quinta-feira, 15 de julho de 2021

Lotus 1987 - Ayrton Senna - Satoru Nakajima - Lotus 99T (Fotos)

(Da esquerda para a direita): Ayrton Senna (BRA) Lotus, com o companheiro de equipe Satoru Nakajima (JPN) no lançamento do Lotus 99T com motores Honda e marca Camel.

Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1987.

(L to R): Ayrton Senna (BRA) Lotus, with team mate Satoru Nakajima (JPN) at the unveiling of the Lotus 99T with Honda engines and Camel branding.

1987 Formula One World Championship.


Foto do grupo Team Lotus com Ayrton Senna (BRA) e Satoru Nakajima.

Grande Prêmio do Brasil, Rio de Janeiro, 12 de abril de 1987


The Team Lotus group photo with Ayrton Senna (BRA) and Satoru Nakajima.

Brazilian Grand Prix, Rio de Janeiro, 12 April 1987



Satoru Nakajima (JPN) e Ayrton Senna (BRA), esquerda

Campeonato Mundial de Fórmula 1 1987


Satoru Nakajima (JPN) and Ayrton Senna (BRA), left

Formula One World Championship 1987

domingo, 11 de julho de 2021

Quando Ayrton Senna escapou de uma multa de trânsito com dois autógrafos

Nosso colunista conta uma passagem inédita do dia em que Ayrton Senna (acompanhado de Berger e Modena) foi parado por um policial, na França

Por Charles Marzanasco 8 jul 2021, 23h30

Ayrton Senna com Gerhard Berger, ambos da McLaren, no GP Itália de Fórmula 1. Acervo/Quatro Rodas

Como assessor de imprensa de Ayrton Senna, entre 1987 e 1994, eu vivi com ele alguns momentos inusitados. Um deles foi em 1991, dois dias depois do Grande Prêmio de Mônaco, realizado no dia 12 de maio, quando o Senna obteve sua quarta vitória consecutiva no início daquela temporada, vindo da conquista do bicampeonato mundial de 1990 em cima de Alain Prost.

Para quem não se lembra, foi aquela decisão no Japão em que o brasileiro bateu propositadamente na Ferrari do francês, na entrada da primeira curva, após a largada, dando o troco com a mesma moeda que havia recebido na própria pista de Suzuka, no Japão, em 1989, quando o título ficou com Prost apoiado pelo presidente da FIA, Jean-Marie Balestre.

O bicampeão mundial estava com tudo, principalmente na terra de seus rivais franceses. Lembro que assisti à vitória dele, em Mônaco, utilizando uma credencial de convidado em seu nome, que dava mais direitos dentro de um autódromo do que qualquer outra que jamais eu havia tido em toda a minha carreira de jornalista.

Minha viagem, porém, não previa apenas a cobertura do GP de Mônaco. No final de semana seguinte, haveria também uma prova de Fórmula 3000, do Christian Fittipaldi, no circuito de rua da cidade de Pau, também na França, que eu teria de divulgar. Por isso, o Senna aproveitou para ver se eu não queria acompanhá-lo no primeiro treino oficial de Fórmula 1 na pista de Magny-Cours, onde seria realizado o GP da França daquele ano, substituindo Paul Ricard. Assim, de lá, eu poderia fazer uma matéria com as impressões dele sobre o novo circuito para ser distribuída à imprensa brasileira.

Aceitei o convite (ele era meu chefe) e, conforme combinado, às 10 horas da manhã, nos encontramos no apartamento dele, de onde partimos direto para o hangar em que estava o helicóptero que nos levou de Mônaco até o Aeroporto de Nice.

Depois de um voo admirando as belíssimas paisagens da região, não demoramos muito para entrar no jatinho do piloto, um Hawker 800. Estavam conosco os pilotos Gerhard Berger e Stefano Modena, além do preparador físico do Senna, Josef Leberer. Quando o jatinho taxiava, o Ayrton, do meu lado, foi avisado pelo comandante Nelson Loureiro de que o painel de instrumentos acusou um problema técnico no freio e a nossa partida teria de ser retardada.

Pior para mim, porque o Senna (que além de meu chefe era meu ídolo), na mesma hora, olhou pra mim e brincou dizendo que eu era o pé-frio por estar viajando pela primeira vez com ele naquele avião. Veio a confirmação de que não haveria tempo hábil para o reparo e o voo foi cancelado. Pensamos em encontrar um voo de carreira, entre Nice e a cidade de Nevers, que é a mais próxima da pista de Magny-Cours. Mas o Berger solucionou o problema ligando para o seu piloto, na Áustria, pedindo para nos buscar com seu jatinho, um pouco menor do que o do Senna.

Se nada tivesse acontecido, a ideia era chegar ao Aeroporto de Nevers por volta de meio-dia. Porém, só chegamos lá próximo das 4 da tarde, embora ainda com tempo de os pilotos treinarem, porque, naquela época do ano, só escurecia por volta das 21h, naquela parte da Europa.

Atrasado, o Senna rapidamente pegou o carro que a McLaren havia deixado reservado para ele em uma locadora e partiu, tendo a seu lado, na frente, o Berger e atrás eu e o Modena. Deixamos o aeroporto e o que eu passei a presenciar dentro do carro (um sedã da Renault) foi inacreditável, com o Senna dirigindo apressado e o Berger aprontando todas para atrapalhá-lo.

Uma hora desligava a chave, na outra acionava o esguicho de água dos limpadores do para-brisa, enfiando a mão na buzina quase o tempo todo.

Trabalhando com Senna, eu não estava acostumado com aquelas brincadeiras. Na realidade, em treinos, corridas, eventos e entrevistas, quase sempre no meio de jornalistas, eu só via o Senna sério e focado na perfeição para ser o melhor.

De repente, formou uma fila de carros diminuindo a velocidade à frente e o Senna aproveitou para ultrapassar todos de uma vez, com segurança, é claro, porque não vinha nenhum outro no sentido contrário, embora as faixas não permitissem a manobra. Abaixei a cabeça tentando me esconder, ao notar que alguns motoristas reclamaram quando o Senna retornou à faixa certa, depois de avistar lá na frente um policial que observava toda a ação. Pior foi o Berger que, ao notar o medo de seu companheiro de equipe, voltou a buzinar, desligar o motor e acionar o esguicho dos limpadores do para-brisa para chamar atenção.

Àquela altura, imagino, o policial já devia estar pensando tratar-se de gente bêbada ou drogada ao volante do Renault. Tanto que, assim que nos aproximamos, ele fez sinal para pararmos, se dirigindo ao Senna com expressão zangada, pedindo os documentos. Eu passei a pasta executiva para o Ayrton, de onde ele tirou o passaporte e mostrou para o guarda. Quando o policial viu o nome de Ayrton Senna da Silva, sem ainda identificá-lo, porque ele estava de óculos escuros, o guarda ficou mais bravo ainda por achar que era outra brincadeira daquela turma de arruaceiros.

Percebendo o nervosismo da autoridade, Senna rapidamente tirou os óculos para que o policial o visse. Como o guarda continuava com cara de poucos amigos, a impressão era de que, no mínimo, o Senna levaria uma reprimenda e seria multado.

Mas, ao contrário, o policial, dono de um enorme bigode, deu uma lição de moral em tom de brincadeira: “Monsieur Senná, ce n’est pas Monaco, c’est Nevers. Monaco C’est fini”, falou – algo como Senhor Senna, aqui não é Mônaco, aqui é Nevers. Mônaco já acabou – para depois apontar para uma placa indicativa com o nome da cidade, lendo sílaba por sílaba e repetindo: Ne… vers, Ne … vers.

Mas o prestígio do Senna estava tão em alta que, em vez de multá-lo, o policial pediu-lhe um autógrafo em seu talão de multas. Um não, dois. O segundo foi para outro policial, que também trabalhava naquela dia.

Liberado, Senna olhou para mim e eu gelei. Achava que ele diria que a culpa daquela blitz era meu pé frio. Mas não, ele sorriu e falou que eu já tinha uma história para incluir na minha matéria do treino.

Esse episódio, porém, nunca foi contado. Só agora. E não foi por uma decisão minha. À noite, passei todas as informações sobre o primeiro treino de Senna em Magny-Cours e contei a história do policial francês, conforme havíamos combinado. Mas o pai do Ayrton, o senhor Milton da Silva, leu o texto no escritório em São Paulo e tirou a parte em que eu relatava o que havia acontecido em Nevers. Por telefone, ainda me deu uma bronca, preocupado com a imagem do filho.

Pensando agora, o pai de Senna tinha razão. Mas a imagem do piloto não poderia estar melhor naquela época. Certamente, as pessoas achariam graça e perdoariam o campeão, como fez o policial francês.

Charles Marzanasco

Jornalista, trabalhou nove anos como repórter na QUATRO RODAS, seis anos como assessor do piloto Ayrton Senna e 25 anos na Audi


FONTE PESQUISADA

MARZANASCO, Charles - Quando Ayrton Senna escapou de uma multa de trânsito com dois autógrafos. Disponível em:<https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/quando-ayrton-senna-escapou-de-uma-multa-com-dois-autografos/>. Acesso em: 11 de julho 2021.

Supercarro terá pintura inspirada na Lotus de Ayrton Senna

Radford vai lançar supercarro inspirado no Lotus Type 62, de 1969, com direito a pintura preta e logomarca da JPS

Por AutoPapo  09/07/21 às 09h10

autopapo.uol.com.br

Talvez você nunca tenha ouvido falar na Radford: trata-se de uma encarroçadora britânica que, no passado, deu corpo a ícones como o Bentley Countryman 1951 e às versões Shooting Brake do Aston Martin DB5. A empresa voltou à vida graças uma iniciativa conjunta do piloto Jenson Button, do designer Mark Stubbs e do construtor de carros Ant Anstead. Agora, o próximo passo será lançar um carro superesportivo que remete ao icônico Lotus 98T de Ayrton Senna.

Na verdade, o modelo trará a clássica pintura preta que a equipe adotava em seus carros de corrida, com direito ao logotipo da tabacaria JPS (John Player Special). Vários monopostos da Lotus utilizaram essa identificação visual: além de Ayrton Senna, o brasileiro Emerson Fittipaldi também pilotou um deles – no caso, o Type 72D.

O esquema de pintura da JPS não será aplicado ao bólido por acaso: o projeto é baseado no Lotus Type 62, um protótipo construído em 1969. Por enquanto, a empresa pouco revelou sobre o bólido. Fotos e informações técnicas só serão divulgadas dentro de alguns meses, quando ocorrerá o lançamento.

A previsão da Radford é de produzir, artesanalmente, apenas 62 unidades. Apesar do visual fiel ao do Lotus Type 62, o novo superesportivo promete tecnologias dos dias atuais e muito desempenho. O preços ainda não foram revelados, mas, claro, não serão baixos.

Button cita carro de Ayrton Senna

Para utilizar a famosa pintura preta e dourada dos antigos carros de corrida da Lotus, a Radford precisou adquirir o registro da marca John Player Special nos Estados Unidos. “É, sem dúvida, uma das pinturas mais icônicas das corridas. Para mim, ela traz imagens da era de ouro da Fórmula 1”, declarou Jenson Button. O piloto chegou a citar nominalmente os pilotos Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi.



FONTE PESQUISADA

AUTOPAPO - Supercarro terá pintura inspirada na Lotus de Ayrton Senna. Disponível em:<https://autopapo.uol.com.br/curta/supercarro-pintura-inspirada-lotus-ayrton-senna/>. Acesso em: 11 de julho 2021.

sábado, 10 de julho de 2021

Dilema de Gabriel e Yasmin gera comparação inevitável com Ayrton e Adriane

Postado por Diogo Mourão | jul 9, 2021

É possível traçar um paralelo entre as histórias de Gabriel Medina e Ayrton Senna. Ambos ficaram mais felizes, mas suas escolhas não foram bem recebidas pelas famílias.

Todo este barulho em volta do casal, motivou-me a escrever sobre algo que venho pensando desde que a briga de Medina com a família virou assunto nacional. Guardemos devidas proporções, por favor, mas tracei um paralelo entre as histórias Yasmin & Medina e Ayrton Senna & Adriane Galisteu. Adriane parecia levar ao tricampeão mundial de Fórmula-1 a leveza que ele nunca tinha mostrado antes. Desde que começara a namorar a então modelo, Senna aparentava estar mais feliz, mais sorridente.

O mesmo ocorre com Medina na atual temporada ao lado de Yasmin. O bom astral aparece nos resultados espetaculares, que inclusive o garantiram nas finais mundiais (WSL Finals), além da espontanedade antes nunca vista, durante as entrevistas após baterias. Um Medina menos contido, sem medir tanto as palavras.

O tricampeão Mundial Ayrton Senna e a então modelo Adriane Galisteu, que namorava o piloto e parecia estar deixando a vida dele mais leve. Crédito: Revista Ana Maria/UOl/reprodução Intagram

Não havia as redes sociais para Senna e Galisteu compartilharem momentos de amor e felicidade com todos, como fazem hoje Medina e Yasmin. Era uma época de observações nas corridas e nos momentos que Senna passava em sua casa de Angra dos Reis (RJ), por exemplo.

Como setorista de F-1, muitas e muitas vezes fui mandado até Portogalo, onde ficava a casa do piloto, para fazer um plantão na esperança de que ele falasse com a imprensa, o que deve ter acontecido uma, no máximo duas vezes, em anos sentado numa pedra. Geralmente com três, quatro palavras, sem responder nada e apenas mostrar um bilhete pedindo para que o deixassem em paz, apesar de ele saber que ídolos não têm paz.

De longe, era possível ver alguns cômodos da casa e o jardim grande. Invariavelmente, Senna passava alguns momentos se divertindo no mar, na maioria das vezes esquiando. Maravilha para os fotógrafos, já os repórteres não tinham nada o que comemorar, apenas a tradicional parada numa churrascaria na volta.

Atenção aos detalhes

No jornalismo, observar os detalhes é importante, pois pode ser que os detalhes só venham a ser usados lá na frente. É no “lá na frente”, que peguei um tubo (túnel) do tempo para traçar o paralelo entre os ídolos e suas respectivas paixões, Yasmin e Galisteu.

Senna nunca chegou a romper com a família como Medina, mas passou a usar seu tempo livre para namorar, roubando sua presença dos encontros familiares. Quando estava em Angra com Adriane, normalmente ficavam sozinhos, sem parentes por perto, e ele gastava menos tempo na água, para desespero dos fotógrafos. Minha opinião era que, pela primeira vez, Senna estava gostando mais de ficar com a namorada do que entre motores (mesmo que de lanchas), velocidade e adrenalina.

Ao que parece, Yasmin não foi bem recebida pela família do bicampeão mundial de surfe. A família do tricampeão de F-1 nunca fez barulho, mas era claro que não gostavam muito da mulher que poucos anos trabalhava como modelo de feiras e eventos. Preferiam a namorada anterior, ninguèm mais, ninguém menos que Maria da Graça Xuxa Meneghel.

Senna e Adriane ficaram juntos por pouco mais de um ano, até o fatídico acidente na curva Tamburello, em 1 de maio de 1994. Impressionante como até hoje, só de lembrar, me embrulha o estômago.

Fui designado para ir a São Paulo acompanhar os funerais. Uma das coberturas mais cansativas e emocionantes que fiz. Passei a noite na Assembleia Legislativa, acompanhando o velório. Mais uma vez, minha principal atividade era observar. Ver quem passava por lá, como eram recebidos, quem ficava mais tempo, etc. No dia seguinte, mais observações, desta vez no cemitério, onde ocorreria o sepultamento, em local sem acesso à imprensa.

Muita atenção aos detalhes

Tive a ajuda do fotógrafo Daniel Augusto Jr, fundamental para juntar as peças e escrever uma das matérias mais comentadas do dia seguinte, na qual mostramos a forma diferente com que Xuxa e Adriane foram tratadas pela família do piloto morto.

Reprodução da página do jornal o Globo.

Para montar o quebra-cabeça, entraram informações da época da pedrinha em Portogalo e muito do que observei nos funerais, além do que Daniel, que estava dento no cercadinho do sepultamento, me contou.

No velório, o encontro das duas foi evitado com passagens em momentos diferentes, embora separados por poucos minutos. Já foi possível perceber um tratamento diferente e mais frio para Adriane, mas nada assim que valesse registro. Porém, no enterro, tudo ficou mais evidente.

Xuxa chegou no segundo carro da comitiva, logo atrás ao veículo que trazia a família, enquanto Adriane, num dos últimos. Durante o sepultamento, como me relatou o repórter fotográfico Daniel, Xuxa sentou-se ao lado do irmão de Senna, Leonardo, enquanto Adriane ficou numa fila mais distante. Na saída, o fato mais marcante, decisivo para a publicação da matéria e que transcrevo exatamente como foi publicado em 1994.

“Na saída, o momento de maior constrangimento para Adriane. Depois de se despedir de todos os pilotos, ela se dirigiu ao carro que levaria a família até o aeroporto. Foi breve: entrou e saiu em menos de um minuto. Fez todo o percurso até a saída do cemitério a pé. Lá fora, embarcou no ônibus reservado para os amigos da família”

“Antes de deixar o local do enterro, Xuxa se abaixou, pegou uma flor no chão, a beijou e depois a devolveu ao solo. Caminhou então para o carro da família, acompanhada por Viviane, a irmã de Senna”.

De volta ao surfe

Bom, vamos sair desta viagem por dentro do deste tubo do tempo e voltar para Yasmin e Medina. Da minha parte, fica a torcida para que ele consiga botar uma pedra no assunto e concentrar-se em ir buscar uma medalha na estreia do surfe nas Olimpíadas. Pelo que conhecemos do fenômeno, as possibilidades são enormes, mesmo com esse turbilhão de coisas ao redor.

Boa sorte, Medina!


FONTE PESQUISADA

MOURÃO, Digo. Dilema de Gabriel e Yasmin gera comparação inevitável com Ayrton e Adriane. Disponível em:<https://origemsurf.folha.uol.com.br/2021/07/09/dilema-gabriel-yasmim-gera-comparacao-com-ayrton-e-adriane/>. Acesso em: 11 de julho 2021.


 




A volta por cima de Adriane Galisteu na TV

Ricardo Feltrin

Colunista do UOL

07/07/2021 13h41

No programa desta semana no canal do UOL no YouTube, o colunista Ricardo Feltrin comenta a "volta por cima" de Adriane Galisteu. 

A apresentadora saiu de um período de "geladeira" na TV brasileira para comandar dois dos principais e mais rentáveis reality shows da Record: o "Power Couple" e a próxima edição de "A Fazenda". 

Desde que despontou para a fama, inicialmente como mera namorada do piloto Ayrton Senna (1960-1994), até estrear na TV, em 1995, Galisteu sofreu todo tipo de crítica, de julgamentos, prejulgamentos e até ofensas. 

A humilhação começou já no enterro de Senna, a propósito, quando a família do piloto simplesmente a tratou como se não fosse ninguém, "entronando" Xuxa como a verdadeira "viúva" de Senna.

Uma cena ridícula e patética num dos momentos mais tristes do país. "Interesseira", "arrivista" e "oportunista" foram alguns dos baixos adjetivos distribuídos a Galisteu, 48, durante anos, desde que estreou na TV, embora fosse uma trabalhadora e desde os 11 anos já estivesse tentando a carreira artística musical. No entanto, precisou de muito mais tempo de trabalho para mostrar aos detratores que, por trás da suposta "interesseira", estava uma grande comunicadora que sabia falar com qualquer tipo de público. 

Mesmo assim, ainda seguiu sendo humilhada, como ocorreu em seus anos no SBT, onde Silvio Santos a tratou como um joguete de programação. Adriane Galisteu trabalhou na CNT, MTV, Record, SBT, Band, fez teatro, cinema, comandou reality shows e passou até pela Globo, como participante do "Dança dos Famosos", e até de novelas como "O Tempo Não Para". 

Estava havia alguns anos fora do ar, mas manteve a cabeça erguida e, recentemente, foi "resgatada" pelo vice-presidente artístico da Record, Marcelo Silva. 

Nada mais justo e merecido para uma das grandes comunicadoras da TV aberta brasileira. 

Assista ao programa desta semana. 



FONTE PESQUISADA

FELTRIN, Ricardo.  Assista: A volta por cima de Adriane Galisteu na TV. Disponível em: <A volta por cima de Adriane Galisteu na TV>. Acesso em: 10 de julho 2021.

sábado, 3 de julho de 2021

Grande Prêmio da Europa 1985 (Fotos)

 





Ayrton Senna (BRA) Lotus 97T, 2º colocado.
Grande Prêmio da Europa, Brands Hatch, 6 de outubro de 1985

Ayrton Senna (BRA) Lotus 97T, 2nd place.
European Grand Prix, Brands Hatch, 6 October 1985