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sábado, 10 de maio de 2025

Meu Carro Inesquecível

 

"Um carro que jamais vou esquecer e está comigo até hoje é o Fiat Uno 1993 prata que o Ayrton Senna me deu. Ele perguntou que carro eu gostaria de ter e disse que poderia escolher qualquer um. Optei pelo Uno e ele me deu. Hoje continuo com o carro, que se tornou inesquecível por motivos óbvios, e está com 12 mil quilômetros rodados.

Além de tudo o que representa o legal é que a placa é DRI, como ele me chamava, e a soma dos números dá a idade que eu tinha ne época, 21 anos."


FONTE PESQUISADA

O GLOBO – Meu carro inesquecível. O Globo, 11 de setembro de 1996, Carroetc, página 3.

sábado, 18 de janeiro de 2025

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS EM FAMÍLIA (ANOS 1991 E 1994)

Ensaio de 1994

O começo de uma nova família

A transição (saída) de sua família atual para a construção de sua nova família

No ano de 1991, quando comprou a casa de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Ayrton Senna fez um ensaio fotográfico com toda a família dele nessa casa e enviou para alguns veículos de imprensa, ou pelo menos enviava as fotos ao conceder alguma entrevista para determinado lugar, na medida que achasse necessário. Dando neste caso uma perspectiva de ambiente familiar para sua imagem pública, embora fosse na casa de praia, sendo a fazenda dele e do pai em Tatuí um ambiente ainda mais familiar. Já em 1994, 3 anos depois, ele fez um ensaio fotográfico apenas com Adriane Galisteu, agora sim nessa fazenda que citei, a "Dois Lagos" em Tatuí, interior de São Paulo, dessa vez enviando as fotos (ensaio) para inúmeras veículos de comunicação pelo mundo inteiro. Com essa atitude, dentre muitas outras, percebe-se que Ayrton Senna pretendia realmente casar, formar uma família e ficar com Adriane Galisteu por muitos anos.

"Um fotógrafo italiano [Gianni Giansanti, foi contratado por Ayrton Senna para fazer o ensaio], conhecido do Ayrton, fez nosso ensaio amoroso que correu o mundo. Detalhe: o cenário do romance era a fazenda, propositalmente o lugar mais familiar de todos em que convivíamos. Tinha alguma coisa de simbólico aí, não tinha?", Adriane Galisteu sobre o ensaio fotográfico em seu livro Caminho das Borboletas.

Ensaio de 1991

FONTE PESQUISADA

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

"Ela é muito importante para mim", Ayrton Senna sobre Adriane Galisteu

 



"Ela é muito importante para mim, melhorou minha vida." (Ayrton Senna sobre Adriane Galisteu, Portugal 1994)

Fonte: Ayrton Senna em entrevista a Flávio Gomes, Portugal 1994


Imagens do documentário "Barras Invisíveis" do Prime Video.


A história de amor não contada de Ayrton Senna: um mau presságio antes da corrida fatal e da proposta que nunca chegou

O piloto estava nervoso antes da largada em Ímola; Ele só pensava em viajar para reencontrar-se com a sua namorada, Adriane Galisteu.

6 de dezembro de 2024 18h50

Miguel Braillard

PARA LA NACION

Adriane Galisteu e Ayrton Senna: o piloto ia pedi-la em casamento depois do GP de Ímola
instagram.com/galisteuoficial

No sábado anterior à sua morte, Ayrton Senna pensava que, uma vez encerrada sua participação no Grande Prêmio de Fórmula 1 de San Marino, em Ímola, viajaria para uma de suas residências em Algarve, Portugal, onde estava sua namorada na época, a modelo Adriane Galisteu, quem havia completado 21 anos há poucos dias.

Já aos 34 anos, ele decidiu pedi-la em casamento e por isso deixou seu avião particular preparado e quis surpreendê-la com um encontro puramente romântico a sós. Mas o desejo foi frustrado depois das duas da tarde daquele domingo, 1º de maio de 1994, na volta 7 do histórico circuito Enzo e Dino Ferrari, quando ao comando de sua Williams FW16 bateu a quase 300 quilômetros por hora contra um muro de contenção na curva Tamburello.

O golpe foi tão brutal que gerou uma grande variedade de fraturas na base do crânio com graves lesões cerebrais. Os paramédicos e as equipes de resgate tentaram de tudo para reanimá-lo. Além da reanimação, fizeram até uma traqueostomia no chão do autódromo para não perder um momento. Foi em vão. Apesar de tudo, foi levado de helicóptero ao Hospital Maggiore, em Bolonha, onde chegou morto.

O vídeo do acidente de Ayrton Senna em Ímola, em 1994


Adriane, seu grande amor

Ele conheceu Adriane no boate Limelight, em São Paulo, em uma festa, após disputar o Grande Prêmio de Interlagos, onde Ayrton venceu com sua McLaren. Nessa ocasião partilhou o pódio com Damon Hill (Williams Renault) e Michael Schumacher (Benetton), segundo e terceiro respectivamente. Senna estava feliz naquela manhã e a paixão foi mútua enquanto ela cumpria funções como promotora no autódromo de Interlagos. A química entre os dois foi tanta que passaram o final de semana seguinte juntos em Angra dos Reis.

Ayrton Senna tinha uma ideia em mente: casar com seu grande amor, Adriane Galisteu

A relação entre os dois era incrível. Em pouco tempo, além de se apaixonarem profundamente, tornaram-se amigos muito próximos. Não havia segredos entre eles, tinham uma confiança cega, revelando os detalhes e sensações mais íntimas, tanto pessoais quanto profissionais. Por isso na noite anterior à corrida confessou que teve uma sensação estranha, um misto de mal-estar e ansiedade por tudo o que tinha acontecido no circuito nos dias anteriores em relação à segurança. E foi mais longe, reconhecendo que já havia se sagrado três vezes campeão mundial de Fórmula 1 e que pensava em se aposentar porque não sentia a mesma vontade de correr e até tinha um certo medo de continuar nas pistas.

Toda essa preocupação começou na sexta-feira, nos treinos classificatórios, quando seu compatriota Rubens Barrichello bateu a 230 km/h na chicane Variante Bassa, introduzida em 1973 para diminuir a velocidade máxima a fim de proporcionar maior segurança por ser um dos setores mais rápidos do traçado. O piloto salvou milagrosamente sua vida e Ayrton ficou marcado pelo acidente.

Pressentimentos de uma tragédia

Houve mais acontecimentos que perturbaram sua mente, já que no sábado o piloto austríaco Roland Ratzenberger saiu da pista, bateu em um muro na curva de Villeneuve e morreu.

No domingo de corrida, Senna estava como que ausente, com a cabeça mais voltada para todas aquelas preocupações que o atormentavam do que para a competição em si. Ele estava com o capacete na mão logo após o início do Grande Prêmio quando encontrou Frank Williams, que havia sofrido um grave acidente em 8 de março de 1986, quando saía do circuito Paul Ricard, na França. A caminho do aeroporto, ele perdeu o controle do carro e caiu quase dois metros e meio ao sair da estrada. O impacto causou uma fratura entre a quarta e a quinta vértebras da coluna que culminou em paralisia que o deixou em uma cadeira de rodas. Ayrton o cumprimentou calorosamente e quis saber como ele estava. Ele ficou surpreso ao vê-lo de tão bom humor quando ele, que estava no auge, estava tendo uma infinidade de conflitos e dúvidas que o dominavam.

Williams de Ayrton Senna após o acidente que lhe custou a vida em 1994
Stringer / REUTERS - Arquivo

Seus pensamentos confusos e sombrios seguiram um após o outro durante todo o fim de semana. Ele não entendia por que estava insatisfeito no auge da carreira. Tanto que minutos antes de iniciar a corrida ele olhou várias vezes ao redor do carro, que não o considerava tão seguro quanto gostaria porque sempre ia a fundo (sempre corria no limite). Assim, minutos depois das duas da tarde daquele domingo que parecia trágico, sua vida terminou.

Ayrton Senna fez traqueostomia na pista, mas foi em vão: ele já havia morrido

O que se seguiu foi uma confusão brutal que deixou o mundo de luto e principalmente o povo brasileiro que o idolatrava. Adriane, sua namorada, não encontrava conforto. Ela não conseguia acreditar que naquela manhã desastrosa de domingo ela havia conversado ao telefone com a mãe e aproveitado para contar sobre as incertezas e medos que ela enfrentava e que o namorado havia lhe contado. Horas depois foi sua mãe quem ligou para ela para lhe dar a terrível notícia. Galisteu entrou em pânico e organizou imediatamente o seu regresso de Portugal.


FONTE PESQUISA

BRAILLARD, Miguel. La historia de amor jamás contada de Ayrton Senna: un mal augurio antes de la carrera fatal y la propuesta que nunca llegó. Disponível em: <https://www.lanacion.com.ar/deportes/la-historia-de-amor-jamas-contada-de-ayrton-senna-un-mal-augurio-antes-de-la-carrera-fatal-y-la-nid28112024/>. Acesso em: 24 de dezembro de 2024.

Atriz que vive Galisteu em “Senna” conta histórias do casal que ainda quer fazer

Julia Foti disse que passou a admirar ainda mais a história de Adriane após a minissérie, e que foi chamada para o documentário da apresentadora

Giullyana Aya, colaboração para a CNN*

23/12/2024 às 22:24

Julia Foti interpretou Adriane Galisteu na minissérie "Senna" • Divulgação / Netflix | Instagram / Adriane Galisteu

A atriz Julia Foti, 31, disse que após interpretar Adriane Galisteu, 51, na minissérie “Senna”, a admiração dela pela apresentadora só aumentou. Ela ainda revelou quais partes da história da famosa com o piloto de Fórmula 1 ela gostaria de ter encenado na produção.

“Com certeza [eu gostaria de encenar] o pedido de namoro em Angra, a história que ele pedia pra ela vestir camisas de F1 antes de suas corridas, a do Fiat Uno! (risos). E, claro, ela o acompanhando nas corridas para eu poder ver um pouquinho das gravações que aconteceram nos autódromos também (um pedido como atriz mesmo). Eu ia amar!”, contou Julia Foti em entrevista à CNN.

Em 1993, Senna perguntou a Adriane qual carro ela gostaria de ganhar de presente e a apresentadora surpreendeu o piloto ao responder que gostaria de um Fiat Uno. Mais de 30 anos depois, o carro ainda está a cuidados de Galisteu.

“Interpretar a Adriane Galisteu foi uma honra! Sei que parece clichê, mas a admiração por ela é real […] Nós conversamos tempos depois das gravações, inclusive ela me convidou para uma participação no documentário dela […] Ela é muito iluminada e uma grande mulher. Literalmente (risos)”, disse Julia.

A atriz ainda disse que ficou feliz em representar a história de Adriane com Senna, independente do tamanho ou destaque da personagem na série.

“Eu fui contratada pra uma participação, então mais ou menos como seria.. Também já sabia o quanto a Adriane Galisteu é amada pelo público. Eu mesma já era fã dela… então mostrar um pouco da história deles pela primeira vez, já foi para mim, muito especial!”, afirmou ela à reportagem.

Julia Foti encarou com tanta profundidade a missão de interpretar Adriane Galisteu em“Senna” que decidiu refazer um ensaio clássico da apresentadora para a capa da Playboy, que foi publicada em 1995.

A atriz fez uma pesquisa sobre a personagem pela autobiografia de Galisteu, entrevistas, podcasts até que se deparou com a revista Playboy que chegou às bancas um ano depois da morte de Ayrton Senna, então namorado de Galisteu, que sofreu um acidente fatal no Grande Prêmio de San Marino, na Itália, em 1994.

“Você pode realmente mergulhar em um personagem vivo, em uma referência real. Eu não tive tantas cenas em que reproduzia a vida dela na série, então quis vivenciar isso. Estas fotos não fazem parte da minissérie e foram feitas com a minha equipe pessoal”, explicou à CNN. “A capa ficou muito legal, mas minha foto preferida foi que essa que ela tem escrito ‘kiss me’ [me beije] na testa. A imagem do leite é muito icônica também”, disse.


FONTE PESQUISADA

AYA, Giullyana. Atriz que vive Galisteu em “Senna” conta histórias do casal que ainda quer fazer. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/atriz-que-vive-galisteu-em-senna-conta-historias-do-casal-que-ainda-quer-fazer/>. Acesso em: 24 de dezembro de 2024.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Psicanalista lembra o amigo Ayrton Senna: "É um herói autêntico"

Em entrevista ao Portal iG, Doutor Jacob Pinheiro Goldberg relembrou histórias do tricampeão mundial de Fórmula 1

Por Pedro Sciola de Oliveira | 01/05/2024 17:51 - Atualizada às 01/05/2024 19:07

Dr. Jacob Pinheiro Goldberg era amigo pessoal de Ayrton Senna
Reprodução/redes sociais

Os 30 anos da morte de Ayrton Senna , completados nesta quarta-feira (1º), despertam curiosidade a respeito da lenda do automobilismo brasileiro. Os três títulos na Fórmula 1 , as fantásticas exibições nas pistas e seus relacionamentos com personalidades da mídia são de conhecimento público. Mas e quanto às individualidades de um dos maiores ídolos do esporte mundial? Para entender melhor quem foi Ayrton Senna da Silva e seu impacto nacionalmente, o Portal iG conversou com o doutor Jacob Pinheiro Goldberg , psicanalista e amigo do piloto por longos anos. 

Para o Dr. Jacob Goldberg, a generosidade era uma das principais características de Ayrton Senna. "Eu me lembro de uma entrevista que o Ayrton deu para a imprensa internacional, tinha jornalistas do mundo inteiro. Eu mal tinha começado a trabalhar com ele e estava no fundo do salão assistindo à entrevista, e um jornalista japonês fez uma pergunta para o Ayrton", iniciou o psicanalista de 91 anos.

"O Ayrton olhou para o fundo do salão e pediu para que eu fosse até a mesa para responder. Ele disse: 'Quem vai responder é o professor Goldberg'. Eu gostaria de deixar claro que este tipo de compartilhamento da generosidade desta popularidade dele era o elemento transformador que caracteriza a diferença entre um ídolo falso e o herói autêntico . Na minha opinião, de longe, é o caso do Ayrton Senna", continuou. 

Emocionado com a data emblemática, o psicanalista acredita que esse traço foi fundamental para construir a idolatria que os brasileiros têm com Ayrton Senna. "Do lado dele, você se sentia importante. Não era ele que queria transmitir a imagem de importante. Ele emprestava a importância dele para as outras pessoas. Ao mesmo tempo, ele conseguia transferir este significado de grandeza para o patriotismo", declarou o também advogado, assistente social e escritor brasileiro. 

Identidade nacional

O Dr. Jacob Goldberg auxiliou Senna na elaboração do projeto Senninha, revista em quadrinhos lançada justamente em 1994 e que contou com 28 HQs. Segundo o psicanalista, a ideia surgiu com um objetivo do tricampeão mundial: deixar seu legado para os seus futuros filhos. 

"O Senna queria passar um legado biográfico e histórico para os filhos que ele pretendia ter. Então, começamos a discutir sobre essa ideia. Eu me lembro, nitidamente, depois de algumas horas de conversa, dele saindo pela porta e dizendo: 'Eu quero imaginar que seja uma historinha para as crianças'. O melhor formato, em uma conclusão que pensamos, seria a criação de uma revista de quadrinhos. Posteriormente, uma equipe competente coordenou o projeto", declarou. 

Dri, personagem inspirada em Adriane Galisteu, é a namorada de Senninha
Print do Gibi Senninha 

Apesar de não ter conseguido ter filhos, Senna deixou um legado para uma nação. Este, ao menos, é entendimento do psicanalista. "A figura do Ayrton Senna, no Brasil, fica com a noção que os norte-americanos têm de país fundador de uma identidade nacional. São as grandes figuras icônicas com as quais o povo se identifica. Nós, no Brasil, temos muito poucas. Eu trabalho com este material do inconsciente coletivo do brasileiro nos últimos anos... Eu acho que temos poucas figuras, muitas delas, na minha opinião, polêmicas", pontuou.

"Poucas têm o consenso, praticamente unânime, da opinião pública, que é fundamental. É o que caracteriza a herança cultural e emocional do carisma de Ayrton Senna. É turbinar as emoções da sociedade por inteiro, independente de qualquer circunstância", acrescentou o doutor, que pretende publicar um livro a respeito do trabalho imagético de Ayrton Senna na sociedade brasileira - o trabalho tem a colaboração da advogada  Dra.Thaís Infante .

Sem medo da morte

Uma das cenas icônicas antes da morte de Senna, no GP de Ímola de 1994, na Itália, mostra a lenda das pistas com um olhar distante, algo que não era habitual para o focado esportista. "Para mim, é um olhar para o horizonte, que deveria se transformar em um dos símbolos nacionais. Ele estava olhando o futuro", resumiu Goldberg. 

Segundo o psicanalista, o olhar não demonstrava medo de morrer em um fim de semana já marcado por tragédias — além de um grave acidente envolvendo Rubens Barrichello, o GP de Ímola também marcou a morte do austríaco Roland Ratzenberger. 

"Uma vez, Senna me disse: 'Quando você está a 300km/h, você transcende o medo da morte'. É um medo generalizado na nossa sociedade. São poucas as pessoas que encaram a morte com naturalidade. Um indivíduo, para encarar a morte com naturalidade, na minha opinião, tem que ter consciência do ser humano que merece a vida eterna. Era o que acontecia com Ayrton Senna", continuou. 

Senna era direita ou esquerda?

Ayrton Senna levantando uma bandeira do Brasil

JEROME DELAY / AFP

Ao usar o capacete com as cores do Brasil e usar a bandeira nacional para comemorar suas vitórias, Ayrton Senna era acusado de apoiar a direita. Recentemente, com a polarização política no país, uma polêmica ressurgiu nas redes sociais. No entendimento de alguns internautas, caso estivesse vivo, o tricampeão seria apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como Nelson Piquet, por exemplo. 

Segundo o amigo pessoal de Senna, o piloto não representava nenhum lado político. "Ele não era de esquerda, direita ou de centro. Para mim, ele era o que eu denomino como humanista. Isso é ao contrário desta demagogia que muita gente que acha que o mistagogo, que é o demagogo com o místico, é popular. O mistagogo é o sujeito que explora a pobreza social, a miséria, para tentar se transformar em um enviado de Deus. O Senna é exatamente o oposto disso", afirmou. 

Para Goldberg, a polêmica "é uma tentativa de apequenar" Senna. "O Brasil não pode ser iconoclasta, e existe, infelizmente, uma tendência política muito grande de iconoclastia, que é devorar seus próprios ídolos. Um povo não pode fazer isso. Se você devora seus ídolos, você fica órfão de valores reais. E, ao invés de valores reais, entra a presença absoluta do ódio. Ele era um sujeito alegre, de pulsão produtiva. Ele amava a vida e amava fazer com que as pessoas se encantassem com a paixão que ele tinha", complementou. 

Apesar de recusar rotular Senna como de direita ou de esquerda, o amigo afirmou que um presidente se aproximou da figura da lenda do esporte nacional: Juscelino Kubitschel

"Como acompanhei de perto quase todos os presidentes da República, tem um presidente que o Brasil teve que, se você me perguntar, politicamente, quem é que eu aproximo o Ayrton, seria o Juscelino Kubitschek. Essa aproximação da imagem dos dois... É porque são figuras fundamentais para construir uma psicologia do brasileiro. Eu não tenho dúvidas. No enterro do JK também havia uma música relacionada a esta ideia de vida e alegria. É isso! É o que Ayrton transmitia enquanto se embrulhava na bandeira", finalizou.


FONTE PESQUISA

DE OLIVEIRA, Pedro Sciola. Psicanalista lembra o amigo Ayrton Senna: "É um herói autêntico". Disponível em: <https://saude.ig.com.br/2024-05-01/psicanalista-amigo-ayrton-senna-heroi-autentico.html>. Acesso em: 11 de fevereiro de 2024.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Que fim levou o Fiat Uno que Ayrton Senna deu para Adriane Galisteu?

Carro tem placa personalizada e era pilotado pelo tricampeão de Fórmula 1

Por Rodrigo Ribeiro

01/05/2021 07h40  Atualizado há um dia

Arquivo Pessoal/Instagram

Se um tricampeão mundial de Fórmula 1 lhe perguntasse qual carro você teria, como seria sua resposta? Quando Ayrton Senna fez esse questionamento para sua então namorada Adriane Galisteu a resposta não poderia ser mais surpreendente: um Fiat Uno.

"Era o sonho de qualquer menina da minha época, que era de classe média baixa. Para mim era um carro muito inalcançável", revelou Galisteu em entrevista exclusiva para a Autoesporte. A apresentadora da Record TV até hoje nutre um grande carinho pelo carro, que continua sob seus cuidados após 28 anos.

Então modelo, Galisteu namorou Senna até a morte do piloto de Fórmula 1 — Foto: Ari Lago/Agência O Globo

Galisteu conta que Senna não acreditou em um primeiro momento quando ela falou do Fiat Uno. "Ele ficou me olhando e disse: que carro você quer? (...) Para ele era um presente muito simples, mas ele [quando foi dar o carro de presente] encheu de rosas (...) e colocou um buquê de flores lindo no capô do carro", continua a apresentadora.

A troca das calotas foi uma das poucas mudanças no hatch ao longo dos anos — Foto: Arquivo Pessoal

Senna também teve uma atitude carinhosa que Galisteu mantém até hoje: colocar as iniciais DRI na placa do veículo. A sequência é adotada em todos os carros da apresentadora, que atualmente dirige um Porsche Cayenne e um Hummer H3.

A placa com as iniciais DRI inicou uma tradição que Galisteu mantém até hoje em seus carros — Foto: Arquivo Pessoal


Memórias sobre rodas

A associação do carro com Ayrton Senna é algo que permanece até hoje com Galisteu, que revelou algo curioso. "Eu ficava brava, porque ele queria correr com o meu carro. Morria de medo dele bater o carro (risos)". O Uno era sempre guiado por Senna quando o casal saía nos momentos em que o piloto estava no Brasil.

A opção de Senna guiar o pequeno compacto 1.0 surpreende considerando que, na época, o então piloto da McLaren tinha à sua disposição no Brasil um Honda NSX e uma Audi S4 Avant — o superesportivo japonês foi um presente da marca que patrocinava e fornecia motores para sua equipe, enquanto a perua alemã ajudava a divulgar a fabricante que Ayrton começaria a representar por aqui.

O interior impecável reforça o cuidado que Galisteu tem com o Uno — Foto: Arquivo Pessoal

A paixão por automóveis era compartilhada com Galisteu: "Sempre gostei de dirigir. Eu brinco com todo mundo que tive um ótimo professor", fala a apresentadora, que raramente opta por motorista particulares no seu dia a dia. Boa parte dos quase 40 mil quilômetros rodados pelo Uno, inclusive, foram com ela atrás do volante.

Atualmente a apresentadora roda a bordo de um Porsche Cayenne e um Hummer H3 — Foto: Divulgação/Danilo Borges

Todo esse carinho e as memórias em torno do Fiat Uno ajudam a explicar o cuidado com que Galisteu cuida do carro. "Ninguém roda com ele. Eu só deixo o motorista que trabalha com a gente, de vez em quando, para ir até o posto de combustível ou dar uma volta rápida", conta. "É um carro muito valioso, eu morro de medo de alguém bater nele, riscarem ou roubarem".

O Uno só sai da garagem para fazer manutenções eventuais, conduzido pela única pessoa autorizada a guiá-lo — Foto: Arquivo Pessoal

Por falar em valor, já teve gente que ofereceu pelo Uno R$ 200 mil, uma alta de 3.540% em relação aos R$ 5.649 estimados pela tabela Fipe. "Não vendo de jeito nenhum. (...) O que esse Uno carrega de história, eu não posso repassá-lo", afirma Galisteu. A única forma do Fiat sair da proteção de sua cuidadosa proprietária seria para ir a um museu. "Se houvesse um museu que tivesse a ver com a história do Senna, com todo o cuidado do mundo, eu deixaria [ele ser exposto]", conclui.

Enquanto (e se) esse dia não chega, os fãs podem ficar tranquilos: intacto e mais bem cuidado que muito superesportivo, o Fiat Uno que Senna comprou para Adriane Galisteu segue incólume e protegido.


Ficha técnica

Motor Dianteiro, transversal, 1.0 8V, carburador, gasolina

Potência 56 cv a 6.000 rpm

Torque 8,2 kgfm a 3.250 rpm

Câmbio Manual, 5 marchas

Suspensão Independente, tipo McPherson (dianteira) e dependente com feixe de molas semielípticas transversais (traseira)

Freios Disco sólido (dianteira) e tambor (traseira)

Rodas e pneus De aço, 145/80 R13

Comprimento 3,64 m

Largura 1,55 m

Altura 1,44 m

Entre-eixos 2,36 m

Tanque 50 litros

Peso 830 kg

Fonte: Fabricante


FONTE PESQUISADA

RIBEIRO, Rodrigo. Que fim levou o Fiat Uno que Ayrton Senna deu para Adriane Galisteu?. Disponível em: < https://autoesporte.globo.com/curiosidades/noticia/2021/05/que-fim-levou-o-fiat-uno-que-o-ayrton-senna-deu-para-adriane-galisteu.ghtml>. Acesso em: 03 de maio 2021. 


terça-feira, 30 de março de 2021

Adriane Galisteu se emociona ao falar de Senna e ouve recados de amigos (Vídeo)


Apresentadora ainda ganhou uma mensagem especial do amigo Jô Soares

HORA DO FARO

28/03/2021 - 20H01 

O Hora do Faro preparou uma linha do tempo da vida e da carreira de Adriane Galisteu. Familiares e amigos contam segredos da história da apresentadora e ela ainda ganhou uma surpresa do amigo Jô Soares











quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

sábado, 17 de outubro de 2020

Adriane Galisteu Fala dos Sonhos de Ayrton Senna e como Está a Relação com Viviane Senna


A atriz e apresentadora Adriane Galisteu foi a sexta entrevistada do Alô Alô Convida*, nesta quinta-feira (15), no Instagram do site Alô Alô Bahia, e fez revelações sobre sua relação com o piloto Ayrton Senna, ídolo nacional que morreu em 1994 vítima de um acidente em uma corrida da Fórmula 1.



terça-feira, 13 de outubro de 2020

Toco minha vida, mas 1994 está sempre aqui, diz Galisteu sobre Senna

Adriane Galisteu namorou Ayrton Senna em 1993, meses antes de o piloto morrer em uma corrida da Fórmula 1
Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo 
11/10/2020 12h56Atualizada em 11/10/2020 13h27

"Toco a minha vida, tenho 47 anos, mas 1994 está sempre aqui [na cabeça]. Sou casada com um brasileiro que amava o Ayrton também. Meu filho [Vittorio] tem 9 anos e já sabe quem foi o Ayrton. Ele sabe da importância e do tamanho dele para o Brasil e para o mundo", disse ela, que também relembrou que o piloto não parava de trabalhar.

"Eu tinha 19 anos, então eu levei pra ele toda a 'irresponsabilidade', falava: 'para, não precisa fazer a barba, não temos nada para fazer, fica barbudo'. Eu achava curioso que ele não se divertia com o que tinha aos pés dele, e eu ficava puxando ele para isso, falando para ele aprender a tirar férias."

Por fim, Galisteu elogiou a atitude de Alain Prost, considerado um dos maiores rivais de Senna na Fórmula 1, no velório do brasileiro.

"Eles tinham uma relação conturbada, e no final das contas, o Prost deixou todos nós impressionados porque ele veio [para o Brasil], carregou o caixão, foi um cara muito dedicado e genial no final da vida do Ayrton. Não esperávamos essa postura do Prost", falou a apresentadora ao programa global.

A reportagem do "Esporte Espetacular" relembrou os principais fatos da carreira de Senna em 1993. Naquela temporada, ele ganhou o apelido de "Rei de Mônaco" ao vencer a corrida monegasca pela sexta vez, conquistou seu último GP Brasil e sua última prova na carreira, o GP da Austrália. O brasileiro terminou o ano com o vice-campeonato, perdendo o título para Prost. Senna morreu no ano seguinte, no GP de San Marino, em 1º de maio.


FONTE PESQUISADA

UOL -  Toco minha vida, mas 1994 está sempre aqui, diz Galisteu sobre Senna. Disponível em: <https://www.uol.com.br/esporte/f1/ultimas-noticias/2020/10/11/toco-minha-vida-mas-1994-esta-sempre-aqui-diz-galisteu-sobre-senna.htm>. Acesso em: 13 de outubro 2020. 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Adriane Galisteu lembra dificuldades na carreira após morte de Ayrton Senna

Por Rafaela Gozzer, Gshow — Rio de Janeiro

06/03/2020 07h58  Atualizado há um mês


Adriane já era conhecida no meio da moda, mas ficou em evidência no Brasil quando assumiu namoro com Ayrton Senna, um ídolo nacional e piloto da Fórmula 1. Talentosa, escreveu sua própria história e mostrou que era muito mais do que qualquer rótulo que a colocaram.

"Eu tinha tudo para dar errado. O meu caminho era um caminho que tinha tudo para não ser bom. Começou torto apesar de ter um homem maravilhoso que foi o Ayrton, um tri-campeão amado no mundo inteiro, mas eu fiquei conhecida depois da morte dele e não é fácil."

"Tive que buscar meu nome, então as pessoas me chamavam de ex-namorada, namorada, noiva, oportunista, mas não me chamavam de Galisteu, então eu durante muitos anos tive que batalhar o meu caminho e as pessoas achavam que pelo fato de eu ser namorada dele, esse caminho já estava traçado. Não! O meu caminho estava descoberto. Ele existia, as pessoas sabiam que eu existia, mas traçado eles não estava e não foi fácil e não é fácil até hoje."



Adriane Galisteu fala sobre os 25 anos de morte de Ayrton Senna — Foto: Arquivo Pessoal

"Carrego essa história como se fosse um escudo e não como um fardo. Tem uma diferença, e acho que a gente tem que olhar para as nossas histórias porque todo mundo tem uma para contar que pode ser um fardo ou pode ser um escudo e dependendo da forma como você encara sua história."


FONTE PESQUISADA

GOZZER, Rafaela. Adriane Galisteu fala sobre relação com o filho: 'Louca, alucinada e aquela mãe que falei que jamais seria'. Disponível em: <https://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/noticia/adriane-galisteu-fala-sobre-relacao-com-o-filho-louca-alucinada-e-aquela-mae-que-falei-que-jamais-seria.ghtml>. Acesso em: 16 de abril 2020. 


domingo, 17 de novembro de 2019

"Momentos como esse fazem tudo valer a pena"



"O romantismo de Ayrton era sobre tirar prazeres de coisas simples", disse Adriane. “Na casa de praia dele, eu costumava sentar no colo dele no píer e admirar a beleza ao redor. Ele dizia: "Momentos como esse fazem tudo valer a pena".

'Ayrton's romanticism was about taking pleasures from simple things,' said Adriane. 'At his beach house, I would often sit on his lap on the pier and marvel at the beauty all around. He would say, "Times like this make everything worthwhile." 



FONTE PESQUISADA


FOLLEY, Malcolm. Senna versus Prost - The Story Of The Most Deadly Rivalry in Formula One. London: Random House Uk, 2010.