perto.

A luso-japonesa Sónia Ito é natural de Lisboa e caldense adotiva, mas aos 13 anos partiu para Nagoya, no Japão, com os pais. Formada em Antropologia, trabalhar no automobilismo, e mais precisamente na categoria rainha, foi algo que surgiu por acaso.

Nagoya é relativamente perto do circuito de Suzuka, propriedade da Honda, e em 1986 estava a pedir tradutores em part-time. Sónia Ito tinha, então, 17 anos e viu oportunidade para ter algum contacto com pessoas de outras nacionalidades, o que não era comum naquela região, na altura. “Seria giro e ainda ganharia algum dinheiro”, recorda.

Foi escolhida para trabalhar como tradutora, fazer o apoio no contacto entre os media estrangeiros e a organização japonesa dos eventos, “porque poucos japoneses falavam Inglês nessa altura”, conta.

Um ano depois, em 1987, Suzuka voltou a receber o Grande Prémio do Japão de Fórmula 1, após um hiato de 10 anos. “Na altura o Ayrton Senna era só mais um entre os pilotos”, recorda. O então jovem brasileiro corria pela Lotus Honda, mas só no ano seguinte atingiria todo o seu potencial ao volante do mítico McLaren Honda MP4/4.

É nessa altura que Ayrton Senna se torna um fenómeno global, e muito em especial no Japão. “A Honda gostava muito dele e todos os espetadores japoneses o admiravam. Era uma pessoa com muita garra, que tinha um sonho e sabia o que tinha que fazer para lá chegar”, descreve.

É também a partir dessa altura que Sónia Ito teve um contacto mais próximo e frequente com o piloto, que visitava muitas vezes o país para testes e visitas à fábrica do construtor japonês.

“Tive a oportunidade de conhecer as duas facetas que ele tinha”, diz Sónia Ito. Por um lado, o competidor feroz, por outro a pessoa sensível e “muito humana”.

Nos cinco anos de ligação entre a McLaren, a Honda e Ayrton Senna, o brasileiro conquistou três títulos, numa altura em que a corrida japonesa era uma das últimas do calendário e na qual muito se decidiu. Sónia Ito lembra as festas no final das corridas em que venceu, num bar que existia no autódromo. “Foram grandes festejos, com karaoke, juntava-se toda a gente, conversava-se e ele divertia-se”, recorda. E lembra também, em 1989, que “estava furioso” após o incidente com Alain Prost e a decisão da FIA em retirar-lhe a vitória e a hipótese de lutar pelo título.

Em 1994, ano da morte do piloto, houve duas corridas no Japão e Sónia Ito esteve com Ayrton Senna no Grande Prémio do Pacífico, uma semana antes do acidente que o vitimou, em Ímola. E até tem um episódio curioso. “Tinha comprado uma câmara, o Ayrton tinha um fotógrafo que era meu amigo e ele ficou com a minha câmara para nos tirar fotografias. Não as revelei logo e deu-se o acidente. Curiosamente, todas as fotografias em que ele está estão tremidas, como se fosse uma premunição”, conta.

Sónia Ito diz que o brasileiro foi um dos responsáveis pelo gosto que ganhou pela atividade, que mantém até aos dias de hoje. E em todo o seu percurso na Fórmula 1 diz que não encontrou outro piloto como o brasileiro. “Tinha um carisma, uma presença, que nunca mais vi em nenhum piloto. E trabalhei com grandes campeões, como o Schumacher, o Vettel e o Hamilton”, sublinha. É isso que faz com que, ainda hoje, seja um dos pilotos mais admirados, muito particularmente no Japão, onde Senna passou a ser nome próprio.

“Nas corridas de promoção já começam a aparecer jovens japoneses com esse nome”, sublinha.


“A” Ayrton Senna

Sónia Ito tem duas histórias curiosas e que são mais dois pontos na ligação estreita que teve com Ayrton Senna.

A primeira passou-se em 1994, quando o piloto foi homenageado em Suzuka. “A irmã, Viviane, foi representá-lo e quando nos vimos exclamámos que somos mesmo parecidas, talvez fosse um pouco por isso que se sentia tão em casa aqui”, conta Sónia Ito.

O outro é que Sónia se desloca de forma frequente de mota e, com o capacete posto, como só se vêem os olhos, muitas vezes os japonenses lhe chamavam a Ayrton Senna. “Ficava toda feliz”, exclama Sónia Ito.

A caldense com Masashi Yamamoto, responsável pelo programa de unidades de potência da Honda na F1 atual | DR


Um dos hóbis de Sónia Ito é o surf | DR


FONTE PESQUISADA

RIBEIRO, Joel. Sónia Ito recorda Ayrton Senna na semana do regresso da F1 a Portugal. Disponível em: <https://gazetadascaldas.pt/sociedade/sonia-ito-recorda-ayrton-senna-na-semana-do-regresso-da-f1-a-portugal/>. Acesso em: 22 de outubro 2020. 

Conheça de onde veio idolatria por Senna no Japão e no quê ele se parecia com os japoneses


TÓQUIO (IPC Digital) – Até hoje Ayrton Senna é referência no Japão, quando perguntado aos japoneses.

Tamanha admiração de um país tão distante do Brasil é devido a três fatores, segundo profissionais japoneses ligados à Fórmula 1, que conviveram com o tricampeão brasileiro:

FATOR 1) Senna não era europeu, era alguém que vinha de fora, e isso era visto como um desafio, segundo o jornalista Masuhiro Owar;

FATOR 2) Os japoneses não gostam de gente política, como Prost, e Senna também não gostava.

FATOR 3) Senna chegou em um momento em que a F-1 estava crescendo, com o retorno do GP do Japão e o início das transmissões com a TV Fuji em 1987. E como não havia grandes pilotos, era preciso escolher um herói. Na época Senna estava pilotando para a Honda, foi fácil para os japoneses escolher.

Apesar da identificação ter sido fácil e rápida, o que começou como uma torcida acabou se tornando uma espécie de idolatria muito em função do jeito de ser do brasileiro, semelhante ao dos japoneses em alguns aspectos.

“Mesmo depois de 20 anos, não há ninguém como ele. Nossos heróis nunca foram fortes fisicamente, mas sim mentalmente. O judô tem como princípio fazer com que o mais fraco bata o mais forte. Nós somos assim: pessoas normais, mas fortes mentalmente. E apreciamos isso.”

O fotógrafo Fujio Hara concorda. “Ele era magro e as corridas não eram fáceis para ele fisicamente. Então ele sempre pesquisava o que poderia fazer para aguentar todo o fim de semana. Ele era muito forte nesse aspecto: sabia dividir a energia em cada sessão.”

Trabalhando com a montadora, o fotógrafo conseguiu um acesso especial ao tricampeão. E também despertou sua curiosidade. “Quando ele estava na pista, sabia quem era cada fotógrafo. E me perguntava por que eu ficava escondido lá no fundo, com uma lente maior que a dos outros. Eu gosto de tirar foto mais de longe para tirar fotos mais naturais, e ele dizia ‘você quer me pegar desprevenido!’. Mas sempre pedia para ver como tinham ficado as fotos”, conta.

“As pessoas na FIA não gostavam muito dele na época. Os japoneses sabiam que ele não se sentia bem com isso e ficavam do lado dele. Gostavam dele por sua maneira de ser, porque ele não estava satisfeito com aquilo, mas aguentava e dava sempre seu melhor, assim como os japoneses fazem. Eles gostam de gente que não reclama explicitamente, mas que se ‘vinga’ com resultados.”

Outra testemunha desta paixão é Sonia Ito, que mudou-se com a família de Portugal para o Japão em 1982 e, desde 1987, trabalha como tradutora em Grandes Prêmios. A profissional acredita, contudo, que não eram as palavras que aproximavam o piloto brasileiro dos japoneses.

“Vai além da barreira da linguagem, tem a ver com o jeito de ser. Tínhamos o Prost, que tinha muita garra e era muito bom, mas o Senna passava algo diferente e os japoneses sentiam isso. Eles são muito sensíveis, não falam muito, então esse tipo de comunicação sem palavras é importante para eles. Eles gostavam do Prost como piloto, mas nada como o Ayrton”, contou Sonia ao UOL Esporte.

“Ele sempre dava muita atenção aos jornalistas japoneses porque sabia que representava a Honda. As pessoas o amavam. Eles nunca tiveram esse tipo de paixão por outro piloto. O Michael [Schumacher] acabou ficando muito famoso também por aqui, mas o amor que eles têm pelo Ayrton é diferente, é como no Brasil.”

FONTE: UOL ESPORTE


FONTE PESQUISADA

IPC.DIGITAL -  Conheça de onde veio idolatria por Senna no Japão e no quê ele se parecia com os japoneses. Disponível em: <https://ipc.digital/conheca-de-onde-veio-idolatria-por-senna-no-japao-e-no-que-ele-se-parecia-com-os-japoneses/>. Acesso em: 22 de outubro 2020. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

EXCLUSIVO: ZICO RELEMBRA ENCONTRO COM AYRTON SENNA NO JAPÃO QUE TEVE ATÉ TROCA DE PRESENTES

O ex-jogador contou à Autoesporte sobre o encontro com o tricampeão antes da última corrida no GP de Suzuka

por ANDRÉ CHIAPPERO SCHAUN

03/05/2020 07h00

Auto Esporte - revistaautoesporte.globo.com

ZICO E AYRTON SENNA NO GP DE SUZUKA DE 1993 (FOTO: TV FUJI/REPRODUÇÃO)

A TV Globo transmite daqui a pouco, às 10h, dentro do Esporte Espetacular, a corrida do primeiro título mundial de Ayrton Senna, em 1988, no GP de Suzuka, no Japão. Naquele mesmo palco, cinco anos depois, Senna encontraria outra lenda do esporte brasileiro, o Zico, que contou à Autoesporte as recordações daquele dia.


O encontro, que aconteceu para os dois darem uma entrevista ao canal japonês Fuji TV, aconteceu no dia 19 de outubro de 1993, cinco dias antes do Grande Prêmio do Japão, na qual Senna ganhou. Naquela época Zico atuava pelo time japonês Kashima Antlers, clube do qual é atualmente diretor técnico.

SENNA FOI CAMPEÃO DO MUNDO TRÊS VEZES: 1988, 1990 E 1991 (FOTO: PASCAL PAVANI/AFP E GETTY IMAGES)

“Tive o privilégio do encontro no Japão com esse grande brasileiro e campeão em todos os sentidos, orgulho do nosso País, Ayrton Senna”, comenta Zico.

Os dois já se conheciam antes do retrato da foto. O primeiro encontro aconteceu quando Zico foi nomeado o Secretário Nacional de Esportes, cargo público que exerceu de 1990 a 1991, e que contribuiu muito para o esporte brasileiro com a "Lei Zico", que modificou a estrutura do futebol brasileiro, reduzindo o poder dos clubes em relação aos jogadores.

Os outros encontros aconteceram por terem amigos em comum, mas a fotografia que ficou marcada foi essa do Japão, onde Senna veste a camisa de Zico do Kashima Antlers e segura uma bola, enquanto a lenda do Flamengo aparece com o capacete de Senna nas mãos.

NA CARREIRA, SENNA CONQUISTOU 41 VITÓRIAS AO TODO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

“Quem dera se eu tivesse ganhado um capacete dele. Ganhei uma pequena réplica do capacete e a bola assinada por ele. E eu dei a camisa do Kashima. Eu nem pedi nada, ele mesmo colocou a camisa e quis tirar a foto vestido com ela”, relembra Zico.

Na entrevista que deram para a TV japonesa, Senna falou do valor que Zico tem para o futebol brasileiro.

AYRTON SENNA FOI UM DOS RAROS PILOTOS QUE MIGROU DA FÓRMULA 3 DIRETAMENTE PARA A F1 (FOTO: EDITORA GLOBO)

“Eu acho que o Brasil tem uma tradição muito grande no futebol e nas corridas. Foram vários ídolos no decorrer da história nas pistas. E no campo não diferente, tem uma tradição muito grande no futebol e é até difícil falar nomes. Mas da época que eu mais vi futebol quando era jovem, Zico foi a grande estrela. Eu tenho uma grande admiração por ele”, comentou Senna.

A relação com automobilismo Zico diz que teve influência dos irmãos mais velhos, como Edu Coimbra, um dos maiores ídolos da história do América do Rio de Janeiro.

“Em 1972 eu acordava cedo porque estava no juvenil do Flamengo e os jogos começavam tipo 13h, então aos domingos sempre estava passando as corridas pela manhã. Meu irmão mais velho adorava ver, mas eu não entendi nada. Quem começou a fazer o brasileiro ter uma nova emoção no esporte foi Emerson Fittipaldi e depois vieram os outros ídolos. Em relação ao Senna, ele representa a gana de vencer, não há desestímulo, nem tempo ruim”, relembra Arthur Antunes Coimbra, o Zico.

Toyota Celica 81 Zico (Foto: Arquivo Pessoal)

ZICO FOI PREMIADO COM TOYOTA CELICA AO CONQUISTAR O MUNDIAL DE 81 PELO FLAMENGO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

Autoesporte contou, no final do ano passado, outra relação muito grande de Zico com o automobilismo. O Galinho de Quintino, como é carinhosamente apelidado, nos contou como foi trazer o Toyota Celica, que ganhou como premiação do Mundial de Clubes de 1981, para o Brasil na época das importações fechadas . Atualmente o modelo está com mais de 100 quilômetros rodados e fica na sua casa do Rio de Janeiro.

Aquela vitória no Japão, após o encontro com Zico, foi a penúltima da vida do piloto, que morreu no dia 1 de maio de 1994, no Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália.



FONTE PESQUISADA

SCHAUN, André Chiappero. EXCLUSIVO: ZICO RELEMBRA ENCONTRO COM AYRTON SENNA NO JAPÃO QUE TEVE ATÉ TROCA DE PRESENTES. Disponível em: <https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2020/05/exclusivo-zico-relembra-encontro-com-ayrton-senna-no-japao-que-teve-ate-troca-de-presentes.html>. Acesso em: 04 de maio 2020.