sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Governo de Pernambuco tem contratos e convênio milionários com Instituto Ayrton Senna, ong presidida por Viviane Senna

Michel Zaidan, escritor, professor e cientista político

Michel Zaidan analisou o sistema político brasileiro e os problemas enfrentados por má gestão no estado de Pernambuco. O cientista político cita a parceria milionária do governo da região com o Instituto Ayrton Senna e Fundação Roberto Marinho. 

"As parcerias com as fundações (sem fins lucrativos?) empresariais vieram substituir a rede pública de ensino e a justa valorização do magistério. Contratos e convênio milionários com a Fundação Roberto Marinho e a Fundação Ayrton Senna, com suas tele-salas e seus monitores, estes contratados por cooperativas de trabalho ao arrepio da legislação trabalhista. E o que dizer da contribuição desse famoso estadista para o aperfeiçoamento do sistema partidário brasileiro? - Ele simplesmente implodiu o sistema partidário de Pernambuco, depois de sua vitória contra Miguel Arraes de Alencar, numa das disputas mais litigiosas que já tivemos. E que continuou, depois da eleição." 

Leia o artigo completo



Assim acontece em todo o país. Em agosto o professor universitário e candidato a governador de Piauí nas ultimas eleições, Daniel Solon, relatou que o governo do Piauí também repassava a verba destinada a educação para ongs como o Instituto Ayrton Senna, por conta disso a educação pública continuava péssima no estado. Leia aqui.




FONTE PESQUISADA

ZAIDAN, Michel. UM FILME SEM MOCINHOS, SÓ DE BANDIDOS. Disponível em: <http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/162689/Um-filme-sem-mocinhos-s%C3%B3-de-bandidos.htm>. Acesso em: 01 de outubro 2014.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Globo: Prefácio Provoca Orgulho e Tristeza em Emerson Fittipaldi 24 09 1994






Na verdade Emerson Fittipaldi escreveu o posfácio do livro 



POSFÁCIO LIVRO "CAMINHO DAS BORBOLETAS" DE ADRIANE GALISTEU

Ele me chamava de "Emmo" - meu apelido no mundo do automobilismo. Era o seu jeitão meio tímido de mostrar respeito e afeto por mim. De fato, no mínimo uma década  e vários milhares de quilômetros rodados separaram a minha geração da dele. Quando Ayrton ainda se sujava com a graxa dos karts, eu já era campeão do mundo. De algum modo, acredito ter ajudado a inspirá-lo a seguir adiante. Digo isso sem a menor pretensão, mesmo porque apenas repito o que, certa vez, ele próprio me disse. Se assim foi, sinto-me orgulhoso de ter participado de uma carreira tão recheada de pole positions, pódios e vitórias.

Lembro-me de várias conversas, longas e proveitosas, com Ayrton. Ele, vivendo intensamente a Fórmula 1; eu, idem, idem, a Indy. Nossas pistas nunca se cruzavam, a não ser ocasionalmente. Mas nossa amizade vinha de longe. Sinto uma ponta de orgulho ao me lembrar daquele dia em Zeltweg, antes do GP da Aústria de 1981, quando peguei pela mão aquele garoto que corria no campeonato europeu de Fórmula Ford, preliminar da prova de Fórmula 1, e o levei de boxe em boxe. Apresentei-o a um por um dos grandes chefes de escuderia: Ken Tyrell, Ron Dennis, todos (isso mesmo: fui eu que apresentei Senna a seu futuro patrão Dennis). Nunca havia feito o mesmo com nenhum outro jovem piloto brasileiro - muitos deles igualmente promissores. Mas eu tinha certeza de estar diante de um piloto excepcional. Apresentei-o assim: "Este é Ayrton Senna. Ele vai ser campeão do mundo". Conhecendo-me e sabendo do meu estilo reservado, era compreensível que aqueles senhores da Fórmula 1 fizessem um ar de espanto. Ele, por sua vez, reagia com um sorriso encabulado.

No GP de Portugal, em setembro de 1993, tive a felicidade de um convívio de quatro dias com ele, na casa de nosso amigo Braga. Percebi que Ayrton andava muito tenso, pressionado pela dúvida que iria mudar sua vida: ir ou não ir para a Williams. Era um pesadelo na vida dele. Mas, com os amigos, se mostrava sempre tranqüilo e cordial. Falamos muito sobre isso - concentração, preparação mental, relaxamento. Busquei-o, dias depois, no Brasil. No jatinho de nosso amigo Gito Chammas, seguimos para Miami e, de lá, no meu Learjet, para Phoenix, Arizona. A meu convite, foi testar o carro que meu big boss Roger Penske botou à disposição dele, para o caso de resolver mudar de turma no automobilismo. Ayrton testou o carro - o meu carro - ao seu estilo: meticuloso, detalhista. Parou no boxe e mudou a posição do banco. Virou rapidíssimo. Voltou radiante. "Gostou?" - perguntei. Ele nem precisava responder: seus olhos brilhavam como os de um garotinho que acabou de ganhar um presente.

Acho que já é hora de contar um segredo que guardamos conosco. Mesmo depois de acertar os ponteiros com a Williams, Ayrton ligou para o Roger para fazer um agradecimento e um pedido. Sonhava em correr em Indianápolis na temporada de 1994. O calendário da Indy e o da Fórmula 1 não iam trombar naquela data. Ayrton queria se juntar a Paul Tracy e a mim na equipe Penske.

Nosso último encontro, cara a cara, foi em Interlagos, a um ou dois minutos do início do GP do Brasil de 1994. O suficiente para um rápido "Alô, tudo bem?" e um "boa sorte", de mim para ele. Não a teve, naquela tarde, na pista. Mas eu sentia que, ao lado de Adriane Galisteu, Ayrton estava tendo sorte na vida. Havia encontrado sua metade. Sua maturidade como ser humano era visível. Conseguia, enfim, conciliar trabalho e sentimento.

Não me considero um homem supersticioso e até estranho, ao reler o parágrafo acima, a repetição da palavra sorte. Bem, talvez sorte seja, por mais que a reneguemos, um instrumento indispensável a quem, como Ayrton, como eu, construiu a vida nos percursos arriscados do asfalto. Sorte é também o que desejo a Adriane, a quem a vida pregou um susto cruel, mas que ainda tem muito pela frente para superar a insuperável ausência de seu namorado.

Emerson Fittipaldi 
São Paulo, 11-10-94



FONTE PESQUISADA

ALVES, Milton. Prefácio provoca orgulho e tristeza em Emerson. O Globo, 24 de Setembro de 1994, Matutina, Esportes, página 33.

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Você se Lembra Onde Estava e o Que Estava Fazendo Quando Recebeu a Notícia da Morte de Ayrton Senna?


Ayrton Senna morreu aos 34 anos em 1º de maio de 1994, quando um problema em seu carro o levou a colidir fortemente com um muro na curva Tamburello, em Ímola na Itália, a mais de 300 km por hora. O anuncio da morte do tricampeão mundial de F1 causou tamanha comoção nacional. Foi tão impactante que a maioria das pessoas se lembra do que estava fazendo no momento que recebeu a notícia.




Veja Também:


Ayrton Senna Adorava Esportes Radicais Aquáticos


Era dia 18 de abril de 1993, aniversário de Adriane Galisteu, ela estava fazendo 20 anos. Na noite anterior, de sábado para domingo, Ayrton preparara uma festa surpresa para sua amada na mansão de Angra dos Reis. E no dia já claro, feliz, ele se jogou no mar de Angra, e curtiu seus esportes radicais aquáticos favoritos.

Vejam a matéria do jornal "O Globo":



O Globo, 19 de abril de 1993







FONTES PESQUISADAS

MOURÃO, Diogo. Um peixe dentro d’água. O Globo, 19 de Abril de 1993, Matutina, Esportes, página 8.

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 







Senna e Adriane em Angra dos Reis 1993







segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ayrton Senna Defende Seus Amigos Pobres de Santana de Um Empresário Rico “Metido a Besta”

Empresário rico “metido a besta” faz pouco caso de amigos pobres de Ayrton Senna e ele dá o troco



Trecho retirado do livro "Ayrton, o herói revelado":

Nas noites de Angra e redondezas, em festas em que os amigos Alfredo, Júnior e Christiano não entravam, Ayrton não ficava. Esta era a senha para entender como ele circulava naquele reduto da elite do Rio e de São Paulo. E Ayrton exercia o critério sem estardalhaço, discretamente, às vezes se permitindo uma ironia ou uma pequena molecagem com o anfitrião mal-educado com seus amigos.

A lealdade àquela turma dos tempos de Santana e do Tremembé levou Senna a uma atitude dura com um empresário paulista que convidara para passar uma noite na casa de Angra. O convidado, cujo nome Alfredo não revelou nem dez anos depois, chegou num final da tarde num iate de 32 pés de comprimento.
Assim que o marinheiro jogou as cordas, ele começou a tratar Alfredo e Matheus, o administrador da casa, como se fossem seus serviçais:

- Pega a mala, leva pra dentro e chama o Ayrton pra mim!

Matheus, conhecendo os hábitos do patrão, tentou argumentar:

- Mas ele está dormindo.

- Acorda ele, vai!

Matheus, mais uma vez, disse que não podia atender ao pedido. E o convidado acabou ficando bravo:

- Acorda que eu estou mandando!

Alfredo, nesse momento, resolveu ir até o quarto de Senna. Acordou o amigo e fez um relato do que acontecera na frente da casa, acrescentando, reconheceu, "um veneninho" que não explicou qual foi. Ayrton ficou mais acordado do que nunca. Foi até o barco, cumprimentou o empresário e chamou:

- Alfredão, vem cá. Esse aqui é o Alfredo, um grande amigo de infância. Logo em seguida, apresentou Matheus como o administrador da casa de Angra. O empresário entendeu o recado e, quando começou a se desculpar, foi interrompido pela despedida de Senna:

- Me desculpe, a gente combinou, mas eu vou ter que dormir. Ao caminhar de volta em direção à casa, Ayrton ainda cochichou para Alfredo:

- Não leve as malas dele de volta.



Senna não abandonou ou trocou seus velhos amigos, mesmo depois da fama e fortuna, assista o relato deles nesse vídeo:





"Se fosse uma pessoa rica perguntar por ele, ele não estava para essa pessoa. Se fosse uma pessoa pobre trabalhadora, ele estava disponível para falar com essa pessoa", conta o português Felisberto, que trabalhou como jardineiro na mansão que Senna tinha em Portugal.

Assista o depoimento de Felisberto sobre seu antigo patrão no vídeo:




FONTE PESQUISADA

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.



Hamilton Publica Foto Dos Tempos de Kart, Com Capacete à La Senna

30/11/2014 23h51 - Atualizado em 01/12/2014 00h01

Em imagem de 1995, bicampeão da F1 comemorava vitória com capacete amarelo, no estilo do piloto brasileiro, de quem o britânico é fã incondicional

Por GloboEsporte.com
Rio de Janeiro

Fã incondicional de Ayton Senna, o bicampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton publicou neste domingo uma montagem com dois momentos de sua vida. Na imagem de cima, ele aparece nos seus tempos de kart comemorando o título britânico segurando uma bandeira do Reino Unido e usando um capacete amarelo, parecido com o do piloto brasileiro. A imagem é de 1995, um ano depois da morte de Senna. Na foto debaixo, ele celebra o título desta temporada.

Lewis Hamilton em dois momenos: no kart, com capacete à la Senna, e no bi da F1 (Foto: Reprodução / Instagram)


“Campeão britânico em 1995, aos 10 anos. Duas vezes campeão do mundo da Formula 1 em 2104, aos 29. #Deuséomaior #Nósconseguimos #TimeLH # 44parasempre”, escreveu.

Nos comentários do Instagram do piloto da Mercedes, os fãs citam a referência: "Fã do Senna. É o melhor!", "#ayrtonsennaprasempre", "Capacete do Ayrton Senna".



FONTE PESQUISADA

Hamilton publica foto dos tempos de kart, com capacete à la Senna. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2014/11/hamilton-publica-foto-dos-tempos-de-kart-com-capacete-la-senna.html>. Acesso em: 01 de dezembro 2014.