quinta-feira, 21 de março de 2013

TOP 5: As melhores corridas da carreira de Ayrton Senna

21/3/2013 1h28 - São Paulo

FoxSports.com.br elegeu cinco momentos, de muitos, que transformaram o piloto brasileiro em uma lenda. Hoje ele faria 53 anos

O piloto brasileiro Ayrton Senna completaria 53 anos, nesta quinta-feira (21) (Getty Images)

No dia 21 de março de 2013, Ayrton Senna completaria 53 anos. O piloto, que morreu há mais de 18 anos, não foi ídolo apenas para os brasileiros. Tricampeão mundial, Senna teve corridas memoráveis durante os dez anos de carreira na Fórmula 1, como a primeira vitória no Brasil conquistada com apenas uma marcha nas últimas voltas, ou as quatro ultrapassagens na primeira volta em Donington Park, em 1993. O FoxSports.com.br elegeu as cinco melhores corridas de um dos maiores ídolos brasileiro do esporte.



Pode chover

Em seu primeiro ano na Fórmula 1, Senna corria pela equipe Toleman, considerada uma equipe pequena, com um carro não muito competitivo. Porém, foi embaixo de uma forte chuva em Mônaco que Ayrton Senna começou a ter destaque na F1.


O brasileiro largou na 13ª posição no GP de Mônaco e, sob forte chuva, começou a ultrapassar os outros competidores até chegar a segunda colocação, ficando atrás apenas de Alain Prost. A cada volta, o brasileiro tirava três segundos por volta em relação ao líder da prova, quando decidiram cancelar a corrida na 31ª volta (de um total de 76), devido a forte chuva e constantes pedidos de Alain Prost. Mesmo sem a vitória, Mônaco foi o palco do primeiro pódio dos 81 da carreira de Ayrton Senna.
Quanto mais, melhor

Em sua primeira temporada na McLaren, em 1988, Senna também conquistou seu primeiro campeonato mundial. Na largada, Senna era pole, mas não conseguiu sair do grid por problemas no motor, caindo para o 14° lugar. Para reagir, o piloto brasileiro manteve o pé na embreagem e o motor voltou a funcionar, graças a descidas do circuito japonês. Após voltar a corrida, Senna ultrapassou todos os 13 pilotos que estavam à sua frente, inclusive o colega Alain Prost, que estava na liderança, e garantiu o campeonato mundial.
É necessária uma marcha para vencer em casa

Em 1991, Senna já tinha dois títulos mundiais (1988 e 1990), mas ainda não havia vencido em casa. E a vitória chegou, mas não veio fácil. Já com a McLaren, o brasileiro largou na pole position e manteve a liderança por quase toda a corrida. Porém, a sete voltas do final, o câmbio da McLaren pifou e Senna ficou apenas com a sexta marcha.


Com muito esforço, o brasileiro venceu a corrida no Brasil, mas estava tão esgotado fisicamente após a última volta que teve espasmos musculares. Apesar da dor, Senna fez questão de levantar o troféu de sua primeira vitória em casa. Após a vitória, o piloto brasileiro declarou que teve outra ajuda para ganhar a corrida: “Terminei essa corrida sem a ajuda de mais nada. Nem de meu carro, nem de meu físico. Foi Deus quem me deu a conquista”.
A incrível primeira volta

Em Donington Park, Senna marcou sua carreira apenas na primeira volta. Com a chuva e a névoa cobrindo a pista naquele domingo de Páscoa, Senna estava em quarto lugar, mas largou mal e caiu mais uma posição. Porém, Prost, Hill, Michael Schumacher e Karl Wendlinger, que estavam em sua frente, não esperavam que seriam ultrapassados em apenas uma volta.


Após as incríveis ultrapassagens, o brasileiro teve problemas nos pits, enfrentou a mudança climática, com a pista variando seca para a chuva forte, mas manteve a primeira colocação garantida na primeira volta.
Vitória no Brasil e invasão

Dois anos depois de conquistar a primeira vitória em seu país, Senna subiria ao lugar mais alto do pódio outra vez. O rival Alain Prost, que estava na Williams, largou na pole e liderou a corrida por 29 voltas, enquanto Senna ficou no 4° lugar.A situação mudou quando a chuva caiu em São Paulo.


Sem os pneus adequados, Prost perdeu o controle do carro no final da reta dos boxes e bateu na Minardi de Christian Fittipaldi, fazendo com que os dois saíssem da corrida. Hill, também da Williams, ficou na primeira posição, mas algumas voltas depois, Senna conseguiu ultrapassá-lo, para a alegria da torcida brasileira que, no final da corrida, invadiu a pista para comemorar junto com o ídolo.



FONTE PESQUISADA

TOP 5: As melhores corridas da carreira de Ayrton Senna. Disponível em: <http://www.foxsports.com.br/blogs/view/92952-top-5-as-melhores-corridas-da-carreira-de-ayrton-senna>. Acesso em: 18 de fevereiro 2014.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ayrton Senna Pensava em se Casar Com Adriane Galisteu

Revista Veja de 14/04/2004 Edição 1849 Ano 37 Nº 15



A última mulher da vida de Senna foi, segundo amigos, a que mais lhe fez bem. Com Adriane, o piloto começou a aproveitar a vida como nunca antes havia feito, além de se tornar mais afável e bem-humorado. "O Ayrton era muito sério, ele sempre namorava para casar.", diz o amigo de infância Alfredo Popesco, hoje trabalhando numa concessionária da família Senna.


Na veja ainda diz que de acordo com amigos Adriane Galisteu foi a grande paixão de Ayrton Senna e que ele queria se casar com ela.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 

LIMA, João Gabriel de. Os segredos de Senna. Veja, São Paulo, edição 1849, ano 37, nº 15, p.70-77. 14 de Abril 2004.






















Grampos no Telefone de Ayrton Senna




Trechos de Livros que citam a reação de Ayrton Senna depois de ouvir as fita com as gravações do grampo feito pela família dele. 

Livro de Adriane Galisteu - Caminho das Borboletas Página: 191 de 1994

Soube depois, pelos amigos, pela imprensa, que a prova de Ímola esteve por um fio. Ayrton deu declarações públicas denunciando a insegurança do circuito e lamentando os acidentes. Mas ele era a última pessoa do mundo a poder comandar uma operação-boicote. Tinha perdido as duas primeiras provas, estava atrás de resultados, qualquer atitude sua poderia ser entendida como um pretexto para ganhar tempo, para não competir. E, se havia coisa no mundo que Ayrton não era, era frágil e covarde. Comigo, naquela noite, às vésperas da tragédia, ele só repetiu seu constrangimento sintomático:
- É assim mesmo, esse pessoal é assim mesmo - para logo mudar de assunto.
A caseira interrompeu para animá-lo com o cardápio que ela preparava para a chegada. Típico da simplicidade dele: galinha grelhada e legumes no vapor. Peguei de novo o telefone. Falamos de nós. De saudade e de amor. Trocamos juras apaixonadas.
- Preciso lhe dar umas palmadas - disse ele.
- Palmadas? Por quê?
- Tenho muito a lhe dizer. A lhe propor. A lhe oferecer - prosseguiu. - Devo estar aí às 20h30, por aí. Quero passar a noite em claro. Vamos conversar até o amanhecer. Quero convencê-la de que sou, disparado, o melhor homem de sua vida.
Ri, com aquele comentário inesperado.
- Você não conhece os outros... - brinquei.
- Vou provar-lhe que sou o melhor.

Meu Deus, ele é o melhor homem de minha vida. O único. Será que eu ainda não deixara isso claro para ele? Ele era uma dádiva, um presente, um paraíso. Na nossa conversa noturna e meio bobalhona de dois enamorados, nem de longe imaginei que houvesse espaço para a intriga ou o veneno. De nossa parte, não havia. A paixão era nosso único alimento... 



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Livro de Adriane Galisteu - Heroi Revelado Página: 527 de 1999

A PERDA

Foi Ayrton quem tomou a iniciativa de comentar com Braguinha, na manhã de domingo, no saguão do hotel Castello, depois do café da manhã, as gravações que ouvira na noite anterior. De acordo com Braguinha, Senna demonstrou uma mistura de "contrariedade e resignação":
- Vou dar umas palmadas nela pra ela parar de ficar dizendo bobagens.
Para Braguinha, Ayrton deu sinais de que absorvera o episódio com serenidade. Senna teria ficado muito mais chateado, naquele mesmo saguão, com Ron Dennis, que não lhe devolveu um aceno:
- Puxa vida, trabalhei anos com esse cara e ele finge que não me conhece.
Nove anos depois, Ron Dennis confirmou a intenção:
- Foi frieza. Não fui rude com ele, mas aquela frieza estava mesmo em mim.



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No livro de Francisco Santos mostra que Ayrton ficou indignado com a família por ter mandado grampear seu telefone.

Trecho do Prefácio de Francisco Santos no livro “Ayrton Senna Saudade – O que faltava saber” de 1999

Uma opção: não tocar em alguns temas

Não posso censurar alguém como Américo Jacoto Júnior, cuja amizade com Ayrton já foi tão mal-compreendida durante a vida de Ayrton, e que agora prefere cortar alguns momentos muito interessantes da nossa conversa, nas referências a reações de familiares de Ayrton a naturais sentimentos seus, ou ainda, nas revelações sobre Adriane Galisteu. Nada mais seriam do que uma confirmação de que Ayrton realmente amava Adriane e que ela não era “mais uma garotinha” na vida dele, como ele falou para várias pessoas mais chegadas.
Não que eu pretenda de alguma tocar em casos como esses e criar mais polemica.
Não foco, em nada, o namoro de Ayrton com Adriane, pois, como ela me falou ao evitar os meus pedidos de conversa para este livro “já foi tudo esclarecido no meu livro”. Não abro a ferida dos telefones grampeados pela família Senna e a gravação de Adriane com seus ex-namorado César. Depois de debater isso com outros pessoas e com Adriane em outubro de 1994 na Alemanha, quando a levei a uma entrevista na RTL, parece-me que essas conversas não teriam passado de uma molecagem entre amigos e nada tiveram para manchar o amor de Ayrton.
Mais grave terá sido – principalmente para Ayrton – o fato da família ter mandado grampear os telefones de seu apartamento em São Paulo e de sua casa em Angra dos Reis. Isso o terá desgostado muito, a ponto de, segundo informações que tive, lhe terem provocado uma reação para depois de Imola, que jamais aconteceu.



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Também na Revista Veja de 14/04/2004 Edição 1849 Ano 37 Nº 15 fala sobre as gravações

No grampo feito no apartamento de Senna em São Paulo, o antigo namorado de Adriane zombava do piloto, dizendo que era melhor do que Ayrton na cama. Uma besteira. Nada na fita sugeria que Adriane estivesse traindo Senna ou mesmo que tivesse concordado com o comentário machista do ex-namoro.



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FONTE PESQUISADA

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 

RODRIGUES, Ernesto. Ayrton, o herói revelado. Edição 1. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2004.

SANTOS, Francisco. Ayrton Senna Saudade. Edição Brasileira. São Paulo: EDIPROMO, 1999.

LIMA, João Gabril de. Os segredos de Senna. Veja, São Paulo, edição 1849, ano 37, nº 15, p.70-77. 14 de Abril 2004.
























terça-feira, 19 de março de 2013

Lançamento Caminho das Borboletas



Adriane Galisteu e o preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra

Nuno Cobra no Lançamento de “Caminho das Borboletas” de Adriane Galisteu
“O Ayrton está aqui ao seu lado”, afirmou ele, convicto. “Tudo de bom que está acontecendo em sua vida, como esse livro, tem por trás a mão dele, que agora cuida de você do lugar onde está”. Nuno Cobra



"Hoje vejo que Adriane está refeita. O livro e esta noite de autógrafos rodeada de amigos são a prova de que minha filha vai voltar a sorrir". Emma Galisteu



Adriane Galisteu ao centro de Nirlando Beirão e um deputado. Na Limelight; "Foi neste lugar que pude ver o Beco como pessoa. Aqui meu coração começou a bater mais forte por ele". Adriane Galisteu


FONTE PESQUISADA

Revista Caras, São Paulo, nº 47, ano 1, Editora Abril, novembro de 1994.