terça-feira, 27 de abril de 2021

F3 1983 - Silverstone (Fotos)




Ayrton Senna


Championship: BF3 1983 (F3, 1983)

Event: Silverstone

Date taken: Saturday, July 16, 1983

Location: Silverstone Circuit, United Kingdom

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna


Campeonato: BF3 1983 (F3, 1983)

Evento: Silverstone

Data da captura: sábado, 16 de julho de 1983

Local: Circuito de Silverstone, Reino Unido

Fotógrafo: Ercole Colombo


Ayrton Senna, West Surrey Racing, Ralt RT3/83 Toyota/Novamotor, on the grid.


Championship: BF3 1983 (F3, 1983)

Event: Silverstone

Date taken: Saturday, July 16, 1983

Location: Surrey, United Kingdom

Photographer: Ercole Colombo


Ayrton Senna, West Surrey Racing, Ralt RT3 / 83 Toyota / Novamotor, no grid.


Campeonato: BF3 1983 (F3, 1983)

Evento: Silverstone

Data da captura: sábado, 16 de julho de 1983

Local: Surrey, Reino Unido

Fotógrafo: Ercole Colombo



Ayrton Senna, West Surrey Racing, Ralt RT3 / 83 Toyota / Novamotor, lidera Martin Brundle, Eddie Jordan Racing, Ralt RT3 / 83 - Toyota / Novamotor.

Campeonato: BF3 1983 (F3, 1983)

Evento: Silverstone

Data da captura: sábado, 16 de julho de 1983

Local: Surrey, Reino Unido

Fotógrafo: Ercole Colombo


Ayrton Senna, West Surrey Racing, Ralt RT3/83 Toyota/Novamotor, leads Martin Brundle, Eddie Jordan Racing, Ralt RT3/83 - Toyota/Novamotor.


Championship: BF3 1983 (F3, 1983)

Event: Silverstone

Date taken: Saturday, July 16, 1983

Location: Surrey, United Kingdom

Photographer: Ercole Colombo



Calvin Fish, Ayrton Senna and Martin Brundle celebrate on the podium.


Championship: BF3 1983 (F3, 1983)

Event: Silverstone

Date taken: Saturday, July 16, 1983

Location: Silverstone Circuit, United Kingdom

Photographer: Ercole Colombo


Calvin Fish, Ayrton Senna e Martin Brundle comemoram no pódio.


Campeonato: BF3 1983 (F3, 1983)

Evento: Silverstone

Data da captura: sábado, 16 de julho de 1983

Local: Circuito de Silverstone, Reino Unido

Fotógrafo: Ercole Colombo



domingo, 25 de abril de 2021

F3 1983 - Thruxton e FF 2000 1982 Jyllandsring / Dinamarca (Fotos)


O vencedor da corrida e do campeonato Ayrton Senna (BRA) da Rushen Green Racing comemora sua vitória com o dono da equipe Dennis Rushen (GBR).

EFDA Formula Ford 2000 Championship, Jyllandsring, Dinamarca, 22 de agosto de 1982.

Data da captura: domingo, 22 de agosto de 1982

Fotógrafo: Sutton Images


Race and championship winner Ayrton Senna (BRA) Rushen Green Racing celebrates his victory with team owner Dennis Rushen (GBR).

EFDA Formula Ford 2000 Championship, Jyllandsring, Denmark, 22 August 1982.

Date taken: Sunday, August 22, 1982

Photographer: Sutton Images






(Da esquerda para a direita): Dick Bennetts (NZL) West Surrey Team Manager, Bruce Jenkins (GBR) e Ayrton Senna da Silva (BRA) West Surrey Racing.

Fórmula 3, fora do campeonato, Thruxton, Inglaterra, 13 de novembro de 1982.

Data da captura: sábado, 13 de novembro de 1982

Local: Thruxton, Reino Unido

Fotógrafo: Sutton Images


(L to R): Dick Bennetts (NZL) West Surrey Team Manager, Bruce Jenkins (GBR) and Ayrton Senna da Silva (BRA) West Surrey Racing.

Non-Championship Formula Three, Thruxton, England, 13 November 1982.

Date taken: Saturday, November 13, 1982

Location: Thruxton, United Kingdom

Photographer: Sutton Images



Ayrton Senna da Silva (BRA) West Surrey Racing, venceu sua primeira tentativa na Fórmula 3, conversa com Dick Bennetts (NZL) da West Surrey Team Manager.

Fórmula 3, fora do campeonato, Thruxton, Inglaterra, 13 de novembro de 1982.

Data da captura: sábado, 13 de novembro de 1982

Local: Thruxton, Reino Unido

Fotógrafo: Sutton Images


Ayrton Senna da Silva (BRA) West Surrey Racing, won his first attempt at Formula Three, talks to Dick Bennetts (NZL) West Surrey Team Manager.

Non-Championship Formula Three, Thruxton, England, 13 November 1982.


Date taken: Saturday, November 13, 1982

Location: Thruxton, United Kingdom

Photographer: Sutton Images




Senna não inclui Lotus de Piquet entre os favoritos de 89

 D-2 ESPORTES – Sexta-feira, 18 de novembro de 1988.

Folha de S. Paulo

Da Reportagem Local

Senna dá entrevista em Cumbica com uma garota da Marlboro ao fundo, contratada pelo patrocinador da McLaren

Ayrton Senna não considera a Lotus como uma das equipes com chances de vencer o Mundial de Formula 1 em 89. O campeão de 88 desembarcou anteontem no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (município da Grande São Paulo), vindo de Buenos Aires, Argentina, em voo fretado, Senna chegou às 22h30 e concedeu uma entrevista coletiva no aeroporto. Questionado sobre quais seriam seus adversários principais no ano que vem ele respondeu: "Os mesmos de sempre.” Depois pensou e detalhou citando a Ferrari, Wiliams, Benetton e March. A Lotus de Nelson Piquet e Satoru Nakajima não foi includa na lista. 

Antes de começar a entrevista, Senna tentou encontrar os torcedores que esperavam por ele no saguão de desembarque. Eram cerca de 300 pessoas, segundo avaliação da assessoria de imprensa da Infraero. O encontro não foi possível. Quando o piloto apareceu através do vidro que divide o saguão da sala de bagagens, os torcedores invadiram a alfandega, causando correria entre os fiscais aduaneiros e os policiais federais que estavam no local. Senna voltou correndo e os torcedores tentaram alcança-lo até a entrada do "Free-Shop". Nessa hora os policiais se reagruparam e organizaram contra-ofensiva para limpar a sala.

Antes de ser "devorado" pelos fãs, Ayrton preferiu enfrentar a imprensa. Ele começou a entrevista pedindo desculpas pela falta de atenção com os repórteres em 88. "Foi um ano que exigiu muito do meu esforço", e disse também que só conseguiu ter a noção efetiva de que era o novo campeão quando chegou na Austrália.

Ayrton não tem planos para o período que vai ficar no Brasil. Segundo ele, tudo vai se resumir em descansar. "Em 15 dias tenho que pegar no batente de novo" disse. Senna participa dos testes coletivos que a maioria das equipes vai realizar na Espanha, em Jerez de la Frontera, nos primeiros dez dias de dezembro.

Sobre a temporada do ano que vem, Senna comentou que "o melhor desafio vai ser dos técnicos". São eles que devem fazer os carros de acordo com o novo regulamento, segundo o piloto. Nessa hora, Ayrton comentou o potencial do novo motor aspirado da Honda. Por conta do bom desempenho do equipamento nos testes realizados em Imola, antes do GP do Japão, Senna acha que a McLaren será muito competitiva em 89.

O campeão mundial evitou comentários polêmicos sobre seu companheiro Alain Prost e também sobre a McLaren e a Honda. Todas as vezes que os jornalistas citavam alguma declaração do francês para ouvir a opinião do brasileiro ele se esquivava. Em geral dizia: "Prefiro não acreditar que essa declaração seja verdadeira". Quando o assunto passou a ser as acusações contra a Honda ou a McLaren pelo fato suspeito de favorecimento desigual aos pilotos. Ayrton procurou ser enfático. Disse que considera uma ofensa para as duas empresas qualquer dúvida quanto à honestidade e ao profissionalismo de seu trabalho.

Mesmo elogiando o profissionalismo de sua equipe, Senna fez críticas a ela. Elas aconteceram quando o campeão foi consultado sobre a reação dos Ingleses aos acidentes sofridos por ele em Mônaco e Monza. Ayrton disse que a McLaren chamou sua atenção em Mônaco, porque ele não voltou aos boxes para explicar o acidente que o tirou da prova a 11 voltas do final, indo direto para a sua casa a 500 metros do local da batida. "Mas isso aconteceu", retomou. "Eles também falharam comigo no GP do Rio, que era importante para mim e eu fiquei com a alavanca de câmbio na mão, na hora da largada" completou Senna. A importância do GP do Brasil foi ressaltada por ele mais uma vez: "Talvez agora meu maior desejo seja ganhar aqui", revelou. Senna comentou também a possibilidade de a Fórmula 1 voltar a Interlagos. Para ele, a pista paulista tem todas as condições de sediar uma prova do Mundial, e isso só não acontece por "motivos políticos".

No fim da entrevista Senna reclamou de alguns veículos de imprensa que "não foram leais" a ele durante o ano. "A folha de S. Paulo é um exemplo puro" desses veículos, disse Ayrton.

Patrocinador contrata torcida

Os patrocinadores do campeão mundial de Fórmula 1 de 88 armaram um mini-evento para recebê-lo, ontem à noite no aeroporto de Cumbica. Até torcedores contratados estiveram lá. A entrevista coletiva foi realizada no primeiro andar do prédio da Infraero. Pela avaliação da assessoria de Imprensa do Piloto "mais de 500 pessoas compareceram ao local".

Foi uma recepção típica: até o beijoqueiro José Alves de Moura compareceu para se juntar a um público bastante eclético: membros da TAS, Torcida Organizada Ayrton Senna, funcionários do aeroporto, fãs avulsos, 20 bateristas da escola de samba Nenê de Vila Matilde, jornalistas e membros de uma "torcida" do Banco Nacional, patrocinador pessoal de Senna.

Além dos ritmistas de Vila Matilde, os que faziam mais barulho era os torcedores do Nacional. Um deles Aldo Dellore, 17, disse que os 50 "torcedores", 25 rapazes e 25 moças, foram contratos por uma agência de publicidade para a recepção. Cada um recebeu Cz$ 6 mil e uma camiseta pelo serviço, segundo Dellore, Todos usavam um boné com o nome do banco mas, segundo disseram, o boné teria que ser devolvido.

A assessoria de imprensa do piloto admitiu que "havia pessoas" contratadas pelos "patrocinadores" e disse que isso é normal na F-1. O responsável pela área de promoção do Nacional, Carlos Souza, foi procurado pela reportagem da Folha, até o fechamento desta edição mas, segundo sua secretária, estava em reunião.


FONTE PESQUISADA

SOLO, Lourdes. Senna não inclui Lotus de Piquet entre os favoritos de 89. Folha de S. Paulo, 18 de novembro de 1988, D-2 Esportes.


quinta-feira, 22 de abril de 2021

Entrevista exclusiva com Ayrton Senna

SÁBADO, 19 DE FEVEREIRO DE 1994 - CAPA
ESTADINHO - O ESTADO DE S.PAULO




Histórias da infância de Senna 
Lourdes Solo 


Fã de Nacional Kid e de Speed Racer, Senna foi um garoto bem-comportado que só decidiu virar piloto depois dos 18 anos: "passei a levar o automobilismo a sério" 

Antes de testar o novo carro e de começar a brigar nas pistas de Fórmula 1, Ayrton Senna resolveu descansar. Enquanto circulava pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, o piloto contou um pouco da sua infância bem-comportada nesta entrevista exclusiva ao Estadinho. 
 
Pergunta: Onde você viveu na infância?

Resposta: Morei muito tempo no bairro do Jardim São Paulo, no Mirante Residencial.

P.: Em que escola estudou?

R.: Minha primeira escola foi o Colégio Santana. no Jardim São Paulo, onde fiz o pré, o primário e parte do ginásio. Completei o ginásio e o científico no Colégio Rio Branco.

P.: Você gostava de estudar?

R.: Não muito. Mas sempre fui responsável e fazia os deveres da escola. Nunca repeti de ano, apesar de dividir meu dia entre os estudos, as corridas de kart e ainda achar tempo para as brincadeiras de rua com os amigos.

P.: la bem na escola?

R.: Fui bem nos meus estudos. Nunca fui "pole-position" em nenhum ano, mas também jamais fui parar no último pelotão do grid da classe. Fiquei mais entre os intermediários para frente.

P.: Você brigava com seus irmãos? Com qual brigava mais e por quê?

R.: Não costumava brigar nem com meu irmão Leonardo e, muito menos, com minha irmã Viviane. O Léo era bem mais novo que eu [8 anos mais novo] e Viviane era uma santa.

P.: Qual a bronca ou surra de sua mãe – ou do seu pai – que você não esquece? 
R.: Meu pai, apesar de enérgico, nunca levantou a mão para mim. Minha mãe chegou a dar umas palmadas. Sou muito grato a eles pela educação que me deram. Não me lembro de uma bronca ou surra que poderia ter ficado na memória, mas não me esqueço de um caso engraçado. Tinha aprontado uma "daquelas" em casa e a minha mãe queria me bater. Ficamos correndo um tempão em volta dos móveis da sala, e ela não conseguiu me pegar. Quando me lembro disto, eu rio da cena. 

P.: Quem era seu melhor amigo? 
R.: Um colega do Colégio Rio Branco, Sérgio. Frequentávamos muito um a casa do outro no período do científico. Ele é hoje engenheiro civil. 

Sérgio com seu Dog Alemão e o amigo Ayrton Senna


P.: Qual era sua brincadeira preferida? 
R.: Jogar bola, bolinha de gude, taco, empinar pipa, colecionar figurinhas, andar de bicicleta, carrinho de rolimã e bater bafo. Enfim, gostava de tudo que aparecia para fazer com a turma.

P.: Do que você tem saudades da sua infância?
R.: Da liberdade que tinha naquela época. Sinto realmente pena da maioria das crianças de hoje que, por falta de espaço e, principalmente de segurança, não pode aproveitar melhor esta boa fase da vida.

P.: Você era obediente?
R.: Bastante. Respeitava meus pais e procurava fazer tudo o que eles pediam.

P.: Você era do tipo organizado ou bagunceiro?
R.: Sempre fui organizado, tinha disciplina. Meus objetos sempre ficavam guardados nos lugares certos. 

P.: Você brigava na rua?
R.: Teve uma fase que sim. Dos oito aos 12 anos, fiz judô e cheguei a faixa laranja. Apesar deste esporte ensinar que as lutas não podiam sair do tatami, às vezes me esquecia e aproveitava para aplicar alguns golpes nas brigas com a molecada. 

P.: Quando você decidiu que ia ser piloto?
R.: Entre os 18 e 21 anos, quando realmente passei a levar o automobilismo a sério. Dos quatro anos, quando andei de kart a primeira vez, até os 17, participei de muitas disputas. Mas era diversão. 

P.: Você gostava de história em quadrinhos? Quem era o seu herói? Por quê? 
R.: Gostava. Lia Fantasma, Homem-Aranha e Recruta Zero, as minhas preferidas. Mas herói mesmo, naquela época. apareceu na televisão: o Nacional Kid. O defensor japonês dos fracos tinha histórias envolventes, em seus filmes, que encantavam toda a turma. Outro que eu gostava era o Speed Racer, um jovem piloto, super-herói que vencia todas as corridas mesmo com as inúmeras artimanhas dos inimigos. 

P.: Você tem medo de alguma coisa?
R.: Quase não tenho medo de nada. Só de alguns animais perigosos como cobra, onça e leão. Prefiro distância. 

P.: Onde você se sente mais a vontade: no mar, nas pistas ou no ar? 
R.: Acho que tanto faz. Me sinto bem competindo nas pistas, ou me deslocando de aviões para cumprir meu trabalho, ou ainda curtindo um esqui aquático. 

QUEM É AYRTON 


Idade: 33 anos. 
Signo: áries. 
Cor preferida: azul. 
Comida que mais gosta: arroz, feijão, batata frita, bife e salada, a típica brasileira. 
Comida que detesta: pratos crus, como sushi. 
Carro: o Audi alemão, na rua; nas pistas, o meu Fórmula 1.
Passatempo predileto: esqui aquático. Time: Corinthians. Pais: Brasil. Cidade: Rio de Janeiro e -São Paulo. Ator: Lima Duarte. 
Atriz Fernanda Montenegro. 
Cantor: Milton Nascimento. 
Cantora: Gal Costa. Simone e Marina. 
Pista: Interlagos
Filme que mais gostou: "Horizonte Perdido". 


Alegrias e tristezas do ariano Ayrton Senna: adora relaxar praticando esqui aquático, detesta comidas cruas, só tem medo de animais selvagens e torce pelo Corinthians 

Carreira veloz de Senna 

Ayrton Senna da Silva carrega a fama de "garoto que mudou a história da Fórmula 1" e de melhor piloto de todos os tempos. Tudo começou em 1983, quando Frank Williams, descobridor de talentos, deu a Senna a primeira chance de testar um F1. Mas Willians já tinha contrato com os pilotos Keke Rosberg e Jacques Laffite, e o brasileiro teve de se contentar com a Toleman, onde ficou até 1985. Depois, correu pela Lotus mais dois anos. Mas em 1987, entrou em acordo com a McLaren. Em abril do ano seguinte sua estréia na equipe é marcada pelo Grande Prêmio do Brasil. Com 94 pontos, Senna é campeão. Ayrton só trouxe alegrias para a McLaren e vice-versa. De 88 a 93, a equipe totalizou um número de 103 vitórias e de quatro títulos mundiais. Senna venceu 34 corridas e levou três títulos mundiais. 

Este ano, ele abandonou o ma-cacão vermelho e branco da Malboro-McLaren e defenderá a Williams no próximo Campeonato Mundial de F1. Agora, irá vestido de azul e amarelo. O piloto concordou em correr por esta equipe depois que Alain Prost, confirmou sua saída da Williams. Entre uma corrida e outra, Senna não descuida de seus negócios. Em 94 ele vira personagem de história em quadrinhos como Senninha, num lançamento da editora Abril. 





FONTE PESQUISADA

SOLO, Lourdes. Entrevista exclusiva com Ayrton Senna. O Estado de S. Paulo, 19 de fevereiro de 1994, Estadinho, página 77.

terça-feira, 20 de abril de 2021

BETISE DESMENTE QUE TENHA ENCONTRADO CARTA QUE AYRTON SENNA TERMINAVA COM ADRIANE GALISTEU

O fã clube @garotinhadoayrton entrou em contato com Betise Assumpção, ex-assessora de Ayrton Senna na Europa, e ela negou a informação:

“Procurei a Betise e por direct ela me afirmou que nunca soube da existência da carta e que ela nunca achou carta alguma na pista. Ela foi atenciosa em responder a dúvida de uma fã do casal! Acredito sim que existiu diversas investidas da família para o fim desse relacionamento e que o nosso Ayrton passou mal bocados com tudo isso!

Nosso tricampeão rende muito para revistas, livros e pessoas, infelizmente muitos mentem para atingir um maior número de vendas e leitores, por este motivo sempre busco informações com quem esteve com ele em vida, e este é o maior motivo para eu amar o casal ainda hoje e confiar na grande mulher que a nossa Galisteu sempre foi ❤️”

Mensagem de uma fã em 14/09/2021

Fã Luma Carneiro respondeu a essa mensagem: “Que bom que você teve essa ideia. Eu realmente sempre achei essa história da carta muito fantasiosa.”

Entrei em contato com o fã clube e me disseram novamente:

“Ela disse que nunca encontrou carta nenhuma e que não sabia da existência de nenhuma carta, que o Ayrton nunca havia dito nada sobre...”

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Senna exclui Piquet dos favoritos

Foto ilustrativa

Ayrton Senna fez sua primeira coletiva desde que chegou em férias

SÃO PAULO – Ayrton Senna  finalmente concordou em falar sobre automobilismo, após mais de 2 meses de férias no Brasil. E na sua primeira coletiva disparou: a McLa­ren e a Ferrari são as grandes favoritas ao titulo, desprezando assim a Lotus, de Nélson piquet.

– A Ferrari terminou o campeonato melhor e deverá começar me­lhor. E claro que o regulamento irá equilibrar o desempenho dos carros aspirados com os de motor turbo. Mas tenho certeza. que os turbos ainda levarão vantagem e a Ferrari e a McLaren disputarão o título.

Para o piloto, "a Fórmula-1 é business, depois é que vem um pouqui­nho de esporte". Com  este raciocínio, explicou porque  não  está preocupado com o seu relacionamento com o bicampeão mundial Alain Prost na McLaren/Honda.

–Teoricamente o Prost, que é um dos melhores pilotos da F-1 – se não for o melhor – teria vantagens dentro da equipe por já estar la há mui­to tempo e por ser amigo de todo o pessoal. Mas, a F-1 é um mundo que tem que ser entendido pela ótica do dinheiro, dos interesses em jogo. E estes interesses exigem que eu e o Prost funcionemos como uma equi­pe, cujo objetivo é conseguir os me­lhores resultados, seja com um ou com o outro. E assim que tudo foi acertado, inclusive por contrato.

Embora considere a Ferrari e a McLaren favoritas, Senna prevê um campeonato mais disputado devido as mudanças de regulamento deste ano, como as limitações de combustível (150 litros) e potência do turbo (2,5 atmosferas).

Ayrton embarcará no começo da próxima semana para Europa, onde fará seu primeiro teste com a McLaren/Honda no dia 15 de fevereiro. Este não será o carro que irá participar do GP do Brasil:

– O novo carro só irá ficar pronto para os testes de pneus marcados para Jacarepaguá. Atê lá, vamos testar o carro que o Prost já usou no Estoril,sendo superado apenas em milésimos de segundo pela Ferrari de Berger. É impossível falar sobre um carro antes dele ficar pronto, mas, por este resultado, podemos esperar que ele seja competitivo.

A maior parte do tempo da entrevista de Ayrton foi usada pelo piloto para justificar seu afastamento da imprensa, que ficou patente neste período no Brasil quando ele se negou a falar sobre automobilismo:

– Quando eu comecei minha carreira, tinha contato com uns 10 jornalistas. Com o passar do tempo este número foi crescendo a ponto de eu não ter mais tempo para quase nada. Se eu fosse atender a todos, perderia todo o tempo que tenho para férias e não bastaria. Além disso, meu trabalho não se restringe às pistas, pois gasto muito tempo negociando contratos, como o que me tirou da Lotus. Eu já tinha tudo definido em abril passado, mas só pude anunciar minha ida para a McLaren depois que a Lotus divulgou a contratação de Piquet.

Ayrton explicou ainda que terminou a temporada completamente esgotado e pediu a Ron Dennis, proprietário da McLaren, para não participar dos testes já realizados:

– Desde o meio do ano eu não aguentava mais. Só ia contando o número de GPs que faltavam para eu correr. Eu não tive condições de ir ao teste de Estoril em dezembro, e nem em outro, secreto, que foi feito este ano. Felizmente, após dois me­ses e meio sem sentar num carro de corrida, estou pronto para recomeçar, concluiu o piloto.

Ron Dennis e Ayrton Senna em 1988


FONTE PESQUISADA

O GLOBO. Senna exclui Piquet dos favoritos. O Globo, 04 de Fevereiro de 1988, Matutina, Esportes, página 32.