terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ayrton Senna Reclama de Pressão da Família: "É muita gente em função de mim"

Ayrton já estava farto da exploração de sua família
Foto de 1991 em Angra dos Reis.

Essa Família do Ayrton todo mundo em cima do rapaz, de olho grande nesse dinheiro dele. Essa proteção excessiva que tinham era na verdade por causa desse dinheiro dele. Eu não tenho a menor dúvida disso. E foi inclusive confirmado pelo Braga (grande amigo do Ayrton). Tinham uma neurose muito grande a respeito de pessoas se aproveitarem do Ayrton (não queriam dividi-lo com ninguém certamente) e de perder a galinha dos ovos de ouro, ou qualquer trocado que fosse por alguma eventualidade com o piloto. O Ayrton percebeu isso no fim da vida, que ele só servia para a família para ganhar dinheiro, ficarem ricos, não se importavam nenhum pouco com sua felicidade e bem estar. Ayrton então, começou a cortar as regalias deles e foi embora com Adriane Galisteu para Portugal. Interesseiros e sanguessugas.

Não esquecendo também, que a família era obcecada por controlar a vida do Ayrton, e isso se intensificou a medida que ele se tornava um astro da Fórmula 1.



O pai de Ayrton, Milton da Silva com seus outros dois filhos, Viviane e Leonardo, tramaram um complô para separar o piloto de Adriane Galisteu, que segundo o próprio Ayrton e amigos era a mulher que o fazia muito feliz e com quem ele pretendia se casar em 1994.



Para bom entendedor.. no fim de sua vida, Ayrton agiu como quisesse dizer para a família: "Deixem-me viver a minha vida em paz". 

Ayrton Senna Diz Que é Muito Feliz Com Adriane Galisteu 

Assista:




"Eu sou muito feliz. Cada piloto... tendo uma vida como nós [pilotos] brasileiros, girando o mundo com a Fórmula 1, merece as vezes se acalmar um pouco, e dividir com uma mulher especial a nossa vida. Eu sou feliz." Ano 1993



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Às vezes, se queixava do que Linamara chamou de "pressão". A frase de Ayrton, em uma dessas ocasiões, resumia seu dilema afetivo:

- É muita gente em função de mim.

No início de abril daquele ano, Linamara sentiu de perto a preocupação que Ayrton despertava na família. Ele foi ao consultório acompanhado do tio de Goiânia, Benedito, e Linamara teve de explicar ao tio tudo o que estava prescrevendo para Senna:

"Eu fiz com prazer, mas o Ayrton ficou preocupado. Ligou depois, pedindo desculpas pela maneira com que as pessoas próximas ficavam vigiando ele. Ele era extremamente vigiado.”

Fonte: livro "Ayrton, o herói revelado" escrito por Ernesto Rodrigues.


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Muita Gente Dependia do Ayrton - Diz Ex-Assessora de Imprensa do Tricampeão 

Assista:



Retirado do documentário "Ayrton, Retratos e Memórias" do Canal Brasil - Ano 2015


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"Braga conhecia o Béco e sabia o que se passava no fundo de seu coração. O ídolo é um alvo fácil para a intriga, o veneno, a inveja, o medo dos que gravitam em torno dele, a insegurança de quem tenta inutilmente controlá-lo. Braga sabia que Ayrton estava sob pressão - e que a Benetton e Michael Schumacher não eram as únicas coisas do mundo a atormentarem seu sono. Mas sabia da integridade do amigo, da força de sua determinação e da sinceridade de seus sentimentos." - Adriane Galisteu.



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No final de 1993, Adriane chegara a ser levada por Ayrton para passar o Natal com a família em Tatuí, mas, na última hora, voltou para São Paulo dirigindo o carro de dona Neyde. Outro momento tenso foi a compra de um carro Uno, zero quilômetro, cor prata, para ela.

A transação fora feita pelo amigo Alfredo Popesco, a pedido de Senna. De acordo com Alfredo, o presente deixou Milton da Silva chateado.

Quando Ayrton e Adriane estavam no Brasil, o namoro misturava situações românticas e tensas. O piloto Nelson Loureiro confirmou que até bilhetes apaixonados eram motivo de viagens do helicóptero de Senna. Em uma delas, a pedido de Ayrton, Nelson levou Adriane para uma filmagem em Paraty, litoral do estado do Rio. Logo depois de pousar, quando ela disse que estava com saudade de Senna, àquela altura no escritório do edifício Vari, em Santana, Nelson, cúmplice, propôs:

- Escreve um bilhetinho que eu levo pra ele.

Adriane aceitou a sugestão, escreveu o bilhete e, minutos depois, ele estava voando de volta para São Paulo. Para surpresa de Ayrton, ao perceber o pouso antecipado do helicóptero no prédio:

- O que você está fazendo aqui?

- Trouxe esse bilhete aqui pra você.

Ayrton, segundo Nelson, pegou o bilhete e reagiu, preocupado:

- Você é louco. Meu pai me mata se souber disso. Aliás, mata você e eu.

- Mas você tem que responder ao bilhete, Ayrton.

Algum tempo depois, Nelson decolou novamente para Paraty, levando a resposta de Ayrton.

Para Nelson, um dos que perceberam o mal-estar na família deflagrado pelo namoro, a atitude de Milton da Silva era a de "um pai diante de um filho que fez escolhas de vida diferentes das que ele imaginava e queria". De acordo com ele, no final de 1993, as brigas haviam chegado a um ponto em que ele ouviu Ayrton flertar com uma alternativa inimaginável para quem conhecia sua profunda dependência emocional em relação ao Brasil, Tatuí e, principalmente, Angra dos Reis:

- Estou pensando até em não vir para o Brasil e ficar lá em Portugal com a Adriane.

Braguinha, um dos que perceberam não apenas os problemas com a família, mas também a mudança pessoal de Ayrton, deu, nove anos depois, uma explicação simples para a crise:

"O Miltão achava que todo mundo que se aproximava do Ayrton tinha interesses, queria tirar vantagens. Bastava um relacionamento durar mais para ele não gostar.”

Com a autoridade de quem ajudou Adriane a escrever suas memórias, Nirlando Beirão confirmou:

"Foi uma relação que foi crescendo e ele começou a sinalizar para a família que queria aquilo."

Era impossível ignorar o namoro, qualquer que fosse o papel que dessem a Adriane. Nuno Cobra esteve três semanas na casa do Algarve, para um trabalho intensivo com Senna. Disse ter formado com ela uma "aliança" para não deixar que ele voltasse a ser "aquela pessoa tensa, preocupada, responsável, lacônica, triste e taciturna":

"A Adriane dizia: 'Ataca daí, Nuno, que eu vou atacar daqui. Vamos tirar esse Senna daí. Ele está virando Senna, está ficando triste'.”

Em uma única oportunidade, Takeo Kiuchi, o engenheiro da Honda que se tornou amigo, disse ter sentido "a sensação reconfortante de que Ayrton era um ser humano normal": um jantar em Suzuka, na semana do GP do Japão de 1993.

Kiuchi já estava de volta ao Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda, no Japão, e recordou:

"Eu estava com a minha mulher, Yuki, e Ayrton com Adriane. Foi um encontro em três idiomas: japonês, inglês e português. Eu nunca vi Ayrton tão alegre e brincalhão como naquele dia.”

Walderez Zanetti, no penúltimo corte de cabelo, já em 1994, viu Ayrton "na época em que ele estava melhor como pessoa":

"Na hora de se despedir, Ayrton fez o que não costumava fazer. Parou na escadaria, virou-se para mim e mandou um beijo tão afetuoso que todo mundo no salão caiu de quatro.”

Fonte: livro "Ayrton, o herói revelado" escrito por Ernesto Rodrigues.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 

Ministério Público pede a condenação de ex-preparador de Ayrton Senna por violação sexual durante voo

Nuno Cobra em entrevista a rádio Jovem Pan no último 24/08
Foto: Johnny Drum/Jovem Pan

Culpado ou Inocente? O professor sempre foi muito respeitoso – até onde sei. Nunca houveram comentários nesse sentido durante décadas de carreira. Será que Nuno teria ficado sem-vergonha depois de velho? Ou tudo não passou de um mal entendido? Vamos acompanhar o caso.

O comentarista da SporTV, Sérgio Xavier Filho, descreveu bem Nuno Cobra na maneira de ser e tratar as pessoas:

"Nuno Cobra passou a vida tocando nos outros. Abraços demorados, por exemplo. Antes de condená-lo ou absolvê-lo, sugiro mais calma." - Sérgio Xavier Filho via Twitter 04/09/2017.

Nuno Cobra ficou conhecido por ter sido o preparador físico de Ayrton Senna

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Publicado em 04/09/2017, 16:30
Atualizado em 04/09/2017, 16:37

Famoso e consagrado por ter sido o preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, de 79 anos, está sendo acusado pelo crime de violação sexual contra uma mulher durante um voo de Curitiba para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do preparador físico.  O processo é de 2015 e corre em segredo de justiça na 3ª Vara Federal de São Paulo.  Os advogados de Cobra negam a acusação.

Segundo relato da vítima e de testemunhas,  o preparador físico "sentou-se ao lado da mulher e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com o corpo e manipulação de energias. Porém, durante a decolagem, passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes. Enquanto tocava a passageira, o homem dizia que o formato do corpo da vítima lhe despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo", narra o MPF  sem divulgar os nomes dos envolvidos. 

De acordo com o MPF,  "ficou demonstrado que o agressor sentou-se ao lado da vítima e passou a agir de uma forma e numa posição que dificultava que outros passageiros percebessem o ato. Além da dissimulação, o acusado aproveitou-se da vítima estar em local fechado e durante a decolagem do avião, impedindo-a de abandonar o assento, surpreendendo-a e dificultando uma eventual reação para que ela se livrasse das investidas do acusado." 

Ainda de acordo com os relatos, a mulher só teria conseguido se desvencilhar do agressor quando a aeronave estabilizou após a decolagem. Foi quando ela pôde se levantar e procurou a ajuda dos comissários de bordo. Ao chegar em Congonhas, ela prestou depoimento na Polícia Federal.
  
Defesa afirma inocência 

O advogado Sergei Cobra, que defende o preparador físico, disse que seu cliente é inocente e nada ficou provado nos autos. 

"A acusação não foi provada. Foi um mal entendido e ele será inocentado", disse o advogado ao blog. 

Pedido de condenação 

Todos já foram ouvidos no processo e o veredito deve ser divulgado nos próximos dias.  A procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento pediu a condenação do acusado pelo crime 215 do Código Penal que enquadra os casos de "estupro ou ato libidinoso cometido mediante fraude ou meio que impeça ou dificulte a defesa da vítima". 

De acordo com o MPF, a vítima "não conseguiu gritar, nem pedir auxílio imediatamente pois viu-se paralisada e surpresa com a agressão repentina, reação bastante comum em agressões sexuais".

A procuradora ainda lembrou casos recentes de atos libidinosos cometidos em transporte público e criticou a forma como a lei vem sendo interpretada. 

“O crime do artigo 215 protege as vítimas não somente nos casos de `fraude´, quando a mulher é enganada pelo agressor de alguma maneira, mas também nas vezes em que o agressor se utiliza de meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima, impedindo-a de reagir ou dificultando a sua reação. Todavia, infelizmente, vem sendo aplicado de forma muito restrita pelos operadores do direito, o que precisa ser revisto.  Os casos frequentes de agressões em transportes coletivos demonstram que os agressores sabem que as vítimas estão vulneráveis, muito embora em situação de aparente segurança porque pode haver outras pessoas próximas. Os agressores aproveitam-se do fato de muitas vezes a mulher estar distraída e surpreendem a vítima, que fica paralisada pelo susto ou demora para entender o que ocorre a tempo de esboçar uma reação”, afirmou. 

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MP-SP pede condenação de Nuno Cobra, preparador físico de Senna, por assédio sexual


Por Jovem Pan | 05/09/2017 08h04

                                                    Johnny Drum/Jovem Pan
De acordo com a investigação do Ministério Público, durante a decolagem, o agressor "passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes"

Rádio Jovem Pan, 05/09/2017



O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Nuno Cobra, preparador físico de Ayrton Senna, por assediar sexualmente uma mulher durante um voo de Curitiba para Congonhas, São Paulo, em 2015.

Segundo o relato da vítima e de testemunhas, o agressor se sentou ao lado da mulher no avião e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com o corpo e manipulação de energias. De acordo com a investigação do Ministério Público, durante a decolagem, o agressor “passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes”.

O homem foi denunciado com base no artigo 215 do Código Penal.

Segundo a procuradora da República Ana Carolina Previtalli, Nuno Cobra foi enquadrado no artigo 215 do Código Penal que se aplica em situações de violação à liberdade sexual cometidos em transportes coletivos.

“Esse crime ele vem sendo mais utilizado nas hipóteses de fraude, que seria quando a pessoa pratica ato libidinoso mediante fraude, caso típico de médico que engana paciente, enquanto a examina pratica ato libidinoso. Essa é a forma mais comum”, explicou.

No pedido de condenação, o Ministério Público sustentou que a vítima não conseguiu gritar, nem pedir auxílio, pois ficou paralisada e surpresa, reação considerada bastante comum em agressões sexuais.

O artigo 215 prevê pena de dois a seis anos de prisão. As investigações estão concluídas e a Justiça agora aguarda um veredito da juíza responsável.

O advogado de Nuno Cobra, procurado pela reportagem, preferiu não se manifestar devido ao caso estar mantido sob segredo de justiça.


*Informações do repórter Felipe Palma

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FONTES PESQUISADAS

MOREIRA, Gabriela. Ministério Público pede a condenação de ex-preparador de Ayrton Senna por violação sexual durante voo. Disponível em: <http://espn.uol.com.br/post/724390_ministerio-publico-pede-a-condenacao-de-ex-preparador-de-ayrton-senna-por-violacao-sexual-durante-voo>. Acesso em: 05 de setembro 2017.


PALMA, Felipe. MP-SP pede condenação de Nuno Cobra, preparador físico de Senna, por assédio sexual. Disponível em: <http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/mp-sp-pede-condenacao-de-nuno-cobra-preparador-fisico-de-senna-por-assedio-sexual.html>. Acesso em: 05 de setembro 2017.


Morre no Rio a Sennista Rogéria

A atriz e cantora Rogéria, estrela da TV e dos palcos

Ontem por volta das 22 horas em um hospital no Rio de Janeiro nos deixou Rogéria, atriz e cantora brasileira, assumidamente fã de Ayrton Senna. Rogéria chorou durante dois anos a morte do piloto e declarou que jamais havia sentindo tanto a morte de alguém como sentiu a de Ayrton. Agora, finalmente, ela foi se encontrar com Deus e seu ídolo. Descansa em Paz a maior Sennista que a gente respeita!


Rogéria nunca esqueceu seu ídolo Ayrton Senna

'A 1ª vez que vi o Senna eu já sabia que era uma estrela', diz Rogéria

Assista: 


Fã de Ayrton Senna, Rogéria diz ter sofrido com a morte do piloto. A tragédia aconteceu em 1994. Na entrevista concedida a Luciana Gimenez, a artista revela também como recebeu a notícia da morte do ídolo e que quando Ayrton vencia as corridas ela ficava tão feliz que “dançava no bosque” como Vanessa Redgrave – premiada atriz britânica, vencedora do Oscar e do Globo de Ouro” –, provavelmente ela se refere a atuação da atriz no filme “Isadora Duncan” de 1969.

RedeTV! – Programa Super Pop –  14/01/2016


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Rogéria Revela Que Chorou Por 2 Anos a Morte de Ayrton Senna

Assista: 



Programa "De Frente com Gabi", SBT, ano 2013



BIOGRAFIA

Rogéria, nascida Astolfo Barroso Pinto (Cantagalo, 25 de junho de 1943— Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2017), foi uma atriz e cantora brasileira. Foi maquiadora na extinta TV Rio e vedete. Morou no exterior, apresentando vários shows, e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Rogéria nasceu em Cantagalo, no interior do estado do Rio de Janeiro, a mesma cidade de outra figura célebre - como declarou, “Em Cantagalo, nasceu a maior bicha do Brasil – no caso, eu – e o maior macho do Brasil, Euclides da Cunha”. Desde sua infância tinha consciência de sua transexualidade na adolescência virou transformista e assumiu uma carreira de maquiadora. Antes disso, virou figura assídua no auditório da Rádio Nacional, particularmente nos programas estrelados pela cantora Emilinha Borba e de quem era fã incondicional.

Ao vencer um concurso de fantasias no carnaval de 1964, tentaram renomeá-la de Astolfo, "que fazia demais a ‘linha executivo’", para Rogério, que levou o público a gritos de "Rogéria", inspirando o nome artístico dela.


Em 8 de agosto de 2017, Rogéria se internou no Hospital Unimed Barra, na Zona Oeste do Rio, com um caso de infecção urinária. Faleceu no dia 4 de setembro, depois de uma complicação após uma crise convulsiva. O Hospital Unimed-Rio informou que a causa da morte de Rogéria foi um choque séptico.

Fonte: Wikipédia



domingo, 3 de setembro de 2017

Kennedy, Lennon, Diana e Senna São Todos ícones



Prefácio do livro "Fatal Weekend"

Este foi um livro que me exigiu muito para escrever. Por duas vezes nos últimos anos eu o abandonei devido às dificuldades de escrever sobre um assunto tão carregado emocionalmente. Eventualmente, eu coloquei isto de lado e apenas segui com o que é um livro essencialmente acerca de quatro dias em 1994. São eventos que ocorreram 21 anos atrás, pelo qual deveríamos já ter esquecido, mas que de alguma forma hoje ainda é importante. No final, havia ainda muita coisa não dita.

Quinta-feira 28 de abril a domingo 1 de maio de 1994, foi o fim de semana mais famoso da história da Fórmula 1 e o terceiro evento mais infame do esporte mundial após o atentado terrorista de Munique em 1972 e o acidente de 24 horas de Le Mans em 1955.

Como na morte do presidente John F. Kennedy em 1963 e da princesa Diana em 1997, todos se lembram exatamente onde estavam e o que estavam fazendo quando souberam da morte de Ayrton Senna. A morte de Senna pôs o Brasil de joelhos, assim como a morte de Kennedy devastou os Estados Unidos da América e a morte de Diana abalou a Grã-Bretanha.

Felizmente, a morte inesperada de tais ícones de repente e em seu auge é rara. Na era moderna, Kennedy, Senna, Diana, John Lennon, Michael Jackson e Elvis Presley estiveram conosco um minuto e, literalmente, se foram no próximo [minuto]. Jackson e Presley morreram em circunstâncias suspeitas e quando eles estavam bem, além do melhor deles.

Mas Kennedy, Lennon, Diana e Senna são diferentes porque morreram no auge de seus poderes e cruelmente abatidos por eventos que não foram culpa deles. E, no entanto, por alguma coincidência estranha, cada um teve um papel inocente em suas próprias mortes. Kennedy deveria ter insistido em que a bolha de vidro à prova de balas fosse colocada em seu carro, especialmente no hostil estado do Texas, mas, por razões mais conhecidas por ele mesmo, não o fez. Lennon, uma das personalidades mais famosas do mundo, porque ele se mudou para Nova York sem segurança e deixou todos saberem onde ele morava, preparou-se para o lobo solitário. Mesmo as medidas de segurança mais simples teriam salvado a vida de John Lennon. Diana nunca deveria estar em um carro sendo conduzido em alta velocidade no final de uma noite de sábado em Paris. Nunca.

Senna, pelas mesmas razões, deveria ter insistido na proteção de barreira de pneus para o muro de concreto em Tamburello quando ele inspecionou o circuito no dia 9 de março.

Uma bolha de vidro, uma segurança básica, uma condução mais segura e algumas centenas de pneus velhos eram tão óbvias precauções para tomar contra o risco de morte que eles quase desafiam a crença. É justo dizer que, com tais precauções básicas rotineiras, todos os quatro estariam vivos e bem hoje, permitindo-lhes chegarem a velhice.

A morte de Ayrton Senna era tão inconcebível quanto a morte de John Kennedy e da princesa Diana. Os eventos inconcebíveis deixaram grandes legados e fizeram com que as pessoas passassem anos e anos tentando entender o porquê e como.

Algumas pessoas podem pensar que é bizarro comparar a morte de um estadista mundial como Kennedy e um ícone global como Diana com o de Ayrton Senna, que era apenas um piloto de corrida, um homem que dirigia carros em círculos para ganhar a vida. Mas o mérito de Senna é de um ícone que deu esperança ao Brasil, então um país muito pobre com milhões vivendo na pobreza. Como Julian Jakobi [antigo empresário de Senna] diz em outro lugar deste livro, você teria que ir ao funeral de Senna para apreciar esse fato.

Senna foi uma inspiração para todo um continente de sul-americanos. E ninguém deve duvidar de que a morte de Senna e seu funeral subseqüente significassem tanto para a América do Sul como a morte de Kennedy para América do Norte e a Princesa Diana para a Grã-Bretanha. E assim como a América foi roubada do futuro potencial de John Kennedy, então o Brasil foi roubado do futuro potencial de Senna.

A coisa mais triste é que, sob qualquer ângulo que se examine, Senna não deveria ter morrido. Ele correu na era mais segura da Fórmula 1. Ele correu em uma época em que era realmente muito difícil morrer em um carro da Fórmula 1. A era em que ninguém morreu em um carro de Fórmula 1, fora de 30 de abril/1 de maio de 1994, durava 30 anos. Tornou-se algo que é incrivelmente seguro de fazer.

Este livro registra a lista de circunstâncias que formaram a cadeia de eventos que levou à morte de Senna. É um dos mais longos.

Em primeiro lugar, os sistemas de suspensão ativa nunca deveriam ter sido removidos dos carros que foram projetados para os ter. A remoção tornou os carros (especialmente o Williams-Renault) instáveis. Os novos regulamentos foram bem intencionados e era o direito de fazer, mas deveriam ter sido introduzidos em 1995, dando às equipes aviso prévio para projetar carros novos. Por isso, Max Mosley deve assumir a culpa por impor à força esta alteração sem dar o devido aviso prévio. A forma como foi feito no Grande Prêmio de Canadá de 1993 foi pobre e mal pensada. Mosley e Charlie Whiting fizeram uma incrível quantidade de esforços para tornar a Fórmula 1 segura, mas eles baixaram a guarda a respeito da suspensão ativa.

Em segundo lugar, deveria ter havido uma série de pneus protegendo o muro de concreto em Tamburello. Por que não houve é um mistério inexplicável e, sobre isso, Ayrton Senna deve ter a culpa, ele realizou uma inspeção de segurança algumas semanas antes de seu acidente. Há muitas pessoas que também devem ter uma certa culpa por isso. Tamburello tinha sido o cenário de cinco acidentes importantes - deveria ter tido uma parede de pneu. 21 anos depois, ninguém quer discutir esta precaução de segurança bastante básica.

Em terceiro lugar, o sistema de direção do carro de Williams era suspeito e provavelmente falhou no momento do acidente. Se tivesse estado tudo em ordem [se estivesse top de linha], Senna provavelmente teria conseguido se afastar de problemas. A coluna de direção tinha fadiga de metal devido a uma modificação quase impossível, quase amadora, feita contra tudo o que a Fórmula 1 representava para manter a segurança nos carros. Embora não fossem diretamente responsáveis, Patrick Head e Adrian Newey devem assumir a culpa por isso.

A corrida nunca deveria ter ocorrido. Roland Ratzenberger bateu e morreu no dia anterior. O que quer que alguém tenha dito depois, Ratzenberger morreu na hora, e Sid Watkins deveria tê-lo declarado morto de acordo com a lei. No entanto, Watkins estava sob a pressão de Bernie Ecclestone para nunca declarar um piloto morto na pista e sempre levá-los ao hospital primeiro [fazer encenação caso fosse necessário]. Mas se Watkins tivesse atuado corretamente, a corrida teria sido cancelada e Senna não teria morrido naquele fim de semana. Watkins e Ecclestone devem compartilhar a culpa por isso.

O capacete de Senna quase certamente estava no limite da legalidade. Era de peso mais leve do que um capacete normal e também tinha uma viseira mais fina. Com um peso mais pesado de capacete, ele teria tido uma chance muito maior de sobrevivência e isso era inteiramente sua culpa, pois ele usava um capacete mais leve procurando por uma vantagem.

Senna estava sobrecarregando seu carro durante toda a temporada de 1994 para acompanhar Benetton de Michael Schumacher. Depois que a temporada terminou, o carro de Schumacher provaria ser ilegal por empregar controle de tração, o que lhe deu vantagem. Na volta sete do Grande Prêmio de São Marino, Senna estava sob a enorme pressão de ser perseguido por um carro muito mais rápido. Sem isso, ele poderia ter entrado em Tamburello com mais cautela e ter sido capaz de salvar sua própria vida. Por assim dizer, ele não deixou nenhuma margem de manobra. Por isso, as pessoas que dirigiram a equipe de Benetton devem ter a culpa, pois eles estavam indubitavelmente conscientes do que estava acontecendo e, infelizmente, contribuíram para a morte de Senna.

Senna ficou profundamente perturbado nesse fim de semana com a morte de Roland Ratzenberger e o grave acidente de seu compatriota Rubens Barrichello. Todos esses acidentes violentos perturbaram Senna, e esses dois dias sem dúvida o desequilibraram. Qualquer um que analisa as fotografias e o vídeo daquela manhã da corrida pode ver claramente que Senna não estava em condições de entrar em um carro de Fórmula 1.

A principal causa disso foi a morte de Ratzenberger. Ratzenberger não deveria ter morrido. A equipe Simtek não tinha dinheiro suficiente para competir na Fórmula 1 e, portanto, correu em um carro sub-padrão, o que, por uma série de razões, causou a morte de Ratzenberger e, por isso, muitas pessoas, incluindo o chefe da equipe, Nick Wirth, são culpados. A morte de Ratzenberger, como muitos acidentes na Fórmula 1, foi erroneamente responsabilizado por erro do piloto. Não foi nada disso. As fixações da asa dianteira falharam e fizeram com que a asa subisse no carro, negando a Ratzenberger a habilidade de guiá-lo.

Por fim, Senna estava perturbado com a conduta de seu irmão mais novo, Leonardo, que havia passado dos limites, interferindo na vida pessoal de seu irmão, e ele tem a culpa por desestabilizar seu irmão nos dias que antecederam o Grande Prêmio de São Marinho.

Então, o que podemos aprender 21 anos depois? Ainda há alguns erros que precisam ser concertados. O campeonato mundial de 1994 foi horrivelmente manchado pelos trapaças da equipe Benetton. A conquista do primeiro campeonato mundial de Michael Schumacher foi uma farsa, e não há dúvida de que Schumacher deveria ter sido excluído do campeonato por ter pilotado um carro ilegal.

A trapaça da equipe Benetton foi a mais flagrante já vista na Fórmula 1. Quando Johnny Herbert se juntou ao time mais tarde na temporada, ele deu uma volta no carro de Schumacher quando o controle de tração foi acidentalmente deixado e não podia acreditar na diferença no carro de Schumacher em comparação com o seu próprio Benetton-Ford.

O principal homem responsável pela flagrante fraude, Tom Walkinshaw, está morto agora, mas não é tarde demais para a FIA fazer algo retrospectivamente sobre o campeonato mundial de 1994. O resultado do campeonato de 1994 é um insulto contínuo à memória de Ayrton Senna.

A FIA poderia começar por despojar a equipe de Benetton e Michael Schumacher desse campeonato de 1994 e entregá-la a Williams e Damon Hill. Esse campeonato não pertence a Schumacher ou Benetton. Michael Schumacher provou mais tarde, seis vezes, que ele era o melhor motorista da Fórmula 1 [depois da morte de Senna], mas em 1994 não o fez.

Em muitos aspectos, o erro já foi corrigido. Embora Schumacher ganhasse o campeonato mundial sete vezes e, por esse motivo, deve ser considerado "o maior", ele não é. Em 2004, lembro que ainda havia muitos debates sobre o status de Senna na história da Fórmula 1. Agora, 11 anos depois, isso mudou e há unanimidade na opinião de que ele era o maior e mais rápido motorista de Fórmula 1. Assim, o verdadeiro legado de Ayrton Senna finalmente foi estabelecido, e ele foi reconhecido pelo que ele era e é "o maior".

E, finalmente, à medida que este livro é assinado para imprimir, menciono antecipadamente algo que você pode ler no livro e particularmente não gostar. Há algumas críticas leves do professor Sid Watkins mais tarde nessas páginas. Deixe-me explicar. Antes de morrer, falei mais de uma vez ao professor Watkins sobre o fim de semana de 1º de maio. Fiquei sempre mistificado com as lacunas nas respostas do professor. Ele foi o homem que tirou o capacete de Senna de sua cabeça antes das duas e meia da tarde de domingo, 1 de maio de 1994. Ele foi o primeiro a perceber que o maior piloto de todos os tempos estava morto. Mas o professor Watkins nunca chegou a falar sobre os detalhes da morte de Senna ou Ratzenberger. Agora, sabemos o porquê - de acordo com as regras médicas, os dois motoristas deveriam ter sido declarados mortos na pista. Verdade, ele conseguiu que o coração de Senna voltasse imediatamente, então havia uma razão válida para remover Senna para o hospital, mas certamente a existência do pulso de Ratzenberger estava apenas na imaginação do professor. Claro, se a morte de Ratzenberger tivesse sido tratada corretamente, o Grande Prêmio de São Marino teria sido cancelado, e Ayrton Senna provavelmente estaria vivo hoje, felizmente aposentado: um empresário bilionário e talvez um campeão mundial de seis ou sete vezes.

Temo de que o professor Watkins tenha cometido um erro ao não declarar Ratzenberger morto na pista e, de forma inconsciente, criando uma situação muito instável para o resto do fim de semana da corrida. Os médicos nunca mais devem ser submetidos a essa pressão apenas para garantir que a corrida continue.

Algumas coisas são mais importantes.

Tom Rubython
Olney Park
Buckinghamshire
25 de outubro de 2015


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FOREWORD

Kennedy, Lennon, Diana
and Senna are icons all

This has been a very demanding book to write. Twice in the past few years I abandoned it because of the difficulties of writing about a subject so emotionally charged. Eventually, I put that to one side and just got on with what is essentially a book about four days in 1994. They are events that happened 21 years ago, which we should have forgotten but that somehow today still really matter. In the end there was too much still left unsaid.

Thursday 28th April to Sunday 1st May 1994 was the most infamous weekend in Formula One history and the third most infamous event in world sport after the Munich Olympics terrorist attack in 1972 and the Le Mans 24 hours crash in 1955.

Like the death of President John F. Kennedy in 1963 and Princess Diana in 1997, everyone can remember exactly where they were and what they were doing when they heard about the death of Ayrton Senna. The death of Senna brought Brazil to its knees just as Kennedy’s death devastated the United States of America and Diana’s death shook Britain to its very core.

Thankfully, the unexpected death of such icons suddenly and at their peak is rare. In the modern age, there have been Kennedy, Senna, Diana, John Lennon, Michael Jackson and Elvis Presley who have been with us one minute and literally gone the next. Jackson and Presley died in suspicious circumstances and when they were well past their best.

But Kennedy, Lennon, Diana and Senna were different because they were killed at the very height of their powers and cruelly struck down by events that were no fault of their own. And yet, by some strange coincidence, each had an innocent role in their own deaths. Kennedy should have insisted that the bulletproof glass bubble be placed on his car, especially in the hostile state of Texas, but for reasons best known to himself he did not. Lennon, one of the most famous personalities in the world, because he moved around New York with no security and let everyone know where he lived, set himself up for the lone-wolf nutcase. Even the simplest of security measures would have saved John Lennon’s life. Diana should never have been in a car being driven at high speed late on a Saturday night in Paris. Never.

Senna, for very much the same reasons, should have insisted on tyre barrier protection for the concrete wall at Tamburello when he inspected the circuit on 9th March.

A glass bubble, some basic security, safer driving and a few hundred old tyres were such obvious precautions to take against the risk of death that they almost defy belief. It is fair to say that with such basic everyday precautions, all four would be alive and well today, old age permitting.

The death of Ayrton Senna was as inconceivable as was the death of John Kennedy and Princess Diana. The inconceivable events left large legacies and caused people to spend years and years trying to understand why and how.
Some people may think it bizarre to compare the death of a world statesman like Kennedy and a global icon like Diana to that of Ayrton Senna who was just a racing driver, a man who drove cars round in circles for a living. But Senna’s worth was as an icon who gave hope to Brazil, then a very poor country with millions living in poverty. As Julian Jakobi says elsewhere in this book, you had to go to Senna’s funeral to appreciate that fact.

Senna was an inspiration to a whole continent of South Americans. And no one should doubt that Senna’s death and his subsequent funeral meant just as much to South America as Kennedy’s death did to North America and Princess Diana’s to Great Britain. And just as America was robbed of the future potential of John Kennedy, so Brazil was robbed of the future potential of Senna.

The saddest thing is that, by any measure you care to use, Senna should not have died. He raced in the safest-ever era of Formula One. He raced in an age when it was actually very difficult to die in a Formula One car. The era when no one died in a Formula One car, outside of 30th April/1st May 1994, spanned 30 years. It has become something that is incredibly safe to do.

This book records the list of circumstances that formed the chain of events that led to Senna’s death. It is a long one.

Firstly, active suspension systems should never have been removed from cars that were designed to have them. Its removal made the cars (especially the Williams-Renault) unstable. The new regulations were well intentioned and were the right to do but should have been introduced in 1995, giving the teams due notice to design new cars. For this, Max Mosley must take the blame for railroading through this change without giving due notice. The way it was done at the 1993 Canadian Grand Prix was shabby and ill-thought through. Mosley and Charlie Whiting did an incredible amount of work to make Formula One safe, but they dropped the ball over active suspension.

Secondly, there should have been a treble row of tyres protecting the concrete wall at Tamburello. Why there wasn’t is an inexplicable mystery and, for this, Ayrton Senna must take the blame as he carried out a safety inspection himself a few weeks before his accident. There are a lot of people who must also take some of the blame for this. Tamburello had been the scene of five major accidents – it should have had a tyre wall. 21 years later, no one wants to discuss this pretty basic imperative safety precaution.

Thirdly, the Williams car’s steering system was suspect and probably failed at the point of the accident. If it had been in tip top order, Senna probably would have been able to steer himself out of trouble. The steering column had metal fatigue due to a scarcely believable, almost amateurish, modification made to it that went against everything Formula One stood for in maintaining safety in cars. Although they were not directly responsible, Patrick Head and Adrian Newey must take the blame for that.

The race should never have taken place at all. Roland Ratzenberger crashed and died on the previous day. Whatever anyone said afterwards, Ratzenberger was dead on impact, and Sid Watkins should have declared him dead in line with the law. However, Watkins was under pressure from Bernie Ecclestone never to declare a driver dead at the scene and always get them to hospital first. But if Watkins had acted properly, the race would have been cancelled and Senna would not have died that weekend. Watkins and Ecclestone must jointly share the blame for this.

Senna’s helmet was almost certainly on the limit of legality. It was of lighter weight than a normal helmet and also had a thinner visor. With a heavier weight of helmet he would have had a much better chance of survival and this was entirely his own fault as he wore a lighter helmet looking for an edge.

Senna was overdriving his car throughout the 1994 season to keep up with Michael Schumacher’s Benetton. After the season ended, Schumacher’s car was to prove to be illegal for employing traction control, which give him the advantage. On lap seven of the San Marino Grand Prix, Senna was under the huge pressure of being chased by a much faster car. Without that, he may have gone into Tamburello more cautiously and been able to save his own life. As it was, he left himself no leeway. For this, the people who ran the Benetton team must take the blame as they were undoubtedly aware of what was going on, and it sadly contributed to Senna’s death.

Senna was deeply troubled that weekend by the death of Roland Ratzenberger and the serious accident of his countryman Rubens Barrichello. Every violent accident upset Senna, and two in two days had undoubtedly unbalanced him. Anyone who studies the still photographs and video of that morning of the race can clearly see that Senna was in no state to get in a Formula One car.

The principal cause of that was Ratzenberger’s death. Ratzenberger shouldn’t have died. The Simtek team did not have enough money to go Formula One racing and therefore raced in a sub-standard car, which, for a myriad of reasons, caused Ratzenberger’s death and, for that, many people, including team principal Nick Wirth, must take the blame. Ratzenberger’s death, like many accidents in Formula One, was wrongly blamed on driver error. It was nothing of the sort. The front wing fixings failed and caused the wing to go under the car, denying Ratzenberger the ability to steer it.

Lastly, Senna was distraught over the conduct of his younger brother, Leonardo, who had stepped over the line by interfering in his brother’s personal life, and he must take the blame for destabilising his brother in the days leading up to the San Marino Grand Prix.

So what can we learn 21 years later? There are still a few wrongs that need righting. The 1994 world championship was horribly tainted by the shenanigans of the Benetton team. The winning of Michael Schumacher’s first world championship was a farce, and there is absolutely no doubt that Schumacher should have been thrown out of the championship for running an illegal car.
The Benetton team’s cheating was the most blatant ever seen in Formula One. When Johnny Herbert joined the team later in the season, he was given a run in Schumacher’s car when the traction control had been accidentally left on and could not believe the difference in Schumacher’s car compared with his own Benetton-Ford.

The man mainly responsible for the blatant cheating, Tom Walkinshaw, is dead now but it is not too late for the FIA to do something retrospectively about the 1994 world championship. The outcome of the 1994 championship is an ongoing insult to the memory of Ayrton Senna.

The FIA could make a start by stripping the Benetton team and Michael Schumacher of that 1994 championship and handing it to Williams and Damon Hill. That championship does not belong to Schumacher or Benetton. Michael Schumacher later proved, six times, that he was the best driver in Formula One but in 1994 he didn’t.

In many ways, the wrong has already been righted. Although Schumacher won the world championship seven times and for that reason alone should be regarded as ‘the greatest’, he is not. In 2004, I remember there was still a lot of debate about Senna’s status in the history of Formula One. Now, 11 years later, that has changed and there is unanimity of the opinion that he was the greatest and fastest Formula One driver. So Ayrton Senna’s true legacy has finally been established, and he has been recognised for what he was and is ‘the greatest.’

And finally, as this book is signed off for printing, I mention in advance something you may read in the book and not particularly like. There is some mild criticism of Professor Sid Watkins later in these pages. Let me explain. Before he died, I spoke at length, more than once, to Professor Watkins about the weekend of 1st May. I was always mystified with the gaps in the Professor’s answers. He was the man who lifted Senna’s helmet from his head just before half past two on the afternoon of Sunday 1st May 1994. He was the first man to realise that the greatest driver of all time was dead. But Professor Watkins was never completely forthcoming about the details of Senna’s or Ratzenberger’s death. Now we know why – according to medical rules, both drivers should have been declared dead at the scene. True, he did get Senna’s heart going again immediately so there was a valid reason to remove Senna to hospital, but certainly the existence of Ratzenberger’s pulse was only in the Professor’s imagination. Of course, if Ratzenberger’s death had been correctly handled, then the San Marino Grand Prix would have been cancelled, and Ayrton Senna would in all probability be alive today, happily retired: a billionaire businessman and maybe a six or seven times world champion.

I am afraid Professor Watkins erred in not declaring Ratzenberger dead at the scene and thereby unwittingly creating a very unstable situation for the rest of the race weekend. Doctors must never again be put under such pressure just to ensure that the race goes on.

Some things are more important.

Tom Rubython

Olney Park

Buckinghamshire

25th October 2015




FONTE PESQUISADA

RUBYTHON, Tom. Fatal Weekend. 1º Edição. Great Britain: The Myrtle Press, 12 de novembro de 2015.

sábado, 2 de setembro de 2017

Musical e Galisteu

OPINIÃO BLOG SENNA VIVE

O ator Hugo Bonemer será Ayrton Senna em "Ayrton, o musical"

Estranho não? Um musical sobre Ayrton Senna. Tão estranho quanto a escolha do primo do jornalista e apresentador da Globo William Bonner, Hugo Bonemer, para interpretar Ayrton. Ele não tem nada a ver com o ex-piloto. Em uma peça teatral ou filme é sempre bom ter personagens fisicamente muito parecidos com os reais. Um ator parecido com ele, na minha opinião, passaria mais verdade. Mas também, nada muito diferente do roteiro psicodélico - abstrato, surrealista e nada com nada - do musical (que já li e estarei disponibilizando). Em outro artigo estarei falando mais sobre isso.

Bom, que não teria Adriane Galisteu já era de se esperar - em qualquer coisa que a família do Ayrton esteja envolvida -, mas literalmente, bem "fora da curva" um musical sobre Ayrton Senna. Uma "forçarsão de barra" como diria o ex-piloto Nelson Piquet. Uma homenagem sempre é valida, mas tem que ser no mínimo algo coerente. Se fizer sucesso será devido ao Ayrton Senna, um ídolo respeitado e admirado por muitos brasileiros.

Para a realização do espetáculo, a família do Ayrton vai receber 6 milhões de reais através da lei de incentivo à cultura. O objetivo desse musical é, assim como todas as outras "homenagens" da família para o Ayrton, manter viva e fortalecer a imagem do ídolo para assim continuarem lucrando por mais alguns anos, seja com vendas de produtos ou doações ao Instituto deles. Isso para mim está bem claro. Não basta a fortuna que Ayrton deixou, eles querem mais. O pai, Milton da Silva, antes ganancioso, hoje já não deve se importar com nada disso, está com a idade avançada e doente. Os pais já estão com a idade bem avançada, pra quê vão querer tanto dinheiro nessa altura da vida? Agora, o irmão do Ayrton, Viviane, os filhos dela e o irmão Leonardo sim, querem mais e mais, para desfrutarem das melhores coisas que o dinheiro pode comprar, e deixar para seus descendentes. Tantos os pais e irmãos não fizeram nada para tal, o Ayrton e o nome dele já lhes deram tudo de mão beijada.

Daí vem Viviane, dois anos após a morte de Ayrton, com bastante hipocrisia, vira e diz que Adriane Galisteu deveria parar de explorar a imagem de um morto e ir trabalhar. Que cara de pau! Quem lucra com morto é ela mesma e seus parentes, nesses anos todos. Será que ela não se lembra: Ayrton deixou para a Adriane um Fiat Uno (por escolha dela), carro popular, e alguns presentes. Como bem externou o The Life of Senna do jornalista britânico Tom Rubython: "Adriane era a pessoa mais próxima de Senna no final de sua vida, e ficou com nada. Apesar da oposição da família de Senna, pensava-se que acabaria por casar. É possível Senna já havia dito a sua família que eram suas intenções, e que foi o motivo para o atrito entre ele e Leonardo nesse fim de semana passado."

A Adriane, tudo que ela conseguiu, foi com seu trabalho de modelo e talento como apresentadora. Ou seja, trabalhando. A família não a ajudou em nada. A projeção se deu sim por ter sido mulher do Ayrton, mas ele não a deixou nada de valioso financeiramente falando (apenas valor sentimental) e nenhuma herança (Senna era muito jovem e não pensava em fazer testamento), ainda não haviam se casado no papel. Todo o resto, tudo que ela construiu, foi com esforço e muito trabalho. A família do Ayrton estava era atrapalhando o casamento dele com Adriane, dele pedi-la em casamento no caso, e há indícios de que no final do ano de 1993, Ayrton estava pensando em ficar noivo com ela, então teve uma briga de família, e parece que ele adiou para quando fossem viver na Europa. No dia que o piloto pediria Adriane em casamento, aconteceu o acidente, como todos que acompanham o blog sabem. A herança acabou ficando para os pais e por conseguinte Viviane e o irmão herdarão tudo. Os dois já tomaram conta dessa herança faz tempo na verdade. Praticamente caiu no colo dos dois com a morte do Ayrton. Eles que foram tão atuantes na trama para tentar separar Adriane e Ayrton. Então Viviane vem falando uma coisas dessas. Uma pessoa que explora a imagem do irmão morto sem nenhum escrúpulo. Faça-me o favor! 





sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Hugo Bonemer Será Ayrton Senna em Musical

HUGO BONEMER SERÁ AYRTON SENNA


Opinião de Peso - opiniaodepeso.com
30/08/2017

Hugo Bonemer (“Hair”, “Rock in Rio, o Musical”) interpretará nos palcos um dos maiores ídolos do Brasil – o piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna.
O musical em homenagem a Senna tem estreia prevista para novembro no Teatro Riachuelo, Rio de Janeiro.

Ainda se sabe muito pouco sobre o roteiro – somente que não será um musical biográfico [Tradução: não terá "Adriane Galisteu"], e que terá também um personagem chamado Wandson.
Wandson era um adolescente de 16 anos, que trabalhava como ajudante de pedreiro na rua Ayrton Senna, em Itabela (extremo sul da Bahia) e foi morto a tiros no serviço, em 2015.

A produção é uma parceria da Aventura Entretenimento com a família Senna. O texto e as músicas são de Claudio Lins (“O Beijo no Asfalto – O Musical”) e Cristiano Gualda ( “Bem Sertanejo”). A direção musical é de Felipe Habib e a direção geral de Renato Rocha.




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Hugo Bonemer será Ayrton Senna em musical



30 de agosto de 2017
Estrelando - estrelando.com.br

Hugo Bonemer terá um desafio e tanto pela frente! De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da folha, o ator, que é sobrinho de William Bonner, terá a difícil tarefa de interpretar Ayrton Senna em um musical que retratará a vida do querido piloto. O espetáculo tem estreia prevista para novembro, mas essa não é a primeira vez que Bonemer participa de um musical, pois ele já esteve no elenco de uma montagem de Hair nos palcos.

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Mônica Bergamo
Folha de São Paulo - folha.uol.com.br
30/08/2017  02h00

CAPACETE

O ator Hugo Bonemer foi escolhido para interpretar Ayrton Senna no musical sobre a vida do piloto que estreará em novembro, no Rio. Bonemer, que já participou de uma montagem do musical "Hair", se juntará a um elenco de 24 atores, cantores, bailarinos e acrobatas.


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Produção de musical em homenagem a Ayrton Senna define quem vai interpretar o piloto

30 de agosto de 2017 às 14:28
Do Rio Encena - rioencena.com.br

O paranaense Hugo Bonemer vai interpretar Senna no espetáculo Foto: Gabriel Félix/Divulgação

Hugo Bonemer foi o escolhido para interpretar o papel principal em “Ayrton Senna do Brasil”, musical com estreia prevista para novembro deste ano, no Teatro Riachuelo Rio, no Centro. O ator paranaense, de 30 anos, foi selecionado pela Aventura Entretenimento para interpretar o ex-piloto de Fórmula 1, um dos grandes ídolo do Brasil no esporte, falecido aos 34 anos, em 1994, após um acidente numa prova na Itália.

-Eu estou muito feliz e emocionado. Sinto a responsabilidade, porém temos muito trabalho a fazer até a estreia. Será um trabalho de muito respeito e sensibilidade – afirma Hugo ao RIO ENCENA.

No espetáculo, feito em parceria entre a Aventura e a família Senna, Bonemer, que tem experiência de outras montagens do gênero como “Hair”, “Yank” e “Rock in Rio”, vai encabeçar um elenco formado por outros 24 artistas, entre eles, atores, cantores, bailarinos e acrobatas. Estes, no entanto, ainda não tiveram os nomes divulgados.

O espetáculo deve misturar ficção e fatos reais da trajetória do piloto Foto: Reprodução/Internet

“Ayrton Senna do Brasil”, que promete misturar ficção e fatos reais sobre o piloto tricampeão de F1, terá direção geral de Renato Rocha, direção musical de Felipe Habib e texto e canções originais da dupla Claudio Lins e Cristiano Gualda.

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HUGO BONEMER, O ESCOLHIDO PARA FAZER AYRTON SENNA

LEONARDO TORRES 
Teatro em Cena - teatroemcena.com.br
31/08/2017 

“Sei que vai ser um trabalho que vai exigir muito respeito e muita sensibilidade”

(Foto: Divulgação)

Hugo Bonemer (de “Yank! O Musical”) vai ser Ayrton Senna no musical-tributo produzido pela Aventura Entretenimento, de Aniela Jordan, Luiz Calainho e Fernando Campos. O nome do ator foi anunciado nesta semana, junto com o início dos ensaios. “A sensação é ainda a de que nada é suficiente quando vamos falar de alguém tão importante. Dá medo. É um terreno totalmente novo”, ele diz ao Teatro em Cena, “como retratar Ayrton Senna, que não era um cantor, num formato musical? Eu me cobro muito, nesse primeiro momento, e sei que vai ser um trabalho que vai exigir muito respeito e muita sensibilidade da equipe toda”.

Conhecido por espetáculos como “Hair”, “Rock in Rio”, “Ordinary Days” e “Yank!”, Hugo passou por quatro semanas de audições. Na última, teve que cantar uma música inédita, composta por Claudio Lins (de “Beijo no Asfalto – O Musical”) especialmente para o musical, intitulado “Ayrton Senna do Brasil”. Natural de Maringá, no Paraná, o ator de 30 anos já tem histórico com a Aventura Entretenimento. Em 2016, inclusive, a produtora o chamou para protagonizar uma versão enxuta de “Rock in Rio – O Musical” em Lisboa, Portugal. Ele abriu a programação do Palco Mundo todos os dias do festival, se apresentando antes de nomes como Bruce Springsteen, Queen, Fergie e Maroon 5. Atualmennte, Hugo Bonemer está em cartaz em São Paulo com o espetáculo “Frames”, de Frakz Keppler.

Veja vídeos de Hugo cantando:





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“Ayrton Senna do Brasil” tem uma proposta diferenciada dentro do universo dos tributos musicais do teatro brasileiro. Não será uma biografia. Como não se trata de um cantor, também não pode ser um show. “Não tem uma historinha do Ayrton. Tudo vai se passar durante uma única corrida. É bem bacana. É ficcional, mas a gente revê várias coisas dele”, Aniela adianta ao Teatro em Cena. Trata-se de uma peça 100% autoral: texto e letras – assinados por Claudio Lins e Cristiano Gualda (ator de “Bem Sertanejo”).

Para a direção, a produção contratou Renato Rocha, que desenvolveu espetáculos para a Royal Shakespeare Company, The Roundhouse, LIFT e Circolombia em Londres, onde viveu nos últimos anos. No Brasil, ele trabalhou no Nós do Morro e na Intrépida Trupe. “O espetáculo não vai ser um musical tradicional. Vai sair um pouco disso. Vai ter circo”, conta Aniela. As audições foram abertas para acrobatas especialistas em acrobacia solo e dança vertical.

A estreia é prevista para novembro no Rio de Janeiro.

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Não vai ter "nenhuma historinha" do Ayrton porém terão "várias coisas dele" (lê-se passagens da vida dele). Não entendi! Quando envolve a família Senna tudo fica sempre bem estranho, sempre muito confuso, difícil de entender, assim como foi o desfile de carnaval em homenagem a Ayrton. São obcecados por dinheiro e em controlar a imagem do Ayrton, o fazem com mão de ferro. Eles acreditam que passando uma imagem de Ayrton como um santo os lucros são maiores.

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FONTE PESQUISADA


OPINIÃO DE PESO - HUGO BONEMER SERÁ AYRTON SENNA. Disponível em: <https://opiniaodepeso.com/2017/08/30/hugo-bonemer-sera-ayrton-senna//>. Acesso em: 01 de setembro 2017.


ESTRELANDO - Hugo Bonemer será Ayrton Senna em musical. Veja os famosos que já interpretaram personagens reais!. Disponível em: <https://www.estrelando.com.br/foto/2017/08/30/veja-os-famosos-que-interpretaram-personagens-reais-175047>. Acesso em: 01 de setembro 2017.

BERGAMO, Mônica. Maluf terá que devolver recursos a São Paulo por ação movida há 34 anos. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/08/1914128-maluf-tera-que-devolver-recursos-ao-estado-de-sp-por-acao-movida-ha-34-anos.shtml>. Acesso em: 01 de setembro 2017.

TORRES, Leonardo. HUGO BONEMER, O ESCOLHIDO PARA FAZER AYRTON SENNA. Disponível em: <http://teatroemcena.com.br/home/hugo-bonemer-o-escolhido-para-fazer-ayrton-senna/>. Acesso em: 01 de setembro 2017.