terça-feira, 6 de setembro de 2016

"Minha irmã tem três filhos e isso é a coisa mais linda que pode acontecer a você na vida" - Ayrton Senna


E Se Os Grandes Pilotos Brasileiros Da Fórmula 1 Fossem Os Beatles?

Por Sérgio Quintanilha
05.set.16 - 12h43
Isto é - istoe.com.br

Na semana passada, Felipe Massa anunciou sua aposentadoria na Fórmula 1 para este ano. Põe fim a uma carreira de 11 vitórias, 16 poles e 936 voltas na liderança. E logo surgiu nas redes sociais uma polêmica. Quem foi melhor: Felipe ou Rubinho? Para comparação, Rubens Barrichello conseguiu 11 vitórias, 14 poles e 854 voltas na liderança. Assim como Felipe, sua melhor fase foi na Ferrari. Nenhum dos dois conseguiu ser campeão (Rubinho foi vice em 2002/2004; Felipe em 2008), mas juntos eles ajudaram o Brasil e somar 101 vitórias, 126 poles e 6.880 voltas em primeiro lugar.

Números, porém, não dizem tudo. E nem é deles que eu quero falar. Aproveitando que está acontecendo em São Paulo a exposição Beatlemania Experience, é também disso que pretendo tratar aqui. Faz algum tempo que trabalho num projeto chamado “Os homens que sabiam demais”. Nessa pesquisa, comparo aspectos da genialidade dos Beatles com a dos grandes pilotos do automobilismo brasileiros. Agora que a Fórmula 1 está em baixa, isso pode soar absurdo, mas o mundo do grand prix teve muitos gênios em sua história.


Quem conhece bem a história da Fórmula 1 e é fã dos Beatles, certamente vai entender essa minha tentativa de ligar os pontos em dois assuntos que adoro. Dito isso, quem seria quem?

Como se sabe, os garotos de Liverpool foram John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Quase sempre apresentados nessa ordem porque foi a ordem de influência na criação da maior banda de rock de todos os tempos. Mas houve outros além dos “Fab Four”, menos famosos, como Pete Best (o baterista que perdeu o lugar para Ringo) e Stuart Sutcliff (baixista da fase inicial dos Beatles), além do empresário Brian Epstein e do produtor George Martin. Sem contar ainda que a grande inspiração de John Lennon se chamava Elvis Presley.

Na Fórmula 1, o Brasil ganhou oito campeonatos mundiais com Emerson Fittipaldi (1972/1974), Nelson Piquet (1981/1983/1987) e Ayrton Senna (1988/1990/1991), mas também brilhou com José Carlos Pace, que contribuiu para as 101 vitórias ao triunfar no GP do Brasil de 1975, além de marcar uma pole e andar 50 voltas em primeiro lugar. Emerson ganhou 14 provas (mais seis poles e 478 voltas na liderança), Nelson venceu 23 (com 24 poles e 1.600 voltas em primeiro) e Ayrton faturou 41 corridas (com 65 poles e 2.931 voltas na frente de todo mundo, inclusive quando sofreu o acidente que o matou). Antes deles o Brasil ainda teve o pioneirismo de Chico Landi, que disputou apenas seis GPs na Fórmula 1, mas brilhou no chamado Circuito de Grand Prix, considerado a pré-história da F1, ao vencer o GP de Bari de 1948, na Itália, ao volante de uma Ferrari.

Eram gênios. Sabiam demais. Tanto os músicos quanto os pilotos.

É incrível como as personalidades e os papéis dessas pessoas se confundem. Sem contar que Emerson Fittipaldi e George Harrison eram amigos. Quando o piloto brasileiro sofreu um sério acidente da Fórmula Indy, George chegou a fazer uma variação de sua fabulosa música “Here comes the sun” em homenagem ao amigo, cantando ao violão: “Emerson! Emerson! Emerson! Fittipaaldiiii”.

Mas, afinal, quem era quem?

Sem me estender ou me aprofundar, para não fazer spoiler de meu próprio trabalho, digo que…

RUBENS BARRICHELLO seria RINGO STARR. Claro. Ringo sempre foi considerado o menos talentoso dos quatro. Rubinho também nunca teve a mesma fama dos Três campeões. Mas, assim como os Beatles só chegaram ao estrelato quando Ringo se juntou a John, Paul e George, foi Rubinho quem segurou a paixão brasileira pela Fórmula 1 depois da morte de Senna. E ambos são disparado os mais simpáticos de todos eles. Brincam. Seguem a vida em paz, com a certeza de que não foram genais como seus colegas, mas que sem eles não haveria um quarteto. E Ringo foi o melhor baterista que os Beatles podiam ter.

FELIPE MASSA seria PETE BEST. Da mesma forma que muitos acham que Felipe é melhor que Rubinho, Pete até hoje tem muitos fãs que preferiam os Beatles em sua versão original, aquela que tocava no Cavern Club de Liverpool, com Pete no lugar de Ringo. Felipe não foi campeão em 2008 por falta de sorte. Pete Best só saiu dos Beatles porque George Martin exigiu: “Troquem o baterista”. Mas era o mais amado na época, o mais bonito, o que mais tinha fãs. Depois de muitos anos na amargura, Pete Best, rindo da própria sorte, fez pilhéria com seu destino: “Quando me perguntam o que acho dos Beatles, eu respondo. John: gênio. Paul: gênio. George: gênio. Ringo: baterista”.

JOSÉ CARLOS PACE seria STUART SUTCLIFF. Pace, conhecido como Moco, era contemporâneo e amigo de juventude de Emerson Fittipaldi, o primeiro a fazer sucesso na F1. Sutcliff, conhecido como Stu, era amigo de infância de John Lennon, o primeiro a fazer sucesso como músico. Talvez não fizesse tanto sucesso quanto se esperava dele. Talvez sim. Provavelmente sim. Moco faleceu num acidente aéreo, com apenas 32 anos. Stu foi o primeiro baixista dos Beatles. Morreu de hemorragia cerebral quando tinha apenas 21 anos.

EMERSON FITTIPALDI seria GEORGE HARRISON. Além da amizade que os ligava, ambos eram gênios no que faziam. Os títulos de Emerson e as músicas de George deixaram marcas inesquecíveis na Fórmula 1 e na história do rock. Mas ambos foram de um tempo em que havia dois outros gênios ao lado deles. Por isso, apesar de amados e adorados por seus fãs, são considerados gênios-coadjuvantes nessa história.

CHICO LANDI seria ELVIS PRESLEY. Assim como John Lennon se inspirou no Rei do Rock, o pioneiro Chico Landi, heróis das corridas do Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, teve papel importante na fase inicial de Emerson Fittipaldi. Entretanto, esse é um item que pretendo pesquisar mais, pois o verdadeiro ídolo de Emerson nas pistas era o argentino Juan Manuel Fangio. Por ora, cabe a Chico Landi o papel de Elvis Presley, mas pode mudar.

NELSON PIQUET seria JOHN LENNON. O fato de serem os mais famosos, provavelmente os mais amados, talvez os melhores, leva muita gente a achar que Ayrton Senna seria John Lennon. O fato de ambos terem morrido cedo, com muita carreira pela frente, reforça essa tese. Mas, conhecendo as personalidades de todos eles, e principalmente a forma como encaravam a profissão, fica claro para mim que Nelson seria o John. E eu digo o porquê. Nelson era o tipo do piloto que não tinha que provar nada para ninguém. Suas vitórias e seu talento bastavam. Abria mão, às vezes, de algumas vitórias, porque não precisava delas para ganhar o campeonato. Não era um perseguidor implacável de recordes, como Ayrton. John também. Por ele, talvez os Beatles tivessem acabado logo depois do álbum Revolver (1966). Mas seguiu porque o talento de Paul o “provocava”. John era um revolucionário. Assim como Nelson revolucionou as corridas ao fazer pit-stops que o levaram mais facilmente às vitórias, em 1983, John mudou tudo ao compor “Strawberry Fields Forever”, uma música intimista. Só assim despertou ainda mais a genialidade de Paul, que ouviu aquilo e disse algo como: “Podemos fazer música assim?” Daí saiu “Penny Lane” e muitas outras. Segundo a biografia escrita por Bob Spitz, quando viu McCartney tocar pela primeira vez, Lennon pensou: “Esse cara é bom. Talvez tão bom ou até melhor do que eu”. Não duvido que Piquet tenha pensado o mesmo de Senna quando ele chegou à Fórmula 1, em 1984, quando já era bicampeão.

AYRTON SENNA seria PAUL McCARTNEY. Além dos motives já expostos acima, Ayrton seria o Paul porque ambos tinham uma obsessão pela perfeição. Por ir além. Por querer mais. Por fazer mais. Para Senna, não bastava ganhar. Ele queria ganhar batendo recordes. Para McCartney, não bastava fazer um disco: ele queria criar coisas inimagináveis, como o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Além disso, Ayrton sempre fez o papel de menino bonzinho dentre todos – mas não tinha nenhum pudor em jogar o carro em cima dos adversários se fosse preciso. Paul também sempre foi o bonzinho, só que não: muitas vezes foi extremamente autoritário com os demais, na fase final dos Beatles, e ainda passou por cima de todos ao anunciar que estava deixando a banda. De qualquer forma, pelo talento incrível, pela capacidade de tirar leite de pedra, de ganhar com carros ruins, de dirigir na chuva como se estivesse no seco, por ser rápido e estrategista ao mesmo tempo, não resta dúvidas de que Ayrton Senna foi o maior piloto brasileiro de todos os tempos. De seu lado, pela facilidade inigualável de fazer canções que amamos, por sua musicalidade incomparável, pela capacidade que sempre teve de compor, cantar e tocar vários instrumentos divinamente, por também tirar leite de pedra como Senna, Paul McCartney, para mim, foi o maior entre todos os Beatles.



FONTE PESQUISADA

QUINTANILHA, Sérgio. E se os grandes pilotos brasileiros da Fórmula 1 fossem os Beatles?. Disponível em: <http://istoe.com.br/e-se-os-grandes-pilotos-brasileiros-da-formula-1-fossem-os-beatles/>. Acesso em: 06 de setembro 2016.

sábado, 3 de setembro de 2016

Curva Tamburello, Hoje, 3 de Setembro de 2016


Fãs de toda parte do mundo pagam tributo a Ayrton Senna no local de sua morte, Curva Tamburello em Ímola na Itália. Foto tirada hoje, 03 de setembro de 2016.

Ayrton Senna vive e sua lembrança ficará para sempre por toda a eternidade.

Estátua de Ayrton Senna no Museu de Cera Madame Tussauds em Nova York


Madame Tussauds é o famoso museu de cera presente em várias cidades, com réplicas realistas de personalidades mundialmente famosas.
Já visitei outros pelo mundo, mas o de Nova York é o mais legal e interativo, com vários andares para visitação e centenas de bonecos dos famosos para tirar fotos e se divertir.


Para conhecer bem o museu, é necessário planejar algumas horinhas no seu roteiro, para curtir bastante todos os espaços e interagir com os bonecos de cera.
As réplicas valorizam o auge dos artistas representados, por isso é comum ver um ou outro boneco diferente do rosto que recordamos ou temos na cabeça. Outros estão bem diferentes da vida real, aí não tem explicação, como o boneco do Ayrton Senna que mais parece o Felipe Massa.

Muitos bonecos representam a cultura americana ou de Nova York, desconhecidos dos brasileiros, aí o melhor é recorrer as plaquinhas para saber quem é quem.
Se você não conhece nenhum Madame Tussauds, não perca essa oportunidade de visitar e se divertir ao lado dos famosos.

Caso já tenha conhecido o museu em outra cidade, vale a pena visita-lo novamente, pois os bonecos são diferentes e o de Nova York tem um cinema 4D da Marvel exclusivo e interessante.









FONTES PESQUISADAS

DICAS NEW YORK - O incrível museu de cera em Nova York. Disponível em: <http://www.dicasnewyork.com.br/2014/06/museu-de-cera-madame-tussauds-nova-york.html>. Acesso em: 03 de setembro 2016.

DICAS NOVA YORK - MADAME TUSSAUDS: MUSEU DOS BONECOS DE CERA EM NOVA YORK. Disponível em: <http://dicasnovayork.com.br/madame-tussauds-nova-york/>. Acesso em: 03 de setembro 2016.



Damon Hill Diz Em Autobiografia Que Schumacher "Poderia Estar Trapaceando" Na Temporada Em Que Senna Morreu

02/09/2016 19h54 - Atualizado em 02/09/2016 20h06

Redação RedeTV!
redetv.uol.com.br

(Foto: Reprodução/The Guardian)"Watching the Wheels" (Observando as Rodas, na tradução literal) é o nome da autobiografia de Damon Hill (Foto: Reprodução/The Guardian)

Último companheiro de equipe de Ayrton Senna na Fórmula 1, Damon Hill lançará sua autobiografia dia 8 de setembro. De acordo com o jornal inglês "The Guardian", o ex-piloto diz no livro que Michael Schumacher "poderia estar trapaceando" na temporada em que Senna morreu.

O "The Guardian" relata que Hill acredita que nada quebrou no carro, mas que Ayrton bateu na curva Tamburello através de uma combinação de fatores circunstanciais. As ondulações na superfície da pista, a baixa pressão nos pneus após várias voltas atrás do safety car e a determinação feroz de Senna para ficar à frente de Michael Schumacher seriam alguns deles. "O pensamento na mente de Ayrton era de que Michael poderia estar trapaceando".

A Benetton de Schumacher venceu as três primeiras corridas de 1994, todas com o piloto brasileiro na pole-position. A suspeita era que o carro do alemão corria fora do regulamento que, naquela temporada, banira, entre outras coisas, o controle de tração eletrônico, tornando os carros muito mais difíceis de pilotar. Senna, da Williams, se queixava disso pois conseguia andar muito rápido em uma volta, mas tinha extrema dificuldade de manter o carro na pista durante todo um Grande Prêmio.

Damon Hill e Ayrton Senna eram companheiros de equipe (Foto: Divulgação/Williams)

Outra suspeita era a de que o sistema de reabastecimento do carro de Michael também era fraudado e, por falta de um filtro de segurança exigido pelo regulamento, funcionava mais rapidamente que os demais.

Naquele 1º de maio de 1994, Senna corria no limite e liderada a prova em Ímola até perder o controle do carro na curva Tamburello e bater no concreto a 208 km/h. A autópsia revelou que o impacto causou  ferimentos múltiplos na base do crânio do brasileiro, resultando em insuficiência respiratória.

Vencedor do mundial de Fórmula 1 de 1996, Damon Hill entrou para a história da F-1 ao se tornar o primeiro filho de um campeão a repetir a conquista do pai. Graham Hill, pai de Damon, foi bicampeão mundial da modalidade em 1962 e 1968.

De acordo com o site "Motorsport.com", o circuito de Ímola pode voltar à Fórmula 1 em 2017. Palco de 27 corridas de Fórmula 1 entre 1980 e 2006, a pista retornaria como GP da Itália, em uma alternativa a Monza, cujo contrato se encerra no fim de 2016.

Maior campeão da Fórmula 1 com sete títulos, Schumacher vive hoje, aos 47 anos, na sua mansão em Gland, na Suíça, após sofrer lesões neurológicas em um acidente enquanto esquiava na estação de Méribel, em Saboia, nos Alpes Franceses, em dezembro de 2013. Ele é atendido por uma equipe formada por vários médicos especialistas em lesões graves, além de enfermeiros e fisioterapeutas.


De acordo com a imprensa europeia, a conta do tratamento médico de "Schumi" já passou dos US$ 14 milhões (mais de R$ 45 milhões). Já a fortuna do ex-piloto é estimada em US$ 800 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões).


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Essa é a notícia mais lida no site da RedeTV!

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FONTE PESQUISADA

REDETV - Damon Hill diz em autobiografia que Schumacher "poderia estar trapaceando" na temporada em que Senna morreu. Disponível em: <http://www.redetv.uol.com.br/esportes/automobilismo/damon-hill-diz-em-autobiografia-que-schumacher-poderia-estar-trapaceando-na>. Acesso em: 03 de setembro 2016.




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sutton e Senna Cortam Relações Por Causa de Direitos Sobre Fotos

Segundo livro, Senna rompeu relação de amizade e trabalho com o inglês após ter sido enganado por ele


Sutton e Senna em 1981, depois de um jantar na Dinamarca para comemorar os bons frutos da parceria, no início de suas carreiras, como fotógrafo automobilístico e piloto automobilístico respectivamente. Amigos e parceiros no princípio, a amizade foi desfeita após traição por parte do fotógrafo inglês.


A seguir, trechos extraídos do livro "Fatal Weekend", lançado em novembro de 2015, escrito pelo jornalista britânico Tom Rubython:


TRADUÇÃO LIVRE


Senna era muito compreensivo com todos os jornalistas e fotógrafos que se aproximavam dele pelo caminho a exceção de um: Keith Sutton, um fotógrafo, que havia sido um assessor de relações públicas não oficial de Senna, quando ele veio pela primeira vez para a Inglaterra em 1981. Eles romperam relações quando Sutton relutou em dar acesso a Senna a todas as fotografias que tinha tirado dele como uma jovem promessa do automobilismo, mesmo que Senna lhe tenha pago por elas na época

A partir desse dia, Senna quase não trocou mais nenhuma palavra com Sutton e não gostava quando ele tirava fotos suas. Ele nunca esqueceu o que viu como uma traição. Depois que Senna morreu, Sutton lucrou com elas através de livros e exposições. Ele se tornou o fotógrafo de referência para fotografias do início da carreira de Senna no automobilismo - todas vendidas a taxas consideráveis.

Senna depois empregou o fotógrafo japonês Norio Koike para fazer esse trabalho e supostamente pagou a ele US$ 350,000 por ano para segui-lo ao redor capturando sua vida. Mas ele assegurou-se de que possuía os direitos autorais das fotos. Koike posteriormente tirou algumas fotos extraordinárias, encantando Senna para o resto de sua vida. Supostamente existem mais de 40.000 fotografias tiradas por Koike nos arquivos da Fundação Ayrton Senna.

O japonês Norio Koike se tornou o fotógrafo oficial de Ayrton Senna depois do piloto se decepcionar com Keith Sutton

No fim de 1993, Senna contratou outro fotógrafo para acompanhá-lo dentro e fora das pistas, o talentoso e famoso fotógrafo italiano, Gianni Giansantti, falecido em 2009. É de sua autoria, inclusive, o ensaio romântico de Ayrton Senna e Adriane Galisteu na fazenda do piloto, em Tatuí, São Paulo.



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Norio Koike, nascido no Japão era um fotógrafo de imprensa (repórter fotográfico) da Fórmula 1 antes de ir trabalhar exclusivamente para Ayrton Senna em 1985. Ele assumiu o lugar de Keith Sutton como fotógrafo oficial de Senna após Sutton ser demitido. Koike estava sempre com Senna, dentro e fora das pistas. Conhecido como um profissional introvertido, ele ficava maravilhado (tinha prazer) por cumprir as ordens de seu mestre e tirou mais de 40 mil fotografias de Senna em nove anos, que são agora de propriedade da Fundação Ayrton Senna. Em 1994, ele comprou uma nova Nikon F5. Depois da morte de Senna, ele perdeu a motivação e deu a câmera (a família de Ayrton, assim como as mais 40 mil imagens de Senna).

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Sua relação com os jornalistas estava longe de ser boa. Seus primeiros confidentes, o (jornalista) brasileiro Reginaldo Leme e o fotógrafo Keith Sutton, trabalharam próximos de Senna nos primeiros tempos, mas mais tarde (Senna) se decepcionou (com eles).

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Dennis Rushen, chefe da equipe de Senna na Fórmula Ford 2000, em 1982, e Keith Sutton, posam juntos durante a exposição "Senna: Photographs by Keith Sutton", organizado pelo fotógrafo, em Londres, 2014, nos 20 anos da morte do piloto brasileiro

Martin Brundle, rival de Senna na Fórmula 3, categoria anterior a Fórmula 1, e Keith Sutton, posam juntos durante a exposição "Senna: Photographs by Keith Sutton", organizado pelo fotógrafo, em Londres, 2014, nos 20 anos da morte do piloto brasileiro

Livro com fotos de Senna lançado por Sutton nos 20 anos da morte do piloto (Foto: Keith Sutton / Sutton Images)

Algumas fotos de Ayrton que fizeram parte da exposição "Senna by Sutton", em Londres (Reprodução / Proud Galleries)


IDIOMA ORIGINAL

Senna was very supportive of all the journalists and photographers who had been close to him on the way up with the exception of one: Keith Sutton, a photographer, who had been Senna’s unofficial PR man when he first came to England in 1981. They had fallen out when Sutton was reluctant to give Senna access to all the photographs he had taken of him as a young up-and-coming driver even though Senna had paid him at the time.

From that day, Senna hardly exchanged a word with Sutton and never liked him taking his photograph. He never forgot what he saw as a betrayal. After Senna died, Sutton cashed in on their relationship with books and exhibitions. He became the go-to guy for photographs of Senna’s early career in motor racing – all sold at very handsome fees.

Senna later employed the Japanese photographer Norio Koike to do that job and reportedly paid him $350,0000 a year to follow him around snapping his life. But he made sure he owned the copyright to the photos. Koike subsequently took some extraordinary photos, delighting Senna for the rest of his life. Reputedly there are more than 40,000 photographs taken by Koike in the Ayrton Senna Foundation archives.

Norio Koike, a native of Japan was a Formula One press photographer before going to work exclusively for Ayrton Senna in 1985. He took over from Keith Sutton as Senna’s official photographer after Sutton was fired. Koike went everywhere with Senna, on and off track. Known as an introvert, he was delighted to do his master’s bidding and took over 40,000 photographs of Senna in nine years, which are now the property of the Ayrton Senna Foundation. In 1994, he bought a new Nikon F5. After Senna’s death, he lost motivation and gave the camera away.

His relationship with journalists was far from good. His original confidants, Brazilian Reginaldo Leme and photographer Keith Sutton worked closely with Senna in the early days but later became disillusioned.


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FONTE PESQUISADA

RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.

Com Aposentadoria de Massa e Incerteza Sobre Nasr, Futuro do Brasil na F1 é Mais Que Sombrio: É Desanimador

01/09/2016 09:46

A aposentadoria de Felipe Massa da F1 coloca em xeque o futuro do esporte no Brasil. Os verdadeiros amantes do automobilismo vão sempre acompanhar, não importa quem esteja vencendo. Mas para quem assiste com a esperança de um dia voltar a ver a bandeira verde e amarela no pódio, a única esperança agora passa a ser Felipe Nasr, piloto oscilante que corre na pior equipe do grid, sem apelo popular e que sequer tem sua sequência garantida no Mundial no ano que vem

WARM UP
FERNANDO SILVA, de Sumaré
grandepremio.uol.com.br

Felipe Massa anunciou o fim da sua carreira como piloto de F1 nesta quinta-feira (1) em Monza. E, de quebra, indicou que serão tempos difíceis para o brasileiro apaixonado pelo esporte a motor e que sonha em ver novamente um compatriota obter bons resultados na categoria que é considerada o topo do automobilismo mundial.

Sem Massa, que já vinha em má fase e não conseguia os melhores resultados há algum tempo correndo pela Williams, todas as esperanças tupiniquins recaem sobre um nome que sequer tem seu futuro garantido para 2017: Felipe Nasr. O futuro do Brasil na F1 é muito mais que sombrio: é desanimador.
Saída de Massa coloca Nasr como possível único piloto brasileiro do grid em 2017 (Foto: Getty Images)

O cenário atual, com apenas um piloto com chances de continuar no Mundial de F1 em 2017, mas nenhum outro com possibilidades de emergir ao grid num futuro mais próximo — embora o mineiro Sergio Sette Câmara, novo pupilo da Red Bull, comece a despontar —, reflete o que se alertava há tempos: a falta de renovação de talentos de pilotos brasileiros cobraria sua conta. Já vem cobrando há algum tempo, na verdade.

O reflexo não está apenas na F1, com poucas perspectivas de um futuro promissor, mas até mesmo na Indy, já que os únicos nomes do Brasil na categoria são Helio Castroneves e Tony Kanaan, os dois com mais de 40 anos.

Resta a Nasr, caso continue na F1, seja pela Sauber ou por outra equipe do grid, a missão de representar um país dono de oito títulos mundiais e 101 vitórias — a última foi conquistada em Monza em 2009, pelas mãos de Rubens Barrichello.

Aposentadoria de Felipe Massa traz perspectiva de futuro desanimador para F1 no Brasil (Foto: Getty Images)

Mas parece que o fardo é pesado demais para um piloto que tem lá suas qualidades, mas se mostra oscilante, corre atualmente na pior equipe do grid. Além disso, o brasiliense não tem o menor apelo popular — diferente de Massa — e ainda não tem sua permanência confirmada para o ano que vem.

Claro, quem é fã do esporte a motor como um todo e da F1 em específico, não vai deixar de acompanhar só pelo fato de um brasileiro não estar lá, ao menos lutando por bons resultados. Não importa muito se quem estiver vencendo for Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Sebastian Vettel ou Max Verstappen, desde que haja boas corridas e muita emoção. Mas a categoria, que já não contava com a melhor das audiências por aqui, certamente vai perder muito mais com a saída de um dos poucos atrativos para o torcedor brasileiro.

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Aos 35 anos, Felipe Massa anuncia aposentadoria da Fórmula-1

Brasileiro anunciou que correrá apenas até o fim da temporada

Por: ZH Esportes
01/09/2016 - 09h02min | Atualizada em 01/09/2016 - 14h03min

Felipe Massa não renovará com a Williams e opta por deixar a categoria
Foto: Andrej Isakovic / AFP

A trajetória de Felipe Massa na Fórmula-1 chegará ao fim no dia 27 de novembro de 2016. Aos 35 anos, o brasileiro anunciou que se aposentará da categoria no final desta temporada, depois de 14 anos no topo do automobilismo mundial. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa em Monza, na Itália. A última corrida do brasileiro será no GP de Abu Dhabi, que encerra o campeonato.

— A vida nos apresenta muitas escolhas, e eu acho que para mim chegou o momento onde eu tenho fazer algo diferente. Talvez você vai me ver de novo ao volante de um carro de corrida, mas no momento a única certeza que tenho é que eu vou ter um monte de tempo para decidir sobre o que fazer no futuro — disse o brasileiro.

Foram passagens por Sauber, Ferrari e Williams entre 2002 e 2016. Neste período, só ficou de fora das competições na temporada 2003, quando era piloto de testes da Ferrari.

Entre os momentos mais marcantes da carreira, estão o quase título de 2008, quando perdeu a primeira colocação no campeonato na última volta da última corrida — que era um GP do Brasil — para Lewis Hamilton, e um grave acidente em 2009.

Além do vice-campeonato em 2008, Massa ficou em terceiro logo no seu primeiro ano como titular da Ferrari, em 2006. Ele participou de dois títulos de construtores da escuderia italiana, em 2007 e 2008.

Se correr todas as provas até o fim desta temporada, como previsto, encerrará a carreira com 250 corridas. Até agora, são 242 provas, 11 vitórias, 16 pole positions e 41 aparições no pódio.

Massa disputou as últimas três temporadas pela Williams. Com o contrato por encerrar e sem perspectiva de correr por uma equipe competitiva em 2017, optou por se retirar.

Foto: Kai Pfaffenbach/REUTERS

Foto: Ver Descrição/Ver Descrição

Foto: jorge guerrero/AFP

Foto: Nelson Almeida/AFP

Foto: JEWEL SAMAD/AFP

Foto: ALEXANDER NEMENOV/AFP



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FONTES PESQUISADAS

SILVA, Fernando. Com aposentadoria de Massa e incerteza sobre Nasr, futuro do Brasil na F1 é mais que sombrio: é desanimador. Disponível em: <http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/com-aposentadoria-de-massa-e-incerteza-sobre-nasr-futuro-do-brasil-na-f1-e-mais-que-sombrio-e-desanimador>. Acesso em: 02 de setembro 2016.

ZERO HORA - Aos 35 anos, Felipe Massa anuncia aposentadoria da Fórmula-1. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/velocidade/noticia/2016/09/aos-35-anos-felipe-massa-anuncia-aposentadoria-da-formula-1-7360836.html>. Acesso em: 02 de setembro 2016.